A Prefeitura de Itabuna esteve representada pelo secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA), João Carlos Oliveira da Silva, na posse do novo diretor-geral da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Thiago Guedes Viana. A solenidade foi realizada na sexta-feira passada, dia 18, reunindo autoridades nacionais, lideranças do setor agrícola e representantes de instituições ligadas à cadeia produtiva do cacau.

 Natural de Itabuna, o novo diretor-geral da CEPLAC em seu discurso destacou o compromisso com a valorização da Região Cacaueira e a importância da articulação entre os diversos atores do setor.

 “Acredito e quero construir com parcerias e integração institucional uma visão de futuro para a Região Cacaueira. Construiremos uma nova CEPLAC juntos”, afirmou Guedes, reforçando a abertura para o diálogo e o trabalho conjunto com prefeituras, produtores, universidades e entidades do setor agropecuário regional.  

 O titular da SEAGRIMA, secretário João Carlos Oliveira da Silva, elogiou a escolha do novo diretor e destacou a relevância do órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária para o desenvolvimento regional.

 “A CEPLAC tem um papel histórico e estratégico para o fortalecimento da agricultura cacaueira. A chegada de Thiago Guedes representa um novo momento e a Prefeitura de Itabuna está pronta para colaborar com ações que promovam inovação, sustentabilidade e geração de renda para os produtores da nossa região”, declarou.

 Desde 1957, portanto há quase seis décadas, a CEPLAC é um dos pilares da economia do Sul da Bahia e tem sido fundamental na pesquisa, assistência técnica e desenvolvimento de tecnologias voltadas à lavoura cacaueira, contribuindo diretamente para a formação de profissionais, fortalecimento das comunidades rurais e preservação ambiental.

 O diretor-geral Thiago Guedes Viana possui formação em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e é especialista em cacau. Ele é ex-chefe de Gabinete da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia.

 Também já atuou como secretário-geral da Sociedade Brasileira de Sistemas Agroflorestais, coordenador da Comissão Nacional de Produção Orgânica e diretor de Meio Ambiente da Secretaria Municipal Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA) da Prefeitura de Itabuna.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O Chocolat Bahia 2025, Festival Internacional do Chocolate e Cacau, reuniu visitantes no Centro de Convenções de Ilhéus, no sul do estado, entre quinta-feira (17) e domingo (20), com quatro dias de programação. Com a movimentação do evento, os hotéis da cidade registraram ocupação máxima, recebendo visitantes de todo o Brasil e até do exterior.

 

Entre os atrativos de Ilhéus está a Estrada do Chocolate, um roteiro imersivo na cultura do cacau, com a demonstração de todo o processo produtivo, desde o plantio sustentável do fruto até a transformação de suas amêndoas em chocolates finos.

 

A coordenadora-técnica da Setur-BA, Luciana Lavigne, comemorou o reflexo do Chocolat Bahia no turismo. “A expectativa era que o evento recebesse 80 mil pessoas, mas, no final, foram mais de 90 mil. Isso demonstra o acerto do Governo do Estado em apoiar a iniciativa, que envolveu a cadeia produtiva do turismo, com a injeção de R$ 20 milhões na economia”.

No Hotel Praia do Sol, por exemplo, todos os 98 apartamentos estavam ocupados, principalmente, por turistas do Sul e Sudeste do país. “O festival é mais um grande atrativo da cidade, que ajudou muito nessa alta ocupação que conseguimos”, declarou o recepcionista Lucas Willie.

No sábado (19), após a programação técnica envolvendo 500 marcas, rodada de negócios e manifestações culturais, o palco do evento recebeu o cantor e compositor Danilo Caymmi. “Dá muito orgulho participar desse momento, que envolve plateia, empresários, produtores de chocolate, poder público e músicos”, contou o artista.

“Um festival muito bem montado, com novas atrações e um nível de expositores elevado, o que engrandeceu o evento. Parabenizamos a organização, pela iniciativa que contribuiu para o fomento das atividades turísticas na região”, elogiou o presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), Alcides Kruschewsky.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) teve melhora na avaliação em julho no comparativo com junho, de acordo com pesquisa feita pela Compasso. Aumento é de 4,9 pontos percentuais.

O governo saiu de 25,39% de ótimo e bom no mês passado para 30,29% em julho.

Na outra ponta, oscilou de 24,05% em junho para 21,75% em julho o percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo. Recuo de 2,3 pontos percentuais.

Ainda em junho, 50,55% avaliavam o governo como regular. Agora em julho, atingiu 47,7%, conforme os dados apurados pela Compasso.

Os dados da pesquisa de junho, feita no período de 5 a 10 daquele mês, foram divulgados pelo site Central de Política e os de julho saíram no último final de semana no Políticos do Sul da Bahia.

A MELHORA NA AVALIAÇÃO

O prefeito Augusto Castro enfrentou um primeiro semestre de desgastes, principalmente com a demissão de 269 aposentados. A gestão disse que a tomada de decisão teve amparo em parecer favorável do Ministério Público Estadual (MP-BA). No período, o município também concluiu o Progama de Desligamento Voluntário (PDV). Os 490 servidores que aderiram receberão salário por 18 meses, a título de indenização.

A melhora na avaliação ocorre em momento de entregas. Já no final do primeiro semestre, Augusto iniciou a entrega de obras de reforma de praças centrais – Hélio Lourenço, na Aziz Maron e Félix Mendonça, no Góes Calmon, e a Praça Camacan (Octávio Mangabeira), também na região central. Junto com a conclusão das obras da Alameda da Juventude, a reurbanização deu nova cara à orla da Beira-Rio, que também tem obras de ligação com a nova BA-649 (Ilhéus-Itabuna).

A festa do São Pedro (Ita Pedro) também é vista como componente que, tradicionalmente, contribui para melhora da avaliação do governo e a intenção é aumentar a aprovação com os festejos pelos 115 anos de Itabuna, quando serão entregues obras e haverá shows gratuitos já confirmados com Pablo e Calcinha Preta, duas atrações entre as mais pedidas para o Ita Pedro que ficaram para julho.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O corpo da cantora Preta Gil, que teve o falecimento confirmado no último domingo (20), nos Estados Unidos, em decorrência do câncer, deve ser enterrado em Salvador.

 

De acordo com a coluna de Fábia Oliveira, do site Metrópoles, esse era um desejo da artista, um dos últimos feitos pela cantora.

 

Segundo a publicação, ao tomar conhecimento da gravidade do câncer, a artista disse aos amigos próximos que gostaria de ser velada no Rio de Janeiro e enterrada na Bahia.

 

Por meio de nota, Gilberto Gil e Flora afirmaram que a família está cuidando do processo de repatriação ao Brasil e pediu compreensão neste momento delicado.

 

“É com tristeza que informamos o falecimento de Preta Maria Gadelha Gil Moreira, em Nova lorque, onde estamos neste momento cuidando dos procedimentos para sua repatriação ao Brasil. Pedimos a compreensão de tantos queridos amigos, fãs e profissionais da imprensa enquanto atravessamos esse momento difícil em família.”

 

Preta viajou para os Estados Unidos em maio deste ano, logo após o Dia das Mães para ser submetida ao tratamento experimental.

 

Os procedimentos, no entanto, não apresentaram uma melhora no quadro da artista e lá, os médicos decretaram que a doença havia se alastrado.

 

Segundo Fábia Oliveira, a piora no quadro de saúde da cantora aconteceu na quarta-feira (16). A artista estava rodeada da família, como o filho, Fran Gil e a neta, Sol de Maria, além da sobrinha Flor Gil. A amiga da cantora, Carolina Dieckmann conseguiu viajar aos EUA para “buscar” a amiga, que se preparava para voltar ao país, no entanto, Preta não resistiu.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Levantamento feito por infectologistas, epidemiologistas e pneumologistas de várias localidades e diferentes centros de pesquisa do Brasil permitiu que pesquisadores conseguissem avaliar os impactos do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em pessoas com 60 anos ou mais hospitalizadas por pneumonia nos sistemas de saúde público e privado do país.

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a patologia é transmitida de maneira semelhante à gripe e covid-19, por meio de gotículas expelidas ao tossir ou espirrar, pelo contato próximo com alguém infectado ou com superfícies contaminadas.

Os resultados mostraram que doenças cardiovasculares (64,2%), diabetes (32%) e DPOC (24,5%) foram as comorbidades mais associadas aos casos graves dos 3.348 adultos que necessitaram de internação durante o período do estudo (entre 2013 e 2023).

A amostra revelou ainda que, em comparação aos indivíduos sem comorbidades, os adultos com algum tipo de comorbidade apresentaram maiores taxas de admissão na UTI (34,8%)1, internações mais longas (13,2 dias) e maior índice de mortalidade (26,9%).

Segundo as estimativas, são afetadas pelo Vírus Sincicial Respiratório 64 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. Devido a esse cenário, subnotificação em adultos mais velhos e das taxas baixas de vacinação contra o VSR, a SBI lançou a campanha “Protegido você vai longe – Depois dos 60 o risco de ter pneumonia por causa do VSR é maior”.

Meta

O objetivo é ampliar o conhecimento do público leigo sobre a relação entre o VSR e o aumento do risco de pneumonia.

“A iniciativa também pretende esclarecer e diferenciar a infecção pelo VSR na infância (bronquiolite) das suas implicações para a população idosa. A ideia da campanha é interligar a longevidade com a importância da vacinação e esclarecer que muitos dos sintomas podem não ser de gripe, mas sim do VSR, vírus que tem um grande potencial para provocar a pneumonia”, alerta a SBI.

O infectologista da SBI, Clovis Arns da Cunha, ressalta que outro ponto de atenção para o cenário atual é que a falta do teste do VSR no momento da internação no sistema público, principalmente dos pacientes com mais de 60 anos e com comorbidades, gera um subdiagnóstico e, em muitos casos, o indivíduo acaba sendo tratado como quadro de gripe ou pneumonia.

“E neste ano tivemos alta de internações em crianças com bronquiolite nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país, com aumento significativo também no Sul e Nordeste. Ou seja, se o VSR está circulando com tanta força nas crianças, certamente circula com a mesma intensidade nos avós, ou seja, as pessoas 60+”, disse.

VSR em 2025

Informações do Boletim InfoGripe da Fiocruz, em 2025, indicam que o VSR respondeu por 45% dos diagnósticos positivos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), totalizando 18.654 casos apenas no primeiro semestre, praticamente o dobro do percentual registrado no mesmo período por outros vírus como Rinovírus (22,8%) e Influenza A (22,7%)5.

“Enfrentamos, desde o começo do ano, uma tendência de aumento de casos de VSR que pode desencadear um quadro de pneumonia grave, especialmente quando pensamos numa população 60+, com maior probabilidade de ter uma doença crônica com mais de uma comorbidade associada. Por isso, assim como destacamos a importância da vacinação contra gripe para o público idoso e adulto, é fundamental que essa faixa etária também inclua no radar a imunização contra o VSR”, finalizou a consultora da SBI, Rosana Richtmann.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

As memórias de medo e de recomeço misturam-se nas palavras do baiano Marcos Cabral de Oliveira, de 50 anos de idade. Fome, secura e abandono na sertaneja Caetité, na Bahia (BA), o caminho com a “mãe de criação” para Brasília (DF) no início dos anos 1980, a esperança de “algum dia melhor”. O menino virou adolescente e foi trabalhar no lixão da Vila Estrutural, na capital federal.

“Aquilo não pode mais. Eu quis que meus dois filhos brincassem e estudassem. Hoje tem até lei para isso”.

A lei que Marcos, analfabeto, não conhece pelo nome, mas sabe o que significa, responde pela sigla de ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente, e vigora desde 13 de julho de 1990. A legislação é ampla na garantia dos direitos da infância foi solidificada e viabilizada sob os ecos da Constituição cidadã de 1988. O desafio brasileiro nessas mais de três décadas foi tentar tirar a legislação do papel e virar ação prática.

Quando o filho de Marcos, Marcelo, nasceu, há 27 anos, o estatuto já existia. “Eu sei que estudar e brincar é muito melhor do que o que eu passei. Trabalhar no lixão me causou ferimentos na mão com a sucata. Tenho uma dor nas costas que não passa desde que eu vivia por lá”.  Viver por lá significava também passar madrugadas e frio cercado de lixo e carregando materiais que eram maiores do que ele.

“Quem trabalhou no lixão não quer isso para quem ama”, afirma Marcos.

Os dois filhos foram estudar, atuaram como aprendizes em empresas e puderam sonhar até com a faculdade. Marcelo, que hoje trabalha como lojista, chegou a ingressar no curso superior de análise de sistemas.

Ele também é voluntário em um instituto chamado Viver, iniciativa criada pela igreja Presbiteriana e hoje é uma ONG, que recebe crianças em vulnerabilidade na região. Marcelo é grato por um dia ter sido aluno do instituto enquanto o pai precisava ir para o lixão. “Aqui eu brincava e aprendi a jogar bola”. Outros colegas “perderam-se na vida”.

A assistente social dessa entidade, Maxilene Duarte, explica que o objetivo é receber crianças em contraturno escolar e oferecer refeições e apoio pedagógico. “O lugar foi criado para evitar que as crianças fossem junto com a família para o lixão”.

A psicóloga Fabiane Ferreira entende que a entidade promove fortalecimento de vínculos e que elas reconheçam que devem estar na escola e não no trabalho.

“Como psicóloga, atendemos não só as crianças, mas os pais também que vão compreendendo o melhor lugar para a criança estar”.

Crianças como protagonistas

A pesquisadora Ana Potyara, diretora da entidade civil Andi Comunicação e Direitos, explica que o ECA contou com a pressão popular para colocar criança e adolescente como sujeito de direitos na Constituição Federal. “As crianças devem ser tratadas como protagonistas e cuidadas”.

Promover esse debate sobre um estatuto para criança foi uma ação de pressão realizada por entidades como a própria Andi no fim dos anos 1980. A ideia gerou repercussão com o apoio dos fundadores da ONG, os jornalistas Âmbar de Barros e Gilberto Dimenstein (que faleceu em 2020). O Congresso Nacional abraçou a iniciativa da sociedade.

“Os jornalistas viam na comunicação um campo de pressão do Estado em relação ao Congresso, em relação ao Executivo, para a construção desse estatuto, que dá dignidade, direitos e proteção às crianças e adolescentes”, afirmou.

Ana Potyara contextualiza que o ECA rompeu com a ideia de que a criança era apenas mais um indivíduo na sociedade e que não poderiam ser vistas como “mini-adultos”. “O Estatuto da Criança e do Adolescente regulamentou artigo da Constituição sobre os direitos da infância. “Hoje a gente tem uma legislação muito maior, que vem se adaptando às novas realidades e às novas demandas”.

Ela explica que a mídia também passa a fiscalizar a garantia dos direitos da infância. “A sociedade passa a não admitir que a criança passe por situação de humilhação e degradante. O trabalho infantil é uma das violências’.

Campanhas e políticas públicas

Pensa assim também o diretor de proteção da criança e do adolescente do governo, Fábio Meirelles. Ele avalia que o país ainda tem o desafio de proteger crianças e adolescentes em maior vulnerabilidade para reafirmar o princípio da proteção integral.

“As crianças não podem ser vítimas de violações e, nesses 35 anos, há uma crescente maturidade da sociedade para fazer valer os direitos”.

Entre os exemplos dessa evolução, ele aponta o Disque 100 que é um canal de denúncias consolidado para que qualquer pessoa possa apresentar, de forma anônima, violações cometidas contra crianças. “Só em 2024, por exemplo, mais de 1,2 mil crianças foram resgatadas de trabalho infantil”.

O número dessa transformação pode ser considerado ínfimo ainda levando em conta o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no ano passado, via Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC). Haveria no país 1,6 milhão de crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos de idade, em trabalho infantil e esse seria o menor número desde o início da série histórica, em 2016.

Pior ainda, 586 mil crianças e adolescentes continuam vítimas de trabalho infantil em suas formas mais degradantes.

>>Trabalho infantil recua 14,6% em um ano, segundo dados do IBGE

Meirelles aponta que o governo e o Ministério Público têm feito campanhas em busca da erradicação desse tipo de trabalho. Para ele, o enfrentamento à miséria e à fome com programas assistenciais em diferentes campos da cidadania, da saúde e da educação buscam reduzir os cenários de extrema desigualdade que causam o número elevado de crianças trabalhando ao invés de fazendo atividades infantis.

“O cenário é bastante desafiador”, avalia. Inclusive, durante toda a próxima semana, deste domingo até o dia 17, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania realiza o seminário “35 anos do ECA: Justiça Social e Ambiental”, entre os dias 13 e 17 de julho, em Brasília.

“O evento inaugura a agenda oficial de entregas e anúncios do governo federal voltados à proteção e promoção dos direitos de crianças e adolescentes no país”, apontou o governo.

Segundo o ministério, o encontro articula os temas da justiça social e ambiental como eixos centrais para o presente e o futuro das políticas públicas.

Para a secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e presidente do Conanda, Pilar Lacerda, a celebração dos 35 anos do ECA representa um marco histórico de conquistas na consolidação dos direitos humanos no Brasil.

“O Estatuto é fruto de intensa mobilização da sociedade civil, de movimentos sociais e da luta de crianças, adolescentes e militantes por justiça social”.

“Atacar a pobreza”

Fábio Meirelles destaca que o sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes, com profissionais como conselheiros tutelares, representantes do Ministério Público, do Judiciário e profissionais da assistência compõe o sistema de garantia de direitos criado no âmbito do ECA.

“Precisamos fazer esse esforço de reestruturar as políticas, da centralidade da criança e do adolescente, de atacar a pobreza multidimensional e fortalecer o sistema de garantia de direitos da criança. As crianças pretas e meninas são ainda mais vulneráveis”, pondera.

A pesquisadora Ana Potyara, da Andi, reforça que todos os dias os brasileiros veem crianças em situação de vulnerabilidade, inclusive no trabalho.

“Temos ainda uma quantidade enorme de situações de trabalho infantil na sociedade brasileira e que muitas vezes é tolerado”, lamenta.

Um dos esforços que a sociedade e as políticas públicas precisam enfrentar é a falsa ideia de que o trabalho dignificaria a experiência infantil para um futuro. “É a educação que dá um futuro”.

Outra ponderação que a pesquisadora realiza é que, além das crianças em situação de pobreza, a sociedade do consumo tem colocado crianças na frente de câmeras para atuarem na internet.

“Esse é o caso de trabalho Infantil artístico.Tira delas a oportunidade de fazer o que é atividade de criança”, cita. Além do impacto direto e imediato na infância, a pesquisadora da Andi aponta que esse tipo de problema causa reflexo econômico no futuro. Assim ocorreu com a catadora Ana Cristina Rodrigues, de 39 anos, também analfabeta, mãe de quatro filhos.

Ela é residente em um barraco na comunidade de Santa Luzia, localidade desassistida em políticas públicas e onde as ruas não são asfaltadas. Ela trabalhou no lixão durante a adolescência e sente falta do espaço.

Ana celebra que foi eleita “miss catadora” no ano de 2018 e escolhida pelos vizinhos para ser líder comunitária. Entre as atividades dela, está a de uma campanha permanente para doação, incluindo cestas básicas e prestação de serviços, como busca de voluntários para ensinar idiomas para as crianças.

Ana quer deixar para trás o passado, de quando foi presa. Um dos filhos está também no presídio. “Fizemos coisas erradas”. Aos filhos, ela quer um destino diferente do dela. Os outros três, segundo ela, estão estudando. “Eles têm direito como todo mundo, né”.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A Netflix revelou na manhã desta quinta-feira (17) o elenco oficial de “Brasil 70 – A Saga do Tri”, minissérie que vai retratar os bastidores e momentos marcantes da conquista da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, no México. O projeto é uma parceria com a O2 Filmes e já está em fase de gravações, com cenas sendo rodadas tanto no Brasil quanto em solo mexicano.

 

O destaque do elenco fica por conta de Rodrigo Santoro, que interpretará o jornalista e técnico João Saldanha, responsável por parte da campanha nas Eliminatórias. Bruno Mazzeo dará vida a Zagallo, treinador que assumiu o time pouco antes do Mundial e comandou o Brasil rumo ao tricampeonato. Já Lucas Agrícola viverá o papel de Pelé, camisa 10 da Seleção e ícone daquela geração considerada por muitos como a maior da história do futebol.

 

A produção promete recriar lances clássicos e bastidores históricos que marcaram a trajetória de uma equipe lendária, com nomes como Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Tostão, Paulo Cezar Caju e Rivelino. Confira os atores que vão interpretar os personagens icônicos do tri: 

 

  • Rodrigo Santoro – João Saldanha
  • Bruno Mazzeo – Zagallo
  • Lucas Agrícola – Pelé
  • Caio Cabral – Carlos Alberto Torres
  • Maicon Rodrigues – Paulo Cezar Caju
  • Ravel Andrade – Tostão
  • Daniel Blanco – Rivelino
  • José Beltrão – Carlos Alberto Parreira
  • Gui Ferraz – Jairzinho
  • Marcelo Adnet – Eusébio Teixeira

 

A direção geral é assinada por Paulo Morelli e Pedro Morelli, com direção de episódios também por Quico Meirelles. A criação é de Naná Xavier e Rafael Dornellas, enquanto o roteiro final ficou a cargo de Naná Xavier em parceria com Felipe Sant’Angelo. A produção executiva de desenvolvimento é assinada por Guto Gontijo.

 

Embora ainda não tenha data de estreia confirmada, a série deverá seguir o tom de “Senna”, também da Netflix, estrelada por Gabriel Leone. Mesmo dividindo a crítica, a produção sobre o tricampeão da Fórmula 1 conquistou forte audiência.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) realizou um importante encontro, no Teatro Municipal Candinha Dória, contando com a participação de pastores, representantes de igrejas e bandas evangélicas da cidade. O objetivo foi iniciar o alinhamento para a próxima edição do Celebra Itabuna 2025, um dos maiores eventos cristãos do município.

Durante o evento, foram ouvidas sugestões, expectativas e propostas de diferentes lideranças religiosas, reforçando o compromisso da FICC em construir um evento plural, participativo e voltado à valorização da fé e da cultura cristã.

O presidente da FICC, Aldo Rebouças, destacou a importância do diálogo com as lideranças.  “O Celebra Itabuna é um evento de todos. Por isso, ouvir pastores, representantes religiosos e artistas que fazem parte dessa caminhada é essencial para que possamos realizar algo grandioso, com propósito e em comunhão.”

A pastora Sadja Bute, do Movimento Desperta Débora, também ressaltou a relevância do encontro. “Essa reunião foi de extrema importância. Ver o presidente Aldo Rebouças ouvindo todos os envolvidos demonstra compromisso e sensibilidade com o propósito do evento. Foi uma intervenção perfeita. E o Desperta Débora estará em oração por todos que estão à frente dessa missão,” disse.

O encontro também contou com a presença do secretário de Planejamento, vice-prefeito Júnior Brandão, que tem sido um apoiador ativo do evento e reafirmou compromisso com a promoção de iniciativas que celebrem a fé e a comunhão cristã. “O Celebra Itabuna é uma forma de exaltar a Deus e unir nossa cidade por meio da música, oração e da espiritualidade. Estaremos juntos nesse propósito”, afirmou.

Consolidado como uma celebração de fé, arte e espiritualidade, o Celebra Itabuna reúne milhares de pessoas em momentos de louvor, oração e apresentações musicais. A edição de 2025 promete ainda mais representatividade, organização e participação popular.

A FICC seguirá promovendo novas escutas e articulações ao longo dos próximos meses, garantindo que o evento seja construído com base no respeito, na colaboração e na valorização das expressões religiosas que compõem o cenário cultural de Itabuna.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Organizações ambientais, sociedade civil, pesquisadores e populações tradicionais pedem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete integralmente o Projeto de Lei 2159/21, apelidado de PL da Devastação. A proposta foi aprovada na madrugada desta quinta-feira (17) pela Câmara dos Deputados, após passar pelo Senado Federal.

Após a aprovação no Congresso Nacional, o projeto de lei é encaminhado à Presidência da República, que tem o prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento, para sanção ou veto.

Para o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, o PL é o maior retrocesso ambiental legislativo desde a ditadura militar.

“Os governos perdem a capacidade de controlar mais de 80% dos empreendimentos que são propostos por meio do licenciamento ambiental. Quer dizer, a gente não vai mais saber se aquilo que está sendo proposto vai causar um impacto coletivo, qual o tamanho desse impacto, qual é o risco que as populações que estão próximas ali daquele empreendimento podem correr”, diz.

Entre as mudanças, o PL cria o licenciamento ambiental simplificado por adesão e compromisso (LAC), que poderá ser solicitado sem a necessidade de estudos de impacto.

Caberá ao ente federativo definir o porte e o potencial poluidor das atividades desenvolvidas pelos empreendimentos interessados em obter a LAC, que também terá vigência de 5 a 10 anos. Pavimentação e serviços e obras de duplicação de rodovias, bem como ampliação e instalação de linhas de transmissão nas faixas de domínio poderão fazer uso desse tipo de licença.

“Situações como, por exemplo, pequenas centrais hidrelétricas que barram um rio ou até mesmo, barragens de rejeitos, como é o caso de Brumadinho, passam a ter um licenciamento sem avaliação de risco. Ele passa a ser feito automaticamente. Isso é um vale-tudo, isso é você acabar com as bases do licenciamento ambiental”, diz Astrini.

O Observatório é uma rede formada por 68 organizações da sociedade civil brasileira que atua na agenda socioambiental e de clima. De acordo com Astrini, a sociedade cvil está mobilizada pelo veto presidencial ao projeto para que ele não seja colocado em prática. “A sociedade civil vai continuar muito mobilizada, talvez até mais ainda agora, porque é a chance de reversão de todos esses absurdos se encontra na mesa do presidente da República”, defende.

Impactos aos biomas brasileiros

O climatologista Carlos Nobre diz que, ao facilitar os licenciamentos, o país poderá contribuir para um desmatamento irreversível. Nobre foi um dos cientistas que ajudou a escrever o Manifesto da Ciência Brasileira sobre o Projeto de Lei (PL) nº 2.159/2021, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Segundo o climatologista, tanto senadores quanto deputados “estão ignorando totalmente que os quatro biomas brasileiros estão muito próximos do ponto de não retorno”. Isso significa que Amazônia, Cerrado, Caatinga e Pantanal podem chegar a tal nível de devastação que se tornarão desérticos, o que inviabilizará até mesmo atividades produtivas como a agropecuária.

“É muito preocupante que a maioria desses políticos brasileiros do Senado e da Câmara dos Vereadores continuem ignorantes com relação à ciência”, diz.

A Fundação SOS Mata Atlântica também ressaltou os impactos para o bioma onde vivem 70% da população brasileira e que sustenta mais de 80% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

“Desde 2006, a Lei da Mata Atlântica foi responsável por uma queda de mais de 80% no desmatamento do bioma – passou de 110 mil hectares por ano para menos de 15 mil. Revogar os dispositivos que garantem essa proteção é abrir espaço para o aumento da devastação e colocar em risco compromissos firmados pelo Brasil nos acordos climáticos e de biodiversidade”, diz a organização em nota.

A fundação também pede que Lula rejeite integralmente o PL. “Alterar um sistema legal comprovadamente eficaz é institucionalmente temerário e juridicamente questionável, colocando em risco os compromissos assumidos pelo Brasil perante o Acordo do Clima e as COPs [Conferências das Nações Unidas sobre Mudança do Clima]”.

Marcha à Brasília

A aprovação levou também à reação de populações que serão diretamente impactadas pelas mudanças. Mulheres indígenas organizam uma marcha à Brasília para protestar contra a aprovação do PL e pedir o veto à legislação.

“Uma proposta que transforma a vida em mercadoria, e os territórios, em zona de sacrifício. É o marco legal da destruição. Legaliza o agronegócio em terras indígenas. Libera garimpos e mineração predatória. Facilita obras como rodovias e hidrelétricas sem consultar os povos afetados. Destroça os direitos constitucionais dos povos originários e tradicionais”, diz a diretora do Instituto Witoto, Vanda Witoto.

O instituto é uma organização liderada por mulheres indígenas na periferia de Manaus que atua pelo fortalecimento da cultura, identidade, educação e economia indígena.

“A Amazônia e os biomas brasileiros são essenciais para a biodiversidade. Destruí-los é acelerar o colapso climático. Cada árvore tombada leva junto um pedaço do nosso futuro. É a vida que está em jogo. Nós mulheres indígenas estamos a caminho de Brasília para marchar contra essa violência contra a natureza e nossos corpos”, afirmou em publicação no Instagram.

Organizações internacionais

Organizações de atuação internacional também se manifestaram após a aprovação do Congresso. A organização Proteção Animal Mundial, que atua em 47 países, afirmou, em nota, que o PL “representa um dos maiores retrocessos ambientais da história do Brasil”.

“O novo texto, além de incluir a mineração, mantém a espinha dorsal de fragilização do processo de licenciamento, abandona os princípios de prevenção e participação pública que deveriam orientar qualquer decisão ambiental. Ao permitir, por exemplo, que atividades sejam autorizadas com base em autodeclarações ou dispensadas de estudos de impacto, o Estado se afasta de sua responsabilidade constitucional de garantir um meio ambiente equilibrado e seguro para as presentes e futuras gerações”, diz a organização.

Em relação à fauna, a Proteção Animal Mundial afirma que “quando um empreendimento é aprovado sem o devido cuidado, são populações inteiras que perdem seu habitat, são corredores ecológicos que são interrompidos, são espécies que caminham para a extinção. E esse processo, ao contrário do que se prega, não é ‘desenvolvimento’. É negligência oficializada”.

A Action Aid, organização presente em 75 países que trabalha por justiça social, equidade de gênero e étnico-racial e pelo fim da pobreza, também pediu o veto ao texto. “O texto representa o maior retrocesso ambiental das últimas quatro décadas e ameaça diretamente os direitos de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que são os que mais protegem os territórios e os bens comuns no país”, diz em nota.

“A proposta permite que empresas se autolicenciem, inclusive, em áreas ecologicamente sensíveis, dispensando análises técnicas de órgãos ambientais. Também exclui da obrigatoriedade de avaliação de impacto os territórios indígenas e quilombolas ainda não titulados, desconsiderando comunidades que ocupam e cuidam dessas terras há gerações. Sua aprovação definitiva poderá comprometer por décadas a capacidade do Estado de prevenir impactos ambientais e de construir ações efetivas para adaptação e mitigação climática.”

Setor produtivo

Por outro lado, favorável à medida, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) diz que o PL “moderniza, desburocratiza, garante a segurança jurídica e ambiental e evita perdas de competitividade para o país”.

Em nota, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, diz que no Brasil não existe uma lei geral que trate do licenciamento ambiental, já que todo o arcabouço foi moldado com resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e legislações estaduais, tornando o procedimento diferente em cada estado. “O texto aprovado atende aos anseios do setor produtivo, ao evitar retrocessos e estabelecer segurança jurídica e ambiental para o país e para a economia”, defende a confederação do agronegócio.

De acordo com Ananias, atualmente, há divergência de entendimentos entre órgãos federais, estaduais, Ministério Público, e, agora, com a lei do licenciamento, “o produtor vai saber de forma mais clara quais são suas obrigações para continuar produzindo e cumprindo suas obrigações com a legislação ambiental”, diz a nota.

Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) manifestou, em nota, profunda preocupação com a aprovação do PL.

“A agricultura familiar é responsável pela produção da maioria dos alimentos consumidos no Brasil. Ao mesmo tempo, é a mais vulnerável aos impactos das mudanças climáticas, o que agrava ainda mais as desigualdades sociais e econômicas no meio rural brasileiro”.

Segundo a confederação de trabalhadores rurais, a flexibilização do licenciamento ambiental aumentará o desmatamento, a contaminação de solos e a escassez hídrica, “prejudicando diretamente a produção de alimentos saudáveis e a soberania alimentar do país e prol do benefício econômico de poucos empresários e grandes produtores rurais, que já desfrutam de grandes vantagens competitivas, pela sua condição econômica”, diz.

“O texto aprovado beneficia em especial aqueles que possuem grandes extensões de terras e que já contam com recursos para adaptação às mudanças climáticas em detrimento da a agricultura familiar que tem menos recursos e depende do equilíbrio ambiental para produzir”.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A Prefeitura de Itabuna publicou, nesta quinta-feira, dia 17, na edição eletrônica do Diário Oficial, a convocação de 118 candidatos aprovados no Processo Seletivo Simplificado nº 01/2025, que ofereceu 130 vagas de níveis médio, técnico e superior, em diferentes áreas de atuação para candidatos com Ensino Médio na Secretaria Municipal de Saúde.

As vagas de Ensino Médio completo foram para as funções de apoio técnico-administrativo, Agente de Combate às Endemias, Brinquedista e Oficineiro. As de nível técnico foram para Auxiliar de Saúde Bucal, Técnico de Informática, Técnico de Enfermagem, Técnico de Laboratório e Técnico em Radiologia.

Já as vagas de nível superior foram para as áreas de Contabilidade, Cálculo Judicial, Arte-Educação, Engenharia Florestal, Assistência Social, Enfermagem, Educação Física, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Neuropsicologia, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Psicomotricidade, Saúde Pública (sanitarista) e Terapia Ocupacional.

Os salários variam de R$ 1.519,96 a R$ 4.750, a depender do cargo e da jornada de trabalho, que será de 30 ou 40 horas por semana. Os contratos por Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), terão validade de até 24 meses e poderão ser prorrogados pelo mesmo período.

Os candidatos convocados deverá comparecer na Avenida Comendador Firmino Alves, nº 110, Centro, no Departamento de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Saúde, impreterivelmente, no prazo máximo de cinco dias úteis, contados da data de sua publicação, no horário das 8 às 17 horas, munidos de toda a documentação exigida no Anexo I do Edital.

O não-comparecimento no prazo estabelecido, bem como a apresentação incompleta da documentação exigida, será considerado como desistência tácita da vaga, acarretando a perda do direito à contratação, conforme previsto no Edital do certame.

Os exames médicos constantes no Anexo II devem ser apresentados posteriormente ao Médico do Trabalho, em consulta a ser agendada pelo Departamento de Recursos Humanos. No link abaixo, a relação dos convocados.

https://encurtador.com.br/vWJoj

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Em um cenário educacional em que menos da metade das crianças baianas em idade apta está alfabetizada, os dados do Indicador da Criança Alfabetizada, divulgado pelo Instituto Nacional Anísio Teixeira (Inep), na última sexta-feira, 11 de julho, dão indicativos sobre o rendimento dos municípios. A pesquisa do Ministério da Educação (MEC) indica que, em 2024, 84% dos municípios baianos avaliados (352 das 398 cidades) possuem menos da metade das crianças, no segundo ano, alfabetizadas. Isso significa que, de fato, 8 em cada 10 municípios da Bahia enfrentam esse grave desafio na alfabetização infantil.

Apesar de o Brasil ter alcançado em média 59,2% de crianças alfabetizadas na idade certa nas redes públicas em 2024 — um avanço de 3,2 pontos percentuais em relação a 2023 (56%) —, a realidade baiana foi no sentido oposto. Os registros dos municípios resultam em um índice estadual de apenas 36% das crianças baianas no segundo ano do ensino fundamental alfabetizadas. A avaliação baixíssima colocou o estado na lanterna da média nacional nesse quesito.

O Brasil não atingiu a meta esperada, que era de 60% para o ano de 2024, com compromisso de atingir 80% até 2030. O índice é parte do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), que tem o objetivo de atingir a meta de alfabetização de 80% das crianças daqui a 5 anos.

O levantamento do Inep, no entanto, não avaliou dados dos 5.570 municípios brasileiros. Conforme os registros aos quais o Bahia Notícias teve acesso, 216 cidades do país ficaram de fora do levantamento, entre elas 19 municípios baianos. Segundo a observação do Inep, “municípios sem resultados são os que não participaram da avaliação ou que tiveram percentual de participação abaixo de 70%”.

No caso da Bahia, são eles: Buritirama, Cabaceiras do Paraguaçu, Condeúba, Firmino Alves, Ichu, Iramaia, Irará, Itanagra, Itanhém, Jiquiriçá, Jucuruçu, Lagoa Real, Maraú, Nazaré, Piraí do Norte, Presidente Tancredo Neves, Riachão das Neves, Sítio do Mato e Pé de Serra.

Na Bahia, somente 11 municípios avaliados ficaram acima da média nacional. Ou seja, atingiram níveis em que 59,2% dos estudantes foram mais bem classificados. Entre aqueles que conseguiram atingir melhores condições que o ano anterior (2023) somente 73 bateram a meta esperada para o ano de 2024, que era de 43,4% para todo o estado, conforme diretrizes do MEC. Outros 331 municípios ficaram abaixo da média esperada para Bahia; e 23 não possuem dados detalhados sobre o índice de 2023, metas municipais e/ou o próprio dado de 2024.

O PANORAMA BAIANO
Fica claro pelos números que cada estado brasileiro enfrenta seus próprios e sérios desafios. A Bahia, ao que tudo indica, demonstra agravantes entre os municípios.

Entre os municípios com os piores resultados na alfabetização estão: Macururé com somente (12,5%) Arataca (13,11%), Pedrão (13,33%), Itaju do Colônia (15,25%), Ibiquera e Rio do Pires empatados com 15,62% dos alunos bem avaliados.

O município de Macururé  teve o pior resultado do estado: a unidade possui apenas 7.256 habitantes, com 12 escolas de ensino fundamental e cerca de 1.004 matrículas ativas em 2024, conforme o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022 e atualização de 2024. 

O Bahia Notícias entrevistou Marcos Alves, secretário de Educação de Macururé, município localizado no norte da Bahia.

Alves destacou os esforços para aprimorar a qualidade do ensino, apesar dos desafios históricos. “Em Macururé, a situação é diferente. Nos últimos anos, temos realizado diversas ações no sentido da melhoria da qualidade do ensino. Infelizmente, ainda sofremos com a má qualidade. Entendemos que são questões que são históricas no nosso município”, justificou.

O secretário também mencionou que, embora o último índice de alfabetização não seja o ideal, houve uma melhora de 2023 para 2024. Ele ressaltou as particularidades educacionais de Macururé, revelando que, ao assumir a pasta em 2021, o município “era o único na Bahia sem um plano de carreira para o magistério”.

Em nota, a gestão afirma que “foi necessário elaborar um Plano Emergencial, que resultou em dois anos letivos concluídos em um único período, gerando impactos na aprendizagem. […] Lamentamos profundamente que o nível de Alfabetização ainda esteja aquém do que almejamos para nossas crianças. Enfrentamos dificuldades na execução do Programa entre 2023 e 2024, chegando inclusive a avaliar a retirada do município da iniciativa. Contudo, reafirmamos nosso compromisso com os professores”.

Entre os mais bem avaliados, o resultado impressiona. É o caso de Quixabeira, no centro norte baiano, que conseguiu atingir 75,47% dos alunos aprovados. O que parece um valor pequeno, representa a meta projetada para o mesmo município para 2029 – ou seja, os números do indicador na cidade atingiram um resultado melhor que o esperado.

Quixabeira possui 9.461 cidadãos, conforme o Censo de 2022, e um total de 15 escolas de ensino fundamental com 1.140 alunos matriculados em 2024. Segundo o próprio IBGE, a taxa de escolarização entre crianças de 6 a 14 anos é de 100%, ou seja, todas as crianças em idade escolar frequentam uma instituição de ensino.

Ao Bahia Notícias, a secretária de Educação de Quixabeira, Denise Lima, explica como conseguiu alcançar números expressivos nos dados anuais. Esse sucesso deve-se a uma coordenação que verifica a formação dos educadores e analisa a formação continuada em cronogramas com os estudantes.

“Nós investimos na formação continuada para os professores e aumentamos o tempo de aulas também. Temos uma equipe que se dedica a monitorar os problemas de cada uma das escolas. Checamos continuamente o que cada aluno precisa e priorizamos turmas de 18 a 20 alunos. Sempre orientados pela formação continuada, onde o professor compartilha com nossa equipe de coordenação as demandas de suas turmas e buscamos oferecer suporte contínuo”, explica a secretária.

Em entrevista, a secretária relata que a especialização dos professores no município seria muito difícil sem o apoio do Executivo, em sua dinâmica com a Câmara Municipal de Vereadores. Ela lembra que a qualificação dos docentes no interior se difere de grandes centros urbanos.

“Assim, podemos focar com cuidado e atenção em cada escola. Agora, nossa meta é tentar manter e melhorar esses números. Tivemos bastante apoio da gestão atual, por exemplo, mandamos em 2023 um projeto à Câmara de Vereadores que garantia a especialização paga dos professores, onde um pedagogo deveria ser especializado. Agora queremos garantir mestrado para o futuro”, detalha a professora.

Além de Quixabeira, a cidade de Novo Horizonte, no sudoeste baiano, também foi bem classificada, com 73,17%, e Malhada de Pedras, na mesma região do interior do estado, com 70,27%. Em medida comparativa com Quixabeira, esses dois municípios atingiram a meta projetada para eles no ano de 2027 para Novo Horizonte, enquanto Malhada de Pedras obteve resultados positivos esperados.

O desempenho de outros municípios também chama a atenção, seja pela robustez da estrutura política ou pela queda brusca nos números, como em Salvador e Dom Macedo Costa, respectivamente.

Em Dom Macedo Costa, os números da taxa de alfabetização caíram 33,6% entre 2023 e 2024. Acontece que no primeiro registro do Indicador Criança Alfabetizada, o município chegou a superar a meta nacional de 2030, de 80% das crianças alfabetizadas em idade apta, com uma métrica de 85,9%. No entanto, no ano seguinte, Dom Macedo Costa registrou uma taxa de alfabetização de 52,3%.

O BN entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação do município, para compreender as motivações e o cenário que gerou a queda no índice educacional, mas não obteve resposta até o momento desta publicação. Entre os 4.407 habitantes de Dom Macedo Costa, 528 crianças estão matriculadas no ensino fundamental. Atualmente, existem 4 unidades de ensino fundamental no município.

E SALVADOR?
Já no caso da capital baiana, a taxa de alfabetização de crianças no 2° ano do ensino fundamental era de 39,2% em 2023, número já abaixo da meta anual para o município, definida pelo MEC, que era de 45,5%. Na medição seguinte, Salvador ainda registra uma queda: o índice de alfabetização municipal foi de 36,7%, conforme o Indicador da Criança Alfabetizada.

O Bahia Notícias entrou em contato com a Secretária Municipal de Educação (Smed) para obter informações sobre o planejamento anual de educação no município e o atraso da capital frente a outros municípios. Em nota, a organização aponta que a educação soteropolitana ainda se recupera dos impactos causados pela pandemia.

“A Prefeitura de Salvador informa que a educação municipal vem recebendo investimentos históricos nos últimos anos para recuperar o déficit de aprendizado provocado pela pandemia. Em 2024, por exemplo, a rede municipal de ensino teve o maior orçamento da sua história, com um volume de recursos de R$ 2,8 bilhões”, diz o texto. Dentro do volume de recursos citado, a Secretaria cita a construção de novas unidades escolares, centro de formação e apoio a docentes e parcerias com escolas comunitárias.

A Smed questionou ainda os métodos de avaliação do Indicador nacional. Segundo a Secretaria, “o MEC consolidou em um único indicador nacional dados oriundos de avaliações estaduais com matrizes, metodologias e cronogramas distintos, conduzidas por instituições diferentes”.

A gestão municipal explica que em outros estados a avaliação do Inep foi conduzida pela CAEd (Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação), enquanto na Bahia, a empresa contratada foi a Fundação Getúlio Vargas (FGV), em que, segundo eles, os “processos foram marcados por atrasos no cronograma, sucessivas remarcações e diversas intercorrências durante a aplicação”. (Confira a nota completa da Secretária Municipal de Educação de Salvador ao final da reportagem.)

É válido ressaltar que o mesmo processo foi utilizado em toda a Bahia e Salvador constou na 182ª posição do ranking estadual. Segundo dados do IBGE, a capital baiana possui cerca de 255.470 alunos matriculados no ensino fundamental, divididos entre 1.159 unidades escolares. A taxa de escolarização entre as crianças entre 6 e 14 anos é 97,47% no município.

Todas as prefeituras e gestões municipais citadas nessa reportagem foram contatadas pela equipe de redação de Bahia Notícias, e as que responderam nossa equipe tiveram espaço aberto, mas, até o momento, não houve respostas de todas as gestões.

COMO É FEITA A AVALIAÇÃO?
A avaliação do nível de alfabetização de crianças do segundo ano do ensino fundamental nas escolas e redes municipais do país foi realizada em mais de 42 mil escolas durante o ano de 2024.

A prova é estruturada para traçar um perfil do estudante, com base na pesquisa “Alfabetiza Brasil”, desenvolvida com a colaboração de professores alfabetizadores e especialistas. As habilidades avaliadas incluem:

  • Ler palavras, frases e textos curtos.
  • Localizar informações explícitas em textos curtos (até seis linhas), como em bilhetes, crônicas e fragmentos de contos infantis.
  • Inferir informações em textos que articulam linguagem verbal e não verbal, como em tirinhas e cartazes.
  • Escrever ortograficamente palavras com regularidades diretas entre fonemas e letras.
  • Escrever textos que circulam na vida cotidiana, mesmo que apresentem desvios ortográficos ou de segmentação.

Este é um parâmetro fundamental para o desenvolvimento educacional, e a Bahia, infelizmente, ainda demonstra um progresso tardio, com números considerados baixos.

É importante ressaltar que o teste é amplamente aplicado nas escolas da rede municipal, sendo a responsabilidade principal pelo desempenho dessas avaliações dos gestores municipais – ou seja, dos prefeitos e suas equipes eleitas em secretarias municipais. Isso coloca a educação infantil como uma prioridade direta da gestão local.

Confira a nota da Secretária Municipal de Educação de Salvador (Smed):

“A Prefeitura de Salvador informa que a educação municipal vem recebendo investimentos históricos nos últimos anos para recuperar o déficit de aprendizado provocado pela pandemia. Em 2024, por exemplo, a rede municipal de ensino teve o maior orçamento da sua história, com um volume de recursos de R$2,8 bilhões.

Entre os avanços, Salvador conta com dezenas de novas escolas construídas em alto padrão, e foram criados o Centro de Formação Emília Ferreiro, com cursos gratuitos de formação continuada para toda a rede, e o Centro de Acolhimento ao Educador Tereza Cristina Santos, com 50 psicólogos para cuidar da saúde mental dos professores e de outros profissionais do ensino.

A Prefeitura também criou o Programa Dinheiro Direto na Escola Soteropolitana (PDDES), que liberou R$15 milhões diretamente para as mais de 400 unidades da rede municipal de educação, e ampliou a parceria com as escolas comunitárias, que agora recebem uma 13° parcela de repasse do município. 

Em relação aos resultados recentemente divulgados pelo Ministério da Educação (MEC), referentes ao Indicador Criança Alfabetizada, os dados revelaram-se marcados por falta de transparência nos dados, inconsistências metodológicas e formas de aplicação distintas entre os estados. Os resultados deveriam representar um dos avanços mais relevantes na agenda de evidências para a educação — por meio da implantação de uma avaliação nacional censitária da aprendizagem dos estudantes do ciclo de alfabetização.

Grande parte das redes estaduais contratou o CAEd (Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação) para a realização das avaliações que compuseram o indicador. No entanto, algumas redes, como o Estado da Bahia, optaram por contratar a Fundação Getúlio Vargas (FGV), cujos processos foram marcados por atrasos no cronograma, sucessivas remarcações e diversas intercorrências durante a aplicação.

É importante destacar que a Rede Municipal de Salvador possui uma avaliação autônoma, o Programa Salvador Avalia (Prosa), implantado há mais de 10 anos, conduzido pelo CAEd e utilizando a mesma matriz de referência da avaliação estadual. Essa avaliação municipal apontou que 59% dos alunos da rede estão em níveis adequados de alfabetização. Do mesmo modo, os resultados da Avaliação de Fluência Leitora do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA/MEC) reforçam o desempenho positivo da capital baiana, indicando que 56,2% dos estudantes de Salvador encontram-se com fluência leitora no nível esperado para a etapa de escolarização.

O mesmo ocorreu em 2023, quando o CAEd foi contratado para a realização tanto do Prosa, em Salvador, quanto pela avaliação do Sistema de Avaliação Baiano da Educação, do Estado. Os resultados foram de 49% em ambas as avaliações. 

Nesse contexto, o MEC consolidou em um único indicador nacional dados oriundos de avaliações estaduais com matrizes, metodologias e cronogramas distintos, conduzidas por instituições diferentes. Essa decisão desconsidera que instrumentos avaliativos distintos produzem resultados distintos, tornando inadequada qualquer tentativa de comparabilidade direta entre as redes. Ao tratar como equivalentes dados que não são homogêneos em sua origem e aplicação, compromete-se a confiabilidade dos resultados apresentados e a credibilidade de uma política pública que deveria se pautar por evidências consistentes e critérios técnicos uniformes”.

Veja a nota completa da prefeitura de Macururé na íntegra:

“A Prefeitura de Macururé-Bahia reconhece os grandes desafios educacionais que, historicamente, afetam nosso município. Ao assumirmos a gestão em 2021, encontramos a Rede Municipal de Educação completamente paralisada devido à Pandemia de COVID-19, sem qualquer atividade pedagógica implementada até então. Foi necessário elaborar um Plano Emergencial e realizar dois anos letivos em um único período. Essa medida, indispensável, naturalmente trouxe impactos significativos para a aprendizagem dos estudantes.

Além disso, Macururé enfrentava problemas estruturais graves: até então, éramos o único município da Bahia sem Plano de Carreira do Magistério. Essa situação gerava grandes desigualdades salariais – inclusive com muitos professores recebendo cerca de R$ 950,00 por mês. Somente em 2024, conseguimos aprovar e implantar o plano supracitado, garantindo, hoje, uma remuneração bruta superior a R$ 4 mil aos docentes, um passo fundamental para valorizar a categoria e qualificar a educação oferecida.

Cabe destacar também que Macururé está entre os municípios mais pobres da Bahia, o que torna o investimento de recursos próprios em Educação um grande desafio. Até recentemente, não contávamos sequer com uma creche digna na sede do município. Construímos um novo prédio e seguimos lutando junto ao FNDE para repactuar e concluir a obra de uma creche padrão FNDE, iniciada em 2016 e paralisada por problemas técnicos.

Quanto ao resultado do Indicador Criança Alfabetizada, lamentamos profundamente que o nível de alfabetização ainda esteja aquém do que almejamos para nossas crianças. Enfrentamos dificuldades na execução do Programa entre 2023 e 2024, chegando inclusive a avaliar a retirada do município da iniciativa.

Contudo, reafirmamos nosso compromisso, promovemos mudanças na coordenação e intensificamos os investimentos na Formação Continuada dos Professores. Recentemente, concluímos um ciclo formativo específico para alfabetização. É importante ressaltar, ainda, que o município vem registrando avanços no IDEB dos anos finais, tendo alcançado nota 4,5 no último resultado.

Temos plena consciência de que ainda há muito a ser feito e reiteramos a importância do apoio cada vez mais consistente dos Governos Federal e Estadual para superar os desafios históricos da Educação em Macururé. Seguiremos firmes nesse compromisso, confiantes de que, nos próximos ciclos, poderemos celebrar conquistas significativas“, finaliza a gestão.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O Flamengo concluiu a contratação do meia colombiano Jorge Carrascal, de 27 anos, junto ao Dínamo Moscou. O jogador será o primeiro reforço do clube nesta janela de transferências. O valor da negociação foi fechado em 12 milhões de euros (cerca de R$77,5 milhões, na cotação atual), com pagamento parcelado. A informação foi veiculada inicialmente pelo jornalista César Luis Merlo.

As tratativas com o clube russo começaram antes da disputa da Copa do Mundo de Clubes. Na ocasião, o Flamengo ofereceu 10 milhões de euros mais bônus por metas, proposta recusada pelos russos, que pediam 14 milhões. Apesar do acerto salarial com o atleta, o impasse no valor travou a negociação e impediu sua inscrição no torneio internacional. Carrascal deve desembarcar no Rio de Janeiro no fim de semana para se apresentar ao novo clube.

O meia voltou a se apresentar ao Dínamo com o esfriamento das conversas, mas o Flamengo retomou as negociações nas últimas semanas e conseguiu chegar a um acordo.

A contratação atende a um pedido do técnico Filipe Luís, que desejava reforços ainda no início da janela. Com Carrascal confirmado, a diretoria agora foca na busca por um ponta-esquerda e um centroavante. O argentino Taty Castellanos é um dos nomes desejados, mas a Lazio resiste à liberação.

Revelado pelo Millonarios, da Colômbia, Carrascal passou pelo Sevilla B e pelo Karpaty, da Ucrânia. Ganhou destaque no River Plate, onde atuou por três temporadas, antes de se transferir para o CSKA Moscou e, em seguida, para o Dínamo. Na última temporada, marcou oito gols e distribuiu três assistências em 35 partidas, sendo titular em 27 delas.

A janela de transferências internacionais do futebol brasileiro vai até 2 de setembro. Carrascal é o primeiro reforço oficializado pelo Flamengo desde a contratação do volante Jorginho, ex-Arsenal e Chelsea.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky