O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é alvo de buscas da Polícia Federal desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (18). As ordens foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo executadas na residência de Bolsonaro e em locais vinculados ao Partido Liberal (PL), legenda à qual ele é filiado, em Brasília.

Segundo as informações, as medidas incluem restrições direcionadas ao ex-presidente. A defesa de Bolsonaro confirmou a existência da operação.

A Polícia Federal teria instalado uma tornozeleira eletrônica no ex-presidente, alegando  a necessidade de monitoramento das atividades do ex-presidente Jair Bolsonaro, e para evitar risco de fuga dele.

TORNOZELEIRA ELETRÔNICA

Segundo informações divulgadas pela colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a operação de busca e apreensão da Polícia Federal na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta sexta-feira (18), teria a finalidade de cumprir medidas cautelares autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. 

A colunista afirma que a Polícia Federal teria instalado uma tornozeleira eletrônica no ex-presidente, e que ainda está na casa dele, no bairro Jardim Botânico, em Brasília. 

A instalação da tornozeleira teria como motivação a necessidade de monitoramento das atividades do ex-presidente Jair Bolsonaro, e para evitar risco de fuga dele. 

Além da casa onde mora Jair Bolsonaro com sua esposa, Michelle, a operação da Polícia Federal também mirou o escritório do ex-presidente da sede do PL, em Brasília. 

Entre as medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, além da tornozeleira, estaria a obrigação de Jair Bolsonaro cumprir recolhimento domiciliar no período noturno e finais de semana.

 

PF apreende mais de 14 mil dólares na casa de Bolsonaro durante operação

A Polícia Federal apreendeu mais de 14 mil dólares na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta sexta-feira (18). A quantia foi encontrada durante a operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente, na manhã desta sexta.

O valor ainda pode ser maior, já que de acordo com policiais que cumprem os mandados, as quantias ainda estão sendo contabilizadas para se encontrar de forma definitiva.

Segundo O GLOBO, a estimativa, é que o montante chegue a 14 mil dólares. Não há informações se o valor encontrado seria utilizado para uma possível fuga dele. 

Os mandados de busca e apreensão acontecem na casa de Bolsonaro, em Brasília, e também na sede do PL, seu partido.

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O Brasil impõe barreiras não tarifárias a 86,4% das suas importações, bem acima da média mundial de 72%, cenário que pode tornar o país vulnerável em um momento de abertura de investigação comercial pelos Estados Unidos.
É o que mostram dados de um estudo do banco BTG Pactual. O levantamento utilizou dados da plataforma de comércio do Banco Mundial, a WITS (World Integrated Trades Solution), que calcula um indicador que mede o percentual das restrições não tarifárias de cada país em relação ao total importado.
Entre essas restrições, que acabam protegendo os produtores nacionais da concorrência internacional, estão a necessidade de cumprir especificações técnicas, como exigências de certificação e rotulagem, licenças prévias requeridas, barreiras sanitárias e cotas.
O estudo do BTG chegou à conclusão que, entre 12 países selecionados pelo banco para comparação, o Brasil ocupa o quarto lugar do ranking dos maiores “índices de cobertura”, nome técnico do indicador.
Na América Latina, o país perde apenas para a Argentina, campeã do ranking: 94,6% das importações do país vizinho estão sujeitam a barreiras não tarifárias.
A União Europeia e o Canadá ocupam o segundo e o terceiro lugar, com respectivamente 94,3% e 88,9% das importações afetadas por restrições não relacionadas a tarifas. Já os Estados Unidos aparecem no quarto lugar do ranking, com 77,1%.
“Em termos práticos, a maioria dos produtos importados enfrenta restrições como exigências de licenciamento prévio, rigorosas inspeções sanitárias, normas técnicas definidas por órgãos como Inmetro e Anvisa, além de cotas ou restrições quantitativas”, aponta o estudo dos analistas Iana Ferrão e Pedro Oliveira.
Os dados mostram que 67,7% das importações brasileiras estão sujeitas a exigências de certificação e 67,36% a exigências de rotulagem. Cerca de 39% das compras de outros países estão sujeitas a cotas.
Esse quadro, somado ao fato de que a tarifa média ponderada pelo volume de importações é de 5,8%, ante 1,3% dos Estados Unidos, coloca o Brasil como um país altamente protecionista.
“O Brasil se destaca como um dos países que impõem altas barreiras tarifárias e não tarifárias aos produtos americanos”, diz o estudo. “As potenciais negociações comerciais com os EUA precisarão considerar a redução gradual de certas barreiras como um possível ponto de barganha para mitigar impactos negativos em setores específicos e na balança comercial brasileira.”
Ainda de acordo com o levantamento, os dados do Banco Mundial mostram que o fato de a economia brasileira ser muito fechada é uma consequência mais de barreiras regulatórias internas do que das tarifas aplicadas.
“Diversos setores nacionais são protegidos por regulamentações e exigências que dificultam significativamente a concorrência estrangeira, mesmo quando as tarifas não são muito elevadas”, afirma o estudo.
Quando se consideram as restrições por setor, a conclusão é que os grandes setores com maiores restrições são vegetais, máquinas e equipamentos elétricos, produtos alimentícios e produtos animais, todos com 100% das importações sujeitas a barreiras não tarifárias.
“Caso o Brasil seja forçado a reduzir as barreiras não tarifárias, os setores intensivos no uso de insumos básicos e aqueles relacionados a vestuário, máquinas e produtos semiacabados seriam os mais pressionados e potencialmente prejudicados”, conclui o estudo.
O BTG Pactual estima que, se a sobretaxa de 50% anunciada por Donald Trump se mantiver, o Brasil terá uma redução de US$ 7 bilhões nas exportações em 2025 e de US$ 13 bilhões em 2026.
Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior e sócio do escritório Barral Parente Pinheiro Advogados, lembra que todas essas barreiras valem para todos os países, ou seja, não prejudicam somente os Estados Unidos.
As reclamações específicas na relação comercial bilateral, aponta, vêm principalmente de setores americanos que são grandes compradores de produtos brasileiros.
“Em comparação com outros países, como a relação comercial dos EUA com o México, o contencioso é pequeno”, avalia. “Os EUA reclamam muito das tarifas de 18% cobradas pelo Brasil para compra de etanol, das exigências regulatórias da Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações], do fato de que o Brasil não compra produtos manufaturados usados [conhecidos tecnicamente como remanufaturados] e da preferência por combustíveis brasileiros dentro do Renovabio”, afirma.
Já o Brasil aponta a existência de tarifas elevadas para o açúcar, suco de laranja e carne, produtos que possuem um alto volume de importações pelos Estados Unidos.
Para Barral, se os EUA forem adiante com a decisão de sobretaxar o Brasil em 50%, boa parte das exportações brasileiras para o país serão inviabilizadas. “Isso vale especialmente para commodities. Mas isso terá impacto inflacionário nos Estados Unidos, principalmente em suco de laranja, carnes e café”.
Na avaliação do consultor, a burocracia brasileira e os impostos também acabam dificultando a abertura da economia brasileira.
“As importações pagam uma série de impostos, como PIS/Cofins, ICMS e IPI. Isso não é só ruim para os Estados Unidos, é ruim para o Brasil também”, diz.

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O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), reuniu-se na manhã desta quarta-feira, dia 16, com dirigentes da Associação dos Agropecuaristas do Sul da Bahia (ADASB) e representantes de diversos setores ligados ao agronegócio regional.

Dentre os convidados, esteve o diretor-geral da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Thiago Guedes. No encontro foi confirmada a realização da 6ª Edição do Final de Semana do Produtor Rural, que acontecerá de 8 a 12 de outubro, no Espora de Ouro.

Ao lado da equipe de governo durante visita técnica no Parque de Exposições Antônio Setenta, o prefeito também colocou em pauta a requalificação daquele equipamento, já idealizando na 7ª Edição do Final de Semana do Produtor Rural, em 2026, que deverá acontecer simultaneamente ao 4º Encontro Nacional de Cacau de Alta Produtividade 500@ + Sustentável.

“Nossa expectativa é que a 6ª Edição do Final de Semana do Produtor Rural, em outubro próximo, supere a edição anterior pelo fato de agora receber o apoio dos poderes públicos municipal e estadual. Queremos fazer um grande evento, nos preparando para a Mega Exposição de 2026, no Parque de Exposições, relembrando a história de grandes exposições de Itabuna”, comentou o prefeito Augusto Castro.

O presidente da ADASB, Aldrin Veiga Trevisan, frisou a importância do incentivo dado pela Administração Municipal ao agronegócio regional.

“É uma alegria muito grande ter o apoio do nosso prefeito Augusto Castro que sempre esteve junto a ADASB, fortalecendo o agro da região. Tenho certeza que esta 6ª edição será melhor que as anteriores. Em 2026 será melhor ainda, porque acontecerá aqui no Parque de Exposições Antônio Setenta”, reforçou.

O Final de Semana do Produtor Rural da ADASB faz parte do calendário de eventos do município e tem gerado grande contribuição para o desenvolvimento do agronegócio regional. É promovido anualmente pela ADASB e, pelo terceiro ano consecutivo, terá a parceria da Prefeitura de Itabuna e apoio do vereador Erasmo Ávila e da Câmara de Dirigentes de Itabuna (CDL) para sua realização.

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Apesar de representarem a maioria da população brasileira, 55,5%, conforme o Censo 2022, negros seguem sendo minoria na pós-graduação stricto sensu, tanto no mestrado quanto no doutorado. Um levantamento realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) revela que, entre 1996 e 2021, brancos foram responsáveis por 49,5% dos títulos de mestrado e 57,8% dos de doutorado no país.

 

Os dados, apresentados nesta terça-feira (15) durante a 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Recife (PE), escancaram o abismo racial na ciência brasileira. De acordo com a pesquisa, pretos representam apenas 4,1% dos mestres e 3,4% dos doutores no período analisado, enquanto pardos somam 16,7% e 14,9%, respectivamente. Indígenas têm a menor participação, com 0,23% dos mestres e 0,3% dos doutores titulados entre 1996 e 2021.

 

A coordenadora do estudo, Sofia Daher, analista em ciência e tecnologia e assessora técnica do CGEE, destaca que a desigualdade também se expressa quando os dados são analisados proporcionalmente à população. Em 2021, havia 38,9 mestres brancos por 100 mil habitantes, enquanto o número cai para 21,4 entre pretos, 16,1 entre pardos e 16 entre indígenas. No doutorado, a discrepância se amplia: 14,5 brancos por 100 mil habitantes, contra cerca de 5 para as demais categorias raciais.

Além das barreiras no acesso à pós-graduação, as desigualdades persistem mesmo após a titulação. O estudo revela que os profissionais brancos continuam concentrando a maior parte dos vínculos empregatícios formais e também recebem salários mais altos. Em 2021, mestres pretos ganhavam, em média, 13,6% menos do que seus colegas brancos. Entre os doutores, a diferença salarial foi de 6,4%.

“Quando se analisa a remuneração, observa-se uma desvantagem significativa, com salários inferiores aos da população branca, tomada como referência por apresentar as maiores remunerações entre mestres e doutores”, afirmou Sofia Daher em nota à imprensa.

Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o CGEE é uma associação civil sem fins lucrativos, com sede em Brasília, que realiza estudos estratégicos sobre ciência, tecnologia e inovação no Brasil.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), esteve representada em uma capacitação promovida na terça-feira passada, dia 15, no auditório da União dos Municípios da Bahia (UPB) em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER), em Salvador.

 

A gerente de Convênios da SIURB Nilceia Santos participou do treinamento que teve como objetivo transmitir orientações sobre a formalização e execução de convênios para cerca de 500 participantes que estiveram representando cerca de 300 municípios baianos, dentre os, presentes prefeitos, secretários municipais e gestores da área.

 

A gerente de convênios da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo de Itabuna, Nilceia Santos, há 12 anos acumula experiência na área de gestão de contratos e convênios e mesmo com essa bagagem profissional, considera que a cada ano sempre tem algo novo a aprender nesse tipo de treinamento e de capacitação promovida conjuntamente pela UPB e CONDER.

 

 “A transparência na aplicação dos recursos públicos é fator primordial para uma gestão séria e ágil Nosso papel na gestão municipal dos convênios, projetos e nas prestações de contas com eficiência e transparência é inegociável, porque a consequência de uma falha pode penalizar diretamente o gestor do município”, afirma.

 

A parceria entre a UPB e a CONDER também teve foco em promover mais eficiência e transparência na execução de convênios e orientar os participantes sobre boas práticas na condução de convênios firmados com o órgão estadual.

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A cidade de Itaju do Colônia entra no clima da festa com a chegada da primeira edição do FITAJU – Festival de Itaju do Colônia, que acontece entre os dias 18 e 20 de julho, como parte das comemorações pelos 63 anos de emancipação política do município.

Organizado pela gestão do prefeito Elder Fontes, o evento integra o calendário cultural oficial da cidade e promete movimentar a economia local, fomentar o turismo e garantir entretenimento de peso para moradores e visitantes da região.

Com uma estrutura completa, o espaço do festival contará com palco principal, praça gastronômica, área de circulação e posto de atendimento médico com ambulância e equipes de prontidão. A segurança será reforçada com atuação da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Conselho Tutelar, garantindo tranquilidade durante os três dias de festa.

A gestão municipal também promoveu o credenciamento de ambulantes, gerando renda de forma organizada para trabalhadores locais, e garantiu a inclusão de catadores de materiais recicláveis, fortalecendo a responsabilidade social e ambiental do evento.

PROGRAMAÇÃO MUSICAL

Sexta-feira (18)

Amado Batista

João Gomes

Edu Braga

Thiago Aquino

Sábado (19)

Tierry

Silfarley

Trio da Huanna

Léo Freitas

Cris Zero a Mil

Domingo (20)

Raí Saia Rodada

Kevi Jonny

Nadson o Ferinha

Seu Maxixe

Grupo Atraente

O FITAJU representa um marco na consolidação das políticas culturais da atual gestão, promovendo inclusão, lazer e oportunidades para a população de Itaju do Colônia.

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Os proprietários de veículos da Bahia já podem indicar, de forma digital, o real infrator de uma multa de trânsito. A nova funcionalidade, disponibilizada nesta terça-feira, 15 de julho, está disponível no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) e no Portal de Serviços da Senatran, sem necessidade de comparecimento presencial ou envio de documentos físicos.

A Indicação Online de Real Infrator foi desenvolvida pelo Serpro, empresa federal de inteligência em governo digital e tecnologia da informação, em parceria com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A solução digital já está em operação em diversos estados e agora passa a beneficiar também os condutores e proprietários de veículos da Bahia, por meio da adesão do Departamento Estadual de Trânsito do estado (Detran/BA).

Com a novidade, o processo de indicação de condutor responsável por uma infração se torna mais rápido, seguro e transparente. A versão digital substitui o trâmite físico, permitindo que o cidadão realize todas as etapas diretamente no celular ou computador, com validação biométrica ou login pela conta Gov.br.

BENEFÍCIOS

A solução reduz o tempo de tramitação do processo, evita fraudes e torna o procedimento mais acessível para os cidadãos, que agora podem resolver tudo sem sair de casa.

A funcionalidade está integrada aos sistemas do Detran e segue os critérios da Senatran. Ela é ativada nos casos em que a infração não tenha sido cometida pelo proprietário do veículo e permite a indicação do verdadeiro condutor, dentro do prazo legal, com maior confiabilidade.

COMO USAR

Para utilizar a funcionalidade, o cidadão deve acessar o aplicativo Carteira Digital de Trânsito ou o Portal de Serviços da Senatran, fazer login com sua conta gov.br e selecionar a opção de indicação de real infrator.

A indicação pode ser feita em até 30 dias a contar da data de notificação da multa e só é permitida entre pessoas físicas. O proprietário do veículo e o real infrator devem possuir CNH digital e o indicado deve assinar o aceite de forma eletrônica.

Com a entrada do Detran/BA na funcionalidade, a Bahia se soma a outros departamentos estaduais de trânsito que já adotaram a solução, como Paraná, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Roraima e São Paulo, contribuindo para a ampliação da transformação digital no setor público. Veja a lista completa de adesões aqui.

O APLICATIVO

A Carteira Digital de Trânsito é o aplicativo da Senatran, desenvolvido pelo Serpro, que reúne a documentação de porte obrigatório no trânsito e diversos serviços de governo, como a carteira de habilitação (CNH) e o registro e licenciamento de veículos (CRLV).

A CDT também disponibiliza a emissão de credencial de estacionamento para pessoas 60+, o pagamento de multas com até 40% de desconto, a venda digital de veículos, avisos de recall e de vencimento da CNH, além de veicular campanhas de conscientização no trânsito.

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Cerca de 800 atletas estarão participando da 3ª edição da Corrida Porto Saúde Track & Field Experience Running que será realizada no domingo, dia 23, pelo Jequitibá Shopping em parceria com a Marca Track & Field e apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer. A arena será aberta às 6 horas, às 6h10min apresentação do DJ Naldinho e 6h40min, aquecimento.

Às  7 horas acontece a largada com saída em frente ao Shopping Jequitibá e circuito em toda a extensão das avenidas Aziz Maron e Mário Padre. Os atletas inscritos pela plataforma online TF Sports se dividem em cinco categorias: masculino e feminino 5km; masculino e feminino 10 km e PCD (pessoas com deficiência).

Às 8 horas haverá música ao vivo com dos itabunenses Alex e Lilian, que vão brindar o público com apresentação artísticas da mais genuína música popular brasileira e outros ritmos. A premiação acontece às 9h30min no pódio no local da largada.

O secretário municipal de Esportes e Lazer, José Alcântara Pellegrini, afirma que a Corrida Porto Saúde Track & Field Experience Running integra o calendário da semana de comemorações dos 115 anos de emancipação política e administrativa de Itabuna, que transcorre na próxima terça-feira, dia 28.

“É um evento esportivo importante, que acontece em nível nacional, e atrai centenas de pessoas a Itabuna. A cidade se sente prestigiada com a escolha dos realizadores da Track & Field. Dá-nos muita alegria fazer parte do circuito e reforça as ações e atividades que o governo Augusto Castro (PSD) promove em todas as modalidades esportivas”, comenta.

De acordo com o coordenador-geral Ricardo Nunes, atualmente a Track & Field detém o maior circuito de rua da América Latina. “A realização da prova tem o apoio da Prefeitura de Itabuna e tem como lema para todos os clientes, atletas e participantes: ‘o maior desafio é promover o esporte como parte essencial na vida de todos”, concluiu.

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O Parlamento de Portugal aprovou nesta quarta-feira (16) um pacote anti-imigração que altera as Leis da Nacionalidade e da Imigração e que deverá impactar milhares de brasileiros no país.
A medida recebeu votos favoráveis da coalizão do governo Aliança Democrática (AD), de centro-direita —composta pelo Partido Social Democrata (PSD) e pelo Centro Democrático Social (CDS)— além do partido de ultradireita Chega, da oposição.
A Iniciativa Liberal (direita) se absteve. Todas as siglas de esquerda votaram contra a nova Lei de Estrangeiros, criticando a velocidade com que a medida avançou e foi aprovada pelo Parlamento. Parte da oposição também pediu que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa vete a proposta.
O pacote tem o objetivo de restringir a obtenção da cidadania portuguesa e diminuir o número de pessoas que imigram para o país europeu. Entre as medidas mais polêmicas estão a previsão de perda da cidadania portuguesa caso o imigrante cometa crimes graves, o aumento do tempo de residência para que seja feito o pedido de cidadania de cinco para sete anos (ou dez, caso o imigrante venha de um país não lusófono).
As novas leis também estenderiam o período em que o imigrante precisa viver de maneira regular em Portugal antes que possa levar a família ao país ou naturalizar um filho nascido em solo português. Ainda acabariam com a possibilidade de que turistas brasileiros sem visto peçam autorização de residência.
O pacote, portanto, endurece as regras para a realização do reagrupamento familiar. A atual legislação permite que os imigrantes possam reagrupar sua família assim que tenham cartão de residência.
Com a mudança aprovada pelo Parlamento, serão necessários dois anos de residência no país. Só os menores de 18 anos poderão obter a legalização com o reagrupamento familiar já estando em Portugal, vedando tal possibilidade a cônjuges e filhos maiores, mesmo que dependentes dos pais —por exemplo, estudantes universitários.
A mudança impactaria de forma significativa as famílias que imigram. Muitas delas viajam juntas, devido ao visto de trabalho do pai ou da mãe, e depois fazem o pedido de reagrupamento já no país.
Além disso, os vistos de trabalho, dos quais os brasileiros são os grandes demandantes, ficarão restritos a profissionais altamente qualificados. A nova proposta do governo não diz o que entende por “altas qualificações”, definição que será especificada mais à frente pelos responsáveis da área de educação, trabalho e migrações.
Segundo dados de junho de 2024 do Banco de Portugal, os brasileiros lideravam entre os trabalhadores estrangeiros de todos os setores, menos agricultura e pesca, nos quais predominam indianos, nepaleses e bengalis. Há mais de 200 mil trabalhadores brasileiros inscritos na Segurança Social —ou seja, são pessoas que têm trabalhos formais.
O projeto prevê a criação ainda de uma nova força policial, a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (Unef), que teria o objetivo exclusivo de fiscalizar a permanência de estrangeiros no país e encaminhar suas deportações, quando for o caso.
A aprovação do pacote anti-imigração representa uma vitória do Chega, com o governo se alinhando à linha política mais radical em relação à imigração.
Há cerca de 500 mil brasileiros vivendo no país europeu, a nacionalidade mais representada entre o 1,3 milhão de imigrantes que moram em Portugal.
Em março de 2024, a imigração era apenas a 11a preocupação dos eleitores, num levantamento feito pelo instituto brasileiro Ipespe para a CNN de Portugal. Em outubro, 10% dos portugueses diziam considerar que se tratava de um debate prioritário no país, de acordo com o centro de pesquisas Aximage. Este número subiu para 41% no último mês de abril em levantamento do mesmo centro.
Parte desse crescimento pode ser atribuído ao discurso violento do Chega contra os imigrantes. Outra parte se deve a fatos concretos. Os portugueses se acostumaram a ver nos telejornais filas imensas em frente à sede da Agência para Integração, Migrações e Asilo (Aima), o órgão responsável por lidar com os estrangeiros que vivem em Portugal.
Discurso e imagens criaram a percepção de uma “imigração descontrolada”, para usar o mantra criado pelo Chega —e, durante a campanha eleitoral deste ano, repetido por vários integrantes da Aliança Democrática, a coligação de centro-direita que ganhou o pleito e governa o país.

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A CNI (Confederação Nacional da Indústria) estima que o Brasil deve perder pelo menos 110 mil postos de trabalho em decorrência da tarifa de importação aplicada pelos Estados Unidos contra os produtos nacionais, afirmou a entidade.

A Indústria também prevê “forte impacto negativo no PIB [Produto Interno Bruto]” brasileiro, segundo o balanço apresentado em reunião de emergência com os presidentes das federações das indústrias de todo o país, que contou com participação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Tatiana Lacerda Prazeres.

Na última quarta-feira (9), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que irá aplicar, a partir do dia 1º de agosto, uma alíquota de 50% sobre os importados brasileiros que entram no país.

Os representantes do setor produtivo defendem a interlocução pelo adiamento, de pelo menos 90 dias, do início da nova cobrança.

“Esse prazo é considerado essencial para que a indústria brasileira possa analisar de forma mais aprofundada os efeitos da medida, além de buscar soluções diplomáticas para evitar perdas mais amplas”, afirma a CNI.

Os industriais também defenderam que o processo seja conduzido com cautela e diálogo entre os setores público e privado, “preservando os canais institucionais entre os dois países e reforçando a necessidade de cooperação para manter relações comerciais estáveis e previsíveis”.

Segundo a CNI, Prazeres garantiu que os pontos levantados serão encaminhadas ao governo.
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O superintendente da Bahiater, Lanns Almeida, reuniu-se nesta quarta-feira, 16, com o prefeito de Itabuna, Augusto Castro, para discutir uma proposta ousada: transformar o município em referência nacional na produção de cacau de qualidade e agroindustrialização de alimentos.

O encontro, que reuniu também representantes de instituições estratégicas, teve como foco o fortalecimento da agricultura municipal, com ênfase na agricultura familiar. A proposta envolve a criação de uma ampla parceria com CEPLAC, UESC, Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, Sindicato Rural de Itabuna, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e movimentos sociais do campo.

Segundo os participantes, o plano prevê a mobilização de recursos federais, estaduais e municipais, por meio dos municípios que integram o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável Litoral Sul. A meta é impulsionar o desenvolvimento rural sustentável em toda a região, garantindo maior competitividade à produção local e geração de renda no campo.

Entre os objetivos da parceria estão: Fortalecer a agricultura familiar e os produtores locais; Gerar empregos e renda para comunidades rurais; Transformar Itabuna em um polo reconhecido de cacau fino e agroindústria. A proposta segue em discussão e poderá ser detalhada em um acordo formal entre as partes nas próximas semanas.

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Um estudo liderado por pesquisadores britânicos reforça como a atividade física diária está associada a um menor risco de câncer.

Segundo a pesquisa, publicada em junho no British Journal of Sports Medicine, o número total de passos por dia parece ser mais eficaz do que se preocupar com a intensidade do exercício.

A pesquisa acompanhou mais de 85 mil participantes do levantamento britânico UK Biobank, todos com idade média de 63 anos. Eles usaram por sete dias acelerômetros no pulso para registrar dados precisos sobre sua movimentação diária. Os pesquisadores cruzaram essas informações com diagnósticos médicos obtidos nos cinco anos seguintes para analisar possíveis correlações entre os níveis de atividade física e a incidência de 13 tipos de câncer associados ao sedentarismo.

Os resultados evidenciam que pessoas com maior volume total de atividade física diária apresentaram um risco 26% menor de desenvolver câncer. O dado que mais chamou atenção, no entanto, foi a relação direta entre o número de passos dados por dia e a redução desse risco: a partir de 7 mil passos diários, já se observou uma queda de 11% na propensão ao câncer em relação a quem dava 5 mil passos. Ao atingir a marca de 9 mil passos em um dia, o risco foi 16% menor. Com 13 mil, o benefício se estabilizou.

Intensidade importa?

A intensidade dos passos, ou seja, caminhar rápido ou devagar, não influenciou o risco de câncer depois que o número total foi atingido. Isso reforça que o volume da atividade importa mais do que o esforço envolvido, ao menos quando o foco é prevenção do câncer.

O achado se contrapõe à crença de que apenas atividades físicas moderadas ou vigorosas, como corrida ou musculação, trariam benefícios significativos na redução de risco da doença.

Nesse estudo, até mesmo atividades leves — como caminhadas casuais, tarefas domésticas ou idas ao mercado — mostraram associação com menor incidência de câncer. “Do ponto de vista científico, não há evidências de que o exercício físico precise ser intenso para prevenir o câncer. Essa ideia talvez esteja associada a um pensamento comum, que acaba afastando as pessoas de algo essencial: aderir à atividade física de forma regular e sustentável na sua rotina”, afirma a oncologista Ana Paula Garcia Cardoso, do Einstein Hospital Israelita.

Para ela, o trabalho se destaca por tornar o objetivo mais tangível. “Falar claramente sobre número de passos coloca essa atividade mais próxima das pessoas. É mais fácil medir, tornando esse objetivo mais real, mais alcançável”, diz. A oncologista também lembra que os 150 a 300 minutos semanais de atividade física moderada ou os 75 a 150 minutos semanais de atividade intensa seguem sendo recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por que caminhar protege contra o câncer?

Segundo a oncologista, além de combater o sedentarismo, caminhar pode ajudar a combater um dos maiores fatores de risco para o câncer atualmente: a obesidade. “A
inatividade física está associada ao aumento do risco de diversos tipos de câncer, principalmente por favorecer o ganho de peso e a obesidade, que hoje é um dos principais fatores de risco para doenças em todo o mundo”, explica a oncologista. “Estimular hábitos simples, como caminhar regularmente, é uma forma eficaz de tornar a população mais ativa e reduzir o risco de obesidade e câncer.”

Os 7 mil passos do estudo equivalem a andar cerca de 5 a 6 quilômetros ao longo de um dia inteiro. Essa recomendação é simples, acessível e pode ser aplicada facilmente à rotina de pessoas de todas as idades e condições físicas. Para quem tem uma vida mais sedentária, a boa notícia é que pequenas mudanças já fazem a diferença.

“Hoje a maioria das pessoas pode acessar um aplicativo do celular, ter uma ideia da quantidade diária de passos e uma noção de que fazer essas pequenas caminhadas diárias pode estar relacionada a um benefício enorme para a saúde. Não apenas à diminuição do risco de câncer, mas também de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas. Isso é promoção de saúde”, afirma a médica.

Atingir a faixa de 13 mil passos diários — o que significa caminhar de 9 a 10 quilômetros — representa um nível de atividade mais alto, mas acessível. “Isso deve estimular as pessoas a se levantarem da mesa, fazerem mais atividades a pé e deixarem o carro um pouco mais de lado”, sugere Cardoso.

Outro ponto importante revelado pela pesquisa é que não é preciso nem mesmo atingir o número de passos se a pessoa simplesmente substituir tempo sedentário por qualquer tipo de movimento, mesmo que seja leve. “Há diversas evidências na literatura indicando que até 50% dos casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças simples no estilo de vida, como abandonar o tabagismo, adotar uma alimentação equilibrada, praticar atividade física
e manter um peso corporal saudável”, relata a oncologista.

Esses hábitos saudáveis não apenas previnem a doença, mas também diminuem a probabilidade de recidiva em pacientes que já passaram por um diagnóstico. “Isso reduz o risco de câncer em quem não tem a doença e, em quem já tem, reduz o risco tanto de a doença voltar quanto de ter outros tipos de câncer. Às vezes, o mesmo fator de risco que te levou a ter um tipo de câncer, após anos, pode te levar a ter outro”, adverte a médica do Einstein.

Embora o câncer seja uma doença multifatorial, medidas de prevenção primária são essenciais. “E essa prevenção é feita com cessação do tabagismo, início de atividade física, abandono do sedentarismo, redução de peso aliada a uma dieta saudável, vacinação contra o HPV e hepatite B”, conclui oncologista.

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