Os proprietários de veículos da Bahia já podem indicar, de forma digital, o real infrator de uma multa de trânsito. A nova funcionalidade, disponibilizada nesta terça-feira, 15 de julho, está disponível no aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) e no Portal de Serviços da Senatran, sem necessidade de comparecimento presencial ou envio de documentos físicos.

A Indicação Online de Real Infrator foi desenvolvida pelo Serpro, empresa federal de inteligência em governo digital e tecnologia da informação, em parceria com a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A solução digital já está em operação em diversos estados e agora passa a beneficiar também os condutores e proprietários de veículos da Bahia, por meio da adesão do Departamento Estadual de Trânsito do estado (Detran/BA).

Com a novidade, o processo de indicação de condutor responsável por uma infração se torna mais rápido, seguro e transparente. A versão digital substitui o trâmite físico, permitindo que o cidadão realize todas as etapas diretamente no celular ou computador, com validação biométrica ou login pela conta Gov.br.

BENEFÍCIOS

A solução reduz o tempo de tramitação do processo, evita fraudes e torna o procedimento mais acessível para os cidadãos, que agora podem resolver tudo sem sair de casa.

A funcionalidade está integrada aos sistemas do Detran e segue os critérios da Senatran. Ela é ativada nos casos em que a infração não tenha sido cometida pelo proprietário do veículo e permite a indicação do verdadeiro condutor, dentro do prazo legal, com maior confiabilidade.

COMO USAR

Para utilizar a funcionalidade, o cidadão deve acessar o aplicativo Carteira Digital de Trânsito ou o Portal de Serviços da Senatran, fazer login com sua conta gov.br e selecionar a opção de indicação de real infrator.

A indicação pode ser feita em até 30 dias a contar da data de notificação da multa e só é permitida entre pessoas físicas. O proprietário do veículo e o real infrator devem possuir CNH digital e o indicado deve assinar o aceite de forma eletrônica.

Com a entrada do Detran/BA na funcionalidade, a Bahia se soma a outros departamentos estaduais de trânsito que já adotaram a solução, como Paraná, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Roraima e São Paulo, contribuindo para a ampliação da transformação digital no setor público. Veja a lista completa de adesões aqui.

O APLICATIVO

A Carteira Digital de Trânsito é o aplicativo da Senatran, desenvolvido pelo Serpro, que reúne a documentação de porte obrigatório no trânsito e diversos serviços de governo, como a carteira de habilitação (CNH) e o registro e licenciamento de veículos (CRLV).

A CDT também disponibiliza a emissão de credencial de estacionamento para pessoas 60+, o pagamento de multas com até 40% de desconto, a venda digital de veículos, avisos de recall e de vencimento da CNH, além de veicular campanhas de conscientização no trânsito.

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Cerca de 800 atletas estarão participando da 3ª edição da Corrida Porto Saúde Track & Field Experience Running que será realizada no domingo, dia 23, pelo Jequitibá Shopping em parceria com a Marca Track & Field e apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer. A arena será aberta às 6 horas, às 6h10min apresentação do DJ Naldinho e 6h40min, aquecimento.

Às  7 horas acontece a largada com saída em frente ao Shopping Jequitibá e circuito em toda a extensão das avenidas Aziz Maron e Mário Padre. Os atletas inscritos pela plataforma online TF Sports se dividem em cinco categorias: masculino e feminino 5km; masculino e feminino 10 km e PCD (pessoas com deficiência).

Às 8 horas haverá música ao vivo com dos itabunenses Alex e Lilian, que vão brindar o público com apresentação artísticas da mais genuína música popular brasileira e outros ritmos. A premiação acontece às 9h30min no pódio no local da largada.

O secretário municipal de Esportes e Lazer, José Alcântara Pellegrini, afirma que a Corrida Porto Saúde Track & Field Experience Running integra o calendário da semana de comemorações dos 115 anos de emancipação política e administrativa de Itabuna, que transcorre na próxima terça-feira, dia 28.

“É um evento esportivo importante, que acontece em nível nacional, e atrai centenas de pessoas a Itabuna. A cidade se sente prestigiada com a escolha dos realizadores da Track & Field. Dá-nos muita alegria fazer parte do circuito e reforça as ações e atividades que o governo Augusto Castro (PSD) promove em todas as modalidades esportivas”, comenta.

De acordo com o coordenador-geral Ricardo Nunes, atualmente a Track & Field detém o maior circuito de rua da América Latina. “A realização da prova tem o apoio da Prefeitura de Itabuna e tem como lema para todos os clientes, atletas e participantes: ‘o maior desafio é promover o esporte como parte essencial na vida de todos”, concluiu.

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O Parlamento de Portugal aprovou nesta quarta-feira (16) um pacote anti-imigração que altera as Leis da Nacionalidade e da Imigração e que deverá impactar milhares de brasileiros no país.
A medida recebeu votos favoráveis da coalizão do governo Aliança Democrática (AD), de centro-direita —composta pelo Partido Social Democrata (PSD) e pelo Centro Democrático Social (CDS)— além do partido de ultradireita Chega, da oposição.
A Iniciativa Liberal (direita) se absteve. Todas as siglas de esquerda votaram contra a nova Lei de Estrangeiros, criticando a velocidade com que a medida avançou e foi aprovada pelo Parlamento. Parte da oposição também pediu que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa vete a proposta.
O pacote tem o objetivo de restringir a obtenção da cidadania portuguesa e diminuir o número de pessoas que imigram para o país europeu. Entre as medidas mais polêmicas estão a previsão de perda da cidadania portuguesa caso o imigrante cometa crimes graves, o aumento do tempo de residência para que seja feito o pedido de cidadania de cinco para sete anos (ou dez, caso o imigrante venha de um país não lusófono).
As novas leis também estenderiam o período em que o imigrante precisa viver de maneira regular em Portugal antes que possa levar a família ao país ou naturalizar um filho nascido em solo português. Ainda acabariam com a possibilidade de que turistas brasileiros sem visto peçam autorização de residência.
O pacote, portanto, endurece as regras para a realização do reagrupamento familiar. A atual legislação permite que os imigrantes possam reagrupar sua família assim que tenham cartão de residência.
Com a mudança aprovada pelo Parlamento, serão necessários dois anos de residência no país. Só os menores de 18 anos poderão obter a legalização com o reagrupamento familiar já estando em Portugal, vedando tal possibilidade a cônjuges e filhos maiores, mesmo que dependentes dos pais —por exemplo, estudantes universitários.
A mudança impactaria de forma significativa as famílias que imigram. Muitas delas viajam juntas, devido ao visto de trabalho do pai ou da mãe, e depois fazem o pedido de reagrupamento já no país.
Além disso, os vistos de trabalho, dos quais os brasileiros são os grandes demandantes, ficarão restritos a profissionais altamente qualificados. A nova proposta do governo não diz o que entende por “altas qualificações”, definição que será especificada mais à frente pelos responsáveis da área de educação, trabalho e migrações.
Segundo dados de junho de 2024 do Banco de Portugal, os brasileiros lideravam entre os trabalhadores estrangeiros de todos os setores, menos agricultura e pesca, nos quais predominam indianos, nepaleses e bengalis. Há mais de 200 mil trabalhadores brasileiros inscritos na Segurança Social —ou seja, são pessoas que têm trabalhos formais.
O projeto prevê a criação ainda de uma nova força policial, a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (Unef), que teria o objetivo exclusivo de fiscalizar a permanência de estrangeiros no país e encaminhar suas deportações, quando for o caso.
A aprovação do pacote anti-imigração representa uma vitória do Chega, com o governo se alinhando à linha política mais radical em relação à imigração.
Há cerca de 500 mil brasileiros vivendo no país europeu, a nacionalidade mais representada entre o 1,3 milhão de imigrantes que moram em Portugal.
Em março de 2024, a imigração era apenas a 11a preocupação dos eleitores, num levantamento feito pelo instituto brasileiro Ipespe para a CNN de Portugal. Em outubro, 10% dos portugueses diziam considerar que se tratava de um debate prioritário no país, de acordo com o centro de pesquisas Aximage. Este número subiu para 41% no último mês de abril em levantamento do mesmo centro.
Parte desse crescimento pode ser atribuído ao discurso violento do Chega contra os imigrantes. Outra parte se deve a fatos concretos. Os portugueses se acostumaram a ver nos telejornais filas imensas em frente à sede da Agência para Integração, Migrações e Asilo (Aima), o órgão responsável por lidar com os estrangeiros que vivem em Portugal.
Discurso e imagens criaram a percepção de uma “imigração descontrolada”, para usar o mantra criado pelo Chega —e, durante a campanha eleitoral deste ano, repetido por vários integrantes da Aliança Democrática, a coligação de centro-direita que ganhou o pleito e governa o país.

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A CNI (Confederação Nacional da Indústria) estima que o Brasil deve perder pelo menos 110 mil postos de trabalho em decorrência da tarifa de importação aplicada pelos Estados Unidos contra os produtos nacionais, afirmou a entidade.

A Indústria também prevê “forte impacto negativo no PIB [Produto Interno Bruto]” brasileiro, segundo o balanço apresentado em reunião de emergência com os presidentes das federações das indústrias de todo o país, que contou com participação da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Tatiana Lacerda Prazeres.

Na última quarta-feira (9), o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que irá aplicar, a partir do dia 1º de agosto, uma alíquota de 50% sobre os importados brasileiros que entram no país.

Os representantes do setor produtivo defendem a interlocução pelo adiamento, de pelo menos 90 dias, do início da nova cobrança.

“Esse prazo é considerado essencial para que a indústria brasileira possa analisar de forma mais aprofundada os efeitos da medida, além de buscar soluções diplomáticas para evitar perdas mais amplas”, afirma a CNI.

Os industriais também defenderam que o processo seja conduzido com cautela e diálogo entre os setores público e privado, “preservando os canais institucionais entre os dois países e reforçando a necessidade de cooperação para manter relações comerciais estáveis e previsíveis”.

Segundo a CNI, Prazeres garantiu que os pontos levantados serão encaminhadas ao governo.
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O superintendente da Bahiater, Lanns Almeida, reuniu-se nesta quarta-feira, 16, com o prefeito de Itabuna, Augusto Castro, para discutir uma proposta ousada: transformar o município em referência nacional na produção de cacau de qualidade e agroindustrialização de alimentos.

O encontro, que reuniu também representantes de instituições estratégicas, teve como foco o fortalecimento da agricultura municipal, com ênfase na agricultura familiar. A proposta envolve a criação de uma ampla parceria com CEPLAC, UESC, Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, Sindicato Rural de Itabuna, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e movimentos sociais do campo.

Segundo os participantes, o plano prevê a mobilização de recursos federais, estaduais e municipais, por meio dos municípios que integram o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável Litoral Sul. A meta é impulsionar o desenvolvimento rural sustentável em toda a região, garantindo maior competitividade à produção local e geração de renda no campo.

Entre os objetivos da parceria estão: Fortalecer a agricultura familiar e os produtores locais; Gerar empregos e renda para comunidades rurais; Transformar Itabuna em um polo reconhecido de cacau fino e agroindústria. A proposta segue em discussão e poderá ser detalhada em um acordo formal entre as partes nas próximas semanas.

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Um estudo liderado por pesquisadores britânicos reforça como a atividade física diária está associada a um menor risco de câncer.

Segundo a pesquisa, publicada em junho no British Journal of Sports Medicine, o número total de passos por dia parece ser mais eficaz do que se preocupar com a intensidade do exercício.

A pesquisa acompanhou mais de 85 mil participantes do levantamento britânico UK Biobank, todos com idade média de 63 anos. Eles usaram por sete dias acelerômetros no pulso para registrar dados precisos sobre sua movimentação diária. Os pesquisadores cruzaram essas informações com diagnósticos médicos obtidos nos cinco anos seguintes para analisar possíveis correlações entre os níveis de atividade física e a incidência de 13 tipos de câncer associados ao sedentarismo.

Os resultados evidenciam que pessoas com maior volume total de atividade física diária apresentaram um risco 26% menor de desenvolver câncer. O dado que mais chamou atenção, no entanto, foi a relação direta entre o número de passos dados por dia e a redução desse risco: a partir de 7 mil passos diários, já se observou uma queda de 11% na propensão ao câncer em relação a quem dava 5 mil passos. Ao atingir a marca de 9 mil passos em um dia, o risco foi 16% menor. Com 13 mil, o benefício se estabilizou.

Intensidade importa?

A intensidade dos passos, ou seja, caminhar rápido ou devagar, não influenciou o risco de câncer depois que o número total foi atingido. Isso reforça que o volume da atividade importa mais do que o esforço envolvido, ao menos quando o foco é prevenção do câncer.

O achado se contrapõe à crença de que apenas atividades físicas moderadas ou vigorosas, como corrida ou musculação, trariam benefícios significativos na redução de risco da doença.

Nesse estudo, até mesmo atividades leves — como caminhadas casuais, tarefas domésticas ou idas ao mercado — mostraram associação com menor incidência de câncer. “Do ponto de vista científico, não há evidências de que o exercício físico precise ser intenso para prevenir o câncer. Essa ideia talvez esteja associada a um pensamento comum, que acaba afastando as pessoas de algo essencial: aderir à atividade física de forma regular e sustentável na sua rotina”, afirma a oncologista Ana Paula Garcia Cardoso, do Einstein Hospital Israelita.

Para ela, o trabalho se destaca por tornar o objetivo mais tangível. “Falar claramente sobre número de passos coloca essa atividade mais próxima das pessoas. É mais fácil medir, tornando esse objetivo mais real, mais alcançável”, diz. A oncologista também lembra que os 150 a 300 minutos semanais de atividade física moderada ou os 75 a 150 minutos semanais de atividade intensa seguem sendo recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por que caminhar protege contra o câncer?

Segundo a oncologista, além de combater o sedentarismo, caminhar pode ajudar a combater um dos maiores fatores de risco para o câncer atualmente: a obesidade. “A
inatividade física está associada ao aumento do risco de diversos tipos de câncer, principalmente por favorecer o ganho de peso e a obesidade, que hoje é um dos principais fatores de risco para doenças em todo o mundo”, explica a oncologista. “Estimular hábitos simples, como caminhar regularmente, é uma forma eficaz de tornar a população mais ativa e reduzir o risco de obesidade e câncer.”

Os 7 mil passos do estudo equivalem a andar cerca de 5 a 6 quilômetros ao longo de um dia inteiro. Essa recomendação é simples, acessível e pode ser aplicada facilmente à rotina de pessoas de todas as idades e condições físicas. Para quem tem uma vida mais sedentária, a boa notícia é que pequenas mudanças já fazem a diferença.

“Hoje a maioria das pessoas pode acessar um aplicativo do celular, ter uma ideia da quantidade diária de passos e uma noção de que fazer essas pequenas caminhadas diárias pode estar relacionada a um benefício enorme para a saúde. Não apenas à diminuição do risco de câncer, mas também de doenças cardiovasculares e neurodegenerativas. Isso é promoção de saúde”, afirma a médica.

Atingir a faixa de 13 mil passos diários — o que significa caminhar de 9 a 10 quilômetros — representa um nível de atividade mais alto, mas acessível. “Isso deve estimular as pessoas a se levantarem da mesa, fazerem mais atividades a pé e deixarem o carro um pouco mais de lado”, sugere Cardoso.

Outro ponto importante revelado pela pesquisa é que não é preciso nem mesmo atingir o número de passos se a pessoa simplesmente substituir tempo sedentário por qualquer tipo de movimento, mesmo que seja leve. “Há diversas evidências na literatura indicando que até 50% dos casos de câncer poderiam ser evitados com mudanças simples no estilo de vida, como abandonar o tabagismo, adotar uma alimentação equilibrada, praticar atividade física
e manter um peso corporal saudável”, relata a oncologista.

Esses hábitos saudáveis não apenas previnem a doença, mas também diminuem a probabilidade de recidiva em pacientes que já passaram por um diagnóstico. “Isso reduz o risco de câncer em quem não tem a doença e, em quem já tem, reduz o risco tanto de a doença voltar quanto de ter outros tipos de câncer. Às vezes, o mesmo fator de risco que te levou a ter um tipo de câncer, após anos, pode te levar a ter outro”, adverte a médica do Einstein.

Embora o câncer seja uma doença multifatorial, medidas de prevenção primária são essenciais. “E essa prevenção é feita com cessação do tabagismo, início de atividade física, abandono do sedentarismo, redução de peso aliada a uma dieta saudável, vacinação contra o HPV e hepatite B”, conclui oncologista.

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Mark Rutte, secretário-geral da Otan, a aliança militar ocidental, alertou nesta quarta-feira (16) que países como Brasil, China e Índia poderiam ser duramente atingidos por sanções secundárias se continuarem negociando com a Rússia.

“Se você for o presidente da China, o primeiro-ministro da Índia ou o presidente do Brasil e ainda estiver negociando com os russos e comprando seu petróleo e gás (…), às vezes antes de vendê-los por um preço mais alto, saiba que, se esse cara em Moscou não levar as negociações de paz a sério, eu lhe imporei sanções secundárias de 100%”, afirmou Rutte a repórteres.

“Meu incentivo a esses três países, em particular, é que, se você mora em Pequim, ou em Delhi, ou é o presidente do Brasil, talvez queira analisar isso, porque pode ser muito prejudicial”, disse.

“Então, por favor, liguem para Vladimir Putin e digam a ele que ele precisa levar as negociações de paz a sério, porque, caso contrário, isso vai prejudicar o Brasil, a Índia e a China de forma massiva”, acrescentou.

Rutte fez o comentário durante reunião com senadores no Congresso dos Estados Unidos.

A declaração é feita um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar envio de armas para a Ucrânia e ameaçar impor tarifas secundárias se não houver acordo de paz em 50 dias.

Envio de armas para a Ucrânia

Rutte pontuou ainda que, sob o acordo com Trump, os Estados Unidos fornecerão “maciçamente” armas à Ucrânia, “não apenas defesa aérea, mas também mísseis e munição paga pelos europeus”.

Questionado se mísseis de longo alcance para a Ucrânia estavam em discussão, Rutte disse: “É tanto defensivo quanto ofensivo”.

“Então, há todo tipo de armas, mas não discutimos em detalhes ontem com o presidente. Isso está sendo realmente trabalhado agora pelo Pentágono, pelo Comandante Supremo Aliado na Europa, em conjunto com os ucranianos, ressaltou.

Senador destaca preocupação com prazo para a Rússia

O senador republicano americano Thom Tillis elogiou Trump por anunciar as medidas, mas disse que o prazo de 50 dias para um acordo de paz o “preocupa”.

Ele comentou estar preocupado com a possibilidade de “Putin tentar usar os 50 dias para vencer a guerra ou para estar em melhor posição para negociar um acordo de paz após ter assassinado e potencialmente conquistado mais terreno como base para a negociação”.

“Portanto, devemos olhar para a situação atual da Ucrânia e dizer: não importa o que você faça nos próximos 50 dias, qualquer um dos seus ganhos está fora de cogitação”, acrescentou.

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Traders de commodities estão correndo contra o tempo para descarregar a maior quantidade possível de café brasileiro nos Estados Unidos antes que a nova tarifa de 50% de Donald Trump sobre os produtos brasileiros seja implementada em 1º de agosto.

Dados recém-divulgados mostraram que os preços ao consumidor dos EUA subiram em junho, quando o custo das tarifas do governo de Trump começou a ser repassado, inclusive para as xícaras de café.

Alguns traders estão desviando navios no meio da viagem, cancelando paradas em outros portos para que os contêineres cheios de café brasileiro possam entrar nos portos dos EUA sem pagar a tarifa de 50%.

Outros estão enviando para o mercado norte-americano um pouco do café de origem brasileira que têm em estoque em países vizinhos, como Canadá ou México, e que originalmente seria destinado ao consumo nesses locais.

Enquanto isso, importadores sediados nos Estados Unidos já estão anunciando preços de atacado que incluem a cobrança adicional de 50% para qualquer remessa que chegue após 1º de agosto.

“Redirecionamos algumas cargas para chegarem aos EUA mais cedo, algo que originalmente faria uma viagem mais longa”, disse Jeff Bernstein, diretor-gerente da trading de café RGC Coffee. “Mas para algumas outras cargas, não pudemos acelerar.”

Não há soluções alternativas disponíveis para o café que ainda não saiu do Brasil.

O Brasil produz um terço de todo o café usado nos EUA, tanto como origem única quanto como base da maioria das misturas vendidas no maior país consumidor de café do mundo. Os EUA produzem apenas cerca de 1% do café que utilizam.

Os preços do café nos EUA já subiram bastante depois de um pico de 70% no mercado no ano passado, provocado por escassez de produção.

Se implementada, a nova tarifa de 50% sobre as importações do Brasil, anunciada na semana passada, causará uma onda de aumentos de preços, segundo agentes do mercado.

“É uma forma de tributação que está prejudicando as empresas norte-americanas. Ninguém mais. Não o Brasil. Nem o presidente Lula. Essa nova tarifa de 50% é uma ameaça existencial para importadores como eu”, disse Steve Walter Thomas, executivo-chefe da importadora Lucatelli Coffee, sediada nos EUA.

A cooperativa brasileira de café Expocacer, que aumentou suas vendas para os EUA em 15% no ano passado, disse que não há possibilidade de renegociação para negócios com entrega após 1º de agosto.

“É um imposto cobrado internamente, no país importador, portanto, o importador é responsável por pagá-lo e depois repassá-lo aos consumidores”, disse o presidente da Expocacer, Simão Pedro de Lima, acrescentando que nenhum acordo de exportação foi fechado com compradores norte-americanos após o anúncio de Trump.

Traders disseram que, se a tarifa for mantida, os fluxos de café no mercado global serão reordenados, com os grãos brasileiros indo para a Europa e a Ásia, e os EUA comprando mais da África e das Américas do Sul e Central.

Essa mudança não é fácil e custará mais caro aos importadores, segundo eles.

Um trader, que pediu para não ter seu nome revelado, disse que o café brasileiro compõe um terço das misturas vendidas pelas cadeias de café Dunkin Donuts e Tim Hortons. Ele disse que o grão brasileiro também é amplamente utilizado pelo Starbucks.

As três empresas não retornaram os pedidos de comentários.

A Associação Nacional do Café dos EUA se recusou a comentar a tarifa, mas disse que “o café é um elemento essencial na vida cotidiana dos norte-americanos e na economia dos EUA”, observando que dois terços dos adultos norte-americanos tomam café todos os dias.

A associação solicitou ao governo Trump que isentasse o café das tarifas sobre o Brasil.

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Nesta semana, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o Brasil pretende desenvolver a terapia CAR-T contra o câncer em território nacional, através de uma parceria com os países do Brics.

O tratamento, que usa as células do próprio paciente para atacar o tumor, é considerado um grande avanço, e tem se demonstrado promissor para tratar cânceres que afetam o sangue.

No entanto, o valor da terapia CAR-T é muito elevado, podendo custar R$ 3 milhões por paciente. Um dos fatores que encarece o processo é a dependência de outros países, já que os únicos laboratórios especializados no tratamento se encontram nos EUA e na Europa atualmente.

O que é a terapia CAR-T?

O novo tratamento contra o câncer utiliza as células do sistema imunológico do próprio paciente, que são geneticamente modificadas para atacar as células cancerígenas.

“São drogas vivas, chamadas de terapia celular, que aprimoram o sistema de defesa do paciente para que ele promova a cura através da destruição das células do câncer”, explicou Renato Cunha, hematologista e líder nacional de terapia celular da Oncoclínicas.

Em um processo similar à hemodiálise, chamado aférese, as células T são extraídas do sangue do indivíduo e enviadas para laboratórios especializados, onde serão modificadas geneticamente. Essas células são recolocadas na corrente sanguínea do paciente, com a função de se multiplicar e atacar as células que formam tumores.

“As células geneticamente modificadas adquirem a capacidade de ‘enxergar’ e destruir as células cancerígenas, descobrindo onde estão os ‘inimigos’ que estavam enganando os mecanismos de resistência do sistema de defesa humano do paciente”, acrescentou o hematologista.

Limitações e obstáculos

Atualmente, o tratamento pode ser realizado apenas para tratar um número limitado de cânceres que afetam o sangue – como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo. Os resultados têm sido promissores nesses casos.

Para tumores sólidos, como os que ocorrem no câncer de pulmão, mama, estômago e pâncreas, os resultados ainda são limitados.

O principal desafio da terapia CAR-T, no entanto, é o seu custo elevado: o processo todo pode custar entre R$ 2 milhões e R$ 3 milhões por paciente. Para Renato Cunha, esse valor se dá pelo fato de ser um tratamento individualizado e por ainda dependermos de laboratórios estrangeiros para realizar a modificação genética.

A nacionalização do tratamento anunciada por Padilha pode ser uma solução para o último fator e uma maneira de reduzir o custo.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SESOP), fez a entrega de uma nova viatura para a Patrulha Guardiã Maria da Penha da Guarda Civil Municipal (GCM) na manhã desta terça-feira, dia 15. A iniciativa também marca o início das ações da Campanha Nacional Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher.

A nova viatura representa um reforço direto no trabalho de fiscalização das medidas protetivas de urgência (MPUs), visitas domiciliares, rondas preventivas e monitoramento remoto. Chega num momento estratégico, quando se celebram os 18 anos da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), considerada um dos maiores avanços legislativos no combate à violência doméstica no Brasil.

“A entrega dessa viatura representa não apenas o reconhecimento da importância da atuação da nossa Patrulha, mas também o compromisso da administração do prefeito Augusto Castro (PSD) com a segurança e a vida das mulheres”, afirma o comandante da Guarda Civil Municipal, Inácio Pereira do Nascimento.

“Neste Agosto Lilás, vamos ampliar nossa presença nas ruas, oferecendo acolhimento, orientação e fiscalização com responsabilidade e dedicação”, acrescenta.

O comandante fez um balanço que revela dados surpreendentes na atuação da Patrulha Guardiã Maria da Penha da Guarda Civil Municipal (GCM), que cresceu e bateu recorde ano passado.

Ao todo foram prestadas 36.110 ações e os números revelam a complexidade e a dedicação da Patrulha, que vai além da atuação reativa e se estabelece como agente de proteção preventiva no município.

“A viatura chega para fortalecer ainda mais o nosso trabalho de proximidade com as mulheres assistidas. Agosto é um mês simbólico, mas a violência contra a mulher é uma realidade diária. Por isso, vamos intensificar as fiscalizações, dialogar com as vítimas e garantir que as medidas protetivas sejam cumpridas com rigor. Estamos aqui para proteger e acolher, com responsabilidade, sensibilidade e ação”, ressaltou a coordenadora da Patrulha Guardiã Maria da Penha, Núbia de Oliveira.

Atualmente, 140 mulheres com medidas protetivas estão sob acompanhamento ativo da Patrulha, distribuídas entre alto, médio e baixo grau de risco. As equipes operam em sistema de escala 24 x 72 horas, garantindo a cobertura de todas as áreas da cidade, com planejamento diário e apoio do setor administrativo para controle e direcionamento das ações.

A Patrulha Guardiã Maria da Penha atua em conjunto com o Poder Judiciário, Ministério Público, CRAM, DEAM e outros órgãos da rede de proteção, garantindo que as medidas judiciais sejam não apenas cumpridas, mas acompanhadas de forma humanizada e estratégica.

“A mulher que denuncia precisa sentir que não está sozinha. Nosso papel é garantir que ela receba não só proteção, mas também escuta, orientação e apoio integral. A nova viatura é mais uma ferramenta para chegarmos mais rápido e com mais força onde for preciso”, completou a coordenadora, Núbia de Oliveira

O Agosto Lilás será marcado por ações presenciais, palestras, patrulhamento intensificado e ampliação dos atendimentos. A mensagem da Patrulha é clara: “violência contra a mulher não tem desculpa, tem lei — e Itabuna têm Patrulha. Os dados foram levantados pela GCM Aline Vicente Rocha em ação conjunta com a Auxiliar de Chefia e Analista de Dados da Patrulha.

 De acordo com dados atualizados em abril, a Patrulha apresenta crescimento expressivo em praticamente todos os indicadores operacionais:

✔  Total de mulheres atendidas, crescimento de 50,7% em 2024 em relação a 2023:

▸ 2023: 126 mulheres

▸ 2024: 190 mulheres

✔  Visitas periódicas, crescimento de 195,7% comparado a 2023:

▸ 2023: 185

▸ 2024: 547

✔  Fiscalizações de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), aumento de 9,6%:

▸ 2023: 355

▸ 2024: 389

 

✔  Monitoramento remoto (WhatsApp), média mensal de 743 atendimentos, reforçando o modelo de proteção digital:

▸ 2023: 3.690

▸ 2024: 3.131

 

✔   Rondas preventivas e protetivas

▸ 2023: 4.926

▸ 2024: 5.006

✔   Ponto base em residências, mantido como um dos pilares da presença comunitária:

▸ 2023: 811

▸ 2024: 776

✔   Acolhimentos de novas vítimas, quase o dobro de acolhimentos em relação a 2023:

▸ 2023: 59

▸ 2024: 116

✔  Medidas protetivas recebidas

▸ 2022: 80

▸ 2023: 93

▸ 2024: 124 (aumento de 33% em dois anos)

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Ainda digerindo a derrota por 3 a 0 para o Chelsea na final do Mundial de Clubes, o PSG enfrenta outro problema.

O técnico Luis Enrique e o meio-campista João Neves estão na mira da Fifa por suas ações na partida.

João Neves recebeu cartão vermelho aos 86 minutos após puxar o cabelo de Marc Cucurella, ato que viralizou nas redes sociais. Ele havia recebido cartão amarelo em campo, mas o árbitro de vídeo corrigiu a decisão, confirmada pela arbitragem de campo.

Luis Enrique agrediu João Pedro, atacante do Chelsea, durante a comemoração do rival após o apito final. Em coletiva, o português disse se arrepender da briga.

De acordo com o veículo francês “L’Équipe”, a Fifa estuda abrir uma investigação contra os dois nomes do PSG.

A decisão sobre a abertura ou não do processo será tomada com base nos relatórios oficiais da partida.

Caso o comitê disciplinar leve o caso adiante, ambos podem receber multa, suspensão ou outras sanções.

As punições podem valer não apenas para o Mundial, mas também para outras competições de clubes e seleções.

O PSG está em período de férias e só volta a campo em 13 de agosto, contra o Tottenham, pela Supercopa da Uefa.

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Apesar do nome pouco familiar, a quercetina pode ser facilmente encontrada na bancada de hortifrúti do supermercado. Além de aparecer na cebola, está presente no pimentão, no aspargo, nos brócolis e em frutas como a maçã, a uva e a manga. Também marca presença em outras bancadas, as de pesquisa, onde tem sido investigada pelos seus possíveis benefícios à saúde.

Um dos trabalhos recentes, realizado por cientistas da Polônia, foi publicado em maio no periódico científico Nutrients e traz uma revisão de 92 estudos, demonstrando mecanismos relacionados com a proteção cardiovascular.

Há evidências de que a quercetina ajude a preservar o endotélio, um tapete celular que recobre a parte interna dos vasos, e que contribua para aumentar a produção de óxido nítrico, um agente vasodilatador. Esses efeitos interferem na elasticidade vascular e podem favorecer o controle da pressão arterial. O artigo ainda menciona o impacto da substância nos níveis de colesterol, reduzindo o risco da aterosclerose, ou seja, do entupimento dos vasos sanguíneos.

Por trás dessas ações, destacam-se as propriedades antioxidante e anti-inflamatória. O estudo mostra que a quercetina ajuda a neutralizar os radicais livres, moléculas que, em excesso, causam danos celulares. Essa ação atenua o estresse oxidativo, preservando as células das artérias, entre outras.

A atuação contra inflamações também favorece os vasos. Os autores citam mecanismos como a redução da atividade de citocinas e de outras substâncias pró-inflamatórias.

Entretanto, mesmo diante de tantos indícios sobre efeitos protetores, a revisão salienta que boa parte dos trabalhos foi realizada em células, no microscópio e em modelos animais. “Uma das limitações do trabalho é a escassez de grandes ensaios clínicos com humanos”, observa a nutricionista Júlia Forti Roque, do Einstein Hospital Israelita.

Outro fator negativo, comentado no texto, é a baixa biodisponibilidade, ou seja, a capacidade de a quercetina ser assimilada e aproveitada no corpo humano. “Mas a substância tem um potencial promissor, especialmente no contexto de doenças crônicas”, opina a nutricionista.

Grupo protetor

A quercetina é integrante dos polifenóis, grupo que conta com mais de 8 mil integrantes catalogados até o momento. “Esses compostos são classificados como metabólitos secundários”, explica o biólogo Nicholas Vannuchi, que pesquisa algumas classes de polifenóis no laboratório da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), campus da Baixada Santista.

Significa que são substâncias sintetizadas pelos vegetais, para protegê-los em situações adversas na natureza. Defendem contra os raios ultravioletas e as intempéries, seja em tempos de seca ou de muita chuva. “Inclusive ajudam a combater fungos e patógenos capazes de trazer danos às plantas”, afirma Vannuchi.

Diferentemente de outros polifenóis, a quercetina não é um pigmento. “E é sensível ao calor”, pontua o biólogo. Por isso, a sugestão para usufruir dos benefícios é não levar os alimentos ao fogo ou prepará-los no vapor e rapidamente. “Uma estratégia que otimiza o aproveitamento é combinar com fontes de gordura saudável, como azeite de oliva ou abacate”, sugere a nutricionista do Einstein.

Uma receita de guacamole pode ser uma boa pedida, assim como um vinagrete com azeite. Inclusive, vale usar a cebola-roxa, que concentra mais da substância, sobretudo a camada que fica logo abaixo da casca.

Juntar com fornecedores de vitamina C, caso das cítricas, é mais um macete para tirar o máximo de proveito. “Também é recomendado distribuir o consumo ao longo do dia para manter sempre a quercetina circulando no organismo”, diz Vannuchi.

Por fim, é sempre bom ressaltar que de nada adianta apostar na quercetina quando o estilo de vida não é saudável. A proteção cardiovascular só se dá quando todo o cardápio é equilibrado, com devido espaço para frutas, hortaliças, grãos integrais, sementes, feijões, castanhas e afins. Contam pontos ainda a prática cotidiana de atividade física, assim como boas horas de sono e o gerenciamento do estresse.

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