COM ESTIMATIVA DE R$ 90 BI, DESENROLA 3 PODE SUPERAR SOMA DOS DOIS PRIMEIROS PROGRAMAS
O governo federal se prepara para fazer o seu terceiro programa de renegociação de dívidas de inadimplentes em três anos. Com a estimativa de atingir até R$ 90 bilhões em dívidas em um primeiro momento, ele pode superar a soma entre os montantes do Desenrola original e do Desenrola 2.0 em uma estratégia que, segundo especialistas, não resolve o problema de alto endividamento do Brasil.
Deve ser lançada nesta quinta-feira (22) uma convocação para que instituições financeiras interessadas em participar da nova versão do programa.
O Desenrola 1, que se concentrou em cartão de crédito em atraso e faturas de serviços como luz, internet e água, renegociou R$ 53,2 bilhões de 14,8 milhões de pessoas entre julho de 2023 e maio de 2024, com descontos de 85% a 90%.
Já o Desenrola 2.0, que vigorou de 4 de maio a 31 de agosto deste ano, renegociou dívidas cujo valor original somava R$ 28,37 bilhões, segundo dados do Ministério da Fazenda. Com um desconto de cerca de 80%, os débitos repactuados e garantidos pelo FGO (Fundo de Garantia de Operações) totalizaram R$ 5,71 bilhões.
Também está em vigor até 26 de outubro o Desenrola Adimplentes, que financia a repactuação de dívidas de trabalhadores informais que pagam faturas em dia pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.
Porém, em agosto, mês em que o segundo Desenrola acabou, a inadimplência renovou seu recorde da série histórica, iniciada em 2011. Segundo dados do BC (Banco Central), 6,61% dos empréstimos com recursos livres —ou seja, desvinculados de programas de incentivo—, estavam em atraso há mais de 90 dias.
O UBS BB calcula que, mesmo com esses programas, o número de pessoas negativadas nos birôs de crédito aumentou em 2,7 milhões do fim de 2025 até agosto, chegando a um total de 84 milhões de brasileiros, cerca de 51% da população adulta.
Segundo especialistas, programas de renegociação podem ser benéficos desde que sejam acompanhados de medidas de educação financeira. Outro problema apontado é o patamar dos juros no país, puxados pelo risco fiscal.
O QUE É O DESENROLA 3.0
Anunciado ao fim de setembro, o Desenrola 3.0 de Lula previa a destinação de até R$ 15 bilhões para adquirir débitos de pessoas físicas e MEIs (Microempreendedor Individual) que estão com dívidas de cartão de crédito (parcelado e rotativo), crédito pessoal e dívidas de serviços públicos e lojas, em atraso de dois a quatro anos e meio.
Nesta quarta-feira (21), a área econômica do governo anunciou que pode comprar até R$ 90 bilhões em dívidas até o fim deste ano.
A compra desses débitos será feita pela Caixa Econômica Federal junto a instituições financeiras interessadas em vender carteiras inadimplentes, com um desconto mínimo legal de 90%. Mas o governo tem a expectativa de conseguir abatimentos até maiores. Já os bancos privados não se empolgaram com o programa e ainda estudam se irão vender suas carteiras.
Pela regra, um consumidor poderá, por exemplo, ter até 90% de desconto na renegociação de uma dívida que faça parte de uma carteira adquirida pelo governo com 90% de deságio. Mas o percentual de desconto poderá ser menor, já que a MP não estabelece, neste momento, um percentual específico para cada dívida individual.
O mercado de venda de carteiras de crédito com atraso de mais de 90 dias no varejo é consolidado entre os bancos e vem em crescimento.
A consultoria Deloitte aponta que esse mercado movimentava de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões por ano até 2018, saltou para a faixa de R$ 30 bilhões a R$ 25 bilhões entre 2019 e 2022 e gira em torno de R$ 50 a R$ 55 bilhões por ano desde então.
A Deloitte estima que há outros R$ 600 bilhões fora do balanço dos bancos. “Acho o programa arrojado, mas viável. Não sei se tudo de uma vez, mas há volume a ser ofertado”, diz Ricardo Marin, sócio de soluções de fusões e aquisições da consultoria.
Segundo analistas do UBS BB, a medida é positiva para os balanços dos bancos, mas pode incentivar a inadimplência ao estimular consumidores a adiar pagamentos na expectativa de novos programas de renegociação.
No Desenrola 2,0 por exemplo, o Nubank foi o banco que mais fez renegociações, reavendo dívidas negativadas que somavam mais de R$ 1 bilhão. Segundo o banco digital, o programa do governo federal reduziu o custo de crédito do seu balanço em 5%, economizando US$ 85 milhões (R$ 443 milhões na cotação atual). Em segundo lugar está o Bradesco, que renegociou um montante de mais de R$ 660 milhões.
Ambas as instituições têm parcela relevante de clientes com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105 mensais, em suas carteiras de crédito, justamente o público contemplado pelo programa.
O QUE PROPÕE FLÁVIO BOLSONARO
No debate da Band no último domingo (18), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) disse que, se eleito, também compraria as dívidas de brasileiros inadimplentes e as refinanciaria pela Caixa, com mais prazo e menor taxa de juros. Além disso, a proposta prevê uma carência de seis meses para pessoas físicas e de um ano para pessoas jurídicas.
“Sua dívida vai ficar congelada, não vai ser reajustada e você não vai pagar nenhuma parcela [durante a carência]. Isso vai reinjetar esse dinheiro na economia de uma forma sustentável”, afirmou Flávio Bolsonaro.
O candidato disse ainda que o programa vai incluir abertura de crédito para quem quiser tomar financiamento de novo, caso queiram investir em algum negócio.
Em suas redes sociais, o ministro Dario Durigan (Fazenda) criticou a proposta de Flávio e defendeu o Desenrola 3.0 de Lula.
“Parece boa à primeira vista, até parece que vai te ajudar, mas no fundo é o contrário, é algo impossível de ser implementado e que prejudicaria diretamente você, empresário, cidadã, que precisa de crédito para comprar uma geladeira, um móvel ou até a sua casa própria”, afirmou.
Para Ana Rosa Vilches, diretora da DSOP Educação Financeira, a carência pode dar ao consumidor a falsa sensação de que está livre das dívidas, sem que ele reorganize o orçamento.
“Se o indivíduo entende que não tem mais [a dívida] ou que ela está congelada, ele não vai deixar de consumir erradamente nesses seis meses”, afirma.
Segundo a especialista, a renegociação precisa ser acompanhada de orientação financeira para evitar que as famílias contraiam novos débitos antes mesmo de começar a pagar o refinanciamento.
Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar, adiciona que a proposta de Flávio, como foi apresentada apenas durante o debate presidencial, ainda não tem definições concretas sobre como funcionaria o refinanciamento nem sobre seu impacto fiscal.
O especialista diz que, embora os dois modelos possam reduzir o endividamento no curto prazo, nenhum enfrenta suas causas estruturais. Com isso, sem medidas de planejamento e educação financeira, as famílias podem voltar a acumular dívidas após a renegociação.
Procurado, o Ministério do Planejamento não comentou. A campanha de Flávio também não respondeu ao pedido de maiores explicações sobre a proposta.
O QUE DIZEM OS ESPECIALISTAS
Para especialistas em educação financeira e economistas especializados em crédito, as medidas de renegociação são bem-vindas, desde que sejam pontuais e acompanhadas de educação financeira continuada, bem como maior esclarecimento por parte dos bancos na hora de contratar ou renegociar um empréstimo.
Segundo eles, assim como os dois anteriores, o Desenrola 3.0 é mais um programa que não combate as causas estruturais do endividamento e cria o que é conhecido como risco moral —ou seja, por causa de programas sucessivos de renegociação de dívidas, o devedor acaba sendo estimulado a sempre esperar um socorro financeiro.
Katherine Hennings, pesquisadora associada do FGV Ibre e analista de crédito da consultoria BRCG, aponta como exemplo o desempenho do primeiro Desenrola, que, apesar de a princípio ter ajudado a reduzir o número de inadimplentes de baixa renda, não impediu que o problema voltasse a incomodar depois.
Para Lauro Gonzalez, coordenador do FGV Cemif (Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira), o modelo de compra direta junto aos bancos tende a facilitar a execução do programa, mas não prevê ação sobre as causas do superendividamento. “É uma política de alívio financeiro, e não de combate às causas estruturais do endividamento.”
A planejadora financeira Carol Stange adiciona ainda que a educação financeira é efetiva quando acontece no momento em que a decisão está sendo tomada, e não a que chega meses depois, em formato de curso ou cartilha, por exemplo.
“Antes de assinar essa ou qualquer outra renegociação, a pessoa deveria ver, em linguagem clara, quanto aquela dívida vai custar no total e quanto da renda mensal a parcela vai consumir. Parece básico, mas muita gente fecha o acordo olhando só o valor da parcela e depois descobre que essa parcela também não cabe no orçamento”, completa.
GOVERNO DA BAHIA ENTREGA 20 NOVAS VIATURAS PARA POLÍCIA MILITAR DA BAHIA APÓS INVESTIMENTO DE R$ 7,2 MILHÕES
O Governo da Bahia entregou nesta quinta-feira (22), na sede do 22º BPM, em Itaberaba, 20 novas viaturas para a Polícia Militar. Com um investimento de R$ 7,2 milhões, onze municípios da região da Chapada Diamantina serão beneficiadas. As viaturas vão atender as cidades de Baixa Grande (1), Caém (1), Capim Grosso (2), Ibicoara (1), Ipirá (2), Itaberaba (2), Itatim (1), Jacobina (1), Lençóis (5), Riachão do Jacuípe (2) e Seabra (2).
O investimento aumenta a capacidade operacional da Polícia Militar, proporcionando melhores condições logísticas e contribuindo para a redução do tempo de resposta e a ampliação da cobertura policial.
O subsecretário da Segurança Pública da Bahia, Marcel de Oliveira, afirmou que a entrega das novas entregas reafirma o investimento para ampliar o policiamento em todas as regiões do estado.
“Esse investimento demonstra o compromisso do Governo do Estado em oferecer melhores condições de trabalho aos nossos policiais. Com viaturas novas, as equipes passam a contar com mais segurança, o que fortalece a atuação diária e a qualidade do serviço prestado à população”, destaca.
O comandante de Operações da Polícia Militar, Sérgio Simões, destacou que as novas viaturas fortalecem o trabalho. “É a garantia de mais mobilidade, mais agilidade no atendimento às ocorrências e maior presença policial nos municípios. São veículos que ampliam a capacidade operacional das equipes”, complementou.
Já a partir da próxima segunda-feira (26), a vacina Pneumocócica 20 (VPC20) estará disponível nos postos de saúde de Itabuna). O município recebeu o primeiro lote, com 810 doses, destinado inicialmente à imunização de idosos com mais de 85 anos.
O imunizante protege contra doenças provocadas pela bactéria pneumococo, responsável por infecções que podem evoluir para quadros graves, especialmente entre idosos e crianças pequenas.
De acordo com a coordenadora da Rede de Frio da Secretaria de Saúde de Itabuna, Camila Brito, crianças menores de cinco anos também poderão ser imunizadas, conforme o calendário de transição estabelecido pelo Ministério da Saúde.
As 810 doses serão distribuídas entre as unidades de saúde do município, de acordo com a demanda.
QUEM TOMOU A PNEUMO DEVE FICAR ATENTO
Idosos vacinados com a Pneumocócica 23 (VPP23) neste ano devem aguardar até o próximo ano para receber a Pneumo 20, orienta a Secretaria de Saúde. A recomendação respeita o intervalo necessário entre os imunizantes.
A orientação da Rede de Frio é que as pessoas dos grupos contemplados procurem a unidade de saúde mais próxima, levando o cartão de vacinação para avaliação e atualização do esquema vacinal.
ELDER FONTES REVELA META DE VOTOS PARA LULA NA BAHIA E PROJETA VITÓRIA NO DOMINGO
Prefeito de Itaju do Colônia e coordenador da campanha de Lula no sul da Bahia, Elder Fontes projetou a vitória do presidente da República no próximo domingo (25). Com base em pesquisas e movimentação de rua, Elder diz que “a virada já começou”.
Ao PIMENTA, o prefeito de Itaju revela a meta para votação de Lula na Bahia: “75% dos votos válidos e piso de 72%”, disse ele. O gestor participou, ontem (20), de um encontro do governador Jerônimo Rodrigues com lideranças regionais em Itabuna.
Elder atuou também como coordenador da campanha de Jerônimo Rodrigues no Litoral Sul. A articulação dos prefeitos da região, observa, foi fundamental para que o petista alcançasse resultado diferente de 2022. Agora, o governador venceu ACM Neto (UB) na região no somatório de votos dos 26 municípios.
ITABUNA: PREFEITURA DE ITABUNA, ATRAVÉS DA SEAGRIMA APURA OCORRÊNCIA DE PEIXES MORTOS NO RIO CACHOEIRA
Um estudo de caso relacionado a uma paciente acometida de tuberculose miliar e leucemia mieloide aguda, atendida pelo Serviço de Oncologia da Santa Casa de Itabuna, foi apresentado, em Belo Horizonte (MG), no Congresso Brasileiro de Pediatria, promovido pela Sociedade Brasileira de Pediatria. O evento ocorreu no período de 13 a 17, e foi apresentado no dia 15 passado.
O estudo tem como autores Regina Quinto, pediatra, oncologista, hematologista, onco-hematologista e coordenadora médica do Serviço de Oncologia da Santa Casa de Itabuna; a médica plantonista Keitth Carollaine Azevedo e estudantes do quinto ano do Curso de Medicina da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
Além das médicas Regiana Quinto e Keitth Carollaine, o estudo de caso “Coexistência de Tuberculose Miliar e Leucemia Mieloide Aguda em Adolescente” também foi assinado pelas estudantes Beatriz Silvino Ferreira, Júnia Mara Fernandes e Marília Celis Rabelo. Os resultados do estudo foram apresentados por Beatriz Silvino.
Para Regina Quinto, a participação em um evento como o Congresso Brasileiro de Pediatria, que reúne grandes profissionais do país, revela a capacidade de atendimento e a qualidade dos serviços ofertados pela Santa Casa de Itabuna, além de uma demonstração de valorização do ensino e pesquisa pela instituição. “A apresentação desse estudo comprova que estamos realizando o nosso trabalho corretamente”, avalia.
ONCOPEDIATRIA
O estudo apresentado no Congresso Brasileiro de Pediatria foi feito com base no quadro clínico detectado numa adolescente atendida no ambulatório de oncopediatria. “Inicialmente, essa paciente foi diagnosticada com tuberculose. Após a realização de outros exames foi descoberto que ela era portadora da leucemia mieloide aguda”, conta Keitth Carollaine.
A paciente chegou a fazer quimioterapia para combater o câncer, mas acabou falecendo na fase final do tratamento. “Esse trabalho traz detalhes de como foi a descoberta dessas doenças, a dedicação da equipe assistencial e a jornada dessa paciente”, explica Keitth Carollaine, que também é plantonista no Hospital Manoel Novaes.
Promovida pela Sociedade Brasileira de Pediatria, a 42ª edição do Congresso Brasileiro de Pediatria reuniu médicos pediatras de todo o país, no período de 13 a 17 de outubro. Durante o evento foram apresentados casos clínicos, painéis interativos com perguntas norteadoras e cenários clínicos, trabalhos científicos, promovidas mesas-redondas, workshop e fórum de residência em pediatria.
ITABUNA: PREFEITURA DE ITABUNA CELEBRA O DIA NACIONAL DA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR COM AVANÇOS NA QUALIDADE DAS REFEIÇÕES OFERECIDAS AOS ESTUDANTES
GOVERNO DA BAHIA ENTREGA ÔNIBUS ESCOLARES A 101 MUNICÍPIOS; CONFIRA OS CONTEMPLADOS
O governador Jerônimo Rodrigues entregou, nesta quarta-feira (21), ônibus escolares rurais destinados a 101 municípios baianos. Os veículos vão reforçar o transporte de estudantes da rede estadual, com previsão de beneficiar cerca de 195 mil alunos. O investimento do Governo da Bahia é de R$ 43,8 milhões.
A frota será utilizada pelas prefeituras para transportar estudantes que moram em comunidades rurais e enfrentam longas distâncias até as escolas. Segundo o governo, os novos veículos também devem ampliar a segurança e melhorar as condições de deslocamento, principalmente em localidades afastadas das sedes municipais.
Jerônimo destacou que o transporte escolar é fundamental para garantir o acesso à educação de quem vive longe das unidades de ensino.
– Quando o estudante mora longe da escola, o transporte faz parte do caminho para garantir o acesso à educação. Esses ônibus ajudam a aproximar os alunos das salas de aula e dão aos municípios melhores condições para atender quem vive nas comunidades rurais – disse Jerônimo.
Segundo o secretário estadual da Educação, Marcius Gomes, a entrega vai reforçar a estrutura das redes municipais e facilitar a organização das rotas utilizadas pelos estudantes.
Filadélfia está entre os municípios beneficiados. O prefeito André Ribeiro ressaltou a importância dos veículos para melhorar o atendimento aos alunos e dar mais tranquilidade às famílias. “Com esse ônibus, vamos melhorar o transporte e dar mais tranquilidade aos alunos e aos pais, que sabem da importância dos filhos frequentarem as aulas”
MUNICÍPIOS CONTEMPLADOS
Os ônibus serão distribuídos entre os seguintes municípios: Abaíra, Água Fria, Alagoinhas, Alcobaça, América Dourada, Andaraí, Andorinha, Angical, Antônio Cardoso, Aracatu, Araci, Aratuípe, Baixa Grande, Banzaê, Barra, Barro Alto, Barrocas, Belmonte, Caatiba, Cabaceiras do Paraguaçu, Cachoeira, Caetanos, Caetité, Camaçari, Camamu, Campo Alegre de Lourdes, Caravelas, Carinhanha, Conde, Coração de Maria, Curaçá, Eunápolis, Filadélfia, Formosa do Rio Preto, Gandu, Guaratinga, Heliópolis, Ibitiara, Igrapiúna, Inhambupe, Ipirá, Iraquara, Irará, Irecê, Itabela, Itaberaba, Itacaré, Itambé, Itapicuru, Jaborandi, Jaguarari, Jeremoabo, Jiquiriçá, Juazeiro, Laje, Lajedinho, Lamarão, Lapão, Livramento de Nossa Senhora, Mascote, Milagres, Mirante, Monte Santo, Morpará, Mundo Novo, Paratinga, Paripiranga, Paulo Afonso, Pilão Arcado, Planalto, Prado, Presidente Jânio Quadros, Presidente Tancredo Neves, Quijingue, Remanso, Riachão das Neves, Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Rio Real, Santa Bárbara, Santa Brígida, Santaluz, Santana, Santanópolis, São Desidério, São Félix do Coribe, São Gabriel, Sapeaçu, Seabra, Sebastião Laranjeiras, Serra Dourada, Serrinha, Souto Soares, Teixeira de Freitas, Teodoro Sampaio, Teofilândia, Tucano, Uauá, Urandi, Uruçuca e Valença.
ITABUNA: DEPUTADA ESTADUAL ELEITA ANDRÉA CASTRO PARTICIPA DE ATO PRÓ-LULA COM A PRESENÇA DO GOVERNADOR JERÔNIMO EM ITABUNA
Primeira mulher eleita deputada estadual com base política em Itabuna, Andréa Castro (PSD) participou, na manhã da última terça-feira (20), de um ato político em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para o segundo turno, em Itabuna. O encontro foi realizado na Terceira Via Hall e contou com a presença do governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), além de lideranças políticas do Litoral Sul baiano.
Para Andréa Castro, a mobilização regional é importante para unir lideranças em torno de pautas comuns e ampliar o diálogo entre os municípios e os governos estadual e federal. “Esse encontro é importante porque demonstra que a política se fortalece quando existe diálogo, união e compromisso com as pessoas. Fico muito feliz em participar desse momento ao lado do governador Jerônimo, do prefeito Augusto e de tantas lideranças da nossa região. Agora, como deputada estadual eleita, quero continuar contribuindo para que Itabuna e os municípios do Litoral Sul tenham voz, avancem em suas demandas e encontrem caminhos para gerar mais oportunidades para a população”, afirmou.
Anfitrião do encontro, o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), também participou da mobilização, que reuniu deputados estaduais eleitos e reeleitos, deputados federais, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais e representantes políticos de diferentes cidades da região.
A eleição de Andréa representa um marco para a política de Itabuna. Com 36.355 votos no município e 86.973 em toda a Bahia, a deputada eleita conquistou uma votação expressiva e ampliou a presença da cidade na Assembleia Legislativa. O resultado também fortalece a representação política do Sul da Bahia no cenário estadual.
BRASIL CHEGA A 1.510 CIENTISTAS ENTRE OS MAIS INFLUENTES DO MUNDO, 3,4% A MAIS EM RELAÇÃO A 2025
1.510 cientistas que atuam no Brasil figuram entre os mais influentes do mundo. O quadro consta de um levantamento divulgado no último dia 7º. Ele é elaborado pelo pesquisador John Ioannidis, da Universidade de Stanford (EUA) em parceria com a empresa Elsevier, responsável por periódicos como Lancet e Cell.
O dado deste ano supera em 3,4% o de 2025, quando havia 1.461 representantes do país na lista. Além disso, mantém o crescimento observado nos últimos anos.
Entre os nomes mais bem colocados do país estão o médico Carlos Augusto Monteiro, da USP, o físico Constantino Tsallis, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, o engenheiro Jayme Garcia Arnal Barbedo, da Embrapa, o epidemiologista Cesar Gomes Victor, da UFPel (Universidade Federal de Pelotas), e o físico José Marengo, do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).
Outros exemplos de nomes do país no levantamento são Deborah Malta, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Pedro Henrique Brancalion, Paulo Artaxo, Mayana Zatz e Ester Sabino, todos da USP.
O levantamento inclui os 100 mil cientistas com o maior número de citações ou aqueles que estão entre os 2% mais bem classificados em sua subárea.
Apesar da leve melhora observada em relação ao ano anterior, a posição brasileira no ranking global não mudou: 24ª colocação.
No topo, estão Estados Unidos (73.638) e China (37.203). Logo em seguida, vêm Reino Unido (18.300), Alemanha (10.938) e Austrália (8.971).
Ioannidis ranqueia os cientistas com base em um índice composto chamado c-score, que tem entre seus parâmetros os números de citações como autor único, primeiro ou último autor.
Os dados são retirados da plataforma Scopus, maior base de dados mundial de resumos e citações de literatura científica revisada por pares, e inclui dados de artigos publicados até o fim de 2025. A disponibilização dos dados é gratuita e pública.
A avaliação também é dividida em 20 áreas e 174 subáreas do conhecimento. Assim, a seleção final é baseada nos 100 mil cientistas com o maior c-score ou nos 2% maiores em cada subárea, explica o autor.
“Seria injusto comparar cientistas de uma subárea com poucos pesquisadores e poucos artigos publicados com alguém que trabalha em uma área com muitos cientistas, muitos artigos e onde é fácil acumular um grande número de citações”, disse Ioannidis à Folha.
Ainda de acordo com ele, desde 2024, a lista também inclui informações sobre número de artigos retratados (exceto quando são por erros da revista ou editora), o que pode ajudar a indicar se um cientista muito citado apresenta possíveis sinais de alerta quanto à sua integridade científica.
Segundo Ioannidis, o resultado de algumas nações é afetado pelo alto número de autores com retratações. “Países como China e Índia têm um crescimento muito mais expressivo do que o Brasil, embora muitos deles apresentem sinais de problemas de integridade científica.”
Na edição deste ano, aparecem na lista representantes de 259 instituições de pesquisa e ensino do país. A USP é a primeira, com 282 cientistas, seguida por Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Unesp (Universidade Estadual Paulista), UFMG, UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).
Na avaliação do físico Olival Freire Jr., presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), a maior presença brasileira na lista é compatível com a recuperação da produção científica nacional após a pandemia e a retomada dos investimentos em pesquisa.
“O Brasil teve um pico na produtividade científica mundial pré-pandemia, com cerca de 3% de todos os artigos científicos produzidos, mas houve uma queda nesse número em 2022 e 2023. A partir de 2024, teve uma recuperação, mas essa taxa se relaciona primeiro a uma certa normalização da atividade científica no pós-pandemia”, afirma o físico. No mesmo ano houve uma retomada do financiamento à pesquisa, com três editais universais do CNPq desde 2023, ante apenas um no governo anterior.
Freire Jr. ressalta, porém, que toda lista de classificação de pesquisadores por impacto ou número de citações deve ser analisada “com um grão de sal”, já que existem outras métricas de impacto científico para além dos dados bibliométricos, como formação de pesquisadores e embasamento de políticas públicas, que não são considerados.
“Esses resultados sempre têm que ser comparados com um conjunto de outros indicadores que sinalizam o impacto de uma pesquisa científica”, afirma ele.
Para Ioannidis, o crescimento do Brasil é evidenciado pelo aumento de cientistas tanto no último ano quanto na avaliação pela carreira. Porém, a estagnação do investimento de PIB brasileiro em pesquisa e inovação (1,28% em 2015 e 1,19% em 2026) pode ter prejudicado a aceleração desse crescimento.
ITABUNA: PREFEITURA DE ITABUNA VAI LANÇAR PROJETO PARA AJUDAR PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA A RETORNAREM AO CONVÍVIO FAMILIAR


