Itabuna será palco, entre os dias 25 e 27 de setembro, da quarta edição do Spring Games, considerado atualmente o maior evento de CrossFit e Fitness da Bahia. Com apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Esportes, a competição reúne atletas de mais de 20 cidades baianas e transforma a Praça Camacã, no centro da cidade, em uma grande arena esportiva durante três dias.

Com o tema “A Primavera Mais Quente do Brasil”, o evento reúne 43 boxes e mais de 300 atletas competidores, participantes de Itabuna, de municípios do Sul da Bahia e de diferentes regiões do estado. A programação também amplia a experiência para além da competição, com espaços de entretenimento, estandes de marcas e empresas parceiras, atividades para o público e ações abertas a quem circula pelo centro da cidade.

Nesta edição, uma das novidades é a inclusão da categoria HYROX, modalidade que combina diferentes exercícios funcionais e corrida e ganha uma arena própria dentro da estrutura do evento. Ao todo, serão três grandes tendas: uma destinada às principais provas de CrossFit, outra para patrocinadores, experiências e atividades de lazer, e uma terceira arena voltada às disputas de HYROX.

O apoio à iniciativa reforça a política de incentivo ao esporte da gestão do prefeito Augusto Castro para realização de eventos capazes de movimentar a cidade e proporcionar novas experiências à população. A parceria envolve a Secretaria Municipal de Esportes e integra as ações da gestão do prefeito Augusto Castro voltadas à valorização das diferentes modalidades esportivas.

Organizado pelo produtor Fabiano Araújo, da Team Master, o Spring Games chega à quarta edição consolidado como uma tradição no calendário esportivo regional e com alcance cada vez maior dentro da Bahia. A expectativa é de que a estrutura montada na Praça Camacã proporcione ao público uma experiência que reúna competição, esporte, lazer e entretenimento, colocando Itabuna no centro do cenário baiano do CrossFit.

Confira a programação completa:

Local: Praça Camacan – Itabuna

SEXTA-FEIRA – 25 DE SETEMBRO DE 2026

  • 16h às 20h: Entrega dos Kits dos Atletas
  • 18h30: Abertura Oficial do Spring Games 2026
  • 19h: Briefing Oficial
    • Live ao vivo com passagem de regras para atletas presentes e todos os atletas que assistam à live do evento.

SÁBADO – 26 DE SETEMBRO DE 2026

  • 07h: Abertura dos Portões
  • 08h: Início das Competições
  • 19h: Encerramento das Competições
    • Competições durante todo o dia.

DOMINGO – 27 DE SETEMBRO DE 2026

  • 07h: Abertura dos Portões
  • 08h: Início das Competições
  • 17h: Encerramento das Competições
  • 17h30: Cerimónia de Pódio
    • Premiação dos atletas e encerramento oficial do evento.
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A Seleção Brasileira inicia nesta sexta-feira (25) uma nova sequência de compromissos após a Copa do Mundo de 2026. Às 7h, no horário de Brasília, o Brasil enfrenta a Austrália no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, no primeiro de dois amistosos consecutivos entre as equipes. O reencontro acontece nove anos depois da última partida entre os países.

 

O retrospecto é amplamente favorável ao Brasil. De acordo com dados do O Gol, as seleções se enfrentaram oito vezes, com seis vitórias brasileiras, um empate e apenas um triunfo australiano. A Seleção marcou 21 gols nesses confrontos e sofreu somente um.

 

Isso representa aproveitamento de 75% de vitórias para o Brasil no confronto. A Austrália balançou as redes brasileiras em apenas uma das oito partidas disputadas.

 

BRASIL NUNCA PERDEU PARA A AUSTRÁLIA EM AMISTOSOS
Dos oito encontros registrados, quatro foram amistosos, e o Brasil venceu todos eles. Além dos 100% de aproveitamento, a Seleção não sofreu nenhum gol nesse recorte: foram 13 marcados e nenhum sofrido.

 

Os brasileiros também possuem retrospecto perfeito atuando em território australiano. Foram três partidas até hoje e três vitórias: duas em 1988 e a mais recente em 2017.

 

Somados, esses jogos terminaram com sete gols brasileiros e nenhum da Austrália. O duelo desta sexta-feira será, portanto, o quarto encontro entre as seleções em solo australiano.

 

VEJA TODOS OS CONFRONTOS

  • 13/06/2017: Austrália 0 x 4 Brasil — amistoso;
  • 07/09/2013: Brasil 6 x 0 Austrália — amistoso;
  • 18/06/2006: Brasil 2 x 0 Austrália — Copa do Mundo;
  • 09/06/2001: Austrália 1 x 0 Brasil — Copa das Confederações;
  • 21/12/1997: Brasil 6 x 0 Austrália — Copa das Confederações;
  • 14/12/1997: Austrália 0 x 0 Brasil — Copa das Confederações;
  • 16/07/1988: Austrália 0 x 2 Brasil — amistoso;
  • 06/07/1988: Austrália 0 x 1 Brasil — amistoso.

 

*Os dados são do portal O Gol

 

A maior goleada aconteceu duas vezes. O Brasil venceu por 6 a 0 na final da Copa das Confederações de 1997 e repetiu o placar em um amistoso realizado em Brasília, em 2013.

 

ÚNICA DERROTA ACONTECEU EM 2001
A única vitória australiana ocorreu em 9 de junho de 2001, na disputa pelo terceiro lugar da Copa das Confederações.

 

Na ocasião, Shaun Murphy marcou aos 39 minutos do segundo tempo e definiu o triunfo australiano por 1 a 0. Aquele segue sendo, até hoje, o único gol marcado pela Austrália contra o Brasil.

 

O resultado também marcou o fim da passagem de Emerson Leão pelo comando da Seleção. Após aquela Copa das Confederações, Luiz Felipe Scolari assumiu o cargo e conduziu o Brasil ao título da Copa do Mundo de 2002.

 

ÚLTIMO CONFRONTO
Brasil e Austrália não se enfrentam desde 13 de junho de 2017. Naquele dia, no Melbourne Cricket Ground, a Seleção venceu por 4 a 0. Desde então, passaram-se mais de nove anos sem um novo confronto entre os países.

 

O período sem jogos termina nesta sexta e será seguido imediatamente por outro encontro. Depois da partida em Townsville, as seleções voltam a se enfrentar na terça-feira (29), às 7h, no Suncorp Stadium, em Brisbane.

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A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (24), a Operação Legado, que investiga suspeitas de fraude em licitações e contratações diretas feitas por municípios da Bahia, do Piauí e do Espírito Santo, principalmente na área da saúde.

Na Bahia, são 29 mandados em 13 municípios, sendo oito em Itabuna, quatro em Ibirataia; dois em cada uma das cidades de Eunápolis, Itapitanga, Salvador, São Felipe, Ubatã e Uruçuca; e um em cada uma das cidades de Feira de Santana, Itabela, Presidente Tancredo Neves, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.

Ao todo, a operação cumpre 44 mandados de busca e apreensão em 22 municípios de cinco estados, além do Distrito Federal. A PF não informou se as buscas nas cidades têm relação com contratos das prefeituras locais ou com investigados ligados a contratações de outros municípios. O local onde um mandado é cumprido não identifica, por si só, qual prefeitura teve contratos incluídos na investigação.

ATUAÇÃO COORDENADA

Segundo a PF, a apuração encontrou indícios de atuação coordenada de empresas, simulação de concorrência, direcionamento de contratações e sobrepreço. Os investigadores também apuram cobranças por produtos não entregues, fornecimento de equipamentos usados como se fossem novos e possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos.

A investigação abrange 56 procedimentos de contratação em 31 municípios, que envolvem cerca de R$ 17 milhões. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou 13 medidas de restrição patrimonial e o bloqueio de bens até o limite de R$ 3,4 milhões.

Empresários e atuais e antigos ocupantes de cargos públicos municipais estão entre os investigados. No comunicado divulgado nesta manhã, a PF não identificou os alvos, as empresas nem os contratos específicos examinados.

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Órgãos de saúde e segurança pública deverão seguir um protocolo integrado no atendimento a mulheres, crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade vítimas de estupro ou de outras formas de violência física. A Lei nº 15.516 foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (23).

Quando o atendimento começar na segurança pública, os profissionais deverão registrar a ocorrência e encaminhar a vítima imediatamente à rede pública de saúde. A assistência médica incluirá avaliação clínica e emocional, tratamento e orientações sobre direitos.

A legislação determina a preservação de vestígios e prioridade máxima no exame de corpo de delito. O prazo para conclusão e envio do laudo à polícia será de dez dias corridos, com possibilidade de prorrogação.

As unidades destinadas a esse atendimento deverão dispor de salas reservadas. Os profissionais receberão capacitação periódica para evitar novos constrangimentos à vítima.

O governo vetou o envio obrigatório do laudo médico sem consentimento da vítima, por riscos à privacidade e ao sigilo. A norma mantém a comunicação à polícia, em até 24h, de indícios ou confirmação de violência sexual.

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Uma nova regra aprovada nesta terça-feira (22) pela diretoria colegiada da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vai dificultar a responsabilização judicial de empresas aéreas por atrasos e cancelamentos de voos.
A norma, discutida desde o início do ano, estabelece que o transportador aéreo não será responsabilizado nos casos fortuitos ou de força maior, como fechamento do aeroporto, tempestades ou determinação de autoridade.
O texto mantém a obrigação de fornecimento de assistência material, como refeição ou hospedagem, mas dita claramente que essa assistência não implica reconhecimento de culpa ou responsabilidade pelo atraso e interrupção do voo.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a proposta é uma demanda das empresas de aviação e tem potencial de reduzir o alto volume de ações judiciais que pedem reparação por danos morais em virtude de atrasos e cancelamentos de voos.
Em nota, a Anac ressaltou que, antes de ser aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência, a proposta foi submetida a consulta pública, audiência presencial com a sociedade e análise técnica e jurídica.
“A atualização foi pensada para ampliar a transparência para o passageiro, facilitando a compreensão de seus direitos, do funcionamento do transporte aéreo e das obrigações das empresas em caso de imprevistos”, diz a nota da agência, que cita de forma genérica o cerne da medida, ou seja, a restrição à responsabilização civil das aéreas.
Além dos trechos sobre danos morais, a regra estabelece que a empresa informará o passageiro, no ato de aquisição da passagem, que a operação aérea pode sofrer alterações em razão das condições meteorológicas, requisitos de segurança e outros fatores.
Também determina que a transportadora deve avisar o passageiro assim que souber que o voo vai atrasar ou ser cancelado.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a Justiça brasileira recebeu 77% mais processos por cancelamentos de voos em 2025 do que em 2022, quando o setor aéreo começava a se recuperar dos efeitos da pandemia. Em 2025, foram 179 mil ações judiciais do tipo, contra 101 mil três anos antes.
A Anac sustenta que os passageiros ainda poderão responsabilizar as empresas aéreas na Justiça em casos de má conduta, e diz que as novas normas miram apenas combater a “indústria” de processos abusivos contra as empresas.
“Se a companhia aérea não pagou o hotel, não pagou a alimentação, se ela atrasou por culpa dela, por um problema na aeronave, na tripulação, ou se o sistema caiu, a gente está dizendo que a culpa é dela sim”, disse o presidente da agência, Thiago Faierstein, em fevereiro deste ano.

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A nova ponte que liga a Avenida Amélia Amado, no Centro, ao Bairro da Conceição, está ancorada no leito rochoso do Rio Cachoeira, possui 160 metros de comprimento e 24 metros de largura, divididos em quatro vãos centrais e duas cabeceiras em formato de leque para facilitar o acesso às vias em direção ao Complexo Viário da Avenida Princesa Isabel e ao Litoral Sul pela rodovia BA- 649.

Na manhã desta quarta-feira, dia 23, a secretária municipal de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), Sônia Fontes, incluiu na sua rotina de visitas técnicas a vistoria da obra da nova ponte quando verificou os avanços das obras e serviços financiados pelo Fundo Financeiro de Desenvolvimento da Bacia do Prata (FONPLATA).

Segundo o engenheiro civil da RCI Engenharia, empresa contratada para a execução das obras, Lucas Wense, no momento está sendo terminada a concretagem a penúltima laje do tabuleiro (trecho B) e iniciou-se a varrição para que a equipe de armadores possa dar início à próxima etapa com as ferragens sobre a pré – laje.

Já foram concretadas duas vigas do trecho A da cabeceira, que liga a ponte à Avenida Amélia Amado, e a execução da laje de aproximação. Também iniciou-se o içamento das estruturas metálicas da parte arquitetônica em formato de arcos.

Após testes realizados no piso da cabeceira do lado do Conceição, verificou-se a necessidade da troca devido à saturação (espaços vazios que estão totalmente preenchidos por água). Em seguida serão instaladas as faixas de ligação para dar fluidez ao trânsito. Além da confecção e pintura dos guarda-corpos das laterais e as divisórias centrais da ponte.

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Trabalhar em casa era uma realidade para 7,9% da população ocupada no Brasil em 2025, indicam dados divulgados nesta quarta-feira (23) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O grupo associado ao home office era formado por 6,6 milhões de pessoas de 14 anos ou mais. É um contingente similar ao total de habitantes da cidade do Rio de Janeiro (6,7 milhões).
O percentual de 7,9% permaneceu estável em relação a 2024 e se manteve acima do patamar pré-pandemia, de 2019, quando estava em 5,8%.
Os dados são da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012.
Naquele ano, a fatia da população ocupada cujo local de trabalho era o domicílio de residência estava em 3,6%, menos da metade da proporção mais recente (7,9%).
Não houve coleta de informações em 2020 e 2021 devido às restrições da pandemia de coronavírus, que forçou a adoção do home office em parte das empresas e dos órgãos públicos.
Na série histórica da Pnad, a maior proporção de trabalhadores exercendo as suas funções em casa ocorreu em 2022 (8,4%), na saída da crise sanitária.
Em 2025, três unidades da Federação mostraram percentuais acima de 10%. Foram os casos de Ceará (10,7%), Distrito Federal (10,6%) e Rio de Janeiro (10,1%).
Por outro lado, a proporção ficou abaixo de 5% em três estados: Acre (3,6%), Rondônia (4,1%) e Mato Grosso (4,5%). Em São Paulo, a fatia atuando em casa foi de 8,1%, similar à média nacional (7,9%).
No recorte das capitais, Porto Alegre mostrou o percentual mais elevado (18,7%), enquanto Porto Velho teve o mais baixo (4,2%). Na capital paulista, a taxa ficou em 9,3%.
A Pnad leva em conta o local de trabalho principal. Ou seja, se um profissional estiver em um modelo híbrido com três dias de atividades por semana em casa e dois na sede da empresa, será contabilizado no grupo que atua em home office.
60,2% TRABALHAM NA EMPRESA
Em outro caso, se um funcionário passar quatro dias por semana na sede do empregador e somente um no domicílio de residência, entrará na parcela que trabalha no local descrito pelo IBGE como estabelecimento do próprio empreendimento. É a principal classificação identificada na pesquisa.
Em 2025, 60,2% da população ocupada trabalhava nessa condição. O percentual vem subindo após a saída da pandemia. Estava em 59,4% em 2024.
A taxa, porém, ainda não recuperou os níveis anteriores da série histórica. O recorde ocorreu em 2014 (64,6%).
No ano passado, Santa Catarina (73,1%) e São Paulo (69,9%) foram as unidades da Federação com os maiores percentuais de trabalhadores em estabelecimentos dos próprios empreendimentos. Piauí teve a menor proporção (44,7%).
No recorte das capitais, Florianópolis e São Paulo lideraram, com 71,7%. Boa Vista registrou o menor nível (53,1%).
OUTROS LOCAIS
As estatísticas desconsideram empregados no setor público e trabalhadores domésticos. Assim, a população ocupada foi estimada em 84,6 milhões em 2025.
A Pnad ainda identificou os seguintes locais de trabalho no Brasil: local designado pelo empregador, patrão ou freguês (13,8%), fazenda, sítio, granja e chácara (8,4%), veículo automotor (5%), via ou área pública (2,1%), estabelecimento de outro empreendimento (1,6%), domicílio do empregador, patrão, sócio ou freguês (0,7%) e outros (0,3%).

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A equipe econômica vai manter o congelamento de recursos no Orçamento em um patamar próximo aos atuais R$ 17,9 bilhões para compensar a frustração de receitas e acomodar os custos com a subvenção aos preços do diesel, disse à Folha o ministro Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento).
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até teria espaço para descongelar parte dos recursos a partir de 1º de outubro, mas a opção da equipe é fazer uma reserva preventiva para os gastos futuros com o subsídio.
Segundo o ministro, a medida evita um vaivém no Orçamento: o governo faria uma liberação agora, destravando inclusive emendas parlamentares, mas precisaria segurar gastos novamente daqui a dois meses, quando o custo com a subvenção ao diesel for efetivamente consolidado.
“Não faz sentido esse vaivém. Então, pedi um grau adicional de prudência [nas projeções]”, afirmou. De acordo com Moretti, casos pontuais que demandem atuação emergencial estão sob avaliação e, por isso, é possível haver liberação residual de verbas —mas, se isso ocorrer, serão valores baixos.
Apesar da tendência de neutralidade na reavaliação do Orçamento, haverá uma mudança no instrumento usado para travar as despesas.
Hoje, o governo mantém em vigor um bloqueio de R$ 17,9 bilhões nas despesas discricionárias, que são mais flexíveis e incluem ações de custeio da máquina e investimentos. O bloqueio é usado quando há necessidade de compensar um avanço maior das despesas obrigatórias, como benefícios previdenciários, para evitar um estouro do limite de gastos previsto no arcabouço fiscal.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, as despesas com a Previdência vão cair R$ 11,5 bilhões. Além disso, haverá redução na previsão de gastos com pessoal, BPC (Benefício de Prestação Continuada, pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda) e outros subsídios.
Uma parte desse espaço será usada para acomodar a despesa adicional de R$ 5,8 bilhões decorrente do reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família, anunciado a apenas 17 dias do primeiro turno das eleições.
Ainda assim, pelo lado das despesas, o governo teria um alívio de R$ 19,6 bilhões, o que permitiria desfazer quase todo o bloqueio. Mas será necessário manter gastos congelados por causa de outra regra: a meta de resultado primário (diferença entre receitas e despesas, sem contar o serviço da dívida).
A meta oficial é um superávit de R$ 34,3 bilhões, mas o governo pode fechar o ano com um déficit zero graças à margem de tolerância prevista no arcabouço. Os valores não consideram exceções permitidas, que incluem parte das sentenças judiciais, projetos do Ministério da Defesa e despesas temporárias de Saúde e Educação.
O problema é que o governo precisará reconhecer uma frustração expressiva em sua previsão de receitas, em volume superior à folga de R$ 10,7 bilhões que havia em relação à meta. Para compensar isso, o instrumento usado será o contingenciamento.
Na prática, será como destravar gastos com um botão para, em seguida, travar de novo sob outro comando.
O primeiro fator que levará ao contingenciamento é a revisão da expectativa de arrecadação com a recém-instituída taxação de Imposto de Renda sobre dividendos. O governo esperava obter R$ 29,9 bilhões, mas o ritmo dessas receitas está bem aquém do projetado. Por isso, o valor vai cair a R$ 10,5 bilhões —ou seja, uma diferença de R$ 19,4 bilhões.
Em julho, integrantes da Receita Federal já haviam admitido uma redução na estimativa de arrecadação com a medida para R$ 17,2 bilhões, mas isso não chegou a ser incluído nas previsões orçamentárias à época. Por isso, o efeito agora será sentido de uma só vez.
Um segundo fator é a revisão da projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), de 2,3% para 2%. Se a atividade cresce menos, isso se reflete no quanto o governo arrecada com os tributos sobre a venda de bens e a renda de famílias e empresas.
Há ainda um terceiro elemento: a subvenção ao diesel. O programa representa um gasto extra do governo, mas, como a guerra no Oriente Médio e seu impacto nos preços do petróleo foram enquadrados como eventos imprevisíveis, ele é executado por meio de crédito extraordinário. Essa modalidade fica fora do limite de despesas (por isso não interfere no bloqueio), mas dentro da meta fiscal (contribuindo para a necessidade do contingenciamento).
Cada R$ 1 de subsídio ao preço do diesel custa cerca de R$ 5 bilhões ao mês. O governo já tem os dados para incorporar o impacto das subvenções contabilizadas pelas distribuidoras, mas a ideia é estimar e também incluir nas previsões o valor necessário para bancar a medida até o fim do prazo fixado atualmente, que vai até meados de outubro.
O procedimento habitual, segundo Moretti, seria aguardar o pedido formal de crédito extraordinário, feito após a prestação das informações pelas distribuidoras, mas isso levaria a um vaivém no Orçamento que a equipe econômica prefere evitar. Segundo ele, é possível estimar o custo restante a partir dos dados já observados.
Com isso, o governo não deve fazer nenhuma liberação significativa de recursos.
Os números finais da revisão do Orçamento de 2026 serão divulgados nesta quinta-feira (24), prazo legal para a publicação do relatório de avaliação de receitas e despesas do quarto bimestre. Já o detalhamento das áreas atingidas pela contenção é feito no decreto de programação orçamentária, a ser publicado até 30 de setembro.
ENTENDA A DIFERENÇA ENTRE BLOQUEIO E CONTINGENCIAMENTO
O novo arcabouço fiscal determina que o governo observe duas regras: um limite de gastos e uma meta de resultado primário (verificada a partir da diferença entre receitas e despesas, descontado o serviço da dívida pública).
Ao longo do ano, conforme mudam as projeções para atividade econômica, inflação ou das próprias necessidades dos ministérios para honrar despesas obrigatórias, o governo pode precisar fazer ajustes para garantir o cumprimento das duas regras.
Se o cenário é de aumento das despesas obrigatórias, é necessário fazer um bloqueio.
Se as estimativas apontam uma perda de arrecadação, o instrumento adequado é o contingenciamento.
COMO FUNCIONA O BLOQUEIO
O governo segue um limite de despesas, distribuído entre gastos obrigatórios (benefícios previdenciários, salários do funcionalismo, pisos de saúde e educação) e discricionários (investimentos e custeio de atividades administrativas).
Quando a projeção de uma despesa obrigatória sobe, o governo precisa fazer um bloqueio proporcional nas discricionárias para honrar todas as obrigações sem descumprir o limite global de gastos. Quando a estimativa cai, há espaço para liberação dos recursos travados anteriormente.
COMO FUNCIONA O CONTINGENCIAMENTO
O governo segue uma meta fiscal, que mostra se há compromisso de arrecadar mais do que gastar (superávit) ou previsão de que as despesas superem as receitas (déficit).
Como a despesa não pode subir para além do limite, o principal risco ao cumprimento da meta vem das flutuações na arrecadação. Se as projeções indicam uma receita menos pujante, o governo pode repor o valor com outras medidas, desde que tecnicamente fundamentadas, ou efetuar um contingenciamento sobre as despesas.
PODE HAVER SITUAÇÃO DE BLOQUEIO E CONTINGENCIAMENTO JUNTOS?
Sim. É possível que, numa situação de piora da arrecadação e alta nas despesas obrigatórias, o governo precise aplicar tanto o bloqueio quanto o contingenciamento. Nesse caso, o impacto sobre as despesas discricionárias é a soma dos dois valores.
Na situação atual, o governo tem condições de reverter o bloqueio, mas a necessidade de contingenciamento faz com que o efeito líquido sobre as despesas seja praticamente nulo.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal da Educação, publicou na edição eletrônica do Diário Oficial desta quarta-feira, dia 23, a Portaria de Nomeação nº 39/2026 de oito candidatos aprovados no Concurso Público nº 01/2023, sendo cinco para a docência em Matemática e três para área de História em unidades escolares da Rede Municipal de Ensino.

Os candidatos listados deverão comparecer ao Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Gestão e Inovação, no 2º andar do Edifício Jequitibá Trade Center, na Avenida Aziz Maron, nº. 1067 – Jardim Vitória, a partir do dia imediatamente posterior à publicação da Portaria de Nomeação, ou nos 30 dias subsequentes, das 8 às 14h, munidos da documentação constante no Anexo Único, de acordo com o cargo respectivo.

A investidura nos cargos públicos deve ser realizada observando-se as alterações no quadro geral de cargos promovidas pela Lei Municipal nº. 2.664/2024. A posse dos aprovados ocorrerá imediatamente após expedição do Atestado de Saúde Ocupacional – ASO pelo Médico do Trabalho do Município de Itabuna.

ITABUNA INCLUI

Na mesma edição, a partir da página 16 do Diário, está a publicação da convocação de candidatos aprovados no Edital de Seleção de Estágio nº 06/2026 e a 1ª Convocação do Programa de Incentivo à Educação Inclusiva – Itabuna Inclui. São chamados 50 estagiários.

Eles deverão se apresentar ao Departamento de Acompanhamento à Gestão (DAG) da Secretaria Municipal da Educação, na Rua Francisco da Silva Rocha, nº 100, 2º andar, Centro, no prazo de até três dias úteis, contados a partir da data de publicação desta convocação, munidos dos documentos descritos. Veja link abaixo:
___________
Link: https://encurtador.com.br/fHAl

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A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) suspendeu os testes de radares que medem velocidade média, que tinham sido anunciados há dez dias.
Segundo a agência reguladora, a suspensão é temporária. Ela ocorre para ajustes na sinalização e na comunicação aos usuários.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a ANTT autorizou teste de radar que mede a velocidade média em oito estados. Entre os locais escolhidos estava um trecho da ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro.
Os experimentos seriam em rodovias sob concessão privada —não havia nenhum trecho em São Paulo.
Os locais constam em uma série de autorizações emitidas pela Surod (Superintendência de Infraestrutura Rodoviária) e publicadas no Diário Oficial da União do último dia 11.
No caso da ponte Rio-Niterói, os radares estavam previstos para um trecho de aproximadamente 9 quilômetros, sentido Rio de Janeiro.
Conforme a agência reguladora, quando forem realizados, os testes serão avaliados em condições reais de operação para se verificar a confiabilidade dos dados, funcionamento dos equipamentos e comportamento dos motoristas.
Nesta etapa não haveria multa aos condutores flagrados acima da velocidade permitida. O prazo dos testes seria de 180 dias.
A fiscalização por medição da velocidade média busca combater o chamado “efeito canguru”, quando o motorista reduz a velocidade apenas ao passar por um radar e acelera logo em seguida.
Esse modelo é comum em países da Europa, como Itália, Espanha, Portugal e Reino Unido.
O assunto não é novo no Brasil. Desde 2015, ao menos quatro projetos foram apresentados na Câmara dos Deputados, sem nunca se tornar regra do CTB (Código de Trânsito Brasileiro).
No mais recente deles, a velocidade média foi colocada em um projeto de segurança viária, que tramita há cerca de dois anos. Não há previsão para ser votado.
A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) testou a fiscalização por velocidade média na cidade de São Paulo em 2017, durante a gestão João Doria (na época no PSDB). A medição ocorreu nas avenidas 23 de Maio, Jacu-Pêssego e dos Bandeirantes, além da marginal Tietê.
Só no primeiro mês, 230 mil veículos foram flagrados acima da velocidade. Esses motoristas receberam notificações educativas sobre o comportamento.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, durante este mês de setembro, está intensificando as ações da Campanha Setembro Amarelo, com atividades voltadas à valorização da vida e à promoção do cuidado em saúde mental.

Com o tema “Entre sinais e silêncios: acolhendo o sofrimento psíquico intenso”, a programação, executada pela Atenção Especializada em Saúde Mental, busca ampliar o olhar para as diferentes formas de sofrimento emocional, fortalecendo uma escuta mais humanizada, acolhedora e livre de preconceitos.

Nesta terça-feira, dia 22, a programação acontece na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas), no Monte Cristo, com a mesma temática, promovendo reflexão e diálogo sobre a identificação de sinais de sofrimento e a importância do acolhimento.

Ao longo do mês, diferentes serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) estão recebendo atividades com abordagens relacionadas ao sofrimento psíquico, à prevenção da violência e à valorização da vida.

A proposta é levar a discussão para os espaços de cuidado e aproximar profissionais e usuários de uma abordagem mais sensível e qualificada sobre saúde mental, tendo sempre como tema “Entre sinais e silêncios: acolhendo o sofrimento psíquico intenso”.

Nesta quarta-feira, dia 23, as ações continuam no CAPS Infantil e Adolescente (CAPs IA, com usuários assistidos pelo serviço, abordando a temática específica: “Violência intrafamiliar”, ampliando dessa forma a discussão sobre os impactos das situações de violência na saúde mental de crianças e adolescentes e a importância da proteção e da rede de apoio.

Amanhã, o Espaço TEA receberá uma atividade com o tema “Valorização da Vida”, reforçando a importância do cuidado, do acolhimento e da construção de ambientes que favoreçam o bem-estar e a qualidade de vida.

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A Justiça Federal autorizou a liberação de R$ 2,7 bilhões destinados ao pagamento de atrasados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os recursos vão beneficiar aposentados, pensionistas e outros segurados que obtiveram vitória judicial contra a autarquia para a concessão inicial ou a revisão de seus benefícios previdenciários e assistenciais.

No total, a medida beneficia 173,8 mil segurados envolvidos em 126,4 mil processos judiciais. Os créditos são realizados por meio de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), que correspondem a dívidas judiciais do Poder Público de até 60 salários mínimos.

 

O montante abrange retroativos de aposentadorias, pensões por morte, auxílios-doença e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). As informações são do jornal Folha de S. Paulo. Ao somar as demais requisições do serviço público, como ações movidas por servidores sobre diferenças salariais, o montante total liberado pela Justiça atinge R$ 3,2 bilhões, alcançando 278 mil beneficiários e 218,5 mil processos.

 

Têm direito aos valores os segurados que venceram a disputa judicial e cuja ordem de pagamento (emissão da RPV) foi assinada pelo juiz responsável durante o mês de agosto. Os depósitos devem ser disponibilizados nas contas dos beneficiários ou de seus advogados até o início de setembro.

 

Segundo o Conselho da Justiça Federal (CJF), a data exata do crédito varia conforme o calendário de desembolso fixado por cada Tribunal Regional Federal (TRF). Para verificar a previsão de pagamento, o cidadão pode realizar a consulta diretamente no portal do TRF responsável pela ação ou junto ao advogado encarregado do processo.

 

A consulta do montante liberado pode ser feita no site do respectivo TRF, no campo “Valor inscrito na proposta”. Quando o recurso for devidamente creditado, o status do processo será atualizado para “Pago total ao juízo”.

 

ENTENDA OS ATRASOS
Os atrasados referem-se aos valores retroativos acumulados que o INSS deve ao cidadão durante o período em que a ação tramitou na Justiça. As demandas judiciais dividem-se, em regra, em dois tipos:

  • Concessão inicial: Quando o segurado busca o reconhecimento do direito a um benefício negado na esfera administrativa.
  • Revisão de benefício: Quando se comprova que o valor pago mensalmente foi calculado abaixo do devido.

 

São passíveis de contestação e acerto judicial os auxílios-doença, o BPC (renda assistencial destinada a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda) e as aposentadorias em suas diversas modalidades (por idade, tempo de contribuição, invalidez ou voltada à pessoa com deficiência).

 

As RPVs são quitadas em lotes mensais consecutivos, tendo como referência o mês de autuação e emissão da ordem de pagamento pelo magistrado.

 

A alocação de recursos e a quantidade de contemplados estão distribuídas entre as seis regiões do Tribunal Regional Federal:

  • Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) (Sede em Brasília; abrange DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP):
    • Total Geral: R$ 1,04 bilhão
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