A Prefeitura de Itabuna, por meio do Espaço TEA do Departamento de Média e Alta Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde, conseguiu resultados expressivos com o 1º Projeto de Ação Integrada de Avaliação Multiprofissional para Investigação Diagnóstica do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O evento teve o objetivo de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, reduzir a fila de espera e fortalecer a linha de cuidado às crianças com suspeita do TEA no Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes, a iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Itabuna, na gestão do prefeito Augusto Castro (PSD), de oferecer atendimento especializado, promover o diagnóstico precoce e garantir acompanhamento adequado às crianças com suspeita de TEA, contribuindo para uma assistência cada vez mais humanizada, qualificada e eficiente.

De acordo com a coordenadora do Espaço TEA, a assistente social Alana Del Rei Conrado, dos 105 pacientes previstos 77 crianças foram avaliadas com sucesso alcançando uma taxa de efetividade de 73,3%. ”Em aproximadamente 21% dos casos, não foi possível concluir o atendimento devido à impossibilidade de contato com as famílias”, esclarece.

Já entre as crianças avaliadas, 23 apresentaram suspeita sugestiva para Transtorno do Espectro Autista, 14 tiveram diagnóstico conclusivo de TEA e 20 apresentaram resultados inconclusivos, necessitando de reavaliação. “Os 20 casos restantes tidos como inconclusivos seguirão o protocolo de reavaliação neuropsicológica que deverá ser concluído em até 60 dias”, informa a coordenadora.

Ela ainda informa que será implantado um fluxo de investigação diagnóstica diferencial para os casos que não preencheram critérios para TEA, com encaminhamento à rede especializada, sempre que necessário. Vale lembrar que a ação foi voltada a crianças de 2 a 11 anos previamente triadas com suspeita de Transtorno do Espectro Autista.

“O projeto seguiu um fluxo estruturado que incluiu levantamento da fila de espera, aplicação de instrumentos padronizados de triagem, classificação por prioridade clínica e avaliação multiprofissional intensiva, seguida da emissão de parecer técnico e devolutiva qualificada às famílias”, explica a coordenadora Alana Del Rei Conrado.

As avaliações foram realizadas por uma equipe multiprofissional composta por seis psicólogos, uma neuropsicóloga, duas fonoaudiólogas, dois psicomotricistas, duas fisioterapeutas e uma brinquedista. O trabalho da equipe contemplou avaliações das dimensões cognitivas, comportamentais, comunicacionais e psicomotoras, utilizando instrumentos padronizados e observação clínica qualificada.

Para Alana Del Rei, esses dados refletem o compromisso institucional com a qualificação do processo diagnóstico, a ampliação do acesso equitativo e o fortalecimento da linha de cuidado às pessoas com Transtorno do Espectro Autista em Itabuna, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde.

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A cidade de Itabuna passa a contar com uma nova opção para quem busca atendimento de qualidade com preços acessíveis. Foi inaugurada a Vital Saúde – Centro de Especialidades, clínica popular idealizada pelos irmãos Dr. Reginaldo Vital, médico cardiologista, e Dr. Breno Vital, cirurgião-dentista especialista em implantodontia.

Localizada na Avenida Amélia Amado, nº 668, Centro, a clínica reúne diversas especialidades em um único espaço, oferecendo mais comodidade e atendimento humanizado à população de Itabuna e de toda a região.

Na área médica, a Vital Saúde realiza consultas em Cardiologia, Psiquiatria, Pediatria, Urologia, Gastroenterologia, Endocrinologia, Ginecologia e Obstetrícia e Nutrologia, além de oferecer atendimento psicológico.

Já na odontologia, estão disponíveis tratamentos de Implantes Dentários, Próteses, Ortodontia, Endodontia (canal), Facetas e Periodontia, realizados por profissionais especializados.

A proposta da Vital Saúde é ampliar o acesso da população a serviços de saúde de excelência, aliando estrutura moderna, atendimento humanizado e valores compatíveis com a realidade das famílias.

A clínica funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Os agendamentos podem ser feitos pelo telefone (73) 9856-2020.

Serviço

Vital Saúde – Centro de Especialidades
📍 Avenida Amélia Amado, 668, Centro – Itabuna/BA
🕒 Atendimento: segunda a sexta, das 7h às 18h
📞 Agendamentos: (73) 9856-2020

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O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede, a cada dois anos, a qualidade do aprendizado no Brasil, foi publicado em evento nesta quarta-feira (5) pelo governo federal. O índice combina dados de aprendizagem e de fluxo escolar para avaliar o desempenho de escolas do país. Na Bahia, Colégios Militares e Institutos Federais tiveram os melhores resultados da Bahia em 2025.

 

A Bahia teve a média de 5,7 de 10 pontos; o valor é um aumento de 0,6 da versão anterior. O avanço foi uniforme na avaliação da educação básica em quase todos os estados do país, embora seja necessário destacar que nenhuma escola de Salvador ficou entre as melhores dos anos iniciais, apesar de a média soteropolitana ter subido para 4,5.

 

Em nota enviada ao Bahia Notícias (BN), o secretário estadual da Educação, por meio da assessoria, alega que é prova de um reforço contínuo. “A Bahia vem avançando não só na avaliação realizada pelo MEC, mas em outros indicadores que também demonstram como a educação pública do Estado está no caminho certo”, conta Marcius Gomes.

 

Elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), o Ideb é determinante para analisar a educação pública do Brasil. 

 

Vale contextualizar: o indicador varia de 0 a 10 e pondera duas variáveis principais: o desempenho dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) (um conjunto de testes e questionários em larga escala aplicado pelo Inep para diagnosticar a qualidade da educação básica em conhecimentos de Língua Portuguesa e Matemática) e a taxa de aprovação dos alunos.

 

No panorama nacional, o ensino médio das redes estaduais registrou melhora impulsionada pela alta na taxa de aprovação. Por outro lado, as escolas privadas apresentaram estagnação, reduzindo o abismo em relação à rede pública.

 

Em resposta enviada à reportagem do BN, a assessoria de comunicação do MEC informou o total de instituições analisadas na Bahia em amparo histórico. Nos dados consolidados do indicador, foram analisadas mais de 11,7 mil escolas, divididas da seguinte forma: 6.508 escolas avaliadas nos anos iniciais do ensino fundamental, 3.931 nos anos finais e 1.359 no ensino médio. 

 

Em 2025, o Ideb teve resultados registrados da seguinte forma: 2.410 nos anos finais, 3.495 em anos iniciais e 1.024 no ensino médio. O BN compilou os 10 melhores resultados em cada uma das categorias dos dados. Consulte abaixo:

 

NOS ANOS INICIAIS 

Estão detalhadas as escolas baianas que alcançaram os melhores desempenhos nos anos iniciais do ensino fundamental, vale destacar todas são no interior do estado da Bahia:

  1. Escola Liberalino Barbosa Souto (Una – BA)
    • Posição na Bahia: 1º
    • Nota no Ideb: 9,20
    • Nota no Saeb: 9,24
    • Esfera administrativa: Municipal
  2. Escola Municipal Professora Denivalda Bastos Teles (Itatim – BA)
    • Posição na Bahia: 2º
    • Nota no Ideb: 8,60
    • Nota no Saeb: 8,64
    • Esfera administrativa: Municipal
  3. Escola Municipal Professora Maria Raquel São José de Almeida (Itatim – BA)
    • Posição na Bahia: 3º
    • Nota no Ideb: 8,60
    • Nota no Saeb: 8,56
    • Esfera administrativa: Municipal
  4. Escola Municipal Pingo de Gente (Licínio de Almeida – BA)
    • Posição na Bahia: 4º
    • Nota no Ideb: 8,30
    • Nota no Saeb: 8,33
    • Esfera administrativa: Municipal
  5. Escola Municipal Antônia Matos de Oliveira (Barreiras – BA)
    • Posição na Bahia: 5º
    • Nota no Ideb: 8,20
    • Nota no Saeb: 8,78
    • Esfera administrativa: Municipal
  6. Escola João XXIII (Licínio de Almeida – BA)
    • Posição na Bahia: 6º
    • Nota no Ideb: 8,10
    • Nota no Saeb: 8,09
    • Esfera administrativa: Municipal
  7. Escola Municipal Célia Goulart de Freitas (Mata de São João – BA)
    • Posição na Bahia: 7º
    • Nota no Ideb: 8,10
    • Nota no Saeb: 8,11
    • Esfera administrativa: Municipal
  8. Escola Municipal Raios de Sol (Malhada de Pedras – BA)
    • Posição na Bahia: 8º
    • Nota no Ideb: 8,00
    • Nota no Saeb: 8,02
    • Esfera administrativa: Municipal
  9. Escola Conselheiro Antônio Rebouças (Maragogipe – BA)
    • Posição na Bahia: 9º
    • Nota no Ideb: 8,00
    • Nota no Saeb: 8,03
    • Esfera administrativa: Municipal
  10. Escola Municipal Antônio Otílio de Andrade (Maragogipe – BA)
    • Posição na Bahia: 10º
    • Nota no Ideb: 8,00
    • Nota no Saeb: 7,96
    • Esfera administrativa: Municipal

 

NOS ANOS FINAIS

Abaixo estão listadas as escolas de destaque nos anos finais do ensino fundamental:

  1. Colégio Militar de Salvador (Salvador – BA)
    • Posição na Bahia: 1º
    • Nota no Ideb: 7,40
    • Nota no Saeb: 7,56
    • Esfera administrativa: Federal
  2. Colégio Municipal Padre Anchieta (Licínio de Almeida – BA)
    • Posição na Bahia: 2º
    • Nota no Ideb: 7,30
    • Nota no Saeb: 7,33
    • Esfera administrativa: Municipal
  3. Escola Municipal Pingo de Gente (Licínio de Almeida – BA)
    • Posição na Bahia: 3º
    • Nota no Ideb: 7,10
    • Nota no Saeb: 7,08
    • Esfera administrativa: Municipal
  4. Escola Liberalino Barbosa Souto (Una – BA)
    • Posição na Bahia: 4º
    • Nota no Ideb: 7,00
    • Nota no Saeb: 7,64
    • Esfera administrativa: Municipal
  5. Colégio Municipal João Paulo II (Licínio de Almeida – BA)
    • Posição na Bahia: 5º
    • Nota no Ideb: 6,80
    • Nota no Saeb: 6,83
    • Esfera administrativa: Municipal
  6. Colégio da Polícia Militar Eraldo Tinoco (Vitória da Conquista – BA)
    • Posição na Bahia: 6º
    • Nota no Ideb: 6,80
    • Nota no Saeb: 7,02
    • Esfera administrativa: Estadual
  7. Centro Educacional de Tempo Integral Rui Barbosa (Malhada de Pedras – BA)
    • Posição na Bahia: 7º
    • Nota no Ideb: 6,60
    • Nota no Saeb: 6,63
    • Esfera administrativa: Municipal
  8. Centro Educacional Municipal Wilson David Domingues (Jacaraci – BA)
    • Posição na Bahia: 8º
    • Nota no Ideb: 6,50
    • Nota no Saeb: 6,46
    • Esfera administrativa: Municipal
  9. Escola Municipal de 1º Grau de Varzinha (Rio do Pires – BA)
    • Posição na Bahia: 9º
    • Nota no Ideb: 6,50
    • Nota no Saeb: 6,50
    • Esfera administrativa: Municipal
  10. Colégio da Polícia Militar Anísio Teixeira Tempo Integral (Teixeira de Freitas – BA)
    • Posição na Bahia: 10º
    • Nota no Ideb: 6,50
    • Nota no Saeb: 6,46
    • Esfera administrativa: Estadual

NO ENSINO MÉDIO

Confira abaixo as escolas de melhores desempenhos na etapa do Ensino Médio:

  1. Colégio Militar de Salvador (Salvador – BA)
    • Posição na Bahia: 1º
    • Nota no Ideb: 6,40
    • Nota no Saeb: 7,00
    • Esfera administrativa: Federal
  2. Colégio da Polícia Militar Anísio Teixeira Tempo Integral (Teixeira de Freitas – BA)
    • Posição na Bahia: 2º
    • Nota no Ideb: 5,70
    • Nota no Saeb: 5,72
    • Esfera administrativa: Estadual
  3. IFBA – Campus Lauro de Freitas (Lauro de Freitas – BA)
    • Posição na Bahia: 3º
    • Nota no Ideb: 5,50
    • Nota no Saeb: 5,83
    • Esfera administrativa: Federal
  4. Colégio da Polícia Militar Alfredo Vianna (Juazeiro – BA)
    • Posição na Bahia: 4º
    • Nota no Ideb: 5,40
    • Nota no Saeb: 5,45
    • Esfera administrativa: Estadual
  5. IFBA – Vitória da Conquista (Vitória da Conquista – BA)
    • Posição na Bahia: 5º
    • Nota no Ideb: 5,40
    • Nota no Saeb: 5,87
    • Esfera administrativa: Federal
  6. Colégio Estadual de Tempo Integral Eudóxia Maria (Crisópolis – BA)
    • Posição na Bahia: 6º
    • Nota no Ideb: 5,20
    • Nota no Saeb: 5,20
    • Esfera administrativa: Estadual
  7. Colégio Estadual do Campo de Ibiajara Tempo Integral Distrito de Ibiajara (Rio do Pires – BA)
    • Posição na Bahia: 7º
    • Nota no Ideb: 5,20
    • Nota no Saeb: 5,30
    • Esfera administrativa: Estadual
  8. Colégio da Polícia Militar Eraldo Tinoco (Vitória da Conquista – BA)
    • Posição na Bahia: 8º
    • Nota no Ideb: 5,20
    • Nota no Saeb: 5,29
    • Esfera administrativa: Estadual
  9. Colégio da Polícia Militar Professor Alexandre Leal Costa (Barreiras – BA)
    • Posição na Bahia: 9º
    • Nota no Ideb: 5,10
    • Nota no Saeb: 5,07
    • Esfera administrativa: Estadual
  10. Colégio Estadual Everton Oliveira de Santana Distrito Favelândia (Bom Jesus da Lapa – BA)
    • Posição na Bahia: 10º
    • Nota no Ideb: 5,10
    • Nota no Saeb: 5,24
    • Esfera administrativa: Estadual
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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,1 bilhões em julho, alta de 1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No acumulado de 2026, o saldo positivo alcançou US$ 49 bilhões, crescimento de 31,9% na comparação anual.

 

Entre janeiro e julho, as exportações somaram US$ 218,6 bilhões, avanço de 10,5% frente ao mesmo intervalo do ano passado. Já as importações atingiram US$ 169,5 bilhões, alta de 5,5%. Apenas em julho, as vendas externas chegaram a US$ 34,1 bilhões, enquanto as compras internacionais totalizaram US$ 27 bilhões.

 

O desempenho foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que cresceu 21,3% no acumulado do ano, impulsionada pelas exportações de óleos brutos de petróleo, minério de cobre e minério de ferro. A agropecuária avançou 9,2%, com destaque para soja, algodão, milho e animais vivos.

 

Na indústria de transformação, a expansão foi de 6,3%, com aumento nas vendas de carne bovina, ouro, óleos combustíveis derivados de petróleo, carnes de aves e farelo de soja.

 

Em julho, as exportações para a China cresceram 8,6%, chegando a US$ 10,6 bilhões. Também houve avanço nas vendas para a União Europeia, com alta de 3,9%, e para o Oriente Médio, que registrou crescimento de 9,8%. Em contrapartida, os embarques para os Estados Unidos recuaram 5%, passando de US$ 3,8 bilhões para US$ 3,6 bilhões.

 

A queda ocorre após o governo de Donald Trump confirmar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A cobrança entrou em vigor em julho e se soma às tarifas já aplicadas sobre setores como aço e alumínio, embora o governo americano tenha sinalizado que poderá rever a medida caso as exigências apresentadas ao Brasil sejam atendidas.

 

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Candidatos à primeira Carteira Nacional de Habilitação nas categorias A, para motocicletas, e B, para automóveis, passaram a fazer exame toxicológico obrigatório na Bahia. O Departamento Estadual de Trânsito começou a cobrar a etapa nesta semana.

A exigência está prevista no artigo 148-A do Código de Trânsito Brasileiro, alterado pela Lei nº 15.153/2025. O resultado negativo passou a ser uma das condições para a emissão da Permissão para Dirigir. Antes, o exame era exigido apenas nas categorias C, D e E.

Segundo o Detran-BA, a nova regra alcança somente quem busca a primeira habilitação nas categorias A ou B. O motorista já habilitado nessas categorias não precisará repetir o teste durante a renovação da CNH.

O exame utiliza amostras de cabelo, pelos ou unhas e consegue identificar o consumo de substâncias psicoativas, como maconha e cocaína, nos 90 dias anteriores à coleta. O procedimento deve ser feito exclusivamente em laboratórios credenciados pela Secretaria Nacional de Trânsito, escolhidos pelo candidato.

Na Bahia, o exame custa cerca de R$ 120. O laudo tem validade de 90 dias e deve ser apresentado ao Detran-BA. Para evitar que o documento perca a validade antes da conclusão da habilitação, o órgão recomenda fazer a coleta na etapa final do processo.

Caso o resultado seja positivo, o candidato deverá aguardar 90 dias para repetir o exame. As regras aplicadas aos condutores das categorias C, D e E permanecem inalteradas, inclusive quanto à renovação da CNH e aos testes periódicos.

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A agenda de itinerância do Agosto Lilás teve início em Nova Canaã com uma ação voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Nesta quinta-feira (6), a secretária executiva da Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (AMURC), Rita Souza, ministrou uma palestra abordando as diferentes formas de violência contra as mulheres e os canais disponíveis para denúncias e busca por apoio.

A atividade foi promovida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, por meio da Prefeitura de Nova Canaã, e reuniu a comunidade em um momento de diálogo, orientação e conscientização sobre a importância de reconhecer situações de violência e fortalecer a rede de proteção às mulheres.

Durante a palestra, Rita Souza destacou a necessidade de ampliar o acesso à informação como instrumento de prevenção e enfrentamento à violência. A iniciativa integra as ações do Agosto Lilás, campanha nacional dedicada à conscientização pelo fim da violência contra a mulher.

Na oportunidade, a secretária executiva também apresentou a Sala Lilás da AMURC, iniciativa que oferece suporte de ouvidoria e atendimento às mulheres vítimas de violência. O serviço busca ampliar os mecanismos de acolhimento, orientação e encaminhamento das mulheres que necessitam de apoio.

O atendimento da Sala Lilás pode ser realizado presencialmente, na sede da AMURC, ou pelo telefone (73) 4141-0001.

Com a agenda itinerante, a AMURC busca levar a discussão sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres aos municípios da região, contribuindo para disseminar informações sobre os direitos das mulheres, os canais de denúncia e os serviços que integram a rede de proteção.

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Em um esforço para acabar com a fila de pedidos antes das eleições, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aumentou o número de negativas e de concessões de benefícios. Com isso, a fila chegou a 1,55 milhão em julho, e o número de segurados que esperam resposta há mais de 45 dias caiu 80%.
A queda na fila é de 50,5% na comparação com os 3,13 milhões de solicitações em fevereiro, maior volume de 2026.
Dados da Previdência Social mostram ainda que, de janeiro a maio deste ano, a média mensal de benefícios concedidos ficou em 683,8 mil, alta de 72,5% em relação a 2021, quando foram concedidos, em média, 396,3 mil benefícios por mês. No mesmo período, o número de pedidos negados saltou de 401,5 mil para 668,6 mil por mês, aumento de 66,5%.
Neste ano, o total de segurados que aguardam há mais de 45 dias caiu de 1,882 milhão, em janeiro, para 374 mil, em julho, redução de 80,1%. A espera para além de 45 dias contraria o que diz a legislação previdenciária e traz custos aos cofres, porque o instituto é obrigado a pagar pela demora.
Em nota, a Previdência afirma que a redução é resultado de uma série de ações, entre elas o programa de pagamento de bônus a servidores, a contratação de novos peritos médicos, a mudança no Atestmed — sistema que concede auxílio-doença a distância, sem a necessidade de perícia médica — e os mutirões.
O ministério também diz que os resultados acelerados se deram em um momento de baixa no número de servidores. A pasta destaca ainda o crescimento no número de pedidos, que chegou a 13,682 milhões durante todo o ano de 2025 contra 7,55 milhões em 2020, ano em que o Brasil viveu a pandemia de Covid-19 e o total de solicitações de auxílios-doença e pensão por morte cresceu.
“A evolução dos indicadores operacionais ganha destaque quando confrontada com a redução do quadro de pessoal da autarquia na última década. Em dezembro de 2015, a força de trabalho somada do INSS e da perícia médica federal contava com 37,5 mil servidores. Atualmente, a Previdência Social opera com uma estrutura de 22,2 mil servidores ativos – redução de mais de 40%”, diz o órgão.
O tempo médio de concessão também caiu, de 108 dias, em 2021, para 50 dias no final de junho. A média de concessões e negativas se manteve estável, em cerca de 50%. Há meses, no entanto, as negativas vêm caindo para 45%, o que significa que, de cada dez pedidos, cinco são negados.
Outro problema é a fila de segurados em cumprimento de exigência. Essa etapa exige a apresentação documentos complementares, o que faz com que o pedido de benefício fique parado.
Em janeiro, havia 812 mil segurados em exigência. O número caiu para 777 mil em julho, redução de 4,13%. Ante o pico em fevereiro deste ano, quando havia 1,144 milhão em exigência, a queda é de 32,08%.
Segundo a advogada Adriane Bramante, da comissão de direito previdenciário da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo), alguns benefícios têm realmente sido analisados de forma mais rápida, como a aposentadoria por idade e dos recursos administrativos contra benefícios negados.
Já os pedidos que dependem de perícia médica continuam enfrentando demora e podem levar mais de seis meses para serem concluídos, conforme a especialista. “O que não pode é querer diminuir a fila sem qualidade nas análises. Nesse caso, a fila só muda de lugar”, afirma.
De acordo com Adriane, quando um benefício é negado de forma incorreta, o segurado acaba apresentando recurso ao próprio INSS ou entrando com ação na Justiça, o que apenas transfere o problema em vez de solucioná-lo.
Antes de fazer o pedido, o segurado deve conferir se os dados do Cnis (Cadastro Nacional de Informações Sociais) estão corretos, já que esse é o principal documento usado pelo INSS para analisar o direito ao benefício.
Caso o instituto faça alguma solicitação de exigência durante a análise do processo, a entrega dos documentos pode ser feita pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS. O atendimento presencial nas agências ocorre apenas em situações específicas ou quando o próprio órgão solicita a apresentação dos documentos originais para digitalização.
Em março deste ano, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, detalhou à Folha de S.Paulo o que seria feito para acabar com a fila. Dentre as ações estavam o programa de bônus e a contratação de novos peritos.

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A revista Spinal Cord, publicação da Nature especializada em lesões e doenças da medula espinhal, publicou o estudo piloto que testou a polilaminina em oito pacientes em hospitais do Rio de Janeiro e Niterói, de 2016 a 2021. O artigo, assinado por pesquisadores liderados pela bióloga Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), relata que a aplicação da polilaminina mostra melhora no quadro dos voluntários, mas afirma que ainda não há conclusões sobre eficácia da substância.
Pacientes com lesão medular grave (AIS A) se submeteram à aplicação da substância durante o estudo piloto. Seis deles tiveram regressão do quadro para AIS C ou D (menos graves), com retomada de movimentos e melhorias nas funções fisiológicas.
Durante o processo, três dos oito voluntários morreram por causas que, de acordo com o comitê de ética que acompanhou o experimento, não tinham relação com a aplicação (problemas cardíacos, sepse e pneumonia). Os óbitos foram analisados pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) e por um consultor clínico externo, não sendo considerados relacionados à intervenção.
O artigo publicado nesta terça conclui que a aplicação da substância durante o estudo piloto transcorreu sem intercorrências e demonstrou ser segura nesse grupo pequeno de oito pessoas e com lesões provocadas por diferentes tipos de acidentes.
No entanto, ressalta que o estudo não permite conclusões sobre a eficácia da polilaminina, mas fornece uma prova de conceito para essa abordagem terapêutica e justifica avaliações adicionais em estudos clínicos controlados.
ENTENDA O PROCESSO DA APRESENTAÇÃO DA POLILAMININA À PUBLICAÇÃO DO NOVO ARTIGO
A polilaminina foi apresentada em setembro do ano passado em um evento da farmacêutica Cristália, parceria comercial do estudo, com a expectativa de ser uma substância capaz de restabelecer a medula espinhal em pessoas que sofreram lesões e perderam movimentos do corpo.
No entanto, o artigo pré-print apresentado (sem revisão de outros pesquisadores), publicado em fevereiro de 2024 na plataforma MedRxiv, havia sido rejeitado por revistas científicas por conter erros e imprecisões.
Em março deste ano, Tatiana afirmou que o texto passaria por uma revisão geral com correções técnicas, ajustes na apresentação dos dados e mudança nas explicações sobre os resultados.
Um dos principais pontos questionados por especialistas sobre o artigo pré-print era que o texto não trazia informações sobre se os pacientes tratados com polilaminina passaram por exames para descartar o diagnóstico de choque medular antes da aplicação da substância.
O quadro de choque medular, comum em pacientes que sofrem trauma na medula, leva a perda temporária de reflexos e atividade motora, que podem ser recuperadas posteriormente. A falta de confirmação poderia levar a um erro na classificação da lesão e na interpretação dos resultados.
No artigo publicado na Spinal Cord, os autores detalharam que “todos os exames foram conduzidos com os participantes totalmente alertas, orientados e sem o uso de medicamentos sedativos. No momento da administração do tratamento, o reflexo bulbocavernoso ou o sinal de Babinski estava presente em todos os participantes, indicando a resolução do choque medular”.
Com essa informação, os pesquisadores afirmam que há um baixo risco de classificação equivocada por choque medular, o que dá mais credibilidade à ação da polilaminina na melhora do quadro dos pacientes.
“A administração intramedular de laminina polimerizada transcorreu sem intercorrências e demonstrou ser segura nesta coorte pequena e heterogênea. Embora o desenho do estudo não permita conclusões sobre a eficácia, ele fornece uma prova de conceito para essa abordagem terapêutica e justifica avaliações adicionais em estudos clínicos controlados”, afirmam os autores sobre a conclusão do estudo.
COMO ESTÃO OS TESTES CLÍNICOS NA ANVISA
Em janeiro deste ano, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou que a farmacêutica Cristália desenvolvesse o estudo clínico regulatório da polilaminina.
Cinco voluntários com lesões medulares torácicas (com menos comprometimentos de funções motoras) devem receber a aplicação no Hospital das Clínicas de São Paulo. O comitê de ética da instituição aprovou recentemente o procedimento. Esta é a fase 1 da pesquisa clínica, que avalia a segurança da substância.
Os trabalhos devem começar nas próximas semanas. Segundo a equipe de Tatiana, na semana que vem neurocirurgiões passarão por treinamento para a aplicação da injeção.
Caso a substância se revele segura, a pesquisa deve avançar para a fase 2, que vai analisar a eficácia.
APLICAÇÕES DA POLILAMININA FORA DOS ESTUDOS
Desde dezembro do ano passado, 105 pessoas fizeram aplicações compassivas da polilaminina no Brasil, por força judicial e com autorização da Anvisa. A Cristália, que faz o monitoramento dos casos, afirma que não houve registro de efeitos colaterais nos pacientes e que os seis óbitos registrados nesse período não têm relação com a substância, mas com implicações da própria lesão medular.
As aplicações estão sendo permitidas, de forma compassiva, em pessoas com lesões medulares completas —quando há rompimento total da medula— e ocorridas em até três dias. Pacientes, médicos e fisioterapeutas têm divulgado evolução no quadro de paraplegia e tetraplegia após as aplicações. Alguns já ficam em pé e afirmam ter retomado funções fisiológicas.
Os dados, porém, não podem ser analisados como estudo clínico. Segundo Tatiana, após seis meses da aplicação, os pacientes estão sendo reavaliados pelo grupo de pesquisa e tendo suas informações tabuladas.
“Podemos estudar esses indicadores e tratá-los como uma série de casos analisados retrospectivamente. Isso expande os resultados. A pergunta, nesse caso, não é mais se a aplicação de polilaminina é factível e segura, o que também será mostrado pelo estudo clínico regulatório, mas se as observações se estendem para uma amostra não selecionada, sendo amostra da vida real”, afirmou Tatiana.
O tratamento padrão ouro para lesões medulares foca o atendimento emergencial, em geral, nas primeiras 72 horas (imobilização, estabilização da coluna e descompressão medular cirúrgica), seguido de reabilitação intensiva (fisioterapia e terapia ocupacional).

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Itabuna vive um novo ciclo de avanços que reafirma o compromisso da Prefeitura com o desenvolvimento social, a qualidade dos serviços públicos e o cuidado com as pessoas. Nas últimas semanas, importantes conquistas nas áreas da educação, mobilidade urbana e políticas para as mulheres demonstram que a gestão segue investindo em ações que transformam a realidade da população e fortalecem a qualidade de vida.

Na educação, Itabuna alcançou o melhor resultado de sua história no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Os indicadores de 2025 registraram crescimento tanto nos Anos Iniciais quanto nos Anos Finais do Ensino Fundamental, consolidando um avanço histórico da rede municipal de ensino.

Nos Anos Iniciais, o município elevou sua nota de 4,1 para 4,8, refletindo a evolução da aprendizagem, da alfabetização e do letramento matemático dos estudantes, além de subir posições entre as maiores redes municipais da Bahia.

Já nos Anos Finais, Itabuna rompeu um cenário de estagnação observado nacionalmente e avançou 0,4 ponto, resultado que evidencia melhorias no fluxo escolar, na permanência dos alunos e na qualidade do ensino.

Outro importante marco foi a implantação da Linha Lilás, tornando Itabuna a primeira cidade da Bahia e uma das poucas do Brasil a oferecer um serviço de transporte coletivo exclusivo para mulheres como política pública.

Desenvolvida pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres em parceria com a Secretaria de Transportes e Trânsito (SETTRAN), a iniciativa proporciona mais segurança e tranquilidade às mulheres durante seus deslocamentos diários e fortalece a rede de proteção.

Os avanços também chegam aos espaços urbanos. A Prefeitura iniciou a revitalização dos pontos de ônibus em diversos bairros da cidade, com serviços de pintura e manutenção que proporcionam mais conforto, organização e valorização do mobiliário urbano.

Na infraestrutura, o Programa Pavimenta Itabuna (PPI) segue promovendo a maior transformação da malha viária da cidade.

Considerado o segundo maior investimento em urbanização de vias públicas da história do município, atrás apenas do Programa Acelera Itabuna (PAI), o PPI já alcançou mais de 412 ruas em diversos bairros, com a expectativa de chegar a quase 600 vias pavimentadas até a conclusão do programa.

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A cidade de Itabuna sediou, na última terça-feira (04), o I Fórum Regional de Fortalecimento das Associações e Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis do Sul da Bahia, uma realização da Associação de Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna (AACRRI), da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (SETRE) e da Defensoria Pública do Estado da Bahia, por meio da Coordenação de Gestão Ambiental (COGAM).

Realizado no Auditório da Escola Modelo Estadual Luiz Eduardo Magalhães, o encontro reuniu catadores, gestores públicos, representantes da iniciativa privada e instituições parceiras para debater estratégias voltadas ao fortalecimento da coleta seletiva solidária, da economia circular e da inclusão socioprodutiva.

Com o tema “Construindo Políticas Públicas para Fortalecer a Coleta Seletiva, a Economia Circular e a Inclusão Socioprodutiva dos Catadores do Sul da Bahia”, o Fórum recebeu representantes dos municípios de Tancredo Neves, Ilhéus, Una, Salvador, Ipiaú, Jussari, Itaparica, Eunápolis e Itabuna, consolidando-se como um importante espaço de integração regional e troca de experiências entre associações e cooperativas de catadores.

A condução do evento ficou a cargo de Roberta Oliveira, do iPolítica, que atuou como mestre de cerimônia, conduzindo toda a programação, apresentando os palestrantes e autoridades presentes e contribuindo para a organização e o dinamismo das atividades ao longo do dia. A programação teve início com o credenciamento e um café de boas-vindas, seguido da abertura oficial conduzida pela presidente da AACRRI, Carissa Araújo Santos, que ressaltou a importância do encontro para fortalecer a organização dos catadores e ampliar o diálogo entre os diversos setores envolvidos na gestão dos resíduos sólidos.

“Este Fórum representa um marco para nossa região. Reunimos associações, cooperativas, poder público e empresas para construir, de forma coletiva, caminhos que fortaleçam a coleta seletiva, garantam mais oportunidades para os catadores e ampliem as  políticas públicas voltadas à inclusão socioprodutiva. Sozinhos avançamos pouco, mas unidos conseguimos transformar realidades”, afirmou Carissa Araújo Santos.

Representando a Defensoria Pública do Estado da Bahia, a assistente social Andrea Pires dos Reis, da Coordenação de Gestão Ambiental (COGAM), destacou que a valorização dos catadores passa pelo fortalecimento das organizações sociais e pela construção de políticas públicas permanentes.

Comunicação Bahia

“Fortalecer as associações e cooperativas de catadores é fortalecer a cidadania, a justiça socioambiental e o direito ao trabalho digno. A Defensoria Pública acredita que políticas públicas eficientes são construídas com diálogo, participação social e reconhecimento do papel fundamental que os catadores desempenham na preservação ambiental e na promoção da economia circular”, destacou Andrea Pires dos Reis.

Durante a programação, especialistas e representantes de instituições públicas e privadas compartilharam experiências e boas práticas desenvolvidas na Bahia. O secretário municipal de Relações Institucionais e coordenador do Programa Recicla Itabuna, Rosivaldo Pinheiro, apresentou os avanços obtidos após o fechamento do lixão e a implantação do programa municipal de coleta seletiva.

O superintendente de Projetos de Engenharia e Urbanismo da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo, João Lucas Lima Aquino Ganem, abordou os investimentos realizados em parceria com a AACRRI, incluindo a construção da nova sede da associação. Representando a iniciativa privada, Maurício Sena, gerente comercial da CVR Costa do Cacau, destacou a importância das parcerias entre empresas e organizações de catadores para fortalecer a sustentabilidade e gerar oportunidades de trabalho e renda.

A bióloga Andressa Sobral, da Bio Sanear Tecnologia Ltda., apresentou experiências exitosas de cooperação entre empresas de coleta convencional e associações de catadores, demonstrando os benefícios ambientais e sociais dessas iniciativas.

O vereador Paulinho do Banco ressaltou o papel do Poder Legislativo no fortalecimento das políticas públicas voltadas aos catadores, enquanto o presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), Aldo Rebouças, compartilhou os resultados das ações de coleta seletiva desenvolvidas durante eventos culturais como o Ita Pedro, Ita Pedrinho e a Lavagem do Beco do Fuxico.

Cobertura eleitoral

Encerrando a programação da manhã, o assessor técnico da AACRRI, Marcos Vinícius Pedra Pereira, apresentou a trajetória da associação, evidenciando os avanços conquistados na organização institucional, na gestão administrativa e na ampliação da coleta seletiva solidária.

No período da tarde, Wenceslau Júnior, ex-superintendente de Economia Solidária da Bahia, abordou a construção das políticas públicas de Economia Solidária e seus impactos para as associações e cooperativas de catadores. Em seguida, Eric Macedo, técnico da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE), apresentou orientações sobre planejamento, execução e prestação de contas de projetos de coleta seletiva solidária em grandes eventos.

Outro destaque do Fórum foi a Roda de Conversa Regional, que permitiu aos representantes das associações e cooperativas compartilharem suas experiências, desafios e conquistas, fortalecendo a integração entre os municípios e estimulando a construção de soluções coletivas para o setor. Ao final do evento, foram entregues certificados aos participantes e realizados os agradecimentos aos palestrantes e instituições parceiras.

A AACRRI agradeceu o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (SETRE), da Defensoria Pública do Estado da Bahia, da Prefeitura de Itabuna, do Programa Recicla Itabuna, da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo, da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), da CVR Costa do Cacau, da Bio Sanear Tecnologia Ltda, da Boticário, da Escola Modelo Estadual Luiz Eduardo Magalhães, além de todos os palestrantes, apoiadores, voluntários e representantes das associações e cooperativas que contribuíram para o sucesso do encontro.

O I Fórum Regional reafirmou o compromisso da AACRRI, da SETRE e da Defensoria Pública do Estado da Bahia com o fortalecimento da coleta seletiva solidária, da economia circular e da inclusão socioprodutiva dos catadores, consolidando Itabuna como referência regional na construção de políticas públicas voltadas à gestão sustentável dos resíduos sólidos e à valorização dos trabalhadores e trabalhadoras da reciclagem.

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A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século a não ter mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Desde 2002, ao menos uma mulher foi candidata a presidente ou a vice-presidente nessas chapas, segundo levantamento da reportagem.
A reportagem considerou como competitivas as duplas cujo partido do candidato ao cargo de presidente tinha representante no Congresso Nacional e que conseguiram ao menos 1% dos votos no primeiro turno.
Atualmente, apenas duas mulheres compõem uma chapa presidencial com ao menos 1% de intenção de voto em pesquisas como o último Datafolha, do fim de julho: Samara Martins, candidata a presidente pela UP (Unidade Popular), e sua vice, Raquel Bricio, do mesmo partido. A UP não tem representantes na Câmara e no Senado.
Havia a expectativa de que ao menos mais uma mulher compusesse as chapas fechadas para as eleições de 2026. O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aventou mulheres de vice para diminuir a rejeição junto ao eleitorado feminino, mas definiu nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como parceiro na disputa.
A falta de mulheres com candidaturas para os cargos marca um ano eleitoral no qual a participação feminina na política foi alvo de figuras públicas de direita, como Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro que fez declarações questionando o voto feminino, na esteira de investidas contra esse direito no Brasil e nos Estados Unidos.
Nas eleições presidenciais de 2022, três mulheres estiveram em chapas competitivas. Simone Tebet foi candidata a presidente pelo MDB, mas recebeu menos de 5% dos votos no primeiro turno, que disputou ao lado da vice Mara Gabrilli, então no PSDB.
Tebet se tornou ministra do Planejamento no governo Lula (PT) e atualmente é candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB.
Também foi vice Ana Paula Matos, na chapa de Ciro Gomes, ambos pelo PDT. Eles tiveram 3% dos votos no primeiro turno.
Jà 2018 foi o ano com mais vices mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Pelo PC do B, Manuela d’Ávila compôs com Fernando Haddad (PT) a chapa que chegou ao segundo turno, mas perdeu para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado na vida pública por ataques a mulheres.
Ciro Gomes disputou também naquele ano na companhia de uma mulher, dessa vez Kátia Abreu, pelo PDT. Eles ficaram em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,47% dos votos, em cenário no qual parte dos eleitores tentava uma alternativa a Bolsonaro e à candidatura petista.
Foram também candidatas a vice Ana Amélia Lemos, pelo PP, na chapa com Geraldo Alckmin, então no PSDB, e Suelene Balduino, vice de Cabo Daciolo, pelo partido Patriota.
Já Marina Silva, atualmente concorrendo ao Senado por São Paulo, tentou a presidência pela Rede, quando fez 1%.
O ano de 2014 foi marcado pelo feito singular de três mulheres na cabeça de chapas competitivas. Dilma Rousseff (PT) conseguiu a reeleição, mas sofreu impeachment menos de dois anos depois em um processo no qual ela acusou adversários de machismo.
Ela teve como concorrentes Marina Silva, que fez pelo PSB 21,32% dos votos no primeiro turno, e Luciana Genro, com menos de 2% pelo PSOL.
As duas principais concorrentes mulheres também tinham se confrontado em 2010, ano com Dilma e Marina disputando o cargo de presidente da República. A petista fez 46,91% no primeiro turno, contra 19,33% de Marina, que não foi para a segunda rodada da disputa, vencida por Dilma contra José Serra (PSDB).
Em 2006, a única mulher nas chapas competitivas foi Heloísa Helena. Ela fez, pelo PSOL, 6,85% dos votos, ficando em terceiro lugar na disputa. Por fim, 2002 teve uma candidata a vice-presidente: Rita Camata, do PMDB, foi vice de José Serra (PSDB). Eles fizeram 23,2% dos votos no primeiro turno, mas perderam para Lula e José Alencar no segundo.

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A maioria (63%) dos brasileiros que apostou em jogos da Copa do Mundo diz que não ganhou dinheiro, mostra pesquisa Datafolha. Desse total, 48% afirmam ter perdido dinheiro e 15% dizem que não ganharam nem perderam. Os 37% restantes relatam que ganharam mais do que perderam.
Segundo o levantamento, 6% dos brasileiros maiores de idade afirmaram ter feito apostas esportivas em jogos da Copa. A pergunta excluiu apostas em outras modalidades de esporte e caça-níqueis online, como o Fortune Tiger, conhecido como jogo do tigrinho.
As respostas foram colhidas de 2.004 entrevistados, de 139 municípios, nos dias 22 e 23 de julho, nos dias seguintes à final da Copa do Mundo. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
As casas de apostas esportivas, que também abrigam cassinos online, estiveram entre os principais patrocinadores da edição deste ano do torneio.
A Betano, empresa grega com a maior base de consumidores do país, por exemplo, comprou letreiros à beira dos gramados da Copa. O valor do acordo não foi divulgado -a controladora da Betano, Kaizen Gaming, foi a primeira plataforma a fechar um acordo de patrocínio com a Fifa (Federação Internacional de Futebol), ainda em 2022.
Nas transmissões da Copa, realizadas pelos canais CazéTV, Globo, SBT e Nsports, os sites de apostas BetNacional, Bet365, KTO, Esportes da Sorte e BetMGM exibiram anúncios durante os intervalos regulamentares e nas pausas para hidratação -uma inovação do torneio nos EUA, com uma interrupção de três minutos aos 22 minutos de cada tempo de jogo.
Segundo a pesquisa, a parcela de apostadores na Copa do Mundo é de 9% entre os homens e de 3% entre as mulheres.
Embora os resultados não sejam diretamente comparáveis por causa de mudanças na formulação das perguntas, um levantamento Datafolha feito em maio mostrou que 7% das pessoas com 18 anos ou mais disseram que apostavam com regularidade. A pergunta englobava qualquer modalidade de aposta.
Balanços do setor indicam que a maior parte das receitas das casas de apostas advém dos jogos eletrônicos, embora o cenário varie de empresa a empresa -algumas dizem faturar mais com prognósticos esportivos.
Como a Folha de S. Paulo mostrou, a Copa fez crescer o número de apostadores e aumentou o valor médio dos depósitos nos sites de apostas, segundo levantamentos do setor. O resultado, no entanto, ficou abaixo do projetado pelo setor devido à eliminação precoce da seleção brasileira e à crise de imagem por causa das propagandas nas transmissões.
A mais recente pesquisa Datafolha, de julho, mostra ainda que o interesse do brasileiro por futebol recuou em 2026 em relação a 2023, último ano antes do início do processo de regulamentação do setor.
Em julho, 64% dos brasileiros declararam ter interesse no futebol. Essa faixa se divide entre os que declaram ter muito interesse (28%) e um pouco de interesse (35%) -a soma vai a 64% por questão de arredondamento. Outros 36% dizem não ter nenhum interesse.
Na pesquisa anterior sobre o tema, realizada de 31 de julho a 7 de agosto de 2023, eram 72% os que afirmaram ter interesse, ante os 64%. A parcela dos que se disseram desinteressados subiu de 28% para 36%.

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