Há 116 anos, Itabuna nascia sob o signo da coragem, impulsionada pela força de um povo que sempre soube transformar desafios em oportunidade. Hoje, ao olhar para a cidade, enxergamos mais do que a história: vemos um município que se reinventou, recuperou o orgulho e reassumiu o seu papel de liderança e protagonismo na região Sul da Bahia.

Itabuna ganhou uma nova cara. A transformação é visível em cada canto e reflete um planejamento moderno, focado no bem-estar, na segurança e na qualidade de vida das famílias grapiúnas. A nossa Orla da Beira-Rio, cartão-postal afetuoso de gerações, renasceu para a convivência. As praças Otávio Mangabeira e Hélio Lourenço da Silva, assim como diversos espaços públicos nos bairros, ganharam vida e novas cores.

À noite, a cidade brilha: o investimento massivo na modernização do parque de iluminação pública, com tecnologia LED, trouxe luz e acima de tudo, a sensação de segurança para quem vive, trabalha e estuda aqui.

Mas a evolução de Itabuna não é só estética. Ela avança sobre os trilhos do desenvolvimento econômico e da mobilidade urbana através do Programa Pavimenta Itabuna (PPI), o segundo maior investimento na urbanização de vias públicas da história da cidade, depois do Programa Acelera Itabuna (PAI). No total foram mais de 412 ruas em diversos bairros, com expectativa de quase 600 ruas pavimentadas até o final do PPI.

Com visão de futuro, a gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) pavimenta também o caminho para o crescimento industrial, conectando a cidade às grandes rotas da Bahia. Novas pontes, o complexo viário da Avenida Princesa Isabel e a ligação estratégica com a BA-649 integraram bairros e aproximaram o município do litoral.

O horizonte de Itabuna se amplia com projetos históricos, como as futuras duplicações dos trechos urbanos das BRs 415 e 101. No marco dessas celebrações, um novo capítulo começa a ser escrito com a autorização dos editais para a construção da Avenida Sudoeste, que ligará o São Caetano à BR-101 Sul, e a esperada requalificação do Estádio Fernando Gomes Oliveira (Itabunão).

Essas novas vias e eixos viários desenham a Itabuna das próximas décadas: uma cidade que atrai investimentos em logística, estimula a chegada de centros de distribuição e novos polos industriais, e expande suas fronteiras residenciais com sustentabilidade e infraestrutura.

Aos 116 anos, Itabuna não apenas celebra o seu passado de glórias: celebra a maturidade de uma cidade que cresce com responsabilidade, cuida da sua gente e se prepara para o futuro.

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A Prefeitura de Itabuna inaugura, nesta terça-feira (28), às 11h, a nova estrutura da Unidade de Saúde da Família (USF) Dr. José Edites dos Santos, no São Caetano, com a presença do prefeito Augusto Castro (PSD). A entrega faz parte da programação pelos 116 anos de emancipação política do município, celebrada no mesmo dia.

A unidade atenderá moradores do São Caetano, Pedro Jerônimo, Daniel Gomes, Maria Pinheiro, Fonseca e parte do Sarinha Alcântara. O prédio recebeu melhorias estruturais para oferecer mais conforto, segurança e qualidade aos usuários do Sistema Único de Saúde, conforme a gestão municipal.

O espaço comportará três equipes completas de Saúde da Família. Os profissionais já trabalhavam no prédio anterior, mas enfrentavam limitações de espaço. A nova estrutura foi planejada para acomodar as equipes e melhorar o fluxo dos atendimentos.

“A nova unidade representa mais um avanço na valorização da Atenção Primária”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes. Segundo ela, a entrega faz parte do processo de modernização da rede pública e ampliação do acesso aos serviços de saúde.

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Em solenidade programada para as 19 horas desta segunda-feira, dia 27, no Teatro Municipal Candinha Dória, o prefeito Augusto Castro (PSD) concederá a Comenda Firmino Alves a 10 personalidades por sua contribuição ao desenvolvimento de Itabuna nas áreas médica, comercial, empresarial e de urbanismo e segurança pública.

A Comenda Firmino Alves foi criada pela Lei Municipal nº 1.974, de 24 de outubro de 2005, aprovada pela Câmara de Vereadores de Itabuna e sancionada pelo prefeito da época. Essa lei instituiu oficialmente a honraria no âmbito do município, estabelecendo critérios e procedimentos para sua concessão.

Serão agraciados com a Comenda Firmino Alves as seguintes personalidades:

1 – Médico Urandi Franco Riella da Fonseca
2 – Engenheiro Civil Eduardo Freire Bastos
3 – Tenente Coronel PMBA Sandro Crispim Ferreira Lopes
4 –Médico Júlio Brito Alves
5 – Arquiteta e Urbanista Sonia Maria César Fontes
6 – Secretária de Saúde da Bahia Roberta Silva de Carvalho Santana
7 – Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas Carlos Veloso Leahy
8 – Empresário Ronaldo Carletto
9 – Empresário José de Carvalho Peixoto
10 – Desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia Joanice Maria Guimarães de Jesus

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A resposta global ao HIV vive hoje um dilema: de um lado, avanços científicos como as tecnologias de prevenção de ação prolongada, como cabotegravir e lenacapavir, administrados a cada dois ou seis meses; do outro, preços impagáveis e cortes de financiamento internacional, que já reduzem drasticamente a entrega desses mesmos avanços às pessoas que mais precisam deles.
A América Latina vive essa contradição de forma direta: apesar de participar dos estudos clínicos dessas novas tecnologias, pela terceira vez seguida a região ficou fora de um acordo internacional de produção de genéricos que ampliaria o acesso a uma tecnologia contra o HIV.
“Eu acho que, a nível global, a gente está vivendo um dilema terrível, terrível”, disse à Folha Beatriz Grinsztejn, médica infectologista e pesquisadora brasileira, atual presidente da IAS (International Aids Society), durante congresso internacional de Aids, que acontece no Rio de Janeiro.
Grinsztejn é a primeira mulher latino-americana a chefiar a entidade e chefia o Laboratório de Pesquisa Clínica em IST e Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (Fiocruz), no Rio.
Segundo ela, mesmo os países que já têm acordos de compra a preços baixos enfrentam entrega muito aquém do necessário. O impacto dos cortes recai com mais força sobre populações-chave e sobre crianças. Dentro das regras do Pepfar, o programa americano de combate à Aids, a PrEP (profilaxia pré-exposição) só está disponível para gestantes, o que vem gerando protestos de ativistas durante o evento.
Nem mulheres em idade reprodutiva fora da gravidez podem acessá-la por meio dos serviços financiados pelo programa. Também houve queda expressiva no número de crianças cobertas por tratamento antirretroviral. “Estamos às portas de situações muito dramáticas que podem vir a acontecer caso não se restitua esse fluxo de recursos”, disse.
O dilema entre inovação e desfinanciamento também afeta a América Latina. Na semana passada, por exemplo, foram assinados acordos de licenciamento do MK-8527, droga da Merck batizada agora de Alimatravir, com produtores genéricos em 129 países, incluindo três fábricas na África — enquanto a América Latina, novamente, ficou de fora.
A região já havia sido excluída de acordos semelhantes para o cabotegravir injetável e para o lenacapavir. “Essa é também uma questão nova que surgiu na sexta-feira e que demonstra que pela terceira vez a gente fica fora dos acordos de produção de acesso aos genéricos”, afirmou Grinsztejn.
Grinsztejn fez questão de esclarecer que a exclusão dos acordos de genéricos não significa que os voluntários dos estudos clínicos realizados no Brasil — como o Expressive 11, que testa o Alimatravir — fiquem sem acesso ao medicamento. “Os voluntários dos estudos estão cobertos”, disse.
O problema, segundo ela, é estrutural: sem participar das pesquisas clínicas, a região se distanciaria ainda mais do acesso a essas tecnologias. “Se o Brasil deixa de fazer pesquisa clínica, a gente fica cada vez mais longe e o fosso só aumenta”, afirmou, descrevendo a participação em ensaios como um mecanismo de pressão sobre a indústria farmacêutica para que essas drogas cheguem à região.
Questionada sobre o andamento das negociações do Brasil com os laboratórios, ela foi direta: “até agora os preços oferecidos não se mostraram viáveis para a nossa economia”.
Grinsztejn lembrou que o país tem histórico de incorporar tecnologias de alto custo quando o preço se mostra factível — caso do fostemsavir, usado em pacientes com múltiplas falhas terapêuticas —, mas que, no caso das novas tecnologias de prevenção, os preços praticados pela indústria ainda não chegaram a um patamar viável para o SUS (Sistema Único de Saúde).
O corte de financiamento também ameaça a permanência da própria Unaids. Perguntada sobre o futuro da agência da ONU, Grinsztejn foi enfática: “Precisamos que a Unaids continue — talvez não no mesmo escopo, com o mesmo número de pessoas trabalhando, mas ela precisa se manter.”
Segundo ela, já existe um problema grave de perda de capacidade de monitoramento. “Já temos um grande problema, que é a maioria dos sistemas não estarem mais em vigor para entendermos os números — de infecções, de mortes, de pessoas em tratamento e em prevenção. Perder a Unaids agora seria uma perda enorme.”
Sobre financiamento a pesquisa, ela também alertou para os riscos de cortes no NIH, que é a principal agência do governo dos Estados Unidos responsável por pesquisa biomédica e de saúde pública, da qual seu próprio grupo é financiado há 25 anos.
“É um desastre anunciado se esses recursos forem cortados”, disse, lembrando que a infraestrutura de pesquisa mantida pelo NIH em países de baixa e média renda foi essencial não só para estudos de HIV, mas também para testes de vacinas durante a pandemia de Covid-19. “Sem pesquisa, nada vai vir para o futuro.”
Questionada se o mundo vai cumprir a meta de acabar com a Aids até 2030, Grinsztejn não escondeu a preocupação, sobretudo diante dos dados sobre crianças apresentados na conferência. “Honestamente, se seguirmos no ritmo atual, eu realmente não vejo que vamos chegar lá. E os dados sobre as crianças são assustadores. Não vejo a gente indo bem o suficiente”, afirmou.
Um dos pontos que Grinsztejn fez questão de reforçar foi o quanto o sistema público de saúde brasileiro isola o país dos efeitos mais dramáticos da crise de financiamento internacional, algo que, na sua avaliação, é pouco reconhecido pela própria população.
“O Brasil não tem impacto nenhum em relação a esses cortes [do Pepfar]. Acho que isso é pouco difundido”, disse. “Embora a gente não tenha acesso a tudo, temos acesso a muito, muito mais do que a maioria das pessoas em outros países. E a gente pouco se apropria disso.”

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Sob as sirenes das motocicletas da Secretaria de Transportes e Trânsito (SETRAN), ambulância do SAMU-192 e da viatura do 4º Batalhão de Bombeiros Militares, a professora Norma Sampaio e Ocimar Araújo Guimarães, que veio da capital para disputar a 1ª Meia Maratona de Itabuna, com o tempo de 3h29min20seg, foram os últimos atletas a fechar a prova realizada neste domingo, dia 26, como parte dos eventos comemorativos dos 116 anos, que transcorre na terça-feira, dia 28 de Julho. Ambos estavam emocionados e elogiaram a organização do evento esportivo.

“Valeu a pena demais, porque foi uma oportunidade de participação e de superação. Estou bastante emocionada, não desisti de mim, acreditei e cheguei” expresso a profissional do do magistério, que reside há mais de 40 anos em Itabuna. “Como muito orgulho sou professora e toda professora é sonhadora e realizadora dos seus sonhos, muito obrigado”, comentou a professora Norma Sampaio sob lágrimas.

“É verdade que fui um dos últimos a chegar na prova de rua, mas não fui o último a levantar-se da cama, é isso que importa. Participar da 1ª Meia Maratona de Itabuna foi maravilhoso, a coordenação e a produção da prova está de parabéns, porque já participei de eventos semelhantes que não tiveram a atenção que nós, atletas, tivemos aqui. Vim de Salvador para concorrer e achei tudo perfeito, desde a hidratação ao cuidado. A gente chegar à final com giroflex e sirenes dos bombeiros, SAMU-192 e motocicletas fazendo esta festa é sinal que fomos o primeiro”, pilheriou.

Promovida pela Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria de Esportes e Lazer.,com o apoio das demais secretarias municipais e da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), 15º Batalhão da Polícia Militar, 4º Batalhão de Bombeiros Militares, SAMU-192, Faz Atleta, Secretaria de Turismo da Bahia, Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Federação Bahiana de Atletismo (FBA) e demais parceiros, 1ª Meia Maratona de Itabuna contou com 1.500 atletas de todas as idades, registrando um recorde também nas inscrições realizadas em apenas três dias.

A prova, oficialmente integrada ao calendário da Federação Bahiana de Atletismo (FBA) como etapa do Campeonato Baiano de Corridas de Rua 2026, também serviu para o ranqueamento de atletas. Para o secretário municipal de Esportes e Lazer, José Alcântara Pellegrini, “o sucesso da prova, com recordes, e a participação de mais de 2 mil espectadores reforçam a importância da cidade no cenário esportivo da Bahia. A Meia Maratona lotou os hotéis e pousadas, restaurantes e bares e destaca sua importância socioeconômica, além de celebra a emancipação do município”, comentou.

Para o prefeito Augusto Castro (PSD), a Meia Maratona é a celebração do esporte na semana em que a cidade festeja sua emancipação e a demonstração de que a Administração Municipal está empenhada no apoio às atividades esportivas e saudáveis. “Desde o início do mandato, temos investido pesadamente nas mais diversas modalidades esportivas, na construção e requalificação de arenas, quadras poliesportivas e possibilitado a realização de competições, a exemplo do Campeonato Interbairros de Futebo”, afirmou.

Depois da prova aconteceu a entrega de troféus e medalhas e da premiação em dinheiro e os shows ao vivo comandada pelo cantor Dan Valente e pela banda Isqueminha. A pontuação dos atletas está no link abaixo.

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A Receita Federal libera na ultima sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda 2026. Um total de 2.743.200 contribuintes receberão R$ 4,61 bilhões no dia 31 de julho.

 

Os dois primeiros lotes de 2026, informou o órgão, representaram 80% das restituições previstas para este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.

 

Segundo o Fisco, a agilidade no processamento das declarações e o avanço das ferramentas de modernização e automação permitiram a concentração dos pagamentos nos dois primeiros lotes.

 

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

 

As restituições o terceiro lote estão distribuídas da seguinte forma:

  • 1.396.474 contribuintes sem prioridade;
  • 839.464 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
  • 309.441 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
  • 197.821 contribuintes com prioridade legal.

 

As prioridades legais são as seguintes: idosos a partir de 80 anos, idosos de 60 a 79 anos, pessoas com deficiência física ou mental ou doença grave e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

 

Em relação aos contribuintes sem prioridade, esse será o primeiro pagamento de restituição para quem declarou em 2026. Os outros dois lotes só abrangeram contribuintes com prioridade legal e não determinada por lei.

 

ENCERRAMENTO DE RESTITUIÇÕES REGULARES

Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

O Fisco informou que o lote de julho encerra a fila de restituições relativas ao Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026.

Após o processamento, permanecerão pendentes apenas restituições retidas em malha fiscal ou que apresentam inconsistências nos dados bancários informados para o recebimento, como casos relacionados à chave PIX.

Segundo a Receita, cerca de 165 mil restituições não foram creditadas porque o contribuinte informou o CPF como chave Pix para recebimento, mas não possui conta bancária vinculada a essa chave.

Para regularizar a situação, o contribuinte tem três alternativas:

  • cadastrar uma chave Pix CPF numa instituição financeira;
  • alterar a conta para crédito da restituição por meio do serviço Meu Imposto de Renda;
  • retificar a declaração, informando uma conta bancária de sua titularidade.

PAGAMENTO

O pagamento será feito em 31 de julho, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

 

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

 

Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

 

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, recebe nesta sexta-feira, dia 24, uma Unidade Móvel do Governo Federal para atendimento à saúde da mulher. A carreta ficará no estacionamento da Policlínica Estadual, na Avenida J. S. Pinheiro até o dia 21 de agosto, com funcionamento de segunda a sábado, das 7h às 17h.

São oferecidas consultas, exames e procedimentos voltados à investigação e ao diagnóstico do câncer de mama, avaliação ginecológica especializada e investigação, diagnóstico e tratamento de alterações do colo do útero.

O acesso aos atendimentos será exclusivamente por meio da Central Municipal de Regulação, através do sistema e-SUS Regulação. As pacientes serão agendadas conforme a fila de espera e os critérios clínicos estabelecidos, não se tratando de um mutirão, mas de uma ação permanente de fortalecimento da rede de atenção especializada.

A secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes, destaca que a chegada da unidade móvel representa mais um importante avanço para a assistência às mulheres. “Essa parceria entre o Governo Federal e a Prefeitura de Itabuna reafirma o compromisso da gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) em oferecer um cuidado cada vez mais qualificado, reduzindo filas e garantindo que mais mulheres tenham acesso aos serviços que necessitam,” ressalta.

Itabuna será o município-sede da carreta, que atenderá mulheres de Itabuna e cidades vizinhas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A secretária Lívia Mendes frisa ainda que esta é uma importante estratégia para ampliar o acesso a serviços especializados, reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos voltados à saúde feminina, além de possibilitar a triagem e o diagnóstico de câncer de colo de útero e de mama.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, com vetos, a Lei nº 15.474/2026, que autoriza em todo o território nacional a comercialização, aquisição e posse de aerossol de extratos vegetais, como o spray de pimenta, para fins de defesa pessoal da mulher. A norma foi publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União e já está em vigor.

 

De acordo com a lei, mulheres com 18 anos ou mais poderão adquirir e possuir o dispositivo, desde que observadas as exigências previstas na legislação e as autorizações dos órgãos competentes. Os recipientes devem ter capacidade inferior a 50 ml. O texto original previa que adolescentes entre 16 e 18 anos também pudessem adquirir e possuir o produto, mediante autorização dos responsáveis legais, mas esse trecho foi vetado por Lula. Segundo a mensagem de veto, a medida busca preservar o princípio da proteção integral previsto na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente. O produto deve ser de uso individual e intransferível, e não pode conter substâncias de efeito letal ou de toxicidade permanente.

 

Segundo o texto sancionado, o uso do aerossol será considerado lícito quando empregado para repelir agressão injusta, atual ou iminente, de forma proporcional e moderada, cessando imediatamente após a neutralização da ameaça.

 

A compra do produto vai depender da comprovação de idade mínima de 18 anos, apresentação de documento oficial de identificação com foto, comprovante de residência fixa e inexistência de condenação criminal por crime doloso cometido com violência ou grave ameaça, essa última comprovada por autodeclaração. As especificações técnicas, os limites de capacidade e os padrões de segurança do produto ainda serão definidos em regulamento, observadas as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

 

O Poder Executivo federal será responsável por autorizar e fiscalizar a comercialização do aerossol, e o comerciante autorizado deverá manter registro das vendas por cinco anos, emitir nota fiscal e registrar os dados do comprador.

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O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), assinou autorização para a publicação do Edital para contratação de empresa de gestão urbana do Programa Cidade Inteligente Digital durante a solenidade de entrega de títulos de propriedade registrados no Cartório do Registro de Imóveis pelo Programa de Regularização Fundiária Meu Lugar em benefício de 106 famílias do Nova Califórnia, na 1ª etapa, e 40 do Jorge Amado, na noite de quinta-feira, dia 23, no Teatro Municipal Candinha Dória.

A empresa que for contratada fornecerá à Prefeitura e será responsável pela implantação de um Sistema Integrado de Licenciamento Urbano e Gestão Territorial (SISLU) em modelo Software as a Service (SaaS) para a modernização dos processos de controle urbano na Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), onde todos os procedimentos são manuais e em papel incompatíveis com os requisitos de eficiência, economia processual e celeridade.

No evento, a secretária Sônia Fontes, titular da SIURB, agradeceu ao prefeito pela decisão de modernizar a gestão urbana, através da transformação digital diante da necessidade de a Prefeitura superar desafios tradicionais e históricos.

Atualmente, os procedimentos administrativos tramitam integralmente na forma física, gerando sérios prejuízos à celeridade, eficiência e procedimental em defasagem de alcance aos cidadãos, seja para protocolo, acompanhamento dos requerimentos, depósito e arquivo de plantas e documentos.

“É necessário este avanço tecnológico, porque estávamos ainda na era do papel, assinatura física e carimbos, o que demandava entre três e seis meses para a liberação do processo de uma obra”, afirmou.

Ela enfatizou que o Sistema Integrado de Licenciamento Urbano e Gestão Territorial facilitará a gestão urbana, uso e ocupação do solo, dados geoespaciais e a legislação urbanística e procedimentos administrativos complexos e ainda oferecerá comunicação mais célere e eficiente entre agentes públicos e requerentes no curso do processo.

A secretária também declarou que a contratação do sistema de gestão para operacionalização dos procedimentos administrativos da SIURB vai assegurar a padronização e segurança jurídica desde o protocolo até sua conclusão com a emissão do documento público correspondente com a automatização dos ritos processuais de licenciamento (alvarás, certidões, habite-se), análises técnicas seguindo estritamente o Plano Diretor, normas de zoneamento vigentes e minimizando a subjetividade e possíveis erros humanos.

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A Bahia ocupa a 2ª posição no ranking de registros de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica contra mulheres, considerando a taxa por 100 mil mulheres em 2025. O estado obteve a taxa de 192,5 ficando atrás somente de Pernambuco que registrou 216,3%, segundo os os dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2026),divulgados nesta quinta-feira (23).

Além disso, o levantamento apontou ainda uma leve alta nos registros de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica contra mulheres no estado, entre 2024 e 2025. Foram registradas 14.719 ocorrências no estado no ano passado, um aumento de 0,4% em relação aos 14.634 casos registrados em 2024.

Já a taxa na Bahia de 192,5 registros para cada grupo de 100 mil mulheres é inferior à média nacional, que foi de 261,7. Considerando a taxa por 100 mil mulheres em 2025 (que é o indicador mais preciso para comparação entre estados de diferentes tamanhos populacionais), a Bahia ocupa a 16ª posição entre as 27 Unidades da Federação.

As maiores taxas do país foram registradas no Paraná (517,2), Mato Grosso (514,6) e Rio de Janeiro (468,7). A menor taxa nacional foi observada no Ceará (11,0).

O anuário apontou ainda que no Brasil, ocorre pelo menos uma agressão física a mulher a cada 2 minutos, e que esses registros de lesão corporal são frequentemente “degraus” em uma escalada de violência que pode culminar no feminicídio.

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A Justiça Federal liberou R$ 2,4 bilhões para pagar atrasados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a aposentados, pensionistas e demais beneficiários que derrotaram o instituto em ações judiciais de concessão ou revisão do benefício.
O montante irá contemplar 157,7 mil segurados que ganharam 113,9 mil processos contra o órgão.
O pagamento é feito por meio de RPV (Requisições do Pequeno Valor), que são atrasados de até 60 salários mínimos —R$ 97.260 neste ano— e inclui benefícios como aposentadoria, pensão, auxílios e BPC (Benefício de Prestação Continuada).
O total geral inclui R$ 2,9 bilhões liberados pelo CJF (Conselho da Justiça Federal) aos TRFs (Tribunais Regionais Federais) para quitar valores em 194,1 mil processos com 248,8 mil beneficiários.
Terão direito ao montante segurados que ganharam a ação judicial e cuja ordem de pagamento foi dada pelo juiz em alguma data no mês de junho. O dinheiro deve ser depositado na conta do beneficiário ou de seu advogado até o início de agosto.
Em nota, o CJF informa que cabe aos TRFs definir o dia exato do depósito segundo cronogramas próprios. Para saber quando irá receber, o segurado deve conferir a informação no site do TRF responsável por seu caso ou checar essa data com seu advogado.
O valor a ser depositado pode ser encontrado no campo “Valor inscrito na proposta”, no site do TRF responsável pelo processo. Quando o dinheiro é pago, o status da consulta mostrará “Pago total ao juízo”.
O QUE SÃO OS ATRASADOS DO INSS?
Os atrasados do INSS são valores retroativos pagos a quem vai ao Judiciário e vence uma ação contra o órgão previdenciário. O processo pode estar relacionado à revisão, quando o segurado prova que ganhava valor menor e tem direito a mais, ou à concessão, quando busca o reconhecimento de um direito inicial.
Podem ser discutidos na Justiça benefícios como auxílio-doença, aposentadoria (por tempo de contribuição, por idade, por invalidez e da pessoa com deficiência) ou até mesmo o BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é uma renda assistencial.
Esses valores são pagos em lotes mensais, conforme o mês em que a RPV foi autorizada pelo juiz, etapa também chamada de autuação ou emissão. É possível verificar a data da emissão no acompanhamento processual, após a ação virar um atrasado.
QUEM TEM DIREITO?
Os atrasados são pagos apenas a quem ganhou a ação judicial contra o instituto, sem que haja nenhuma possibilidade de recurso. Apenas processos que já transitaram em julgado, ou seja, não têm mais como discutir se há ou não direito àquela verba, viram atrasados.
COMO SEI EM QUAL DATA VOU RECEBER?
A data de pagamento dos atrasados depende de quando o juiz mandou o INSS quitar a dívida e de quando a ação chegou totalmente ao final. Os atrasados de até 60 salários mínimos, chamados de RPVs, são quitados em até dois meses após a ordem de pagamento do juiz. Valores maiores viram precatórios, que são pagos apenas uma vez por ano.
COMO SEI SE É UMA RPV OU UM PRECATÓRIO?
RPVs são dívidas de até 60 salários mínimos pagas com mais agilidade. O prazo legal é de até 60 dias para a quitação do atrasado. Já os precatórios federais são débitos acima deste valor, pagos apenas uma vez por ano, conforme a data da inscrição da proposta no sistema, depois que o processo chegar totalmente ao final e o juiz dá a ordem de pagamento.
Ao fazer a consulta no site do TRF responsável, aparecerá a sigla RPV, para requisição de pequeno valor, ou PRC, para precatório. Em geral, o segurado já sabe se irá receber por RPV ou precatório antes mesmo do fim do processo, porque os cálculos são apresentados antes.
VEJA QUANTO FOI LIBERADO PARA OS ATRASADOS DO INSS EM CADA TRIBUNAL:
TRF da 1ª Região (Sede no DF, com jurisdição: DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP)
– Geral: R$ 679.411.720,50
– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 584.636.569,31 (29.083 processos, com 35.289 beneficiárias(os))
TRF da 2ª Região (sede no RJ, com jurisdição no RJ e ES)
– Geral: R$ 301.225.725,25
– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 217.094.412,74 (9.610 processos, com 14.127 beneficiárias(os))
TRF da 3ª Região (sede em SP, com jurisdição em SP e MS)
– Geral: R$ 484.406.148,23
– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 384.926.017,61 (12.764 processos, com 16.885 beneficiárias(os))
TRF da 4ª Região (sede no RS, com jurisdição no RS, no PR e em SC)
– Geral: R$ 623.984.745,33
– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 536.356.655,52 (28.585 processos, com 41.219 beneficiárias(os))
TRF da 5ª Região (sede em PE, com jurisdição: PE, CE, AL, SE, RN e PB)
– Geral: R$ 492.597.733,29
– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 421.574.449,86 (20.024 processos, com 32.812 beneficiárias(os))
TRF da 6ª Região (sede em MG, com jurisdição em MG)
– Geral: R$ 280.076.694,76
– Previdenciárias/Assistenciais: R$ 260.070.176,22 (13.808 processos, com 17.359 beneficiárias(os))

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O dólar sobe nesta quinta-feira (23), com os investidores acompanhando os desdobramentos da escalada do conflito entre EUA e Irã no Oriente Médio.
A guerra mantém a aversão ao risco elevada e sustenta os preços do petróleo em patamares elevados. O agravamento do conflito aumenta a cautela dos investidores e diminui a busca por moedas de mercados emergentes.
Por volta das 12h40, a moeda norte-americana subia 0,64%, aos R$ 5,085. No mesmo horário, a Bolsa brasileira recuava 0,51%, a 176.632 pontos.
Nesta quinta, o barril do Brent, referência mundial do petróleo, volta a avançar com mais intensidade. Na máxima do dia, chegou a US$ 101,20 —alta de 7,57%. É o maior valor desde 20 de maio, quando a cotação alcançou US$ 102,24.
A alta dos preços reflete uma nova rodada de ações militares dos Estados Unidos contra o Irã na noite de quarta-feira. A Guarda Revolucionária iraniana, por sua vez, informou que um petroleiro pegou fogo após uma explosão ao tentar atravessar uma rota minada ao sul do estreito de Hormuz.
Os houthis, grupo militante do Iêmen aliado do Irã, também atacaram embarcações que tentavam chegar à Arábia Saudita pelo Mar Vermelho. A rota se tornou estratégica para o escoamento do petróleo após o início do conflito no Golfo Pérsico.
“[Os preços do petróleo] voltam a se aproximar de níveis que podem pressionar a inflação. Isso preocupa principalmente do ponto de vista do crescimento econômico e leva os investidores a adotar posições mais cautelosas”, afirma Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX.
A alta do petróleo impulsiona as ações das petroleiras brasileiras. Por volta das 12h50, as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras subiam 1,29% e 1,69%, respectivamente.
Os papéis da Prio e da PetroReconcavo avançavam 2,15% e 0,46%, também impulsionados pelo cenário externo.
“O principal movimento nesta manhã é uma forte entrada de fluxo em ações ligadas a commodities. Com o petróleo alcançando os US$ 100 por barril, as petrolíferas avançam, principalmente Petrobras e Prio, que têm peso relevante no índice”, afirma Rodrigo Moliterno, head de renda variável da Veedha Investimentos.
O bloco de bancos, contudo, pressionava o índice. O BTG liderava as perdas do setor, com recuo de 1,50%.
A valorização do petróleo reforça os temores de aceleração da inflação. Com dificuldades para o escoamento da commodity, os preços dos derivados refinados —como gasolina, diesel e querosene de aviação— tendem a subir.
Por enquanto, o governo brasileiro tem subsidiado os combustíveis para evitar que o repasse chegue aos consumidores.
O cenário repercute também no mercado de juros futuros. Às 12h50, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,36%, alta de 14 pontos-base em relação ao ajuste de 14,218% da sessão anterior.
Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,85%, elevação de 11 pontos-base ante o ajuste de 14,739%.
A maior aversão ao risco fortalece o dólar tanto no Brasil quanto no exterior. Por volta das 12h50, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, avançava 0,34%, aos 101,47 pontos.
O dólar é a principal moeda de reserva global. Já os Treasuries, títulos da dívida pública americana, são considerados um dos ativos mais seguros do mundo, o que costuma atrair investidores em momentos de maior incerteza.
No exterior, os resultados do segundo trimestre da Alphabet e da Tesla também pressionavam os mercados.
Os lucros da empresa de Elon Musk caíram 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 1,2 bilhão (R$ 6 bilhões) nos três meses encerrados em junho, bem abaixo da expectativa de Wall Street, de US$ 1,9 bilhão (R$ 9,9 bilhões).
A Alphabet, por sua vez, queimou caixa no segundo trimestre pela primeira vez em décadas. A empresa informou que o fluxo de caixa livre ficou negativo em US$ 5,9 bilhões (R$ 29,8 bilhões), após ampliar pela segunda vez neste ano seus investimentos em data centers e outros equipamentos voltados para inteligência artificial.
Por volta das 12h50, a Nasdaq caía 2,51%, o S&P 500 recuava 1,23% e o Dow Jones perdia 1,06%.

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