A articulação da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA), Conselho de Desenvolvimento Sustentável Litoral Sul (CDLS-LS) e Grupo SMC Engenharia contribuiu para a seleção da cidade para receber unidades destinadas às famílias da zona rural.

O Município de Itabuna foi selecionado para receber 50 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida Rural (MCMV Rural), iniciativa do Governo Federal voltada à melhoria das condições de moradia das famílias que vivem em áreas rurais.A seleção foi divulgada pelo Ministério das Cidades.

A participação de Itabuna no programa foi resultado do trabalho conjunto das instituições envolvidas. A SEAGRIMA contribuiu para a articulação com as comunidades rurais, apoiando a identificação e organização das famílias e aproximando o programa das necessidades da população que vive e trabalha no campo.

O CDS Litoral Sul atuou na organização e no suporte técnico necessários ao desenvolvimento da proposta e ao cumprimento das etapas e exigências estabelecidas pelo Governo Federal.
Já o Grupo SMC Engenharia, responsável pela execução das moradias, também participou da construção da proposta em conjunto com as instituições participantes. A execução do projeto depende da finalização e publicação da Caixa Econômica Federal.

MORADIA E DESENVOLVIMENTO RURAL

A seleção das unidades representa uma ação importante para ampliar o acesso à moradia adequada na zona rural de Itabuna, beneficiando famílias que vivem e trabalham no campo.
Além de contribuir para melhores condições de habitabilidade no campo, a iniciativa integra uma perspectiva mais ampla de desenvolvimento rural, que envolve agricultura familiar, infraestrutura, acesso à políticas públicas e qualidade de vida.

Para o prefeito Augusto Castro (PSD), a participação no programa federal de habitação reforça a atuação do seu governo, através da Secretaria da Agricultura e Meio Ambiente, na busca por políticas públicas que contemplem não apenas a produção agrícola, mas também as condições de vida das famílias e o fortalecimento das comunidades rurais.

A seleção de Itabuna demonstra ainda, a importância da articulação entre poder público, instituições territoriais e parceiros privados para viabilizar ações voltadas às necessidades da população rural.

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A Lei Antifacção, criada sob a promessa de reformar o combate às maiores organizações criminosas do país, chega a seis meses em vigor com dezenas de ações que a utilizaram para enquadrar grupos armados e violentos, mas também casos que têm pouca relação com as ideias originais do projeto.
Entre eles há processos contra adolescentes infratores, funkeiros acusados de apologia ao crime organizado e de lavagem de dinheiro, e entregas de cestas básicas em bairros de periferia a mando de chefes do crime.
Levantamento da Folha a partir de decisões publicadas em diários oficiais mapeou 45 casos abertos com base em dispositivos da lei. Desses, pelo menos 20 já evoluíram para denúncia; outros, por sua vez, estão ainda na fase de inquérito. Nenhum deles foi julgado.
Considerada uma das maiores mudanças legislativas recentes, a norma criou o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, modificou normas já existentes e instituiu novos tipos penais para punir facções, agora chamadas de organizações criminosas ultraviolentas.
A maior parte dos processos se concentra no Ceará, que há dois anos enfrenta uma onda de expansão de facções criminosas locais que se associam ou ao CV (Comando Vermelho) ou ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Dos 45 casos identificados pela reportagem, 12 estão no estado.
Os processos envolvem denúncias por domínio social estruturado —as ações miram suspeitos de retirar à força moradores de suas respectivas residências, muitas vezes à mão armada ou mediante ameaça.
Mas investigações também esbarram em colaboradores ou pessoas contratadas por supostos integrantes de facções que alegam não saber que estavam envolvidas com o crime organizado.
É o que aponta o processo contra Luiz Vieira da Silva, Israel de Oliveira e outras duas pessoas acusadas de integrar organização criminosa ultraviolenta para dominar o território de uma comunidade em Fortaleza (CE).
O grupo foi preso em 27 de maio guardando 99 cestas básicas num carro coberto por lona. Segundo a Promotoria, as cestas seriam entregues a moradores a partir de uma ordem do Comando Vermelho para celebrar a vitória da facção carioca numa disputa travada contra a rival Massa Carcerária.
Mensagens obtidas pela Polícia Civil do Ceará continham ordens para que moradores deixassem suas casas naquele dia para dar espaço ao evento da facção, aponta a denúncia. A defesa dos réus traz outra versão: contratados para entregar cestas básicas, eles não teriam como saber que estavam a serviço de chefes do crime.
“Israel [Oliveira] já tem mais de dez anos em um instituto reconhecido por fazer ações sociais. As páginas das redes sociais dele têm dezenas, se não centenas de mensagens de pessoas agradecendo pelo trabalho dele”, diz o advogado Pietro Barbacovi, que o defende. “Ele foi um bode expiatório, infelizmente.”
Já a defesa de Luiz Fernando diz que a investigação demonstra “de forma cabal a total ausência de indícios de autoria ou de qualquer participação dele nos fatos alegados”.
FUNK, LAVAGEM DE DINHEIRO E APOLOGIA
Além do domínio social estruturado, a lei também criou o crime de aderir ou promover uma organização ultraviolenta, previsão que tem atingido artistas por supostas menções a criminosos em suas músicas.
Foi o que ocorreu com João Vitor Minervino, o MC Black da Penha, preso em 26 de abril após se apresentar numa casa noturna em Fortaleza. Ele foi detido em razão da música “Tropa do Alok”, que, segundo a polícia, faz menção a um líder do CV na cidade.
Ele negou que a letra faça referência ao criminoso, mas, segundo o Ministério Público, declarou ser integrante do CV ao entrar na prisão. Acabou denunciado por favorecimento a organização ultraviolenta.
A reportagem telefonou e mandou mensagens ao advogado do MC na tarde desta quarta, mas não recebeu resposta.
O caso dele foi um dos motivos que levaram a Justiça Federal em São Paulo a enquadrar na Lei Antifacção o inquérito que apura elos do funkeiro MC Ryan com o PCC e com o CV. A medida atendeu um pedido da PF. A conexão, diz a corporação, ocorre porque Black da Penha era agenciado por empresas de Ryan.
A defesa de Ryan diz que houve “uma verdadeira banalização e extrema simplificação de uma lei que exige muito mais para ser aplicada a uma causa”. O advogado Felipe Cassimiro disse que entrou com um recurso no Tribunal Regional Federal da 3ª pedindo que a aplicação da Lei Antifacção seja afastada.
“Os elementos utilizados para justificar a incidência de uma legislação tão excepcionalíssima não são suficientes”, escreveu Cassimiro.
A discussão ocorre ao mesmo tempo em que há dúvidas sobre se parte do texto tem ou não amparo constitucional. Um dos pontos polêmicos envolve o tribunal do júri, que analisa crimes contra a vida.
A lei afastou o julgamento popular nos casos em que o homicídio é praticado por facções e direcionou a análise dos casos a um colegiado de magistrados.
Juízes estaduais dizem que esta é uma medida inconstitucional. Em 25 de junho, o juiz Nearis dos Santos Carvalho, da 3ª Vara Criminal de Niterói (RJ), recebeu uma denúncia por homicídio contra dois suspeitos de integrar o CV.
Apesar disso, manteve a competência do júri e declarou que a medida prevista na Lei Antifacção não se aplica ao caso por ser inconstitucional. A decisão ainda pode ser revertida.
A questão do júri é uma das críticas de Mário Luiz Sarrubbo, ex-secretário nacional de Segurança Pública. Um dos autores da redação original do projeto, ele diz que o texto acabou desfigurado no Congresso Nacional porque perdeu pontos considerados importantes no combate à lavagem de dinheiro.
“Há dispositivos claramente inconstitucionais [na lei] e a tendência é eles serem derrubados”, disse Sarrubbo. A versão final, na avaliação dele, “não acrescenta nada ao combate ao crime organizado” e tem foco excessivo nos “soldados rasos” das facções.
Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, a defesa de um homem de 22 anos tenta reverter sua prisão preventiva decretada após a polícia, acionada pelo pai dele, encontrar em seu quarto 23 pinos vazios. A Promotoria diz que ele teria vínculos com o CV.
No mesmo estado, a Justiça determinou a internação de dois adolescentes que picharam “PCC 1533” em local público. O juiz do caso concluiu que a conduta vai além do vandalismo e pode configurar ato infracional análogo a um dos tipos penais criados pela lei.
Há também inquéritos maiores. No Paraná, uma investigação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) contra dez pessoas apura a criação de uma suposta célula ligada ao PCC para atentar contra policiais e outras autoridades em Londrina. O caso é tratado à luz da Lei Antifacção.
O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados e relator do projeto, rebate as críticas e diz que o período de seis meses é curto para avaliar a eficácia da lei.
“A lei não pune apenas o ‘soldado raso’. Ela gradua a resposta: pena aumentada para quem comanda e para quem financia, presídio federal para lideranças e progressão só após 75% da pena para o comando”, disse, em nota. “O que ela não aceita é a ideia de que o executor pode esperar enquanto se investiga a cúpula.”
“Asfixia financeira e repressão ao controle territorial não são alternativas: são complementares. Nenhum país que enfrentou o crime organizado com sucesso escolheu uma delas”, escreveu.
O relator do texto na Câmara, Guilherme Derrite (PP), foi procurado duas vezes por meio de sua assessoria para comentar o tema, mas não deu retorno. Ele atualmente é candidato ao Senado por São Paulo.

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A sessão de mediação realizada nesta quarta-feira (23) pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) entre bancários e a Caixa Econômica Federal foi finalizada sem acordo para o fim da greve.
O encontro, que aconteceu a pedido do MPT (Ministério Público do Trabalho), contou com a participação da Caixa, da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT) e da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito).
A decisão de ir ao TST foi tomada depois que os empregados recusaram a terceira proposta do banco na assembleia que aconteceu na segunda-feira (21). A paralisação, que começou no dia 10 de setembro, tem como motivo principal as regras de plano de saúde.
Agências em várias regiões do país estão com portas fechadas e cartazes explicando sobre a paralisação.
Os demais serviços da Caixa, como quitação de contas, saque do FGTS e pagamentos dos principais programas do governo seguem funcionando normalmente.
O banco informa que benefícios estão sendo liberados dentro do prazo. Isso porque os pagamentos são automatizados. Depósitos de setembro dos principais programas do governo federal foram efetuados e não há registros de reclamações ou tumultos em agências.
ATENDIMENTOS, BOLETOS SAQUES
Atendimentos, pagamentos de boletos e saque podem ser realizados por diferentes meios. Confira lista:

 

  • Caixas eletrônicos
  • Aplicativos da Caixa
  • Lotéricas
  • Site da Caixa
  • WhatsApp Caixa, no 0800-1040104
  • Aplicativo Cartões Caixa
  • Aplicativo Habitação Caixa
  • Caixa Tem
  • Aplicativo FGTS
  • Alô Caixa
  • Rede Banco24Horas
  • Aplicativo DPVAT
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A Fundação Hemoba adotará novos critérios para a doação de sangue a partir da próxima quinta-feira (1º). As novas diretrizes vão seguir as orientações da Portaria GM/MS nº 11.685, de 2 de julho de 2026, do Ministério da Saúde. O documento atualiza as normas que orientam os serviços de hemoterapia em todo o país e reúne diretrizes para todas as etapas do ciclo do sangue, além de incorporar procedimentos específicos.

Entre as mudanças previstas está a possibilidade de o doador regular com mais de 70 anos continuar doando após avaliação médica. Já as pessoas com piercing, tatuagem, maquiagem definitiva ou que tenham realizado intervenções estéticas, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, poderão doar sete dias após a realização do procedimento, desde que este tenha sido realizado em local que cumpra as normas de segurança sanitária.

O prazo será de quatro meses quando não for possível comprovar o cumprimento dessas normas, conforme avaliação da segurança do procedimento. No caso de colocação de piercing na boca ou na região genital, a doação só poderá ser feita quatro meses após a retirada.

Em relação aos pacientes que passaram por exames como endoscopia e colonoscopia, o prazo de inaptidão foi reduzido de seis para quatro meses. Pessoas que realizaram cirurgia bariátrica poderão doar após seis meses do procedimento, desde que apresentem peso estável, anteriormente, o caso era de inaptidão definitiva. Em caso de gastrectomia total (retirada completa do estômago), continua sem poder doar sangue.

Pessoas que tiveram câncer, exceto oncohematológico, também poderão doar após cinco anos do fim do tratamento, desde que haja confirmação da cura. Anteriormente, esses casos eram considerados de inaptidão definitiva. Para pessoas que tiveram relações sexuais com parceiros casuais, a doação será permitida após quatro meses do último contato sexual; anteriormente, o prazo era de 12 meses.

A portaria revisa parte das normas vigentes desde 2017 e consolida orientações para hospitais, hemocentros e outros serviços de hemoterapia que integram o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (SINASAN).

As normas também reavaliam procedimentos laboratoriais, processamento, qualificação do sangue e transfusão, além das exigências relacionadas ao controle de qualidade, à rastreabilidade e à hemovigilância, com a determinação de que os procedimentos operacionais sejam revisados periodicamente.

O texto reforça a importância da doação voluntária, espontânea e altruísta, mantém a obrigatoriedade dos testes para detecção de infecções transmissíveis pelo sangue, incluindo os testes de ácido nucleico (NAT), e detalha critérios relacionados à idade, ao peso mínimo, à frequência entre as doações e aos parâmetros laboratoriais.

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O calor extremo causado pelo Super El Niño pode provocar milhares de mortes no Brasil, a maioria nas regiões Norte e Nordeste. Isso é o que diz o relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago, divulgado nesta quarta-feira (23). O número, segundo o estudo, pode chegar a cerca de 13,3 mil.

 

“Há muito tempo, conseguimos prever os impactos das temperaturas nas colheitas e agora podemos prever o impacto no pior cenário possível: a morte”, afirma Michael Greenstone, cofundador do Laboratório de Impacto Climático e professor na Universidade de Chicago.

 

O país deve ser o mais afetado na América Latina pelo fenômeno, caracterizado pelo aquecimento fora do normal das águas do Oceano Pacífico. Ao todo, são esperadas, até fevereiro de 2027, 451 mil mortes no planeta com a ocorrência mais intensa do El Niño nos últimos anos. As informações são da Agência Brasil.

 

“Esse número (…) inclui pais e filhos, avós e vizinhos, pessoas que vão trabalhar, cuidam de suas famílias e vivem suas vidas”, acrescentou o cientista norte-americano, ao alertar sobre a mortalidade.

 

Pela projeção dos cientistas, por causa do Super El Niño, que começou em junho de 2026, os dias extremamente quentes devem quase dobrar até fevereiro de 2027, ficando pelo menos 1,2 grau Celsius (ºC) acima do normal, em comparação com anos anteriores, o que pode se intensificar no verão.

 

Segundo o relatório, as regiões que tendem a ser as mais afetadas pelo Super El Niño estão concentradas no Sul global. O Brasil está entre os cinco países com maior número estimado de mortes, na quinta posição do ranking, segundo o relatório. O período mais crítico no país deve ser o verão, entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

 

O levantamento chama atenção para estimativas mais altas de mortalidade no Norte e Nordeste, com destaque para o Pará, com a morte estimada de 2,3 mil pessoas, Maranhão, com mais 1,3 mil, além de Amazonas e Bahia, com 1,2 mil cada.

 

Em resposta à previsão, o Ministério da Saúde prevê a instalação de bases chamadas de Força Nacional do Sistema Único de Saúde, que contam com equipamentos e pessoal para atuar durante emergências e desastres.

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Neste sábado, dia 26, pessoas cadastradas para serem padrinhos e madrinhas afetivas de crianças e adolescentes que vivem nos Acolhimentos Institucionais de Itabuna vão passar por uma capacitação. O encontro será realizado na sede do projeto Jovem Social Rua Francisco Benício, nº 147, Alto Maron, e vai reunir psicólogos, assistentes sociais e as equipes das casas de acolhimento.

O Projeto Apadrinhe com o Coração é uma parceria entre a Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), com a Vara da Infância e Juventude da Comarca.

A iniciativa visa habilitar padrinhos e madrinhas para dar suporte emocional afetivo adequado a pessoas entre 8 a 18 anos de idade. “O objetivo é oferecer uma convivência comunitária e familiar para crianças e adolescentes que já vêm de contextos de falta de proteção e laços rompidos”, explica a diretora da Alta Complexidade da SEMPS, Vanessa Leite.

Durante a capacitação os padrinhos serão orientados sobre como deve ser o convívio com os acolhidos e o que deve ser evitado. “A orientação é que o padrinho foque nas questões afetivas e evite dar muitos presentes aos acolhidos. Outro detalhe é para a atenção individualizada e o aviso com antecedência no dia que não puder fazer a visita”, disse a assistente social da Vara da Infância Maria Alice Soledade, assistente social da Vara da Infância e Juventude.

Ao todo, 12 pessoas se cadastraram até para integrar o projeto Apadrinhe com o Coração. Elas participaram de uma avaliação psicossocial e visita domiciliar. Além disso, foi preciso a apresentação de documentos pessoais e antecedentes criminais.

Entre os critérios para apadrinhar uma criança estão: ter acima de 18 anos, não estar na lista de adoção, ter disponibilidade de tempo e morar em Itabuna, Barro Preto ou Itapé, municípios sob a jurisdição da Vara da Infância.

Após a capacitação, os padrinhos e madrinhas serão autorizados pelo Juiz da Vara da Infância e Juventude, Hílton Miranda, a iniciar o apoio afetivo a crianças e adolescentes. “Vale ressaltar que os menores têm o direito de não querer o apadrinhamento e isso será avaliado durante as visitas”, afirmou assistente social.

Durante a capacitação serão apresentados dois novos programas: Padrinho Provedor, direcionado à ajuda financeira e doação de brinquedos e o de Serviços, voltado para pessoas que desejam oferecer suas habilidades profissionais para ajudar o acolhido.

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Cerca de 1,97 milhão de eleitoras e eleitores com deficiência estão aptos a votar nas eleições de outubro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa crescimento de 42% em relação às eleições gerais de 2022, quando 1,38 milhão de pessoas com deficiência estavam inscritas para votar.

 

Entre esse eleitorado, 319.489 pessoas declararam ter deficiência visual. Em 2022, eram 214.088, aumento de aproximadamente 49%.

 

Para acompanhar o crescimento do eleitorado com deficiência, a Justiça Eleitoral ampliou o número de seções eleitorais principais com acessibilidade. Em 2022, eram 156.296. Para as eleições deste ano, são 220.577, alta de cerca de 41%.

 

A ampliação da estrutura é acompanhada de recursos que buscam garantir maior autonomia no momento da votação.

 

A aposentada Regina Célia Santos tem deficiência visual e nunca deixa de votar. Mesmo após perder a visão, há 14 anos, registrar o voto a cada eleição é, para ela, um compromisso com a cidadania.

 

“A obrigação do brasileiro é exercer essa cidadania. Eu sempre alerto a todos que devem votar. Se a gente quer um país melhor, temos que tentar mudar as cadeiras”, disse Regina.

 

RECURSOS DE ACESSIBILIDADE

Para eleitoras e eleitores com deficiência visual, a urna eletrônica oferece sistema de áudio, que pode ser utilizado com fone de ouvido descartável fornecido pela Justiça Eleitoral. O equipamento permite ouvir as informações apresentadas pela urna e acompanhar a votação. Também há identificação tátil da tecla 5, que serve como referência para a localização das demais teclas.

 

As urnas contam ainda com teclado numérico com identificação em Braille e recursos de áudio para a leitura das teclas digitadas e dos nomes das candidaturas. Há também intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) na tela para auxiliar eleitoras e eleitores surdos.

 

Durante uma visita ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Regina conheceu os recursos disponíveis na urna e recebeu orientações sobre o funcionamento do sistema de áudio, inclusive sobre os comandos para aumentar e diminuir o volume.

 

O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs, explicou em entrevista a agencia Brasil, que eleitoras e eleitores com deficiência visual podem utilizar os recursos de áudio mesmo que não tenham informado previamente essa condição à Justiça Eleitoral.

 

“Se a pessoa já estiver cadastrada, o áudio é habilitado automaticamente. O mesário nem precisa fazer nada, já fica registrado na urna e o áudio funciona automaticamente. Mas, se a pessoa não estiver cadastrada, basta informar ao mesário que o áudio será habilitado e o fone fornecido”, disse.

 

DIREITO A ACOMPANHANTE

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm preferência para votar. A prioridade também se estende à pessoa acompanhante ou ao atendente pessoal, mesmo que essa pessoa esteja inscrita para votar em outra seção eleitoral.

 

Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida podem escolher uma pessoa de confiança para auxiliar durante a votação, mesmo que não tenham feito uma solicitação antecipada à Justiça Eleitoral. A assistência deve ser registrada na ata da mesa receptora de votos.

 

No caso de pessoas com deficiência visual, é permitido utilizar o alfabeto comum ou o sistema Braille para assinar o caderno de votação. Também é possível utilizar instrumento mecânico próprio ou fornecido pela mesa receptora.

 

A Justiça Eleitoral assegurao ingresso e a permanência na seção eleitoral de pessoas acompanhadas por cão-guia.

 

A ampliação das seções acessíveis e dos recursos tecnológicos faz parte das medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para garantir que pessoas com deficiência possam exercer o direito ao voto com mais autonomia e segurança.

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Controladora da rede Assaí Atacadista, a Sendas Distribuidora S/A foi condenada a pagar R$1 milhão de indenização e a corrigir uma série de falhas nas condições de saúde e segurança do trabalho na Bahia. A sentença, da 39ª Vara do Trabalho de Salvador, atende a pedido feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

A empresa vinha sendo investigada desde 2022 pelo MPT, que seguiu encontrando “novas e graves irregularidades até o ano passado”, quando ingressou com ação civil pública na Justiça do Trabalho. Apesar de caber recurso da decisão, o Assaí está obrigado cumprir 28 exigências para adequação do ambiente de trabalho às normas mínimas de saúde e segurança necessárias para proteger as pessoas que trabalham no local.

Na petição inicial, apresentada à Justiça, o MPT relata um quadro aterrador de desrespeito à vida e à saúde de empregados e terceirizados que atuavam na loja da rede localizada no bairro dos Barris, em Salvador.

SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO

Por meio de perícias e de autos de infração expedidos pela auditoria-fiscal do trabalho, o procurador Ilan Fonseca, autor da ação, lista situações como calçados danificados, luvas rasgadas e japonas de câmara fria com fechos quebrados.

Também mostra prateleiras e paletes tombados, mercadorias armazenadas diretamente no chão, ambientes escuros, sujos e com piso molhado, além de trancas de câmaras frias defeituosas que geram risco de aprisionamento. IO inquérito também apontou falhas na oferta de EPIs e a existência de diversos pontos de risco de quedas, choques elétricos e desabamento de mercadorias.

Outro ponto destacado na ação do MPT foram as constantes e reiteradas omissões na apresentação de documentos solicitados pela inspeção do trabalho e a falta de interesse demonstrada pela empresa em ajustar as irregularidades apontadas. O procurador relata que, durante o inquérito, novas e cada vez mais graves denúncias iam surgindo.

MULTA

Os argumentos do MPT foram integralmente acolhidos pela juíza titular da 39ª Vara de Salvador, Marília Sacramento. Na sua decisão, publicada na última segunda-feira (21), ela ainda estabelece multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento de cada uma das 28 obrigações de fazer determinadas para a empresa.

A indenização de R$ 1 milhão que o Assaí terá que pagar é referente a danos morais coletivos, causados a toda a sociedade pela dimensão, gravidade de longa duração da prática de condutas ilegais, expondo centenas de trabalhadores a ambientes de trabalho inseguros e insalubres. As irregularidades apontadas na ação se estendem entre 2022 e 2025, afetando diversos setores, de formas variadas. A destinação do recurso, que deverá ser recolhido a uma conta judicial, ainda será definida. A empresa ainda poderá recorrer a tribunais superiores.

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Itabuna será palco, entre os dias 25 e 27 de setembro, da quarta edição do Spring Games, considerado atualmente o maior evento de CrossFit e Fitness da Bahia. Com apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Esportes, a competição reúne atletas de mais de 20 cidades baianas e transforma a Praça Camacã, no centro da cidade, em uma grande arena esportiva durante três dias.

Com o tema “A Primavera Mais Quente do Brasil”, o evento reúne 43 boxes e mais de 300 atletas competidores, participantes de Itabuna, de municípios do Sul da Bahia e de diferentes regiões do estado. A programação também amplia a experiência para além da competição, com espaços de entretenimento, estandes de marcas e empresas parceiras, atividades para o público e ações abertas a quem circula pelo centro da cidade.

Nesta edição, uma das novidades é a inclusão da categoria HYROX, modalidade que combina diferentes exercícios funcionais e corrida e ganha uma arena própria dentro da estrutura do evento. Ao todo, serão três grandes tendas: uma destinada às principais provas de CrossFit, outra para patrocinadores, experiências e atividades de lazer, e uma terceira arena voltada às disputas de HYROX.

O apoio à iniciativa reforça a política de incentivo ao esporte da gestão do prefeito Augusto Castro para realização de eventos capazes de movimentar a cidade e proporcionar novas experiências à população. A parceria envolve a Secretaria Municipal de Esportes e integra as ações da gestão do prefeito Augusto Castro voltadas à valorização das diferentes modalidades esportivas.

Organizado pelo produtor Fabiano Araújo, da Team Master, o Spring Games chega à quarta edição consolidado como uma tradição no calendário esportivo regional e com alcance cada vez maior dentro da Bahia. A expectativa é de que a estrutura montada na Praça Camacã proporcione ao público uma experiência que reúna competição, esporte, lazer e entretenimento, colocando Itabuna no centro do cenário baiano do CrossFit.

Confira a programação completa:

Local: Praça Camacan – Itabuna

SEXTA-FEIRA – 25 DE SETEMBRO DE 2026

  • 16h às 20h: Entrega dos Kits dos Atletas
  • 18h30: Abertura Oficial do Spring Games 2026
  • 19h: Briefing Oficial
    • Live ao vivo com passagem de regras para atletas presentes e todos os atletas que assistam à live do evento.

SÁBADO – 26 DE SETEMBRO DE 2026

  • 07h: Abertura dos Portões
  • 08h: Início das Competições
  • 19h: Encerramento das Competições
    • Competições durante todo o dia.

DOMINGO – 27 DE SETEMBRO DE 2026

  • 07h: Abertura dos Portões
  • 08h: Início das Competições
  • 17h: Encerramento das Competições
  • 17h30: Cerimónia de Pódio
    • Premiação dos atletas e encerramento oficial do evento.
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A Seleção Brasileira inicia nesta sexta-feira (25) uma nova sequência de compromissos após a Copa do Mundo de 2026. Às 7h, no horário de Brasília, o Brasil enfrenta a Austrália no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, no primeiro de dois amistosos consecutivos entre as equipes. O reencontro acontece nove anos depois da última partida entre os países.

 

O retrospecto é amplamente favorável ao Brasil. De acordo com dados do O Gol, as seleções se enfrentaram oito vezes, com seis vitórias brasileiras, um empate e apenas um triunfo australiano. A Seleção marcou 21 gols nesses confrontos e sofreu somente um.

 

Isso representa aproveitamento de 75% de vitórias para o Brasil no confronto. A Austrália balançou as redes brasileiras em apenas uma das oito partidas disputadas.

 

BRASIL NUNCA PERDEU PARA A AUSTRÁLIA EM AMISTOSOS
Dos oito encontros registrados, quatro foram amistosos, e o Brasil venceu todos eles. Além dos 100% de aproveitamento, a Seleção não sofreu nenhum gol nesse recorte: foram 13 marcados e nenhum sofrido.

 

Os brasileiros também possuem retrospecto perfeito atuando em território australiano. Foram três partidas até hoje e três vitórias: duas em 1988 e a mais recente em 2017.

 

Somados, esses jogos terminaram com sete gols brasileiros e nenhum da Austrália. O duelo desta sexta-feira será, portanto, o quarto encontro entre as seleções em solo australiano.

 

VEJA TODOS OS CONFRONTOS

  • 13/06/2017: Austrália 0 x 4 Brasil — amistoso;
  • 07/09/2013: Brasil 6 x 0 Austrália — amistoso;
  • 18/06/2006: Brasil 2 x 0 Austrália — Copa do Mundo;
  • 09/06/2001: Austrália 1 x 0 Brasil — Copa das Confederações;
  • 21/12/1997: Brasil 6 x 0 Austrália — Copa das Confederações;
  • 14/12/1997: Austrália 0 x 0 Brasil — Copa das Confederações;
  • 16/07/1988: Austrália 0 x 2 Brasil — amistoso;
  • 06/07/1988: Austrália 0 x 1 Brasil — amistoso.

 

*Os dados são do portal O Gol

 

A maior goleada aconteceu duas vezes. O Brasil venceu por 6 a 0 na final da Copa das Confederações de 1997 e repetiu o placar em um amistoso realizado em Brasília, em 2013.

 

ÚNICA DERROTA ACONTECEU EM 2001
A única vitória australiana ocorreu em 9 de junho de 2001, na disputa pelo terceiro lugar da Copa das Confederações.

 

Na ocasião, Shaun Murphy marcou aos 39 minutos do segundo tempo e definiu o triunfo australiano por 1 a 0. Aquele segue sendo, até hoje, o único gol marcado pela Austrália contra o Brasil.

 

O resultado também marcou o fim da passagem de Emerson Leão pelo comando da Seleção. Após aquela Copa das Confederações, Luiz Felipe Scolari assumiu o cargo e conduziu o Brasil ao título da Copa do Mundo de 2002.

 

ÚLTIMO CONFRONTO
Brasil e Austrália não se enfrentam desde 13 de junho de 2017. Naquele dia, no Melbourne Cricket Ground, a Seleção venceu por 4 a 0. Desde então, passaram-se mais de nove anos sem um novo confronto entre os países.

 

O período sem jogos termina nesta sexta e será seguido imediatamente por outro encontro. Depois da partida em Townsville, as seleções voltam a se enfrentar na terça-feira (29), às 7h, no Suncorp Stadium, em Brisbane.

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A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (24), a Operação Legado, que investiga suspeitas de fraude em licitações e contratações diretas feitas por municípios da Bahia, do Piauí e do Espírito Santo, principalmente na área da saúde.

Na Bahia, são 29 mandados em 13 municípios, sendo oito em Itabuna, quatro em Ibirataia; dois em cada uma das cidades de Eunápolis, Itapitanga, Salvador, São Felipe, Ubatã e Uruçuca; e um em cada uma das cidades de Feira de Santana, Itabela, Presidente Tancredo Neves, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.

Ao todo, a operação cumpre 44 mandados de busca e apreensão em 22 municípios de cinco estados, além do Distrito Federal. A PF não informou se as buscas nas cidades têm relação com contratos das prefeituras locais ou com investigados ligados a contratações de outros municípios. O local onde um mandado é cumprido não identifica, por si só, qual prefeitura teve contratos incluídos na investigação.

ATUAÇÃO COORDENADA

Segundo a PF, a apuração encontrou indícios de atuação coordenada de empresas, simulação de concorrência, direcionamento de contratações e sobrepreço. Os investigadores também apuram cobranças por produtos não entregues, fornecimento de equipamentos usados como se fossem novos e possíveis pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos.

A investigação abrange 56 procedimentos de contratação em 31 municípios, que envolvem cerca de R$ 17 milhões. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região autorizou 13 medidas de restrição patrimonial e o bloqueio de bens até o limite de R$ 3,4 milhões.

Empresários e atuais e antigos ocupantes de cargos públicos municipais estão entre os investigados. No comunicado divulgado nesta manhã, a PF não identificou os alvos, as empresas nem os contratos específicos examinados.

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Órgãos de saúde e segurança pública deverão seguir um protocolo integrado no atendimento a mulheres, crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade vítimas de estupro ou de outras formas de violência física. A Lei nº 15.516 foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (23).

Quando o atendimento começar na segurança pública, os profissionais deverão registrar a ocorrência e encaminhar a vítima imediatamente à rede pública de saúde. A assistência médica incluirá avaliação clínica e emocional, tratamento e orientações sobre direitos.

A legislação determina a preservação de vestígios e prioridade máxima no exame de corpo de delito. O prazo para conclusão e envio do laudo à polícia será de dez dias corridos, com possibilidade de prorrogação.

As unidades destinadas a esse atendimento deverão dispor de salas reservadas. Os profissionais receberão capacitação periódica para evitar novos constrangimentos à vítima.

O governo vetou o envio obrigatório do laudo médico sem consentimento da vítima, por riscos à privacidade e ao sigilo. A norma mantém a comunicação à polícia, em até 24h, de indícios ou confirmação de violência sexual.

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