O Ministério da Fazenda removeu, entre janeiro de 2025 e junho deste ano, 937 páginas de influenciadores que desrespeitaram as regras de aposta online, mostra resposta a pedidos de acesso à informação.
Desse total, 803 perfis fizeram publicidade para plataformas clandestinas e os outros 134 violaram as determinações legais para o setor. Parte dos dados foi obtida pela instituição de pagamento Pay4Fun. Entre os processos de fiscalização contra bets autorizadas há dois casos de exibição de logos de bets em uniformes esportivos infantis.
A legislação brasileira permite apenas que operadores autorizados, que pagaram uma licença de R$ 30 milhões além de taxas e impostos, divulguem apostas esportivas e caça-níqueis online. Os anúncios têm obrigações de transparência, identificação publicitária, proteção de menores e alertas do risco de dependência.
A operação das bets ilegais tem fôlego curto, uma vez que a Fazenda, em parceria com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), derruba milhares de sites todos os meses e depende de contratos com influenciadores locais.
Apesar de o governo ter derrubado mais de 50 mil páginas da web desde 2025, o mercado ilegal continua ativo graças à facilidade de subir o mesmo serviço em outro endereço -o setor de apostas estima que é possível levantar uma bet clandestina com R$ 10 mil de investimento. As campanhas ocorrem em redes abertas como o Instagram e em aplicativos de mensagem como WhatsApp e Telegram.
A Fazenda ainda removeu 243 aplicativos de bets ilegais neste ano, quando as principais lojas de aplicativo, de Google e Apple, passaram a permitir a distribuição de aplicativos de jogos de azar.
No mercado legal, a Secretaria de Prêmios e Apostas, ligada à Fazenda, abriu 86 processos de monitoramento relacionados à atuação de influenciadores digitais e publicidade em meios eletrônicos, que resultaram em cinco processos administrativos, que já culminaram em três multas. As punições somam quase R$ 4 milhões.
A primeira multa, de R$ 596.304, foi aplicada ainda em 2025 contra a antiga plataforma de apostas online de Deolane Bezerra, a ZeroUmBet. Hoje, a empresa é comandada por um dono de bar piauiense. A empresa exibia no site e em anúncios nas redes sociais que tinha autorização do ministério, apesar de operar em razão de determinação judicial.
A multa inicial foi fixada em R$ 1.192.608 -uma taxa de 1,5% sobre o faturamento projetado já com dedução de impostos de R$ 774 milhões da bet. Após recurso, a Subsecretaria de Ação Sancionadora reconsiderou a decisão para reconhecer atenuantes, como a primariedade da empresa e o reduzido dano a apostadores, reduzindo a multa pela metade.
A ZeroUmBet, então, contestou a validade da punição. A casa de apostas disse que o erro não foi intencional e partiu de uma interpretação tecnicamente imprecisa de que a liminar judicial supria a autorização administrativa, embora nunca tenha concluído o cadastro ou pago os R$ 30 milhões cobrados pelo governo.
A segunda multa aplicada foi de R$ 919.626,73 e está na fase recursal, mas a pasta não detalhou qual foi o alvo dessa ação sancionadora. A pasta não detalhou qual foi o alvo dessa ação sancionadora.
A punição mais recente foi a multa de R$ 2,3 milhões contra a Blaze, por exibir anúncios em um canal de YouTube com participação de adolescentes nas cenas -ainda cabe recurso. O conglomerado que controla a bet, Foggo Entertainment, diz que não comenta processos judiciais em andamento. A defesa do influenciador João Caetano, que veiculou os anúncios, diz que busca esclarecer os fatos nos tribunais.
Segundo a Secretaria de Prêmios e Apostas, também foram instaurados 102 processos de fiscalização contra 48 operadores, destinados à apuração de indícios de irregularidades em temas como autoexclusão de apostadores, prevenção da participação de menores de idade, ludopatia, publicidade, cadastro de usuários e outros mecanismos de proteção ao jogador.
Só no tema da proteção de crianças e adolescentes, foram instaurados 46 processos de fiscalização. A maioria das violações é sobre oferta de apostas sobre campeonatos de categorias de base -há processos, por exemplo, contra prognósticos sobre jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Ainda houve novos processos de fiscalização contra cadastro de menores de idade e dois sobre exibição de logo de bets em uniformes usados por crianças.
A Fla.bet.br, uma marca da antiga patrocinadora do Flamengo Pixbet, também foi alvo de uma advertência por ofertar apostas sobre as eleições do Canadá, o desfecho do Conclave de 2025 e o ganhador da competição europeia de música Eurovision.
“Os resultados obtidos demonstram a efetividade das medidas adotadas para a remoção, indisponibilização e restrição de acesso a conteúdo e serviços em desacordo com a regulamentação aplicável”, diz a Fazenda em resposta ao pedido de acesso à informação.

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O governador do estado da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), registrou uma aprovação de 57% referente ao seu primeiro mandato. Isso é o que apontam os dados da pesquisa Genial/Quaest, divulgada na manhã desta quarta-feira (29). O levantamento ainda revela que a maioria do eleitorado diz que o gestor merece a reeleição.

No que diz respeito à aprovação do governo, 57% dos eleitores afirmou que aprova a gestão do petista na Bahia, enquanto 34% disseram desaprovar o governo. Outros 9% não responderam.

O resultado aponta um contraste em relação a análise de reconhecimento e rejeição, dentro do mesmo levantamento, onde o gestor apareceu como líder de rejeição entre os candidatos e pré-candidatos à eleição do Executivo estadual.

Já no que tange à reeleição, a maior parte dos entrevistados, 52%, disseram que o atual governador merece ser reeleito, enquanto 41% negaram. 7% dos eleitores não responderam.

A pesquisa Genial/Quaest, registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05856/2026 e BA-02331/2026 ouviu presencialmente 1.200 eleitores de 16 anos ou mais, residentes na Bahia, entre os dias 23 e 27 deste mês. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), promoveu na tarde desta terça-feira (28) mais uma edição do Ita Pedrinho, programação especial voltada ao público infantil que integrou as comemorações pelos 116 anos de emancipação política e administrativa do município. Realizado na Praça Otávio Mangabeira, durante a Feira da Nossa Terra, o evento reuniu cerca de 6 mil pessoas, registrando o maior público de sua história.

Com uma programação diversificada, o Ita Pedrinho proporcionou uma tarde de lazer e entretenimento para crianças e famílias, reafirmando o compromisso da gestão municipal com a promoção de atividades culturais voltadas para todos os públicos. O espaço foi tomado por moradores de Itabuna e visitantes da região.

A programação contou com apresentações da dupla Pirulito e Paçoca e do grupo UZ Bananoidis, que levaram muita música e diversão em uma tarde ensolarada. Além dos shows, as crianças participaram de brincadeiras recreativas, apresentações culturais e diversas atividades que transformaram a Praça Otávio Mangabeira em um ambiente de alegria e celebração.

Criado na gestão do prefeito Augusto Castro (PSD), o Ita Pedrinho consolidou-se como uma das principais atrações da programação de aniversário de Itabuna. A iniciativa amplia o acesso das crianças às manifestações culturais nordestinas e promove momentos de lazer e integração para toda a família.

O sucesso do Ita Pedrinho também refletiu o fortalecimento da Feira da Nossa Terra. Ao longo de quatro dias, o espaço reuniu mais de 15 associações como artesãos, agricultores familiares, empreendedores e atrações culturais, valorizando a produção local, incentivando a economia criativa e solidária.

 

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, ficou em 0,06% em julho deste ano. A taxa ficou abaixo das observadas no mês anterior (0,41%) e em julho de 2025 (0,33%). O dado foi divulgado nesta terça-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado, o IPCA-15 acumula taxas de inflação de 3,51% neste ano e de 4,52% em 12 meses.

O principal responsável pela inflação na prévia de julho deste ano foi o grupo de despesas habitação, que apresentou alta de 0,97% no período. A taxa foi puxada pelos aumentos de 3,03% na energia elétrica residencial e de 0,26% na tarifa de água e esgoto.

ALIMENTOS

Já o grupo de despesas alimentação apresentou uma deflação (queda de preços) de 0,66% e contribuiu para a queda do IPCA-15 de junho para julho deste ano.

Comprar alimentos para preparar comida dentro de casa, a chamada alimentação no domicílio, ficou 1,14% mais barato, de acordo com a prévia de julho deste ano, devido às quedas de preços de produtos como tomate (-19,95%), a batata-inglesa (-10,03%) e o café moído (-3,13%). Por outro lado, comer fora de casa ficou 0,55% mais caro no período.

Entre os demais grupos de despesa analisados pelo IPCA-15, quatro tiveram inflação: artigos de residência (0,19%), transportes (0,11%), saúde e cuidados pessoais (0,28%) e despesas pessoais (0,08%). Três grupos tiveram deflação: vestuário (-0,33%), educação (-0,04%) e comunicação (-0,02%).

Para calcular o IPCA-15 de julho deste ano, foram coletados preços no período de 17 de junho e 15 de julho.

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Por meio da Portarias publicadas na edição eletrônica de segunda-feira, dia 27, a Prefeitura de Itabuna convoca aprovados nos Processos Seletivos Simplificados nº 0e e 03/2026, para os cargos temporários, observada a ordem de classificação obtida, inclusive, já considerados os critérios de

desempate previstos nos respectivos editais.

Os candidatos convocados e homologados deverão comparecer ao Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Gestão e Inovação, na Avenida Aziz Maron, nº 167, Jardim
Vitória (Edifício Jequitibá Trade Center), 2º andar, no prazo de cinco dias úteis, contados da data de publicação das Portarias, no horário das 8 às 17 horas, munido de toda a documentação exigida nos referidos editais.

O não comparecimento no prazo estabelecido, bem como a apresentação incompleta da documentação exigida, será considerado como desistência tácita da vaga, acarretando
a perda do direito à contratação, conforme previsto no Edital do certame.

Os candidatos convocados deverão realizar, imediatamente, os exames laboratoriais
relacionados, bem como comparecer ao Serviço Especializado em Engenharia de
Segurança e em Medicina do Trabalho – SESMT, na data agendada, munidos dos resultados
originais e respectivas cópias.

Link: https://encurtador.com.br/bsOF

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A redução das verbas para investimento e os constantes cortes do Orçamento do governo federal para o BC (Banco Central) têm adiado projetos de atualização tecnológica e inovações do Pix, sistema de pagamentos instantâneos por onde passam cerca de R$ 3 trilhões em transações por mês.
Servidores e especialistas ouvidos pela Folha afirmam que a limitação de recursos dificulta o fortalecimento da complexa infraestrutura do Pix e traz alto risco operacional, além de representar uma ameaça para a segurança contra ataques de hackers.
Procurado desde a sexta-feira (24), o ministério do Planejamento não respondeu ao pedido de informações da reportagem. Já o BC afirmou que seus sistemas são projetados com altos padrões de segurança e solidez. “O aprimoramento dos mecanismos de segurança do Pix é uma das ações permanentes da agenda do BC”, disse a autoridade.
Um episódio recente ilustra a instabilidade orçamentária do Pix. Em junho, após o corte de R$ 92 milhões no orçamento do BC feito pelo governo Lula, a renovação de um conjunto de contratos de serviços de tecnologia que sustentam o funcionamento do sistema de pagamentos, usado por 80% da população, ficou em risco.
O congelamento ocorreu mesmo depois de a autarquia ter feito um alerta de que precisaria de mais R$ 30 milhões em relação à dotação aprovada pelo Congresso. Diante do risco do cancelamento de contratos, o governo federal fez, sem alarde, uma operação de emergência e liberou R$ 45 milhões por meio de crédito suplementar orçamentário.
Até o momento, porém, não houve a liberação do bloqueio de recursos feito em maio, e a necessidade é hoje de R$ 75 milhões para evitar corte de investimentos.
O orçamento geral do BC para despesas discricionárias neste ano, que inclui a verba para o Pix, está em R$ 444 milhões, segundo a posição de julho. Técnicos ouvidos pela Folha alertam que valores inferiores a R$ 500 milhões elevam significativamente o risco de falhas do sistema.
A expectativa é que, com o desbloqueio geral de R$ 5,7 bilhões nas despesas do Orçamento deste ano, anunciado na sexta (24), o BC receba um alívio financeiro.
Um integrante da equipe econômica do governo disse à reportagem que o BC será beneficiado pela liberação dos recursos e que o problema orçamentário da autarquia para o Pix será resolvido no PLOA (Projeto de Lei Orçamentário) de 2027, a ser enviado no final de agosto ao Congresso.
A ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, em entrevista recente à Folha disse que não faltarão recursos para o Pix.
Galípolo já falou publicamente sobre a falta de recursos e de pessoal e sobre os riscos para a fiscalização do BC, ao defender a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de autonomia financeira. Em carta, servidores do BC disseram em junho que a PEC é necessária para preservar e fortalecer o Pix.
O governo Lula é contra a PEC, que aguarda para ser votada em agosto pelo Senado.
O ano de 2024, quando o BC teve de adiar muitos investimentos previstos para o Pix, foi especialmente complicado, segundo relatos feitos à Folha. Para 2026, está prevista uma ampliação do data center e a compra de máquinas de armazenamento de dados, que, na configuração atual, estão chegando no limite da capacidade, trazendo riscos para a recuperação dos dados em caso de parada do sistema.
RISCO DE ATAQUES HACKERS
O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos recebeu atenção do FMI (Fundo Monetário Internacional), que defende a autonomia financeira do BC.
Em relatório publicado na quinta-feira (23), o fundo elogiou o Pix por acelerar a inclusão financeira, mas recomendou que a supervisão do sistema seja fortalecida para evitar ataques cibernéticos e fraudes. O fundo também sugere que o gerenciamento de risco do Pix e a supervisão englobem as maiores instituições financeiras e os provedores de serviços.
A segurança cibernética virou prioridade após o ataque registrado em junho de 2025 contra a C&M Software, conectada ao Sistema de Pagamentos Instantâneos do BC,, a base tecnológica e a infraestrutura que processa o Pix. Os hackers desviaram cerca de R$ 1 bilhão.
Embora o sistema do BC que roda o Pix nunca tenha sido invadido pelos hackers, o episódio do ano passado marcou o orgão regulador e todo o setor bancário brasileiro.
Segundo pessoas que acompanham o assunto, o abalo com a invasão foi tão forte dentro do BC que recentemente, quando cinco novos servidores aprovados em concurso chegaram para integrar a equipe do Pix, representantes do Deban (Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos), responsável pelo SPI, trataram de contar no primeiro dia de trabalho os dois marcos fundamentais para o sistema.
O primeiro é a criação do Sistema de Pagamentos Brasileiro em 2001, e o segundo, o ataque hacker do ano passado.
Pela importância do Pix nos pagamentos, poucos no BC e no sistema financeiro falam publicamente sobre os riscos de falhas paralisarem o sistema ou da possibilidade de novas invasões.
Nos bastidores, porém, vários representantes do setor bancário e especialistas relembram o apagão de energia que ocorreu durante o governo Fernando Henrique Cardoso e que levou ao racionamento de energia, de junho de 2001 a março de 2002. A falta de investimentos no sistema elétrico colaborou para o apagão.
O vice-presidente da Associação Nacional dos Auditores do BC, Guilherme Solino, diz que o sistema central do Pix não está livre de uma invasão por hackers com a precarização da infraestrutura.
“Não precisa acontecer um ataque no sistema para virar um problema. Hoje, a gente já está em estado de alerta e estamos trabalhando com os recursos disponíveis cada vez mais escassos e falta de servidores”, diz Solino, que trabalha no departamento de sistema de pagamentos.
Após os ataques hackers, as instituições financeiras também estão reforçando os sistemas de proteção e apoiado o BC para que o orçamento da autarquia reforçado. De acordo com um executivo de um grande banco brasileiro, a prioridade neste momento é a segurança cibernética e fiscalização para evitar invasão de hackers e fraudes.
Para Ivo Mósca, diretor de produtos, serviços e segurança da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a restrição orçamentária e a redução da capacidade de servidores têm prejudicado a evolução do Pix. “Dá para a gente lembrar que o BC já teve ambições em termos de agenda e evolução do Pix com uma velocidade muito maior do que ela vem acontecendo.”

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Com o intuito de aproximar o Judiciário da comunidade escolar por meio de ações educativas voltadas a alunos da rede pública de ensino, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) instituiu o Projeto “Direito de Saber – Aprender Direitos. Construir Futuros”.

O projeto abordará temas como direitos fundamentais, deveres cívicos, prevenção de conflitos e funcionamento do Poder Judiciário. As atividades serão desenvolvidas em linguagem acessível e adequada ao público infantojuvenil por magistrados, servidores e especialistas convidados, que atuarão de forma voluntária, sem geração de custos adicionais ou remuneração extra.

A coordenação geral do “Direito de Saber” ficará a cargo da Secretaria de Estratégia e Projetos (SEP), enquanto a execução prática e o credenciamento de magistrados e servidores interessados serão conduzidos pela Assessoria de Ação Social do TJ-BA.

O decreto prevê ainda a possibilidade de parcerias com instituições de ensino, órgãos públicos e entidades da sociedade civil para ampliar o alcance das ações nas escolas baianas.

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Uma multidão compareceu à Catedral de São José, padroeiro de Itabuna, na manhã desta terça-feira, 28, Dia da Cidade, para celebrar os 116 anos de emancipação política e administrativa do município.

A celebração de Ação de Graças contou com a presença de diversas lideranças políticas regionais e estaduais, com destaque para o prefeito Augusto Castro, o deputado federal Paulo Magalhães e a pré-candidata Andrea Castro.

O evento religioso marcou a prestação de contas dos avanços alcançados pela gestão municipal, com ênfase nas obras de infraestrutura e na evolução expressiva dos indicadores públicos de saúde e educação.

Durante a solenidade, o prefeito Augusto Castro destacou o ritmo de investimentos e a perspectiva de continuidade do desenvolvimento socioeconômico da cidade.

“Trabalhamos para modernizar Itabuna e garantir mais qualidade de vida à nossa população. O apoio de parceiros na esfera estadual e federal é fundamental para mantermos esse volume de realizações e projetarmos um futuro de crescimento para todos os cidadãos”, ressaltou o gestor.

A solenidade integrou a programação oficial de aniversário da cidade e reuniu representantes da sociedade civil, autoridades municipais e fiéis. A expressiva presença do público e o clima de celebração refletiram o reconhecimento da população aos avanços do município e a aprovação ao trabalho realizado pela gestão Augusto Castro.

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Há 116 anos, Itabuna nascia sob o signo da coragem, impulsionada pela força de um povo que sempre soube transformar desafios em oportunidade. Hoje, ao olhar para a cidade, enxergamos mais do que a história: vemos um município que se reinventou, recuperou o orgulho e reassumiu o seu papel de liderança e protagonismo na região Sul da Bahia.

Itabuna ganhou uma nova cara. A transformação é visível em cada canto e reflete um planejamento moderno, focado no bem-estar, na segurança e na qualidade de vida das famílias grapiúnas. A nossa Orla da Beira-Rio, cartão-postal afetuoso de gerações, renasceu para a convivência. As praças Otávio Mangabeira e Hélio Lourenço da Silva, assim como diversos espaços públicos nos bairros, ganharam vida e novas cores.

À noite, a cidade brilha: o investimento massivo na modernização do parque de iluminação pública, com tecnologia LED, trouxe luz e acima de tudo, a sensação de segurança para quem vive, trabalha e estuda aqui.

Mas a evolução de Itabuna não é só estética. Ela avança sobre os trilhos do desenvolvimento econômico e da mobilidade urbana através do Programa Pavimenta Itabuna (PPI), o segundo maior investimento na urbanização de vias públicas da história da cidade, depois do Programa Acelera Itabuna (PAI). No total foram mais de 412 ruas em diversos bairros, com expectativa de quase 600 ruas pavimentadas até o final do PPI.

Com visão de futuro, a gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) pavimenta também o caminho para o crescimento industrial, conectando a cidade às grandes rotas da Bahia. Novas pontes, o complexo viário da Avenida Princesa Isabel e a ligação estratégica com a BA-649 integraram bairros e aproximaram o município do litoral.

O horizonte de Itabuna se amplia com projetos históricos, como as futuras duplicações dos trechos urbanos das BRs 415 e 101. No marco dessas celebrações, um novo capítulo começa a ser escrito com a autorização dos editais para a construção da Avenida Sudoeste, que ligará o São Caetano à BR-101 Sul, e a esperada requalificação do Estádio Fernando Gomes Oliveira (Itabunão).

Essas novas vias e eixos viários desenham a Itabuna das próximas décadas: uma cidade que atrai investimentos em logística, estimula a chegada de centros de distribuição e novos polos industriais, e expande suas fronteiras residenciais com sustentabilidade e infraestrutura.

Aos 116 anos, Itabuna não apenas celebra o seu passado de glórias: celebra a maturidade de uma cidade que cresce com responsabilidade, cuida da sua gente e se prepara para o futuro.

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A Prefeitura de Itabuna inaugura, nesta terça-feira (28), às 11h, a nova estrutura da Unidade de Saúde da Família (USF) Dr. José Edites dos Santos, no São Caetano, com a presença do prefeito Augusto Castro (PSD). A entrega faz parte da programação pelos 116 anos de emancipação política do município, celebrada no mesmo dia.

A unidade atenderá moradores do São Caetano, Pedro Jerônimo, Daniel Gomes, Maria Pinheiro, Fonseca e parte do Sarinha Alcântara. O prédio recebeu melhorias estruturais para oferecer mais conforto, segurança e qualidade aos usuários do Sistema Único de Saúde, conforme a gestão municipal.

O espaço comportará três equipes completas de Saúde da Família. Os profissionais já trabalhavam no prédio anterior, mas enfrentavam limitações de espaço. A nova estrutura foi planejada para acomodar as equipes e melhorar o fluxo dos atendimentos.

“A nova unidade representa mais um avanço na valorização da Atenção Primária”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes. Segundo ela, a entrega faz parte do processo de modernização da rede pública e ampliação do acesso aos serviços de saúde.

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Em solenidade programada para as 19 horas desta segunda-feira, dia 27, no Teatro Municipal Candinha Dória, o prefeito Augusto Castro (PSD) concederá a Comenda Firmino Alves a 10 personalidades por sua contribuição ao desenvolvimento de Itabuna nas áreas médica, comercial, empresarial e de urbanismo e segurança pública.

A Comenda Firmino Alves foi criada pela Lei Municipal nº 1.974, de 24 de outubro de 2005, aprovada pela Câmara de Vereadores de Itabuna e sancionada pelo prefeito da época. Essa lei instituiu oficialmente a honraria no âmbito do município, estabelecendo critérios e procedimentos para sua concessão.

Serão agraciados com a Comenda Firmino Alves as seguintes personalidades:

1 – Médico Urandi Franco Riella da Fonseca
2 – Engenheiro Civil Eduardo Freire Bastos
3 – Tenente Coronel PMBA Sandro Crispim Ferreira Lopes
4 –Médico Júlio Brito Alves
5 – Arquiteta e Urbanista Sonia Maria César Fontes
6 – Secretária de Saúde da Bahia Roberta Silva de Carvalho Santana
7 – Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas Carlos Veloso Leahy
8 – Empresário Ronaldo Carletto
9 – Empresário José de Carvalho Peixoto
10 – Desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia Joanice Maria Guimarães de Jesus

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A resposta global ao HIV vive hoje um dilema: de um lado, avanços científicos como as tecnologias de prevenção de ação prolongada, como cabotegravir e lenacapavir, administrados a cada dois ou seis meses; do outro, preços impagáveis e cortes de financiamento internacional, que já reduzem drasticamente a entrega desses mesmos avanços às pessoas que mais precisam deles.
A América Latina vive essa contradição de forma direta: apesar de participar dos estudos clínicos dessas novas tecnologias, pela terceira vez seguida a região ficou fora de um acordo internacional de produção de genéricos que ampliaria o acesso a uma tecnologia contra o HIV.
“Eu acho que, a nível global, a gente está vivendo um dilema terrível, terrível”, disse à Folha Beatriz Grinsztejn, médica infectologista e pesquisadora brasileira, atual presidente da IAS (International Aids Society), durante congresso internacional de Aids, que acontece no Rio de Janeiro.
Grinsztejn é a primeira mulher latino-americana a chefiar a entidade e chefia o Laboratório de Pesquisa Clínica em IST e Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (Fiocruz), no Rio.
Segundo ela, mesmo os países que já têm acordos de compra a preços baixos enfrentam entrega muito aquém do necessário. O impacto dos cortes recai com mais força sobre populações-chave e sobre crianças. Dentro das regras do Pepfar, o programa americano de combate à Aids, a PrEP (profilaxia pré-exposição) só está disponível para gestantes, o que vem gerando protestos de ativistas durante o evento.
Nem mulheres em idade reprodutiva fora da gravidez podem acessá-la por meio dos serviços financiados pelo programa. Também houve queda expressiva no número de crianças cobertas por tratamento antirretroviral. “Estamos às portas de situações muito dramáticas que podem vir a acontecer caso não se restitua esse fluxo de recursos”, disse.
O dilema entre inovação e desfinanciamento também afeta a América Latina. Na semana passada, por exemplo, foram assinados acordos de licenciamento do MK-8527, droga da Merck batizada agora de Alimatravir, com produtores genéricos em 129 países, incluindo três fábricas na África — enquanto a América Latina, novamente, ficou de fora.
A região já havia sido excluída de acordos semelhantes para o cabotegravir injetável e para o lenacapavir. “Essa é também uma questão nova que surgiu na sexta-feira e que demonstra que pela terceira vez a gente fica fora dos acordos de produção de acesso aos genéricos”, afirmou Grinsztejn.
Grinsztejn fez questão de esclarecer que a exclusão dos acordos de genéricos não significa que os voluntários dos estudos clínicos realizados no Brasil — como o Expressive 11, que testa o Alimatravir — fiquem sem acesso ao medicamento. “Os voluntários dos estudos estão cobertos”, disse.
O problema, segundo ela, é estrutural: sem participar das pesquisas clínicas, a região se distanciaria ainda mais do acesso a essas tecnologias. “Se o Brasil deixa de fazer pesquisa clínica, a gente fica cada vez mais longe e o fosso só aumenta”, afirmou, descrevendo a participação em ensaios como um mecanismo de pressão sobre a indústria farmacêutica para que essas drogas cheguem à região.
Questionada sobre o andamento das negociações do Brasil com os laboratórios, ela foi direta: “até agora os preços oferecidos não se mostraram viáveis para a nossa economia”.
Grinsztejn lembrou que o país tem histórico de incorporar tecnologias de alto custo quando o preço se mostra factível — caso do fostemsavir, usado em pacientes com múltiplas falhas terapêuticas —, mas que, no caso das novas tecnologias de prevenção, os preços praticados pela indústria ainda não chegaram a um patamar viável para o SUS (Sistema Único de Saúde).
O corte de financiamento também ameaça a permanência da própria Unaids. Perguntada sobre o futuro da agência da ONU, Grinsztejn foi enfática: “Precisamos que a Unaids continue — talvez não no mesmo escopo, com o mesmo número de pessoas trabalhando, mas ela precisa se manter.”
Segundo ela, já existe um problema grave de perda de capacidade de monitoramento. “Já temos um grande problema, que é a maioria dos sistemas não estarem mais em vigor para entendermos os números — de infecções, de mortes, de pessoas em tratamento e em prevenção. Perder a Unaids agora seria uma perda enorme.”
Sobre financiamento a pesquisa, ela também alertou para os riscos de cortes no NIH, que é a principal agência do governo dos Estados Unidos responsável por pesquisa biomédica e de saúde pública, da qual seu próprio grupo é financiado há 25 anos.
“É um desastre anunciado se esses recursos forem cortados”, disse, lembrando que a infraestrutura de pesquisa mantida pelo NIH em países de baixa e média renda foi essencial não só para estudos de HIV, mas também para testes de vacinas durante a pandemia de Covid-19. “Sem pesquisa, nada vai vir para o futuro.”
Questionada se o mundo vai cumprir a meta de acabar com a Aids até 2030, Grinsztejn não escondeu a preocupação, sobretudo diante dos dados sobre crianças apresentados na conferência. “Honestamente, se seguirmos no ritmo atual, eu realmente não vejo que vamos chegar lá. E os dados sobre as crianças são assustadores. Não vejo a gente indo bem o suficiente”, afirmou.
Um dos pontos que Grinsztejn fez questão de reforçar foi o quanto o sistema público de saúde brasileiro isola o país dos efeitos mais dramáticos da crise de financiamento internacional, algo que, na sua avaliação, é pouco reconhecido pela própria população.
“O Brasil não tem impacto nenhum em relação a esses cortes [do Pepfar]. Acho que isso é pouco difundido”, disse. “Embora a gente não tenha acesso a tudo, temos acesso a muito, muito mais do que a maioria das pessoas em outros países. E a gente pouco se apropria disso.”

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