O Brasil sofreu mais do que imaginava, mas encontrou forças nos minutos finais para derrotar o Japão por 2 a 1, nesta segunda-feira (29), em Houston (EUA), e garantir vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Depois de um primeiro tempo abaixo do esperado e de sair atrás no placar, a seleção comandada por Carlo Ancelotti reagiu na etapa final e construiu a virada diante de uma equipe japonesa organizada e eficiente na marcação.

Os japoneses abriram o placar após uma recuperação de bola no campo de ataque. Sano arrancou e bateu da entrada da área, no canto de Alisson. O gol obrigou o Brasil a assumir de vez o controle da partida, mas o goleiro Suzuki protagonizou uma sequência de defesas importantes.

A pressão brasileira aumentou no segundo tempo e foi premiada aos nove minutos. Casemiro apareceu livre na área para completar de cabeça um cruzamento preciso e empatar a partida.

BAILA, VINI

O gol mudou o panorama do duelo. Vinícius Júnior fez lance genial. Com um toque na bola, deu uma caneta no adversário, driblou outro e, já dentro da área, bateu com o lado externo do pé direito. Suzuki resvalou na bola, que bateu na trave antes de sair.

A VIRADA

Já nos acréscimos, Bruno Guimarães acertou um passe de ouro para Gabriel Martinelli. Campeão inglês pelo Arsenal, o atacante recebeu na área e bateu no canto esquerdo do bom goleiro japonês.

O Brasil avança para as oitavas de final e joga no próximo domingo (5), às 17h, contra a Costa do Marfim ou a Noruega.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Os números referentes ao desempenho de estudantes que concluíram o ensino médio na rede pública do país apresentaram melhora entre 2022 e 2025. O índice de reprovação caiu 62%, o de abandono diminuiu 61% e o atraso escolar teve redução de 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

 

 

Os novos dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC) fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O levantamento anual permite calcular as taxas de rendimento escolar no país.

 

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a evolução dos indicadores educacionais no Brasil se deve à implementação, desde 2023, de diversos programas estruturantes como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além da a criação do programa Pé-de-Meia, em 2024, e de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

 

PERMANÊNCIA
Os dados também indicam que mais estudantes têm conseguido permanecer no ensino médio. Entre 2022 e 2025, a taxa de não retorno ao ensino médio caiu 28%, o que significa que mais jovens permaneceram em sala de aula de um ano letivo para outro.

 

O presidente do Inep, Manuel Palacios, estima que se esse indicador tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio. “Um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, seguiu estudando.”

 

Entre as iniciativas que contribuíram para a melhoria do ensino médio na rede pública está o programa Pé-de-Meia, diz o MEC. A chamada Poupança do ensino médio já beneficiou 7,2 milhões de estudantes, desde sua criação em 2024. A iniciativa federal oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

 

EDUCAÇÃO BÁSICA E INTEGRAL
Os avanços observados no ensino médio também são resultado de outras ações desenvolvidas em outras etapas da educação básica. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, por exemplo, está associado à elevação do índice de alfabetização de 36%, em 2021, para 66%, em 2025.

 

O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada busca garantir a alfabetização de todas as crianças do país até o final do 2º ano do ensino fundamental, além de recuperar as aprendizagens afetadas pela pandemia, de 100% das crianças matriculadas no 3°, 4° e 5° ano.

 

O MEC destaca que o percentual de matrículas na modalidade de educação em tempo integral passou de 15,1%, em 2021, para 25,8%, em 2025, alcançando 8,8 milhões de estudantes da rede pública.

 

Nesta modalidade, o estudante permanece na escola por, no mínimo, sete horas diárias ou 35 horas semanais, com o objetivo de ampliar as oportunidades de aprendizagem. No período de 2021 a 2025, o registro é de mais de 1,8 milhão de novas matrículas por meio da política. Pela primeira vez, a educação em tempo integral alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa um em cada 4 estudantes na modalidade.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A expressiva participação da população de Itabuna e de pessoas das mais diversas cidades e regiões do estado e do país noIta Pedro 2026 – Maior São Pedro do Brasil tem feito a alegria de vendedores ambulantes que comercializam bebidas, comidas e de outros produtos como chapéus, capas de chuva, botas e acessórios de couro. Os comentários da festa foram  de muito sucesso nas vendas.

O ambulante Adilson Nascimento veio da capital para ajudar o sogro a vender bebidas e água mineral no Ita Pedro e disse que se surpreendeu positivamente com a infraestrutura montada para a festa pela Prefeitura. Foi sua estréia na festa que viu apenas em reportagens e transmissões de TV.

“Nesta sexta-feira, cheguei mais cedo um pouco, achei fraco o movimento. Mas, agora, depois das 20h40min, quando começam as atrações mais maravilhosas, o público começa a lotar o circuito e as pessoas estão muito animadas, o que é sinal de que vão consumir muito”, comentou.

“O Ita Pedro é uma festa perfeita e a cidade de Itabuna é muito acolhedora e as pessoas precisam valorizar ainda mais esta festa”, acrescentou o ambulante. Para ele, a padronização das barracas, a infraestrutura e a boa iluminação deixou o circuito muito bonito para quem vende e para quem vem se divertir. Meu sogro é de Itabuna e também está muito alegre”, disse.

Natural de Ipiaú, onde mora, a dona de casa Francis Marques disse que decidiu vir participar do Ita Pedro pela organização e a oportunidade de ganhar um dinheirinho com a venda de água mineral e bebidas. “É meu terceiro ano no Ita Pedro, achei melhor que o ano passado. Graças a Deus, neste segundo dia de festa estou vendendo bem e espero um bom lucro na festa’, afirmou.

A dona de casa Rosilane Soares montou uma barraca para a comercialização de alimentos conjuntamente com familiares. “É meu primeiro ano aqui. O trabalho é grande, mas está valendo a pena. Nos dois primeiros dias a gente vendeu bem, apesar de a chuva na quinta-feira ter prejudicado um pouco. Mas nos intervalos as pessoas lotavam a barraca, para nós era muita correira e todos saíram alimentados e satisfeitos para participar do próximo show”, contou.

Desde 2016 que a comerciante mantém na cidade uma pastelaria e resolveu experimentar vendas com a barraca no circuito da festa. “A minha expectativa é de muitas vendas até domingo e que até o final venda muito pastel”, disse, também elogiando a infraestrutura das barracas.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

À medida que os brasileiros aumentaram a familiaridade com chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Claude, o medo de que as máquinas substituam seus empregos recuou em um ano, segundo pesquisa Datafolha feita em junho.
Entre os entrevistados que já ouviram falar em inteligência artificial, 48% afirmam ter muito ou um pouco de medo de que a profissão seja substituída pela IA. Há um ano, esse índice era de 56%. Enquanto isso, a parcela dos que não têm nenhum medo de substituição subiu de 41% para 49%.
Ao mesmo tempo, entre as pessoas que já ouviram falar sobre IA, a parcela que já usou a tecnologia para o trabalho avançou de 17% para 24%. Também é corrente o uso da tecnologia em pesquisas na internet (25%), estudos (17%) e na criação de vídeos e imagens (4%).
A pesquisa do Datafolha foi realizada nos dias 17 e 18 de junho de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais em 139 municípios, com população de 16 anos ou mais de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A impressão da população sobre os impactos da tecnologia no mundo do trabalho vai na contramão do que pensam alguns dos maiores empresários do setor.
Neste mês, por exemplo, o CEO da Anthropic (empresa por trás do chatbot Claude), Dario Amodei, publicou um documento pedindo políticas de estímulo a contratações para conter o risco de desemprego em massa devido à inteligência artificial. Amodei é conhecido no Vale do Silício como um “catastrofista”, perfil associado à crença de que o avanço tecnológico possa causar extinção em massa ou disruptura social.
Para economistas ouvidos pela Folha, o recuo no medo de substituição pela tecnologia tem mais a ver com um rebote do catastrofismo inicial com a IA do que com o cenário real, em que os primeiros trabalhadores começam a ser trocados por robôs. “As pessoas ouviram que iria acabar o emprego de todo mundo, mas ainda existe trabalho no mercado”, diz Daniel Duque, pesquisador do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas).
O cenário de divisão na opinião dos trabalhadores se assemelha mais ao diagnóstico de incerteza feito pelo vencedor do Nobel de economia Daron Acemoglu. Para ele, a IA não deve eliminar empregos na mesma proporção em que sua adoção avança.
Ao mesmo tempo em que a tecnologia pode substituir trabalhadores em tarefas específicas, reduzindo a demanda por mão de obra, também pode diminuir os custos de produção e aumentar a eficiência. Com a redução de preços, aumentaria a procura por outros bens, o que criaria novas tarefas e empregos. É difícil avaliar em que medida as duas tendências vão se equilibrar, porque os ganhos de produtividade ainda são incertos.
Um estudo do FGV Ibre, com base em metodologia da OIT (Organização Internacional do Trabalho), concluiu que quase 30 milhões de trabalhadores no Brasil estavam em ocupações com algum grau de exposição à IA generativa no terceiro trimestre do ano passado. Isso é equivalente a 29,6% da população ocupada.
Desse total, cerca de 5,2 milhões estavam no nível mais elevado de exposição, em especial os mais jovens, mais escolarizados, na região Sudeste e trabalhando no setor de serviços, com destaque para informação, comunicação e serviços financeiros.
O economista Tomás Aguirre e a equipe da Governance AI, grupo acadêmico com foco nas implicações políticas do avanço da tecnologia, mostram outro lado da moeda: a maior parte das carreiras amplamente afetadas pela IA tem mais chances de se adaptar à nova economia, seja por especialização técnica, por ter maior poupança para suavizar a transição ou por ser mais jovem.
Com base em dados demográficos dos EUA, o grupo mostra que, na verdade, os profissionais em trabalho de escritório são os mais vulneráveis, uma vez que engenheiros da computação e advogados, por exemplo, estão muito expostos à IA, mas também teriam mais recursos para se adaptar após a demissão. O artigo divide a exposição à tecnologia em duas situações: substituição e complementaridade.
O cenário do Brasil é mais grave, diz Aguirre. O país tem grande taxa de trabalhadores expostos à substituição e menor poupança. “O risco que eu vejo está na classe média: ela pode ficar descoberta, porque a proteção social, pensando no Bolsa Família, não é desenhada para ela”, afirma o economista.
Entre os brasileiros, por uma questão de escolaridade e perfil da economia, com maior peso para o funcionalismo e serviços menos intensivos em tecnologia, há mais ocupações ligadas a tarefas repetitivas, como área de recursos humanos ou composição de jingles. Serão áreas como essas em que haverá um enxugamento da força de trabalho, de acordo com Duque, do FGV Ibre.
“Toda revolução tecnológica tem seus perdedores de curto prazo”, diz o economista do FGV Ibre. Os dados, segundo ele, mostram que os jovens, neste primeiro momento, são as principais vítimas.
Para Duque, cargos gerenciais associados a pessoas mais experientes são menos vulneráveis. “A IA não toma decisões, e quanto mais a pessoa cresce em um cargo, mais aumenta a atribuição de tomar decisões”, afirma.
A pesquisa do Datafolha mostra que a maior parte da população brasileira é contra o uso de automação na tomada de decisões. Para 79% dos entrevistados, por exemplo, o uso de modelos de IA em contratações e demissões é inadequado.
A adoção da tecnologia é frequente tanto em plataformas de recrutamento, como Gupy e Infojobs, quanto nos departamentos internos de recursos humanos, responsáveis por definir cortes durante anúncios de demissão.
Mais de dois terços da população (68%) também desaprova o uso de IA em decisões sobre tratamentos médicos. No mesmo patamar, 67% são contrários a decisões automatizadas na concessão de crédito, prática comum no ambiente bancário.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Cerca de 450 mil pessoas passaram pelo Itapedro 2026, consolidado como o Maior São Pedro do Brasil. O evento foi realizado entre os dias 25 e 28 de junho, na Itabuna, na Arena Zé Cachoeira, reunindo uma programação de grandes atrações e um público vindo de diversas regiões.

O palco recebeu alguns dos maiores nomes da música brasileira, como Gusttavo Lima, João Gomes, Dorgival Dantas, Pablo, Thiago Aquino, Nattan,Bruno & Marrone, Alok, Maiara & Maraisa, Zé Neto & Cristiano, Nathanzinho Lima, Tarcísio do Acordeon, João Gomes, Léo Estakazero, Nathanzinho Lima, Calcinha Preta, Cacau com Leite, Iguinho & Lulinha, Waldonys, Lordão, As Donas do Bar, Pedro Gabriel, Cris Mel, Marcynho Sensação, entre muitos outros artistas que fizeram da quinta edição do Itapedro um grande sucesso.

A realização do evento contou com o apoio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania em nome de Aldo Rebouças, da Prefeitura de Itabuna através do prefeito Augusto Castro, da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia, do Governo do Estado da Bahia, do Ministério do Turismo, além de patrocinadores e parceiros como a Brahma, a CAIXA, Vista do Vale e outras marcas que contribuíram para a realização desta grande festa, que movimentou a economia, fortaleceu o turismo e reafirmou Itabuna como um dos principais destinos dos festejos juninos do país.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio ficou em 5,6%. O resultado é o menor para o período em toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.

 

A taxa representa também redução em relação ao trimestre móvel anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando estava em 5,8%. Em 2025, o índice do trimestre encerrado em maio era 6,2%.

 

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, atingir a mínima histórica para o período indica que “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.

 

O levantamento aponta que o país tinha 6,1 milhões de desocupados, patamar considerado estável em comparação ao trimestre móvel terminado em fevereiro (6,2 milhões) e diminuição de 9,3% em relação ao ano anterior, quando eram 6,7 milhões.

 

A população ocupada ficou em 102,7 milhões no trimestre terminado em maio, 0,5% acima do período terminado em fevereiro (mais 558 mil pessoas).

 

PNAD

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, sejam com ou sem carteira assinada, temporárias e por conta própria, por exemplo.

 

Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

 

RENDIMENTO

O rendimento médio mensal do trabalhador ficou em R$ 3.726 no trimestre encerrado em maio, estável em relação ao trimestre móvel anterior (R$ 3.756) e 4% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Os valores são reais, ou seja, já levam em conta a inflação do período.

 

INFORMALIDADE

A taxa de informalidade – proporção de trabalhadores informais na população ocupada – foi de 37,3%, o que representa 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano antes, o indicador era 37,8%. O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e décimo terceiro salário.

 

CONTRIBUIÇÃO PARA A PREVIDÊNCIA

A pesquisa revelou que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência. Isso equivale a 68,4 milhões de pessoas.

 

Ao contribuir para institutos de previdência, o trabalhador adquire garantias, como aposentadoria, benefício por incapacidade e pensão por morte.

 

O IBGE considera contribuintes os empregados, empregadores, trabalhadores domésticos e por conta própria que tenham contribuído para institutos de previdência oficial federal (INSS ou Plano de Seguridade Social da União), estadual ou municipal.

 

O instituto esclarece que um trabalhador informal (por conta própria sem CNPJ) pode ser contribuinte individual do INSS.

 

MARCOS HISTÓRICOS

O menor desemprego já registrado pela Pnad foi 5,1% no último trimestre de 2025. A maior taxa já constatada foi 14,9%, atingida em dois períodos: nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos durante a pandemia de covid-19.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Mais da metade dos medicamentos solicitados por pacientes em ações judiciais no Brasil já havia recebido recomendação favorável para incorporação ao SUS (Sistema Único de Saúde) ou deveria estar disponível na rede pública.
A conclusão é de um estudo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) apresentado neste mês no principal congresso mundial sobre avaliação de tecnologias em saúde, realizado em Istambul, na Turquia. O levantamento foi premiado como melhor pôster do evento.
A pesquisa analisou decisões judiciais registradas entre janeiro de 2022 e abril de 2025 e identificou que 57,5% dos medicamentos demandados já tinham aval da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) para serem ofertados na rede pública.
Para os autores, o dado mostra que a judicialização não está restrita a pedidos de tratamentos novos, ainda sem avaliação do governo, mas também revela falhas na etapa posterior à incorporação, quando uma decisão técnica precisa se transformar em acesso efetivo ao paciente.
O estudo reuniu 3.049 processos judiciais e 4.637 petições envolvendo 1.402 moléculas diferentes. Segundo a análise, o intervalo entre a recomendação de incorporação pela Conitec e a chegada do medicamento ao paciente pode superar dois anos.
A pesquisa integra uma linha de investigação da entidade sobre o chamado “tempo de acesso” —período entre o registro de um medicamento, a aprovação de preço, a decisão de incorporação ao SUS e a oferta na rede.
Segundo Helaine Capucho, diretora de Acesso da Interfarma e uma das autoras do estudo, levantamento anterior da entidade já havia identificado gargalos nesse processo. “Os seis meses previstos para que uma tecnologia incorporada esteja disponível não acontecem para boa parte dos medicamentos”, afirma.
Na análise sobre tempo de acesso, a entidade verificou que medicamentos já aprovados pela Conitec levavam, em média, cerca de 30 meses para chegar aos pacientes, contra os seis meses previstos pela legislação.
Parte do atraso está relacionada à elaboração ou atualização dos PCDTs (Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas), que definem os critérios de uso dos medicamentos no SUS. “O PCDT é um instrumento importante para o uso racional da tecnologia, mas existe um atraso nesse processo”, diz.
Depois dessa etapa, ainda há a compra e a organização da oferta pelos gestores públicos. O resultado é que tratamentos aprovados tecnicamente permanecem inacessíveis para parte dos pacientes.
Entre os medicamentos mais judicializados no período analisado havia predomínio de produtos que já contam com genéricos, similares ou biossimilares disponíveis no mercado brasileiro. A oncologia aparece como uma das áreas de maior demanda judicial.
De acordo com a psicóloga Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia e representante de pacientes nas reuniões da Conitec, há tratamentos incorporados há anos que ainda não chegam de forma efetiva a quem tem indicação médica. “A gente está falando de medicamentos que têm nove, dez, 11 anos desde a aprovação”, diz.
Segundo ela, a demora entre a decisão da Conitec e a implementação da oferta transfere ao cidadão uma responsabilidade que deveria estar organizada no SUS. “O que não dá é o paciente ter o ‘sim’ da Conitec e a gente não resolver o financiamento e a disponibilização. Acaba gerando uma enorme judicialização.”
Com diagnóstico de câncer de mama em fevereiro de 2023, a fisioterapeuta Luciana Valejo, 53, de Londrina (PR), fez mastectomia e 15 sessões de quimioterapia pelo SUS. Mas, ao receber indicação médica para o medicamento trastuzumabe entansina, indicado para evitar recidiva do tumor, não teve acesso na rede pública.
A medicação já tinha sido incorporada pela Conitec e deveria estar disponível em março de 2023. Em janeiro de 2024, Luciana ingressou com uma ação judicial reivindicando o remédio, que tinha custo de quase R$ 20 mil mensais, e só conseguiu a tutela para recebê-lo na segunda audiência.
Ela usou o remédio até fevereiro de 2025. “Agora estou super bem, graças a Deus. Farei a reconstrução da mama pelo SUS no mês vem. Estou sem doença e em remissão”, afirma.
No ano passado, o Ministério da Saúde anunciou mudanças no modelo de financiamento da assistência oncológica. A compra dos medicamentos de alto custo deixa de ser responsabilidade exclusiva dos hospitais e passa a ser feita de forma centralizada e coordenada pela pasta e pelas secretarias estaduais de Saúde, utilizando um orçamento federal unificado.
Com isso, há uma expectativa de ampliar o acesso a drogas já incorporadas. “Mas precisa sair do papel”, afirma Holtz. “Hoje os impactos vão além dos processos judiciais. O número de vidas perdidas pela falta de acesso, infelizmente, a gente não tem”, diz.
A presidente do Oncoguia também alerta para barreiras enfrentadas por pacientes que tentam recorrer à Justiça, mas não conseguem nem sequer a prescrição do remédio pelo médico que os acompanha no SUS, quando o medicamento não faz parte da rotina da rede pública.
Para Capucho, da Interfarma, reduzir a judicialização depende de maior transparência na etapa entre a decisão da Conitec e a oferta efetiva. “Hoje não sabemos exatamente em que fase está cada tecnologia.”
Outra mudança defendida pela pesquisadora é antecipar as negociações de preço para antes da incorporação. Segundo ela, alguns países adotam modelos em que avaliação técnica, análise econômica e negociação com fabricantes ocorrem de forma paralela.
“A ideia é trazer precocemente a discussão do comitê de negociação. Primeiro você avalia se aquela tecnologia faz sentido para a população, e depois, na fase econômica, introduz a negociação de preço”, explica.
O Brasil também estuda um modelo adotado em outros países em que o preço negociado permanece sob sigilo entre governo e fabricantes, permitindo maior flexibilidade nas negociações.
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que a atual gestão iniciou a oferta de mais de 50 novos medicamentos e tecnologias no SUS após incorporação pela Conitec.
Segundo a pasta, neste ano começam a ser disponibilizados mais 23 medicamentos de alta tecnologia para tratamento do câncer, alguns deles com até 12 anos de espera. A medida representa aumento de 35% na oferta de medicamentos oncológicos na rede pública e beneficiará 112 mil pacientes, com custeio integral pelo governo federal.
O ministério disse ainda que firmou, em abril, acordo de cooperação técnica com o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e a AGU (Advocacia-Geral da União) para criar fluxos de conciliação, mediação e resolução consensual de casos de medicamentos judicializados que já foram incorporados ao SUS.
O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A Polícia Militar da Bahia concluiu com êxito a operação de segurança do ItaPedro 2026, considerado o maior São Pedro do Brasil. O destaque ficou para o quarto e último dia da festa, realizado no domingo (28), que reuniu um público estimado em 147 mil pessoas na Arena Zé Cachoeira, em Itabuna, o maior registro de público entre os quatro dias do evento.

Para garantir a tranquilidade dos participantes, a PM empregou um forte esquema de segurança, com atuação integrada de diversas forças policiais e órgãos públicos. As equipes realizaram patrulhamento nos portais de acesso, no interior da arena, no entorno do circuito e em bairros próximos, assegurando a chegada, permanência e saída do público com segurança.

Ao longo dos quatro dias de festa, aproximadamente 1.300 policiais militares participaram da operação, com efetivos do 15º Batalhão reforçados por unidades do Comando de Policiamento da Região Sul (CPR-S), Comando de Policiamento Especializado (CPE) e Corpo de Bombeiros Militar. A ação contou ainda com o apoio da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Departamento de Polícia Técnica (DPT), Guarda Civil Municipal, Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv), Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SESOP) e Ministério Público Estadual.

Durante toda a operação, 116 itens proibidos foram apreendidos nos portais de acesso, entre objetos perfurocortantes e materiais relacionados ao uso de entorpecentes. Também foram registradas duas conduções por adulteração de bebida alcoólica e descumprimento de medida cautelar.

O Esquadrão de Polícia Montada efetuou a prisão em flagrante de dois suspeitos por furto, recuperando cerca de 19 celulares que haviam sido subtraídos de participantes da festa. Além disso, outras duas prisões foram realizadas após identificação por meio do sistema de reconhecimento facial das câmeras da Secretaria da Segurança Pública da Bahia, monitoradas pelo Centro Integrado de Comunicações (CICOM).

Segundo a Polícia Militar, os quatro dias do ItaPedro transcorreram sem ocorrências de grande vulto, resultado do planejamento estratégico, da atuação integrada entre as forças de segurança e da presença ostensiva do policiamento. No total, a festa reuniu aproximadamente 457 mil pessoas entre os dias 25 e 28 de junho, consolidando mais uma edição de sucesso do evento.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A fase de mata‑mata da Copa do Mundo Fifa de 2026 continua nesta segunda‑feira (29), com três partidas. O destaque é o confronto entre Brasil e Japão, às 14h (horário de Brasília), em Houston (EUA).

Também jogam Alemanha e Paraguai, às 17h30min, em Boston (EUA); e Holanda e Marrocos, às 22h, em Monterrey (México).

Assim como nos demais confrontos eliminatórios, em caso de empate no tempo regulamentar haverá prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis.

Os vencedores avançam às oitavas de final, enquanto os derrotados deixam a competição.

BRASIL X JAPÃO

O confronto entre Brasil e Japão promete ser de muita disputa pela posse de bola e de jogadas rápidas, protagonizadas pelos jogadores velozes que compõem ambas as equipes.

Dessa forma, a expectativa é de que a seleção brasileira busque exercer seu protagonismo na partida contra uma equipe compacta que aposta na velocidade para explorar espaços.

Com 7 pontos somados durante a fase de grupos (duas vitórias e um empate), o Brasil chega ao mata‑mata após liderar sua chave.

Se, por um lado, o ataque brasileiro tem apresentado eficiência, por outro a defesa tem demonstrado dificuldade em lidar com toques rápidos de equipes adversárias, especialmente em sua intermediária.

Apresentando um futebol organizado taticamente, o Japão tem, na atual Copa, uma das melhores equipes de sua história, com jogadores que conciliam habilidade e velocidade, o que pode representar perigo para os defensores brasileiros.

O Japão avançou para a segunda fase da Copa do Mundo após ficar em segundo lugar em uma chave bastante equilibrada que reunia Holanda e Suécia, contra quem os japoneses empataram nos placares de 2 a 2; e 1 a 1, respectivamente.

A evolução do futebol japonês é cada vez mais perceptível. Prova disso foi a vitória sobre a seleção brasileira, por 2 a 0, na recente partida amistosa, no final do ano passado em Tóquio. Até então, o Brasil nunca havia perdido uma partida para os japoneses.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) renovou o credenciamento do serviço de transporte aeromédico em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida assegura recursos para a continuidade do atendimento até 22 de junho de 2027, com previsão orçamentária de R$ 59,9 milhões para a cobertura de aproximadamente 1,52 milhão de quilômetros voados.

O serviço é destinado à remoção de pacientes que necessitam de atendimento hospitalar especializado e de alta complexidade, especialmente em situações em que o transporte terrestre é inviável ou inadequado em razão da gravidade do quadro clínico. A remuneração será de R$ 39,49 por quilômetro voado, conforme estabelece a portaria publicada no Diário Oficial do Estado.

Entre os terminais contemplados pela rede está o Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, que integra a estrutura utilizada para o transporte aeromédico de pacientes do SUS no sul da Bahia.

Segundo a Sesab, o transporte em UTI aérea é utilizado para garantir acesso rápido à assistência hospitalar em casos de alta complexidade, principalmente para pacientes de municípios distantes dos centros de referência.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Nem mesmo a chuva foi capaz de desanimar o público que lotou a Arena Zé Cachoeira na primeira noite do Ita Pedro 2026. Cerca de 90 mil pessoas prestigiaram a abertura do maior São Pedro do Brasil, nesta quinta-feira (25), em Itabuna, em uma noite marcada por grandes shows e um forte esquema de segurança.

 

O público cantou e dançou ao som de Dorgival Dantas, Gusttavo Lima, Pablo, Iguinho & Lulinha, além de outras atrações que animaram os forrozeiros até a madrugada.

 

Para garantir a tranquilidade da festa, aproximadamente 400 policiais militares do 15º BPM e de outras unidades do Comando de Policiamento da Região Sul (CPR-S) atuaram em diferentes pontos do evento. O policiamento foi distribuído entre os portais de acesso, o circuito da festa, o entorno da Arena Zé Cachoeira e os bairros vizinhos, assegurando a chegada e a saída do público com segurança.

 

Durante as abordagens nos portais, a Polícia Militar apreendeu 27 itens proibidos, entre eles faca, canivete, tesouras, giletes, um pistolão junino, entorpecentes e comprimidos de ecstasy, impedindo que esses materiais entrassem no circuito da festa.

 

De acordo com a PM, não houve registro de ocorrências de grande vulto durante a primeira noite do Ita Pedro. Foram registradas apenas conduções por dano e desobediência. Além disso, em ações realizadas nos acessos ao município, os policiais apreenderam um veículo com indícios de adulteração, armas de fogo com munições, efetuaram quatro prisões e apreenderam outro veículo.

 

O resultado reforça a eficiência do esquema de segurança montado para o Ita Pedro 2026, permitindo que milhares de pessoas aproveitassem a festa com tranquilidade, mesmo sob chuva, em uma abertura histórica do evento.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A rede de assistência à saúde em Itabuna ganhou reforço, nesta quinta-feira (25), com a entrega de 42 leitos requalificados no Hospital Calixto Midlej Filho, da Santa Casa. Durante a agenda no município, a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, também inaugurou o novo ambulatório do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães e as novas instalações do Núcleo Regional de Saúde (NRS) Sul.

Com recursos de R$ 615 mil do Governo do Estado, todos os leitos foram equipados com centrais de ar-condicionado. A Santa Casa também investiu na substituição das redes elétrica e hidráulica dos leitos, do corredor e do posto de medicação do Pavilhão Francisco Ferreira. A unidade ainda recebeu novo piso em manta e teve o telhado substituído.

A secretária Roberta Santana destacou que este é mais um compromisso do Governo do Estado na garantia de assistência à saúde. “Aqui, a população de 22 municípios da região encontra uma assistência de qualidade pelo SUS. A Secretaria da Saúde do Estado mantém um investimento de R$ 48 milhões para os moradores terem acesso aos serviços das três unidades mantidas pela Santa Casa de Itabuna”, afirmou.

HOSPITAL DE BASE

Para o ambulatório do Hospital de Base, o Governo do Estado destinou R$ 281 mil em equipamentos e mobiliário. São dez consultórios dedicados ao atendimento de especialidades como ortopedia, cirurgia geral, cardiologia, angiologia e urologia. Esse é mais um investimento do Governo do Estado na unidade, que em março de 2025 recebeu da Sesab mais de R$ 56,3 milhões para ampliação e equipamentos. A unidade é referência macrorregional para 22 municípios da região.

NRS

Ainda no município, Roberta Santana fez a entrega das novas instalações da Base de Itabuna do (NRS) Sul. Para a requalificação do espaço, foram investidos cerca de R$ 2,6 milhões na readequação da sua estrutura física, beneficiando os profissionais que atuam na unidade e também a população que busca serviços no local, como atendimento farmacêutico. A ação faz parte de um plano da Sesab de requalificar as instalações das sedes dos nove NRS, além das sedes das Bases Regionais de Saúde.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky