Duas estudantes da Escola Municipal Heribaldo Dantas, em Itabuna, no Sul da Bahia, chegaram à semifinal estadual da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), organizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Júlia Tavares e Giovana Marcela, integrantes da equipe Corujas do Sul, avançaram até a quarta fase da competição, que reuniu milhares de equipes de todo o país.

Localizada no bairro São Pedro, a unidade pertence ao Sítio III da Fundação Marimbeta – Sítios da Integração da Criança e do Adolescente. A participação marcou a primeira experiência da escola na olimpíada, que envolve estudantes do 7º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Ao todo, a escola inscreveu cinco equipes. Na primeira fase, todas avançaram, em uma competição que começou com 64.587 equipes. Na segunda etapa, novamente as cinco equipes passaram de fase, entre aproximadamente 38.458 participantes. Na terceira, duas equipes da unidade escolar avançaram entre cerca de 21 mil equipes e chegaram à semifinal estadual.

Para a professora de História Beatriz Gonçalves, um dos principais desafios foi desenvolver entre os estudantes uma dinâmica de trabalho realmente colaborativa. “Principal desafio foi entender como funciona o trabalho colaborativo na Olimpíada de História, aprender realmente a trabalhar em conjunto e não apenas dividir tarefas e demandas”, explica.

A competição exige dos participantes pesquisa, interpretação e análise de diferentes fontes históricas, como textos, imagens, cartas e documentos. Segundo a professora, os estudantes também precisaram desenvolver a capacidade de identificar, entre diferentes possibilidades, a resposta mais adequada para cada questão.

A experiência contribuiu para o desenvolvimento de habilidades como pensamento crítico, raciocínio lógico, interpretação de textos e documentos e capacidade de relacionar acontecimentos históricos em diferentes períodos e contextos.

A preparação também envolveu professores de outras áreas. Profissionais de Geografia, Língua Portuguesa e Matemática colaboraram com as equipes, principalmente em atividades relacionadas à interpretação, leitura, análise e organização do raciocínio.

O professor de História Mither Amorim Mendonça de Aziz Lima destaca que a competição exigiu dos estudantes não apenas conhecimento histórico, mas também concentração e capacidade de lidar com questões complexas sob pressão.

“Ficamos a 0,3 de estarmos na final nacional na nossa primeira participação, na verdade na primeira participação de uma escola de nossa rede municipal”, afirma. Para ele, entre os principais resultados da experiência estão o estímulo à pesquisa, à reflexão crítica e à construção de um raciocínio mais autônomo.

A diretora da escola, Vânia Maria Menezes Borges, também destaca o impacto da participação para a comunidade escolar. Segundo ela, a experiência permitiu aos estudantes ampliar conhecimentos e desenvolver o senso crítico, além de representar um novo espaço de aprendizagem.

Para as estudantes, chegar à semifinal teve um significado ainda maior por se tratar da primeira participação na competição. Júlia Tavares conta que, inicialmente, não acreditava que poderia avançar tanto.

“É surpreendente o fato de irmos tão longe, mesmo sabendo do nosso potencial, mas por ser algo novo e que eu não tinha ideia de como funcionava me pegava imaginando que meu conhecimento sobre História era o mínimo e que eu não tinha capacidade pra estar ali”, relata.

Entre os obstáculos encontrados durante a competição, ela cita principalmente a interpretação dos textos. “Dentro da olimpíada, meu maior desafio foram os textos, por serem extensos e na grande maioria com uma escrita diferente da que estamos acostumados”, afirma.

Com a prática, porém, a estudante Giovana Marcela diz ter conseguido melhorar a capacidade de concentração e interpretação. Para ela, a experiência também serviu para reforçar a confiança no potencial dos alunos da rede pública.

“É muito gratificante mostrar que estar em uma escola pública municipal localizada em um bairro periférico não significa que somos inferiores a escolas ‘bem’ localizadas e particulares. E mostrar que somos capazes porque temos mentes brilhantes e vamos ainda mais longe”, afirma.

As estudantes apontam o interesse pela História e a vontade de conhecer mais sobre o Brasil como principais motivações para participar da olimpíada. A preparação envolveu pesquisas, leituras e discussões entre os integrantes da equipe para compreender as questões.

A chegada à semifinal, segundo elas, não estava entre as expectativas iniciais. “Começamos querendo participar e aprender, e quando percebemos que estávamos avançando, ficamos muito felizes e orgulhosos”, relatam.

A Grande Final Presencial da 18ª edição da ONHB será realizada no dia 29 de setembro, em Campinas (SP), seguida pela cerimônia de premiação no dia 30. A equipe da Escola Municipal Heribaldo Dantas ficou a 0,3 ponto da classificação para a etapa nacional.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

As regras da aposentadoria poderão mudar mais uma vez em menos de dez anos. Ao menos é o que propõe um grupo de estudiosos liderados pelo economista Paulo Tafner, uma referência no assunto desde a década de 1990 e autor de algumas das regras aprovadas na reforma da Previdência de 2019.
Entre as medidas que prometem provocar reação estão a instituição de idade mínima de 67 anos na aposentadoria de homens e mulheres tanto na área urbana quanto rural. Hoje, homens se aposentam aos 65 anos e mulheres, aos 62. Na rural, a aposentadoria é aos 60 e 55 anos, respectivamente.
Há ainda a proposta de aumentar o tempo mínimo de contribuição das mulheres e dos trabalhadores rurais dos atuais 15 anos de pagamentos ao INSS para 20 anos e tirar da Previdência a obrigação de pagar benefício por incapacidade quando o motivo do afastamento estiver ligado a doença ou acidente do trabalho, transferindo para a empresa essa responsabilidade.
A idade mínima subiria aos poucos, seis meses a cada ano.
A proposta também mexe com aposentadorias especiais, de servidores públicos, dos militares das Forças Armadas e das pessoas com deficiência, propõe pagar valor menor do que um salário mínimo de BPC (Benefício de Prestação Continuada) e elevar a alíquota de contribuição do MEI (microempreendedor individual) de 5% para 11%.
Algumas alterações seriam graduais e poderiam levar mais de duas décadas para atingir todos os trabalhadores. Há ainda alterações que seriam imediatas, sem regra de transição.
As mudanças envolvem ainda acabar com o RGPS (Regime Geral de Previdência Social) como se conhece hoje, alterando o modelo atual, de repartição solidária —no qual os trabalhadores da ativa pagam os benefícios dos que já estão aposentados—, para um sistema misto, com repartição e capitalização, sistema em que cada um contribui para sua própria aposentadoria.
O cálculo do benefício mudaria e os trabalhadores seriam afetados conforme a idade. Para quem tem mais de 50 anos, não haveria alteração. Os trabalhadores entre 25 e 49 anos teriam um cálculo de benefício misto: com as regras atuais e por meio de uma regra na qual as suas contribuições feitas após a reforma sejam atualizadas com o índice de crescimento da massa salarial.
Os mais jovens, até 24 anos, teriam apenas o novo cálculo na aposentadoria.
*
ENTENDA O QUE PODE MUDAR NA PREVIDÊNCIA
GATILHO NA IDADE MÍNIMA
– A proposta ainda cria um gatilho automático: para cada ano de aumento na expectativa de vida do brasileiro, a idade mínima subiria quatro meses. A medida tende a enfrentar resistência, sobretudo porque a reforma de 2019 já provocou uma longa disputa sobre a diferença de regras entre homens e mulheres.
– Mulheres ganham bônus por filhos, mas continuam com desvantagem. Para tentar compensar parte da diferença, o texto prevê um bônus de 1,5 ano de contribuição por filho nascido vivo ou adotado, limitado a cinco filhos.
– Assim, uma mulher com 30 anos de contribuições e um filho teria mais 1,5 ano contabilizado, chegando a 31,5 anos. O bônus, porém, não elimina a mudança na idade mínima nem a exigência de 20 anos de contribuição para homens e mulheres.
– A medida pode não ser suficiente para compensar desigualdades salariais e a maior responsabilidade das mulheres pelas tarefas de cuidado.
 

INSS DEIXA DE PAGAR AUXÍLIO POR ACIDENTE DE TRABALHO
– Outra mudança de Outra mudança está nos benefícios por incapacidade relacionados ao trabalho. está nos benefícios por incapacidade relacionados ao trabalho. Hoje, o INSS paga benefícios por incapacidade temporária ou permanente, inclusive quando a doença ou o acidente têm relação com o trabalho.
– Pela proposta, o auxílio por incapacidade temporária acidentário e a aposentadoria por incapacidade decorrente do trabalho passariam a ser responsabilidade das empresas e dos empregadores domésticos.
– Os empregadores teriam de contratar seguros para os funcionários. O trabalhador autônomo também perderia essa cobertura e precisaria contratar um seguro.
– Uma alternativa seria contratar o próprio INSS para prestar o serviço, mas, nesse caso, o empregador teria de pagar uma contribuição adicional de 6%.
– A mudança pode enfrentar resistência porque o afastamento por acidente ou doença ocupacional garante ao trabalhador estabilidade após o retorno e manutenção dos depósitos de 8% do FGTS durante o afastamento.
 

EMPRESAS PAGARIAM CONTRIBUIÇÃO MENOR
– Ao mesmo tempo, em que assumiria parte dos custos dos benefícios por incapacidade, a empresa teria uma redução na contribuição previdenciária.
– Atualmente, a contribuição patronal é de 20% sobre a folha, mais o adicional relacionado ao risco de acidentes de trabalho, chegando a cerca de 22%. Pela proposta, a alíquota cairia para 16% até o teto do RGPS (Regime Geral de Previdência Social).
– O principal argumento contrário é o impacto sobre as contas da Previdência. O material estima que o déficit do sistema ultrapassará R$ 338,6 bilhões neste ano.
 

BPC PODERÁ FICAR ABAIXO DO SALÁRIO MÍNIMO
– O Benefício de Prestação Continuada também seria alterado. Hoje, idosos de 65 anos ou mais de famílias de baixa renda podem receber o BPC mesmo sem nunca terem contribuído para o INSS. O benefício equivale a um salário mínimo.
– Pela proposta, o benefício continuaria destinado a idosos de baixa renda, mas poderia ser inferior ao salário mínimo. O cálculo seguiria a fórmula das aposentadorias: 60% do benefício mais 2% por ano de contribuição.
– Quem nunca contribuiu, por exemplo, receberia 60% do piso. Já quem tivesse 20 anos de contribuição chegaria a 100% do piso previdenciário.
 

APOSENTADORIA ESPECIAL FICA AINDA MAIS DIFÍCIL
– Quem trabalha exposto a agentes nocivos também teria de esperar mais. Hoje, a idade mínima da aposentadoria especial é de 55, 58 ou 60 anos, conforme o grau de exposição, com 15, 20 ou 25 anos de contribuição.
– A proposta acrescenta dois anos às idades: 57, 60 e 62 anos, respectivamente. O tempo de contribuição continuaria o mesmo. A medida, porém, pode enfrentar uma barreira jurídica: o STF já considerou inconstitucional a idade mínima na aposentadoria especial, segundo o material.
 

PROFESSOR, POLICIAL E SERVIDOR TAMBÉM TERIAM MUDANÇAS
– Professores federais da educação básica, que hoje têm regras diferenciadas, passariam a ter idade mínima de 64 anos. Policiais também chegariam aos 64 anos, com exigência de 25 anos no cargo efetivo.
– Para os servidores públicos, a proposta busca acabar com diferenças entre estados, municípios e União. As mesmas regras seriam aplicadas aos servidores dos três níveis de governo e aos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
 

CONTRIBUIÇÃO MAIOR PARA O MEI
– O microempreendedor individual também teria aumento na contribuição. Hoje, a alíquota é de 5%, além de valores de R$ 1 a R$ 6 conforme a atividade. Pela proposta, passaria para 11%. Apenas beneficiários do Bolsa Família continuariam pagando 5%.
 

SISTEMA MISTO DE PREVIDÊNCIA
– A reforma ainda propõe uma mudança estrutural: um modelo misto, com 50% de repartição e 50% de capitalização, substituiria gradualmente o sistema atual, baseado na repartição —em que as contribuições dos trabalhadores financiam os benefícios dos aposentados.
– Os trabalhadores mais jovens seriam os mais atingidos. Quem tiver até 24 anos na aprovação da reforma entraria no novo modelo, com parte da contribuição destinada a uma conta nocional e outra à capitalização financeira em fundo de pensão.
– Quem tiver entre 25 e 49 anos ficaria em uma regra de transição. Aos 50 anos ou mais, a pessoa permaneceria no modelo atual, embora sujeita às novas regras de idade e demais parâmetros.
– Na prática, portanto, a proposta não mexe apenas na idade para se aposentar. Ela altera quanto tempo o trabalhador terá de contribuir, quem pagará determinados benefícios, quanto as empresas recolherão e até a forma de funcionamento da Previdência.
– Por isso, os efeitos seriam diferentes conforme a idade, o tipo de trabalho e o histórico de contribuição de cada segurado.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Itabuna deve receber uma grande mobilização política nesta sexta-feira (4), com a caminhada do time do governador Jerônimo Rodrigues pela Avenida Cinquentenário. O ato, que tem concentração marcada para às 14h30, no Jardim do Ó, deve reunir mais de 15 mil pessoas, segundo expectativa do prefeito Augusto Castro, anfitrião da agenda na cidade.

A caminhada contará com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e dos candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner, além de deputados estaduais e federais.

A expectativa é de participação de lideranças políticas e caravanas de dezenas de municípios, resultado da mobilização articulada pelos prefeitos do Litoral Sul, que vêm fortalecendo a presença do grupo do governador da Bahia em diferentes cidades desta região.

Como também evidencia a articulação de Augusto e a proximidade do prefeito com o grupo liderado por Jerônimo Rodrigues, consolidando Itabuna como um dos principais pontos de mobilização política do Sul da Bahia. Entre os nomes que devem acompanhar o ato estão a candidata a deputada estadual Andréa Castro e o deputado federal Paulo Magalhães.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A capital baiana e outras 17 cidades do estado devem registrar índices de radiação ultravioleta (IUV) muito altos ou extremos até o domingo (6). A previsão foi divulgada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) na última segunda-feira (30).

O Índice Ultravioleta indica a intensidade da radiação UV que chega à superfície e ajuda a estimar os possíveis efeitos da exposição sobre a saúde. De acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), índices entre 8 e 10 são considerados muito altos.

A partir de 11, a classificação passa a ser extrema. Os índices devem variar entre 9 e 12 durante a semana, conforme dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Apesar dos níveis elevados, o Inema afirmou que os valores estão dentro do padrão climatológico esperado para o período no estado, informou o g1.

Em Salvador, o IUV deve ficar em 10 até esta quinta-feira (3) e subir para 11, considerado extremo, entre a sexta-feira (4) e o domingo. Feira de Santana terá previsão semelhante. Já Paulo AfonsoJuazeiro e Remanso podem atingir índice 12, o nível máximo previsto, no sábado (5) e no domingo. Senhor do Bonfim e Morro do Chapéu também devem chegar a esse patamar no domingo.

 

Diante da previsão, o Inema recomenda atenção redobrada durante a exposição ao sol, principalmente entre 10h e 16h. O órgão orienta o uso de protetor solar, chapéu e óculos com proteção contra raios UV, além da ingestão de água para manter a hidratação.

 

A partir desta quarta, a aproximação de um sistema frontal deve provocar chuva de moderada a forte intensidade no Extremo Sul baiano. Na capital e no Recôncavo, são esperadas chuvas passageiras pela manhã.

 

As temperaturas seguem elevadas em diversas regiões. As máximas podem chegar a 40°C em cidades como Ibotirama e Bom Jesus da Lapa. Paulo Afonso pode registrar até 39°C, enquanto Juazeiro deve ter máxima de 37°C.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A candidata a deputada estadual Andréa Castro (PSD) 55.670 participa nesta sexta-feira (4), em Itabuna, da Caminhada do Time de Lula, mobilização que reúne lideranças políticas e apoiadores do grupo que integra o projeto político liderado pelo presidente Lula na Bahia.

Com concentração marcada para as 14h30, no Jardim do Ó, a caminhada contará com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, dos candidatos a senadores Rui Costa e Jacques Wagner, do prefeito de Itabuna, Augusto Castro, da candidata a deputada estadual Andréa Castro, do deputado federal, Paulo Magalhães, prefeitos, vereadores e secretários municipais da região e de lideranças do grupo político, em um momento de mobilização e diálogo com a população.

Para Andréa Castro, é importante a união entre lideranças municipais, estaduais e nacionais para a construção de políticas públicas que alcancem diferentes regiões da Bahia. “Eu acredito na força da parceria. Quando unimos quem está nos municípios com quem governa o Estado e o país, podemos abrir caminhos e buscar mais oportunidades para a nossa gente”, destacou.

A Caminhada do Time de Lula integra a agenda de mobilização política em Itabuna e reforça a presença de Andréa Castro no grupo que defende a continuidade do projeto político liderado por Lula e Jerônimo Rodrigues na Bahia.

Serviço
Caminhada do Time de Lula
Quando: Sexta-feira, 4 de setembro
Hora: Concentração às 14h30
Local: Jardim do Ó – Itabuna

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Em relatório publicado nesta quarta-feira (2), o Pnuma, o programa das Nações Unidas para o meio ambiente, faz um amplo relato sobre as implicações de um planeta acima do 1,5°C de aquecimento e as escolhas que restam para trazer a temperatura global de volta a níveis suportáveis. Lista também o estrago que o processo deixará pelo caminho.

 

Há opções, não muitas, e elas são urgentes, segundo a publicação “Limiting overshoot”, que traz no título o termo científico usado para descrever uma trajetória de aquecimento acima do preconizado pelo Acordo de Paris. “Precisamos nos empenhar para manter o pico do aquecimento o mais baixo possível e esse próprio pico o mais curto possível para derrubar as temperaturas”, afirma Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma.

 

Assinado em 2015, o acordo definiu que as nações signatárias têm o compromisso de conter o aumento da temperatura do planeta bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, com o esforço de não superar 1,5°C. Pelo cenário atual de emissões, provocado sobretudo pela queima de petróleo, carvão e gás natural, esse limite será superado antes do fim da década; 2,8°C são projetados para o fim do século.

 

A estratégia descrita por Andersen se chama “trajetória de pico e declínio do ‘overshoot'”. Pelo plano, o planeta realizaria reduções rápidas e profundas nas emissões de CO?, metano e outros gases de efeito estufa em busca de emissões líquidas zeradas. Na sequência, buscaria ir além desse marco, trabalhando com emissões líquidas negativas.

 

Tudo isso significa retirar dióxido de carbono do ar, com os métodos naturais conhecidos, como reflorestamento, e também por meio de tecnologias ainda em desenvolvimento. “Como complemento da redução das emissões, não como seu substituto”, alerta a diretora.

 

Para cada 0,1°C de aumento nos termômetros, o IPCC, painel intergovernamental sobre mudanças climáticas, calcula que seriam necessárias emissões negativas de 220 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, algo como quatro vezes o que é lançado anualmente na atmosfera.

 

“Para ter sucesso, portanto, precisamos de uma vontade política mais firme e de multilateralismo, além de uma governança mais ágil e inclusiva”, diz Andersen, lembrando que preceitos como igualdade e Justiça precisam balizar as ações. “Países com maior responsabilidade histórica pela mudança climática têm que fazer a maior parte do trabalho”.

 

Em termos gerais, o estudo do Pnuma lista três fases ou desafios para enfrentar o “overshoot”:

 

Respostas já. É preciso políticas imediatas para cortar as emissões de carbono e também de gases de vida mais curta, como o metano; medidas urgentes de adaptação devem ser tomadas para proteger populações e ecossistemas, já submetidos a inúmeros efeitos deletérios da mudança climática.

 

Limitar o aquecimento e gerenciar riscos. Investir em uma descarbonização profunda rumo às emissões líquidas zero; ao mesmo tempo, aprimorar estratégias de adaptação, prevendo uma gama mais ampla de riscos e impactos, pois, ainda que os termômetros sejam contidos, os estragos de um planeta aquecido estarão em curso.

 

Sustentar a redução das emissões e ampliar a adaptação. Depois de zerar as emissões líquidas, será preciso torná-las negativas para retirar CO? da atmosfera e baixar os termômetros; buscar sustentabilidade para gerenciar riscos climáticos persistentes.

 

“Já estamos vendo esses riscos crescendo em frequência, intensidade e duração, com implicações para os sistemas naturais que nos sustentam”, diz Debra Roberts, uma das autoras do relatório, em referência à ocorrência cada vez maior de eventos extremos no planeta, como ondas de calor, secas, enchentes e elevação do nível do mar.

 

Boa parte desses fenômenos, mostram estudos de atribuição, vem sendo intensificada ou mesmo provocada pela mudança climática. Um exemplo eloquente, ainda em análise, é o recente deslizamento de terra entre o Nepal e a China, com milhares de vítimas. Um novo normal para o planeta e sem volta, na maioria dos casos.

 

O estudo reconhece que fazer o mundo retornar a uma determinada temperatura não vai reverter as perdas acumuladas durante o período de “overshoot”. “É o caso dos ecossistemas em risco: corais, zonas úmidas costeiras, florestas tropicais, montanhas polares e outros sistemas naturais vulneráveis que vão ultrapassar limites críticos durante essa trajetória. Todos seremos impactados.”

 

Questionada qual era a diferença de mudar de verbo em relação ao limite de 1,5°C, de evitar ultrapassá-lo para agora, admitido o fracasso coletivo, trabalhar para voltar a ele, Andersen declarou que era uma forma de reconhecer o momento em que o planeta se encontra.

 

“Mas é também afirmar que 1,5°C é o que aceitamos globalmente nos âmbitos científico e político, que é nesse limite que precisamos estar”, afirma a diretora do Pnuma.

 

“Qualquer coisa acima disso, no longo prazo, projeta um futuro insustentável para muitos, muitos mesmo, especialmente os mais pobres e vulneráveis.”

 

“Embora o Pnuma tenha feito um bom trabalho ao descrever o buraco em que nos colocamos, ele falha em nos mostrar que há uma saída”, critica Bill Hare, diretor da Climate Analytics e ex-integrante do IPCC.

 

“A omissão de algumas análises de mitigação de importância fundamental pode transformá-lo em um apelo à apatia, em vez de um chamado à ação.”

 

Segundo a ONG, o relatório dedica pouco espaço à necessidade de eliminar os combustíveis fósseis e não faz nenhuma menção ao processo iniciado por mais de 50 países na COP30, em Belém, no ano passado, em busca de uma transição energética programada.

 

Aponta também que vários setores da economia já têm como zerar suas emissões líquidas até 2050 e que, se os governos forem suficientemente ambiciosos, seria possível derrubar o aquecimento para menos do que 1,5°C até o fim do século.

 

Nota, por último, que o documento do Pnuma se absteve de lembrar os governos dos compromissos assumidos em diversos fóruns internacionais, inclusive no Acordo de Paris.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O preço do petróleo teve uma forte subida  após os relatos de novos ataques a embarcações que tentavam passar pelo estreito de Hormuz.
O barril Brent, referência mundial, chegou a subir 5,03% por volta das 10h15 (horário de Brasília), a US$ 92,82 (R$ 481,39). Uma hora depois, a cotação estava a US$ 92,67 (R$ 480,61), valorização de 4,87%. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, subia 2,23%, cotado a US$ 87,67 (R$ 454,68).
A negociação da commodity teve uma forte alta já na abertura da sessão às 21h de segunda-feira (31), retornando ao patamar de US$ 91, quando foram anunciados detalhes do acordo entre EUA e Venezuela para exploração do petróleo no país sul-americano pelos próximos 25 anos.
O preço permaneceu na casa dos US$ 91 durante toda a manhã até o anúncio de que dois superpetroleiros com bandeira da Arábia Saudita foram atingidos ao tentar atravessar Hormuz, por onde passavam 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.
“Os incidentes quase simultâneos representam uma nova escalada no ambiente de ameaças no corredor de Omã”, informou a empresa de dados da navegação marítima Marisks. De acordo com a Kpler, outra empresa de dados de navegação, cada uma das embarcações carregava 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita.
Os ataques vieram em um dia em que não houve registros de ataques entre EUA e Irã, que haviam sido retomados entre domingo e segunda-feira.
Além da situação no Oriente Médio, os negociadores aguardam a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e grupos petrolíferos marcada para esta terça-feira na Casa Branca.
Marathon Petroleum, Phillips 66, Chevron, Delek US Holdings, PBF Energy e Valero Energy estão entre as empresas chamadas para discutir capacidade de refino e preços, segundo pessoas a par do evento.
“O presidente se reunirá com líderes do setor para colaborar na busca das melhores formas de ampliar a capacidade de refino, liberar ainda mais o domínio energético americano em toda a cadeia de suprimentos e reduzir os preços para o povo americano”, disse Taylor Rogers, porta-voz da Casa Branca.
A menos de três meses das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro, o presidente dos EUA enfrenta uma pressão política cada vez maior devido à crise do custo de vida.
A interrupção no fornecimento de petróleo causada pela guerra no Irã e a redução da capacidade global de refino após ataques de drones ucranianos contra instalações russas contribuíram para manter o preço médio da gasolina nos Estados Unidos acima de US$ 4 por galão em agosto, uma alta de quase 30% no último ano.
O preço do diesel, essencial para a indústria e a agricultura dos Estados Unidos, aproxima-se do recorde histórico de US$ 5,80 por galão.
A convocação das refinarias ocorre no momento em que elas registram lucros recordes, com a diferença entre o custo do diesel e o do petróleo bruto, conhecida como “margem de refino”, disparando para US$ 100 por barril.
Em junho, Trump acusou as grandes petrolíferas de praticar preços abusivos e pediu que o Departamento de Justiça investigasse os elevados preços da gasolina.
Apesar da reunião na Casa Branca, analistas disseram que o governo tem pouca margem para influenciar os preços dos combustíveis no mercado interno, uma vez que os grupos petrolíferos já operam suas instalações em capacidade máxima e adiam a manutenção para continuar produzindo combustível sem parar.
Na semana encerrada em 21 de agosto, a utilização das refinarias dos Estados Unidos havia permanecido em 95% ou mais por 12 semanas consecutivas, a maior sequência desde 2000, segundo dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.
Alguns analistas alertaram que o sistema operando no limite deixava o mercado vulnerável a novas interrupções e a aumentos adicionais de preços, a menos que Trump encerrasse o confronto com o Irã. Refinarias próximas ao Golfo do México, por exemplo, poderiam sofrer paralisações devido a um furacão, elevando ainda mais os preços, disseram os analistas.
“Ele precisa fazer alguma coisa para reduzir os preços da gasolina, mas também não vai simplesmente abandonar a guerra. É a única carta que pode jogar”, comentou Joe DeLaura, estrategista global de energia do Rabobank
Um levantamento da Brown University mostra que, desde o início do conflito, no fim de fevereiro, os americanos pagaram US$ 51,9 bilhões a mais por gasolina do que teriam desembolsado se os preços tivessem permanecido no nível anterior à guerra. Também pagaram US$ 43,1 bilhões adicionais por diesel.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Em documento publicado nesta quarta-feira (2º), o Ministério dos Povos Indígenas, por meio do Conselho Nacional de Política Indigenista, enviou um ofício que recomenda uma série de medidas para garantir a segurança do povo indígena Pataxó no Extremo Sul da Bahia. Entre as sugestões feitas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao Governo da Bahia e ao STF, está a instalação permanente de forças da Força Nacional para conter as investidas de grupos milicianos aos povos originários.

 

Em documento assinado em 27 de fevereiro deste ano, o conselho levou em consideração a escalada de violência armada, ameaças sistemáticas, assassinatos e criminalização de lideranças do povo Pataxó, além da morosidade do Estado na demarcação de terras para a elaboração do ofício. A decisão do presidente do conselho, Dinaman Tuxá, ainda referenciou o ataque à aldeia indígena Kai e ao assassinato da liderança indígena Pataxó, ambos no ano passado, para reforçar a urgência na aplicação das medidas.

 

As equipes da Força Nacional foram acionadas para intervir no território baiano em abril de 2025 e permaneceram na região até julho deste ano. O grupo buscava impedir conflitos entre indígenas e grileiros que marcam o Extremo Sul da Bahia desde os anos 1970 e que ganharam força com a PEC do Marco Temporal em 2022.

 

MEDIDAS SUGERIDAS
Em pedido direcionado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), o CNPI recomenda a conclusão célere da revisão dos limites da Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal. Além disso, o ofício também indica a criação e execução de um plano para retirar todos os ocupantes não indígenas que invadiram os territórios de povos originários e a criação de bases de proteção etnoambiental que previnam novas investidas criminosas.

 

Além da fixação da Força Nacional na região, o Ministério dos Povos Indígenas recomendou ao Ministério da Justiça e ao Governo da Bahia mais rigor nos inquéritos que buscam punir agentes e financiadores de ataques, ameaças e assassinatos. Já ao STF, o conselho recomendou que o Judiciário julgue com urgência as ações que questionam a validade da lei do Marco Temporal, amplificador dos conflitos fundiários na Bahia e no Brasil.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O Governo da Bahia tem buscado estratégias integradas no combate à violência contra a mulher, e novas iniciativas podem ser implementadas para tentar minimizar o medo e desconforto do público feminino, especialmente em momentos de maior vulnerabilidade. Após a implantação do “vagão lilás” no Metrô de Salvador, o Estado investe na criação de estratégias de mobilidade que tragam mais segurança e espaços de acolhimento, em ações pensadas inclusive para grandes festejos como o Carnaval, conforme apontou a Secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM), Camila Batista, em entrevista exclusiva para o Bahia Notícias (BN).

Algumas iniciativas já foram implantadas no estado e têm se mostrado relevantes, segundo a gestora. “Acho que, já com a iniciativa do Vagão, a gente já vai ter um diferencial aí pensado para o Carnaval e para grandes festejos. Nós vamos ter o Réveillon, que é um lugar mais concentrado, então é mais fácil de fazer as ações. A gente já tem as ações de salas de acolhimento, de mobilização, de campanha, de participação ativa de artistas dentro desse processo de mobilização, mas é fundamental a gente pensar também na mobilidade. Então, a gente pensou em rotas seguras esse ano. Nós fizemos isso em alguns ponto do carnaval, com policiamento, inclusive com PFem (policial feminina) para o acompanhamento. E, às vezes, deixando essas mulheres nas nossas salas de atendimento, nas tendas. Elas funcionam justamente nos horários que são os picos mais difíceis”, explicou.

Porém, ainda há espaço para novos projetos, e alguns cases podem abrir as portas para a ampliação desse trabalho. Um exemplo foi o adotado em São Luís, capital do Maranhão: o “Embarque Delas” atua como um ponto de ônibus exclusivo para mulheres no período de grandes festejos. O espaço conta com sofá, internet, tomadas para carregamento de celular, além do apoio policial até que as mulheres possam acessar o meio de transporte. O que, para Camila, tem potencial por ser uma boa iniciativa a ser avaliada.

Salvador ainda não possui pontos de ônibus exclusivos para o público feminino, mas tem projetado outras possibilidades. Com o objetivo de diminuir importunações sexuais nos transportes, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) planeja a implementação de linhas expressas de ônibus operadas exclusivamente por mulheres durante o período da Copa Feminina.

 

CONFORTO E ACOLHIMENTO

Mas não é só a segurança que está no radar da SPM: o conforto e o acolhimento também são considerados importantes em momentos de grande fluxo. Uma dos exemplos é a novidade que será implementada em uma das próximas grandes festas do território baiano, a Micareta de Feira de Santana, que acontece entre 19 a 22 de novembro. Segundo a secretária, o evento pode receber a chamada “Política do Cuidado”, para oferecer o suporte necessário àquelas mulheres que trabalham enquanto a maioria festeja. 

 

“É cuidar de quem cuida, cuidar das mulheres que trabalham no carnaval: ambulantes, as mulheres que são cordeiras… e fazer todo o processo de acolhimento delas com alimentação, com massagem e entrega de equipamentos”, detalhou Camila, dizendo que a ideia também é implementar a nova política na Copa do Mundo Feminina.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Safra recorde de vários produtos e pecuária aquecida fizeram o PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária crescer 6,8% no segundo trimestre deste ano, em relação a igual período do ano passado.
O período de maio a junho registrou uma produtividade acima do que estava previsto nas lavouras e um mercado bastante aquecido no setor de carnes, principalmente na bovina.
O PIB do primeiro semestre soma 3,6%, e o dos últimos quatro trimestres, 6,2%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No setor de lavouras, soja e café são os destaques do trimestre. A produção total de grãos para este ano está estimada em 353 milhões de toneladas, segundo o IBGE. Desse volume, 93% são soja, milho e arroz.
Os dois últimos não estão cooperando muito com o PIB, uma vez que a produção de milho praticamente fica estável neste ano, e a de arroz cai.
Já o volume esperado para soja é de 175 milhões de toneladas, 5,3% a mais do que em 2025 e um patamar recorde. A oleaginosa puxa fortemente a atividade agrícola durante todo o ano, uma vez que o plantio ocorre nos últimos meses do ano e a colheita no primeiro semestre do período seguinte.
A produção de café também interferiu na evolução do PIB da agropecuária. Neste ano, o volume a ser produzido sobe para 3,96 milhões de toneladas, 15% a mais do que em igual período anterior. Esse volume é puxado pelo café arábica, que terá uma safra de 2,66 milhões de toneladas, 21% a mais do que em 2025, segundo o IBGE.
A produção de milho está em patamares elevados, mas não consegue superar a do ano passado. A segunda safra, a principal do setor, recua para 112 milhões de toneladas, 3,6% a menos do que em 2025.
A produção total do cereal no ano, incluindo a primeira safra, chegará a 142 milhões de toneladas. Cana-de-açúcar e laranja, que também têm colheitas no segundo trimestre, não se destacam neste ano.
Uma das grandes pressões de desaceleração do PIB é o trigo. Desincentivados pela baixa possibilidade de renda, os produtores reduziram a área de plantio, e a produção brasileira recua para 6,4 milhões de toneladas, 19% a menos do que foi no ano passado.
O PIB do próximo trimestre deve apontar os efeitos dessa redução. Já o sorgo surpreende. Pouco valorizado nos anos recentes, a área cresceu, e a produção brasileira já se aproxima da de trigo, somando 5,8 milhões de toneladas. Além de novos usos internos para o produto, a demanda externa cresce.
A pecuária elevou sua participação no indicador principal da economia brasileira, e o setor de bovinos é um dos responsáveis. No primeiro semestre deste ano, conforme dados ainda provisórios, o abate de bovinos subiu para 21 milhões de cabeças, 3,5% a mais do que no mesmo período do ano passado.
A produção de carne bovina foi a 5,4 milhões de toneladas equivalentes carcaça, 6% a mais do que a de janeiro a junho de 2025. Os abates de suínos e de frango tiveram evolução no segundo trimestre, mas com ritmo menor do que os de bovinos.
As negociações no setor de carne estiveram aquecidas, com destaque para a proteína bovina, devido a antecipações de compras em vários mercados. À medida que a cota de importação imposta pela China sobre a carne brasileira estava sendo preenchida, o mercado acelerou as compras para se livrar da tarifa extra de 55%, que entraria em vigor quando preenchido o patamar de 1,1 milhão de toneladas.
As barreiras colocadas pela União Europeia ao produto brasileiro, que deverão entrar em vigor nesta semana, também incentivaram o mercado europeu a fazer antecipações. Os Estados Unidos, após a redução das elevadas tarifas impostas ao produto brasileiro, também foram importantes para as exportações do primeiro semestre. Essa procura externa maior pela proteína brasileira acelerou as atividades no campo, impulsionando o PIB.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A Prefeitura de Itabuna, por meio da Sala do Empreendedor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), alerta micro e pequenas empresas sobre o prazo de adesão ao Simples Nacional em 2027. A medida sempre ocorria em janeiro, mas foi antecipada e ocorrerá de 1º a 30 de setembro em razão da reforma tributária e vale para empresas que ainda não fazem parte do regime.

A Resolução CGSN nº 186, de 9 de abril deste ano, incorporou ao sistema as regras relacionadas ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e alteração no calendário. O Simples Nacional é um regime simplificado de tributação destinado a empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

A atendente da Sala do Empreendedor, Priscila Nascimento, lembra que no atual exercício fiscal há dois calendários. O relativo a setembro para micro e pequenos que estão desenquadrados, em pagamento parcelado ou pagou o débito que deve buscar os serviços da Sala do Empreendedor para o enquadramento no Simples Nacional, a partir de janeiro de 2027. O outro, a antecipação aberta pela Resolução GCSN.

O diretor de Fomento à Indústria e Comércio da SDE, Luís Amaral, reforça a necessidade de adesão ao Simples Nacional do próximo exercício fiscal de micro e pequenas empresas.

“A Sala do Empreendedor pode contribuir fazendo consultas fiscais para verificar pendências e eventuais débitos junto aos governos municipal, estadual e federal, auxiliando a regularização com a emissão de guias de pagamento e orientações sobre parcelamentos de dívidas, principalmente com a Prefeitura de Itabuna, e gerais sobre os formatos do IBS e CBS. As consultas podem ser presenciais ou remotas (73) 99832-4924”, afirmou.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O Governo Federal enviou, nesta segunda-feira (31), ao Congresso Nacional proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. Entre pontos previstos estão o valor do salário mínimo de R$ 1.741, inflação de 3,6% e crescimento do produto interno bruto (PIB) de 2,46%. O aumento de R$ 120 do mínimo (hoje R$ 1.621) representa uma alta de quase 7,4% no valor nominal. O ganho será de 2,3 pontos percentuais acima da inflação projetada para este ano.

A LOA ainda apresenta as expectativas de arrecadação e a fixação de quanto o governo gastará em cada área. Conforme o texto, o Executivo prevê taxa básica de juros (Selic) em 12,53% e câmbio médio de R$ 5,22 para o dólar. Já o superávit primário, que é a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, deve ficar em R$ 18,6 bilhões, valor que representa pouco mais de 0,1% do PIB.

Pela Constituição Federal, a Lei Orçamentária Anual, que trata do Orçamento, deve ser entregue pelo Poder Executivo até 31 de agosto de cada ano, com a previsão de ser aprovada até dezembro. A proposta do Executivo para a Lei Orçamentária Anual de 2027 será examinada inicialmente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Depois, a matéria será apreciada pelo Congresso Nacional e seguirá para sanção do presidente Lula.

O Congresso Nacional ainda precisa votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/2026). A matéria deveria ter sido votada até o dia 17 de julho. Como não houve a votação, a tendência é que o texto seja analisado agora neste segundo semestre.

A LOA é o documento que estima receitas e fixa as despesas públicas para o ano seguinte. A lei busca garantir que o dinheiro arrecadado dos cidadãos seja aplicado de forma clara, planejada e responsável. Em outras palavras, determina a verba que será aplicada em áreas cruciais como saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura. Embora a iniciativa seja do Executivo, os parlamentares podem inserir mudanças no texto.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky