As inscrições para o edital Raízes da Bahia seguem abertas até a próxima segunda-feira (6). A iniciativa é executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e integra o projeto Bahia que Produz e Alimenta.

 

Segundo a CAR, o edital é voltado ao fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca e prevê investimentos de R$ 22,5 milhões para apoiar projetos nos territórios de identidade do Recôncavo, Baixo Sul, Litoral Norte e Agreste Baiano, Sudoeste Baiano, Costa do Descobrimento, Extremo Sul, Portal do Sertão e Vale do Jiquiriçá.

 

Podem participar associações, cooperativas, centrais da agricultura familiar e organizações de povos e comunidades tradicionais do campo. A chamada pública está dividida em três categorias: Inovação na Base Produtiva, Agregação de Valor e Apoio à Produção e Dinamização Econômica. De acordo com o edital, os investimentos podem chegar a R$ 1,85 milhão por proposta, conforme a categoria e os critérios estabelecidos.

 

COMO PARTICIPAR

As organizações interessadas devem realizar a inscrição por meio do Sistema de Manifestação de Interesse (SMI), disponível no portal da CAR. No mesmo endereço eletrônico também podem ser consultados o edital e os documentos necessários para participação.

 

Mais informações podem ser obtidas junto aos Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar (Setaf) ou pelos canais oficiais de atendimento da CAR.

 

EDITAL GALINHA CAIPIRA

Também seguem abertas, até o próximo dia 10 de julho, as inscrições para o edital Galinha Caipira da Bahia, que contará com investimento de R$ 25,6 milhões.

 

Ainda segundo a CAR, a niciativa vai selecionar e apoiar 50 organizações produtivas da agricultura familiar que atuam na criação de galinhas caipiras e na produção de ovos. Segundo o governo do Estado, o objetivo é fortalecer a atividade, incentivar a produção e ampliar a geração de renda no meio rural.

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O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), participou da inauguração da BA-649 ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, do senador Jaques Wagner (PT-BA), do ex-governador e ex-ministro da Casa Civil da Presidência da República, Rui Costa, e do secretário de Infraestrutura da Bahia, Saulo Pontes. A solenidade aconteceu na tarde desta sexta-feira, dia 3, com uma multidão.

Acompanhado da primeira-dama Andrea Castro, o prefeito disse que a nova rodovia é fundamental para organizar, ordenar e melhorar o fluxo de veículos que partem dos estados do Centro-Oeste brasilleiro e do Sudoeste e do Extremo-Sul baiano em direção às praias do litoral sul.

“É uma obra que se iniciou com a coragem do ex-governador Rui Costa e pela determinação do governador Jerônimo Rodrigues (PT)\que cumpriram promessas feitas à população de Itabuna e Ilhéus. Por isso, fiz um agradecimento em nome da nossa população. Ao prestigiar a entrega da BA-649, ao lado do governador, me sinto honrado porque o Governo do Estado tem sido um parceiro fundamental de Itabuna nos últimos anos”, comentou.

Com 18 quilômetros, a Rodovia Gabriela será liberada para tráfego de veículos no sentido Itabuna , enquanto a rodovia BR-415 – Jorge Amado – Ilhéus e Itabuna – continuará com o tráfego nos dois sentidos. A previsão é que a partir de outubro, quando será implantado o binário, as condições permaneçam iguais.

O secretário de Infraestrutura da Bahia e autor do projeto, o engenheiro itabunense Saulo Pontes, disse que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está licitando o contorno norte de Ilhéus, que terá um viaduto sobre a rodovia BR-415, nas proximidades da Ponte do Fundão, para ligação com a BR-262 – Ilhéus – Uruçuca, facilitando o tráfego de veículos para o futuro Porto Sul, o Porto Internacional do Malhado, Itacaré, Maraú e Baixo Sul.

Depois de descerrar as placas de inauguração na 1ª ponte da BA-649, em Itabuna, a comitiva do governador Jerônimo Rodrigues seguiu para a quarta ponte, próximo ao Banco da Vitória, em Ilhéus, onde aconteceu nova solenidade. As pontes Dona Flor e Jubiabá, ambas integrantes do novo sistema viário da BA-649, além das obras de melhoramento da capacidade da BA-963, que incluem duplicação, implantação de ciclofaixa e intervenções no trecho entre a BR-415 e a Avenida Juracy Magalhães, em Itabuna.

Também foi entregue a pavimentação do trecho que liga o entroncamento da BA-649 ao acesso à margem direita do Rio Cachoeira, ampliando a integração do sistema viário da região.
A programação teve ainda a assinatura da ordem de serviço para a pavimentação das vias de acesso ao novo Colégio Estadual do Bairro Santo Antônio, em Itabuna, obra que será executada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).

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Itabuna marcou presença no 2º Encontro de Municípios de Médio e Grande Porte, realizado entre os dias 29 de junho e 1º de julho, em Brasília (DF), reforçando o compromisso da gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) com a melhoria da educação pública e a garantia da alfabetização na idade certa.

O evento reuniu representantes de diversas regiões do país para discutir a execução de políticas públicas voltadas à alfabetização das crianças até o final do 2º ano do ensino fundamental, considerada uma prioridade nacional.

Representando o município, a equipe da Secretaria da Educação participou ativamente das discussões estratégicas. Para o vice-prefeito e secretário municipal de Educação, professor Josué Brandão Júnior, a participação de Itabuna reafirma o compromisso da gestão com resultados concretos.

“Estamos trabalhando com responsabilidade e planejamento para garantir que nossas crianças tenham acesso a uma educação de qualidade. Participar desse encontro é fundamental para alinhar nossas ações às melhores práticas do país”, destacou.

A diretora do Departamento de Ensino Básico (DEB), Lílian Lima, ressaltou que o município segue avançando na consolidação das políticas educacionais.

“Seguimos fortalecendo a formação dos professores, o acompanhamento das aprendizagens e a implantação e execução de ações que garantam resultados reais nas salas de aula”, afirmou.

A participação no encontro reforça o compromisso do prefeito Augusto Castro em investir na educação como ferramenta de transformação social, garantindo mais oportunidades para as crianças.

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Um homem foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo durante a Operação Parasita, deflagrada nesta quinta-feira (2) pelo Ministério Público da Bahia para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao Hospital Geral de Eunápolis (HGE). Além da prisão, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

De acordo com o Ministério Público, as investigações apontam a atuação de uma suposta associação criminosa que teria desviado recursos por meio de fraudes em contratos, emissão de notas fiscais com valores superfaturados, apropriação ilícita de verbas públicas e possível ocultação da origem do dinheiro obtido ilegalmente. Os nomes dos investigados não foram divulgados porque o procedimento tramita sob segredo de Justiça.

Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam notebooks, celulares, um tablet e diversos documentos que poderão reforçar a apuração e ajudar na identificação de outros envolvidos. Segundo o MP, a análise desse material poderá resultar na adoção de novas medidas judiciais.

O homem preso em flagrante foi localizado durante as buscas e autuado por porte ilegal de arma de fogo. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

PREFEITURA SE MANIFESTA

Em nota, a Prefeitura de Eunápolis afirmou que a administração municipal e seus atuais agentes públicos não são alvo da operação. O município informou que tomou conhecimento da ação por meio da imprensa e destacou que não recebeu comunicação oficial sobre a investigação, que tramita em segredo de Justiça.

A gestão municipal também reafirmou compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos. A Prefeitura acrescentou que permanece à disposição das autoridades para prestar informações e colaborar com as investigações, caso seja formalmente solicitada.

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Além da busca pela vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira terá outra missão no próximo domingo (5): quebrar um tabu histórico contra a Noruega. O adversário das oitavas de final foi definido na última terça-feira (30), após a vitória norueguesa sobre a Costa do Marfim.

 

Brasil e Noruega se enfrentam às 17h, no horário de Brasília, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Será o quinto confronto entre as seleções. Nos quatro jogos anteriores, a Seleção Brasileira nunca venceu: foram dois empates e duas derrotas.

 

O primeiro encontro aconteceu em 1988, em amistoso disputado no Ullevaal Stadion, em Oslo. A partida terminou empatada em 1 a 1. A Noruega abriu o placar com Jan Åge Fjørtoft, e o Brasil buscou o empate com Edmar. A Seleção era comandada por Carlos Alberto Silva e tinha nomes como Taffarel, Ricardo Gomes, Romário, Jorginho, Andrade e Careca.

 

O segundo duelo veio em 1997, na Inglaterra, em jogo preparatório para a Copa do Mundo do ano seguinte. O Brasil, treinado por Zagallo, perdeu por 4 a 2. Petter Rudi, Tore André Flo, duas vezes, e Egil Østenstad marcaram para os noruegueses. Djalminha e Romário fizeram os gols brasileiros.

 

Naquela partida, a Seleção também contava com jogadores como Taffarel, Cafu, Roberto Carlos, Dunga e Ronaldo. O amistoso foi disputado no Stephen Lodge, diante de pouco mais de 25 mil torcedores.

 

O capítulo mais lembrado do retrospecto aconteceu no ano seguinte, na Copa do Mundo de 1998. Brasil e Noruega se encontraram pela fase de grupos, no Stade Vélodrome, em Marselha, na França. A Seleção Brasileira já estava classificada, mas foi derrotada por 2 a 1.

 

Bebeto abriu o placar para o Brasil no segundo tempo. A Noruega virou nos minutos finais, com gols de Tore André Flo e Kjetil Rekdal, de pênalti. Aquele time brasileiro tinha Taffarel, Cafu, Roberto Carlos, Dunga, Rivaldo e Ronaldo. Mesmo com a derrota, o Brasil terminou na liderança do grupo e avançou até a final daquela Copa.

 

O último encontro entre as seleções aconteceu em 2006, no primeiro amistoso do Brasil após a eliminação para a França na Copa do Mundo da Alemanha. Já sob o comando de Dunga, a Seleção empatou por 1 a 1 com os noruegueses, novamente no Ullevaal Stadion, em Oslo. Daniel Carvalho marcou para o Brasil, enquanto Morten Gamst Pedersen fez o gol da Noruega.

 

Agora, 20 anos depois do último duelo, as equipes voltam a ficar frente a frente em um contexto eliminatório. O Brasil chega às oitavas após vencer o Japão por 2 a 1, de virada, na fase de 16 avos de final. A Noruega avançou ao superar a Costa do Marfim pelo mesmo placar.

 

A seleção norueguesa tem como principais nomes Erling Haaland, autor do gol decisivo contra os marfinenses, e Martin Ødegaard, capitão e referência técnica da equipe. 

 

Veja o retrospecto de Brasil x Noruega abaixo:

  • 28/07/1988 – Noruega 1 x 1 Brasil – Amistoso
  • 30/05/1997 – Noruega 4 x 2 Brasil – Amistoso
  • 23/06/1998 – Brasil 1 x 2 Noruega – Copa do Mundo
  • 16/08/2006 – Noruega 1 x 1 Brasil – Amistoso
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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer, dará início neste domingo, dia 5 de julho, à 25ª edição do Campeonato Interbairros de Futebol, considerado o maior campeonato de futebol amador do Sul da Bahia.

São patrocinadores, a Dura Gás e a Associação de Fomento Social (A.F.S) que serão responsáveis pelas premiações do Campeonato Interbairros de Futebol, que são responsáveis pela premiação prevista de R$47 mil para as equipes e atletas vencedores.

A competição reunirá 36 seleções, representando diversos bairros do município, em uma disputa que promete grandes jogos, emoção e forte participação da comunidade. Ao longo da competição, centenas de atletas entrarão em campo levando o espírito esportivo, a paixão pelo futebol e o orgulho de representar suas comunidades.

Mais do que uma competição, o Campeonato Interbairros é uma importante ferramenta de integração social, incentivo à prática esportiva e valorização dos talentos locais. A cada edição, o torneio fortalece os laços entre os bairros, movimenta o esporte amador e atrai milhares de torcedores aos campos da cidade.

Chegar à 25ª edição representa um marco na história do esporte itabunense, consolidando o Campeonato Interbairros como uma das mais tradicionais competições de futebol amador da Bahia. Uma novidade nesta edição Boda de Prata é a criação de um site onde dirigentes, atletas, mídia e torcedores poderão acompanhar notícias em tempo real. (_Veja link no final do texto_).

O evento reafirma o compromisso da Prefeitura de Itabuna e da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, na gestão do prefeito Augusto Castro (PSD), com o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao esporte, ao lazer e à inclusão social.
O secretário municipal de Esportes e Lazer, José Alcântara Pellegrini, afirma que o Interbairros promove a integração e a interação entre os diversos bairros da cidade e os desportistas. “A festa envolve mais de cinco mil pessoas a cada rodada fomentando a economia formal e informal e fazendo a alegria da cidade”, disse.
A expectativa é de mais uma edição marcada pelo equilíbrio entre as equipes, pela competitividade dentro das quatro linhas e, principalmente, pelo espírito de união e confraternização que fazem do Campeonato Interbairros um patrimônio esportivo da cidade.
Antes da rodada inaugural, haverá um encontro com dirigentes na sexta-feira, dia 3, às 18 horas, na Secretaria de Esportes e Lazer. A abertura da competição contará com seis partidas, distribuídas em quatro campos da cidade:
* Campo do CAIC – 9h: Califórnia x João Soares;
* Campo da CEPLAC – 9h: CEPLAC x Parque Santa Clara;
* Campo Daniel Gomes – 9h: Daniel Gomes x Ribeirão Seco;
* Campo São Pedro – 10h: Vila Zara x Novo Fonseca;
* Campo do Lomanto – 9h30min: Nova Itabuna x Bananeira;
* Campo do Lomanto – 11h30min: Nova Mangabinha x Jorge Amado.

A expectativa é de uma grande participação do público na rodada de abertura, celebrando o início de mais uma edição de uma competição que já faz parte da história do esporte itabunense.

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Após quase cinco anos de obras, a BA-649 será inaugurada nesta sexta-feira (3) pelo governador Jerônimo Rodrigues em atos na ponte 1, em Itabuna, e ponte 4, em Ilhéus, a partir das 15h. A nova ligação Itabuna-Ilhéus tem extensão de 17,9 quilômetros e será desafogo e viagem mais rápida para quem parte da região do São Caetano e Conceição em direção a Ilhéus.

A rodovia terá tráfego permitido somente no sentido Ilhéus e Itabuna e será interligada à BR-415 através de quatro pontes, duas delas já concluídas. A ideia inicial é que o tráfego entre as duas cidades seja em sistema binário, com ida para Ilhéus pela BA-649 e sentido Itabuna apenas pela 415, mas há reações (reveja aqui).

Será a entrega da primeira etapa do sistema viário. As pontes 2, no Salobrinho, e 3, na região da Vila Cachoeira e proximidades do IFBA, deverão ser entregues em setembro, segundo o governo. As obras do sistema viário da margem esquerda do Cachoeira em Itabuna também precisarão de mais prazo para sua conclusão, pois o atraso na imissão de posse de terreno na BR-415 afetou o cronograma de conclusão do viaduto da ponte 1.

OBRA EXCLUI CICLISTAS EM TRECHO ITABUNENSE

Hoje, também serão inauguradas a duplicação de 2,3 km do acesso a Itabuna, na BA-963, que fica na margem esquerda do Rio Cachoeira, e a implantação dos 5,1 km do acesso a Itabuna, que faz ligação com o entroncamento da BA-649, na margem direita do Rio Cachoeira.

Apesar de gastos R$ 17 milhões, a obra dos 2,3 quilômetros do acesso a Itabuna pela 963 não tem ciclovia ou ciclofaixa no trecho que vai da Churrascaria Los Pampas até a primeira ponte.

A região excluída da opção de mobilidade concentra três atacadões e dois condomínios de luxo para os quais centenas de trabalhadores utilizam a bicicleta como meio de transporte.

FICOU MAIS CARA

Anunciada em 2021 ao valor de pouco mais de R$ 190 milhões, a obra terá custo total de aproximadamente R$ 300 milhões, segundo o governo baiano. O custo se deve, conforme o governo, ao aumento nos insumos no periodo, principalmente no período pandêmico da Covid, e a inclusão de viários e obras de integração com a nova rodovia.

SISTEMA BINÁRIO

De acordo com o governo estadual, a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) já está fazendo o monitoramento e as devidas ações, como a presença de policiais e a sinalização nos locais, para orientar aos usuários no tráfego na BA-649, que, desde o início do ano passado, era utilizada nos dois sentidos para quem trafegava pela rodovia.

“Em relação a questão de estudos sobre os impactos da mudança na rotina dos usuários da via, as audiências públicas foram realizadas preliminarmente nas cidades de Itabuna e Ilhéus, em locais como a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), quando houve a época de discussão do projeto pelo Governo Federal, que desistiu de aplicar recursos em 2021”.

O projeto de implantação da BA-649 também incluiu ciclovia e acostamento para facilitar a mobilidade urbana de ambos os municípios de Litoral Sul baiano, além das duas faixas para veículos.

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Um total de 52 anos, nove meses e 16 dias, esse é o tempo que o brasileiro passa conectado à internet durante a vida. Considerando que a expectativa de vida média é de 76 anos no país, isso significa que ele fica 70% do tempo de sua existência conectado à rede.
As informações são de uma pesquisa realizada em abril deste ano pela NordVPN, aplicativo de privacidade e segurança digital. A empresa já havia realizado o mesmo levantamento em 2022, e o tempo médio dos brasileiros na internet era de 41 anos, três meses e 13 dias —ou seja, em quatro anos, o aumento de conexão foi de mais de 11 anos. Outro fator novo nessa equação é a inserção da IA (Inteligência Artificial) no cotidiano da população.
Das 116 horas semanais que o cidadão passa conectado à internet, aproximadamente 42 horas dessa atividade estão associadas ao consumo de entretenimento, aponta o estudo.
Além do tempo dedicado a chats de IA, 32% dos entrevistados afirmaram já considerar que essas ferramentas fazem parte de sua rotina, e 42% disseram que a tecnologia melhorou sua experiência online.
Gabriel Souza, 34, diz que as plataformas de IA têm ajudado a resolver tarefas do dia a dia, facilitado buscas em sites e auxiliado a acompanhar a evolução em sua rotina de atividades físicas. “Neste ano, fiz a declaração do Imposto de Renda com auxílio da IA, e ela foi me ajudando a tirar dúvidas, lançar gastos e categorizar as informações”, diz. Os robôs também se tornaram aliados nas atividades físicas, afirma, para calibrar treinos.
Diogo Cortiz, professor de IA na PUC-SP e doutor em antropologia digital pela Universidade Sorbonne, diz que a IA passou a integrar o entretenimento do brasileiro em razão da evolução de sua linguagem. Segundo ele, as pessoas conversam com a IA como se estivessem diante de uma pessoa, e com a possibilidade de interagir em português e de usar comandos de voz para falar e para ouvir a tecnologia tornam essa interação mais natural.
“Se a pessoa tem uma dúvida sobre algo, ela pode ir ao Google, mas a busca tende a ser mais demorada, já as pesquisas feitas com IA trazem a informação de forma resumida. Além disso, há um fator muito importante, que é o diálogo, a pessoa pode fazer uma pergunta adicional, e o que é uma dúvida simples se transforma em uma conversa”, diz Cortiz.
De acordo com o professor, isso muda radicalmente a forma como as pessoas buscam informação, produzem conteúdo e até resolvem problemas cotidianos. “Preciso pedir um aumento ao meu chefe, como faço essa primeira abordagem? Vamos para a tecnologia. Briguei com meu cônjuge, como conduzo essa situação agora? A IA também responde”, afirma.
Para Marijus Briedis, diretor de tecnologia da NordVPN, a abordagem sobre segurança precisa evoluir. O estudo mostra que 82% dos brasileiros já divulgaram seu nome completo online, 78% compartilharam sua data de nascimento e 63% forneceram seu endereço residencial a diferentes plataformas digitais.
“Proteger-se já não significa apenas criar senhas fortes, mas sim compreender como nossos dados são coletados, utilizados e processados pelos sistemas de IA com os quais interagimos todos os dias”, diz Briedis.
Segundo Cortiz, as redes sociais coletam informações por meio de sinais comportamentais —como curtidas em postagens sobre determinado assunto, vídeos compartilhados ou comentários— mas, no campo da IA, essas informações se tornam muito mais evidentes.
“Estamos falando de informações explícitas pois hoje posso dizer a tecnologia, por exemplo, que estou triste por tal motivo. Ou seja, estou compartilhando toda a minha intimidade, e a partir disso a IA consegue entender muito melhor meu perfil”, afirma Cortiz.
O docente diz que isso se torna uma verdadeira mina de ouro para as empresas coletarem dados.
De acordo com a pesquisa, 37% dos brasileiros entrevistados afirmam temer que seus dados pessoais já estejam disponíveis online sem que saibam. Além disso, 21% dizem já ter compartilhado informações pessoais online e se arrependido depois.
Andreia Schmidt, professora de psicologia da USP e conselheira da SBP (Sociedade Brasileira de Psicologia), afirma que a pandemia teve um efeito importante na forma como as pessoas passaram a confiar seus dados a ferramentas online e também no tempo que permanecem conectadas. Segundo a especialista, o conforto e a praticidade proporcionados pelo mundo digital fazem com que esse tempo de conexão seja cada vez maior.
“Essas ferramentas resolvem questionamentos em segundos e tarefas do cotidiano a partir de um único comando, algo impensável há poucos anos”, diz Schmidt.
A especialista pondera que o excesso de tempo online pode ser preocupante. “Os seres humanos evoluíram de forma a necessitar de contato social para desenvolver habilidades cruciais ao atendimento das demandas sociais. Em um mundo em que crianças e adultos passam horas diante de uma tela de celular ou de TV, o desenvolvimento dessas habilidades é muito prejudicado” afirma.
Schmidt diz que é necessário questionar como uma geração de crianças vai lidar com as demandas sociais do mundo não virtual, e como adultos que passam horas em frente a uma tela vão conseguir oferecer a elas o ambiente social necessário para desenvolver essas habilidades. Segundo a psicóloga, ainda não há respostas para essas perguntas, já que as mudanças estão em curso.
A especialista afirma que a questão central não está na quantidade de tempo que as pessoas passam com os chatbots, mas na qualidade. “Em um mundo em que as pessoas estão cada vez mais distantes umas das outras, afinal, passar mais de oito horas por dia diante de uma tela é um fator de afastamento social, a questão que se coloca é se esse contato com a tecnologia pode imitar relacionamentos humanos, ou se representa uma distração perigosa em relação a conexões genuínas”, afirma Schmidt.

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Embora o Brasil celebre oficialmente sua Independência em 7 de setembro de 1822, é no 2 de julho de 1823 que a Bahia comemora a vitória definitiva sobre as tropas portuguesas e a consolidação da emancipação brasileira. A data marca a expulsão das últimas forças militares da Coroa portuguesa de Salvador e representa um dos episódios mais importantes da história nacional, resultado da mobilização de soldados, voluntários, mulheres, negros, indígenas, camponeses e lideranças populares que lutaram pela soberania do país.

Para os baianos, o 2 de Julho não é apenas uma efeméride regional. É o momento em que a Independência deixou de ser uma declaração política para se tornar uma realidade concreta. Sem a vitória conquistada na Bahia, muitos historiadores sustentam que a separação do Brasil de Portugal poderia ter sido revertida ou permanecer restrita ao plano diplomático.

Quando Dom Pedro proclamou a Independência às margens do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822, Portugal ainda mantinha forte presença militar em diversas regiões do território brasileiro. A Bahia era o principal foco de resistência portuguesa. Salvador permanecia ocupada por tropas fiéis a Lisboa, que buscavam restaurar o controle colonial sobre o país.

A resposta veio da própria população baiana. Em cidades do Recôncavo, como Cachoeira, Santo Amaro, Maragogipe e São Félix, iniciou-se uma ampla mobilização cívica e militar. Proprietários rurais, comerciantes, trabalhadores, religiosos, escravizados libertos, indígenas e milhares de voluntários uniram forças para enfrentar um dos exércitos mais experientes da época.

Durante meses, a guerra transformou o Recôncavo Baiano em um verdadeiro campo de batalha. O conflito exigiu enorme capacidade de organização e revelou um profundo sentimento de identidade nacional que ia muito além da elite política do Rio de Janeiro.

A guerra que consolidou a Independência

Entre 1822 e 1823, ocorreram combates decisivos em diversas localidades da Bahia. Um dos mais importantes foi a Batalha de Pirajá, travada em novembro de 1822.

O confronto tornou-se lendário não apenas pela vitória brasileira, mas também pelo episódio em que o corneteiro Luís Lopes teria tocado, por iniciativa própria, o sinal de “cavalaria, avançar”, em vez da retirada ordenada. O gesto confundiu as tropas portuguesas, fortaleceu o moral dos combatentes brasileiros e contribuiu para uma vitória estratégica que enfraqueceu decisivamente o inimigo.

Ao longo dos meses seguintes, o cerco às forças portuguesas foi se intensificando, até que, em 2 de julho de 1823, os soldados portugueses deixaram Salvador por mar, encerrando definitivamente sua presença militar na Bahia.

Foi nesse momento que milhares de pessoas entraram triunfalmente na capital baiana, celebrando uma vitória construída com enorme participação popular.

Maria Quitéria, símbolo da coragem brasileira

Entre os grandes nomes do 2 de Julho destaca-se Maria Quitéria de Jesus, considerada a primeira mulher a integrar oficialmente uma unidade militar brasileira.

Nascida em Feira de Santana, Maria Quitéria precisou desafiar as convenções sociais de sua época. Disfarçada de homem, conseguiu alistar-se nas tropas brasileiras para lutar contra os portugueses. Quando sua identidade foi descoberta, seu talento militar e sua coragem fizeram com que permanecesse nas fileiras do Exército.

Ela participou de diversos combates e destacou-se pela disciplina, bravura e liderança. Seu desempenho foi reconhecido pelo próprio imperador Dom Pedro I, que lhe concedeu a Imperial Ordem do Cruzeiro.

Hoje, Maria Quitéria é celebrada como uma das maiores heroínas da história do Brasil e um símbolo da participação feminina na construção da Independência nacional.

Maria Felipa, a heroína negra da Ilha de Itaparica

Outra personagem fundamental é Maria Felipa de Oliveira, pescadora, marisqueira e mulher negra que liderou grupos de combatentes na Ilha de Itaparica.

Segundo a tradição histórica preservada na Bahia, Maria Felipa organizou dezenas de mulheres e homens para resistir ao avanço das tropas portuguesas. Em diversas ações, seu grupo incendiou embarcações inimigas e enfrentou soldados portugueses utilizando tanto estratégias militares quanto táticas de guerrilha.

Sua atuação tornou-se um dos maiores símbolos da participação da população negra na luta pela Independência.

Durante muito tempo sua história permaneceu invisibilizada pela historiografia tradicional. Nas últimas décadas, porém, Maria Felipa passou a ocupar o lugar que lhe pertence entre as grandes heroínas brasileiras.

Joana Angélica, o martírio pela liberdade

A religiosa Joana Angélica de Jesus, abadessa do Convento da Lapa, tornou-se uma das primeiras mártires da Independência.

Em fevereiro de 1822, tropas portuguesas tentaram invadir o convento em busca de patriotas brasileiros.

Joana Angélica colocou-se diante da entrada do mosteiro para impedir a invasão e acabou sendo morta pelos soldados.

Seu sacrifício comoveu profundamente a população baiana e fortaleceu o sentimento de resistência contra a dominação portuguesa.

Sua memória permanece viva como símbolo de coragem, dignidade e compromisso com a liberdade.

O papel decisivo dos negros e indígenas

A Independência na Bahia jamais poderia ser compreendida sem reconhecer o protagonismo das populações negras e indígenas.

Milhares de homens negros, muitos deles libertos ou ainda escravizados, integraram batalhões patrióticos. Também comunidades indígenas participaram dos combates, conhecendo profundamente o território e oferecendo apoio estratégico às forças brasileiras.

A guerra pela Independência foi, em grande medida, uma mobilização popular. Não foi apenas uma disputa entre governos, mas uma luta coletiva pela construção de uma nação soberana.

O Caboclo: símbolo do povo vencedor

Uma das características mais marcantes das comemorações do 2 de Julho é a presença do Caboclo e da Cabocla, carros emblemáticos que representam o povo brasileiro vencedor.

Ao contrário das celebrações centradas exclusivamente em figuras da elite política ou militar, o desfile baiano homenageia o povo miscigenado que construiu a Independência.

O Caboclo tornou-se um poderoso símbolo da identidade nacional, da resistência popular e da vitória daqueles que lutaram diretamente nos campos de batalha.

Todos os anos, milhares de pessoas acompanham o cortejo cívico que percorre as ruas de Salvador, renovando a memória dessa conquista histórica.

Uma festa popular e democrática

O 2 de Julho é celebrado com desfiles cívicos, apresentações culturais, manifestações populares e homenagens aos combatentes da Independência.

Mais do que recordar o passado, a data reafirma valores como soberania nacional, democracia, participação popular e defesa da liberdade.

Ao longo de dois séculos, a celebração transformou-se em um patrimônio cultural da Bahia e em uma referência para todo o Brasil.

A Independência que se tornou realidade

O historiador baiano Ubiratan Castro de Araújo costumava afirmar que a Independência brasileira foi um processo, e não um único acontecimento. Sob essa perspectiva, o 7 de Setembro representa a ruptura política com Portugal, enquanto o 2 de Julho simboliza a vitória militar e popular que garantiu a existência efetiva do Brasil como país independente.

Por isso, muitos baianos costumam dizer, com orgulho, que a Independência começou no Ipiranga, mas foi conquistada de fato na Bahia.

Ao celebrar o 2 de Julho, a Bahia presta homenagem não apenas aos grandes líderes militares, mas sobretudo aos homens e mulheres comuns que transformaram coragem em liberdade. Maria Quitéria, Maria Felipa, Joana Angélica, os combatentes negros, indígenas, sertanejos, pescadores, artesãos e milhares de voluntários anônimos escreveram uma das páginas mais gloriosas da história brasileira.

É uma memória que ultrapassa as fronteiras baianas e pertence a todo o país, lembrando que a construção da soberania nacional foi obra de um povo disposto a lutar por sua liberdade.

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Com a participação de representantes de cada um dos segmentos da Feira do São Caetano, a Prefeitura de Itabuna iniciou pelos açougues e peixarias a setorização e individualização dos 208 boxes do novo equipamento construído pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER), e entregue à gestão municipal no dia 25 de junho.

Pelo cronograma desta fase que deve se encerrar na próxima segunda-feira, dia 6, nesta quarta-feira dia 1º de julho, às 9 horas, a representação do segmento de restaurantes e lanchonetes vai definir sua localização enquanto às 15 horas será a vez do segmento Diversos e Variedades.NNa sexta-feira, 3, às 9 horas Merceraria e na próxima segunda-feira, dia 6, às 9 horas, o segmento Verduras e Hortifruti.

A partir da setorialização e individualização a Prefeitura, através da Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SESOP), vai emitir o Termo de Entrega e Posse dos boxes aos feirantes que poderão pedir as ligações individuais para o fornecimento de água tratada à Empresa Municipal de Águas e Saneamento (EMASA) com as contas de consumo até dezembro sob a responsabilidade do município, de acordo compromisso firmado com o prefeito Augusto Castro (PSD), e de energia elétrica à Neoenergia Coelba, que precisa calcular a carga necessária e instalar dois transformadores.

O secretário de Segurança e Ordem Pública, Roberto José da Silva, disse que a espacialização dos 4 mil metros quadrados de área construída tem o objetivo de ordenar e organizar para concentrar os feirantes por atividade econômica e facilitar a vida dos consumidores e do público que frequenta a Feira do São Caetano. “Fizemos encontros anteriores à entrega da obra para definir o atual estágio. Agora, com os representantes dos segmentos, estamos preparando a individualização”, disse.

Acompanhado do secretário de Relações Institucionais, Rosivaldo Pinheiro, representantes dos feirantes e de técnicos da SESOP, o secretário Roberto José orientou aqueles que ainda não entregaram a documentação ou ainda faltam complementar dados documentais para que o façam o mais rápido possível. “Precisamos agilizar a emissão do Termo de Entrega e Posse dos boxes, as ligações de água e energia elétrica”, acrescentou.

Para o feirante Evandro José dos Santos, representante dos comerciantes de açougue e peixarias, os 40 boxes destinados ao segmento estarão logo ocupados. “É um recomeço, depois da espera de 3,5 anos. Esperamos que o espaço interno dos boxes seja compatível com as exigências da Portaria nº 304 do Ministério da Agricultura e Pecuária quanto à fiscalização sanitária e comércio de carnes no Brasil e estabelece normas de segurança para o processamento, refrigeração e distribuição de carnes que é que a gente segue na feira”, comentou.

“Vamos ter que nos adaptar às condições físicas para cumprir a Portaria, retomar nosso trabalho e voltar a ter nossos clientes até porque muitos feirantes deste setor sofreram bastante, adoeceram e alguns estão endividados juntos aos fornecedores, mas há esperança renovada. Agora, é vida nova e bola para a frente e há muito otimismo na recuperação”, concluiu.

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Três a cada cinco estabelecimentos prisionais brasileiros (66,7%) operam com ocupação superior a 100% de sua capacidade enquanto um quarto (28%) tem lotação acima de 137,5%, patamar e superlotação considerado crítico.
Em alguns casos, a população encarcerada ultrapassa quatro vezes o número de vagas disponíveis na unidade prisional, como no Presídio de Salgueiro (PE), onde a taxa de ocupação é de 425,2%, com 859 presos para 202 vagas, ou na Cadeia Pública de Queimadas (PB), com 411,1%.
Os dados inéditos fazem parte do primeiro diagnóstico nacional sobre a habitabilidade do sistema prisional, realizado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a partir de uma metodologia padronizada de inspeções judiciais conduzidas por 996 magistrados em 1.738 unidades prisionais do país a partir de outubro de 2025.
Inspecionar periodicamente estabelecimentos prisionais é atribuição de juízes de execução penal desde a lei de 1984. Eles devem adotar providências para que as unidades permitam o cumprimento adequado das penas. Com o 1º Mutirão Nacional de Habitabilidade Prisional, o CNJ buscou transformar visitas isoladas em um retrato nacional das condições de funcionamento das prisões.
“Não tínhamos um apanhado sistematizado da precariedade com que esses equipamentos funcionam. Havia impressões individuais. Agora temos um diagnóstico organizado, construído a partir de uma metodologia científica”, afirma o juiz Luís Lanfred, coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ.
Para ele, a relevância do estudo vai além da dimensão dos direitos humanos. “A fórmula do ‘quanto pior, melhor’ têm impacto direto sobre a segurança pública porque precariza esses espaços, e o Estado deixa de exercer sua presença e organizações criminosas assumem o controle desses territórios”, afirma. “A segurança pública que se busca nas ruas começa dentro dos estabelecimentos prisionais.”
A avaliação converge com a história recente do sistema prisional brasileiro. As duas maiores facções do país, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho, surgiram em estabelecimentos prisionais e até hoje mantêm parte de suas lideranças atuando a partir das cadeias, assim como organizações criminosas regionais.
Segundo o relatório, estabelecimentos em superlotação elevada demandam “resposta imediata, tanto pela dimensão do risco quanto pelo efeito cascata sobre os demais componentes de habitabilidade (água, higiene, alimentação, saúde, controle de vetores e segurança)”.
Mas o cenário revelado pelos dados vai além da superlotação. Mais de 80% das unidades não possuem alvará de funcionamento; quatro em cada dez operam sem laudo do Corpo de Bombeiros e um quinto não dispõe de extintores. Apenas um terço oferece acesso pleno à água para consumo e menos de 11% mantêm controle sanitário regular da alimentação oferecida. A higiene das unidades foi considerada boa em menos de 20% dos estabelecimentos. Em 44 unidades, pessoas estão presas em celas metálicas ou contêineres.
“Não estamos falando apenas de padrões mínimos de dignidade. Estamos falando de requisitos elementares para que qualquer equipamento público funcione com segurança. Quando o Estado falha nisso, perde capacidade de governança sobre esses espaços”, afirma Lanfredi.
O relatório do mutirão conclui que a combinação entre superlotação, precariedade estrutural e falta de regularização técnica compromete a custódia das pessoas presas e as condições de trabalho de policiais penais e servidores. Além disso, fragiliza a capacidade do Estado de exercer controle sobre os estabelecimentos.
O levantamento é parte do plano Pena Justa, formulado após o STF (Supremo Tribunal Federal) reconhecer a existência de um estado de coisas inconstitucional no sistema prisional brasileiro.
A expectativa é que o relatório sirva de base para a elaboração de planos estaduais de manutenção e adequação das unidades, com metas para que se chegue a condições mínimas de habitabilidade.
Parte do desafio pode estar na naturalização das precariedades e insalubridades das unidades prisionais brasileiras. Também pesa o desinteresse de parte dos magistrados responsáveis por seu monitoramento, o que se reflete na qualidade do preenchimento dos formulários da nova metodologia. Itens que não eram considerados obrigatórios ficaram em branco em até 35% dos casos.
No Ceará, a juíza Kathleen Nicola Kilian, colaboradora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça, afirma que a principal mudança foi a adoção de inspeções temáticas, capazes de produzir informações mais precisas sobre diferentes aspectos da vida nas prisões.
“Antes havia um formulário mais genérico. Hoje trabalhamos com instrumentos específicos para habitabilidade, saúde, segurança e outros temas. Isso permite identificar problemas concretos, fundamentar decisões judiciais e cobrar providências dos órgãos responsáveis”, afirma.
Segundo ela, a nova metodologia também amplia a capacidade de fiscalização dos magistrados. Durante as visitas, os juízes passaram a utilizar instrumentos para verificar, por exemplo, a temperatura e o peso da alimentação servida. Também entrevistam presos, servidores e gestores e registram evidências documentais e fotográficas.
Para Lanfredi, o levantamento marca uma mudança de enfoque na política prisional. “Durante muito tempo nos acostumamos a tratar essas condições como naturais. O diagnóstico mostra que elas são resultados da desorganização do Estado. Se quisermos enfrentar o crime organizado de forma consistente, será preciso recuperar a presença estatal dentro das prisões, não apenas restringindo a liberdade, mas fazendo esses estabelecimentos funcionar como determina a lei.”

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A Noruega está nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Num duelo equilibrado, a seleção nórdica venceu a Costa do Marfim por 2 a 1, nesta terça-feira (30), em Arlington, no Texas, e garantiu vaga para enfrentar o Brasil na próxima fase do torneio.

Os africanos chegaram a equilibrar a partida, mas não conseguiram evitar a eliminação diante de uma equipe mais eficiente nas oportunidades criadas.

Com o resultado, a Noruega mantém viva a campanha no Mundial e terá pela frente um dos confrontos mais aguardados das oitavas de final, diante da seleção brasileira, classificada após derrotar o Japão. O jogo será no domingo (5), às 17h, em Nova Jersey.

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