No cenário da saúde pública, existem instituições importantes — e existem aquelas que são vitais. O Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, instituição administrada pela Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (FASI), consolida-se diariamente como o pilar essencial da assistência para Itabuna e toda a região sul da Bahia.

Com a missão permanente de salvar vidas, o HBLEM vai além de uma estrutura moderna: é o espaço onde o desespero encontra a competência e a dor encontra acolhimento. Os números traduzem essa grandeza. Somente em 2025, o Hospital de Base realizou mais de 4.500 cirurgias, impactando diretamente milhares de pacientes e famílias, por meio de procedimentos eletivos e, principalmente, de urgência e emergência.

Em 2026, o ritmo intenso se mantém: apenas em janeiro, foram registradas aproximadamente 335 cirurgias, uma média de 10 procedimentos por dia, sustentados pela eficiência da estrutura e pela dedicação de uma equipe altamente qualificada.

“Esse resultado é fruto de planejamento, integração das equipes e foco na segurança do paciente”, afirmou o diretor técnico-médico da FASI, Paulo Medauar. O grande diferencial da unidade está na capacidade de resposta imediata.

Como hospital de porta aberta, o HBLEM opera com a lógica de que cada segundo importa, contando com equipe médica especializada 24 horas, incluindo Anestesiologia, Clínica Geral, Neurocirurgia, Ortopedia, Buco Maxilo Facial, Urologia, Cirurgia Geral e Vascular. Pacientes graves são avaliados e encaminhados ao centro cirúrgico em poucos minutos — um fluxo que efetivamente salva vidas.

Excelência que Ensina e Inspira – Além de ser uma referência assistencial no Estado da Bahia, o Hospital de Base orgulha-se de ser uma referência na educação em saúde. “Somos um polo formador regional de profissionais da saúde. Aqui, ensino e cuidado caminham juntos”, declarou o supervisor médico, Fernando Alves Jr.

Considerado como Hospital-Escola, a qualidade do corpo clínico transborda para o ensino, formando profissionais que já se destacam nos cenários mais competitivos do Brasil.

“Neste ano, celebramos o sucesso de nossos médicos residentes. Isabela Araújo de Melo, que conquistou o 1º lugar na especialização de cirurgia pediátrica no Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em São Paulo, e Ivan César Gusmão de Oliveira Filho, que conquistou o 2º lugar na especialização em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário Professor Edgard Santos – HUPES/UFBA. Resultados que provam: aqui se faz ciência com o coração.”, declarou o diretor-presidente da FASI, Roberto Pacheco Jr.

“O Hospital de Base de Itabuna segue firme em sua trajetória que o consolidou como o Gigante da Bahia, onde ser referência não é apenas um título, mas uma responsabilidade renovada a cada plantão. Hospital de Base de Itabuna: nossa missão é a vida”, finaliza.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O Mounjaro, que auxilia pacientes no controle glicêmico e na perda de peso, pode ter a sua patente suspensa no Brasil. Além disso, o medicamento pode vir a ser produzido no país, assim como passar a fazer parte de tratamentos de obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

É o que prevê o PL 160/2026, protocolado nesta semana no Senado. A proposta, apresentada pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL), propõe o licenciamento compulsório (suspensão temporária de patentes por interesse público) do medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro.

 

Na justificativa da sua proposta, a senadora alagoana – que é formada em medicina, com especialização em gastroenterologia pediátrica – argumenta que a obesidade configura-se atualmente como um grave problema de saúde pública no Brasil, com impacto direto sobre a mortalidade, qualidade de vida e custos ao sistema de saúde. 

 

Dra. Eudócia apresenta em seu projeto dados nacionais que mostram que cerca de um terço da população adulta é obesa, com maioria da população tendo excesso de peso, além de aumento de casos entre crianças e adolescentes.  

 

Nesse contexto do aumento crescente da obesidade, a parlamentar defende que medicamentos inovadores como o Mounjaro surgiram como “uma esperança” no controle da obesidade. A senadora diz ainda que os efeitos do medicamento demonstram eficácia significativa no tratamento da obesidade, mas seu alto custo e barreiras de acesso limitam seu uso amplo no país.  

 

“Diante desse quadro, a adoção de licenciamento compulsório, prevista na legislação nacional e em acordos internacionais (como a Declaração de Doha sobre TRIPS), é um instrumento legítimo para permitir a produção local, baixar o preço e ampliar o acesso à população que necessita, promovendo equidade em saúde”, defende a senadora Dra. Eudócia. 

 

O texto do projeto estabelece que poderá ser concedida licença compulsória do remédio, de forma temporária e não exclusiva, conforme o artigo 71 da Lei de Propriedade Industrial. Na prática, essa licença permitirá que o poder público ou empresas autorizadas produzam o medicamento no país, desde que cumpram as normas sanitárias e regulatórias.

 

Essa licença compulsória, caso o projeto seja aprovado e posteriormente sancionado, poderá ser adotada quando houver comprovação de insuficiência de oferta do medicamento, preços elevados e impacto relevante na saúde pública. A decisão dependeria de análise técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Dra. Eudócia, na proposta, cita casos em que o Brasil já adotou esse tipo de licenciamento compulsório para facilitar o acesso da população a medicamentos. Em 2007, por exemplo, o governo federal concedeu uma licença compulsória para o remédio para HIV/Aids Efavirenz, após tentar, sem sucesso, reduzir o preço junto à fabricante. 

 

O mecanismo do licenciamento compulsório também foi permitido na pandemia do coronavírus. Em 2021, o Congresso Nacional aprovou autorização para o governo brasileiro decretar licença compulsória temporária de patente de vacinas, testes de diagnóstico e medicamentos para o enfrentamento da covid-19, lembra a senadora.

 

O Mounjaro (tirzepatida), que a senadora alagoana busca permitir a fabricação no Brasil, é um medicamento injetável aprovado recentemente pela Anvisa. O medicamento chegou ao Brasil com preços variando de aproximadamente R$ 1.400 a mais de R$ 2.300 por caixa, dependendo da dosagem (2,5 mg a 15 mg) e do local de compra. 

 

Protocolado nesta semana, o PL 160/2026 está na Mesa Diretora do Senado, aguardando decisão do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para ser distribuído às comissões onde será discutido e votado.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Itaju do Colônia se prepara para viver mais um capítulo marcante de sua história cultural com a realização da 9ª edição do Carnaval Cultural Sem Fome, que acontece nos dias 28 de fevereiro e 1º de março. O evento, já consolidado como uma das principais manifestações populares do município, une música, cultura e solidariedade, reafirmando seu compromisso social ao beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade.

A realização do Carnaval Cultural Sem Fome é resultado de um esforço conjunto que envolve o poder público, parceiros e a comunidade. O prefeito Elder Fontes tem desempenhado papel fundamental para a concretização da 9ª edição, reafirmando o compromisso da gestão municipal com o fortalecimento da cultura, a promoção do lazer e o desenvolvimento econômico e social de Itaju do Colônia.

Mais do que uma grande festa, o evento movimenta a economia local, impulsiona o comércio e valoriza artistas regionais e nacionais, fortalecendo a identidade cultural do município. Ao longo de sua trajetória, o Carnaval Cultural Sem Fome vem se firmando como uma tradição que celebra a alegria do povo itajuense e transforma o carnaval em um instrumento de inclusão e cidadania.

Durante os dois dias de programação, o público contará com uma grade diversificada de atrações que prometem animar foliões de todas as idades. Sobem ao palco Cris Zero a Mil, Trio da Huanna, Rei da Cambinha, Eduardinho dos Teclados, Sinho Ferray e Igor Kannário, reunindo diferentes ritmos e garantindo um carnaval vibrante, democrático e cheio de energia.

Com nove edições realizadas, o Carnaval Cultural Sem Fome se consolida como um marco anual em Itaju do Colônia, celebrando a cultura local, fortalecendo laços comunitários e fazendo a diferença na vida de muitas pessoas.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A produção brasileira de sacas beneficiadas de café pode ser recorde e subir 17,1% em 2026, de acordo com projeção divulgada nesta quinta-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o 1º Levantamento da Safra de Café em 2026, o volume produzido deve somar 66,2 milhões de sacas beneficiadas, superando o ciclo anterior, de 2025.

“Se confirmado o resultado, este será um novo recorde na série histórica da Companhia, ultrapassando a safra de 2020, quando foram colhidas 63,1 milhões de sacas”, informou a Conab.

Mais terra e produtividade

O crescimento se deve a fatores como o aumento de 4,1% na área usada para a produção, também em relação ao ano passado. A estimativa é que 1,9 milhão de hectares sejam plantados na atual temporada.

A Conab projeta ainda elevação de 12,4% na produtividade em relação à safra passada, com uma colheita de 34,2 sacas por hectare.

De acordo com a companhia, a melhora da produtividade se deve às condições climáticas mais favoráveis e à adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras.

Arábica e conilon

Com relação à produção de café arábica, a colheita estimada é de 44,1 milhões de sacas – aumento de 23,3% na comparação com o ciclo 2025.

“Essa elevação é atribuída ao crescimento de área em produção, às condições climáticas mais favoráveis e à bienalidade positiva”, detalhou a companhia.

A expectativa é também de aumento na colheita do café tipo conilon. A safra estimada é de 22,1 milhões de sacas, o que representa alta de 6,4% na comparação com a produção obtida em 2025.

De acordo com a Conab, se confirmada essa projeção, será estabelecido novo recorde, motivado pelo crescimento da área em produção e das condições climáticas mais favoráveis até o momento.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O indicador que mede o percentual de famílias brasileiras que têm dívidas como cartão de crédito e financiamentos alcançou 79,5% em janeiro, patamar mais alto já registrado, igualando recorde de outubro passado. 

O dado faz parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Por outro lado, a quantidade de famílias que não conseguiu pagar essas dívidas no prazo caiu pelo terceiro mês seguido.

Em dezembro, o nível de endividamento estava em 78,9%, enquanto, em janeiro no ano passado, abrangia 76,1% das famílias.

Ao analisar os dados de janeiro de 2026, percebe-se que o endividamento é mais presente em famílias que ganham até três salários mínimos, chegando a 82,5% delas.

Já nas com renda superior a dez salários mínimos, o indicador recua para 68,3%. Desde janeiro, o salário mínimo é fixado em R$ 1.621.

O levantamento revela que o cartão de crédito é a forma de endividamento mais presente no endividamento das famílias:

  • Cartão de crédito: 85,4%
  • Carnês: 15,9%
  • Crédito pessoal: 12,2%
  • Financiamento de casa: 9,6%
  • Financiamento de carro: 8,7%
  • Crédito consignado: 6%
  • Cheque especial: 3,4%
  • Outras dívidas: 2,5%
  • Cheque pré-datado: 0,3%

A pesquisa identificou que o comprometimento médio com as dívidas é de 7,2 meses ─ isso significa que esse é o tempo médio que falta para que as famílias quitem essas contas.

Já a parcela da renda gasta com as dívidas ocupa em média 29,7% do orçamento familiar, segundo a Peic. Uma em cada cinco famílias (19,5%) afirmaram ter mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas.

O levantamento é feito com 18 mil famílias de todo o país. São levadas em conta dívidas com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

A CNC ressalta que dívida não é necessariamente um comportamento financeiro negativo, uma vez que é uma forma de direcionar dinheiro para o consumo, o que aquece a economia como um todo.

No entanto, a instituição adverte que o índice de endividamento preocupa quando as famílias começam a apresentar dificuldade na capacidade de honrar os pagamentos, a chamada inadimplência.

Dívidas atrasadas

A pesquisa identificou que a inadimplência em janeiro ficou em 29,3%, marcando o terceiro mês seguido de recuo, ou seja, cai desde outubro, quando estava em 30,5%.

A parcela de famílias com conta atrasada é maior à medida que diminui o rendimento domiciliar. Nos lares com renda de até três salários mínimos, o percentual é 38,9%. Já entre consumidores que recebem mais de dez mínimos, fica em 14,9%.

A pesquisa apurou que o tempo médio de pagamento em atraso ficou em 64,8 dias em janeiro. A CNC identificou ainda que 12,7% das famílias disseram que não terão condições de pagar dívidas atrasadas.

Juros altos

De acordo com a CNC, os juros altos dificultam a amortização das dívidas e tornam o orçamento cada vez mais apertado.

A taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 15% ao ano, maior patamar desde julho de 2006 (15,25%).

O percentual é determinado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e influencia as demais taxas praticadas no mercado, como os juros ao consumidor.

A Selic está mantida em nível elevado como ferramenta de combate à inflação. O índice oficial de inflação (IPCA) chegou a ficar 13 meses fora do teto da meta do governo (4,5% ao ano), voltando para o intervalo de tolerância em novembro de 2025.

A Selic alta age na economia de forma restritiva, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo. O impacto esperado é menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.

Projeção

A CNC projeta que o endividamento das famílias deve seguir em alta, ao menos no primeiro semestre, chegando a 80,4% em junho.

Para a inadimplência, a estimativa é redução até encostar em 28,9% em junho. De acordo com o economista-chefe da CNC, um dos motivos para a regressão é queda da taxa Selic, já indicada pelo Banco Central a partir de março.

“A gente vem em um patamar [de juros] muito elevado, então vai levar um certo tempo para que esse desaperto monetário seja sentido também no mercado de crédito”, avalia.

“Começando em março, provavelmente no início do terceiro trimestre, final do segundo trimestre, as famílias já devem se deparar com uma taxa de juros significativamente menor”, completa.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Com foco na ampliação do acesso e no fortalecimento da rede municipal de saúde, o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), e a secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes Aguiar, celebraram no sábado passado, dia 7, a entrega de quatro unidades móveis que passam a integrar a frota do município e vão impactar diretamente o atendimento à população.

O ato de entrega dos veículos ocorreu no encerramento do 1º Mutirão Mais Saúde, Menos Fila, realizado pela Prefeitura de Itabuna na Praça Rio Cachoeira.

Foram entregues duas ambulâncias destinadas ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192), reforçando a capacidade de resposta em situações de emergência, e uma ambulância para o Tratamento Fora do Domicílio (TFD), garantindo mais dignidade, segurança e conforto aos pacientes que precisam se deslocar a outros municípios.

Também foi entregue oficialmente um Odontomóvel que fará atendimento odontológico em comunidades mais distantes, especialmente na zona rural. Essa Unidade Odontológica Móvel foi adquirida por meio de recursos do Programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde.

Para o prefeito Augusto Castro, a entrega representa um marco importante na política de saúde do município que vem sendo desenvolvida na sua gestão, iniciada em 2021.

“Estamos investindo em estrutura, acesso e em cuidado com as pessoas. Essas unidades vão salvar vidas, reduzir distâncias e garantir que a saúde chegue a quem mais precisa, seja na área urbana ou na zona rural”, destacou.
A secretária municipal de Saúde ressaltou que os novos equipamentos fortalecem toda a rede de atenção básica “Essas entregas refletem um planejamento técnico e humano, pois reforçamos o SAMU-192, melhoramos o transporte de pacientes do TFD e ampliamos o atendimento odontológico em áreas mais vulneráveis. É saúde pública sendo pensada de forma integral e próxima das pessoas”, afirmou a secretária Lívia Mendes Aguiar.

A diretora de Alta e Média Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde, enfermeira Rafaela Caldas, explica que as duas ambulâncias serão destinadas à renovação de frota. “Toda frota do SAMU-192 de Itabuna foi renovada, recentemente. Posteriormente, chegarão outras duas ambulâncias, porque o município também foi contemplado com a expansão de frota”, informa.

Vale lembrar que durante ato simbólico realizado na sexta-feira passada, no Parque de Exposições, em Salvador, também foi entregue ao prefeito Augusto Castro, um Kit UBS e um Kit de Telemedicina, como resultado da união de esforços entre o Governo Federal e o Governo Estadual.

“Com mais essa conquista, a gestão municipal reafirma o compromisso de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), ampliar o cuidado com as pessoas e garantir uma saúde mais acessível, resolutiva e humana para todos os itabunenses”, conclui o prefeito itabunense.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A divulgação de conteúdos falsos criados com inteligência artificial (IA) mais do que triplicaram entre 2024 e 2025 no Brasil, apresentando um crescimento de 308%.

O dado é do primeiro Panorama da Desinformação no Brasil, estudo inédito do Observatório Lupa, que mapeia tendências, alvos e as principais táticas de desinformação. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (5).

O estudo analisou qualitativa e quantitativamente os 617 conteúdos verificados pela agência em 2025, comparando-os aos 839 conteúdos de 2024.

O panorama mostra que deepfakes e outras peças de desinformação geradas com IA passaram de 39 casos em 2024, número que representa 4,6% do total de checagens feita pela Agência Lupa naquele ano, para 159 em 2025, 25% das verificações. Isso representa um aumento de 120 casos.

Deepfakes são tecnologias que permite que rostos e vozes sejam alteradas em vídeos, por exemplo, o que pode gerar um conteúdo com informações falsas.

Segundo a edição de estreia do estudo, que será anual, há uma mudança estrutural no ecossistema desinformativo.

A pesquisa mostra que em 2024 a IA era usada majoritariamente para criação de golpes digitais, como deepfakes de famosos fazendo propagandas de sites fraudulentos, por exemploJá em 2025 a tecnologia passou a ser empregada de forma estratégica como arma política: quase 45% dos conteúdos com IA tinha viés ideológico, ante 33% no ano anterior.

O estudo do Observatório Lupa identificou que mais de três quartos dos conteúdos com IA que circularam em 2025 exploraram a imagem ou a voz de pessoas conhecidas, principalmente de lideranças políticas. O levantamento aponta 36 ocorrências de conteúdo falso que tinham como alvo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; 33, o ex-presidente Jair Bolsonaro; e 30, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

De acordo com o panorama, o uso do WhatsApp para difusão de desinformação caiu de quase 90%, em 2024, para 46%, em 2025. Na análise do Observatório Lupa, isso não significa que as fakes diminuíram por lá, mas sim que, agora, há maior dispersão de plataformas.

Para além do Facebook, Instagram, Threads, WhatsApp e X, que já eram populares, também passaram a ter mais relevância na disseminação de fakes o Kwai, e o Tiktok, ambas redes sociais de vídeos curtos.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Três em cada dez casos de desaparecimento registrados no Brasil, durante o ano de 2025, envolveram crianças e adolescentes. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), das 84.760 ocorrências gerais, 23.919, ou 28% do total, envolviam vítimas com menos de 18 anos de idade.

O resultado também significa que, em média, as delegacias de polícia de todo o país registraram, diariamente, 66 boletins de ocorrência sobre o sumiço de crianças e adolescentes. Um aumento de 8% em comparação aos 22.092 desaparecimentos notificados às Polícias Civis em 2024. Percentual duas vezes superior aos 4% de aumento dos casos gerais, que saltaram de 81.406 para 84.760 no mesmo período.

Comparado às 27.730 ocorrências de 2019, ano em que a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas entrou em vigor, o total de casos do último ano é quase 14% inferior, mas mantém a curva de crescimento gradual iniciada em 2023 (20.445 denúncias).

Outro fato que chama a atenção é que, enquanto os homens representam 64% do total de pessoas desaparecidas, entre o público infantojuvenil, a maioria (62%) das ocorrências envolve meninas.

Desde 2019, a legislação brasileira reconhece como desaparecido qualquer “ser humano cujo paradeiro é desconhecido, não importando a causa de seu desaparecimento, até que sua recuperação e identificação tenham sido confirmadas por vias físicas ou científicas”.

Tipos de desaparecimentos

Para alguns especialistas, seria importante diferenciar as circunstâncias em que o sumiço ocorre, havendo aqueles que propõem haver ao menos três distintas categorias: o desaparecimento voluntário; o involuntário, no qual não há emprego de violência, e o forçado.

“Eu ainda trabalho com outra categoria, não muito usual, que é a do que chamamos de desaparecimento estratégico, para se referir à pessoa que desaparece para sobreviver. Caso de uma mulher que foge de um marido abusivo e de uma criança vítima de maus-tratos”, disse à Agência Brasil, a coordenadora do Observatório de Desaparecimento de Pessoas no Brasil (ObDes), da Universidade de Brasília (UnB), Simone Rodrigues, explicando que as causas do problema são “complexas e diversas”.

Dados do Mapa dos Desaparecidos no Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam que a maior parte dos desaparecimentos acontecem entre sexta-feira e domingo.

Caso do jovem I.S.B, 10 anos, que deixou a casa do pai, o pintor Leandro Barboza, em Curitiba (PR), no dia 27 de dezembro do ano passado. O garoto foi localizado três dias depois, não muito distante, por um idoso que viu nas redes sociais o alerta de desaparecimento. Ele levou o menino para sua casa e acionou a polícia.

Segundo o pai, o menino disse ter saído para brincar com outras crianças da vizinhança. Entretido, afastou-se de casa, passou o dia todo na rua e, ao ver que já era noite, ficou com receio de apanhar.

“Isso foi o que ele me contou depois, mas a verdade é que a gente nunca sabe o que de fato se passou na cabeça da pessoa, ainda mais de uma criança”, contou Leandro à reportagem da Agência Brasil, revelando que o menino já tinha “dado um susto” semelhante na família pouco tempo antes.

“Desta vez ele disse que chegou a vir até a nossa rua mais de uma vez, mas teve medo de castigo e foi ficando pela rua. A primeira noite ele diz que dormiu sobre um papelão, atrás de um carro, não muito longe de casa. Enquanto eu estava o procurando pelo bairro, batendo de porta em porta; indo à delegacia registrar o desaparecimento”, acrescentou o pintor, lamentando o desencontro.

Ao lembrar dos dias perambulando em busca do filho, Leandro disse “não desejar isso para nenhuma mãe ou pai”.

“É uma agonia que só quem passa dá conta de dizer. Eu pensava o pior: que alguém tinha raptado meu filho; que tinham matado ele; que eu nunca mais ia vê-lo. Na primeira noite, eu tinha chegado do trabalho cansado, no fim da tarde, e fiquei quase a madrugada inteira o procurando. Só parei quando o corpo já não aguentava mais e eu não sabia mais onde procurar”.

Com o menino já seguro, em casa, ouvindo-o conceder esta entrevista, Leandro admitiu temer que o filho volte a lhe dar um novo susto. “Eu alerto sobre os riscos, digo que há crianças que, ao contrário dele, são levadas [sequestradas] e nunca mais são vistas, o aconselho a não dar ouvido às ideias erradas e digo que ele não tem motivos para fazer isso, mas, sabe como é”, explicou o pai. Ele conta que enquanto ele passa o dia trabalhando fora, a esposa (que é madrasta do menino), se desdobra para cuidar dos outros dois filhos do casal – um deles diagnosticado com autismo – e dos afazeres domésticos.

“A gente se desdobra para dar aos filhos aquilo que podemos. Cuidamos deles e procuramos os ensinar o melhor. Aí acontece algo assim e você vê nas redes sociais muita gente te criticando; chamando os pais de irresponsáveis; dizendo que você não cuida, não dá atenção”, queixou-se Leandro, concordando com a máxima popular de que se há muitos para julgar, existem poucos para ajudar.

“Até na delegacia, um policial me disse que eu e minha esposa poderíamos ser responsabilizados pelo sumiço do meu filho. Sendo que eu estava ali fazendo a ocorrência, pedindo ajuda para encontrá-lo depois de um dia inteiro trabalhando e o procurando”, lembrou Leandro, acrescentando que, de forma geral, foi bem atendido na delegacia.

Ele acrescenta que seria importante às famílias que passam pelo desaparecimento de um filho receberem o apoio de um especialista, como um psicólogo, para saber como conversar e orientar pais e filhos. O pintor disse que, por enquanto, o menino o acompanha enquanto ele trabalha.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Já está liberada, a partir desta quinta-feira (5), a consulta ao pagamento do Abono Salarial PIS-Pasep 2026. Para saber se tem direito, o trabalhador deve acessar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou o portal Gov.br

O pagamento é referente ao ano-base 2024. Serão contemplados 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada com inscrição no Programa de Integração Social (PIS), pagos pela Caixa Econômica Federal, em um total de R$ 2,29 bilhões.

Outros 217,2 mil servidores públicos, com inscrição no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), receberão pelo Banco do Brasil, somando R$ 301,9 milhões.

Como consultar a Carteira de Trabalho Digital?

– Baixe o aplicativo no celular;

– Verifique se está atualizado;

– Faça o login com a senha do Gov.br;

– No menu, acesse “Benefícios” e “Abono Salarial” .

O Ministério do Trabalho disponibiliza ainda um passo a passo para acessar o serviço, confira clicando aqui.

Pagamentos

Nas plataformas, é possível verificar informações como o valor do benefício, banco responsável pelo pagamento e a data específica do depósito. No total, os pagamentos somam R$ 32,3 bilhões e são distribuídos de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. 

O valor corresponde ao valor atual do salário mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Neste ano, o Abono Salarial varia de R$ 136 a R$ 1.621. 

O primeiro lote de pagamento será liberado no dia 16 de fevereiro – no valor de R$ 2,5 bilhões – para trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores ficarão disponíveis aos beneficiários até o fim do calendário em 30 de dezembro.

Quem têm direito ao Abono Salarial em 2026?

– estar cadastrado no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo;

– ter recebido, de empregadores que contribuem para os programas, até R$ 2.766 de remuneração média mensal no período trabalhado;

– ter exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias no ano-base, dias consecutivos ou não;

– ter os dados do ano-base informados corretamente pelo empregador no eSocial.

Dúvidas

Em caso de dúvidas, o trabalhador pode procurar os canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, as unidades das superintendências regionais do Trabalho ou a central Alô Trabalho, pelo telefone 158.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

As autoridades brasileiras devem adotar novas estratégias de segurança pública para lidar com as organizações criminosas, é o que diz a Human Rights Watch em seu  Relatório Mundial 2026. A organização analisa no documento as práticas de direitos humanos em mais de 100 países.

Em pesquisas recentes, os brasileiros apontaram a violência como sua principal preocupação, e a segurança deverá ser um tema central na campanha eleitoral para presidente, governadores e legisladores, que serão eleitos em outubro.

“As estratégias de segurança pública baseadas no uso indiscriminado de força letal pela polícia falharam repetidamente em tornar os bairros brasileiros mais seguros e, em vez disso, resultaram em mais violência e insegurança”, afirmou  César Muñoz , diretor da Human Rights Watch no Brasil.

“Os candidatos nas próximas eleições devem apresentar propostas para proteger efetivamente os direitos das pessoas, que estão ameaçados pelo crime organizado, mas também pela polícia em muitas comunidades de baixa renda, predominantemente negras.”

A organização destacou alguns dos principais problemas referentes à segurança no país.

LETALIDADE POLICIAL

Embora algumas mortes causadas pela polícia ocorram em legítima defesa, muitas resultam do uso ilegal da força. Investigações inadequadas nesses casos, conduzidas pela própria polícia, resultam na impunidade dos abusos.

Entre janeiro e novembro de 2025,  a polícia matou 5.920 pessoas. Negros brasileiros têm  três vezes e meia mais chances de serem vítimas da violência policial do que brancos. Embora algumas mortes causadas pela polícia ocorram em legítima defesa, muitas outras são execuções extrajudiciais. Os abusos cometidos pela polícia, bem como a corrupção dentro da corporação, fazem com que as comunidades desconfiem das forças de segurança e sejam menos propensas a denunciar crimes e colaborar com as investigações.

Estratégias de segurança pública que levam a tiroteios também colocam os policiais em risco. Dados oficiais mostram que, entre janeiro e novembro de 2025, 171  policiais foram mortos e outros 119 morreram por suicídio, uma taxa muito superior à do restante da população, que reflete a exposição à violência e o apoio inadequado à saúde mental, entre outros fatores.

As investigações sobre mortes causadas pela polícia são frequentemente deficientes. Por exemplo, a polícia deixou de tomar medidas investigativas cruciais para determinar as circunstâncias da morte de pelo menos 122 pessoas, incluindo 5 policiais, durante a operação mais letal da história do Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 2025.

O Rio de Janeiro é um dos sete estados, juntamente com o Distrito Federal, que ainda possuem unidades forenses oficiais totalmente subordinadas à Polícia Civil, uma configuração que não lhes confere a independência necessária para realizar um trabalho eficaz, particularmente em casos de suposto abuso policial.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Seis dias separam o folião do início oficial do Carnaval de Salvador, e os preparativos de Ivete Sangalo para a festa estão a todo vapor. 

 

A artista divulgou a agenda para a folia e surpreendeu os ‘zamuris’, nome dado aos fãs da artista, com a ausência de uma pipoca no circuito Dodô (Barra-Ondina).

 

De acordo com a equipe da cantora, a agenda será preenchida com os dois dias de Bloco Coruja, a apresentação gratuita já anunciada pela Prefeitura de Salvador e os shows em dois camarotes.

 

“No comando do Bloco Coruja, Ivete Sangalo desfila no Circuito Dodô, na Barra-Ondina, em dois dias: sábado (14) e segunda (16). Já no domingo (15), Ivete Sangalo faz um show exclusivo para o Camarote Villa. Na terça (17), a Pipoca da Veveta será no Circuito Osmar, no Campo Grande, fechando o seu Carnaval de rua em Salvador em grande estilo. De noite, a cantora se apresenta para os foliões do Camarote Salvador.”

A Prefeitura de Salvador pontuou durante a coletiva realizada na quarta-feira (4), a tentativa de conseguir mais um dia de pipoca para Ivete na folia baiana.

Na agenda da artista, não há programação para o dia 12 e 13 de fevereiro, desta forma, caso a Prefeitura consiga negociar uma nova data, é possível que Ivete tenha espaço para comandar a festa nos primeiros dias de Carnaval.

Caso não se confirme, esta será a primeira vez desde que a artista ficará de fora da Pipoca no circuito Dodô desde a retomada do Carnaval após a pandemia da Covid-19.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O Ministério da Saúde informou ter iniciado o processo de transição do uso da insulina humana (NPH) para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto-piloto será realizado, inicialmente, no Amapá, no Paraná, na Paraíba e no Distrito Federal, contemplando crianças e adolescentes de até 17 anos que vivem com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou 2.

A estimativa é que mais de 50 mil pessoas sejam contempladas nessa primeira fase do projeto.

Em nota, a pasta classificou a iniciativa como “avanço histórico” no cuidado de pessoas que vivem com diabetes no Brasil. “É um medicamento mais moderno, de ação prolongada, que facilita a rotina dos pacientes”.

Entenda

A glargina é uma insulina de ação prolongada, de até 24 horas, o que facilita a manutenção dos níveis de glicose. O medicamento requer ainda uma única aplicação no dia.

A transição da insulina humana para a de ação prolongada, segundo o ministério, será feita de forma gradual, a partir da avaliação de cada paciente.

Nos quatro estados selecionados, a pasta já promove treinamentos no intuito de auxiliar profissionais de saúde da atenção primária. Após os primeiros meses, será feita uma avaliação dos resultados para construção de um cronograma de expansão para os demais estados do país.

“O tratamento com insulina glargina pode custar até R$ 250, para dois meses, na rede privada. A ampliação da sua oferta no SUS está alinhada às melhores práticas internacionais”, ressaltou a pasta.

Parceria

A expansão do uso da insulina glargina no SUS, de acordo com o ministério, é resultado de parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP) envolvendo o laboratório Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee.

A iniciativa prevê a transferência da tecnologia para o Brasil. Em 2025, por meio da parceria, foram entregues mais de 6 milhões de unidades do medicamento, com investimento de R$ 131 milhões. A previsão é chegar ao fim de 2026 com capacidade de produção de até 36 milhões de tubetes para abastecimento do SUS.

“A autonomia na produção de insulina é fundamental diante de cenário de escassez global deste insumo”, destacou a pasta.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky