Mais brasileiros têm buscado ajuda do Sistema Único de Saúde (SUS) para abandonar o cigarro. Em 2025, cerca de 2,5 milhões de pessoas procuraram voluntariamente atendimentos relacionados ao tabagismo nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), número 95% superior ao registrado em 2022, quando foram contabilizados 1,2 milhão de atendimentos.

 

O aumento ocorre em meio à ampliação das ações de prevenção e tratamento do tabagismo na rede pública de saúde, além da preocupação crescente com o avanço do uso de cigarros eletrônicos, especialmente entre os jovens.

 

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a expansão da oferta de tratamento tem contribuído para que mais pessoas busquem apoio para deixar o vício.

 

“Ampliar o acesso ao tratamento do tabagismo é salvar vidas. Os dados mostram que mais brasileiros estão procurando ajuda e que o SUS está preparado para acolher essa demanda, com equipes capacitadas, acompanhamento contínuo e medicamentos gratuitos. Nosso compromisso é garantir que qualquer pessoa que queira parar de fumar encontre apoio perto de casa”, afirmou.

 

Além dos atendimentos individuais, também houve crescimento das atividades coletivas voltadas para usuários de tabaco nas UBS. As ações incluem rodas de conversa, encontros educativos e orientações conduzidas por profissionais de saúde sobre os riscos do consumo de cigarros e derivados.

 

Entre 2022 e 2025, o número dessas atividades passou de 61,9 mil para 157,1 mil em todo o país. No mesmo período, o total de participantes aumentou de 1 milhão para 2,1 milhões, evidenciando a ampliação das estratégias de prevenção e apoio à cessação do tabagismo.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, o fortalecimento da Atenção Primária foi um dos fatores que contribuíram para esse avanço. Em dezembro de 2022, o Brasil contava com 82,5 mil equipes e serviços financiados pelo governo federal. Atualmente, esse número chega a 104,3 mil.

 

A expansão inclui novas equipes de Saúde da Família, além da criação das Equipes Multiprofissionais (eMulti) e do Serviço de Especialidades em Saúde Bucal (SESB). Ao todo, 21,8 mil novas equipes e serviços foram incorporados à rede pública.

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A advogada e pré-candidata a deputada estadual Andréa Castro participou, na noite desta terça-feira (2), de um encontro político em Mata de São João que reuniu importantes lideranças do município e marcou mais um passo no fortalecimento de sua caminhada rumo à Assembleia Legislativa da Bahia.

O evento contou com as presenças do prefeito Bira da Barraca e do ex-prefeito e ex-deputado federal João Gualberto.

No município, Andréa também conta com o apoio dos vereadores Dadau e Elinaldo, além das lideranças Lulu, Simone, Beto do Amado Bahia, Pastor Sandro e Giló.

Durante o encontro, Andréa agradeceu a recepção e a confiança das lideranças e da população de Mata de São João, destacando a importância de construir um projeto coletivo para o futuro da Bahia.

“Recebo com muita gratidão a confiança de cada liderança e de cada pessoa que acredita no nosso projeto. Tenho percorrido a Bahia ouvindo as pessoas, aprendendo com cada realidade e construindo uma caminhada baseada no diálogo, no trabalho e no compromisso com os municípios. Meu muito obrigada a Mata de São João por esse acolhimento tão especial”, afirmou.

A agenda integra a série de encontros que Andréa Castro vem realizando em diferentes regiões do Estado, ampliando apoios e consolidando sua pré-candidatura para as eleições de 2026.

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O comércio de Itabuna funcionará em horários especiais durante o mês de junho, conforme calendário divulgado pelo Sindicom Itabuna, CDL Itabuna e ACI.

No feriado de Corpus Christi, celebrado em 4 de junho (quinta-feira), o comércio estará fechado. Para o período do Dia dos Namorados, os estabelecimentos terão horários estendidos: 06 de junho (sábado): das 8h30 às 14h; 10 de junho (quarta-feira): das 8h30 às 19h; 11 de junho (quinta-feira): das 8h30 às 20h.

Já para as vendas de São João, o comércio também contará com ampliação no horário de atendimento: 19 de junho (sexta-feira): das 8h30 às 20h; 20 de junho (sábado): das 9h às 15h; 22 de junho (segunda-feira): das 9h às 20h.

A medida tem como objetivo fortalecer as vendas nas duas datas comemorativas, consideradas importantes para o comércio local. Os consumidores devem aproveitar os horários ampliados para realizar suas compras com mais comodidade e evitar movimentações de última hora.

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O maior São Pedro do Brasil contará com mais três atrações de peso, completando a maior grade de artistas de todas as edições do Ita Pedro. A Prefeitura de Itabuna, por meio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), anuncia Maiara & Maraisa, Calcinha Preta e Marcynho Sensação. Os nomes passam a integrar a programação do evento, que acontece de 25 a 28 de junho.

Pela primeira vez em Itabuna, a dupla Maiara & Maraisa sobe ao palco do Ita Pedro trazendo um repertório repleto de sucessos que marcaram o sertanejo nos últimos anos. A participação das artistas acontece por meio de parceria com o camarote oficial do evento, patrocinador que passa a integrar a programação da festa em junho de 2026.

Outro grande anúncio é a presença da banda Calcinha Preta, considerada um dos maiores fenômenos da história do forró eletrônico. Completando os novos nomes da programação, Marcynho Sensação chega ao Ita Pedro impulsionado por uma sequência de hits de grande alcance nas plataformas digitais e parcerias de destaque no cenário musical nacional.

A chegada das novas atrações reforça o compromisso da gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) em consolidar o Ita Pedro como um dos principais eventos juninos do país, fortalecendo as parcerias entre os setores público e privado, já que uma das atrações vem através do patrocinador oficial.

Com os novos anúncios, o Ita Pedro 2026 amplia ainda mais sua programação e reafirma sua posição como um dos maiores festejos juninos da Bahia e do Brasil. A grade já conta com 36 artistas confirmados, incluindo nomes como Gusttavo Lima, Tarcísio do Acordeon, João Gomes, Alok, Zé Neto & Cristiano, Nattan, Bruno & Marrone e Natanzinho Lima.

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O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou, nesta segunda-feira (1º), o balanço de uma investigação sobre a gestão brasileira de comércio. O USTR considerou que uma série de atos, políticas e práticas do governo brasileiro são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano. Com a conclusão da investigação, respaldada pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, o órgão propôs a aplicação de medidas corretivas e abriu o caso para consulta pública. 

 

Segundo o g1, a proposta da USTR é aplicação de tarifas de 25% sobre todas as mercadorias do Brasil, com algumas isenções (o documento tem 73 páginas listando os produtos isentos). O prazo legal para a tomada das medidas corretivas, após a abertura de audiências públicas e outras negociações, expira em 15 de julho de 2026, um ano após o início da investigação.

 

A investigação havia sido iniciada por determinação do presidente Donald Trump. De acordo com o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, o governo americano mantém um diálogo intenso com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda há divergências substanciais.

 

“Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação”, afirmou Greer.

 

A conclusão da investigação ocorre dentro do prazo estabelecido para as negociações do grupo de trabalho criado pelos governos dos EUA e Brasil para tratar de temas comerciais e evitar a aplicação de novas tarifas. O grupo de trabalho foi instituído após a visita do presidente brasileiro ao americano em 7 de maio na Casa Branca. 

 

A INVESTIGAÇÃO
O relatório final do USTR aponta irregularidades e barreiras comerciais distribuídas em seis eixos principais:

 

  • Comércio Digital: O USTR cita que tribunais brasileiros emitiram ordens secretas para que empresas americanas de mídia social removessem conteúdos políticos e suspendessem perfis de residentes nos EUA — em alguns casos, globalmente —, proibindo a divulgação das ordens;
  • Serviços de Pagamento (Pix): O texto aponta aponta que o Banco Central do Brasil favorece o sistema Pix em detrimento de provedores americanos, agindo simultaneamente como regulador e proprietário do sistema, impondo o uso do Pix e limitando taxas de concorrentes;
  • Tarifas Preferenciais Desleais: O governo americano contesta os acordos comerciais mantidos pelo Brasil com o México e a Índia. Segundo o USTR, o Brasil concede tarifas mais baixas a centenas de produtos desses países em setores nos quais ambos são produtores avançados e competitivos globalmente;
  • Desmatamento Ilegal: O documento afirma que, embora o Brasil possua um marco legal para combater o desmatamento ilegal, o país historicamente falhou em aplicá-lo de forma eficaz, permitindo a persistência do problema;
  • Acesso ao Mercado de Etanol: O órgão americano argumenta que o Brasil interrompeu abruptamente, em 2017, o tratamento tarifário equilibrado que aplicava ao etanol e, desde então, não oferece tratamento recíproco às exportações do combustível vindas dos EUA;
  • Proteção da Propriedade Intelectual: Os EUA apontam falta de aplicação suficiente de leis penais e aduaneiras contra a falsificação de produtos, lentidão excessiva no exame de patentes e falta de medidas antipirataria contínuas;
  • Combate à Corrupção: A representação americana concluiu que o Brasil não adota medidas suficientes para combater o suborno e a corrupção.

 

Segundo o documento divulgado, alguns itens seriam poupados dessa tarifa punitiva, caso haja. A lista inclui materiais informativos, doações e uma lista específica de produtos – como certas carnes, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas industriais e medicinais, palhas e forragens.

 

Aeronaves e peças de aeronaves brasileiras, terras raras, produtos químicos orgânicos, produtos farmacêuticos e fertilizantes também estariam isentos.

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A Seleção Brasileira já está nos Estados Unidos para a reta final de preparação para a Copa do Mundo de 2026. A delegação desembarcou no Aeroporto Internacional de Newark Liberty por volta das 9h, pelo horário de Brasília, nesta terça-feira, de acordo com informações divulgadas pela CBF.

Após a chegada ao país, jogadores e comissão técnica seguiram para o hotel The Ridge, em Basking Ridge, Nova Jersey, onde a Seleção ficará concentrada durante este período de preparação.

Ainda nesta terça, o elenco comandado por Carlo Ancelotti realizará o primeiro treino em solo norte-americano. A atividade será fechada à imprensa e está marcada para as 17h, pelo horário de Brasília, no CT do Red Bull.

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A Prefeitura de Itabuna e feirantes avançam no diálogo para a fase final de entrega da Feira do São Caetano. Na manhã desta segunda-feira, dia 1º, os secretários Roberto José da Silva, titular da Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SESOP), juntamente com Rosivaldo Pinheiro, de Relações Institucionais, se reuniram com feirantes.

Na pauta, questões estratégicas relacionadas à entrega da obra e à organização do novo equipamento público. O encontro teve como principal objetivo ouvir as demandas dos trabalhadores, esclarecer dúvidas e alinhar ações voltadas à estrutura, organização e operação da feira.

A iniciativa reafirma o compromisso da Prefeitura de Itabuna com a gestão participativa, garantindo que os futuros ocupantes do equipamento contribuam ativamente para as decisões que impactam diretamente suas atividades comerciais.

A reunião contou com a presença da Comissão eleita que representa os 208 futuros ocupantes dos boxes da feira, abrangendo diversos segmentos, como açougue, peixaria, cereais, hortifruti, variedades, lanchonetes e restaurantes.

No diálogo, foram ainda debatidos temas considerados fundamentais para assegurar melhores condições de trabalho aos comerciantes, mais conforto aos consumidores e o fortalecimento da economia local.

Entre os assuntos discutidos esteve a expectativa pela inauguração da feira por parte do Governo da Bahia e a efetiva entrega do equipamento à Prefeitura de Itabuna; a possibilidade de implantação de uma zona azul no entorno da feira, com o objetivo de organizar o estacionamento e facilitar o acesso dos consumidores; e a definição do funcionamento dos boxes por meio de zoneamento, garantindo uma melhor distribuição das atividades comerciais.

Também foram apresentados esclarecimentos sobre as ações em andamento para a conclusão da estrutura do espaço, incluindo os processos licitatórios para instalação de portas e grades superiores individualizadas nos boxes, além da contratação da empresa que ficará responsável pela administração da feira. Entre os serviços previstos estão vigilância interna, limpeza, organização e segurança do equipamento.

A nova Feira Livre do São Caetano representa um importante investimento para o desenvolvimento econômico de Itabuna e para a valorização dos trabalhadores que movimentam diariamente o comércio popular.

Com planejamento, diálogo e participação dos feirantes, o município avança na construção de um espaço mais moderno, organizado e preparado para atender às necessidades de comerciantes e consumidores.

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O São João da Bahia em 2026 terá um investimento de R$ 34,6 milhões por parte do Governo do Estado, que anunciou na última sexta-feira (29) em Paulo Afonso, como será a operação para a Segurança Pública nos 283 municípios que receberão a festa. 

 

A Operação São João 2026 da Secretaria da Segurança Pública (SSP) contará com o emprego de 27 mil policiais e bombeiros, com ação iniciada no dia 4 de junho e se estendendo até 12 de julho.

 

De acordo com a SSP, as forças de segurança atuarão de forma integrada. A Polícia Militar reforçará o policiamento ostensivo e preventivo com equipes ordinárias e especializadas, enquanto a Polícia Civil focará em ações de inteligência e instalará estruturas temporárias de atendimento. O Corpo de Bombeiros realizará rondas preventivas e atendimento a emergências, e o Departamento de Polícia Técnica contará com equipes extraordinárias e unidades móveis.

 

Ao todo, participarão da Operação São João pela SSP três helicópteros e 1.755 viaturas. Além de mais de 2.800 câmeras com tecnologia de Reconhecimento Facial e PTZ que serão aplicadas nas festas realizadas em Salvador e no interior do estado. A Operação ainda prevê Portais de Abordagem, Plataformas de Observação Elevada, Centro Integrado de Comando e Controle Móvel e 104 drones. 

 

“Aplicaremos no São João de 2026 o maior efetivo da história, visando a garantia da ordem e da paz em todo o território baiano”, destacou o subsecretário da Segurança Pública, Marcel de Oliveira.

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O Conselho Regional de Educação Física da Bahia (CREF13/BA) publicou a Nota Técnica Conjunta nº 001/2026, documento que estabelece diretrizes e recomendações para a realização de corridas de rua em todo o estado. A iniciativa reúne orientações voltadas à segurança, organização e qualidade dos eventos esportivos.

A construção do documento contou com a participação do CREF13/BA, da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), da Federação Bahiana de Atletismo (FBA), da Polícia Militar da Bahia, da Comissão Especial de Direito Desportivo da OAB-BA (CESPO), da Associação Brasileira dos Organizadores de Corridas de Rua e Eventos Esportivos (Abraceo) e do Centro de Estudos em Gestão do Esporte da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (CEGESP/UESB).

Entre as medidas previstas estão a exigência de diretor técnico com registro ativo no CREF, diretor médico responsável pelo plano de emergência, seguro para atletas, critérios de hidratação adequados às condições climáticas da Bahia, quantidade mínima de ambulâncias e desfibriladores e definição de idade mínima conforme a distância da prova.

Segundo o presidente do CREF13/BA, Rogério Jean Moura Gonçalves, a nota técnica busca fortalecer a segurança e a qualidade das competições. “Esta Nota Técnica Conjunta consolida o esforço coletivo para garantir a integridade dos atletas, organizadores, profissionais e sociedade. Segurança não é custo, é investimento no esporte baiano”, afirmou.

O documento já está em vigor e servirá como referência para organizadores e entidades envolvidas na promoção de corridas de rua na Bahia.

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Faz quase seis meses que a Austrália se tornou pioneira mundialmente no banimento das redes sociais para menores de 16 anos. Brasileiros que moram no país relatam que o uso dessas plataformas diminuiu entre crianças e adolescentes, mas que ainda há muitas tentativas de se burlar as restrições.
“Conhecemos menores de 16 anos que continuam tendo acesso a redes sociais. A proibição não é tanto ‘preto no branco’. Tem várias nuances”, conta à Folha Carla Alzamora, que se mudou para a Austrália em 2018 com o filho, Caetano, hoje com 13 anos –a família mora na capital do país, Camberra.
Ela sempre supervisionou o uso de telas do filho, que chegou a usar redes sociais por um breve período. “Mas eu logo cortei, antes mesmo da restrição do governo.”
Caetano aprova a lei, acha “muito bom que crianças e adolescentes estejam menos no celular”. Mas conta que “a proibição funcionou em alguns lugares e, em outros, não”. “Algumas redes sociais ficaram mais difíceis de acessar, mas ainda é possível entrar, e outros aplicativos nem tentaram cumprir a regra.”
Apesar de cerca de 4,7 milhões de contas de usuários de até 16 anos terem sido removidas pelas plataformas na Austrália, a verificação de idade nem sempre é efetiva. As tentativas de se burlar as restrições costumam envolver o uso de contas de pessoas mais velhas, declarações falsas de idade, a utilização de VPNs (ferramentas que mascaram a localização do usuário) e a migração para plataformas menores, com checagem menos rigorosa.
“As redes sociais estão lidando com a restrição de formas diferentes. O Snapchat, pelo que eu escuto dos adolescentes, é mais difícil de burlar, porque tem reconhecimento facial, então muitos amigos do meu filho pararam de usar”, conta Carla.
“Em plataformas que não utilizam esse reconhecimento facial, é mais fácil criar contas”, afirma. “Mas, em geral, parece que o monitoramento está acontecendo. Recentemente, em uma viagem da turma da escola, soube que tentaram entrar no TikTok, mas a conta foi bloqueada.”
Caetano diz que uma parte de seus amigos ainda fica muito tempo nas redes sociais, e “é como se a proibição não tivesse funcionado”. “Mas também há alguns que passaram a usar menos”, o que ele vê com bons olhos.
“As crianças e os adolescentes estão desenvolvendo uma identidade própria, sem ficar nas redes sociais tentando ser como outras pessoas”, afirma.
Ele aponta um porém. “[O veto] reduz a comunicação online, a forma como interagimos, e, se houver crianças e adolescentes que se sentiam mais confortáveis nas redes sociais, e não podem usá-las, isso pode afetá-los.”
Manoela Pace, que se mudou do Brasil para a Austrália há mais de 20 anos, conta que sua filha de 13 anos, Juana, está sentindo bastante as mudanças –a família mora em Sydney. “Quando houve o banimento, explicamos para ela que era uma determinação do governo, que não havia discussão. Foi difícil, porque ela já tinha redes sociais, principalmente TikTok e Snapchat. Até hoje ela reclama bastante.”
Juana diz ter “uma opinião meio dividida” sobre o banimento. “Obviamente eu entendo por que estão fazendo isso, mas eu não acho que esse seja o jeito certo”, afirma à Folha. “Em vez de tirarem as crianças e os adolescentes das redes sociais, deveriam tirar os predadores, o pessoal estranho da internet.”
“A proibição está realmente atrapalhando a minha vida, porque todos os meus amigos ainda têm [redes sociais], sou uma das únicas que não têm. Quando estão falando sobre algo da internet que não entendo, me sinto excluída”, reclama. “Nunca respondem às minhas mensagens de texto, e isso é muito difícil…”
Já Manoela, embora compreenda a insatisfação da filha, considera a proibição positiva, por achar que, na infância e na adolescência, eles não têm maturidade para lidar com os vários riscos das redes sociais. Ela menciona um deles: “Sempre me preocupei com o fato de a Juana, como muitas meninas da idade dela, ficar ligada demais em autoimagem, consumindo vídeos de maquiagem.”
A discussão sobre restrições das redes sociais na infância e na adolescência ganha espaço internacionalmente, inclusive no Brasil. Na Indonésia, por exemplo, o banimento já entrou em vigor, em março; na Malásia entrará em junho, e, na Grécia, em janeiro de 2027. As restrições também já começaram na Dinamarca, e os planos de proibição estão avançados na França e no Reino Unido, entre outros.
No Brasil, o ECA Digital, em vigor desde março, determina que, não somente as redes sociais, mas todos os produtos e serviços de tecnologia que atingem crianças e adolescentes utilizem configurações que evitem o uso compulsivo, que ofereçam ferramentas de controle parental (para que os pais supervisionem o uso dos filhos) e adotem mecanismos de verificação de idade para conteúdos impróprios. Apesar dessas regras, novos projetos de lei propõem o banimento das redes sociais a menores de 16 anos.
Na Austrália, após quase meio ano vivendo essa experiência (o banimento entrou em vigor 10 de dezembro de 2025), Carla conta que ainda há questionamentos sobre o quão realista é a restrição. Mas, diante disso, a brasileira diz sempre se lembrar de uma analogia feita pelo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese: “É como a proibição do consumo de álcool para menores de 18 anos. Não é 100% efetiva, mas reduz muito o consumo e abre a oportunidade de haver mais conversas familiares sobre esse tema, sobre a importância da restrição.”

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A Petrobras anunciou neste domingo (31) que reduzirá o preço do diesel em suas refinarias em R$ 0,35 por litro. O novo valor começa a vigorar nesta segunda (1º). A redução equivale a um desconto de 9,59% no litro do combustível.
Dessa forma, o preço médio de venda do produto tipo A, de uso rodoviário, da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro.
A medida faz parte do pacote do governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo provocada pela guerra no Irã. O novo valor incorpora o subsídio concedido pelo governo ao combustível, que substitui a isenção dos tributos federais incidentes sobre o diesel (PIS e Cofins).
No sábado (30), o governo Lula (PT) prorrogou as medidas de contenção de preços dos combustíveis adotadas a partir de março, entre elas a subvenção ao diesel e ao gás de cozinha e a isenção de tributos federais sobre o querosene de aviação e o biodiesel. Na subvenção ao diesel, o governo implementou algumas modificações no desenho da ajuda, de forma que o benefício final totaliza R$ 1,47 por litro.
Uma primeira subvenção, no valor de R$ 1,12 por litro, foi criada no lugar dos benefícios anteriores. Eles compreendiam uma primeira parcela de R$ 0,32 por litro, lançada em 12 de março, e uma segunda parcela, implementada em 7 de abril, que tinha duas categorias: R$ 0,80 por litro do combustível nacional e R$ 1,20 por litro para o produto importado (dos quais R$ 0,60 eram financiados por recursos federais, e o restante pelos estados).
O benefício será pago a partir de 1º de junho e tem duração prevista até 31 de dezembro deste ano, com possibilidade de revisão pelo Ministério da Fazenda a cada dois meses.
Segundo o governo, a medida unifica a metodologia e simplifica a forma dos pagamentos às empresas. “Permanece, contudo, a obrigação de importadores e produtores repassarem integralmente os benefícios ao preço final do combustível”, diz, em nota.
Uma segunda subvenção, no valor de R$ 0,3515 por litro do diesel A (puro, sem mistura de biodiesel), foi instituída no lugar da isenção de tributos federais sobre o combustível. O pagamento será feito tanto a produtores nacionais quanto a importadores a partir de 1º de junho e tem duração prevista de dois meses (ou seja, até 31 de julho).
“A mudança ocorre porque a isenção tributária também tinha o prazo limitado até o dia 31 de maio. Por isso, a partir de 1º de junho, as empresas receberão a subvenção financeira, como uma espécie de cashback, permanecendo obrigadas a repassar a redução de custos ao consumidor”, diz o governo, em nota.
Pouco após o início da guerra, deflagrada em 28 de fevereiro, a Petrobras elevou, em meados de março, o preço do diesel A em suas refinarias em 11,6%, ou R$ 0,38 o litro, para uma média de R$ 3,65 por litro, em movimento que atenuava a defasagem do valor da estatal em relação ao mercado internacional, após a disparada do preço do petróleo em função do conflito.
A guerra levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do fluxo global de petróleo antes do conflito, gerando uma alta nos preços internacionais da commodity.
 

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A Receita Federal volta a receber declarações do Imposto de Renda 2026 nesta segunda-feira (1º). O serviço de recepção do IR foi interrompido no final de semana, após o fim do prazo para prestar contas, que terminou às 23h59 de sexta (29).
Quem está obrigado a declarar e não entregou a declaração no prazo terá de enviar o IR em atraso e pagar multa. O valor varia de R$ 165,74 a 20% do imposto devido no ano. É o fisco quem determina a penalidade.
Quem precisou declarar o imposto incompleto para escapar da multa já pode enviar uma declaração retificadora com os dados que faltaram ou corrigindo informações, se for necessário. A partir desta segunda-feira, no entanto, não é mais possível mudar entre o modelo completo (que considera todas as deduções) e o simplificado, de desconto de 20%.
COMO A MULTA É APLICADA
A multa aplicada a contribuintes obrigados a declarar o Imposto de Renda 2026 e que não entregam o documento à Receita Federal pode chegar a 20% do IR devido no ano.
O total vai depender da situação do contribuinte, segundo o fisco. Se não houver imposto devido, o valor é fixo em R$ 165,74 (valor mínimo). É o caso de quem não teve rendimentos tributáveis, mas é obrigado a declarar por se enquadrar em outras regras de obrigatoriedade.
Para quem tem imposto a pagar, aplicam-se os percentuais de 1% a 20% sobre todo o imposto devido no ano, mesmo se houver direito a restituição. A cada 30 dias cobra-se 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto devido, até atingir os 20%.
Além da multa, são cobrados juros com base na Selic (taxa básica de juros), enquanto a pendência não for quitada.
O contribuinte que tem direito à restituição também é obrigado a pagar multa se atrasar a entrega da declaração. O valor do IR a ser devolvido pode ser usado para abater a multa.
Quem não é obrigado a declarar não paga multa por entregas fora do prazo e ainda pode enviar a declaração para receber restituição caso tenha tido imposto retido na fonte em 2025.
ENTREGA DO IR SOMOU 44,5 MILHÕES DE DECLARAÇÕES
A Receita Federal recebeu um total de 44,498 milhões de declarações, ultrapassando a marca de 44 milhões projetada pelo órgão. O número corresponde a todos os documentos enviados até as 23h59 da sexta. Mais da metade das declarações (56,1%) têm imposto a restituir, 23% a pagar e 21% não havia imposto. Já foram enviados 8,1% de retificadoras.
Segundo o supervisor nacional do IR, José Carlos Fonseca, pelo menos 2 milhões de contribuintes deverão cair na malha fina, representando cerca de 5% de todos os declarantes, número que está dentro do esperado.
COMO DECLARAR IR APÓS O FIM DO PRAZO?
O contribuinte pode baixar o PGD (Programa Gerador da Declaração) no computador ou fazer a declaração no aplicativo da Receita, ou online, no e-CAC (Centro de Atendimento Virtual), em Meu Imposto de Renda.
O cidadão precisa informar todos os ganhos e gastos de 2025, além de bens e direitos em seu nome e de seus dependentes, se houver. É preciso ficar atento às regras da Receita para não cometer erros que possam levar à malha fina. Quem cai na chamada malha fiscal e tem restituição a receber não consegue acesso ao dinheiro até que corrija a falha.
Já o contribuinte que vai pagar imposto tem mais prejuízo se cair na malha, porque pode ser que o erro cometido gere mais IR a pagar e esse pagamento costuma ser feito com juros e correção. Além disso, é possível ser multado se a Receita entender que o cidadão omitiu informações.
A multa será descontada da restituição, no caso de quem tem imposto a receber. Para quem tem IR a pagar, será acrescida e os Darfs (Documentos de Arrecadação de Receitas Federais) serão gerados.
O cidadão pode optar pela declaração pré-preenchida, que traz dados de rendimentos recebidos, contas bancárias, informações prestadas no ano anterior e outros, que podem facilitar o envio do IR. Mesmo que estejam na pré-preenchida, os dados precisam ser conferidos pelo contribuinte, pois pode haver erros.
COMO FAZER A RETIFICADORA?
A retificação pode ser feita no mesmo programa utilizado para declarar. É preciso ter o número do recibo do documento original enviado ao fisco, entrar em cada uma das fichas que ficou em branco e informar todos os dados.
O contribuinte deve informar todos os rendimentos obtidos em 2025, declarar seus bens, suas dívidas, investimentos, financiamentos e gastos dedutíveis como despesas com saúde, educação, dependentes, previdência oficial e privada, e com livro-caixa, para quem tem atividade como autônomo.
É preciso ter os documentos que comprovem tudo o que está sendo declarado.
QUAL O CALENDARIO DE PAGAMENTO DA RESTITUIÇÃO?
QUEM É OBRIGADO A DECLARAR O IR 2026?
Deve entregar a declaração neste ano o contribuinte que, em 2025:
– Recebeu rendimentos tributáveis —como salário e aposentadoria— a partir de R$ 35.584,00
– Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como rendimento de poupança ou FGTS) acima de R$ 200 mil
– Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
– Realizou operações de venda na Bolsa de Valores cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou teve apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto
– Obteve, na atividade rural, receita bruta em valor superior a R$ 177.920 ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
– Tinha, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor acima de R$ 800 mil
– Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;
– Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de cento e oitenta dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005
– Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada estabelecido no art. 8º da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
– Era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares, nos termos dos arts. 10 a 13 da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
– Tinha capital investido em aplicações financeiras no exterior, a que se referem os arts. 2º a 4º e 9º da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023:
– Teve rendimentos ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, perdas de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
– Teve lucros ou dividendos de entidades no exterior, nos termos dos arts. 2º e 5º a 6º-A da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023

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