A territorialização da Atenção Primária da Saúde em Itabuna segue avançando com ações e inovações que têm garantido o sucesso do trabalho em todas as fases já executadas pela Prefeitura, por meio do departamento da Secretaria Municipal de Saúde. É um trabalho criterioso, executado em várias etapas.


A diretora do Departamento da Atenção Primária, enfermeira Dayse Santos, frisa que nos próximos dias será realizado o recadastramento dos moradores. “Esta é uma fase de extrema importância porque faremos o reconhecimento dos moradores após o processo de contagem e delimitação das áreas. É preciso que todos estejam atentos e recebam nossos Agentes Comunitários de Saúde”, frisa.


A enfermeira Jaianne Barreto, da Unidade de Saúde da Família Dr. Elson Duarte, na Urbis IV, cita como exemplo sua área de atuação. Segundo ela, antes da contagem a USF atendia cerca de 3.700 pessoas. Após esse processo, identificou-se cerca de 4.200 pessoas a serem assistidas.

“Nesse processo mais um bairro foi incorporado a USF Elson Duarte. Além da Urbis IV, Morumbi, Sinval Palmeira e Brasil Novo, foi incorporado o Campo Formoso”, explica.


De acordo com ela, nesse processo de territorialização da saúde, os Agentes Comunitários de Saúde já fizeram a contagem, a delimitação e apropriação dos territórios, pintaram mapas com as atualizações da contagem, identificaram vulnerabilidades e riscos do território e, a partir da próxima semana, darão início ao recadastramento das famílias.

“É um processo demorado, mas que trará muitos benefícios para a população. Este é o momento de identificarmos as necessidades dos moradores na área de influência e atuação da unidade de saúde”, salienta.


Vale lembrar que o processo de territorialização foi iniciado ainda em janeiro, quando foram realizadas oficinas preparatórias com os profissionais de saúde envolvidos no processo, e também houve o engajamento de diversos órgãos e setores da Administração do prefeito Augusto Castro (PSD) para o início de fato das ações. O objetivo é mapear as necessidades da população relacionadas à saúde, planejar ações e melhorar o acesso a estes serviços.

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O cantor Flavinho, vocalista da banda Pagod’art, comanda mais uma edição do projeto “Flavinho e a CaSamba” no próximo dia 09 de agosto, a partir das 15h, no espaço Novo Estacionamento, na Av. Tancredo Neves, em Salvador (BA). A proposta é reunir os amantes do samba e do pagode em uma experiência única, no clima de resenha entre amigos.

Com uma ambientação descontraída, o projeto nasceu de encontros informais da banda durante viagens e momentos de lazer, e cresceu até se tornar um dos formatos mais autênticos do grupo.

“A gente queria fazer um samba sem compromisso, só pela alegria. Começou na casa de um amigo e foi tomando forma, até virar isso que é hoje. Um projeto raiz, que mistura o novo e o antigo, o improviso com a entrega total. Cada CaSamba é uma surpresa”, conta Flavinho.

Nesta edição, o cantor traz um repertório especial, mesclando sucessos que marcaram sua trajetória com novas apostas que vêm dominando as redes. No repertório, músicas como “Tapa na Cara”, “Uisminoufay”, “Se Você Quer Tome” e os últimos lançamentos do DVD comemorativo Pagod’art 25 Anos, como “Bit do Cavaquinho”, “Alongadinha” (com Xanddy Harmonia) e “Mexer, Mexer” (com Léo Santana). O público pode esperar ainda releituras de clássicos do samba raiz e hits contemporâneos, além de convidados especiais.

“Estou voltando com esse lado do samba, que mexe com o coração da gente, com as memórias… É um teste pra mim também, e estou muito feliz. É um projeto em que a gente se entende no olhar, sem ensaio, no improviso. Tudo acontece ali, de forma verdadeira”, completa Flavinho.

O evento contará com uma estrutura completa, unindo conforto, opções de bar e fast food, além de segurança reforçada, tudo pensado para garantir a melhor experiência ao nosso público.

A venda de ingressos está sendo realizada através do site:
www.meubilhete.com.br/flavinho-e-a-casamba

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SERVIÇO

Evento: Flavinho e a CaSamba – Pagod’art
Data: 09 de agosto de 2025 (sábado)
Horário: A partir das 15h
Local: Espaço Novo Estacionamento – Av. Tancredo Neves, ao lado do Barbacoa, Salvador/BA
Ingressos: www.meubilhete.com.br/flavinho-e-a-casamba

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A queda de uma liminar que suspendia os efeitos de uma condenação por improbidade administrativa e a suspensão dos direitos políticos pela Justiça Federal da 1ª Região (TRF1) contra o prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira (PSD), trouxe o debate sobre a validade do mandato dele. Em entrevista ao Bahia Notícias, o advogado Guilherme Barcelos, especialista em Direito Eleitoral e sócio do Barcelos Alarcon Advogados, explicou os possíveis desdobramentos jurídicos do caso.

 

De acordo com Barcelos, Robério já possui uma condenação transitada em julgado por improbidade administrativa, com pena de suspensão dos direitos políticos. Até então, essa punição não estava em vigor devido a uma liminar concedida em uma ação rescisória. No entanto, com a revogação dessa medida, a suspensão voltou a produzir efeitos, o que pode levar à perda do mandato.

 

“Nós temos uma pena de suspensão dos direitos políticos, e o prefeito não pode ser prefeito com os direitos políticos suspensos. O mandato não pode permanecer em curso. Na esfera, para além da esfera eleitoral, portanto, nós estaríamos lidando com a perda do mandato”, explicou.

 

O especialista esclarece que, no âmbito da Justiça Eleitoral, a situação só teria impacto se o processo de registro da candidatura ainda estivesse em análise ou se houvesse um recurso contra a diplomação apresentado dentro do prazo legal, que é de três dias após a diplomação. Como esse prazo já expirou, a discussão sobre inelegibilidade não prosperaria na esfera eleitoral.

 

No entanto, o problema se desloca para a esfera cível e administrativa. Com a suspensão dos direitos políticos reestabelecida, o prefeito não pode permanecer no cargo. “O mandato não pode continuar em curso”, afirmou Barcelos. Nesse caso, a perda seria automática, e o vice-prefeito assumiria imediatamente, sem necessidade de nova eleição. O vice Pastor Bené (Agir), então, ascende ao comando do Executivo de Eunápolis.

O advogado destacou que, embora o prefeito ainda possa recorrer da decisão que derrubou a liminar, seja por meio de agravo interno no Tribunal Regional Federal (TRF) ou de embargos de declaração, o recurso não teria efeito suspensivo. Isso significa que, enquanto o processo segue nos tribunais, a suspensão dos direitos políticos permanece válida, tornando o afastamento imediato.

O processo de afastamento, segundo o especialista, pode ser iniciado com a comunicação formal do Judiciário à Câmara de Vereadores, que declararia a perda do mandato. “É praticamente automático”, explicou. Mesmo que o prefeito recorra, a suspensão já está em vigor, e o vice assumiria o cargo sem necessidade de intervenção eleitoral.

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A partir desta terça-feira (15), cerca de 3,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada, nascidos nos meses de setembro e outubro, poderão sacar o abono salarial do PIS/Pasep 2025, referente ao ano-base 2023. O valor já está disponível para consulta e saque por meio do Portal Gov.br e dos aplicativos oficiais, como o Carteira de Trabalho Digital.

 

Segundo a Caixa Econômica Federal, serão liberados R$ 4,4 bilhões apenas neste mês. Os pagamentos seguem o calendário escalonado por mês de nascimento e começaram em 15 de fevereiro, com término previsto para 15 de agosto. Os saques podem ser realizados até 29 de dezembro de 2025. Após esse prazo, será necessário aguardar convocação do Ministério do Trabalho para resgate em data futura.

 

O benefício é voltado a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos, militares ou funcionários de estatais (Pasep).

 

Para ter direito ao abono salarial, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos, ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias em 2023, ter recebido remuneração mensal média de até dois salários mínimos (R$ 2.036), ter os dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

O valor do abono é proporcional ao número de meses trabalhados em 2023. Cada mês dá direito a R$ 126,50, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contados como mês completo. Quem trabalhou durante todos os 12 meses do ano receberá o valor cheio, correspondente ao salário mínimo vigente em 2025: R$ 1.518.

De acordo com o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), o abono salarial de 2025 beneficiará 25,8 milhões de trabalhadores em todo o Brasil, com um total de R$ 30,7 bilhões disponíveis para saque.

Para verificar o valor a ser recebido e acompanhar o cronograma, os trabalhadores devem acessar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou o site oficial do Gov.br.

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O Governo Federal publicou uma portaria que estabelece diretrizes para a expansão da conectividade no Brasil, com um foco significativo em regiões que sofrem com a falta de acesso à internet de qualidade. A portaria do Ministério das Comunicações define prioridades para o próximo certame licitatório de espectro de radiofrequências, e a Bahia pode estar diretamente na mira dos investimentos em infraestrutura digital.

 

A medida visa, primariamente, ampliar a cobertura de banda larga móvel, em tecnologia 4G ou superior, em localidades que não são sedes de município e em trechos desassistidos de rodovias federais. Para a Bahia, com vasta área rural, a determinação pode representar um novo passo para reduzir a desigualdade digital.

 

Publicado nesta segunda-feira, o documento menciona subfaixas de radiofrequências de 708 MHz a 718 MHz e de 763 MHz a 773 MHz, com licitação a ser realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

 

Entre as rodovias federais que terão prioridade de atendimento, a portaria cita expressamente BR-101, BR-116, BR-135 e BR-242, que cortam a Bahia, além das BRs 364 e 163. As vias são de extrema importância para a Bahia, cortando o estado de norte a sul e leste a oeste, e conectando diversas regiões produtoras e comunidades. A BR-101, em particular, terá seus trechos desassistidos obrigatoriamente atendidos já no ano de 2026 como parte dos compromissos decorrentes da licitação.

 

O plano para expansão das telecomunicações também tem como objetivo maior segurança nas estradas, permitindo comunicação em caso de emergências.

 

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será a responsável por definir o procedimento para exigir das prestadoras vencedoras do certame o planejamento detalhado do cumprimento desses compromissos. Vale ressaltar que a portaria impede a utilização de redes de outras prestadoras para o atendimento desses novos compromissos, garantindo que os investimentos resultem em nova infraestrutura.

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Mesmo com os altos índices de violência, seja por ter o maior número de homicídios do país, seja por liderar em mortes causadas por ações policiais, a Bahia ainda mantém a custódia dos seus presos. A Bahia é somente o 15º colocado em pessoas nascidas no estado sob a gestão de presídios federais. 

Segundo informações obtidas pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), através da Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública, que solicitou, via Lei de Acesso à Informação (LAI). Os dados abrangem as cinco casas federais em funcionamento: Brasília (DF), Campo Grande (MS), Catanduvas (PR), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).

As informações foram extraídas do Sistema de Administração Penitenciária (Siapen) entre os dias 25 e 27 de junho de 2025, e organizadas em planilha com dados agregados por unidade prisional. Segundo planilha divulgada, a Bahia possui 12 detentos no sistema prisional federal, ficando atrás, no Nordeste, do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Ceará. Não foram especificados os crimes, as idades ou as identidades dos baianos alocados nos presídios federais, nem os motivos da escolha. 

Dentro de todos os presídios federais, 508 já possuem alguma condenação vigente, outros 28 estão em estado provisório, ainda sem condenação, além de 13 presidiários que não tiveram a situação jurídica informada. 

Entre os tipos penais detectados no levantamento, em que os detentos são enquadrados, se destacam o roubo, com 145 citações, o tráfico de drogas, com 107, homicídio com 81. Além disso, 37 com crime vinculado a latrocínio, promover organização criminosa com 29, posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito com 28, associação criminosa com 28 e uso de documentos falsos com 18.

 

LIDERANÇA INDESEJADA
De acordo com dados do Atlas da Violência, a Bahia ocupou a primeira posição no número de homicídios no Brasil entre os anos de 2015 e 2023. Nesse período, foram registrados 61.249 assassinatos no estado — um total que supera em mais de 16 mil o número do Rio de Janeiro, que aparece em segundo lugar com 45.121 casos.

 

Além disso, o estado também lidera, pelo segundo ano seguido, o ranking de mortes causadas por ações policiais. Somente em 2023, foram 1.699 mortes provocadas por agentes de segurança pública, estivessem eles em serviço ou não. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2024. No ano anterior, em 2022, o estado havia registrado 1.467 óbitos desse tipo — 232 a menos que no ano seguinte. Desde 2021, o número de mortes resultantes da atuação das polícias Militar e Civil na Bahia tem apresentado crescimento.

 

O Mapa da Segurança Pública 2024, elaborado pelo Ministério da Justiça e divulgado em janeiro deste ano, confirma esse cenário. Segundo o levantamento, a Bahia foi o estado brasileiro com o maior número de mortes decorrentes de intervenções policiais em 2023, totalizando 1.701 vítimas — um aumento de 15% em relação ao ano anterior.

 

PRESÍDIOS BAIANOS
Ao todo, na Bahia, segundo a Seap-BA, existem 24 unidades prisionais em funcionamento, sendo 9 na capital e 15 no interior. Além disso, há uma unidade exclusivamente feminina na capital. A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap-BA) administra essas unidades.

 

Na capital estão as: Cadeia Pública de Salvador, Casa do Albergado e Egresso, Central Médica Penitenciária, Centro de Observação Penal, Conjunto Penal Feminino, Conjunto Penal Masculino de Salvador, Hospital de Custódia e Tratamento, Penitenciária Lemos Brito, e Presídio de Salvador. 

 

Já no interior estão: Colônia Penal de Simões Filho, Conjunto Penal de Barreiras, Conjunto Penal de Brumado, Conjunto Penal de Eunápolis, Conjunto Penal de Feira de Santana, Conjunto Penal de Irecê, Conjunto Penal de Itabuna, Conjunto Penal de Jequié, Conjunto Penal de Juazeiro, Conjunto Penal de Lauro de Freitas, Conjunto Penal de Paulo Afonso, Conjunto Penal de Serrinha, Conjunto Penal de Teixeira de Freitas, Conjunto Penal de Valença, Conjunto Penal de Vitória da Conquista e Presídio Regional Ariston Cardoso – Ilhéus. 

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu na segunda-feira (14) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos outros sete réus do núcleo central da trama golpista.

 

O posicionamento está nas alegações finais da acusação no processo, entregue por Paulo Gonet ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“A cooperação entre si dos denunciados para esse objetivo derradeiro, sob a coordenação, inspiração e determinação derradeira do ex-presidente da República denunciado, torna nítida a organização criminosa, no seu significado penal”, escreve Gonet no documento.

 

A peça foi entregue momentos antes do fim do prazo, que era às 23h59. A expectativa no Supremo é que o processo sobre a tentativa de golpe de Estado esteja pronto para ir a julgamento no início de setembro.

 

O ex-presidente já foi condenado pelo TSE por ataques e mentiras sobre o sistema eleitoral e é réu no STF sob a acusação de ter liderado a trama golpista de 2022. Hoje está inelegível ao menos até 2030.

Caso seja condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado, a pena pode passar de 40 anos de prisão.

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O Brasil voltará a fabricar insulina 100% nacional após 20 anos sem produção própria. A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na última sexta-feira (11). O anúncio ocorreu após o ministério receber o primeiro lote do medicamento produzido por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP).

Com a transferência da tecnologia da farmacêutica indiana Wockhardt, o produto será viabilizado pelo laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e pela brasileira Biomm.

“Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Depois de mais de duas décadas sem produzir insulina humana, o Brasil retoma essa fabricação para ser entregue ao Sistema Único de Saúde e contribuir com a saúde da população. Estamos vivenciando um momento de celebração com a entrega da insulina humana recombinante ao Ministério da Saúde e ao SUS” celebrou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Foram entregues na última sexta, 207.385 mil unidades do medicamento – sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH. Com a novidade, o Brasil passa a produzir 50% da demanda relacionada às insulinas NPH e regular no SUS, ou seja, cerca de 45 milhões de doses anuais. 

O investimento é de R$ 142 milhões na aquisição da tecnologia, cerca de 350 mil pessoas com diabetes serão beneficiadas. Segundo a pasta, serão entregues para a rede pública de 8,01 milhões de unidades de insulina, entre frascos e canetas, em 2025 e 2026.  

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Na reta final de tramitação da Proposta Emenda à Constituição (PEC) 66 no Congresso Nacional, a União dos Municípios da Bahia (UPB) e a Confederação Nacional de Municípios (CNM) intensificam os esforços pela aprovação da proposta, que institui limite para o pagamento de precatórios pelos municípios e abre novo prazo de parcelamento especial de débitos dos municípios com seus regimes próprios de previdência social e com o Regime Geral de Previdência Social.

A mobilização será em Brasília, de hoje (14) a quarta-feira (16), e as instituições convocam prefeitos e prefeitas a participarem. Na Bahia, diversos municípios têm tido recursos bloqueados para quitar precatórios e débitos previdenciários, a exemplo de Ilhéus, no sul do estado. Segundo a União dos Municípios da Bahia (UPB), os bloqueios comprometem a gestão orçamentária e a manutenção dos serviços.

A presença dos gestores na capital federal é considerada estratégica para reforçar a articulação política e sensibilizar os parlamentares quanto à urgência da matéria. “Graças a Deus, estamos chegando na fase final para aprovação da PEC 66. Uma luta de todos os prefeitos e prefeitas, da CNM, da UPB e de todas as instituições estaduais. Faço essa convocação a todos para acompanharem a votação na comissão e também no plenário da Câmara”, afirmou o presidente da UPB e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB).

Acordo firmado na última terça-feira (8), pelo Colégio de Líderes, definiu que a matéria seja levada à votação no plenário da Câmara nesta terça-feira (15), em primeiro turno. Já na quarta-feira (16), está prevista a votação em segundo turno. Se aprovada, a PEC seguirá para o Senado.

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As redes sociais estão cheias de publicações sobre saúde mental. Um dos transtornos mais debatidos é o TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) por reunir sintomas que quase todas as pessoas sentem em algum momento da vida. No Dia Mundial de Conscientização do TDAH, entenda algumas particulares da condição explicadas por especialistas para não cair nos diagnósticos de internet.
Caracterizado por um prejuízo na atenção, impulsividade e hiperatividade, o TDAH é um transtorno neurobiológico e do desenvolvimento humano, o que significa que há uma dificuldade de autorregulação que se inicia nos primeiros anos de vida. “Por isso, que para ser considerado TDAH, é preciso uma investigação aprofundada que demonstra que os sintomas estão presentes desde a infância”, explica Diego Maciel Lima, psicólogo e doutorando em neuropsicologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Algumas características comuns apresentadas são dificuldade de manter a atenção em atividades repetitivas e monótonas, distração fácil por estímulos irrelevantes, aumento da atividade psicomotora, dificuldade de terminar uma atividade antes de começar outra e impulsividade –agir sem pensar nas consequências.
“Estes sintomas devem necessariamente levar a prejuízos acadêmicos, interpessoais e profissionais significativos”, afirma Rodrigo Martins Leite, médico psiquiatra da USP (Universidade de São Paulo) e da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O diagnóstico é médico e clínico, envolvendo a análise também do histórico e contexto da pessoa.
Leite diz que, apesar do diagnóstico poder ser feito em qualquer idade, a fase ideal é durante a infância, principalmente para a realização do tratamento precoce. “O atraso no diagnóstico e tratamento piora a evolução do transtorno ao longo da vida”, aponta.
“A gente tem que sempre entender a fase do desenvolvimento e quando um diagnóstico vai trazer um benefício, porque muitas vezes a intervenção de forma adequada é melhor que o diagnóstico em si”, diz Ana Julia Pereira Borges, psicóloga clínica, especialista em terapia cognitivo-comportamental e mestre em psicologia pela UFPR.
A psicóloga conta que alguns sintomas aparecem em etapas específicas, e é importante saber o que pode ser considerado natural daquela fase do desenvolvimento da pessoa ou não. Hoje, ela diz que tem mais informação difundida sobre o que é o transtorno, o que pode ajudar.
Por outro lado, com a conscientização e ampliação do conhecimento sobre o TDAH, há também alguns equívocos que acabam se espalhando, segundo os especialistas destacam questões como enfoque único no tratamento medicamentoso em vez de uma abordagem disciplinar.
Para Lima, a crença de que o TDAH existe só na infância é um equívoco. “Adultos com TDAH continuam com dificuldades associadas ao transtorno. Alguns aspectos tendem a melhorar e se adaptar à nova fase da vida”, fala.
Outro problema que vem junto com a ampliação dos conceitos diagnósticos é a questão dos hiperdiagnósticos, ou diagnósticos equivocados. Leite destaca que um dos equívocos mais visíveis é o autodiagnóstico via plataformas digitais.
“Muitas pessoas podem se identificar com os sintomas mas não necessariamente terem TDAH”, explica. “Estamos vivendo um modismo diagnóstico sem dúvida. Há outros transtornos que também geram desatenção e outros sintomas como impulsividade.”
Por isso, os especialistas reforçam a necessidade de uma avaliação especializada, cuidadosa e criteriosa com um profissional de saúde mental. Até porque o contexto digital que vivenciamos, com excesso de telas, cobrança por produtividade, aumento do diagnóstico de ansiedade, redes sociais e excesso de informação, sintomas contextuais podem se confundir com um diagnóstico de TDAH propriamente dito.
“Estamos sendo vítimas de uma sobrecarga sensorial e isso contribui para sintomas parecidos com TDAH como perda de foco, desatenção e prejuízo em atividades cognitivas que exijam mais persistência”, complementa o psiquiatra.

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O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) está com inscrições abertas para o Processo Seletivo Simplificado para cursos superiores de graduação presenciais. Os interessados têm até o dia 22 deste mês para se inscrever gratuitamente.

São ofertadas 603 vagas de cursos de bacharelado, licenciatura e tecnólogo, com opções para os turnos matutino, vespertino e noturno, em 12 campi nos municípios de Barreiras, Camaçari, Irecê, Jequié, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Porto Seguro, Salvador, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, Simões Filho e Valença.

Dentre os cursos ofertados estão os bacharelados em Arquitetura e Urbanismo, Engenharia de Alimentos e Engenharia Mecânica; as licenciaturas em Matemática, Química e Computação; além dos cursos de tecnólogo em Jogos Digitais, Produção Multimídia, Manutenção Industrial e Agroindústria. Acesse aqui a lista completa de cursos ofertados nos 12 campi.

QUEM PODE PARTICIPAR

O Processo Seletivo Simplificado é voltado para candidatos que, até a data de início do curso no IFBA, tenham concluído o ensino médio. Para seleção, será considerado o aproveitamento de notas de uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dos últimos cinco anos.

O IFBA pratica a reserva de vagas para estudantes de escolas públicas (60%) – considerando as subdivisões dessas vagas por faixa de renda, para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas, e pessoas com deficiência -, pessoas com deficiência (5%) e quilombolas (2,8%).

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio de sistema online. Os candidatos que não têm acesso à internet podem utilizar as instalações físicas e equipamentos dos campi do IFBA destinados para a inscrição.

Na inscrição, os candidatos podem escolher até duas opções de curso para o mesmo campus e forma de oferta. Os participantes devem ter CPF próprio e ter uma conta de e-mail ativa.

No cronograma do edital, há previsão de que o resultado do processo seletivo seja divulgado no dia 1º de agosto, com publicação de documento orientador e convocação para bancas de verificação a partir dessa mesma data.

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Na lista dos principais produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, há um seleto grupo de commodities agropecuárias que vêm registrando um avanço de preços no mercado interno: café, carnes e suco de laranja.
Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nos últimos 12 meses encerrados em junho, na variação medida pelo IPCA, o café moído registrou uma inflação de 77,88%, enquanto o preço das carnes (boi, porco e carneiro) subiu 23,63%. Em suco de frutas, a alta foi menor (7,95%).
A dúvida que fica para o consumidor brasileiro é: se vai ser difícil vender esses produtos nos Estados Unidos a partir de 1º de agosto, por conta da sobretaxa de 50% anunciada pelo governo do presidente Donald Trump ao Brasil, será que os fabricantes vão escoar o excedente para o mercado interno? E isso pode tornar os preços mais baixos para quem paga pelo produto em reais?
Segundo economistas ouvidos pela Folha de S.Paulo, esta seria a lógica no curto prazo: se o comprador estrangeiro falhou, o produtor redireciona o estoque para o mercado interno, onde ele tem mais facilidade de escoar a produção. Com mais de 211 milhões de habitantes, com uma taxa de desemprego de 6,2% e inflação a 5,35% nos últimos 12 meses, o Brasil é um mercado que importa ser explorado. Com isso, o aumento da oferta poderia puxar os preços para baixo. Mas cada um desses setores da economia tem dinâmicas diferentes, e as contas não são tão simples.
O preço do café, que está nas alturas e já apresentou a maior inflação em toda a história do Plano Real, pode cair nos próximos meses, segundo a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café). Mas não como efeito do tarifaço de Trump.
“A safra do ano que vem é contratada para ser uma safra recorde, o que será suficiente para recompor os estoques nos países produtores e consumidores”, diz Pavel Cardoso, presidente da Abic. “Os brasileiros vão encontrar menores preços nas prateleiras a partir de outubro e novembro, mas não por conta do motivo relacionado aos Estados Unidos”, afirma.
De acordo com o executivo, o café subiu de preço nos últimos anos devido a uma conjuntura envolvendo questões climáticas, o que gerou quatro anos seguidos de descasamento entre oferta e demanda global. “A procura pelo produto cresceu, enquanto as safras foram menores do que era esperado”, diz. Fora isso, houve a especulação por parte de fundos de investimentos que apenas operam contratos, não a matéria prima, afirma.
Cardoso reforça que o Brasil é o maior produtor de café do mundo e exporta cerca de 65% do que produz. Os Estados Unidos representam 16% das exportações, são os maiores compradores. “Não tem plantação de café nos EUA”, diz. Em bloco, porém, a Europa é a maior compradora do café brasileiro, respondendo por cerca de 53% das exportações.
IMPOSTO DO CHÁ EM 1773 NOS EUA CAUSOU REVOLUÇÃO E TROCA DO PRODUTO POR CAFÉ
De acordo com o executivo, a ligação dos americanos com o café remonta a quase 300 anos. Em 16 de dezembro de 1773, no episódio que ficou conhecido como “Boston Tea Party” (Festa do Chá de Boston), colonos americanos invadiram navios britânicos e lançaram ao mar centenas de caixas de chá em protesto contra os impostos sobre o produto. “Ironicamente, mais uma vez a sobretaxa pode mudar os rumos do consumo americano”, diz.
Isso porque, desde o episódio, os EUA passaram a dar preferência ao café e o Brasil se tornou o seu principal fornecedor. “O consumo americano ao ano é de 4,9 kg por habitante per capita”, diz. No Brasil, a proporção é maior, da ordem de 6,26 kg per capita. Mas os líderes em consumo individual são os países nórdicos, como Finlândia e Noruega, com médias entre 12 e 13 kg per capita ao ano, diz.
Cardoso reforça ser fundamental acionar a diplomacia dos dois países na tentativa de evitar a sobretaxa. Mas caso ela se torne inevitável, o excedente da produção já tem destino certo: Ásia. “A China tem grandes redes de cafeteria e o mercado asiático tem tração para ocupar o espaço deixado pelos Estados Unidos”, diz. O Brasil, por sua vez, já é um mercado maduro: 98% dos lares consomem a bebida, afirma.
O mercado de carnes também não depende dos Estados Unidos, segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) e a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Do total da produção de carne bovina, cerca de 30% é exportada. Em suínos, 25% do volume é vendido fora do país. O mercado externo é muito relevante para aves (65% da produção), mas os americanos não compram frango brasileiro, uma vez que são grandes produtores e concorrem com o país no mercado internacional.
Os Estados Unidos são o destino de 12% das exportações de carne vermelha, bem atrás da China (44%). “O primeiro grande mercado para o Brasil é o próprio país, que consome 70% da produção”, diz Roberto Perosa, presidente da Abiec. Segundo ele, o país exporta cortes que o brasileiro não consome com frequência, como partes dianteiras do boi e miúdos.
“Os miúdos vão para a Ásia, onde são usados em ensopados e preparações típicas. Já o dianteiro vai para os Estados Unidos, usado na produção de hambúrgueres”, diz. Segundo ele, 68% da carne bovina consumida nos Estados Unidos é em forma de hambúrguer.
“O mercado brasileiro não teria capacidade de absorver todo o volume de dianteiros e miúdos produzidos. Vislumbramos a produção do excedente americano para outros países, reforçando as parcerias existentes”, diz. “Os EUA demandam muito do nosso produto, mais de 20% da carne consumida no país é importada do Brasil. Eles serão os maiores prejudicados, porque temos preço, entrega e qualidade.”
De acordo com a ABPA, em carne suína, os Estados Unidos estão em 12º lugar entre os compradores estrangeiros. Os americanos são os principais compradores de ovos do Brasil, mas o volume exportado é muito restrito: menos de 1% da produção nacional vai para fora do país.
“Por não responder por um consumo relevante, e haver outros mercados compradores, uma eventual suspensão de exportações de carne para os EUA dificilmente vai representar aumento da oferta no mercado local, a ponto de mexer nos preços”, diz Ricardo Santin, presidente da ABPA. Ainda assim, o executivo defende que representantes de ambos os países levem as negociações a sério. “Economia não combina com ideologia.”
SUCO DE LARANJA BRASILEIRO DEPENDE DO CONSUMO AMERICANO
Já o setor de sucos cítricos, especialmente o de laranja, tem motivos para se preocupar com o tarifaço. Cerca de 95% da produção é exportada. Os Estados Unidos são o maior mercado individual, respondendo por 42% das exportações do Brasil. A Europa é o destino de 52% das exportações, com destaque para Alemanha, França e Reino Unido.
“Se a sobretaxa for adotada, o imposto vai responder por 70% do valor da tonelada: serão US$ 2.500 de US$ 3.500 negociados. Ou seja, vão sobrar US$ 1.000 para remunerar toda a cadeia de produção, o que torna inviável a venda para os EUA”, diz Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos).
Segundo ele, a Europa não tem condições de absorver todo o volume exportado para os EUA. Embora mercados asiáticos venham crescendo, em especial China e Coreia do Sul, não são suficientes para comprar o excedente americano. “A Índia tem grande potencial, por conta da classe média gigantesca, mas as negociações levam tempo”, diz.
Não há possibilidade de o Brasil arcar com o excedente americano. “A indústria cítrica foi organizada para exportação e demanda capital intensivo “, diz. “O produto viaja a granel, de navio-tanque, o envase é feito localmente. Não dá para reverter a produção ao mercado interno, pois isso demandaria um trabalho de envase, marketing, distribuição. E como um país tropical, a população está acostumada a consumir sucos naturais”, afirma.
Para André Braz, economista do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), a chacoalhada promovida pelo tarifaço de Trump é uma oportunidade de o Brasil olhar para frente e estabelecer novas parcerias comerciais o mais rápido possível. “O mundo está disposto a mostrar ao presidente americano que os Estados Unidos não são uma ilha e os países precisam negociar, pois têm necessidades complementares”, diz.
O economista André Perfeito, sócio da consultoria APCE, concorda. “O mundo vai precisar achar uma saída para o Trump”, diz. “O encontro dos Brics [grupo formado por Brasil, China, Índia e Rússia, entre outros países] o deixou irritado, porque ele teme que o dólar perca relevância no cenário internacional”, diz. Mas menos vendas aos Estados Unidos significam menos dólares circulando no Brasil, o que pode elevar o câmbio.
Maria Andréia Parente Lameiras, economista do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) também teme esse efeito colateral. “A nossa moeda fica mais volátil e o dólar sobe”, diz. “Isso traz complicações para a economia como um todo”. Além disso, afirma, se uma empresa não consegue redirecionar sua produção a outro mercado, ou escoar internamente, vai ajustar a sua operação, cortando pessoal para reduzir custos.
Para Ladislau Dowbor, professor titular de Economia e Administração na pós-graduação da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), o tarifaço de Trump tem impacto limitado, uma vez que os EUA são destino de apenas 12% das exportações brasileiras. “Podemos sim ampliar a orientação dos produtos alimentícios ao mercado interno, algo estruturalmente positivo, o que poderia baixar preços e sobretudo acabar com o absurdo da fome e da insegurança alimentar em um país que só de grãos produz mais de quatro quilos por pessoa ao dia”, diz o economista, ex-consultor de diversas agências das Nações Unidas.

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