A substituição de articulações desgastadas por próteses tem trazido melhor qualidade de vida para pessoas com diferentes quadros de saúde, especialmente idosos, que conseguem voltar a se locomover sem dor após o procedimento. Mas, em alguns casos, a melhora é interrompida por infecções, que demandam um longo tratamento com antibióticos e a retirada das próteses, devolvendo o paciente a uma rotina com limitações.

Um projeto desenvolvido por pesquisadores paranaenses pretende ajudar a mudar esse percurso, com uma prótese biodegradável, fabricada em impressora 3D a partir de um polímero plástico que pode ser associado com antibióticos. O material está em fase de testes clínicos e foi aplicado, até agora, em 15 pacientes, que receberam próteses de quadril no Hospital Universitário Cajuru em Curitiba, com resultados preliminares positivos.

“Hoje não existe no SUS uma prótese temporária com antibiótico que seja acessível. As que existem são importadas e de alto custo”, ressalta o professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Felipe Francisco Tuon, que lidera o projeto.

Atualmente, quando o paciente desenvolve uma infecção, ele precisa retirar a prótese permanente de titânio e ficar sem nenhum substituto enquanto a doença é tratada, o que costuma levar pelo menos seis meses. “Nesse tempo, a pessoa vai sentir dor. Dependendo do local da prótese, ela não vai conseguir andar. E fica um espaço vazio, o que aumenta a chance de ter hematoma, uma nova infecção, e acaba acontecendo uma retração muscular”, complementa o pesquisador.

A prótese de polímero foi pensada para substituir a permanente durante o tempo de tratamento, com o adicional do antibiótico, que ajuda a controlar a infecção diretamente no local afetado. Depois que a batalha contra as bactérias é vencida, o paciente pode receber novamente a prótese permanente, com menos riscos de complicações.

O uso da impressora 3D também é uma grande vantagem, já que permite tanto a produção em larga escala de modelos padronizados, com um baixo custo, quanto de peças personalizadas.

“Para alguns pacientes que necessitem de uma prótese de tamanho diferente do padrão, é possível fazer uma tomografia computadorizada, e construir uma prótese com as características específicas para aquele paciente”, complementa Tuon.

Os pacientes que receberam a prótese temporária de quadril continuam sendo avaliados, e a pesquisa espera fazer testes clínicos com pessoas que precisam de prótese no joelho e no ombro no ano que vem.

A equipe também está ampliando a estrutura de produção, após receber um financiamento de R$ 3 milhões do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O novo centro de impressão 3D vai permitir que as próteses sejam enviadas à rede pública de todo o Brasil.

“O objetivo é fornecer as próteses para todos os hospitais que quiserem participar do projeto. A gente tem aqui capacidade de produção e material para anos de próteses”, conclui Tuon.

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Nesta quinta-feira (10), o presidente do instituto, Gilberto Waller Junior, explicou que após os segurados contestarem os débitos, as entidades tiveram 15 dias para demonstrar que os procedimentos eram regulares. Segundo ele, INSS, Dataprev e Controladoria-Geral da União apuram indícios de que algumas entidades usaram documentos fraudados nessa justificativa.
“Verificar se há a fraude da fraude. Se abrindo a possibilidade para que aquela instituição juntasse documento, se aquele documento juntado também é fraudado. Há algumas situações que há indícios de fraude, de contratação de software, de falsificação de assinatura, de juntada de documentação em padrão não autorizado como gravação de voz”.
As entidades apresentaram documentação em 769 mil pedidos de contestação, de acordo com o INSS, casos que ainda estão sob análise. Após a resposta da entidade, o segurado pode dizer se concorda ou contestar por suspeita de falsidade ideológica; indução ao erro; ou apontar que não reconhece a assinatura.
Se houver a contestação, a entidade tem que devolver o dinheiro em até cinco dias úteis e o caso vai para uma auditoria. Se o valor não for devolvido, o aposentado ou pensionista deve ser orientado sobre as medidas judiciais cabíveis.
O INSS informou que propôs uma parceria com as Defensorias Públicas dos Estados para ajudar os beneficiários nesses casos.

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O mês de junho foi marcado pela primeira queda no preço dos alimentos depois de 9 meses, o que ajudou a inflação oficial perder força pelo quarto mês seguido, fechando junho em 0,24%. No entanto, a bandeira vermelha na conta de energia elétrica fez a conta de luz subir e ser o subitem que mais pressionou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em junho do ano passado, a inflação oficial havia sido de 0,21%. Desde fevereiro de 2025, quando marcou 1,31%, o IPCA perdeu força seguidamente nos meses de março (0,56%), abril (0,43%), maio (0,26%) e junho (0,24%).

Apesar da sequência de meses de desaceleração, ou seja, com inflação cada vez menor, o IPCA acumulado de 12 meses alcançou 5,35%, ficando pelo sexto mês seguido acima do teto da meta do governo, de até 4,5%. Esse período de 6 meses acima de 4,5% configura estouro da meta. Em abril, esse acumulado obteve o ponto mais alto do ano, 5,53%.

Alimentos

Vilão da inflação nos últimos meses, o grupo alimentação foi influenciado pela alimentação no domicílio, que saiu de 0,02% em maio para menos 0,43% em junho. Os subitens que mais puxaram para baixo o grupo foram ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%).

De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, bons números da safra atual aumentaram a oferta de alimentos, o que explica a queda de preços.

O café subiu 0,56% em junho, bem abaixo de maio (4,59%) e acumula alta de 77,88% em 12 meses.

Já a alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,46% em junho, depois de ter marcado 0,58% em maio.

Conta de luz

O subitem que mais empurrou o IPCA para cima foi a energia elétrica, que subiu 2,96% no mês, representando impacto de 0,12 p.p. A explicação está principalmente na bandeira vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 quilowatt hora consumidos.

De acordo com Fernando Gonçalves, “se tirássemos a energia elétrica do cálculo, o IPCA ficaria em 0,13%”.

Transportes

O grupo dos transportes também teve alta relevante no mês (0,27% e impacto de 0,5 p.p). Dentro do grupo, os combustíveis caíram no mês (0,42%), mas houve alta no transporte por aplicativo (13,77%).

O índice de difusão no mês foi de 54%, isso significa que dos 377 produtos e serviços que tiveram os preços apurados, 54% tiveram alta de preço. Esse é o menor patamar desde julho de 2024 (47%). Em abril, o índice chegou a 67%.

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A produção brasileira para a safra de 2024/25 é estimada em 339,6 milhões de toneladas, um volume que representa aumento de 14,2% em relação à colheita do ciclo anterior. É o que aponta a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (10), em Brasília. As informações são da Agência Brasil.

 

O estudo destaca o clima favorável, a ampliação da área plantada, maior investimento tecnológico e estímulo por políticas públicas como os principais fatores que impulsionaram a safra recorde. A área cultivada no país totaliza 81,8 milhões de hectares, crescimento de 2,3% na comparação anual.

 

E, segundo a Conab, embora o plantio das culturas de inverno, como trigo e aveia, tenha sido prejudicado por excesso de chuvas na Região Sul, os demais cultivos avançam satisfatoriamente nas diversas etapas do ciclo.

 

Com produtividade média recorde, a soja deve alcançar produção de 169,5 milhões de toneladas, avanço de 14,7% em relação à safra passada. O milho, somando as três safras, tem produção prevista de 132 milhões de toneladas, um crescimento de 14,3%. Para o algodão, a produção prevista é de 3,9 milhões de toneladas de pluma. O crescimento de 6,4% na produção reflete o aumento de 7,2% na área cultivada.

 

O arroz, com colheita encerrada, apresenta recuperação e deve alcançar 12,3 milhões de toneladas, alta de 16,5%. O aumento na área semeada e o bom desempenho climático, sobretudo no Rio Grande do Sul, explicam o resultado, informou a Conab.

 

No caso do feijão, a produção total estimada é de 3,15 milhões de toneladas, 1,3% inferior ao ciclo anterior, “mas com bom desempenho na primeira safra”, que cresceu 12,8%.

 

Comércio
Segundo a Conab, a recente elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel impulsiona o mercado de soja ao aumentar a demanda por esmagamento.

 

A expectativa é de processamento adicional de cerca de 935 mil toneladas do grão, o que eleva a produção de óleo para 11,37 milhões de toneladas e a de farelo para 43,78 milhões de toneladas, com consequente alta no consumo interno e nos estoques desses derivados. Para a soja em grão, as exportações seguem praticamente inalteradas, com previsão de 106,22 milhões de toneladas.

 

No milho, o forte crescimento da demanda doméstica, principalmente para a produção de etanol, deve absorver parte do aumento na oferta, estimada em 132 milhões de toneladas.

 

A previsão é de que 90 milhões de toneladas sejam consumidas internamente, enquanto as exportações podem cair levemente, em meio a uma maior competitividade internacional. Com isso, os estoques finais devem crescer de forma expressiva.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assina, nesta quinta-feira (10), um decreto que vai diminuir o imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de veículos mais baratos e menos poluentes.

O decreto vai definir a regulamentação do conhecido como IPI Verde, criado dentro do programa de incentivos para a indústria automobilística, o Mover.

A medida de Carro Sustentável será criada, onde o automóvel fabricado no Brasil e com alta eficiência energética-ambiental terá o IPI zerado.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que a medida vai gerar empregos, além de baratear o preço dos carros.

“O decreto estimula a cadeia automotiva a ser cada vez mais inovadora e sustentável, ao mesmo tempo, em que gera empregos e facilita o acesso da população a carros novos, menos poluentes, mais seguros e mais econômicos”, avalia ele.

Além disso, a medida não deve prejudicar a arrecadação do governo devido ao possível aumento na alíquota em veículos mais poluentes.

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A Seleção Brasileira Feminina já está em Quito, no Equador, onde fará sua estreia na Copa América diante da Venezuela. O duelo acontece neste domingo (13), às 21h (horário de Brasília), e marca o início da caminhada brasileira na competição continental.

 

O elenco desembarcou na capital equatoriana na noite da última quinta-feira (10) e terá dois dias de atividades antes da estreia. As sessões de treino estão programadas para esta sexta (11) e sábado (12), sempre às 16h no horário local, no Centro de Treinamento da LDU.

 

Em sua chegada ao hotel da delegação, a atacante Amanda Gutierres comentou sobre o momento da equipe e a expectativa para o início do torneio. “A ansiedade existe, mas é boa. Estamos confiantes, bem preparadas, e queremos estrear com força total. Sabemos da competitividade da Copa América e que o favoritismo não entra em campo”, afirmou a jogadora em entrevista à CBF TV.

 

Antes de seguir para o Equador, a equipe comandada por Arthur Elias realizou um período de treinamentos na Granja Comary, entre os dias 3 e 9 de julho. A preparação incluiu atividades táticas e técnicas, além de jogos amistosos que serviram como ajustes finais antes do torneio.

 

Para Amanda, os últimos dias de trabalho foram essenciais. “Os amistosos nos ajudaram muito na preparação. Agora, com esses treinos em Quito, vamos buscar uma adaptação rápida à altitude e às condições locais”, acrescentou.

 

A Seleção Brasileira está no Grupo B da competição, ao lado de Colômbia, Paraguai, Venezuela e Bolívia. Os dois primeiros colocados de cada chave avançam para as semifinais, após cinco rodadas na fase de grupos.

 

Maior campeão da Copa América Feminina, o Brasil busca conquistar seu nono título — o último foi em 2022, quando levantou a taça de forma invicta. Embora já esteja classificado para a próxima Copa do Mundo por ser o país-sede, o time ainda precisa garantir vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Para isso, precisa terminar o torneio como campeão ou vice.

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A Fifa atualizou na manhã desta quinta-feira (10) o ranking mundial de seleções. A Seleção Brasileira permaneceu na 5ª colocação, com 1.777,69 pontos, após a disputa da última Data-Fifa, que incluiu o empate contra o Equador, pela 15ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas, e a vitória sobre o Paraguai, que garantiu o Brasil na Copa do Mundo de 2026.

 

No topo da lista, a Argentina segue na liderança com 1.885,36 pontos, seguida por Espanha (2ª, com 1.867,09) e França (3ª, com 1.862,03). A Inglaterra aparece na quarta colocação, com 1.813,32 pontos.

 

Entre as principais mudanças no ranking, Portugal ganhou uma posição e subiu para 6º lugar, com 1.770,53 pontos, ultrapassando a Holanda, agora 7ª com 1.758,18. A Croácia também voltou ao Top 10, ocupando a 10ª colocação (1.707,51), enquanto a Itália perdeu três posições e caiu para 11º lugar (1.702,58), ficando fora da lista das dez principais seleções do mundo.

 

A Alemanha aparece em 9º lugar (1.716,98), à frente da Croácia e logo atrás da Bélgica (8ª, com 1.736,28). Marrocos mantém a 12ª posição com 1.698,72 pontos.

 

Fora do Top 10, o México foi o maior beneficiado desta atualização. A seleção norte-americana subiu quatro posições e ocupa agora o 13º lugar, com 1.689,73 pontos. Também ganharam posições os Estados Unidos (15º), Senegal (18º) e Suíça (19º).

 

Confira abaixo o top 20 do ranking da Fifa – julho de 2025:

 

  • Argentina – 1.885,36
  • Espanha – 1.867,09
  • França – 1.862,03
  • Inglaterra – 1.813,32
  • Brasil – 1.777,69
  • Portugal – 1.770,53
  • Holanda – 1.758,18
  • Bélgica – 1.736,28
  • Alemanha – 1.716,98
  • Croácia – 1.707,51
  • Itália – 1.702,58
  • Marrocos – 1.698,72
  • México – 1.689,73
  • Colômbia – 1.679,46
  • Estados Unidos – 1.671,04
  • Uruguai – 1.670,76
  • Japão – 1.641,23
  • Senegal – 1.635,01
  • Suíça – 1.635,08
  • Irã – 1.624,03
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Na tarde de quarta-feira, dia 9, a Prefeitura de Itabuna, representada pelos secretários municipais de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), Sônia Fontes, e de Indústria, Comércio, Emprego e Renda (SICER), Mauro Ribeiro, reuniu-se com a Associação dos Comerciantes da Praça Otávio Mangabeira.

 O encontro, no auditório da Câmara de Dirigente Lojista (CDL), serviu para discutir pontos de melhorias, possibilidades de adaptações dos quiosques, fiscalização de órgãos públicos como SIURB, SICER e a Vigilância Sanitária (VISA) e parcerias na manutenção e conservação da praça recém-entregue à comunidade pelo prefeito Augusto Castro (PSD).

 Conhecida popularmente como Praça Camacã, o equipamento é o principal espaço de convívio social a céu aberto da cidade que abriga 18 quiosques, equipamentos comerciais padronizados em dimensão, contando com energia elétrica e água potável, tornando desta forma e condições de trabalho dignas.

 O secretário Mauro Ribeiro apresentou e destacou pontos da LEI nº 2.720/2025 publicada em 20 de junho que concede a permissão precária de uso dos quiosques públicos. O titular da SICER destacou que a Lei Municipal trata da finalidade como estabelecimentos de pequeno porte destinados à venda de alimentos prontos para consumo no local.

 “É momento que a gente fez a leitura da lei sobre a concessão dos quiosques e também discutiu sobre obrigações e os direitos de cada um. Agora, é o momento de buscar melhor ordenamento com a segurança através da SESOP, a fiscalização da Secretaria de Infraestrutura e da Indústria e Comércio para que haja bom funcionamento do equipamento”, disse Mauro Ribeiro.

 A secretária Sônia Fontes destacou a importância da associação dos comerciantes da praça se legalizar e conseguir a utilidade pública municipal com a Câmara de Vereadores.

“Isso é preciso para que o diálogo seja facilitado entre os órgãos públicos e os comerciantes na legalidade, garantindo direitos e deveres”, enfatizou, acrescentando que a formalização auxilia no gerenciamento dos negócios, administração da praça e capacitação profissional. 

 A titular da SIURB evidenciou ainda a necessidade de os associados cumprirem o contrato de permissão na iminência de garantia da permissão e também destacou a responsabilidade da Prefeitura, através da gestão compartilhada da praça, sob a coordenação do secretário de Governo, Luciano Veiga, nas parcerias com as secretarias de Transportes e Trânsito (SETTRAN), Segurança e Ordem Pública, com a Guarda Civil Municipal, e Promoção Social e Combate à Pobreza no uso dos equipamentos públicos.

 

Convidado, o gerente-adjunto regional do SEBRAE, Michael Lima, abordou sobre a capacitação profissional dos comerciantes da praça em Gestão, Marketing, dentre outros cursos, e criação do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) para quem ainda carece de registro. Ele colocou o espaço da unidade do SEBRAE à disposição dos associados para a promoção de eventos.

 Ao final do encontro, os associados assinaram e receberam o Termo Permanente de Uso dos Quiosques, que estão regularizados dentro das normas da gestão municipal que possibilitam local de trabalho digno.

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou responder na mesma moeda ao anúncio do presidente americano, Donald Trump, de sobretaxar em 50% os produtos brasileiros.
Segundo fontes do Palácio do Planalto, aplicar sobretaxas lineares de forma generalizada poderia prejudicar ainda mais a economia brasileira. Qualquer reação econômica à decisão só deve acontecer a partir do dia 1º de agosto -prazo em que começam a valer as sobretaxas americanas, segundo a carta em que Trump anunciou a medida.
O objetivo também será reagir com medidas para além das tarifárias, conforme prevê a lei de reciprocidade -entre elas, as que se referem a propriedade intelectual de obras culturais (filmes, minisséries etc.).
Após o anúncio do aumento da sobretaxa, Lula se manifestou via nota reforçando a soberania brasileira e afirmando que o caso será tratado com base na lei da reciprocidade.
O QUE É A LEI DE RECIPROCIDADE
A lei da reciprocidade autoriza o governo a adotar medidas de retaliação de forma provisória ao longo das etapas do processo. O projeto foi aprovado pelo Congresso após Trump anunciar, em abril, um tarifaço que atinge também produtos brasileiros.
O decreto necessário que normatiza a nova lei, no entanto, ainda não foi publicado.
Na quarta (9), técnicos do governo já avaliavam que, na hipótese de uma reação aos Estados Unidos, uma elevação de impostos sobre produtos americanos não seria o caminho mais eficiente.
Os principais produtos importados pelo Brasil dos EUA são motores e máquinas, óleo combustível, aeronaves e gás natural, além de medicamentos. Aplicar uma sobretaxa sobre essa pauta traria consequências econômicas indesejadas, com risco de contratar inflação, ainda de acordo com esse auxiliares.
Uma opção seria a chamada retaliação cruzada sobre serviços e propriedade intelectual. Retaliação cruzada é um mecanismo autorizado pela OMC (Organização Mundial do Comércio) que permite a um país responder às tarifas de outro aplicando sanções em setores diferentes dos originalmente atingidos, uma resposta que foi eficaz no passado numa disputa que Brasil e EUA travaram sobre subsídios que os americanos davam ao algodão.
O Brasil recorreu à OMC em 2002 sustentando que subsídios americanos ao algodão distorciam o mercado e prejudicavam os produtores brasileiros. A organização deu ganho de causa ao Brasil, autorizando-o a retaliar os EUA caso não houvesse mudanças nos subsídios.
Em vez de apenas aumentar tarifas sobre produtos americanos, a retaliação cruzada permitia ao Brasil suspender ou extinguir direitos de propriedade intelectual nos EUA, como patentes. O governo brasileiro, porém, optou por não agir imediatamente e continuar em negociação. Ao final, o governo americano concordou com uma compensação pelos subsídios agrícolas e com mudanças em seu programa de crédito.
COMO FUNCIONAM AS SOBRETAXAS AMERICANAS
Produtos importados pelos EUA do Brasil são sobretaxados atualmente em 10%, tarifa anunciada por Trump em 2 de abril. Ou seja, além das tarifas de importação já cobradas, há uma cobrança adicional de 10%. Essa alíquota será substituída pela de 50% a partir de 1º de agosto.
Um exemplo é o caso do etanol, de acordo com interlocutores. Os americanos impunham uma tarifa de 2,5% ao produto, elevada a 12,5% após a sobretaxa de 10%. Com o novo anúncio, a porcentagem sobe a 52,5% em agosto.
A sobretaxa não é adicionada a produtos que já sofrem tarifas setoriais, como aço e alumínio, sobre os quais há tarifas de 50%.

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Mais 111 aprovados no Processo Seletivo Simplificado do Edital nº 02/2025 para o preenchimento de vagas do Programa de Educação de Tempo Integral foram convocados nesta quinta-feira, dia 10, pela Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Educação. Anteriormente, 161 candidatos haviam sido chamados.

Essa segunda convocação, através de Edital assinado pelo prefeito Augusto Castro contempla professores da educação infantil e do ensino fundamental, articuladores, educadores sociais, manipuladores de alimentos, auxiliares de copa, zeladores, porteiros, motorista, eletricista e roçadores.

“O investimento em recursos humanos tem sido uma busca da gestão do prefeito Augusto Castro e representa um permanente compromisso na busca por serviços públicos de qualidade”, afirma o secretário municipal da Educação, Rosivaldo Pinheiro.

Os novos convocados têm prazo de três dias úteis para se apresentar ao Departamento de Acompanhamento a Gestão (DAG), na sede da Secretaria Municipal da Educação, na Rua Francisco Silva Rocha, nº 100, no Centro.

É exigida no ato apresentação os documentos originais e fotocópias do RG, CPF, comprovante de residência atual, comprovante de quitação eleitoral, Certidão do INSS, Certidão Previdenciária do Estado da Bahia, cópia e original da Carteira de Trabalho (CTPS) com número de inscrição no PIS ou PASEP e comprovantes referentes aos requisitos do cargo. Aos homens, também é exigido o Certificado de Reservista ou dispensa militar.

Os profissionais terão prazo de 10 dias úteis para a entrega do Atestado de Saúde Ocupacional, emitido pelos Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), vinculado à Secretaria de Gestão e Inovação. O não comparecimento no prazo será interpretado como desistência tácita, implicando na desclassificação do candidato.

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O Brasil registrou uma queda em 50% no número de óbitos por hepatite B, entre 2014 e 2024. O coeficiente de mortalidade neste período foi de 0,1 morte por 100 mil habitantes. A hepatite C caiu em 60% nos últimos dez anos, com coeficiente de 0,4 óbito por 100 mil habitantes.

A expressiva diminuição coloca o país na meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que projeta uma redução de 65% nas mortes por hepatites B e C até 2030. O boletim do Ministério da Saúde, apresentado nesta terça-feria (8), mostrou ainda que entre crianças menores de 10 anos, a redução nos casos de hepatite A foi de 99,9% entre 2014 a 2024. O levantamento apresentou um panorama dessas doenças no país. A ação faz parte da mobilização do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre o tema.

Uma redução da transmissão vertical de hepatite B também ocorreu em 55% nas mulheres gestantes e 38% em menores de cinco anos. A pasta informou que no ano passado, em território brasileiro foram notificados 11.166 casos de hepatite B e 19.343 casos de hepatite C. 

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do órgão, Mariângela Simão, destacou que o país segue no caminho correto para eliminar as enfermidades. 

“Os dados do boletim, do painel e a campanha lançada hoje mostram que é possível avançar mais no enfrentamento das hepatites. A hepatite B ainda não tem cura, mas pode ser controlada com a vacina, que é segura, eficaz e ofertada gratuitamente pelo SUS. As vacinas no Brasil são certificadas pela Anvisa e têm eficácia comprovada por estudos”, ressaltou.

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O Ministério da Saúde informou que as pacientes em tratamento de endometriose vão contar com duas novas opções de tratamento de base hormonal no Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda em 2025, o Dispositivo Intrauterino Liberador de Levonogestrel (DIU-LNG) e o desogestrel serão incorporados à rede de saúde pública de todo o Brasil.

 

Nas mulheres que têm a doença, o tecido semelhante ao endométrio (que reveste o útero) cresce fora do útero em órgãos como ovários, intestino e bexiga, o que causa reações inflamatórias. Cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, infertilidade e queixas intestinais e urinárias com padrão cíclico estão entre os principais sintomas da endometriose.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva no mundo todo, representando mais de 190 milhões de pessoas. No Brasil, o SUS registrou mais de 53.793 atendimentos especializados em 2024.

 

O Ministério deu mais detalhes sobre os novos tratamentos. O DIU-LNG, que pode ser conhecido pelas marcas mais conhecidas como Mirena ou Kyleena, suprime o crescimento do tecido endometrial fora do útero, sendo uma opção para mulheres com contraindicação ao uso de contraceptivos orais combinados (COCs). A nova tecnologia pode melhorar a qualidade de vida das pacientes, uma vez que sua troca só é requerida a cada cinco anos, o que contribui para aumentar a adesão ao tratamento.

 

Já o desogestrel é um anticoncepcional hormonal que atua principalmente inibindo a ovulação, que pode reduzir a dor e dificultar a progressão da doença. Ele age bloqueando a atividade hormonal, que impede o crescimento do endométrio fora do útero. Esse medicamento poderá ser usado como primeira linha de tratamento, ou seja, pode ser prescrito já na avaliação clínica até que o diagnóstico se confirme por meio de exames.

 

O DIU-LNG e o desogestrel foram incorporados pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria SECTICS/MS N° 41/2025 e da Portaria SECTICS/MS N° 43/2025. Na rede pública de saúde, as pacientes já contam com tratamento clínico e cirúrgico.

 

No primeiro caso, é ofertada terapia hormonal, como o uso de progestágenos e medicamentos hormonais, como contraceptivos orais combinados (COCs) e análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). Além disso, analgésicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados para controle da dor. Vale destacar que as mulheres também contam com acompanhamento multidisciplinar.

 

Nos casos em que a cirurgia é indicada, estão disponíveis procedimentos como videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva para a remoção de focos de endometriose, também usada para diagnóstico quando necessário; a laparotomia, cirurgia aberta para casos mais complexos; e a histerectomia, que consiste na remoção do útero, sendo recomendada apenas em situações específicas e após avaliação criteriosa.

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