O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou responder na mesma moeda ao anúncio do presidente americano, Donald Trump, de sobretaxar em 50% os produtos brasileiros.
Segundo fontes do Palácio do Planalto, aplicar sobretaxas lineares de forma generalizada poderia prejudicar ainda mais a economia brasileira. Qualquer reação econômica à decisão só deve acontecer a partir do dia 1º de agosto -prazo em que começam a valer as sobretaxas americanas, segundo a carta em que Trump anunciou a medida.
O objetivo também será reagir com medidas para além das tarifárias, conforme prevê a lei de reciprocidade -entre elas, as que se referem a propriedade intelectual de obras culturais (filmes, minisséries etc.).
Após o anúncio do aumento da sobretaxa, Lula se manifestou via nota reforçando a soberania brasileira e afirmando que o caso será tratado com base na lei da reciprocidade.
O QUE É A LEI DE RECIPROCIDADE
A lei da reciprocidade autoriza o governo a adotar medidas de retaliação de forma provisória ao longo das etapas do processo. O projeto foi aprovado pelo Congresso após Trump anunciar, em abril, um tarifaço que atinge também produtos brasileiros.
O decreto necessário que normatiza a nova lei, no entanto, ainda não foi publicado.
Na quarta (9), técnicos do governo já avaliavam que, na hipótese de uma reação aos Estados Unidos, uma elevação de impostos sobre produtos americanos não seria o caminho mais eficiente.
Os principais produtos importados pelo Brasil dos EUA são motores e máquinas, óleo combustível, aeronaves e gás natural, além de medicamentos. Aplicar uma sobretaxa sobre essa pauta traria consequências econômicas indesejadas, com risco de contratar inflação, ainda de acordo com esse auxiliares.
Uma opção seria a chamada retaliação cruzada sobre serviços e propriedade intelectual. Retaliação cruzada é um mecanismo autorizado pela OMC (Organização Mundial do Comércio) que permite a um país responder às tarifas de outro aplicando sanções em setores diferentes dos originalmente atingidos, uma resposta que foi eficaz no passado numa disputa que Brasil e EUA travaram sobre subsídios que os americanos davam ao algodão.
O Brasil recorreu à OMC em 2002 sustentando que subsídios americanos ao algodão distorciam o mercado e prejudicavam os produtores brasileiros. A organização deu ganho de causa ao Brasil, autorizando-o a retaliar os EUA caso não houvesse mudanças nos subsídios.
Em vez de apenas aumentar tarifas sobre produtos americanos, a retaliação cruzada permitia ao Brasil suspender ou extinguir direitos de propriedade intelectual nos EUA, como patentes. O governo brasileiro, porém, optou por não agir imediatamente e continuar em negociação. Ao final, o governo americano concordou com uma compensação pelos subsídios agrícolas e com mudanças em seu programa de crédito.
COMO FUNCIONAM AS SOBRETAXAS AMERICANAS
Produtos importados pelos EUA do Brasil são sobretaxados atualmente em 10%, tarifa anunciada por Trump em 2 de abril. Ou seja, além das tarifas de importação já cobradas, há uma cobrança adicional de 10%. Essa alíquota será substituída pela de 50% a partir de 1º de agosto.
Um exemplo é o caso do etanol, de acordo com interlocutores. Os americanos impunham uma tarifa de 2,5% ao produto, elevada a 12,5% após a sobretaxa de 10%. Com o novo anúncio, a porcentagem sobe a 52,5% em agosto.
A sobretaxa não é adicionada a produtos que já sofrem tarifas setoriais, como aço e alumínio, sobre os quais há tarifas de 50%.

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Mais 111 aprovados no Processo Seletivo Simplificado do Edital nº 02/2025 para o preenchimento de vagas do Programa de Educação de Tempo Integral foram convocados nesta quinta-feira, dia 10, pela Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Educação. Anteriormente, 161 candidatos haviam sido chamados.

Essa segunda convocação, através de Edital assinado pelo prefeito Augusto Castro contempla professores da educação infantil e do ensino fundamental, articuladores, educadores sociais, manipuladores de alimentos, auxiliares de copa, zeladores, porteiros, motorista, eletricista e roçadores.

“O investimento em recursos humanos tem sido uma busca da gestão do prefeito Augusto Castro e representa um permanente compromisso na busca por serviços públicos de qualidade”, afirma o secretário municipal da Educação, Rosivaldo Pinheiro.

Os novos convocados têm prazo de três dias úteis para se apresentar ao Departamento de Acompanhamento a Gestão (DAG), na sede da Secretaria Municipal da Educação, na Rua Francisco Silva Rocha, nº 100, no Centro.

É exigida no ato apresentação os documentos originais e fotocópias do RG, CPF, comprovante de residência atual, comprovante de quitação eleitoral, Certidão do INSS, Certidão Previdenciária do Estado da Bahia, cópia e original da Carteira de Trabalho (CTPS) com número de inscrição no PIS ou PASEP e comprovantes referentes aos requisitos do cargo. Aos homens, também é exigido o Certificado de Reservista ou dispensa militar.

Os profissionais terão prazo de 10 dias úteis para a entrega do Atestado de Saúde Ocupacional, emitido pelos Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), vinculado à Secretaria de Gestão e Inovação. O não comparecimento no prazo será interpretado como desistência tácita, implicando na desclassificação do candidato.

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O Brasil registrou uma queda em 50% no número de óbitos por hepatite B, entre 2014 e 2024. O coeficiente de mortalidade neste período foi de 0,1 morte por 100 mil habitantes. A hepatite C caiu em 60% nos últimos dez anos, com coeficiente de 0,4 óbito por 100 mil habitantes.

A expressiva diminuição coloca o país na meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que projeta uma redução de 65% nas mortes por hepatites B e C até 2030. O boletim do Ministério da Saúde, apresentado nesta terça-feria (8), mostrou ainda que entre crianças menores de 10 anos, a redução nos casos de hepatite A foi de 99,9% entre 2014 a 2024. O levantamento apresentou um panorama dessas doenças no país. A ação faz parte da mobilização do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre o tema.

Uma redução da transmissão vertical de hepatite B também ocorreu em 55% nas mulheres gestantes e 38% em menores de cinco anos. A pasta informou que no ano passado, em território brasileiro foram notificados 11.166 casos de hepatite B e 19.343 casos de hepatite C. 

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do órgão, Mariângela Simão, destacou que o país segue no caminho correto para eliminar as enfermidades. 

“Os dados do boletim, do painel e a campanha lançada hoje mostram que é possível avançar mais no enfrentamento das hepatites. A hepatite B ainda não tem cura, mas pode ser controlada com a vacina, que é segura, eficaz e ofertada gratuitamente pelo SUS. As vacinas no Brasil são certificadas pela Anvisa e têm eficácia comprovada por estudos”, ressaltou.

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O Ministério da Saúde informou que as pacientes em tratamento de endometriose vão contar com duas novas opções de tratamento de base hormonal no Sistema Único de Saúde (SUS). Ainda em 2025, o Dispositivo Intrauterino Liberador de Levonogestrel (DIU-LNG) e o desogestrel serão incorporados à rede de saúde pública de todo o Brasil.

 

Nas mulheres que têm a doença, o tecido semelhante ao endométrio (que reveste o útero) cresce fora do útero em órgãos como ovários, intestino e bexiga, o que causa reações inflamatórias. Cólica menstrual intensa, dor pélvica crônica, dor durante a relação sexual, infertilidade e queixas intestinais e urinárias com padrão cíclico estão entre os principais sintomas da endometriose.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose afeta cerca de 10% das mulheres e meninas em idade reprodutiva no mundo todo, representando mais de 190 milhões de pessoas. No Brasil, o SUS registrou mais de 53.793 atendimentos especializados em 2024.

 

O Ministério deu mais detalhes sobre os novos tratamentos. O DIU-LNG, que pode ser conhecido pelas marcas mais conhecidas como Mirena ou Kyleena, suprime o crescimento do tecido endometrial fora do útero, sendo uma opção para mulheres com contraindicação ao uso de contraceptivos orais combinados (COCs). A nova tecnologia pode melhorar a qualidade de vida das pacientes, uma vez que sua troca só é requerida a cada cinco anos, o que contribui para aumentar a adesão ao tratamento.

 

Já o desogestrel é um anticoncepcional hormonal que atua principalmente inibindo a ovulação, que pode reduzir a dor e dificultar a progressão da doença. Ele age bloqueando a atividade hormonal, que impede o crescimento do endométrio fora do útero. Esse medicamento poderá ser usado como primeira linha de tratamento, ou seja, pode ser prescrito já na avaliação clínica até que o diagnóstico se confirme por meio de exames.

 

O DIU-LNG e o desogestrel foram incorporados pelo Ministério da Saúde, por meio da Portaria SECTICS/MS N° 41/2025 e da Portaria SECTICS/MS N° 43/2025. Na rede pública de saúde, as pacientes já contam com tratamento clínico e cirúrgico.

 

No primeiro caso, é ofertada terapia hormonal, como o uso de progestágenos e medicamentos hormonais, como contraceptivos orais combinados (COCs) e análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). Além disso, analgésicos e anti-inflamatórios podem ser utilizados para controle da dor. Vale destacar que as mulheres também contam com acompanhamento multidisciplinar.

 

Nos casos em que a cirurgia é indicada, estão disponíveis procedimentos como videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva para a remoção de focos de endometriose, também usada para diagnóstico quando necessário; a laparotomia, cirurgia aberta para casos mais complexos; e a histerectomia, que consiste na remoção do útero, sendo recomendada apenas em situações específicas e após avaliação criteriosa.

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As forças de segurança da Bahia intensificaram o combate ao armamento ilegal e registraram um aumento de 18% nas apreensões de armas de fogo no primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP-BA), 3.711 armas foram retiradas de circulação entre janeiro e junho deste ano, o que representa uma média de 20 apreensões por dia. No mesmo período de 2024, haviam sido recolhidas 3.134 armas.

 

O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, atribuiu parte da queda das mortes violentas no estado, registrada pelo terceiro ano consecutivo, à intensificação dessas ações. “A redução pelo terceiro ano consecutivo das mortes violentas na Bahia tem relação direta com o aumento do número de apreensões de armas de fogo”, afirmou.

 

Werner também destacou que a SSP tem aprofundado investigações sobre a origem e as rotas de entrada dos armamentos, com foco nas armas de fabricação estrangeira. O objetivo é desarticular as redes que abastecem o tráfico de armas no estado.

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Depois de uma queda acentuada entre abril e maio, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mês de junho teve apenas leve variação para baixo, fechando o mês em 0,24%. Foi o que mostrou o indicador divulgado nesta quinta-feira 10) pelo IBGE. 

 

Em maio a inflação oficial havia sido de 0,26%, e agora em junho portanto houve uma queda de 0,02%. No ano, a inflação acumulada, segundo o IBGE, é de 2,99% e, nos últimos 12 meses, de 5,35%. 

 

O resultado do IPCA de junho foi influenciado, principalmente, pela alta da energia elétrica residencial, que, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, registrou aumento de 2,96% no mês. Em todo o primeiro semestre do ano, a energia elétrica residencial já subiu 6,93%, registrando o principal impacto positivo individual (0,27%) no resultado acumulado de 2025. 

 

Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,64%) ocorreu em Rio Branco. Já a menor variação ocorreu em Campo Grande (-0,08%) em razão da queda nas frutas (-5,15%) e na gasolina (-1,38%).

 

Na cidade de Salvador, a alta de preços em junho foi de 0,29%, acima da média nacional de 0,24%. Apenas quatro capitais registraram inflação maior do que Salvador. 

 

No ano, a inflação acumulada em Salvador está em 3%, praticamente igual ao que foi verificado para todo o país (2,99%). Já nos últimos 12 meses, o IPCA para a capital baiana foi de 5,23%, abaixo da média nacional, que ficou em 5,35%. 

 

Outro impacto na composição da inflação oficial de junho saiu da alta de preços do grupo Habitação (0.99%). Esse resultado foi influenciado principalmente pela alta na taxa de água e esgoto (0,59%). 

 

Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas registrou a primeira queda (-0,18%) nos últimos nove meses. O grupo foi influenciado pela alimentação no domicílio, que saiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com quedas no ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). No lado das altas, destaca-se o tomate (3,25%).

 

Já a alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,46% em junho, frente ao 0,58% de maio. O subitem lanche passou de 0,51% em maio para 0,58% em junho, e a refeição, por sua vez, saiu de 0,64% em maio para 0,41% em junho.

 

O grupo dos Transportes também teve contribuição positiva relevante no mês (0,05%), aumentando 0,27% após recuo de 0,37% em maio. Mesmo com a queda dos combustíveis (-0,42%), as variações no transporte por aplicativo (13,77%) e no conserto de automóvel (1,03%) impulsionaram a alta.

 

Nos preços do grupo Vestuário (0,75%), destacam-se as altas na roupa masculina (1,03%), nos calçados e acessórios (0,92%) e na roupa feminina (0,44%). As demais variações e impactos no IPCA de junho foram: Saúde e cuidados pessoais (0,07%); Despesas pessoais (0,23%); Comunicação (0,11%); Educação (0,00%); e Artigos de residência (0,08%).

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A Prefeitura de Itabuna, por meio do Comando Geral da Guarda Civil Municipal (GCM), vinculada à Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SESOP), vem propondo e promovendo a qualificação e o preparo contínuo dos agentes.

A capacitação dos agentes de segurança pública é considerada basilar para a atividade de segurança, um pilar essencial para a estabilidade e o bem–estar da sociedade. Na terça-feira, dia 8, no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, a GCM promoveu curso para os inspetores e líderes de Guarnição da guardas civis municipais.

Foram palestrantes os psicólogos do trabalho Daniella Oliveira Campos, do Serviço Especializado de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMET), da Secretaria de Gestão e Inovação, e Gabriel Sauer, do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) da Secretaria Municipal de Saúde.

Em meio a desafios cada vez mais complexos e dinâmicos, onde as demandas sociais exigem respostas rápidas e equilibradas, a liderança qualificada torna-se crucial para garantir a eficácia das atividades operacionais, promovendo a confiança da comunidade.

“Líderes bem preparados possuem maior capacidade de tomar decisões assertivas, gerenciar crises, além de orientar suas equipes com clareza, promovendo um ambiente de trabalho mais justo e produtivo”, afirma o comandante da GCM, Inácio Pereira.

“A formação continuada permite que os profissionais da Guarda Civil Municipal se atualizem quanto à legislação, táticas operacionais, gestão de pessoas e tecnologias aplicadas que envolvam a atividade policial e de proteção social”, acrescenta.

“Um líder preparado é capaz de transformar não apenas a sua equipe, mas toda a estrutura organizacional, promovendo a evolução da segurança pública como um todo”, ressalta o titular da SESOP, secretário Humberto Mattos.

“Investir na formação profissional dos agentes de segurança pública é, portanto, uma forma estratégica de elevar os serviços prestados à sociedade, além de atuar como multiplicador de boas práticas, fortalecendo o respeito aos direitos fundamentais”, finaliza.

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Lançado nesta quarta-feira (9), o planejamento da operação para o sistema elétrico brasileiro para os próximos cinco anos vê degradação da capacidade de atender à demanda no horário de pico e recomenda medidas alternativas para resolver o problema.
Entre elas, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), está o retorno do horário de verão, suspenso pelo governo Jair Bolsonaro (PL), que pode se tornar “imprescindível” caso as condições de suprimento não melhorem nos próximos meses.
A preocupação com o suprimento de potência no horário de ponta vem crescendo nos últimos anos, com o aumento da oferta de energia solar, e foi reforçado no PEN (Plano da Operação Energética) para o período entre 2025 e 2029 lançado nesta terça.
O documento aponta desafios já de curto prazo para atender à demanda no início da noite. Durante o período seco de 2025, diz, todos os cenários indicam a necessidade de despacho de usinas térmicas além daquelas que não podem ser desligadas por inflexibilidade.
Uma das alternativas para enfrentar o problema, a contratação de capacidade adicional de energia de reserva seria resolvida por leilão anunciado pelo governo em 2024, mas a concorrência foi cancelada após questionamentos judiciais por parte de segmentos não atendidos pelo edital.
Sem o leilão, além do uso de térmicas, o ONS diz que os cenários indicam a necessidade de utilização da reserva operativa, um volume mínimo de energia armazenada nas hidrelétricas para controlar a frequência do sistema elétrico em caso de perda de unidades geradoras.
O operador já vem fazendo alertas sobre o problema ao CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico). Em maio, sugeriu uma série de medidas, como o horário de verão e o chamado mecanismo de resposta de demanda, que ressarce indústrias que se disponham a reduzir o consumo no horário de ponta.
Sugeriu ainda a antecipação da entrada de térmicas contratadas em 2021 com início de operações em 2026, a preservação de recursos hídricos para o período seco e a indicação de obras e ações para melhorar o suprimento no segundo semestre.
A adoção do horário de verão, diz, ainda é avaliada. “A depender das projeções de atendimento para os próximos meses, a adoção do horário de verão pode, eventualmente, ser recomendada ao CMSE como uma ação imprescindível”, afirmou, em nota.
O PEN 2025 vê a intensificação do problema no médio prazo, com o aumento da oferta de energia solar, menos controlável, e o crescimento do consumo no horário de pico. Por isso, reforça a necessidade de leilões anuais de capacidade para garantir o suprimento para garantir o equilíbrio estrutural do sistema.
E se posiciona de forma contrária a leilões de térmicas inflexíveis, como as aprovadas na lei que privatizou a Eletrobras, já que essas usinas poderiam agravar o problema de sobra de energia nos horários de maior geração solar.
“Com o crescimento das fontes intermitentes, novos desafios também surgiram para a operação”, afirmou em nota Marcio Rea, diretor geral do operador do sistema elétrico brasileiro, defendendo a contratação de energia flexível como fundamental para garantir a segurança.
“Precisamos cada vez mais de flexibilidade no sistema, com fontes de energia controláveis, que nos atendam de forma rápida para termos o equilíbrio entre a oferta e a demanda de energia, especialmente nos horários em que temos as chamadas rampas de carga”, disse.

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O Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, recebe, na próxima segunda-feira (14), a partir das 8h, o Congresso Águas de Futuro – Saneamento, Sustentabilidade e Desenvolvimento para Itabuna, promovido pela Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). O evento vai reunir especialistas, gestores públicos e lideranças regionais para debater os desafios e soluções para a universalização do saneamento e a recuperação da bacia hidrográfica do Rio Cachoeira.

Com o tema central Universalização do Saneamento e a Revitalização do Rio Cachoeira, o congresso será dividido em painéis, com palestras sobre estratégias de gestão, governança e regulação, sustentabilidade, recuperação ambiental e engajamento comunitário. A proposta, segundo a Emasa, é promover a troca de experiências e estimular políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável de Itabuna e do sul da Bahia.

“DEBATE URGENTE”

Segundo o presidente da Emasa, Ivan Maia, o congresso marca nova fase para o setor de saneamento no município. “Estamos diante de um debate urgente. Levar saneamento para todos e recuperar o Rio Cachoeira são compromissos com a vida, com a saúde e com o futuro”, afirmou.

O Congresso Águas de Futuro é gratuito e voltado para convidados, entre eles, profissionais da área, técnicos, gestores e representantes da sociedade civil. Para a direção da Emasa, a expectativa é que o evento se torne um marco no fortalecimento das políticas públicas de saneamento e preservação ambiental no município.

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A 4ª Edição do Ita Pedro, realizada pela Prefeitura de Itabuna, por meio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), reuniu um público recorde de 327 mil pessoas, segundo dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP/BA), e gerou um impacto econômico estimado em R$ 60 milhões, consolidando-se como o Maior São Pedro do Brasil.

O evento aconteceu entre os dias 26 e 29 de junho, na arena Zé Cachoeira, e reforçou Itabuna como referência nacional entre os grandes festejos juninos.

Criado para valorizar as tradições juninas e promover inclusão social, o evento tornou-se símbolo de pertencimento e orgulho para os itabunenses, além de um pilar de desenvolvimento cultural e econômico.

Ao todo, foram 36 atrações musicais, somando mais de 48 horas de música ao vivo. Grandes nomes da música brasileira como Henrique & Juliano, Zé Neto & Cristiano, Dilsinho, Solange Almeida, Lauana Prado, Natanzinho Lima, Dorgival Dantas, Hugo Henrique, Vitor Fernandes, Tayrone, Nadson o Ferinha, Tony Salles, entre outros, fizeram parte da programação, que também valorizou artistas regionais e locais.

A estrutura do Ita Pedro contou com palco moderno, plataforma giratória, cenografia temática e oito torres de LED e delay, garantindo qualidade de som e imagem para todo o público presente.

No ambiente digital, o evento também foi destaque: as redes oficiais ultrapassaram 27 milhões de impressões, e a transmissão ao vivo pelo YouTube posicionou o ItaPedro entre as festas mais assistidas do país no período. Mais de 170 profissionais de imprensa foram credenciados, garantindo cobertura em veículos locais, regionais e nacionais.

A segurança foi um dos pontos altos da festa. Com o apoio das forças policiais e uso de tecnologia para monitoramento, o evento foi considerado seguro e bem estruturado pelas autoridades da SSP/BA e pelas equipes envolvidas. Os serviços de saúde e atendimento ao público também funcionaram de forma eficiente.

A economia local sentiu os efeitos positivos da festa: além dos R$ 60 milhões movimentados, a rede hoteleira registrou 95% de ocupação, e o comércio teve um aumento médio de 16% nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior. A geração de empregos diretos e indiretos beneficiou ambulantes, fornecedores e demais setores de serviços, consolidando o ItaPedro como agente de estímulo à economia regional.

O ItaPedro reafirmou ainda seu compromisso com a responsabilidade social e a inclusão. A AACRRI (Associação dos Catadores de Recicláveis) recolheu mais de 6 toneladas de resíduos recicláveis, promovendo a sustentabilidade. O Espaço Social Kids acolheu filhos de ambulantes que trabalharam no circuito, o FrontStage acessível garantiu participação digna a pessoas com deficiência (PCDs), e o Ônibus Lilás promoveu ações educativas de enfrentamento à violência contra a mulher.

Essas iniciativas se alinham aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente nas áreas de igualdade de gênero, trabalho decente, consumo responsável e redução das desigualdades.

Para o prefeito Augusto Castro, o ItaPedro é exemplo de política pública bem executada, com impacto real na vida das pessoas:

“Itabuna se transformou em um dos principais destinos na rota dos grandes festejos juninos do país. Esse resultado é fruto de trabalho sério, planejamento, acolhimento e parceria com todos os setores. Recebemos turistas de várias partes do Brasil, geramos emprego, renda, movimentamos a economia local e mostramos que é possível fazer uma festa grandiosa com responsabilidade social e segurança para todos.”

O evento contou com apoio do Governo da Bahia e do Governo Federal, além de patrocínio da Caixa Econômica Federal, ROTA, EMASA, PlanSul, Petrobras, Natura, UNEX, Brasil Nutri Ambiental e Águia Branca.

Com organização, estrutura e planejamento, o Ita Pedro estabelece um novo padrão para os festejos populares no país, como modelo de gestão cultural integrada e resultados concretos para Itabuna e toda a região.

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A diretoria do Itabuna Esporte Clube iniciou uma “vaquinha online”, com o objetivo de arrecadar recursos para ajudar a equipe a disputar os jogos pela Série B do Campeonato Baiano de Futebol, tendo em vista que o time tem atuado distante de Itabuna desde o início da competição, pois o município está sem estádio apto para competições profissionais.

 

A diretoria do time convocou torcedores e empresários para colaborar com doações à equipe. “Estamos na semifinal. Mas não podemos jogar sozinhos. Torcedor, empresário, amigo dessa terra…É hora de mostrar que Itabuna não abandona os seus. Participe da Vaquinha On-line e contribua, compartilhe e apoie”, destaca a campanha.

A meta é obter R$ 50 mil em doações. Até o momento, captou pouco mais de R$ 1,6 mil. Clique aqui e veja como colaborar: Link da campanha: https://campanhadobem.com.br/campanhas/ajudeodragaosubir#/

Jogo

Após o resultado de empate (0 x 0) no primeiro jogo, Itabuna e Galícia voltam a se enfrentar no próximo domingo (13), no Estádio Alberto Oliveira, o Joia da Princesa, em Feira de Santana, a partir das 15h. Quem passar pelo adversário enfrentará o vencedor do confronto entre Fluminense e Bahia de Feira, que acontece no sábado, 12, na Arena Cajueiro.

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Uma operação em Aurelino LealItapitangaCanavieiras e Una, no Sul da Bahia, resultou na apreensão de quase 1,5 tonelada de carne e miúdos bovinos oriundos de abate clandestino, além da prisão de um homem por crime ambiental. As ações foram realizadas pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), com apoio da Polícia Militar (PM-BA) na última semana. O balanço da operação foi divulgado nesta quarta-feira (9).

Segundo a Adab, denúncias anônimas levaram a equipe da pasta aos espaços indicados, fazendo o flagrante em pontos de abate clandestino e locais de armazenamento inadequado de produtos de origem animal.

 

“Os produtos estavam sendo manipulados e armazenados sem qualquer controle sanitário, em ambientes insalubres e sem refrigeração adequada, o que representa grave ameaça à saúde da população”, disse a médica veterinária Lorena Silva.

 

Além das irregularidades sanitárias, a fiscalização também flagrou o descarte inadequado de resíduos de abate às margens de um curso d’água. A prática é considerada crime ambiental. Devido ao fato, o responsável foi detido em flagrante e encaminhado à delegacia para os procedimentos legais.

Ainda segundo a Adab, a carne apreendida foi destruída em graxarias de dois matadouros sob o Serviço de Inspeção Estadual (SIE), conforme os protocolos sanitários vigentes.

 

A agência ainda reforçou a importância da colaboração por meio de denúncias e alertou sobre os riscos do consumo de carne adquirida em estabelecimentos sem certificação sanitária.

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