A busca pelo emagrecimento rápido tem levado milhares de brasileiros a recorrerem às chamadas “canetas emagrecedoras”, como Ozempic e Mounjaro. Embora eficazes no controle da obesidade, especialistas alertam que o uso sem acompanhamento pode trazer riscos, entre eles a perda muscular associada à sarcopenia.

 

A endocrinologista Marina Cabral, coordenadora do Serviço de Endocrinologia do Hospital Mater Dei Salvador e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que a condição vai além do emagrecimento em si.

 

“A sarcopenia não é só perder quantidade, é também qualidade da musculatura e perda de funcionalidade. O indivíduo sarcopênico é aquele que, além de perder massa, perde força e capacidade de realizar atividades simples do dia a dia, como levantar de uma cadeira ou subir um degrau”, afirma.

 

O QUE É?
Com aproximadamente 28 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o envelhecimento populacional acentua a prevalência da sarcopenia. A condição está ligada à perda de massa muscular e é agravada por fatores como idade avançada, déficit nutricional, sedentarismo, tabagismo e presença de comorbidades.

 

De acordo com Marina Cabral, além dos idosos, outros grupos minoritários também são afetados.

 

“Pessoas com doenças crônicas, como problemas no fígado e no coração, além de pacientes desnutridos ou submetidos a restrições calóricas severas, também podem desenvolver a condição”, ressalta.

 

Um idoso de 61 anos, entrevistado pelo Bahia Notícias, contou que decidiu iniciar atividade física na terceira idade justamente para preservar sua autonomia.

 

“Iniciar academia e o tênis, para mim, foi fundamental para manter trabalhando minha cabeça e meu corpo. Não quero que meus filhos fiquem cuidando de mim”, disse ele.

 

CANETAS EMAGRECEDORAS
Apesar da popularidade dos medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade, a endocrinologista lembra que eles não são isentos de riscos.

 

“Essas medicações levam a uma perda de peso significativa, e nessa perda há redução de gordura e também de músculo. O desafio é minimizar ao máximo a perda muscular”, explica.

 

Pesquisas apontam que, em média, de 20% a 30% do peso eliminado pode corresponder à massa magra. Ou seja, de 10 quilos perdidos, até 3 quilos podem ser de músculo.

 

REDUÇÃO DE RISCOS
Para reduzir os efeitos da perda muscular, a endocrinologista orienta o que fazer, considerado por ela como “indispensável”.

 

“É fundamental ter uma dieta rica em proteínas, entre 1,2 a 1,6 gramas por quilo de peso por dia, associada à prática regular de musculação de duas a três vezes por semana”, orienta Marina Cabral.

 

Segundo ela, o uso de medicações sem supervisão, aliado a dietas restritivas e ausência de atividade física, amplia o risco de sarcopenia, especialmente entre os mais vulneráveis.

 

PERSPECTIVAS FUTURAS
Atualmente, não existem medicamentos específicos para prevenir a perda muscular durante o emagrecimento. No entanto, segundo Marina Cabral, novas substâncias já estão em estudo.

 

“Estão em desenvolvimento terapias com bloqueadores da miostatina e hormônios anabólicos seletivos que podem ajudar a reduzir a perda de massa magra durante o tratamento da obesidade”, afirma a endocrinologista.

 

A médica reforça que a sarcopenia não deve ser confundida apenas com a redução da massa muscular.

 

“É um tema muito discutido entre geriatras e oncologistas, porque trata de preservar a autonomia do paciente. No caso das medicações para obesidade, dificilmente haverá sarcopenia quando há supervisão adequada, mas com o uso disseminado e sem acompanhamento, os riscos aumentam”, concluiu.

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Pessoas em situação de rua e de vulnerabilidade social terão a oportunidade nesta terça-feira, dia 19, e quarta-feira, dia 20, das 9 às 17 horas, na Unidade Básica de Saúde José Maria de Magalhães Neto (antigo SESP), no centro de Itabuna, de ter acesso a serviços importantes em um só local e de forma facilitada durante o 1º Mutirão POP Rua Jud.

A iniciativa é da Justiça Federal e do Ministério Público Federal (MPF) e demais órgãos judiciais, em parceria com a Prefeitura de Itabuna e diversos órgãos públicos. Entre os serviços disponibilizados estão: cuidados básicos de saúde, atendimento jurídico, acesso a benefícios assistenciais, regularização de documentos, dentre outros.

Na área da Secretaria Municipal de Saúde, serão disponibilizados: vacinação, aferição de glicemia e de pressão arterial, auriculoterapia, aromaterapia e ventosa, Teste Rápido ISTs e atividades de educação e saúde.

“Nosso objetivo neste evento de cidadania é facilitar o acesso a serviços que a pessoa não tinha ou mesmo não buscava. Neste Mutirão, todos os serviços estarão em um só lugar, então acredito que facilitará muito”, destaca a secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes Aguiar.

Já o vice-prefeito e secretário interino de Promoção Social e Combate à Pobreza, Josué Brandão Júnior, ressalta a importância da iniciativa, reforçando os serviços que já são disponibilizados pela Prefeitura de Itabuna para pessoas em situação de rua.  “Reconhecemos como uma iniciativa muito importante, mas não podemos deixar de pontuar o que já vem sendo feito pela Administração Municipal”, disse.

Ele citou como exemplo o Consultório de Rua, iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde, e na área do Social, o Centro POP, que acolhe diariamente cerca de 60 pessoas com acesso a banho e duas refeições no dia.

E também o POP Acolhimento, que oferece serviços com psicólogo, assistente social, saúde, todas as refeições do dia e ainda desenvolve um trabalho para reatar o laço familiar dessas pessoas. 

Para finalizar, o vice-prefeito falou sobre a autorização dada pelo prefeito Augusto Castro (PSD) para a contratação de um imóvel que deverá funcionar como Casa de Passagem.

“A proposta é reduzir a exclusão social, oferecer acolhimento e também dignidade para essas pessoas para que possam sair daquela situação de rua. Vale ressaltar que esta não é uma situação exclusiva de Itabuna. O CadÚnico mostra que a população de rua aumentou em torno de 25%em todo o país”, afirmou.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, deu início nesta segunda-feira, dia 18, à Campanha de Vacinação Antirrábica 2025 pelo Bairro Califórnia. O trabalho é executado por meio de uma parceria entre os departamentos de Controle de Zoonoses e de Combate às Endemias.

Duas equipes de vacinadores integradas por Agentes de Combate às Endemias (ACE) se dividiram entre a Praça da Piedade e o final de linha do bairro. A dona de casa Maria Luíza Lopes levou seus dois cães para serem vacinados na Praça do Califórnia e ainda retornaria com mais um gato para a imunização. “Gosto muito de animais e uma das minhas obrigações com meus bichos é a vacinação, por isso não falho”, ressalta.

Já dona Elcinda Passos levou sua pet para ser imunizada e ainda revelou que tem outros quatro animais de estimação (dois gatos e dois cachorros) que ficam em um sítio em Mutuns que também serão vacinados no dia que a equipe de vacinação visitar aquela Vila a seis quilômetros de Itabuna. “Vou ficar atenta para não perder o dia da visita, pois preciso vacinar todos”, reforçou.

A coordenadora de Combate às Endemias, Lucimar Ribeiro, reforça que, além dos pontos fixos que serão montados nos bairros de acordo com a data programada para visitação, também será feita busca ativa nas localidades no entorno. “O nosso trabalho será sempre das 9 às 16 horas vacinando nos pontos fixos e buscando nas residências, principalmente os felinos que são mais resistentes”, explicou.

Nesta terça-feira, dia 19, a equipe de endemias estará nos bairros Nova Califórnia e Jardim América, enquanto na quarta-feira, dia 20, no Santa Inês e Antique. Já na quinta-feira, dia 21, no João Soares e Parque Boa Vista, e na sexta-feira, dia 22, no Fátima e Monte Cristo.

O trabalho, que integra a Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica, prossegue no sábado, dia 23, na BR-415, e no domingo, dia 24, na Vila de Mutuns.

“Neste ano, a expectativa é vacinar cerca de 40 mil cães e gatos com a ‘Vacina do Amor’, porque esse gesto de cuidado com a saúde dos animais reflete o amor dos tutores pelos seus bichinhos”, comentou a coordenadora de Combate às Endemias.

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta sexta-feira (15), a implementação da nova ferramenta que vai detectar o câncer de colo do útero, de forma precoce. Trata-se do teste de biologia molecular DNA-HPV, que será ofertada noSistema Único de Saúde (SUS).

 

Segundo a pasta, o método moderno e inovador representa um avanço para o rastreamento organizado da doença. Na Bahia, o novo teste vai beneficiar, nos próximos cinco anos, mais de 90 mil mulheres do município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

 

O lançamento ocorreu em território baiano na cidade da RMS no Centro de Atenção à Saúde da Mulher (CASM), com a presença da diretora da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa. Além da Bahia, outros 12 estados foram contemplados por já contar com serviços de referência para colposcopia e biópsia, garantindo fluxo assistencial completo para mulheres com resultados alterados.

 

A Tecnologia 100% nacional detecta 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) e identifica a presença do vírus no organismo antes da ocorrência de lesões ou câncer em estágios iniciais. A medida vai permitir o rastreamento precoce em cerca de 5,6 milhões de mulheres brasileiras nos próximos cinco anos

 

“A partir de hoje, estamos implementando essa nova forma de diagnóstico e prevenção do câncer do colo do útero em 12 estados brasileiros. Estamos aproveitando a infraestrutura criada durante a pandemia para os testes de biologia molecular. Essa estrutura agora será utilizada para o diagnóstico do HPV, permitindo reduzir o tempo de espera e iniciar o tratamento o mais rápido possível”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Hospital da Mulher de Recife.

 

De acordo com a pasta, a  implementação vai ocorrer por um município em cada estado, sendo ampliada conforme a finalização da troca do método. O órgão visa até dezembro de 2026, que o rastreio esteja presente na rede pública de todo o território nacional, beneficiando 7 milhões de mulheres de 25 a 64 anos por ano.

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As despesas do Ministério da Saúde para fornecer medicamentos a pacientes que obtêm decisões favoráveis na Justiça alcançaram R$ 2,73 bilhões em 2024 e o governo Lula (PT) teme crescimento exponencial do gasto com a chegada de novas drogas.
Esse tipo de gastos vem crescendo. O ministério afirmou à reportagem, em processo baseado na Lei de Acesso à Informação, que pagou R$ 1,8 bilhão em 2022 para fornecer medicamentos por ordens judiciais. Essa cifra tem subido mais de R$ 400 milhões por ano, alcançando R$ 2,24 bilhões em 2023 e R$ 2,73 bilhões no último ano. Na comparação de 2022 a 2024, a alta foi de 50%.
Apenas cinco medicamentos foram responsáveis por quase metade dos pagamentos. Para pacientes, porém, acionar a Justiça pode ser a única forma de ter acesso a remédios ainda não oferecidos na rede pública, em muitos casos para doenças graves e raras.
Um dos produtos que gera maior preocupação ao governo é o elevidys, terapia genética voltada a crianças com distrofia muscular de Duchenne, comprado por R$ 14,6 milhões. Em julho, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu o registro do produto por incertezas sobre a sua segurança, mas o ministério ainda é obrigado a comprá-lo por decisões judiciais.
A Saúde calcula que desembolsaria cerca de R$ 3 bilhões para fornecer a droga a todos os 213 pacientes que têm ações ativas na Justiça por acesso ao elevidys.
Para Antoine Daher, presidente da Febrararas (Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras), parte do custo da judicialização se dá pela demora do ministério em fornecer medicamentos já aprovados pela Anvisa.
“O paciente primeiro procura alguma alternativa terapêutica no SUS. Quando ele vê que não tem, faz um pedido administrativo, seja na secretaria local ou no Ministério da Saúde. Então recebe negativa e ingressa com uma ação judicial, porque a Constituição dá esse direito para ele”, afirma Daher, que é pai de um adolescente com síndrome rara.
Secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda afirma que a chegada de terapias avançadas, e de alto custo, torna imprevisível o impacto orçamentário para entrega dos medicamentos.
Segundo Massuda, o ministério busca alternativas para ampliar o acesso aos tratamentos, como negociar preços com a indústria e a produção no Brasil das tecnologias. Ele diz ainda que buscar a Justiça é um direito do paciente, mas que há casos em que os processos são abusivos.
“O problema é o uso da judicialização para fazer com que preços abusivos de medicamentos sejam adotados, explorando a dor das pessoas que precisam dos tratamentos e colocando o governo para arcar com o custo de medicamentos que muitas vezes estão em fase experimental”, disse o secretário.
Ainda de 2022 a 2024, a pasta pagou R$ 875 milhões por decisões envolvendo o fornecimento do vosoritida, um medicamento usado para acondroplasia, um tipo de nanismo. O segundo produto com maior peso no orçamento neste período foi o eculizumabe, tratamento para HPN (Hemoglobinúria Paroxística Noturna), que é uma doença rara das células sanguíneas. Em seguida, o atalureno custou R$ 765 milhões e é utilizado para a distrofia muscular de Duchenne.
Os dados de 2025 indicam R$ 1,7 bilhão empenhado para cumprir ordens de fornecimento de medicamentos, segundo levantamento feito pela reportagem com base nos dados de execução do Orçamento federal. Apenas a entrega do elevidys é responsável por R$ 352 milhões.
Massuda reconhece que diversos pacientes buscam a Justiça por drogas que já deveriam ser oferecidas na rede pública, e diz que o ministério tem aperfeiçoado as compras.
“Estamos investindo no sistemas de informação para a maior parte dos pedidos a gente poder vencer na fase administrativa, evitando a judicialização”, disse o secretário.
O ministério ainda firmou, em março, um acordo de compartilhamento de risco para fornecer o Zolgensma, utilizado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1. O remédio é um dos mais caros do mercado e custa cerca de R$ 7 milhões. O contrato condiciona o pagamento ao resultado da terapia no paciente, que será monitorado por uma equipe especializada.
Para Daher, os acordos de compartilhamento de risco são positivos por permitir negociar melhores preços e produzir dados sobre os tratamentos, mas a falta de centros especializados para lidar com os pacientes ainda é uma barreira. Ele ainda defende a reformulação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), órgão ligado ao ministério, para melhorar o acesso aos tratamentos.
ELEVIDYS FORA DO SUS

No último dia 13, o ministério rejeitou um pedido da farmacêutica Roche de fornecer regularmente no SUS o medicamento. A análise feita pela Conitec que baseou a decisão do ministério, afirma que “há incertezas quanto à eficácia dessa terapia, além de ela apresentar um perfil de segurança que indica risco potencial de eventos adversos graves, como miosite (inflamação dos músculos) e lesão no fígado”.
O mesmo documento diz que os ganhos clínicos com a droga não superam os do tratamento convencional com corticosteroides. “Também foi discutido o alto custo da terapia e seus impactos financeiros nos sistemas de saúde”, afirma o relatório da Conitec, que estimou impacto de R$ 9,3 bilhões com o tratamento em cinco anos, caso o pedido da Roche fosse aprovado.
A decisão do ministério, porém, não barra a entrega dos medicamento nos casos em que o paciente tem uma ordem da Justiça.
Em nota, a Roche disse que “acredita no potencial transformador dessa nova tecnologia”. “Compreendemos o profundo impacto que esta decisão causa na comunidade de distrofia muscular de Duchenne, especialmente nas famílias que aguardam com altas expectativas por esta terapia, dada a necessidade médica não atendida pela progressão da doença”, diz a farmacêutica.

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As mortes de três mulheres em Ilhéus, no Litoral Sul, provocaram comoção e levaram dezenas de pessoas às ruas em um protesto neste domingo (17). Até o início da manhã desta segunda-feira (18) não havia informações sobre a prisão de suspeitos. O ato de protesto reuniu mulheres vestidas de branco, que caminharam pela BA-001, próximo à Praia dos Milionários, onde as vítimas foram encontradas mortas.

Segundo a TV Santa Cruz, com cartazes e frases como “Parem de nos matar”, “Calaram três de nós” e “Justiça”, as manifestantes cobraram respostas das autoridades. Policiais militares acompanharam a mobilização.

 

As vítimas foram identificadas como Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos; Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41; e Mariana Bastos da Silva, de 20. Maria Helena e Alexsandra eram professoras da rede municipal e vizinhas, enquanto Mariana era filha de Maria Helena. As três moravam a cerca de 200 metros da praia.

 

O grupo estava desaparecido desde sexta-feira (15), quando saiu para passear com um cachorro na areia da Praia dos Milionários. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que elas caminhavam pelo local. Os corpos foram encontrados no sábado (16), em uma área de vegetação próxima à orla. O cachorro foi localizado vivo, amarrado a um coqueiro ao lado das vítimas.

 

Conforme a polícia, elas apresentavam marcas de facadas. A delegacia de Ilhéus investiga a autoria e a motivação do crime.

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A última apresentação de Gal Costa, realizada em setembro de 2022 no Coala Festiva, será transformada em vinil pela gravadora Biscoito Fino.

 

Em anúncio feito nesta semana pelo produtor Marcus Preto, foi revelado a intenção da gravadora de homenagear a artista no ano em que ela completaria 80 anos.

 

O “novo álbum”, trará parte do repertório de sua última turnê, “As Várias Pontas de uma Estrela”, com direito a músicas como “Açaí”, “Brasil”, “Fé Cega” e “Faca Amolada”, além das participações de Rubel e Tim Bernardes.

 

O show completo segue disponível no canal do Coala Festival no YouTube, no entanto, a Biscoito Fino irá transformar a apresentação em um registro oficial com lançamento digital e no formato LP duplo.

 

O disco tem lançamento previsto para 26 de setembro, data em que Gal celebraria 8 décadas.

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A Prefeitura de Itabuna, através da Fundação Itabunense de Cultura (FICC), nos dias 19 e 28 dará continuidade ao ciclo de Escutas Públicas para a elaboração do Plano de Ação de Recursos (PAR) da Lei Aldir Blanc. Por isso, está convocando toda a comunidade de cada setorial: Música, Artes Cênicas, Artes Visuais, Audiovisual, Artesanato, Comunicação, Cultura Afro e Cultura Popular.

O objetivo é que entidades, artistas e ativistas culturais possam contribuir na definição, discussão e estabelecimento de metas que poderão ser anuais ou plurianuais para a utilização dos recursos da PNAB.

Os recursos serão distribuídos através de editais direcionados a agentes, coletivos  e instituições culturais. As escutas ocorrerão no Centro de Cultura Adonias Filho – sempre às 18h. Deste modo, a FICC espera a presença e a participação ativa dos diversos segmentos culturais na elaboração deste plano estratégico.

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A Pesquisa da AtlasIntel divulgada, nesta quinta-feira (14), mostra que 81% dos brasileiros não confiam no Congresso Nacional. O Supremo Tribunal Federal (STF) não tem a confiança de 51,3% e o governo federal não tem de 52%.

Ainda segundo o levantamento, 58% disseram não confiar nas Forças Armadas e militares. 

Segundo os entrevistados, 62,3% acreditam que as ações ocorridas no 8 de janeiro de 2023, feitas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foram completamente injustificadas. O levantamento feito também mostrou que 83,3% discordam das ações.

Sobre a responsabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na invasão do 8 de janeiro, houve um empate técnico de 48,8% acham que foi culpa dele e o restante não. Já sobre a prisão do ex-presidente, decretada em 4 de agosto, 52,1% são contra. 

A pesquisa foi feita entre os dias 3 e 6 de agosto de 2025, com 2.447 brasileiros, de 16 anos ou mais. O nível da confiança é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. 

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O Ministério da Saúde anunciou o investimento de R$ 1,8 milhão para fortalecer bancos de leite humano na Bahia. Desta quantia, será destinada R$ 180 mil para cada uma das 10 unidades localizadas no estado. Segundo a pasta, os valores fazem parte  de um investimento nacional de R$ 40,6 milhões para qualificar e ampliar os serviços oferecidos por 226 unidades da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-BR) em todo o país.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha celebrou a iniciativa e relembrou acerca do Agosto Dourado, campanha de conscientização sobre o aleitamento materno.

“Iniciamos o Agosto Dourado com a liberação destes recursos para fortalecer os Bancos de Leite Humano, mantendo o Brasil como referência mundial. Amamentar é um gesto que vai além da nutrição. É um ato de cuidado, vínculo e saúde, com impactos positivos para o bebê e a mãe”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

De acordo com o órgão, com a verba as unidades poderão adquirir materiais e realizar serviços essenciais para o funcionamento dos bancos de leite como coleta, processamento, armazenamento, controle de qualidade e distribuição do leite humano.

Ações de comunicação, mobilização social e assistência direta às famílias também estão previstas no período. No geral, são 226 bancos distribuídos em todos os estados do país e no Distrito Federal.

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Micro, pequenas e médias indústrias da Bahia ainda podem se inscrever no último ciclo de 2025 do Programa Brasil Mais Produtivo (B+P), executado no estado pelo SENAI CIMATEC. A iniciativa oferece consultoria totalmente subsidiada, sem custos para as empresas, com foco em aumento da produtividade e competitividade industrial.

 

O programa aplica metodologias enxutas e soluções digitais acessíveis para otimizar processos, reduzir desperdícios e elevar a eficiência operacional. No atendimento a manufaturas, os ganhos de produtividade podem chegar a 20%. Desde sua implementação, cerca de 400 indústrias em 36 cidades da Bahia foram beneficiadas, alcançando resultados concretos em apenas três meses de acompanhamento.

 

Podem participar empresas com CNAE de fabricação, mais de cinco colaboradores registrados e áreas produtivas com potencial de melhoria. Os consultores do SENAI CIMATEC atuam diretamente no chão de fábrica, capacitando equipes e implantando ferramentas para aperfeiçoamento contínuo.

 

Vanessa Nascimento, especialista de negócios do SENAI CIMATEC, destaca a relevância da oportunidade: “É um atendimento de altíssimo nível, realizado no próprio ambiente produtivo, que gera resultados mensuráveis já nos primeiros meses, sem necessidade de investimento da empresa”.

 

O programa conta com apoio da FIEB, Sebrae, SENAI, EMBRAPII, Finep, BNDES, ABDI, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Governo Federal. Mais informações e inscrições estão disponíveis no site: brasilmaisprodutivo.mdic.gov.br.

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As denúncias de abuso e exploração sexual infantil recebidas pela SaferNet Brasil aumentaram 114% desde a publicação de um vídeo do influenciador e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, que expôs como criadores de conteúdo monetizam vídeos com teor sexual envolvendo crianças e adolescentes nas redes sociais.

O vídeo, publicado em 6 de agosto e que ultrapassou 38 milhões de visualizações, denunciou a prática e chamou atenção para o uso de plataformas e códigos para comercializar esse tipo de material. Entre a data da postagem e 0h de terça-feira (12), a SaferNet registrou 1.651 denúncias únicas, contra 770 no mesmo período do ano passado.

A ONG, que há quase 20 anos mantém o Canal Nacional de Denúncias de Crimes e Violações de Direitos Humanos na internet, informou que no primeiro semestre de 2025 foram contabilizadas 28.344 denúncias, número 19% superior ao do mesmo período de 2024. Esse crescimento é considerado dentro da normalidade, após queda de 26% registrada no ano anterior.

O presidente da SaferNet, Thiago Tavares, atribuiu o aumento expressivo em agosto à repercussão do vídeo de Felca. Segundo ele, o material gerou um debate que não se via há anos no país sobre o abuso sexual infantil online, incentivando mais pessoas a denunciarem.

No vídeo, Felca destacou dois pontos já denunciados pela SaferNet: o uso do aplicativo Telegram para distribuir e vender conteúdo de abuso sexual infantil e o emprego de siglas, acrônimos e emojis para camuflar negociações e atrair vítimas. Entre os exemplos citados está a sigla “cp” (child porn), encontrada em grupos de troca e venda desse tipo de material.

A SaferNet ressalta que evita o uso do termo “pornografia infantil”, por entender que ele minimiza a gravidade dos crimes, que envolvem estupro, abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

As denúncias recebidas pela organização são anônimas e, após filtragem e eliminação de duplicidades, são encaminhadas ao Ministério Público Federal, que avalia o mérito e, quando há indícios de crime, conduz as investigações cíveis e criminais.

Fundada em 2005, a SaferNet atua na promoção dos direitos humanos na internet, mantém canais de denúncia e ajuda a vítimas de crimes virtuais e desenvolve projetos educacionais sobre cidadania digital.

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