A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou nesta quinta-feira (11) o julgamento da ação da trama golpista.

Por 4 votos a 1, os ministros condenaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A maioria dos réus foi condenada a mais de 20 anos de prisão em regime fechado.

Apesar da definição do tempo de condenação, Bolsonaro e os demais réus não vão ser presos imediatamente. Eles ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações. Somente se os eventuais recursos forem rejeitados, as prisões poderão ser efetivadas.

CONFIRA AS PENAS DE CADA CONDENADO

– Jair Bolsonaro – ex-presidente da República: 27 anos e três meses;

– Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022: 26 anos;

– Almir Garnier – ex-comandante da Marinha: 24 anos;

– Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;

– Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos;

– Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa: 19 anos;

– Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 2 anos em regime aberto e garantia de liberdade pela delação premiada;

– Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias.

Ramagem foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Ele é deputado federal e teve parte das acusações suspensas. A medida vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, ambos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

As inscrições para o Vestibular 2026 da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) começam na próxima terça-feira (16) e vão até 8 de outubro, exclusivamente pelo site vestibular2026.uneb.br. A taxa de inscrição é R$ 90,00 e deve ser paga até a data indicada no boleto bancário.

Estão sendo ofertadas 5.974 vagas para o processo seletivo, das quais 4.219 vagas para cursos de graduação na modalidade presencial, 600 para cursos na modalidade a distância (EaD) ofertados pela Uneb e 1.155 para cursos na modalidade EaD pelo Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).

Segundo o edital de seleção, será feita a reserva de 40% do total de vagas para negros. A política de cotas da universidade também prevê o direito a 5% de sobrevagas para indígenas; quilombolas; ciganos; transexuais, travestis e transgêneros; pessoas com deficiência, com transtorno do espectro autista e com altas habilidades. Cada grupo contará com essa porcentagem em todos os cursos.

Estão habilitados a concorrer às vagas ou sobrevagas reservadas, os candidatos que se autodeclarem parte dos grupos citados; tenham cursado todo o Ensino Fundamental II e todo o Ensino Médio exclusivamente em escola pública; registrem o valor máximo de renda bruta familiar e se enquadrem nos requisitos previstos pelo edital do processo seletivo.

PROVAS EM JANEIRO

As provas serão aplicadas nos dias 11 e 12 de janeiro de 2026. A relação de cursos, quadro de vagas, informações sobre as provas, documentação exigida e cronograma da seleção constam no site e edital do Vestibular Uneb 2026.

ISENÇÃO DA TAXA

A Uneb vai abrir também inscrições para concessão de isenção do pagamento da taxa de inscrição no Processo Seletivo Vestibular 2026, nos dias 16 e 17 de setembro.

De acordo com o edital de isenção, podem ser beneficiados candidatos concluintes ou egressos do ensino médio, em estabelecimento de ensino das redes públicas da Bahia ou municipais do estado, ou que tenham cursado o ensino médio por meio de exames supletivos ou curso equivalente, também das redes públicas de Salvador ou de cidades do interior baiano.

Também podem solicitar o benefício servidores das universidades públicas estaduais(Uneb, Uefs, Uesc e Uesb) ou seus filhos, cônjuges e dependentes judiciais de primeiro grau.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O grupo mineiro Economart iniciou nesta quinta-feira (11) a seleção de profissionais para cargos de liderança em varejo alimentar na loja que será inaugurada em Itabuna. São oferecidas vagas para encarregados e subgerentes (confira a relação completa abaixo). Itabuna se tornará a porta de entrada do grupo no sul da Bahia.

Hoje, são ofertadas 11 vagas para encarregados e subgerentes. As vagas para demais cargos serão abertas gradativamente No total, o Economart deverá empregar entre 250 e 300 funcionários no atacadão em Itabuna, num investimento estimado em cerca de R$ 90 milhões.

A loja no município sul-baiano funcionará ao lado da Faculdade Afya (Santo Agostinho), na Avenida Ibicaraí, na Nova Itabuna, próximo ao trevo das BRs 415 e 101.

O grupo espera inaugurar o atacadão ainda no final deste semestre, conforme apurado pelo PIMENTA, o que vai depender das condições climáticas para evolução da obra.

CADASTRAMENTO

Os candidatos interessados nas vagas abertas hoje devem se dirigir à unidade do SineBahia, no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. Documentos exigidos são carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. O atendimento encerra-se às 16h. Confira as vagas.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Produções de estudantes da Universidade Estadual de Santa Cruz roubaram a cena e venceram quatro categorias da 31ª Exposição de Pesquisa e Produção Experimental em Comunicação (Prêmio Expocom), que ocorreu de 1º a 5 de setembro, na Faese, em Vitória (ES), durante o 48º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom). Todos os vencedores da Uesc são alunos do curso de Comunicação Social, com habilitação em Rádio, TV e Internet.

Entre os premiados, David de Jesus Bela e Hugo Martins de Santana foram os campeões na categoria Vinheta, com o trabalho Corpos Dissidentes: Falando de Arte, Amor e Pertencimento”. A dupla também foi premiada na categoria Produção Multimídia, com o projeto “Babel: No Beat da Periferia”. A obra é uma produção transmídia (composta por diferentes meios de linguagem), feita sob a orientação do professor Rodrigo Bomfim.

Na categoria Ficção em Vídeo, o estudante Brendo Amaral Santos conquistou o prêmio com  Alvo – Violência Policial contra Corpos Negros no Brasil, orientado pelas professoras Verbena Córdula e Betânia Barreto. Já o estudante Thalys Henrique Pereira Santos recebeu o reconhecimento em Direção de Fotografia com o projeto O Festim de Saturno, também orientado pela professora Betânia Barreto.

Com o filme Interseção, a estudante Laysa Reis Trindade ficou entre os cinco finalistas da categoria de Ficção de Curta Metragem, após vencer a etapa regional da Exposição, orientada pela professora Betânia Barreto.

Promovido desde 1977, o Intercom é o maior encontro acadêmico da área da Comunicação no Brasil, reunindo estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais para debater temas ligados ao Jornalismo, Publicidade, Relações Públicas, Rádio, TV, Cinema, Produção Editorial e Mídias Digitais.

A Uesc já havia conquistado diversos prêmios em edições anteriores do Expocom e, em 2025, ampliou o número de indicações e de vitórias, reafirmando seu lugar de referência nacional em produções acadêmicas em Comunicação.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, votou pela procedência da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso da Trama Golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. Com o voto, o STF forma maioria, por 3×1, para condenar os réus.

 

No voto, a ministra destacou a importância de cada processo que chega à Corte, independentemente de sua complexidade. “Todos os casos submetidos à apreciação desta Casa são importantes. O presente caso, o caso mais singelo, que diga respeito a uma única pessoa, exige de cada um de nós, julgadores, a mesma dedicação, a mesma seriedade, a mesma responsabilidade no julgamento”, afirmou.

 

A ministra ressaltou que processos penais são especialmente delicados, pois envolvem direitos fundamentais. No caso em questão, no entanto, ela apontou um elemento singular: “O que há de inédito, talvez, nessa ação penal, é que nela pulsa o Brasil que dói. A presente ação penal é quase um encontro do Brasil com o seu passado, o seu presente e com o seu futuro”.

 

Cármen Lúcia fez referência aos eventos de 8 de janeiro de 2023, classificando-os como um acontecimento grave e não casual. “Não foi um acontecimento banal, depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram para passear. O inédito e infame conjunto de acontecimentos havidos ao longo de um ano e meio para inflar, instigar por práticas variadas de crimes, quando haveria de ter uma resposta no direito penal”.

 

A ministra rejeitou todas as preliminares arguidas pela defesa, incluindo alegações de parcialidade, cerceamento de defesa e questionamentos sobre a delação premiada de Mauro Cid. Sobre este último, afirmou não haver nos autos qualquer elemento que maculasse a voluntariedade da colaboração.

 

No mérito, Cármen Lúcia foi enfática ao afirmar que a PGR apresentou “prova cabal” de que o grupo implementou um plano de ataque às instituições democráticas. Ela reforçou a lisura do sistema eleitoral brasileiro e criticou a estratégia de desinformação que, segundo ela, foi utilizada para semear desconfiança.

 

“Pra mim, há prova da presença de conluio entre essas pessoas, no sentido de uma organização que se integra, com a liderança do Jair Messias Bolsonaro”, declarou. A ministra votou pela condenação dos réus pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado democrático de direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

 

Ela destacou que a atuação de Bolsonaro não se deu de forma indireta ou acidental, mas como líder e causador da organização criminosa. “O que mais se alega é que não há formalmente assinatura. Até onde a gente tem algum conhecimento da história, realmente passar recibo no cartório não é exatamente o que acontece nesses casos. Ele não foi tragado, ele é o causador, o líder da organização”.

 

Com o voto da ministra, o STF formou maioria pela condenação dos réus.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A produção nacional de grãos bateu um novo recorde histórico, com 350,2 milhões de toneladas produzidas no ciclo 2024/25. O volume supera o obtido na temporada 2022/23, quando foram colhidas 324,36 milhões de toneladas.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), estatal vinculada ao MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), responsável por executar a política agrícola e de abastecimento de alimentos do país.
O evento realizado em Brasília teve a presença do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), além dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e o presidente da Conab, Edegar Preto.
“Os três últimos anos foram recordes no Plano Safra 2023, 2024 e 2025, além de recordes de exportação. O Brasil saiu do mapa da fome, e hoje temos deflação de alimentos”, disse Carlos Fávaro.
Os dados do 12º Levantamento da Safra 2024/2025 apontam que a soja registrou produção recorde, estimada em 171,5 milhões de toneladas, alta de 20,2 milhões de toneladas sobre a safra passada. Na safra 2024/25, a maior produtividade ficou por conta de Goiás, com 4.183 kg/ha, e a menor no Rio Grande do Sul, com 2.342 kg/ha, onde as regiões produtoras passaram por altas temperaturas e irregularidades nas precipitações a partir de dezembro até o fim de fevereiro.
A safra agrícola sempre envolve dois anos porque o plantio acontece em um ano e a colheita, no ano seguinte. A soja, por exemplo, que foi plantada no segundo semestre de 2024 (setembro a novembro), só foi colhida no primeiro semestre de 2025 (janeiro a abril).
Houve produtividade recorde na média nacional nas lavouras de milho, considerando as três safras do grão, estimada em 6.391 quilos por hectare no atual ciclo. Com isso, é esperada uma produção total de 139,7 milhões de toneladas na safra 2024/25, aumento de 20,9% em relação a 2023/24 e a maior colheita do produto já registrada pela estatal.
Na primeira safra, a produção foi estimada em 24,9 milhões de toneladas, crescimento de 8,6% sobre a safra anterior. Na segunda safra, com 97% da área colhida e 3% em maturação, estima-se um crescimento de 24,4% na produção, prevista em 112 milhões de toneladas, e, para a terceira safra, com as lavouras em desenvolvimento, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas.
É esperado, ainda, um recorde para o algodão, com a produção da pluma sendo estimada em 4,1 milhões de toneladas. O resultado representa uma alta de 9,7% sobre a safra anterior e é sustentado pelo aumento de 7,3% na área semeada e pelas condições climáticas favoráveis.
Para o arroz, que já possui colheita encerrada, a produção alcançou 12,8 milhões de toneladas, crescimento de 20,6% sobre 2023/24 e a 4ª maior já registrada. O aumento reflete a expansão de 9,8% na área semeada e as condições climáticas favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. No caso do feijão, a estimativa da Conab traz uma produção próxima a 3,1 milhões de toneladas, somando-se as três safras do grão, o que garante o abastecimento interno do país.
Dentre as culturas de inverno, o trigo teve uma redução de 19,9% na área destinada para o grão em relação à safra passada, totalizando 2,4 milhões de hectares neste ciclo. Já a produtividade tende a apresentar uma recuperação, saindo de 2.579 quilos por hectare em 2024 para 3.077 kg/ha neste ano. A produção está estimada em 7,5 milhões de toneladas nesta safra, redução de 4,5% em comparação com a temporada passada.
Durante a apresentação dos dados, o ministro Paulo Teixeira afirmou que, a despeito do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as vendas aos americanos seguem fortes.
“O impressionante é que eu tenho ouvido dos produtores brasileiros, que os americanos não estão abrindo mão dos produtos brasileiros, apesar do tarifácio. Eles continuam comprando carne, continuam comprando frutas, continuam comprando os nossos produtos que são fundamentais para a economia americana. E eu espero que, a partir dessa semana, eles comecem a abaixar o tarifácio porque estão prejudicando muito o consumidor americano”, disse.
Fávaro também aproveitou a ocasião para criticar a gestão de Jair Bolsonaro, lembrando que esta chegou a cogitar o fechamento da Conab.
“Somente o governo descompensado como tivemos pensaria em fechar a Conab. Somente um governo que não pensa nos brasileiros teria a coragem dos seus idealizadores de idolatrar, no 7 de setembro, a bandeira norte-americana. É disso que estamos falando”, comentou.
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o papel da estatal na regulação de preços nacionais, evitando efeitos de sazonalidade que impactam o bolso do consumidor. “Tem momentos que a safra é recorde e o preço cai. É a hora de comprar e a hora de fazer estoque. Lá na frente, isso é cíclico. A safra desaba e o preço dispara. É a hora de colocar produto para ter uma regularidade de preços e evitar que o povo, que o consumidor fique sempre perdendo.”
Edegar Preto, presidente da estatal, disse que a companhia voltou a fazer estoques de alimentos, ajudando a controlar a inflação. “Voltamos a fazer estoques públicos depois de 11 anos que não tínhamos estoque de arroz.Fazia 14 anos que não havia estoque de trigo. Agora temos estoque de trigo. Temos estoque de milho. Estamos comprando mais milho para reformular os nossos estoques, estamos fazendo subvenção para o feijão”, declarou.
O governo federal vai liberar R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro para renegociação de dívidas de produtores rurais que tiveram perda de safra devido a adversidades climáticas.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A Bahia tem mais de 500 casos confirmados de microcefalia causada pelo zika vírus. As crianças afetadas pela síndrome congênita e suas famílias serão beneficiadas com o pagamento de uma indenização de R$ 50 mil e com uma pensão vitalícia mensal de R$ 8,1 mil, conforme portaria conjunta do Ministério da Previdência Social e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que regulamentou o apoio financeiro nesta semana.

De acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), de 2015 a 2025, foram notificados 2.374 casos suspeitos da síndrome congênita no estado, com 557 confirmações. O auge da crise ocorreu em 2015 e 2016, quando a relação entre o vírus e a microcefalia foi reconhecida cientificamente e a rede de saúde baiana passou a lidar com um volume inédito de diagnósticos e atendimentos. Neste período, foram 1003 casos suspeitos, com 332 confirmações.

Para a secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, a regulamentação corrige dívida histórica com as crianças e suas famílias. “A Bahia foi um dos estados que mais sofreu com a epidemia de Zika e, até hoje, acompanhamos centenas de crianças que dependem de cuidados permanentes. O apoio financeiro não substitui a dor, mas representa o reconhecimento da luta dessas famílias e garante condições mais dignas de vida. E cabe ao SUS manter uma rede de atenção ativa e acolhedora, para que essas crianças tenham acesso integral à saúde e à reabilitação”, afirmou.

AÇÃO ESTADUAL

O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia mantém a agenda de cuidados voltados para crianças com sequelas do zika vírus. Até o momento, já foram feitas 48 consultas e 28 cirurgias em pacientes pediátricos acompanhados pela unidade.

No dia 26 de setembro, o Hospital promoverá um novo mutirão, com dez cirurgias em um único dia. Conforme a Sesab, a iniciativa integra a estratégia da unidade de oferecer assistência resolutiva, humanizada e de alta qualidade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das famílias impactadas pela epidemia de zika. Só esse ano a unidade já operou 92 pacientes pediátricos neuropatas.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) oficializou a criação do Núcleo de Combate aos Ilícitos Cibernéticos (NUCCIBER). A medida, aprovada por uma Resolução pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça, visa aprimorar a estrutura institucional para uma atuação mais global, eficaz e especializada no enfrentamento a essas modalidades delitivas, frequentemente vinculadas à criminalidade organizada.

 

A resolução, publicada nesta quarta-feira (10), fundamenta a decisão na estatística que coloca o Brasil entre os países com maior número de ilícitos cibernéticos no mundo. O texto destaca milhares de vítimas brasileiras e prejuízos que atingem bilhões de dólares, sublinhando a necessidade premente de especialização e de maior eficiência na prevenção e repressão a criminosos que atuam no ciberespaço.

 

O NUCCIBER será vinculado diretamente à Procuradoria-Geral de Justiça, terá sede na capital Salvador e atuação em todo o território baiano. Entre suas competências, está prestar apoio jurídico às Procuradorias e Promotorias de Justiça na instrução de procedimentos extrajudiciais e ações judiciais relacionadas a crimes cibernéticos.

 

De acordo com o MP-BA, o núcleo atuará, por designação do Procurador-Geral de Justiça, em conjunto com o promotor natural ou com grupos especiais de atuação em investigações criminais e civis que demandem expertise específica, ressalvadas as atribuições exclusivas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

 

Além disso, o documento afirma que nova unidade também terá um papel proativo na promoção da segurança digital, ou seja, ficará encarregada de ministrar campanhas de conscientização para a sociedade sobre o uso adequado e seguro da internet, incluindo a publicação de boletins, cartilhas e material informativo para a proteção do cidadão e a defesa dos direitos humanos no ambiente digital.

 

O núcleo deve propor, também, a celebração de convênios com provedores de internet e instituições públicas ou privadas para obter subsídios técnicos e captar recursos, além de sugerir medidas de aprimoramento em tecnologia da informação e políticas públicas integradas para a prevenção de ilícitos.

 

A estrutura organizacional do NUCCIBER, incluindo a designação de membros, será definida por ato do Procurador-Geral de Justiça, podendo contar com servidores e promotores designados com ou sem prejuízo de suas funções originárias.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Na tarde desta quarta-feira (10), o prefeito de Itaju do Colônia, Elder Fontes, esteve no Ministério da Agricultura, onde se reuniu com o ministro Carlos Fávaro, acompanhado do deputado federal e representante da região, Paulo Magalhães.

Com rapidez, a gestão municipal elaborou e viabilizou o projeto, que foi oficialmente entregue durante o encontro. A proposta do frigorífico municipal recebeu elogios e foi prontamente acolhida pelo ministro, que assegurou celeridade na análise e prioridade para a celebração de convênio entre União e Município.

O empreendimento prevê a implantação de uma unidade com capacidade para o abate de até 100 animais por dia, contemplando bovinos, suínos e caprinos.

A conquista representa um avanço histórico para a economia regional, gerando emprego, renda e fortalecendo a cadeia produtiva da pecuária em Itaju do Colônia e em toda a região.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Graças a quedas acentuadas de preços nos setores de Habitação, Alimentação e Transportes, a inflação brasileira registrou deflação no mês de agosto, com resultado negativo de -0,11%. Foi o que revelou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (10). 

 

A deflação registrada pelo IBGE em agosto ficou 0,37 ponto percentual abaixo da taxa de 0,26% de julho. E o resultado de -0,11% é o primeiro índice negativo desde agosto de 2024 (-0,02%), além de ter sido o mais intenso desde setembro de 2022 (-0,29%). 

 

No ano, o IPCA acumula alta de 3,15%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,13%, abaixo dos 5,23% dos 12 meses imediatamente anteriores. 

 

A variação e o impacto negativo mais intensos vieram do grupo Habitação (-0,90% e -0,14 p.p.), devido à queda na energia elétrica residencial (-4,21%), subitem que exerceu o impacto mais intenso no índice (-0,17 p.p.). 

 

Também tiveram quedas em agosto o grupo Alimentação e bebidas (-0,46% e -0,10 p.p.) e Transportes (-0,27% e -0,06 p.p.), que exercem maior peso na composição do IPCA juntamente com Habitação.

 

Além deles, Comunicação e Artigos de residência também tiveram deflação (ambos com -0,09% de variação) e os demais grupos registraram variações e impactos positivos:  Educação (0,75%), Saúde e cuidados pessoais (0,54%), Vestuário (0,72%) e Despesas pessoais (0,40%).

 

Habitação saiu de um aumento de 0,91% em julho para uma queda de 0,90% em agosto. Essa queda, segundo o IBGE, configurou o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real. 

 

O grupo foi influenciado pela energia elétrica (-4,21% e -0,17 p.p.), com queda em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, apesar de estar em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos. 

 

Já o grupo Alimentação e bebidas (-0,46%), de maior peso no índice, teve deflação pelo terceiro mês consecutivo (-0,18% em junho e -0,27 em julho). A queda de agosto foi influenciada pela alimentação no domicílio, com -0,83%, após redução de 0,69% em julho. 

 

O IBGE destaca as reduções de preços no tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%). Já a alimentação fora do domicílio desacelerou na passagem de julho (0,87%) para agosto (0,50%). 

 

Transportes saiu de 0,35% em julho para -0,27% em agosto. O resultado reflete a queda nas passagens aéreas (-2,44%) e nos combustíveis (-0,89%). 

 

Pelo lado das altas, o grupo Educação variou 0,75% em agosto com a incorporação de reajustes nos cursos regulares (0,80%), principalmente por conta dos subitens ensino superior (1,26%) e ensino fundamental (0,65%). A alta dos cursos diversos (0,91%) foi influenciada pelos cursos de idiomas (1,87%).

 

No Vestuário (0,72%), destacam-se as altas na roupa masculina (0,93%) e nos calçados e acessórios (0,69%). Em Saúde e cuidados pessoais (0,54%), sobressaem as altas nos itens de higiene pessoal (0,80%) e no plano de saúde (0,50%).

 

Quanto aos índices regionais, a cidade de Vitória (ES) apresentou a maior variação (0,23%) por conta da energia elétrica residencial (7,02%) e da taxa de água e esgoto (4,64%). A menor variação (-0,40%) foi registrada em Goiânia e Porto Alegre, devido às quedas na energia elétrica residencial (-7,77% e -6,68%) e na gasolina (-2,20% e -2,69%).

 

Em Salvador, depois de já ter registrado 0,02% em julho, houve nova queda no índice e a capital baiana verificou deflação de -0,08% em agosto. No ano, a inflação em Salvador está em 2,94% (abaixo da média nacional de 3,15%), e no acumulado dos últimos 12 meses, a capital da Bahia registra 4,94% (também abaixo do total para o país, que é de 5,13%). 

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Menos de 24 horas após protestos que fecharam os principais acessos a Itabuna, no sul da Bahia, uma mulher foi presa tentando entrar no Presídio de Itabuna com droga escondida no cós da calça, nesta quarta-feira (10). De acordo com informações obtidas em primeira mão pelo PIMENTA, a mulher estava com 181 gramas de maconha.

O flagrante ocorreu durante revista quando a mulher faria visita a um interno e passou por uma máquina que escaneia todo o corpo, o body scan. O aparelho detectou a presença da droga no cós da calça, segundo apurou o PIMENTA.

Após a descoberta da maconha, ela foi detida e será apresentada ainda nesta tarde de quarta-feira, no Complexo Policial de Itabuna.

PROTESTOS

Ontem (9), familiares e parentes de internos do conjunto penal itabunense fecharam a BR-415, em Nova Ferradas, por cerca de 10 horas. Trechos da BR-101 e da Ilhéus-Itabuna também foram bloqueados, mas por menos tempo.

Os manifestantes pediam mudanças no tratamento dos internos, além de se queixarem das condições de alimentos e suspensão de visitas, dentre outros itens.

Uma das queixas mais fortes foi contra o endurecimento de regras impostas no presídio desde a mudança de direção e a chegada do Grupo Especial de Operações Prisionais (Geop) no conjunto penal. A Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap) informou que não afrouxará regras e contestou as queixas apresentadas.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O ministro Luiz Fux abriu divergência, nesta quarta-feira (10), no julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de participação em uma trama golpista.

 

Fux foi o primeiro a votar na sessão de hoje e se posicionou contra o julgamento ser realizado pelo STF. Na análise do caso, ele sustentou que o STF não tem competência para julgar os acusados, uma vez que todos perderam os cargos antes do início do processo, o que retiraria deles o foro privilegiado. Para o ministro, os réus deveriam ser julgados pelo juízo de primeiro grau.

 

“Ao rebaixar a competência original do plenário para uma das turmas, estaríamos silenciando as vozes de ministros que poderiam esterilizar a formar de pensar sobre os fatos a serem julgados nesta ação penal. A Constituição Federal não se refere às Turmas, ela se refere ao plenário e seria realmente ideal que tudo fosse julgado pelo plenário do STF com a racionalidade funcional.”

 

O magistrado também acolheu a preliminar sobre a incompetência da Primeira Turma em julgar o caso e a consequente nulidade de todas as decisões.

 

O voto diverge da posição do relator, Alexandre de Moraes, que já havia se manifestado a favor da condenação. O ministro Flávio Dino também acompanhou o relator, reforçando a maioria parcial pela condenação.

 

Durante sua manifestação, Fux destacou que a Corte já anulou processos por incompetência relativa e que, no caso em questão, haveria incompetência absoluta. Segundo ele, aplicar entendimento recente do Supremo para manter o julgamento no tribunal ofende princípios como o do juiz natural e da segurança jurídica.

 

“O atual entendimento é recentíssimo, deste ano. A aplicação da tese mais recente para manter a tramitação no Supremo, muito depois da prática dos crimes, gera questionamentos sobre casuísmo e fere a segurança jurídica”, afirmou Fux em seu voto.
O julgamento segue em andamento na Primeira Turma do STF. A próxima a apresentar seu voto é a ministra Cármen Lúcia. 

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky