A produção nacional de grãos bateu um novo recorde histórico, com 350,2 milhões de toneladas produzidas no ciclo 2024/25. O volume supera o obtido na temporada 2022/23, quando foram colhidas 324,36 milhões de toneladas.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), estatal vinculada ao MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), responsável por executar a política agrícola e de abastecimento de alimentos do país.
O evento realizado em Brasília teve a presença do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), além dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e o presidente da Conab, Edegar Preto.
“Os três últimos anos foram recordes no Plano Safra 2023, 2024 e 2025, além de recordes de exportação. O Brasil saiu do mapa da fome, e hoje temos deflação de alimentos”, disse Carlos Fávaro.
Os dados do 12º Levantamento da Safra 2024/2025 apontam que a soja registrou produção recorde, estimada em 171,5 milhões de toneladas, alta de 20,2 milhões de toneladas sobre a safra passada. Na safra 2024/25, a maior produtividade ficou por conta de Goiás, com 4.183 kg/ha, e a menor no Rio Grande do Sul, com 2.342 kg/ha, onde as regiões produtoras passaram por altas temperaturas e irregularidades nas precipitações a partir de dezembro até o fim de fevereiro.
A safra agrícola sempre envolve dois anos porque o plantio acontece em um ano e a colheita, no ano seguinte. A soja, por exemplo, que foi plantada no segundo semestre de 2024 (setembro a novembro), só foi colhida no primeiro semestre de 2025 (janeiro a abril).
Houve produtividade recorde na média nacional nas lavouras de milho, considerando as três safras do grão, estimada em 6.391 quilos por hectare no atual ciclo. Com isso, é esperada uma produção total de 139,7 milhões de toneladas na safra 2024/25, aumento de 20,9% em relação a 2023/24 e a maior colheita do produto já registrada pela estatal.
Na primeira safra, a produção foi estimada em 24,9 milhões de toneladas, crescimento de 8,6% sobre a safra anterior. Na segunda safra, com 97% da área colhida e 3% em maturação, estima-se um crescimento de 24,4% na produção, prevista em 112 milhões de toneladas, e, para a terceira safra, com as lavouras em desenvolvimento, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas.
É esperado, ainda, um recorde para o algodão, com a produção da pluma sendo estimada em 4,1 milhões de toneladas. O resultado representa uma alta de 9,7% sobre a safra anterior e é sustentado pelo aumento de 7,3% na área semeada e pelas condições climáticas favoráveis.
Para o arroz, que já possui colheita encerrada, a produção alcançou 12,8 milhões de toneladas, crescimento de 20,6% sobre 2023/24 e a 4ª maior já registrada. O aumento reflete a expansão de 9,8% na área semeada e as condições climáticas favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. No caso do feijão, a estimativa da Conab traz uma produção próxima a 3,1 milhões de toneladas, somando-se as três safras do grão, o que garante o abastecimento interno do país.
Dentre as culturas de inverno, o trigo teve uma redução de 19,9% na área destinada para o grão em relação à safra passada, totalizando 2,4 milhões de hectares neste ciclo. Já a produtividade tende a apresentar uma recuperação, saindo de 2.579 quilos por hectare em 2024 para 3.077 kg/ha neste ano. A produção está estimada em 7,5 milhões de toneladas nesta safra, redução de 4,5% em comparação com a temporada passada.
Durante a apresentação dos dados, o ministro Paulo Teixeira afirmou que, a despeito do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as vendas aos americanos seguem fortes.
“O impressionante é que eu tenho ouvido dos produtores brasileiros, que os americanos não estão abrindo mão dos produtos brasileiros, apesar do tarifácio. Eles continuam comprando carne, continuam comprando frutas, continuam comprando os nossos produtos que são fundamentais para a economia americana. E eu espero que, a partir dessa semana, eles comecem a abaixar o tarifácio porque estão prejudicando muito o consumidor americano”, disse.
Fávaro também aproveitou a ocasião para criticar a gestão de Jair Bolsonaro, lembrando que esta chegou a cogitar o fechamento da Conab.
“Somente o governo descompensado como tivemos pensaria em fechar a Conab. Somente um governo que não pensa nos brasileiros teria a coragem dos seus idealizadores de idolatrar, no 7 de setembro, a bandeira norte-americana. É disso que estamos falando”, comentou.
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o papel da estatal na regulação de preços nacionais, evitando efeitos de sazonalidade que impactam o bolso do consumidor. “Tem momentos que a safra é recorde e o preço cai. É a hora de comprar e a hora de fazer estoque. Lá na frente, isso é cíclico. A safra desaba e o preço dispara. É a hora de colocar produto para ter uma regularidade de preços e evitar que o povo, que o consumidor fique sempre perdendo.”
Edegar Preto, presidente da estatal, disse que a companhia voltou a fazer estoques de alimentos, ajudando a controlar a inflação. “Voltamos a fazer estoques públicos depois de 11 anos que não tínhamos estoque de arroz.Fazia 14 anos que não havia estoque de trigo. Agora temos estoque de trigo. Temos estoque de milho. Estamos comprando mais milho para reformular os nossos estoques, estamos fazendo subvenção para o feijão”, declarou.
O governo federal vai liberar R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro para renegociação de dívidas de produtores rurais que tiveram perda de safra devido a adversidades climáticas.

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A Bahia tem mais de 500 casos confirmados de microcefalia causada pelo zika vírus. As crianças afetadas pela síndrome congênita e suas famílias serão beneficiadas com o pagamento de uma indenização de R$ 50 mil e com uma pensão vitalícia mensal de R$ 8,1 mil, conforme portaria conjunta do Ministério da Previdência Social e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que regulamentou o apoio financeiro nesta semana.

De acordo com a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), de 2015 a 2025, foram notificados 2.374 casos suspeitos da síndrome congênita no estado, com 557 confirmações. O auge da crise ocorreu em 2015 e 2016, quando a relação entre o vírus e a microcefalia foi reconhecida cientificamente e a rede de saúde baiana passou a lidar com um volume inédito de diagnósticos e atendimentos. Neste período, foram 1003 casos suspeitos, com 332 confirmações.

Para a secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, a regulamentação corrige dívida histórica com as crianças e suas famílias. “A Bahia foi um dos estados que mais sofreu com a epidemia de Zika e, até hoje, acompanhamos centenas de crianças que dependem de cuidados permanentes. O apoio financeiro não substitui a dor, mas representa o reconhecimento da luta dessas famílias e garante condições mais dignas de vida. E cabe ao SUS manter uma rede de atenção ativa e acolhedora, para que essas crianças tenham acesso integral à saúde e à reabilitação”, afirmou.

AÇÃO ESTADUAL

O Hospital Ortopédico do Estado da Bahia mantém a agenda de cuidados voltados para crianças com sequelas do zika vírus. Até o momento, já foram feitas 48 consultas e 28 cirurgias em pacientes pediátricos acompanhados pela unidade.

No dia 26 de setembro, o Hospital promoverá um novo mutirão, com dez cirurgias em um único dia. Conforme a Sesab, a iniciativa integra a estratégia da unidade de oferecer assistência resolutiva, humanizada e de alta qualidade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das famílias impactadas pela epidemia de zika. Só esse ano a unidade já operou 92 pacientes pediátricos neuropatas.

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O Ministério Público da Bahia (MP-BA) oficializou a criação do Núcleo de Combate aos Ilícitos Cibernéticos (NUCCIBER). A medida, aprovada por uma Resolução pelo Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça, visa aprimorar a estrutura institucional para uma atuação mais global, eficaz e especializada no enfrentamento a essas modalidades delitivas, frequentemente vinculadas à criminalidade organizada.

 

A resolução, publicada nesta quarta-feira (10), fundamenta a decisão na estatística que coloca o Brasil entre os países com maior número de ilícitos cibernéticos no mundo. O texto destaca milhares de vítimas brasileiras e prejuízos que atingem bilhões de dólares, sublinhando a necessidade premente de especialização e de maior eficiência na prevenção e repressão a criminosos que atuam no ciberespaço.

 

O NUCCIBER será vinculado diretamente à Procuradoria-Geral de Justiça, terá sede na capital Salvador e atuação em todo o território baiano. Entre suas competências, está prestar apoio jurídico às Procuradorias e Promotorias de Justiça na instrução de procedimentos extrajudiciais e ações judiciais relacionadas a crimes cibernéticos.

 

De acordo com o MP-BA, o núcleo atuará, por designação do Procurador-Geral de Justiça, em conjunto com o promotor natural ou com grupos especiais de atuação em investigações criminais e civis que demandem expertise específica, ressalvadas as atribuições exclusivas do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

 

Além disso, o documento afirma que nova unidade também terá um papel proativo na promoção da segurança digital, ou seja, ficará encarregada de ministrar campanhas de conscientização para a sociedade sobre o uso adequado e seguro da internet, incluindo a publicação de boletins, cartilhas e material informativo para a proteção do cidadão e a defesa dos direitos humanos no ambiente digital.

 

O núcleo deve propor, também, a celebração de convênios com provedores de internet e instituições públicas ou privadas para obter subsídios técnicos e captar recursos, além de sugerir medidas de aprimoramento em tecnologia da informação e políticas públicas integradas para a prevenção de ilícitos.

 

A estrutura organizacional do NUCCIBER, incluindo a designação de membros, será definida por ato do Procurador-Geral de Justiça, podendo contar com servidores e promotores designados com ou sem prejuízo de suas funções originárias.

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Na tarde desta quarta-feira (10), o prefeito de Itaju do Colônia, Elder Fontes, esteve no Ministério da Agricultura, onde se reuniu com o ministro Carlos Fávaro, acompanhado do deputado federal e representante da região, Paulo Magalhães.

Com rapidez, a gestão municipal elaborou e viabilizou o projeto, que foi oficialmente entregue durante o encontro. A proposta do frigorífico municipal recebeu elogios e foi prontamente acolhida pelo ministro, que assegurou celeridade na análise e prioridade para a celebração de convênio entre União e Município.

O empreendimento prevê a implantação de uma unidade com capacidade para o abate de até 100 animais por dia, contemplando bovinos, suínos e caprinos.

A conquista representa um avanço histórico para a economia regional, gerando emprego, renda e fortalecendo a cadeia produtiva da pecuária em Itaju do Colônia e em toda a região.

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Graças a quedas acentuadas de preços nos setores de Habitação, Alimentação e Transportes, a inflação brasileira registrou deflação no mês de agosto, com resultado negativo de -0,11%. Foi o que revelou o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (10). 

 

A deflação registrada pelo IBGE em agosto ficou 0,37 ponto percentual abaixo da taxa de 0,26% de julho. E o resultado de -0,11% é o primeiro índice negativo desde agosto de 2024 (-0,02%), além de ter sido o mais intenso desde setembro de 2022 (-0,29%). 

 

No ano, o IPCA acumula alta de 3,15%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,13%, abaixo dos 5,23% dos 12 meses imediatamente anteriores. 

 

A variação e o impacto negativo mais intensos vieram do grupo Habitação (-0,90% e -0,14 p.p.), devido à queda na energia elétrica residencial (-4,21%), subitem que exerceu o impacto mais intenso no índice (-0,17 p.p.). 

 

Também tiveram quedas em agosto o grupo Alimentação e bebidas (-0,46% e -0,10 p.p.) e Transportes (-0,27% e -0,06 p.p.), que exercem maior peso na composição do IPCA juntamente com Habitação.

 

Além deles, Comunicação e Artigos de residência também tiveram deflação (ambos com -0,09% de variação) e os demais grupos registraram variações e impactos positivos:  Educação (0,75%), Saúde e cuidados pessoais (0,54%), Vestuário (0,72%) e Despesas pessoais (0,40%).

 

Habitação saiu de um aumento de 0,91% em julho para uma queda de 0,90% em agosto. Essa queda, segundo o IBGE, configurou o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real. 

 

O grupo foi influenciado pela energia elétrica (-4,21% e -0,17 p.p.), com queda em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, apesar de estar em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta e luz a cada 100 Kwh consumidos. 

 

Já o grupo Alimentação e bebidas (-0,46%), de maior peso no índice, teve deflação pelo terceiro mês consecutivo (-0,18% em junho e -0,27 em julho). A queda de agosto foi influenciada pela alimentação no domicílio, com -0,83%, após redução de 0,69% em julho. 

 

O IBGE destaca as reduções de preços no tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%). Já a alimentação fora do domicílio desacelerou na passagem de julho (0,87%) para agosto (0,50%). 

 

Transportes saiu de 0,35% em julho para -0,27% em agosto. O resultado reflete a queda nas passagens aéreas (-2,44%) e nos combustíveis (-0,89%). 

 

Pelo lado das altas, o grupo Educação variou 0,75% em agosto com a incorporação de reajustes nos cursos regulares (0,80%), principalmente por conta dos subitens ensino superior (1,26%) e ensino fundamental (0,65%). A alta dos cursos diversos (0,91%) foi influenciada pelos cursos de idiomas (1,87%).

 

No Vestuário (0,72%), destacam-se as altas na roupa masculina (0,93%) e nos calçados e acessórios (0,69%). Em Saúde e cuidados pessoais (0,54%), sobressaem as altas nos itens de higiene pessoal (0,80%) e no plano de saúde (0,50%).

 

Quanto aos índices regionais, a cidade de Vitória (ES) apresentou a maior variação (0,23%) por conta da energia elétrica residencial (7,02%) e da taxa de água e esgoto (4,64%). A menor variação (-0,40%) foi registrada em Goiânia e Porto Alegre, devido às quedas na energia elétrica residencial (-7,77% e -6,68%) e na gasolina (-2,20% e -2,69%).

 

Em Salvador, depois de já ter registrado 0,02% em julho, houve nova queda no índice e a capital baiana verificou deflação de -0,08% em agosto. No ano, a inflação em Salvador está em 2,94% (abaixo da média nacional de 3,15%), e no acumulado dos últimos 12 meses, a capital da Bahia registra 4,94% (também abaixo do total para o país, que é de 5,13%). 

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Menos de 24 horas após protestos que fecharam os principais acessos a Itabuna, no sul da Bahia, uma mulher foi presa tentando entrar no Presídio de Itabuna com droga escondida no cós da calça, nesta quarta-feira (10). De acordo com informações obtidas em primeira mão pelo PIMENTA, a mulher estava com 181 gramas de maconha.

O flagrante ocorreu durante revista quando a mulher faria visita a um interno e passou por uma máquina que escaneia todo o corpo, o body scan. O aparelho detectou a presença da droga no cós da calça, segundo apurou o PIMENTA.

Após a descoberta da maconha, ela foi detida e será apresentada ainda nesta tarde de quarta-feira, no Complexo Policial de Itabuna.

PROTESTOS

Ontem (9), familiares e parentes de internos do conjunto penal itabunense fecharam a BR-415, em Nova Ferradas, por cerca de 10 horas. Trechos da BR-101 e da Ilhéus-Itabuna também foram bloqueados, mas por menos tempo.

Os manifestantes pediam mudanças no tratamento dos internos, além de se queixarem das condições de alimentos e suspensão de visitas, dentre outros itens.

Uma das queixas mais fortes foi contra o endurecimento de regras impostas no presídio desde a mudança de direção e a chegada do Grupo Especial de Operações Prisionais (Geop) no conjunto penal. A Secretaria de Administração Penitenciária da Bahia (Seap) informou que não afrouxará regras e contestou as queixas apresentadas.

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O ministro Luiz Fux abriu divergência, nesta quarta-feira (10), no julgamento da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de participação em uma trama golpista.

 

Fux foi o primeiro a votar na sessão de hoje e se posicionou contra o julgamento ser realizado pelo STF. Na análise do caso, ele sustentou que o STF não tem competência para julgar os acusados, uma vez que todos perderam os cargos antes do início do processo, o que retiraria deles o foro privilegiado. Para o ministro, os réus deveriam ser julgados pelo juízo de primeiro grau.

 

“Ao rebaixar a competência original do plenário para uma das turmas, estaríamos silenciando as vozes de ministros que poderiam esterilizar a formar de pensar sobre os fatos a serem julgados nesta ação penal. A Constituição Federal não se refere às Turmas, ela se refere ao plenário e seria realmente ideal que tudo fosse julgado pelo plenário do STF com a racionalidade funcional.”

 

O magistrado também acolheu a preliminar sobre a incompetência da Primeira Turma em julgar o caso e a consequente nulidade de todas as decisões.

 

O voto diverge da posição do relator, Alexandre de Moraes, que já havia se manifestado a favor da condenação. O ministro Flávio Dino também acompanhou o relator, reforçando a maioria parcial pela condenação.

 

Durante sua manifestação, Fux destacou que a Corte já anulou processos por incompetência relativa e que, no caso em questão, haveria incompetência absoluta. Segundo ele, aplicar entendimento recente do Supremo para manter o julgamento no tribunal ofende princípios como o do juiz natural e da segurança jurídica.

 

“O atual entendimento é recentíssimo, deste ano. A aplicação da tese mais recente para manter a tramitação no Supremo, muito depois da prática dos crimes, gera questionamentos sobre casuísmo e fere a segurança jurídica”, afirmou Fux em seu voto.
O julgamento segue em andamento na Primeira Turma do STF. A próxima a apresentar seu voto é a ministra Cármen Lúcia. 

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Cerca de 6,55 milhões de famílias deixaram a linha da pobreza nos últimos dois anos. Em termos individuais, essas famílias representam um contingente de 14,17 milhões de pessoas. A constatação está em uma análise de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

O CadÚnico considera como linha da pobreza famílias com renda de até R$ 218 por pessoa. Em 2023, o cadastro tinha 26,1 milhões de famílias nessa faixa de renda. Em julho de 2025, a quantidade foi reduzida para 19,56 milhões, diminuição de 25%.

Para o titular do MDS, ministro Wellington Dias, há uma combinação de desenvolvimento econômico e social. “As pessoas estão saindo da pobreza, seja pelo trabalho ou pelo empreendedorismo”, diz.

O cadastro do governo terminou julho deste ano com 41,6 milhões de famílias, o que significa 95,3 milhões de pessoas. O ministério classifica os inscritos no CadÚnico em três faixas de renda mensal por pessoa:

  • situação de pobreza: até R$ 218
  • baixa renda: entre R$ 218,01 e meio salário mínimo (R$ 759)
  • renda acima de meio salário mínimo

O CadÚnico funciona como porta de entrada para benefícios do governo, como o Bolsa Família. No caso do programa de transferência de renda, a principal regra para ter direito é que a renda de cada pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218 por mês.

RENDA FAMILIAR

O cálculo da renda familiar por pessoa consiste na soma das rendas individuais dos integrantes da família dividida pelo número de pessoas que formam o núcleo familiar.

No valor da renda individual, além de recursos obtidos por meio do trabalho, entram na conta aposentadoria, pensão, doações e o Benefício de Prestação Continuada (BPC – um salário mínimo por mês ao idoso com idade igual ou superior a 65 anos ou à pessoa com deficiência de qualquer idade).

O levantamento que mostra redução de pessoas abaixo da linha da pobreza foi realizado pela Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único. De acordo com secretário da pasta, Rafael Osório, a diminuição de famílias com renda inferior a R$ 218 por pessoa é explicada por três fatores:

  • avanço de programas sociais
  • melhoria do mercado de trabalho
  • processo de qualificação do CadÚnico, que passou a incorporar automaticamente dados sobre a renda formal dos trabalhadores

Com esse aprimoramento do cadastro, o governo consegue incorporar dados como o recebimento de aposentadoria, por exemplo.

“Com a integração das informações com outras bases de dados, já disponíveis ao poder público, reduzimos a dependência da autodeclaração”, aponta o secretário.

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Nesta terça-feira (9), a Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) abriu inscrições para novas turmas da Escola de Talentos. São ofertados cursos gratuitos de balé infantil e adulto, bateria, canto e técnica vocal, capoeira, corpo coreógrafo, dança contemporânea, dança de salão, dança do ventre, dança popular, dança urbana, fanfarra, flauta, hip-hop, instrumentos de sopro, música, percussão, teatro (adulto e infantil), teclado, violão e violino.

As matrículas poderão ser feitas a partir desta terça-feira (9), presencialmente, no Centro de Cultura Adonias Filho, a partir das 8h, ou por meio do site escoladetalentos.ficc.com.br. “A gestão  reforça o compromisso da gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) com a formação cultural e artística de Itabuna, estimulando o desenvolvimento de novos talentos e fortalecendo o acesso à cultura em toda a cidade”, reforça a presidência da FICC.

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O município de Itabuna teve quatro projetos na área da saúde reconhecidos como soluções inovadoras realizadas pelo Centro de Atenção à Mulher Mariana Domingas Santos (CAM Itabuna) da Secretaria Municipal de Saúde. A iniciativa de reconhecimento foi por meio do Selo UNFPA Bahia 2025 do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com o Governo da Bahia, que tem o objetivo de incentivar boas práticas municipais.

 

A coordenadora do CAM Itabuna, enfermeira Gabriela Brito, ressalta que o Selo foi criado com o objetivo de fortalecer as capacidades locais, promover a disseminação de experiências bem-sucedidas para inspirar outros municípios, e também reconhecer o município que já está fazendo essas experiências geradoras de impacto positivo.

Os projetos aprovados foram trabalhados nas seguintes temáticas:

 •         Cuidar para prevenir: Fortalecimento do pré-natal de alto risco em Itabuna/BA como estratégia para redução da mortalidade materna e fetal e garantia de um parto seguro.

•          Sala Violeta: um espaço de acolhimento, proteção e transformação no centro de atenção à mulher.

•          Planejamento familiar e reprodutivo: implementação do acesso à métodos contraceptivos de longa duração.

•          Mulheres em situação de rua: cuidado integral e intersetorial pela Rede de Atenção à Saúde.

 

A coordenadora do CAM Itabuna ressalta que o Selo UNFPA foi direcionado para a Bahia nesta edição 2025 e que a alegria veio em dobro ao saber da posição de destaque que um dos quatro projetos aprovados conquistou. “Inscrevemos cinco projetos e tivemos quatro aprovados, sendo que um deles conquistou o primeiro lugar de toda a Bahia, sendo relacionado ao Fortalecimento do Pré-Natal de Alto Risco”, salienta a enfermeira Gabriela Brito.

 

De acordo com a coordenadora, a cerimônia para reconhecimento público ocorrerá na sexta-feira, dia 12, em Salvador. “Nossas boas práticas também serão divulgadas em eventos e publicações oficiais, tudo como forma de ampliar a visibilidade e o impacto positivo”, acrescentou Gabriela.

 

“É importante ressaltar que essa aprovação é resultado do trabalho de toda equipe, que é engajada e comprometida com a qualidade da assistência prestada no CAM Itabuna. Nosso foco é sempre a melhoria contínua, e o resultado disso vem através das experiências bem sucedidas”, encerra.

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O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou seu voto favorável à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que “não há dúvida de que houve tentativa de golpe”, nesta terça-feira (9).  Moraes também declarou que não há duvidas que os outros sete réus devem ser condenado pelas acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

 

“Os réus, portanto, praticaram todas as infrações penais imputadas pela Procuradoria Geral da República em concurso de agentes e em concurso material”, afirmou Moraes.

 

Após 5 horas de voto, em fundamentação, Moraes detalhou a atuação de uma “organização criminosa” sob a liderança de Bolsonaro, que teria agido de forma coordenada para desestabilizar as instituições democráticas e manter o grupo no poder independentemente do resultado das eleições de 2022.

 

O ministro rebateu argumentos da defesa, como a alegação de que a delação premiada de Mauro Cid estaria viciada por ter sido firmada com a Polícia Federal e não com o Ministério Público. Moraes destacou que a colaboração premiada é um meio legal de obtenção de provas e que a PF tem legitimidade para celebrar tais acordos. Ele também criticou a estratégia de fragmentar a delação em oito depoimentos, explicando que se tratava de uma opção investigativa para abordar fatos diversos.

 

Moraes rejeitou ainda alegações de cerceamento de defesa, afirmando que todas as provas foram disponibilizadas às equipes de advogados, que tiveram quatro meses para analisá-las e não apresentaram qualquer material relevante em contraponto. “São oito equipes de advogados que, por quatro meses, ficaram com essas provas que elas mesmas pediram e não foi juntado nada de pertinente”, disse.

 

Em sua exposição, o relator descreveu uma série de “atos executórios” praticados pela organização criminosa entre julho de 2021 e 8 de janeiro de 2023. Entre eles, estariam a utilização de órgãos públicos como a Abin e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para monitorar adversários políticos, disseminar desinformação sobre o sistema eleitoral e planejar ações para desacreditar o Judiciário e a Justiça Eleitoral.

 

Moraes citou como exemplos as lives e entrevistas de Bolsonaro com “divulgação massiva de desinformação”, o ato de 7 de Setembro de 2022, quando o então presidente ameaçou descumprir ordens judiciais, a reunião com embaixadores em julho daquele ano e a suposta utilização indevida da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o acesso de eleitores a locais de votação.

 

“Eu determinei que a PRF não estava autorizada a realizar essa operação específica que claramente já demonstrava o seu viés ilícito, mas, no dia, fez uma suposta operação para verificar a condição dos veículos. Nos acessos aos municípios onde um dos candidatos tinha tido mais votação, os veículos eram parados para verificar o pneu, o chassi, o banco. Pasmem: na fila para chegar ao local de votação estava o senador Otto Alencar”, continuou.
 

O ministro também mencionou a agenda do general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI, com anotações que classificou como “golpistas”, e mensagens trocadas entre Bolsonaro e o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, que demonstravam a intenção de atacar a credibilidade das urnas eletrônicas. “Isso não é uma mensagem de um delinquente do PCC para outro. Isso é uma mensagem do diretor da Abin para o então presidente da República”, afirmou.

 

Além disso, Moraes destacou o papel das “milícias digitais” na amplificação de narrativas falsas e a existência de planos como “Punhal Verde e Amarelo”, “Copa 22” e “Luneta”, além de uma minuta de golpe de Estado. O ministro afirmou que o planejamento para o assassinato de autoridades está “fartamente comprovado” nos autos.

 

Moraes falou ainda sobre os acampamentos de apoiadores de Bolsonaro, dizendo que o general Braga Netto tinha contato direto com as organizações.

 

“A sequência desses atos executórios, desde junho de 2021, mostra claramente a consumação dos tipos apontados pela Procuradoria Geral da República. Mas mostra que, em virtude da reação dura e constitucional do comandante do Exército e da Força Aérea, não houve tempo hábil para um autogolpe. Tudo estava preparado, mas não houve adesão dos comandantes. O que já vinha sendo produzido, com os quartéis, com atos violentos, com o discurso violento e grave ameaça ao Judiciário, isso foi consumado no dia 8 de janeiro.” 

Alexandre de Moraes sustentou que Bolsonaro foi o líder da organização criminosa que articulou a tentativa de golpe, com o objetivo claro de restringir o Estado Democrático de Direito e se manter no poder ilegitimamente. O julgamento segue em andamento na Primeira Turma do STF.

 

Além disso, o relator do caso também distrinchou sobre a importancia do papel dos outros membros do primeiro grupo da trama golpista, chamado de nucleo principal, como Augusto Heleno, Braga Netto, Almir garnier e Paulo Sérgio de Oliveira. 

 

“O núcleo central também tinha integrantes militares que ocupavam cargos estratégicos dentro do Poder Executivo Federal, como o réu Augusto Heleno, que exerceu o cargo chefe do GSI; o réu Walter Souza Braga Netto, que exerceu os cargos de ministro chefe da Casa Civil e ministro da Defesa, assim como foi candidato a vice-presidente da República na chapa de Jair Bolsonaro; o réu Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que exerceu o ministério da Defesa, também foi função central na estrutura criminosa, exercido o cargo de comandante do Exército e, posteriormente, a titularidade do ministério da Defesa. Da mesma forma, o réu Almir Garnier, que exerceu o posto de comandante da Marinha durante o mandato presidencial do líder”, continuou ele em seu voto. 

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Com a sanção da Lei nº 2.729, de 5 de setembro, que altera a Lei Municipal nº 2.188,de 13 de maio de 2011, que dispõe sobre a desafetação de bem público municipal, aprovada pela Câmara Municipal de Vereadores, o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), oficializou a doação pelo município de área de terra medindo 2.707 metros quadrados no Loteamento Parque Hugo Kaufmann, no São Caetano, ao Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA).

O terreno se destina à construção da sede da Promotoria de Justiça Regional de Itabuna, do Ministério Público da Bahia, que atende as comarcas de Buerarema, Camacã, Coaraci, Ibicaraí, Itajuípe, Ubaitaba e Ubatã, além da sede em Itabuna. Desde 2016, que órgão atua em um imóvel alugado no Jequitibá Trade Center.

A efetivação da sede própria do MPBA no município reforça o comprometimento com a justiça social e com a igualdade, aproxima o poder público da população garantindo o acesso à justiça em todo o território regional”, afirma o assessor da Procuradoria-Geral do Município, Pedro Aracatibe.

Ele lembra que ao atender ao projeto do procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, o prefeito Augusto Castro, o procurador-geral Álvaro Ferreira e o Poder Legislativo municipal realçam o quão necessária é Promotoria de Justiça Regional de Itabuna. “A construção da sede assegura o acesso facilita a interiorização e a descentralização do Ministério Público estadual, permitindo o tratamento de processos de acordo com as particularidades da região.

Desde o início da gestão do prefeito Augusto Castro, Itabuna tem colaborado com a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário com parcerias de sucesso como a implantação do Núcleo de Justiça Restaurativa e do Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (CEJUSC) e da Patrulha Guardiã Maria da Penha na Guarda Civil Municipal e agora com a doação do terreno onde será construída a sede da Promotoria Regional.

Durante o atual governo foram assinados três Termos de Ajustamento de Conduta com o MPBA que viabilizaram a realização do Concurso Público destinados ao provimento dos cargos efetivos, assim como já realizados três e Processos Seletivos Simplificados que asseguraram emprego e renda para mais de dois mil servidores públicos.

No mês de abril, com a realização do PGJ Itinerante no auditório da UNEX – Faculdade de Excelência de Itabuna aconteceram workshops e atendimentos ao público na sede da Promotoria de Justiça Regional do MPBA que, temporariamente, tornou-se sede administrativa do MPBA. 

A mesa da instalação contou com a participação do procurador-geral de Justiça, Pedro Maia; do prefeito de Itabuna, Augusto Castro; da procuradora-geral de Justiça Adjunta do MPBA, Norma Cavalcanti; do corregedor-geral do MPBA, Paulo Marcelo de Santana Costa; e do coordenador da Promotoria Regional de Itabuna, Rafael Pithon, dentre outras autoridades

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