O trabalho desenvolvido pela Associação de Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna (AACRRI) vem se consolidando como um importante instrumento de inclusão social, geração de renda e preservação ambiental no município.
Durante o Carnaval Antecipado de Itabuna, no Circuito Sabará, entre os dias 22 e 25 de janeiro, com atrações de peso da música baiana e maior grade de sua história, a atuação da AACRRI ganhou ainda mais visibilidade, tornando-se referência em políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à valorização dos catadores.
Com o objetivo de acompanhar esses resultados, o presidente da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), Aldo Rebouças, com sua equipe, realizou uma visita institucional à sede da AACRRI.
A agenda teve como foco conhecer o funcionamento da associação e os impactos gerados pela coleta seletiva durante o evento, que envolve o fomento à economia local, a geração de mão de obra e o cuidado com o meio ambiente.
A AACRRI é fruto da força coletiva de homens e mulheres que, mesmo diante de inúmeras adversidades, transformaram a reciclagem em meio de sustento, dignidade e cidadania.
Esse trabalho conta com o cuidado, a sensibilidade social e o apoio do prefeito Augusto Castro (PSD) e da primeira-dama Andrea Castro, que têm sido parceiros importantes da associação, fortalecendo ações de inclusão socioprodutiva, ampliando políticas públicas de apoio aos agentes ambientais e garantindo melhores condições de trabalho no município.
RESULTADOS QUE GERAM RENDA E FORTALECEM A ECONOMIA LOCAL
Durante o Carnaval Antecipado, a AACRRI realizou a coleta de 6.880 mil quilos de materiais recicláveis, alcançando uma receita estimada em R$ 26.845,80, conforme os valores praticados atualmente no mercado. Entre os principais materiais coletados estão:
•Plástico: 2,568 toneladas
•Alumínio: 1,887 toneladas
•Vidro: 1,476 toneladas
•Papel/Papelão: 0,917 tonelada
•Metal: 0,031 tonelada
Os números refletem diretamente na geração de renda para dezenas de famílias, além de reduzir significativamente o volume de resíduos descartados de forma inadequada durante um dos maiores eventos populares da cidade.
Impacto ambiental e preservação de recursos naturais foram importantes, além do retorno econômico. A destinação correta dos materiais recicláveis proporcionou ganhos expressivos ao meio ambiente. A atuação da AACRRI possibilitou:
•Economia de 49 MWh de energia, equivalente ao consumo anual de aproximadamente 31 pessoas;
•Preservação de 90 m³ de água, suficiente para o consumo de uma pessoa por um ano;
•Redução do uso de 18 barris de petróleo;
•Preservação de 28 árvores, além da diminuição da extração de matérias-primas como areia e bauxita.
Esses dados reforçam que é possível aliar grandes eventos à responsabilidade ambiental, transformando resíduos em oportunidade, renda e preservação do meio ambiente.
DIÁLOGO INSTITUCIONAL E FORTALECIMENTO DA POLÍTICA PÚBLICA
Durante a visita institucional, Aldo Rebouças destacou a importância do diálogo entre o poder público e associações que atuam diretamente na base da política ambiental. A presença da FICC reforça o compromisso da gestão do prefeito Augusto Castro em integrar cultura, sustentabilidade e responsabilidade social nas ações e eventos promovidos em Itabuna.
Estiveram presentes ao encontro:
* Carissa Araújo, presidente da AACRRI;
• Luísa Nascimento, secretária da AACRRI;
• Daniele Pereira, tesoureira da associação;
• Andrea Reis, assistente social da Defensoria Pública da Bahia;
• Marcos Vinícius, assessor técnico.
UMA HISTÓRIA DE LUTA, DIGNIDADE E INCLUSÃO
Fundada em 27 de abril de 2021, a AACRRI surgiu a partir do fechamento do lixão e da implantação do aterro sanitário privado no município e criação do Programa Recicla Itabuna.
Com o apoio da Defensoria Pública da Bahia e de parceiros institucionais, a associação se consolidou como um instrumento essencial de inclusão social, geração de renda e cuidado com o meio ambiente, refletindo o compromisso da gestão municipal com políticas públicas que colocam as pessoas no centro das decisões.
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu nesta segunda-feira (9) um alerta sobre os riscos do uso indevido de canetas emagrecedoras, medicamentos agonistas do receptor GLP?1. O grupo inclui a dulaglutida, a liraglutida, a semaglutida e a tirzepatida.

 

Em nota, a Anvisa destacou que, embora o risco conste das bulas dos medicamentos aprovados no Brasil, as notificações têm aumentado tanto no cenário internacional como no cenário nacional, o que exige reforço das orientações de segurança.

 

“Conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, esses medicamentos devem ser utilizados exclusivamente conforme as indicações aprovadas em bula e sob prescrição e acompanhamento de profissional habilitado”, destacou a agência.

 

O monitoramento médico, segundo a Anvisa, é motivado pelo risco de eventos adversos graves, incluindo pancreatite aguda, que podem incluir formas necrotizantes e fatais.

 

“Apesar do alerta, não houve mudança na relação de risco e eficácia dessas substâncias. Ou seja, os benefícios terapêuticos ainda superam os efeitos adversos, de acordo com as indicações e modos de uso aprovados e constantes da bula”, completou a agência.

 

O comunicado cita que, no início do mês, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) do Reino Unido emitiu alerta para o risco, ainda que pequeno, de casos de pancreatite aguda grave em pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

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A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) realizou nesta segunda-feira, dia 9, no Centro de Cultura Adonias Filho, a solenidade de posse dos novos membros eleitos do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Itabuna (CMPCI), que vão atuar no biênio 2026–2028.

A cerimônia, presidida pelo vice-prefeito Josué Brandão Júnior, ocorreu às 11h na Sala 3 do Centro de Cultura, reunindo representantes da sociedade civil e do poder público, conforme Portaria nº 013/2026, publicada em conformidade com a Lei Municipal nº 2.274, de 25 de junho de 2014. O CMPCI é vinculado à Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania e integra o Sistema Municipal de Cultura.

Ao assumirem suas funções, os conselheiros firmaram o compromisso de cumprir o Estatuto da FICC e o Regimento Interno do CMPCI, reforçando o papel do conselho como espaço democrático de participação, escuta e deliberação das políticas culturais do município.

Também prestigiaram o evento, os secretários municipais de Governo, Luciano Veiga, e da Educação, Rosivaldo Pinheiro, além de dirigentes e assessores da FICC.

Como representantes dos setoriais da sociedade civil, foram empossados:
* Cultura Afro
Titular: Robson Santos Costa
Suplente: Bruno Roberto Lessa da Silva
* Comunicação
Titular: Ygor Schmidel Moutinho São Mateus
Suplente: Paulo Sérgio Santana Ramos
* Artes Cênicas
Titular: Hans Muller Barreto Souza
* Literatura
Titular: Leila Christina de Oliveira Leite
Suplente: Gabriel Xavier dos Santos Silva
* Audiovisual
Titular: Augusto Daltro de Azevedo Santos
Suplente: Pedro Jorge Matos de Almeida
* Artesanato
Titular: Monique Santana Niella
Suplente: Simone Gualberto Santos
* Música
Titular: Uiara Oliveira Carneiro
Também tomaram posse os representantes do poder público municipal:
* Fundação Marimbeta
Titular: Nina Rosa Ferreira Germano
Suplente: Igor Silva
* Secretaria de Governo
Titular: Gilberto Santana Neto
Suplente: José Campos Vieira
* Secretaria da Indústria, Comércio, Emprego e Renda
Titular: Willian Santos da Silva
Suplente: Luís Carlos Amaral do Amaral
* Secretaria da Educação
Titular: Lilian Lima Pereira
Suplente: Carlos Alves Marques
* Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC)
Titular: Mario Virgílio Sena
Suplente: Kátia Rejane de Assis Lins

Com a nova composição, o Conselho Municipal de Políticas Culturais de Itabuna inicia um novo ciclo de trabalho, fortalecendo a participação social e ampliando o diálogo entre poder público e sociedade civil na formulação, acompanhamento e fiscalização das políticas culturais do município.

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O Carnaval na Bahia é um grande motivo de festa não somente para os foliões, mas também para a economia do Estado. Segundo a mais recente projeção da Fecomércio BA, os setores de comércio e turismo devem movimentar R$ 12,4 bilhões neste mês de fevereiro, quando ocorrem os festejos, representando um aumento real de 6% na comparação com igual período do ano passado.

 

O comércio deve liderar a movimentação em volume no mês, considerando apenas os setores que têm alguma relação com a festa, como supermercados, vestuário, combustíveis, entre outros. São consumidores que buscam fantasias, alegorias, alimentos e bebidas, além de abastecer o automóvel para viagens, entre outras finalidades.

 

Por exemplo, não consta no cálculo a venda de veículos, pois não há sentido nessa correlação. O montante estimado para o segundo mês do ano é de R$ 11,7 bilhões, representando um incremento anual de 5,4%.

 

No turismo, a movimentação é relativamente menor, estimada em R$ 730 milhões para o mês, mas o crescimento é expressivo, de 12,3% na comparação anual. Caso confirmado, será o melhor mês de fevereiro da história no Estado.

 

Além dos próprios baianos aproveitando o período para gastar em outras localidades do estado, fora de sua cidade de domicílio, os turistas que vêm de todo o País, principalmente de São Paulo, contribuem significativamente para a movimentação econômica da região, seja no comércio, seja no turismo, nos hotéis, pousadas, restaurantes, locação de veículos, entre outros serviços.

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A Bahia está com inscrições abertas para o segundo ciclo do Mais Médicos Especialistas. A iniciativa faz parte do programa Agora Tem Especialistas, que visa ampliar o acesso ao atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS). No estado, foram disponibilizadas 43 vagas imediatas em serviços hospitalares e ambulatórios especializados da rede pública de 19 cidades baianas.

O edital prevê a seleção de 1206 médicos especialistas em todo o país, distribuídos em 16 especialidades prioritárias, como anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica. O foco de atuação desses profissionais são regiões remotas, com alta demanda e maior vulnerabilidade social.

Segundo o ministério, atualmente, 583 médicos especialistas atuam no programa em todas as regiões do país e, com o novo edital, a expectativa é chegar a 1.500 profissionais. A maior parte deles atua no interior (48,7%) e nas regiões metropolitanas (34%). Na Bahia, 45 médicos atuam em áreas como cirurgia ginecológica e oncológica, endoscopia e colposcopia, em diversos municípios baianos.

“Isso só é possível graças ao esforço do programa Agora Tem Especialistas, que integra um conjunto de iniciativas do Ministério da Saúde voltadas à formação profissional na área da saúde. Em articulação com o Ministério da Educação, estamos vivendo um momento histórico no fortalecimento da formação e do provimento de profissionais para o SUS”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

As inscrições podem ser feitas na plataforma da UNA-SUS até o dia 19 de fevereiro.

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No cenário da saúde pública, existem instituições importantes — e existem aquelas que são vitais. O Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, instituição administrada pela Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (FASI), consolida-se diariamente como o pilar essencial da assistência para Itabuna e toda a região sul da Bahia.

Com a missão permanente de salvar vidas, o HBLEM vai além de uma estrutura moderna: é o espaço onde o desespero encontra a competência e a dor encontra acolhimento. Os números traduzem essa grandeza. Somente em 2025, o Hospital de Base realizou mais de 4.500 cirurgias, impactando diretamente milhares de pacientes e famílias, por meio de procedimentos eletivos e, principalmente, de urgência e emergência.

Em 2026, o ritmo intenso se mantém: apenas em janeiro, foram registradas aproximadamente 335 cirurgias, uma média de 10 procedimentos por dia, sustentados pela eficiência da estrutura e pela dedicação de uma equipe altamente qualificada.

“Esse resultado é fruto de planejamento, integração das equipes e foco na segurança do paciente”, afirmou o diretor técnico-médico da FASI, Paulo Medauar. O grande diferencial da unidade está na capacidade de resposta imediata.

Como hospital de porta aberta, o HBLEM opera com a lógica de que cada segundo importa, contando com equipe médica especializada 24 horas, incluindo Anestesiologia, Clínica Geral, Neurocirurgia, Ortopedia, Buco Maxilo Facial, Urologia, Cirurgia Geral e Vascular. Pacientes graves são avaliados e encaminhados ao centro cirúrgico em poucos minutos — um fluxo que efetivamente salva vidas.

Excelência que Ensina e Inspira – Além de ser uma referência assistencial no Estado da Bahia, o Hospital de Base orgulha-se de ser uma referência na educação em saúde. “Somos um polo formador regional de profissionais da saúde. Aqui, ensino e cuidado caminham juntos”, declarou o supervisor médico, Fernando Alves Jr.

Considerado como Hospital-Escola, a qualidade do corpo clínico transborda para o ensino, formando profissionais que já se destacam nos cenários mais competitivos do Brasil.

“Neste ano, celebramos o sucesso de nossos médicos residentes. Isabela Araújo de Melo, que conquistou o 1º lugar na especialização de cirurgia pediátrica no Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em São Paulo, e Ivan César Gusmão de Oliveira Filho, que conquistou o 2º lugar na especialização em Cirurgia Plástica no Hospital Universitário Professor Edgard Santos – HUPES/UFBA. Resultados que provam: aqui se faz ciência com o coração.”, declarou o diretor-presidente da FASI, Roberto Pacheco Jr.

“O Hospital de Base de Itabuna segue firme em sua trajetória que o consolidou como o Gigante da Bahia, onde ser referência não é apenas um título, mas uma responsabilidade renovada a cada plantão. Hospital de Base de Itabuna: nossa missão é a vida”, finaliza.

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O Mounjaro, que auxilia pacientes no controle glicêmico e na perda de peso, pode ter a sua patente suspensa no Brasil. Além disso, o medicamento pode vir a ser produzido no país, assim como passar a fazer parte de tratamentos de obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

É o que prevê o PL 160/2026, protocolado nesta semana no Senado. A proposta, apresentada pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL), propõe o licenciamento compulsório (suspensão temporária de patentes por interesse público) do medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro.

 

Na justificativa da sua proposta, a senadora alagoana – que é formada em medicina, com especialização em gastroenterologia pediátrica – argumenta que a obesidade configura-se atualmente como um grave problema de saúde pública no Brasil, com impacto direto sobre a mortalidade, qualidade de vida e custos ao sistema de saúde. 

 

Dra. Eudócia apresenta em seu projeto dados nacionais que mostram que cerca de um terço da população adulta é obesa, com maioria da população tendo excesso de peso, além de aumento de casos entre crianças e adolescentes.  

 

Nesse contexto do aumento crescente da obesidade, a parlamentar defende que medicamentos inovadores como o Mounjaro surgiram como “uma esperança” no controle da obesidade. A senadora diz ainda que os efeitos do medicamento demonstram eficácia significativa no tratamento da obesidade, mas seu alto custo e barreiras de acesso limitam seu uso amplo no país.  

 

“Diante desse quadro, a adoção de licenciamento compulsório, prevista na legislação nacional e em acordos internacionais (como a Declaração de Doha sobre TRIPS), é um instrumento legítimo para permitir a produção local, baixar o preço e ampliar o acesso à população que necessita, promovendo equidade em saúde”, defende a senadora Dra. Eudócia. 

 

O texto do projeto estabelece que poderá ser concedida licença compulsória do remédio, de forma temporária e não exclusiva, conforme o artigo 71 da Lei de Propriedade Industrial. Na prática, essa licença permitirá que o poder público ou empresas autorizadas produzam o medicamento no país, desde que cumpram as normas sanitárias e regulatórias.

 

Essa licença compulsória, caso o projeto seja aprovado e posteriormente sancionado, poderá ser adotada quando houver comprovação de insuficiência de oferta do medicamento, preços elevados e impacto relevante na saúde pública. A decisão dependeria de análise técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Dra. Eudócia, na proposta, cita casos em que o Brasil já adotou esse tipo de licenciamento compulsório para facilitar o acesso da população a medicamentos. Em 2007, por exemplo, o governo federal concedeu uma licença compulsória para o remédio para HIV/Aids Efavirenz, após tentar, sem sucesso, reduzir o preço junto à fabricante. 

 

O mecanismo do licenciamento compulsório também foi permitido na pandemia do coronavírus. Em 2021, o Congresso Nacional aprovou autorização para o governo brasileiro decretar licença compulsória temporária de patente de vacinas, testes de diagnóstico e medicamentos para o enfrentamento da covid-19, lembra a senadora.

 

O Mounjaro (tirzepatida), que a senadora alagoana busca permitir a fabricação no Brasil, é um medicamento injetável aprovado recentemente pela Anvisa. O medicamento chegou ao Brasil com preços variando de aproximadamente R$ 1.400 a mais de R$ 2.300 por caixa, dependendo da dosagem (2,5 mg a 15 mg) e do local de compra. 

 

Protocolado nesta semana, o PL 160/2026 está na Mesa Diretora do Senado, aguardando decisão do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) para ser distribuído às comissões onde será discutido e votado.

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Itaju do Colônia se prepara para viver mais um capítulo marcante de sua história cultural com a realização da 9ª edição do Carnaval Cultural Sem Fome, que acontece nos dias 28 de fevereiro e 1º de março. O evento, já consolidado como uma das principais manifestações populares do município, une música, cultura e solidariedade, reafirmando seu compromisso social ao beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade.

A realização do Carnaval Cultural Sem Fome é resultado de um esforço conjunto que envolve o poder público, parceiros e a comunidade. O prefeito Elder Fontes tem desempenhado papel fundamental para a concretização da 9ª edição, reafirmando o compromisso da gestão municipal com o fortalecimento da cultura, a promoção do lazer e o desenvolvimento econômico e social de Itaju do Colônia.

Mais do que uma grande festa, o evento movimenta a economia local, impulsiona o comércio e valoriza artistas regionais e nacionais, fortalecendo a identidade cultural do município. Ao longo de sua trajetória, o Carnaval Cultural Sem Fome vem se firmando como uma tradição que celebra a alegria do povo itajuense e transforma o carnaval em um instrumento de inclusão e cidadania.

Durante os dois dias de programação, o público contará com uma grade diversificada de atrações que prometem animar foliões de todas as idades. Sobem ao palco Cris Zero a Mil, Trio da Huanna, Rei da Cambinha, Eduardinho dos Teclados, Sinho Ferray e Igor Kannário, reunindo diferentes ritmos e garantindo um carnaval vibrante, democrático e cheio de energia.

Com nove edições realizadas, o Carnaval Cultural Sem Fome se consolida como um marco anual em Itaju do Colônia, celebrando a cultura local, fortalecendo laços comunitários e fazendo a diferença na vida de muitas pessoas.

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A produção brasileira de sacas beneficiadas de café pode ser recorde e subir 17,1% em 2026, de acordo com projeção divulgada nesta quinta-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo o 1º Levantamento da Safra de Café em 2026, o volume produzido deve somar 66,2 milhões de sacas beneficiadas, superando o ciclo anterior, de 2025.

“Se confirmado o resultado, este será um novo recorde na série histórica da Companhia, ultrapassando a safra de 2020, quando foram colhidas 63,1 milhões de sacas”, informou a Conab.

Mais terra e produtividade

O crescimento se deve a fatores como o aumento de 4,1% na área usada para a produção, também em relação ao ano passado. A estimativa é que 1,9 milhão de hectares sejam plantados na atual temporada.

A Conab projeta ainda elevação de 12,4% na produtividade em relação à safra passada, com uma colheita de 34,2 sacas por hectare.

De acordo com a companhia, a melhora da produtividade se deve às condições climáticas mais favoráveis e à adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras.

Arábica e conilon

Com relação à produção de café arábica, a colheita estimada é de 44,1 milhões de sacas – aumento de 23,3% na comparação com o ciclo 2025.

“Essa elevação é atribuída ao crescimento de área em produção, às condições climáticas mais favoráveis e à bienalidade positiva”, detalhou a companhia.

A expectativa é também de aumento na colheita do café tipo conilon. A safra estimada é de 22,1 milhões de sacas, o que representa alta de 6,4% na comparação com a produção obtida em 2025.

De acordo com a Conab, se confirmada essa projeção, será estabelecido novo recorde, motivado pelo crescimento da área em produção e das condições climáticas mais favoráveis até o momento.

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O indicador que mede o percentual de famílias brasileiras que têm dívidas como cartão de crédito e financiamentos alcançou 79,5% em janeiro, patamar mais alto já registrado, igualando recorde de outubro passado. 

O dado faz parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada nesta terça-feira (6) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Por outro lado, a quantidade de famílias que não conseguiu pagar essas dívidas no prazo caiu pelo terceiro mês seguido.

Em dezembro, o nível de endividamento estava em 78,9%, enquanto, em janeiro no ano passado, abrangia 76,1% das famílias.

Ao analisar os dados de janeiro de 2026, percebe-se que o endividamento é mais presente em famílias que ganham até três salários mínimos, chegando a 82,5% delas.

Já nas com renda superior a dez salários mínimos, o indicador recua para 68,3%. Desde janeiro, o salário mínimo é fixado em R$ 1.621.

O levantamento revela que o cartão de crédito é a forma de endividamento mais presente no endividamento das famílias:

  • Cartão de crédito: 85,4%
  • Carnês: 15,9%
  • Crédito pessoal: 12,2%
  • Financiamento de casa: 9,6%
  • Financiamento de carro: 8,7%
  • Crédito consignado: 6%
  • Cheque especial: 3,4%
  • Outras dívidas: 2,5%
  • Cheque pré-datado: 0,3%

A pesquisa identificou que o comprometimento médio com as dívidas é de 7,2 meses ─ isso significa que esse é o tempo médio que falta para que as famílias quitem essas contas.

Já a parcela da renda gasta com as dívidas ocupa em média 29,7% do orçamento familiar, segundo a Peic. Uma em cada cinco famílias (19,5%) afirmaram ter mais da metade dos rendimentos comprometidos com dívidas.

O levantamento é feito com 18 mil famílias de todo o país. São levadas em conta dívidas com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.

A CNC ressalta que dívida não é necessariamente um comportamento financeiro negativo, uma vez que é uma forma de direcionar dinheiro para o consumo, o que aquece a economia como um todo.

No entanto, a instituição adverte que o índice de endividamento preocupa quando as famílias começam a apresentar dificuldade na capacidade de honrar os pagamentos, a chamada inadimplência.

Dívidas atrasadas

A pesquisa identificou que a inadimplência em janeiro ficou em 29,3%, marcando o terceiro mês seguido de recuo, ou seja, cai desde outubro, quando estava em 30,5%.

A parcela de famílias com conta atrasada é maior à medida que diminui o rendimento domiciliar. Nos lares com renda de até três salários mínimos, o percentual é 38,9%. Já entre consumidores que recebem mais de dez mínimos, fica em 14,9%.

A pesquisa apurou que o tempo médio de pagamento em atraso ficou em 64,8 dias em janeiro. A CNC identificou ainda que 12,7% das famílias disseram que não terão condições de pagar dívidas atrasadas.

Juros altos

De acordo com a CNC, os juros altos dificultam a amortização das dívidas e tornam o orçamento cada vez mais apertado.

A taxa básica de juros da economia, a Selic, está em 15% ao ano, maior patamar desde julho de 2006 (15,25%).

O percentual é determinado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e influencia as demais taxas praticadas no mercado, como os juros ao consumidor.

A Selic está mantida em nível elevado como ferramenta de combate à inflação. O índice oficial de inflação (IPCA) chegou a ficar 13 meses fora do teto da meta do governo (4,5% ao ano), voltando para o intervalo de tolerância em novembro de 2025.

A Selic alta age na economia de forma restritiva, ou seja, encarece operações de crédito e desestimula investimentos e consumo. O impacto esperado é menor procura por produtos e serviços, esfriando a inflação. O efeito colateral é que economia em marcha lenta tende a diminuir a geração de empregos.

Projeção

A CNC projeta que o endividamento das famílias deve seguir em alta, ao menos no primeiro semestre, chegando a 80,4% em junho.

Para a inadimplência, a estimativa é redução até encostar em 28,9% em junho. De acordo com o economista-chefe da CNC, um dos motivos para a regressão é queda da taxa Selic, já indicada pelo Banco Central a partir de março.

“A gente vem em um patamar [de juros] muito elevado, então vai levar um certo tempo para que esse desaperto monetário seja sentido também no mercado de crédito”, avalia.

“Começando em março, provavelmente no início do terceiro trimestre, final do segundo trimestre, as famílias já devem se deparar com uma taxa de juros significativamente menor”, completa.

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Com foco na ampliação do acesso e no fortalecimento da rede municipal de saúde, o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), e a secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes Aguiar, celebraram no sábado passado, dia 7, a entrega de quatro unidades móveis que passam a integrar a frota do município e vão impactar diretamente o atendimento à população.

O ato de entrega dos veículos ocorreu no encerramento do 1º Mutirão Mais Saúde, Menos Fila, realizado pela Prefeitura de Itabuna na Praça Rio Cachoeira.

Foram entregues duas ambulâncias destinadas ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192), reforçando a capacidade de resposta em situações de emergência, e uma ambulância para o Tratamento Fora do Domicílio (TFD), garantindo mais dignidade, segurança e conforto aos pacientes que precisam se deslocar a outros municípios.

Também foi entregue oficialmente um Odontomóvel que fará atendimento odontológico em comunidades mais distantes, especialmente na zona rural. Essa Unidade Odontológica Móvel foi adquirida por meio de recursos do Programa Brasil Sorridente, do Ministério da Saúde.

Para o prefeito Augusto Castro, a entrega representa um marco importante na política de saúde do município que vem sendo desenvolvida na sua gestão, iniciada em 2021.

“Estamos investindo em estrutura, acesso e em cuidado com as pessoas. Essas unidades vão salvar vidas, reduzir distâncias e garantir que a saúde chegue a quem mais precisa, seja na área urbana ou na zona rural”, destacou.
A secretária municipal de Saúde ressaltou que os novos equipamentos fortalecem toda a rede de atenção básica “Essas entregas refletem um planejamento técnico e humano, pois reforçamos o SAMU-192, melhoramos o transporte de pacientes do TFD e ampliamos o atendimento odontológico em áreas mais vulneráveis. É saúde pública sendo pensada de forma integral e próxima das pessoas”, afirmou a secretária Lívia Mendes Aguiar.

A diretora de Alta e Média Complexidade da Secretaria Municipal de Saúde, enfermeira Rafaela Caldas, explica que as duas ambulâncias serão destinadas à renovação de frota. “Toda frota do SAMU-192 de Itabuna foi renovada, recentemente. Posteriormente, chegarão outras duas ambulâncias, porque o município também foi contemplado com a expansão de frota”, informa.

Vale lembrar que durante ato simbólico realizado na sexta-feira passada, no Parque de Exposições, em Salvador, também foi entregue ao prefeito Augusto Castro, um Kit UBS e um Kit de Telemedicina, como resultado da união de esforços entre o Governo Federal e o Governo Estadual.

“Com mais essa conquista, a gestão municipal reafirma o compromisso de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), ampliar o cuidado com as pessoas e garantir uma saúde mais acessível, resolutiva e humana para todos os itabunenses”, conclui o prefeito itabunense.

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A divulgação de conteúdos falsos criados com inteligência artificial (IA) mais do que triplicaram entre 2024 e 2025 no Brasil, apresentando um crescimento de 308%.

O dado é do primeiro Panorama da Desinformação no Brasil, estudo inédito do Observatório Lupa, que mapeia tendências, alvos e as principais táticas de desinformação. O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (5).

O estudo analisou qualitativa e quantitativamente os 617 conteúdos verificados pela agência em 2025, comparando-os aos 839 conteúdos de 2024.

O panorama mostra que deepfakes e outras peças de desinformação geradas com IA passaram de 39 casos em 2024, número que representa 4,6% do total de checagens feita pela Agência Lupa naquele ano, para 159 em 2025, 25% das verificações. Isso representa um aumento de 120 casos.

Deepfakes são tecnologias que permite que rostos e vozes sejam alteradas em vídeos, por exemplo, o que pode gerar um conteúdo com informações falsas.

Segundo a edição de estreia do estudo, que será anual, há uma mudança estrutural no ecossistema desinformativo.

A pesquisa mostra que em 2024 a IA era usada majoritariamente para criação de golpes digitais, como deepfakes de famosos fazendo propagandas de sites fraudulentos, por exemplo. Já em 2025 a tecnologia passou a ser empregada de forma estratégica como arma política: quase 45% dos conteúdos com IA tinha viés ideológico, ante 33% no ano anterior.

O estudo do Observatório Lupa identificou que mais de três quartos dos conteúdos com IA que circularam em 2025 exploraram a imagem ou a voz de pessoas conhecidas, principalmente de lideranças políticas. O levantamento aponta 36 ocorrências de conteúdo falso que tinham como alvo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; 33, o ex-presidente Jair Bolsonaro; e 30, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

De acordo com o panorama, o uso do WhatsApp para difusão de desinformação caiu de quase 90%, em 2024, para 46%, em 2025. Na análise do Observatório Lupa, isso não significa que as fakes diminuíram por lá, mas sim que, agora, há maior dispersão de plataformas.

Para além do Facebook, Instagram, Threads, WhatsApp e X, que já eram populares, também passaram a ter mais relevância na disseminação de fakes o Kwai, e o Tiktok, ambas redes sociais de vídeos curtos.

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