Produtores de cacau bloquearam a BA-262 nesta sexta-feira (27), na altura do Distrito Industrial, em Ilhéus. Eles reivindicam intervenções do Governo Federal para interromper a queda de preços da commodity, que sofreu desvalorização de 85% em 14 meses (veja aqui). Até as 11h30min, a rodovia continuava interditada nos dois sentidos.

Na terça-feira (24), o Ministério da Agricultura e Pecuária determinou a suspensão da importação de cacau da Costa do Marfim. O país africano é a origem da maior parte do cacau importado pelas indústrias processadoras instaladas no Brasil.

Para os manifestantes que promovem o ato desta sexta-feira (27), a suspensão temporária não é suficiente para assegurar a recuperação do preço da commodity. Eles defendem o fim das importações.

Já a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), que reúne as três maiores multinacionais do setor, criticou a suspensão da importação de cacau da Costa do Marfim e o que chamou de medida “intervencionista” do Governo Federal. Também alegou que a produção interna não é suficiente para suprir a demanda das indústrias instaladas no País (leia mais aqui).

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A prevalência de obesidade disparou no Brasil nos últimos 19 anos, com aumento de 118% na população adulta. O dado é o mais recente e consta do levantamento do Vigitel, braço do Ministério da Saúde que monitora a frequência de doenças crônicas no país, divulgado em janeiro.
Segundo o estudo, realizado em todas as capitais do país e no Distrito Federal, a frequência de adultos com obesidade saltou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024. O resultado foi publicado em janeiro e mostra que a prevalência mais que dobrou, uma elevação de 118% (ou 13,9 pontos porcentuais).
O aumento foi verificado tanto em homens quanto em mulheres, com ligeira vantagem entre a população feminina, variando de 12,1% no primeiro ano para 26,7% no último ano da série. A variação na população masculina foi de 11,4% para 24,4%.
Os dados indicam um avanço contínuo e acelerado da obesidade na população adulta das capitais brasileiras ao longo das últimas duas décadas. Embora o levantamento extraia uma realidade apenas das capitais e do Distrito Federal, ele serve de parâmetro fundamental para monitorar o aumento da doença.
Outros estudos confirmam o aumento da obesidade em âmbito nacional. O Datafolha mostrou, em outubro do ano passado, que seis em cada dez brasileiros adultos estão com sobrepeso ou obesos. A pesquisa ouviu 2.008 brasileiros com idade média de 43 anos em todas as regiões do país.
Já um levantamento conduzido pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), mostra o avanço acelerado do sobrepeso e da obesidade em parte das crianças.
Segundo o estudo, aos nove anos de idade o sobrepeso atinge 30% dos meninos e 28,2% das meninas, enquanto a obesidade chega a 14,1% entre meninos e 10,1% entre meninas. EmEm média, os indicadores de peso e IMC (Índice de Massa Corporal) permanecem acima do padrão de referência da OMS (Organização Mundial da Saúde) ao longo de toda a infância.
Para Maria Edna de Melo, médica-assistente do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP e membro da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), o aumento reflete a falta de acesso a alimentos saudáveis e uma mudança no comportamento alimentar.
“A gente tem alimentos ultraprocessados com uma inflação muito mais baixa e os alimentos in natura com uma inflação maior. Os investimentos do governo favorece o agro, em comodities, em contrapartida a gente tem uma diminuição nos investimentos de agricultura familiar”, diz.
“Isso é reflexo de uma geração que chega na vida adulta com grande exposição a telas, consumo exagerado de alimentos ultraprocessados e menor quantidade de atividade física não-programada’, avalia o médico Bruno Geloneze Neto, pesquisador do Centro de Pesquisas em Obesidade e Comorbidades da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e professor da mesma universidade.
Os novos dados da Vigitel mostram que o aumento da obesidade não foi restrito a um perfil específico: além de ocorrer em ambos os sexos, também avançou em todas as faixas etárias e em todos os níveis de instrução.
Na série completa (2006-2024), a faixa etária de 35 a 44 anos registrou o maior aumento médio anual, com 0,82 ponto percentual ao ano. No período mais recente (2019-2024), a aceleração mais expressiva ocorreu entre adultos de 25 a 34 anos, com aumento médio de 1,31 ponto percentual por ano.
O grupo com ensino médio completo e superior incompleto apresentou o maior crescimento anual no recorte de escolaridade, com 0,87 ponto percentual de aumento por ano na série histórica.
O Brasil executa o Plano de Dant 2021-2030, que alinha as políticas de saúde do país a compromissos internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Uma das metas estabelecidas é deter o aumento da obesidade entre adultos, mantendo a prevalência em, no máximo, 20,3% (valor de 2019) até 2030. Conforme os dados, esse limite máximo já foi superado em 2020, quando a taxa atingiu 21,7%.
Em nota, o Ministério da Saúde afirma que investe em ações preventivas, como a estratégia Viva Mais Brasil, que recebeu R$ 340 milhões em políticas de promoção à atividade física na atual gestão.
A pasta também destaca que o Guia Alimentar para a População Brasileira fornece orientações baseadas em evidências científicas para promover uma alimentação saudável, considerando particularidades regionais, culturais e biológicas.

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O Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM), unidade administrada pela Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (FASI), realizou na noite de quarta-feira, dia 25, o I Seminário de Cuidados Admissionais em Terapia Intensiva presencialmente e com transmissão ao vivo pelo YouTube. .

O evento foi organizado pelo coordenador médico do Centro de Terapia Intensiva (CTI) 1 e 2, Paulo Medauar Reis e o médico Roland Lavigne, coordenador do CTI 4, com apoio do Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS) e do Centro de Estudos, Eventos e Tecnologia da Informação (TI) da unidade hospitalar.

O objetivo principal foi consolidar a retomada do Projeto de Educação Permanente, direcionado a médicos, residentes, internos e demais profissionais da saúde que atuam na unidade.

Estiveram presentes os médicos Cristiano Conrado, auditor da FASI; Mércia Margotto, coordenadora da Residência Médica e da Residência de Medicina de Família e Comunidade da Afya Itabuna; e Stefânia Margotto, coordenadora do Programa de Residência de Clínica Médica da FASI.

A enfermeira Katiana Jovita, coordenadora do NEPS, deu as boas-vindas aos participantes. Em seguida, o diretor técnico médico Paulo Medauar saudou os palestrantes e ressaltou a experiência dos profissionais nos temas abordados. “Eles têm compromisso com o ensino e com esta instituição, que é fundamental para a nossa região”, frisou.

A abertura das palestras foi conduzida por Paulo Medauar Reis, coordenador do CTI I e II, com o tema “Potencial doador com morte encefálica na UTI”. Na sequência, o médico Roland Lavigne abordou “Ultrassom de admissão na UTI”. A programação contou ainda com Milena Silva, que discutiu “Dor torácica: protocolo e desafios” e Augusto D’Fonseca, que apresentou “Sepse e choque séptico”.

Ao final, o supervisor médico da FASI, Fernando Alves Jr., destacou que a direção executiva estimula a prática clínica na unidade. “O Hospital de Base é uma família que visa cuidar do próximo. Estamos no melhor hospital da região. Agradecemos o apoio da Presidência da FASI, da Prefeitura de Itabuna e da Secretaria Municipal de Saúde, além dos colaboradores envolvidos no projeto”, declarou.

A expectativa é ampliar o projeto com seminários semanais em formato de lives , permitindo a participação de profissionais de outras cidades e estados. “É fundamental divulgar essas conquistas, tendo a educação continuada como instrumento central de transformação”, concluiu Lavigne.

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Quem já estava contando os dias para a próxima Bienal do Livro Bahia pode começar a se programar. As vendas de ingressos para a edição de 2026 foram abertas nesta quarta-feira (25). O evento acontece de 15 a 21 de abril, no Centro de Convenções Salvador, e terá um dia a mais de programação em relação ao ano anterior.

 

Os ingressos custam R$ 33 (inteira) e R$ 16,50 (meia) e estão disponíveis no site oficial da feira e na plataforma Ticket Master. De acordo com a organização, a venda antecipada é uma forma de oferecer mais comodidade ao público, permitindo que os visitantes organizem a agenda para participar das atividades ao longo da semana.

 

Com o tema “Bahia – Identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo”, a Bienal de 2026 espera reunir cerca de 120 mil pessoas nos sete dias de evento, consolidando-se como um dos principais encontros de literatura, cultura e entretenimento do estado.

 

Entre os nomes já confirmados estão a escritora best-seller Julia Quinn, autora da série Bridgerton; Paula Pimenta, referência entre o público juvenil; Pilar del Rio, presidente da Fundação José Saramago; e a atriz e cantora baiana Laila Garin, além de outros convidados que devem compor a programação.

 

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O prefeito Elder Fontes segue ampliando sua base política e fortalecendo seu projeto de gestão. Nesta semana, o gestor municipal recebeu mais uma importante adesão: o segundo suplente de vereador pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Cacique Nito, que obteve 178 votos na última eleição municipal.

Com a chegada de Cacique Nito ao grupo político do prefeito, já são sete ex-candidatos que integravam a oposição e que agora passam a apoiar a atual administração. O movimento evidencia o fortalecimento da base governista e sinaliza o reconhecimento ao trabalho que vem sendo desenvolvido no município.

Vale destacar que o primeiro suplente do MDB, Willian Pacheco, foi o primeiro a declarar apoio ao prefeito, consolidando uma aproximação que agora ganha ainda mais força com a nova adesão.

O prefeito Elder Fontes destacou que o diálogo, o respeito e a construção coletiva têm sido marcas da sua gestão. “Nosso compromisso é com a população. Ficamos felizes em receber lideranças que querem contribuir com o desenvolvimento da nossa cidade”, afirmou.

A nova composição política reforça a governabilidade e enfraquece o grupo de oposição, consolidando um cenário de união em torno de projetos e ações voltadas ao crescimento do município.

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Produtores culturais de pequenos municípios da Bahia ganharam um reforço do governo federal nesta quinta-feira (26). O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Neoenergia, lançou na capital baiana o programa “Rouanet no Interior”. O edital vai investir R$ 6 milhões para descentralizar os recursos da Lei Rouanet, focando em cidades que ficam fora do eixo das grandes capitais.

No caso da Bahia, o foco do programa é a Chapada Diamantina e cidades históricas. Ao todo, 24 municípios baianos foram selecionados, são os casos de: Abaíra, Andaraí, Barra da Estiva, Boninal, Bonito, Ibicoara, Ipirá, Iraquara, Itaetê, Jussiape, Lençóis, Marcionílio Souza, Morro do Chapéu, Mucugê, Nova Redenção, Palmeiras, Piatã, Rio de Contas, Seabra, Souto Soares, Tapiramutá, Utinga, Wagner e Cachoeira.

 

O que você precisa saber sobre o edital:

  • Valor por projeto: Até R$ 200 mil;
  • Quem pode participar: Pessoas Jurídicas (com ou sem fins lucrativos) sediadas nos municípios da list;
  • Diferencial: O edital facilita a entrada de quem nunca usou a Lei Rouanet, desburocratizando o primeiro acesso ao sistema Salic;
  • Áreas aceitas: Música (regional, instrumental, coral), Artes Cênicas (teatro, circo, dança), Artes Visuais, Patrimônio e Literatura.

 

As inscrições estão abertas a partir de hoje e seguem até o dia 30 de abril. Todo o processo é feito exclusivamente online pelo Sistema Salic. Para garantir que o dinheiro chegue onde é mais difícil, o MinC e o Sesi realizarão oficinas presenciais de capacitação na Bahia.

 

O edital não olha apenas para a geografia. Projetos liderados por mulheres, pessoas negras, indígenas, comunidades tradicionais e público LGBTQIA+ terão pontuação extra na seleção, reforçando a cara da diversidade baiana no fomento nacional.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), está investindo R$ 8,9 milhões nas obras do Parque Linear da Avenida Amélia Amado, no centro. Em solenidade transferida para seu Gabinete, em decorrência das chuvas, o prefeito Augusto Castro (PSD), assinou na noite desta quarta-feira, dia 25, a ordem de serviço para autorizar Metro Engenharia e Consultoria Ltda., à execução.

Na solenidade, o prefeito Augusto Castro disse que as obras na Amélia Amado representam uma ação de governo. “É uma grande obra na área central, que vai se integrar à nova ponte sobre o Rio Cachoeira fazendo ligação ao Bairro da Conceição, que também está avançando. Visitei hoje o canteiro onde acontece a montagem das estruturas dessa obra gigante para a mobilidade da cidade’, comentou.

“A área do Parque Linear, que há 20 anos sofreu intervenção com o tamponamento do córrego Lava-Pés, terá agora investimento na implantação de novo tamponamento em alguns trechos descobertos, no início e no final da avenida. Será a modernidade para garantirá mais espaços num importante polo de comércio e serviço, com algumas áreas residenciais, ligando a Beira-rio ai viaduto na rodovia BR-101”, acrescentou o prefeito.

“Este novo equipamento será inserido no canteiro central da avenida, sobre o rio tamponado em um espaço de 1,5 km de extensão, contendo estacionamentos e elementos de urbanização com áreas de lazer e esportes, espaços para contemplação, ciclovia e paraciclo em todo o trecho, favorecendo o modal alternativo. Também terá calçadas, meio-fio e rota acessível beneficiando mais de 35 mil habitantes diretamente e em áreas adjacentes”, informou.

A secretária de Infraestrutura e Urbanismo, Sônia Fontes, disse que a construção do Parque Linear da Avenida Amélia Amado atende à determinação de Castro para modernizar o centro da cidade. “Este é um projeto em que ele vinha pedindo celeridade e posso chamar de ‘menina dos olhos’ do prefeito’ pelo seu empenho junto à equipe de engenheiros e arquitetos”, disse.

“Há quase dois anos estamos executando o Programa de Integração Urbana Itabuna 2030, com recursos próprios, financiado pelo Fonplata. Então é mais uma obra importante para a cidade, porque vai dar nova roupagem à área urbana, a exemplo dos parques lineares de Beira-rio, as praças e obras de arte como a nova ponte, o complexo viário da Avenida Princesa Isabel, com um viaduto. O principal dessa obra é a transformação urbana com a a cidade num novo ciclo de crescimento, organização e a valorização de espaços, trazendo para a comunidade mais qualidade de vida, bem-estar e beleza nos traços da cidade”, ressaltou.

A secretária também falou da execução de obras que valorizam as entradas da cidade, tendo citado a duplicação de parte da BR-415, no trecho do Fátima até o Condomínio Cidadelle, acessos à rodovia BA-649, pelas ruas do Contorno e do Prado, entre o São Judas Tadeu e o Conceição. “O Parque Urbano da Amélia Amado, é portanto, novo vetor que valoriza uma grande avenida que era mal organizada, com problemas de drenagem e de iluminação pública, serviços e de pavimentação. Agora, ganha-se uma nova avenida”, concluiu.

O evento foi prestigiado pelo presidente da Câmara de |Dirigentes Lojistas de Itabuna, Carlos Leahy, secretários municipais, vereadores, líderes comunitários e autoridades. Além de convidados.

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O Instituto Federal Baiano (IF Baiano) abriu inscrições para 560 vagas no curso preparatório Partiu IF, voltado a estudantes da rede pública que desejam ingressar na educação profissional e tecnológica. A oferta contempla 14 campi no estado, incluindo o de Uruçuca, no sul da Bahia, com 40 vagas por unidade.

Além de Uruçuca, as vagas são para os campi de Alagoinhas, Bom Jesus da Lapa, Catu, Governador Mangabeira, Guanambi, Itaberaba, Itapetinga, Santa Inês, Senhor do Bonfim, Serrinha, Teixeira de Freitas, Valença e Xique-Xique.

O curso é gratuito, presencial e tem carga de 320h, distribuídas ao longo de oito meses. As aulas ocorrerão no turno vespertino, com dias definidos por cada campus. A matriz curricular inclui Língua Portuguesa, Matemática, Ciências da Natureza e Práticas Suplementares. A participação não garante vaga automática em cursos técnicos ou no Ensino Médio do IF Baiano, cujo ingresso ocorre por processo seletivo próprio.

Podem se inscrever estudantes que tenham cursado integralmente o Ensino Fundamental em escola pública. O público prioritário inclui candidatos em situação de vulnerabilidade social, com renda familiar per capita de até um salário mínimo, autodeclarados pretos, pardos, indígenas ou quilombolas, além de pessoas com deficiência.

As inscrições são feitas via formulário online, com envio de histórico escolar ou declaração de conclusão do Ensino Fundamental em escola pública e documentos comprobatórios para vagas reservadas. A seleção ocorrerá por sorteio eletrônico, com transmissão no canal oficial do IF Baiano no YouTube. Os sorteados dentro do número de vagas serão considerados aprovados, e os demais formarão cadastro de reserva.

Os estudantes selecionados receberão bolsa-auxílio de R$ 1.600, paga em oito parcelas mensais de R$ 200, para custeio de transporte e alimentação. O pagamento será feito pela Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern), mediante depósito em conta bancária. Para receber o valor integral, é exigida frequência mínima de 75%.

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Entre o gigantismo da FIFA e o endurecimento das políticas de imigração, a Copa do Mundo de 2026 vem se desenhando como um evento para poucos. Tem se instaurado um cenário onde o ingresso, apesar de caro, é o de menos; e o carimbo no passaporte parece ser tudo.

 

No papel, o Mundial representa uma expansão sem precedentes. Pela primeira vez, 48 seleções cruzarão as fronteiras de um continente inteiro. É a “Copa da Unidade”, como diz a FIFA. Mas, nos corredores do Departamento de Segurança Interna (DHS) em Washington e nos consulados espalhados pelo Sul Global, a música que toca é outra: uma marcha de restrições que ameaça transformar o espetáculo em um evento de acesso restrito.

 

O contraste é evidente. De um lado, Gianni Infantino, presidente da FIFA, projeta receitas recordes e estádios “cheios de cidadãos do mundo”. De outro, a política de segurança nacional enxerga os fluxos migratórios sob uma ótica de controle. Para o torcedor que economizou por anos, o desafio vai além da inflação. Hoje, o processo inclui triagens digitais e decisões consulares cada vez mais rigorosas.

A administração dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, expandiu restrições de viagem que atingem diretamente nações qualificadas como Haiti, Irã, Senegal e Costa do Marfim. Para torcedores desses países, o visto de turista (B-2) está praticamente suspenso sob o argumento de “falta de segurança na verificação de antecedentes”. O governo já sinalizou: não haverá exceções. Mesmo com o ingresso na mão, o torcedor dessas nacionalidades enfrenta um bloqueio diplomático.

 

Para brasileiros, o visto não está suspenso, mas a análise se tornou uma peneira fina. O solicitante agora é obrigado a fornecer históricos de redes sociais e comprovar vínculos financeiros quase inquestionáveis para afastar a suspeita de intenção de imigrar.

 

Por outro lado, México e Canadá fecharam suas fronteiras para evitar serem usados como “sala de espera”. Sob pressão de Washington, o México extinguiu a autorização eletrônica facilitada para brasileiros. Agora, exige-se visto físico e uma comprovação de hospedagem paga e passagem de volta.

 

No Canadá, o sistema é digital. Embora ofereça a eTA (autorização simplificada) para quem possui visto americano, quem não se encaixa nessa regra cai no sistema de visto tradicional, que apresenta taxas de rejeição recordes em 2026 sob o pretexto de evitar pedidos de refúgio pós-Copa.

 

Se a burocracia não barrar o torcedor, a questão financeira pode ser o impedimento final. A FIFA estratificou os preços criando um abismo entre o torcedor comum e a elite corporativa. Assistir à final no MetLife Stadium na Categoria 1 custa hoje mais de R$ 34 mil (em conversão direta). A isso somam-se os custos de atravessar três países que não possuem livre circulação: cada fronteira cruzada significa uma nova fila de imigração e um novo interrogatório. 

A diferenciação também é física. De acordo com os mapas de assentos oficiais, como o do Seattle Stadium, as Categorias 1 e 2 dominam as visões centrais e as áreas mais próximas ao gramado. Já a Categoria 4 (a opção acessível ao público geral) e a Categoria Popular (exclusiva para torcedores de seleções classificadas via sorteio) ficam nos setores periféricos: extremidades atrás dos gols ou nos anéis superiores mais distantes, conhecidos como “setores de quina”.

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A Bahia aparece na 8ª colocação entre as unidades da federação com maior número de inquéritos policiais instaurados pela Polícia Federal (PF) para apurar crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil. Os dados foram elaborados pela Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER) da corporação, com levantamento anual entre 2023 e 2025.

 

De acordo com a planilha oficial da PF, foram instaurados 56 inquéritos no estado em 2023, número que subiu para 78 em 2024 e chegou a 88 investigações em 2025. O crescimento registrado no último ano colocou a Bahia entre os oito estados brasileiros que apresentaram aumento nas apurações desse tipo de crime na comparação entre 2024 e 2025.

 

Além da Bahia, também houve alta no número de investigações no Amazonas, no Espírito Santo, no Maranhão, em Minas Gerais, em Rondônia, em Roraima e no Tocantins. Os números foram divulgados pela Fiquem Sabendo, organização sem fins lucrativos especializada em transparência pública.

 

No ranking nacional referente a 2025, os maiores volumes de inquéritos foram registrados em São Paulo (400), Minas Gerais (201), Paraná (179), Rio Grande do Sul (138), Rio de Janeiro (115), Santa Catarina (86) e Paraíba (82), seguidos pela Bahia, com 88 procedimentos instaurados.

 

Os dados mostram ainda que, em âmbito nacional, a Polícia Federal instaurou 1.999 inquéritos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil praticado pela internet em 2025. O número representa uma redução de 8% em relação a 2024, quando foram abertas 2.173 investigações. Apesar da queda anual, o volume permanece superior ao registrado em 2023, que contabilizou 1.431 casos.

 

Segundo a Polícia Federal, cada inquérito policial pode apurar uma ou mais condutas criminosas e envolver múltiplas vítimas e suspeitos. Dessa forma, o total de crimes efetivamente investigados pode ser maior do que o número de procedimentos instaurados.

 

A violência sexual contra crianças e adolescentes é classificada como crime hediondo no Brasil desde 2014.

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A Prefeitura de Itabuna, por intermédio da Superintendência de Serviços Públicos da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), tem intensificado ações de melhorias da malha viária urbana. Na manhã desta quarta-feira, dia 25, a intervenção foi direcionada à via de acesso aos condomínios residenciais Jubiabá e Gabriela, na zona oeste da cidade.

Na localidade, os operários da Prefeitura estão executando serviços de drenagem de águas pluviais, cascalhamento, compactação, tapa-buraco e aplicação de brita graduada simples (BGS). Os corredores de ônibus também fazem parte deste cronograma por determinação do prefeito Augusto Castro (PSD).

O superintendente de Serviços Públicos, Francisco de Sousa Lino Filho, ressaltou que as equipes seguem o cronograma de ações que, devido às chuvas dos últimos dias, foi afetado. Em alguns casos, a execução dos serviços tem sido adiada, o que tem agravado a situação em alguns pontos da cidade.

Além da recuperação da malha viária, a Superintendência de Serviços Públicos também está realizando ações preventivas contra alagamentos com a limpeza de bueiros e outros serviços de infraestrutura na zona urbana.

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Quase 30% dos danos decorrentes de uso de inteligência artificial afetam diretamente o bem-estar psicológico das pessoas.
É o que aponta levantamento da Data Privacy Brasil com base na recém-lançada Biblioteca de Danos em IA, um repositório público que reúne e sistematiza impactos negativos causados por sistemas de inteligência artificial.
Dos 71 casos públicos de impactos negativos documentados, 29,6% referem-se a danos psicológicos e sociais, tais como vigilância excessiva e exposição a conteúdos nocivos.
Um exemplo foi o caso do homem detido por engano em 2024 por policiais militares em Sergipe após falha em sistema de reconhecimento facial (que usa IA). João Antônio Trindade acompanhava a final do campeonato sergipano em um estádio quando foi algemado por agentes e levado para interrogatório em uma sala.
Também em Sergipe em 2023, a auxiliar administrativa Thaís Santos foi confundida com uma foragida da Justiça duas vezes durante uma micareta por falha do sistema de reconhecimento facial. Na segunda vez, tentaram algemá-la. Ela relatou ter ficado tão nervosa que urinou nas calças e voltou para casa chorando.
Casos de adolescentes que começam a “namorar” chatbots ou são induzidos a cometer suicídio em conversas com aplicativos de IA também se enquadram nessa categoria de danos.
“A biblioteca demonstra que os danos da IA já estão em curso e geram impactos concretos sobre direitos, trabalho, meio ambiente e democracia. Não se trata de riscos hipotéticos”, diz Carla Rodrigues, coordenadora da área de Plataformas e Mercados Digitais da Data Privacy Brasil.
“O que chamamos de dano é também uma forma de dar nome a efeitos negativos que muitas pessoas já sentem no cotidiano, mas nem sempre conseguem identificar como relacionados a IA.”
A ideia é que a iniciativa funcione como um banco de dados para ser consultado em discussões sobre regulação de IA, por exemplo.
O projeto de lei de IA, o PL 2.338, foi aprovado no Senado em dezembro de 2024 e está tramitando lentamente na Câmara.
“O repositório organiza e torna acessíveis casos concretos de danos para ampliar o debate público e contribuir para o aprimoramento da regulação”, diz Rodrigues.
Dos casos documentados, 23,9% são danos aos direitos fundamentais, como violações diretas à privacidade, ao devido processo legal e discriminação. Um exemplo foi a decisão de um juiz em 2023 elaborada com a ajuda do ChatGPT citando jurisprudência falsa e atribuindo a precedentes do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Segundo relatou o portal G1, o juiz federal Jefferson Ferreira Rodrigues, hoje lotado no Acre, publicou uma sentença que continha trechos inteiros formulados pelo aplicativo da OpenAI. Na ocasião, segundo a reportagem, o juiz tratou o caso como um erro corriqueiro e atribuiu a pesquisa a um servidor de seu gabinete.
Segundo a Data Privacy, o caso demonstra como o uso de IA viola o direito ao devido processo, ao produzir uma sentença fundamentada de forma errada, sem transparência, nem possibilidade de contestação.
Já os danos socioambientais e econômicos respondem por 23,9% do total, e incluem o consumo energético excessivo e a precarização do trabalho.
Casos em que a instalação de data centers faz o uso de água e energia explodir em determinadas localidades se encaixam nesse tipo de impacto, bem como o uso de obras detentoras de direitos autorais sem a remuneração correspondente.
Os danos democráticos —ameaças à integridade do debate público por meio de conteúdos desinformativos automatizados— são 22,5%. Disseminação de imagens ou vídeos gerados por IA (deepfakes) que distorcem o debate público e podem causar impactos eleitorais estão dentro dessa categoria.
A biblioteca inclui um formulário para que qualquer pessoa envie casos para a atualização do repositório. A submissão é anônima, deve ser de fontes públicas e somente passa a compor a biblioteca após curadoria da equipe de pesquisa.

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