A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda de produtos da marca Black Skull. Pharma. Segundo a agência, a empresa vendia e anunciava medicamentos manipulados ao público geral, o que é proibido desde 2007.
Ao todo, 19 produtos tiveram venda online e publicidade proibidas na última quarta-feira (5). Entre eles há itens que prometem aumento da libido entre homens e mulheres, perda rápida de gordura e prevenção contra doenças de próstata (veja a lista abaixo).
A Anvisa define que produtos manipulados só podem ser vendidos individualmente e sob prescrição médica. Caso haja descumprimento, a agência tem aval para retirá-los de circulação.
Procurada, a Black Skull afirma que apoia iniciativas de farmácias que “manipulam fórmulas com ativos para melhorarem a performance da saúde da população, através de prescrições individualizadas”.
Diz, ainda, que nenhum produto de sua linha de suplementos foi atingido pela medida.
“A Black Skull não tem nenhum produto da sua linha tradicional de suplementos alimentares que tenha sido alvo de proibição ou questionamento da Anvisa, pois seguem padrões internacionais de qualidade e a regulação sanitária brasileira”, afirma.
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PRODUTOS DA BLACK SKULL PHARMA COM VENDA PROIBIDA PELA ANVISA
Epidemium
Tukersterone
Tribulus Terrestris
Aswagandha
Ioimbina
Long Jack
Libido Black – Woman
Libido Black – Man
Prostate Black
Prostate
Lipolysis Night
Lipolysis Day
Krakatoa
Ozzyblack Dose – Adaptativa
Ozzyblack – Dose Plena
Blackoff
Creatina Nootropic
Mr. Testo
Oppenheimer
 

AÇÕES NA JUSTIÇA
A Black Skull é uma farmácia de manipulação que usa a licença da linha de suplementos Black Skull, do empresário Marcelo Bella. Ele também é presidente da Abenutri (Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais).
Em 2024, concorrentes processaram a Abenutri pela divulgação de uma lista com marcas de whey protein e creatina que supostamente teriam impurezas. Bella foi acusado de conflito de interesses, já que é dono de uma empresa do mesmo ramo.
Em dezembro, um documento obtido pela Folha mostrou que o conselho da Abenutri é composto também por familiares de Bella. Na ocasião, o empresário defendeu que a família tem experiência no assunto.
No mesmo ano, contudo, uma marca de suplementos aprovada pela Abenutri teve 30 toneladas de creatina apreendidas pela Polícia Civil de São Paulo por adulteração, irregularidades e supostos pedaços de plástico entre a mistura.
À Folha Bella defendeu que a análise considerou apenas um lote, não todos os disponíveis à venda.

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A sétima rodada do Campeonato Baiano 2025 chegou ao fim na última quarta-feira (12) com confrontos que movimentaram ainda mais a tabela da primeira fase – próxima de chegar de se encerrar. Vitória x Porto, Bahia x Colo-Colo e Barcelona x Jacuipense foram alguns dos principais jogos. Confira abaixo:

 

JEQUIÉ X JACOBINA
No sábado (8), às 16h, o Jequié e o Jacobina empataram em 1 a 1 no Estádio Waldomiro Borges. Com o resultado, o Jequié permanece na zona de rebaixamento, com três pontos, ao lado do Colo-Colo. O Jipão, por sua vez, chegou a nove pontos e terminou a rodada em quinto lugar.

 

VITÓRIA X PORTO
O Vitória venceu o Porto por 2 a 1 no Estádio Manoel Barradas, no sábado (8), às 18h30. Com a vitória, o Leão se manteve na liderança, com 15 pontos, e encaminhou a classificação para as semifinais. O Porto, por sua vez, caiu para a sétima colocação, com oito pontos.

 

BAHIA X COLO-COLO
No domingo (9), às 16h, o Bahia goleou o lanterna Colo-Colo por 6 a 0 na Arena Fonte Nova. Com o resultado, o Bahia assumiu a terceira colocação, com 12 pontos, e se distanciou das equipes que lutam por uma vaga no G4. O Colo-Colo, por sua vez, permaneceu com três pontos e na lanterna da tabela.

 

JUAZEIRENSE X ATLÉTICO DE ALAGOINHAS
No domingo (9), às 18h30, a Juazeirense perdeu para o Atlético de Alagoinhas por 1 a 0 no Adauto Moraes. Com a derrota, o Cancão ficou na oitava colocação, com sete pontos, quatro acima da zona de rebaixamento. O Carcará, por sua vez, subiu para a quarta colocação, com dez pontos.

 

BARCELONA X JACUIPENSE
No último jogo da rodada, na quarta-feira (12), às 19h15, Barcelona e Jacuipense empataram em 1 a 1 no Agnaldo Bento. O empate manteve o Leão do Sisal na vice-liderança e o Barcelona na sexta colocação, com nove pontos.

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Nos últimos dez anos, o uso de internet e a posse de aparelho celular dobraram entre as crianças brasileiras até 8 anos. Os dados constam no estudo produzido pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), lançado nesta terça-feira (11).

Segundo a Agência Brasil, considerando-se a faixa etária de 0 a 2 anos, a proporção de crianças usuárias de internet saltou de 9% em 2015 para 44% no ano passado. Já na faixa etária de 3 a 5 anos, o salto foi de 26% para 71% no mesmo período e, entre 6 e 8 anos, o uso dobrou, passando de 41% para 82%. O estudo, feito com base nas pesquisas TIC Domicílios e TIC Kids Online Brasil, entre 2015 e 2024.

A proporção de crianças que possuíam celular próprio subiu entre 2015 e 2024: de 3% para 5% na faixa de 0 a 2 anos; de 6% para 20% na de 3 a 5 anos e de 18% para 36% na faixa etária de 6 a 8 anos. No caso do computador, no entanto, aconteceu o contrário. Em 2015, 26% das crianças de 3 a 5 anos e 39% das de 6 a 8 anos utilizavam esse tipo de equipamento. Em 2024, as proporções diminuíram para 17% e 26%, respectivamente.

 

Diferenças entre classes sociais
O estudo apontou ainda que o uso de tecnologias digitais por crianças de até 8 anos varia conforme as condições econômicas, sendo menor entre os mais pobres. Entre as crianças de domicílios de classes AB, por exemplo, 45% daquelas com idades de 0 a 2 anos, 90% das de 3 a 5 anos e 97% das de 6 a 8 anos foram usuárias da internet em 2024. Na classe C, as porcentagens foram de 47%, 77% e 88%, respectivamente. Já entre as de classes DE, os mesmos indicadores somaram 40%, 60% e 69%.

O mesmo acontece quando se verificam as diferenças quanto à posse de aparelho celular. Na faixa de 0 a 2 anos, as proporções das crianças que têm o dispositivo correspondem a 11% (classes AB), enquanto nas classes D e E isso representava apenas 4%.

Quando se considera a faixa etária entre 3 e 5 anos, a proporção variava entre 26% (classes AB) a 13% (classes DE). Na faixa etária de crianças entre 6 e 8 anos, a posse de celular corresponde a 40% nas classes AB, 42% (classe C) e 27% (classes DE). As informações são da Agência Brasil.

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Jovens, adultos e idosos que desejam retomar e concluir os estudos ainda podem se matricular na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). A matrícula segue aberta durante todo o ano, nas escolas da rede estadual de ensino de toda a Bahia. A EJA permite que o estudante conclua a trajetória escolar em menos tempo e obtenha qualificação para conseguir melhores oportunidades no mundo do trabalho.

Para efetuar a matrícula, o interessado deve se dirigir a uma unidade escolar da rede estadual que oferta a modalidade, munido de documentos como RG, CPF, histórico escolar e comprovante de residência. Se o estudante não possuir o histórico escolar, a orientação é que ele busque na escola em que estudou. Caso não consiga, a escola faz uma reclassificação para que possa ter o direito de estudar. Vale ressaltar que o limite de vagas depende da demanda de cada escola.

A modalidade EJA se diferencia do ensino regular em diferentes aspectos. O Ensino Médio, por exemplo, é concluído em dois anos e é necessário ter idade mínima de 18 anos para cursar. Para os estudantes que não concluíram o Ensino Fundamental, a idade permitida para acessar a modalidade é a partir de 15 anos. A avaliação da EJA utiliza o acompanhamento de percurso, usando conceitos e não notas. Sua concepção é baseada no tempo humano com o currículo fundamentado em eixos temáticos e temas geradores.

FORTALECIMENTO

A EJA tem ganhado destaque nas agendas dos governos federal e estadual. Com o lançamento do Pacto pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA, em junho de 2024, a modalidade vem se fortalecendo e assumindo um protagonismo cada vez maior no cenário nacional e baiano.

Para garantir a permanência dos estudantes jovens, adultos e idosos na escola, o Estado tem investido em programas de apoio financeiro, como o Bolsa Presença, alinhado ao programa federal Pé-de-Meia e, também, na segurança alimentar, favorecendo uma alimentação nutritiva e de qualidade. 

Além do aporte financeiro, que sustenta os programas do pacto, o Governo da Bahia investiu cerca de R$ 70 milhões na aquisição de livros didáticos para a rede, uma vez que o programa do Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) – EJA/MEC contempla apenas o Ensino Fundamental e a maior oferta da rede estadual é de Ensino Médio. Além disso, o Estado direciona recursos para a formação de educadores e para ações de elevação da escolaridade, como a aplicação gratuita dos exames pela Comissão Permanente de Avaliação (CPA).

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As vendas financiadas de veículos no Brasil totalizaram 563 mil unidades em janeiro deste ano, um aumento de 0,2% em relação ao mesmo mês de 2024. O volume registrado é o maior para o período desde 2014, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pela B3. O levantamento considera financiamentos de veículos novos e usados, abrangendo automóveis leves, pesados e motocicletas.

O principal responsável pelo crescimento foi o segmento de motos, que registrou alta de 2,4% em relação a janeiro de 2024. Por outro lado, o financiamento de automóveis leves caiu 3%, enquanto o de veículos pesados recuou 6,4%.

Entre as regiões do país, o Nordeste liderou o crescimento no financiamento de veículos, com alta de 8,8% em relação a janeiro de 2024. O Norte também apresentou avanço significativo, de 8,4%. Em contrapartida, as regiões Centro-Oeste (-1,2%), Sudeste (-2%) e Sul (-4,3%) registraram queda no volume de financiamentos.

“Em janeiro tivemos um cenário muito similar ao do ano passado. Apesar das quedas em autos leves e veículos pesados, o segmento de motos acabou puxando o cenário geral para cima”, afirmou Gustavo de Oliveira Ferro, gerente de Planejamento e Inteligência de Mercado da B3.

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Em Brasília para o Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, promovido pelo Governo Federal, os gestores baianos receberam nesta terça-feira (11) a informação de que deve ser votada ainda neste semestre na Câmara dos Deputados a PEC 66/2023, proposta que prevê o Refis da dívida da previdência das prefeituras e um novo regime de precatórios. Durante o evento, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho Tigre, se reuniu com o ministro das Relações Institucionais do Governo Lula, Alexandre Padilha, e representantes de associações municipalistas de todo Brasil. No encontro, Padilha reforçou o apoio do Governo Lula à medida e disse que, em articulação com o novo presidente da Câmara, Hugo Motta, os líderes partidários foram convocados para indicar os membros da comissão especial que analisará a proposta.

“A gente vai empenhar todos os esforços do governo federal para aprovação da PEC66. Nós solicitamos do presidente Hugo Motta, semana passada, assim que ele tomou posse, a instalação mais rápida possível da comissão especial da PEC, ele já encaminhou o ofício aos líderes para que indiquem os membros e nós vamos precisar da mobilização de vocês para que a gente garanta a aprovação ainda neste semestre”, afirmou o ministro.

O presidente da UPB explica que a demanda pelo Refis Previdenciário com parcelas de 300 meses e limitador de comprometimento da receita é antiga, foi aprovada no Senado, com o apoio do presidente anterior da casa, Rodrigo Pacheco, e estacionou na Câmara no final do ano por conta do impasse com as emendas parlamentares. “Os novos gestores já estão tendo dificuldade para administrar. Na prática, sem o Refis muitas prefeituras ficam com a certidão negativa do INSS e são impedidos de firmar contratos de convênios para melhorias nos municípios. E quem sofre é a população”, explica.

Quinho conta que o primeiro dia do encontro que segue até esta quinta-feira (13) foi positivo. “A Bahia participa desse evento com mais de 200 prefeitos e prefeitas e entendemos que é uma sinalização positiva do Governo Federal fazer essa abertura de diálogo com os municípios já no início dos atuais mandatos para receber nossas demandas e trabalhar essa agenda federativa de forma conjunta”, reforçou.

Durante a abertura do encontro os recém eleitos, presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, David Alcolumbre, falaram aos prefeitos sobre a necessidade dos municípios estarem no centro do federalismo brasileiro para uma sociedade mais justa. Mota classificou a aprovação da PEC 66/2023 como tema “urgente e necessário” para que os gestores possam ter a tranquilidade de governar. Já Alcolumbre acrescentou que um novo pacto federativo segue no radar do Senado para uma divisão mais equilibrada do bolo tributário.

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O Carnaval de 2025 deve impulsionar a economia baiana com uma movimentação estimada em R$ 4,5 bilhões nos setores de comércio e turismo. A projeção, divulgada pela Federação do Comércio da Bahia (Fecomércio-BA), tem como base dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa um crescimento real de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, já descontada a inflação.

A maior parte desse montante, R$ 4,1 bilhões, deve ser gerada pelo comércio varejista, especialmente em segmentos diretamente ligados à festa, como supermercados e vestuário. Segundo o presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes, a demanda aumenta tanto por parte dos consumidores quanto dos empresários que reforçam os estoques de alimentos e bebidas para eventos, hotéis, dentre outros.

“No segmento de vestuário, é importante deixar claro que o dado não consegue captar as vendas de abadás dos trios de Salvador, por exemplo. Trata-se do varejo regular, estabelecido o ano todo”, esclarece o consultor econômico da Fecomércio BA, Guilherme Dietze.

Já o setor de turismo deve movimentar aproximadamente R$ 400 milhões, abrangendo serviços como hospedagem, transporte rodoviário interestadual, agências de turismo e locação de veículos. Dietze ressalta que, embora o estudo não inclua serviços como traslados e passeios por limitações técnicas, a demanda por essas atividades também cresce significativamente no período.

Entre os fatores que impulsionam esse crescimento, destacam-se a melhora na condição econômica das famílias, com mais emprego, renda e acesso ao crédito, além do aumento do fluxo de turistas na Bahia. Além disso, a mudança no calendário influencia a comparação: em 2024, o Carnaval ocorreu em fevereiro, enquanto em 2025 a festa será em março.

“Como tecnicamente é inadequado comparar meses diferentes, a base de comparação de 2024 está sem o Carnaval, que traz um movimento maior. De qualquer forma, esse mesmo período do ano passado apresentou um incremento de 9%, o que significa, para a projeção atual de 10%, um resultado muito favorável”, explica o economista.

Outro fator positivo é o aumento no número de voos para os principais aeroportos do estado, como Salvador e Porto Seguro, o que deve ampliar a chegada de turistas e impulsionar ainda mais os gastos no comércio e no turismo local.

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O prefeito de Itabuna, Augusto Castro, e representantes da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna participaram de uma reunião na Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) com a Dra. Mônica Hupsel Frank, superintendente da Regulação (SUREGS), e sua equipe técnica. O encontro reforça a parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura e a Santa Casa na busca por melhorias na assistência hospitalar da região.

Durante a reunião, foram tratadas demandas da inauguração da ampliação do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, bem como demandas da unidade, além da inauguração da nova unidade de hemodiálise do Hospital São Lucas, do contrato de leitos de retaguarda da unidade e do andamento do projeto de oncologia. Estiveram presentes o vice-provedor da Santa Casa, Peter Deviris, e o primeiro tesoureiro, André Wermann, que participaram das discussões sobre o fortalecimento da rede de saúde do município.

Para o vice-provedor da Santa Casa, Peter Deviris, a reunião foi essencial para alinhar estratégias e consolidar essa aliança. “A ampliação dos serviços de hemodiálise e a estruturação da oncologia são fundamentais para atender à crescente demanda da população. Esse diálogo entre a SESAB, a Prefeitura e a Santa Casa fortalece as parcerias necessárias para garantir um atendimento mais eficiente e acessível para todos”, afirmou.

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As exportações baianas registraram forte recuo em janeiro, reflexo da queda do volume de embarques, devido principalmente à entressafra da soja, carro chefe da pauta de exportação do estado, que reduziu os embarques em 75%. Também houve redução nos embarques da celulose, dos derivados de petróleo e dos produtos químicos. O montante exportado foi US$ 660,2 milhões, uma queda de 33,8% frente aos US$ 997,6 milhões exportados em janeiro do ano passado.

 

As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

 

Os preços de alguns produtos, como café e celulose, metais preciosos, cacau e petróleo subiram no mês passado, compensando em parte a redução do volume de embarques que recuou como um todo, em 49,2% frente a janeiro de 2023. O resultado é o mais baixo para meses de janeiro desde 2021, quando a balança comercial do estado tinha registrado déficit de US$ 64,6 milhões. Agora o déficit alcançou US$ 217,1 milhões.

 

Todos os grandes setores apresentaram queda em relação ao mesmo mês de 2023. A indústria de transformação registrou variação negativa de 36%, somando US$ 240 milhões. O setor de agropecuário, puxado pelo mau desempenho da soja, teve queda de 41% nas exportações no comparativo interanual, alcançando US$ 306 milhões. Já a indústria extrativa sofreu a menor queda, de 0,8%, passando a US$ 90,7 milhões.

 

As exportações brasileiras para China, principal destino dos produtos baianos, caíram 65,8% no primeiro mês de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as vendas totais para a Ásia recuaram 66,4%.

 

Na mesma base de comparação, as vendas para a América do Norte diminuíram 10,7%, enquanto para a América Latina, incluindo o Mercosul, subiram 84%, puxado pelo aumento das vendas para a Argentina em 50%, devido a base baixa de comparação. Para a União Europeia, houve expansão de 29,4%.

 

Em contraste com as exportações, as importações seguem crescendo. Em janeiro, elas alcançaram US$ 877,3 milhões – crescimento de 25,7%, com destaque para o grande aumento das compras de bens intermediários, que cresceu 47,7%, puxado por fertilizantes (198%), cacau em bruto (405,8%), além de outros insumos, peças e células fotovoltaicas em painéis, que acusou crescimento de 440% no comparativo interanual. Em volume, as importações também cresceram 23,2%, principalmente dos EUA e da China.

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O ano de 2024 foi marcado por um recorde na temperatura média global, atingindo 1,6°C acima dos níveis pré-industriais. Agora, cientistas apontam que as chuvas caíram em quantidade acima da média e com distribuição irregular, castigando desproporcionalmente algumas regiões do planeta, como o sul da Ásia e a Austrália.
Segundo um relatório elaborado com dados preliminares da precipitação na Terra no ano passado, o planeta teve 2,9 mm de chuva por dia, em média -um aumento de 0,09 mm por dia em relação ao intervalo dos anos de 1983 a 2023 (2,81 mm). De acordo com os cientistas, o número é um provável recorde.
A análise foi feita com dados do Global Precipitation Climatology Project (projeto de climatologia de precipitação global), um conjunto de dados de chuvas no planeta ativo desde 1979.
Quando é considerada apenas a precipitação sobre as porções de terra, excluindo os oceanos, o aumento foi de 0,1 mm por dia na média global.
O relatório foi publicado em janeiro por cientistas do Centro Interdisciplinar de Ciências do Sistema da Terra, da Universidade de Maryland, nos EUA.
Enquanto partes do oceano Índico, sul da Ásia, oeste do Pacífico e Austrália ficaram mais úmidas do que o normal, a América do Sul esteve mais seca, especialmente a amazônia, que sofreu uma estiagem prolongada.
De acordo com os cientistas, as secas e as chuvas extremas foram reforçadas pelo El Niño, registrado de junho de 2023 a junho de 2024, e pelo aquecimento global.
O El Niño é um fenômeno natural que aquece a superfície do oceano Pacífico, o que desencadeia alterações nos padrões de seca e chuvas e aumento da temperatura média global, entre outros efeitos climáticos.
“Vemos a temperatura do Pacífico aumentar durante o El Niño e diminuir durante o La Niña. Mas, ao fundo, há um aumento gradual da temperatura, que é resultado da mudança climática. Essa variabilidade natural está sendo intensificada pelo aquecimento global”, diz José Marengo, climatologista e coordenador de pesquisa e desenvolvimento do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), que não participou do estudo.
“Observamos anos com muita chuva em algumas regiões e, no ano seguinte, o oposto. Os extremos climáticos estão se tornando ainda mais intensos. As áreas chuvosas, especialmente as oceânicas, estão ficando ainda mais chuvosas, enquanto regiões continentais, como o México, parte da amazônia, algumas áreas do sul da África e do Mediterrâneo europeu, estão ficando mais quentes”, afirma.
Para Pedro Luiz Cortês, professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP (Universidade de São Paulo), os cientistas têm verificado mundialmente um desequilíbrio em relação aos padrões climáticos que existiam até o final do século passado.
“Principalmente a partir da década de 1990, começaram a aparecer alterações nos padrões de chuva e de temperatura, e isso foi se intensificando ao longo das décadas seguintes. Há cerca de 30 anos passamos por uma mudança cada vez mais significativa, sem perspectiva de que isso possa diminuir ou voltar aos padrões que tínhamos até o final do século passado”, diz.
Cortês cita o exemplo do que aconteceu no Brasil em 2024 para ilustrar as mudanças no padrão e a distribuição irregular das chuvas, com a seca na amazônia e as inundações no Rio Grande do Sul.
“Esses desequilíbrios estão se tornando cada vez mais intensos. Embora os dados mostrem um aumento na precipitação global, isso não significa que a chuva esteja sendo distribuída de uniformemente -e esse é um ponto fundamental para entender os impactos das mudanças climáticas”, diz.
Segundo os cientistas, o dado apresentado no relatório deve servir também para reforçar o alerta de que as cidades não estão adaptadas para a nova realidade.
“Não adianta termos as melhores previsões meteorológicas ou os alertas mais precisos de risco de desastre se as cidades continuam sendo construídas em áreas de risco e a população não tem percepção clara do perigo”, diz Marengo, do Cemaden. “Para salvar vidas e propriedades, temos de trabalhar com prevenção”, completa.
Cortês, da USP, diz que é preciso mudar a forma como as cidades lidam com desastres climáticos. Segundo ele, hoje há prevalência de políticas reativas.
“Eventos extremos são difíceis de evitar completamente, mas podemos minimizar seus impactos”, afirma.
“Um exemplo é aumentar a permeabilidade das cidades. Grandes centros urbanos, como São Paulo, são extremamente impermeáveis devido ao asfalto, ao cimento e ao concreto. Isso faz com que a água da chuva escoe rapidamente para as galerias pluviais, que não foram projetadas para volumes tão intensos”, completa Cortês, que sugere medidas como jardins de chuva, corredores verdes e aumento da arborização.

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Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (19) no local conhecido como Shopping Popular de Ilhéus, no Litoral Sul. O cumprimento dos mandados, expedidos pela Justiça Federal em Ilhéus, faz parte da Operação Rota de Colisão de combate ao desvio de objetos postais do Centro de Distribuição dos Correios (CDD), em Ilhéus. O Shopping Popular fica no Centro da cidade. 

Segundo a Polícia Federal (PF), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) estima que o prejuízo decorrente das indenizações pagas em razão dos desvios das mercadorias, notadamente aparelhos celulares, somam mais de R$ 270 mil.

A PF informou que as investigações apontam evidências que parte das mercadorias desviadas do fluxo postal foram revendidas no comércio da cidade. Os delitos apurados são peculato desvio, inserção de dados falsos em sistemas informatizados da administração pública e receptação.

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Um novo estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mediu os impactos dos genéricos no preço dos medicamentos. Os resultados mostram que, quanto mais opções de um determinado medicamento são colocadas no mercado, mais barato fica o produto. A queda pode chegar a mais de 50%. As informações são da Agência Brasil.

 

Os genéricos podem ser produzidos a partir do momento em que o chamado “medicamento de referência” tem a patente quebrada, o que geralmente ocorre 20 anos após o lançamento, ou antes, em alguns casos específicos. Os produtos têm a mesma substância ativa, forma farmacêutica, dosagem e indicação farmacológica que o chamado medicamento de referência.

Detalhes do estudo foram destacados no site do Ipea nesta segunda-feira (10), quando se completam 26 anos da Lei Federal 9.787/1999, que estabeleceu os medicamentos genéricos no Brasil. De acordo com os resultados, com a entrada do primeiro produto genérico no mercado, houve redução média de 20,8% nos preços mínimos. A partir do terceiro, a economia é de cerca de 55,2%.

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