A Prefeitura de Itabuna, por meio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), reforça seu compromisso com a inclusão ao garantir um espaço exclusivo e acessível para pessoas com deficiência (PCDs) durante o Ita Pedro 2025 – O Maior São Pedro do Brasil, que acontecerá de 26 a 29, com mais de 35 atrações confirmadas.

O espaço reservado contará com visibilidade privilegiada do palco, acesso exclusivo, estrutura sinalizada, banheiro adaptado e segurança reforçada, oferecendo conforto, dignidade e autonomia para PCD e seus acompanhantes.

As inscrições para o credenciamento serão realizadas presencialmente nos dias 17 e 18 de junho, das 9 às 16 horas, enquanto no dia 20, das 8 às 12h na Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), na Avenida Félix Mendonça, nº 569, térreo, Góes Calmon.

A medida visa organizar o acesso ao espaço e ampliar o alcance das políticas públicas de inclusão durante os festejos juninos.

Segundo Natiele Santos Silva, presidente da Associação Grupo de Pessoas com Deficiência (AGP), o espaço representa muito mais do que acessibilidade.

“É emocionante ver meu grupo se divertindo em um ambiente seguro e acolhedor. Sinto-me respeitada e incluída nesta celebração tão importante para a nossa cultura,” declarou.

Com essa iniciativa, Itabuna segue promovendo uma festa para todos — onde a diversidade é celebrada com respeito, empatia e estrutura adequada.

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O Ministério dos Transportes anunciou a antecipação da liberação parcial da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, no km 661 da BR-101, em Itapebi, no sul da Bahia. A medida, prevista para entrar em vigor nesta quarta-feira (18), permitirá a passagem de veículos leves e de serviços essenciais. De acordo com a pasta, a decisão tem como objetivo minimizar os impactos na mobilidade durante os festejos juninos.

 

Segundo o ministro Renan Filho, a reabertura parcial foi planejada de forma segura e busca beneficiar a população que depende da estrutura para atividades diárias, como trabalho, estudo, acesso a serviços de saúde e limpeza urbana.

 

Estarão autorizados a trafegar no trecho carros de passeio, vans, ambulâncias e viaturas policiais. Caminhões e ônibus seguem com o tráfego proibido.

 

A travessia será controlada por meio do sistema “Pare e Siga”, com fiscalização das forças de segurança. O descumprimento das regras poderá acarretar multa e retenção do veículo.

 

O Ministério da Justiça informou que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuará com reforço no efetivo, inclusive com equipes de outros estados em regime de plantão 24 horas. A operação terá duração inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada conforme a necessidade.

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Apesar de figurar entre os estados com maior número de varas e juizados exclusivos para casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, a Bahia enfrenta um grave déficit estrutural no enfrentamento dessa violação de direitos. Com apenas 11 varas especializadas em todo o estado, distribuídas em Salvador (5), Barreiras, Feira de Santana, Juazeiro, Camaçari e Vitória da Conquista (2), a rede de proteção judicial ainda é insuficiente diante da crescente demanda.

 

Os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reunidos pela plataforma Data Jud, mostram que, embora a Bahia ocupe o quinto lugar no ranking nacional de estados com mais varas especializadas, ao lado de Pernambuco e Rio de Janeiro, o número é proporcionalmente pequeno frente à extensão territorial e à incidência de casos. São Paulo lidera com 18 varas, seguido do Distrito Federal (17), e Goiás e Rio Grande do Sul (14 cada). No total, o Brasil possui 153 varas e juizados especializados.

 

Mais preocupante ainda é o fato de que apenas quatro dessas 11 varas baianas contam com setor de atendimento psicossocial exclusivo, com uma estrutura mínima: três psicólogos e dois assistentes sociais. A precariedade da rede de apoio se revela especialmente crítica diante dos números alarmantes de feminicídio no estado.

 

A contradição entre o avanço da judicialização e a fragilidade da estrutura é ainda mais visível no interior. Porto Seguro, por exemplo, registrou 20 casos de feminicídio apenas nos três primeiros meses de 2025, ocupando o quarto lugar no estado, mas não possui nem vara, nem juizado especializado. A ausência de uma instância dedicada é vista por especialistas como um entrave ao acolhimento e à proteção eficaz das vítimas.

 

Salvador, Feira de Santana e Juazeiro lideram as estatísticas. A capital baiana, embora apresente uma ligeira queda nos casos, continua com os maiores índices, impulsionados pela alta densidade populacional e pelas dinâmicas sociais e urbanas que aumentam a exposição à violência. Feira de Santana já acumula 28 casos de feminicídio em 2025, seguido por Juazeiro, com 21. Ambas contam com varas exclusivas.

 

No ranking nacional de novos casos de violência contra a mulher por tribunal, a Bahia aparece em oitavo lugar, com 14.931 casos registrados apenas em 2025. Desse total, 6.282 são de violência doméstica, 5.764 se enquadram como crimes diversos contra a mulher, 991 referem-se ao descumprimento de medidas protetivas e 568 à violência psicológica.

 

Esses números evidenciam a sobrecarga do sistema judiciário baiano. A estrutura limitada de varas e profissionais especializados, somada ao alto volume de processos e à morosidade no julgamento, cuja média de tempo para o primeiro julgamento de feminicídio chega a 873 dias.

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Na noite desta terça-feira (17), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) teve a confirmação do apoio de 28 clubes e oito federações para iniciar o processo de criação do primeiro modelo nacional de Fair Play Financeiro no futebol brasileiro. O projeto, que será conduzido por um Grupo de Trabalho (GT), terá como objetivo a elaboração do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF). A proposta final será entregue em até 90 dias após a primeira reunião oficial do GT, marcada para ocorrer logo após o término do Mundial de Clubes da FIFA.

A iniciativa será coordenada pelo vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, e visa estabelecer diretrizes para um ambiente financeiro mais responsável e equilibrado no futebol brasileiro. Segundo a entidade, a construção do regulamento seguirá os princípios da transparência e do diálogo, com a participação ativa de representantes de diversos segmentos do futebol nacional.

“Nossa gestão será marcada por enfrentar com seriedade os problemas estruturais do nosso futebol. E, para isso, é fundamental criar um ambiente mais equilibrado e responsável financeiramente. Esse engajamento mostra que estamos no caminho certo: construindo juntos um futebol mais sólido e sustentável”, afirmou o presidente da CBF, Samir Xaud.

Entre os clubes da Série A que integram o GT estão: Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Bragantino, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Grêmio, Internacional, Juventude, Palmeiras, Santos, São Paulo, Sport e Vasco da Gama. Pela Série B, participam América-MG, Athletico, Avaí, Botafogo-SP, Chapecoense, CRB, Ferroviária, Goiás, Grêmio Novorizontino, Paysandu, Remo e Volta Redonda. Já as federações estaduais envolvidas são as de Alagoas, Amapá, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Santa Catarina e Sergipe.

A composição final do grupo será definida nos próximos dias, após reuniões com consultores técnicos independentes que atuarão de forma voluntária. De acordo com a Portaria que instituiu o GT, esses profissionais terão “notório saber nas áreas de finanças, contabilidade, governança, direito desportivo ou administração esportiva”.

O critério para formação do grupo inclui diversidade regional, representação de distintos modelos de gestão e equilíbrio entre os setores do futebol brasileiro. 

“Nos próximos dias, vamos concluir a composição do grupo com base nas manifestações recebidas, sempre buscando pluralidade e equilíbrio regional. A participação de todos será essencial para que possamos construir, com legitimidade e excelência técnica, um regulamento que fortaleça o nosso esporte. O futebol brasileiro precisa urgentemente de responsabilidade financeira. Não temos mais tempo a perder”, destacou Ricardo Gluck Paul.

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Um sargento da reserva da Polícia Militar foi preso na manhã desta quarta-feira (19) em Teodoro Sampaio, durante a ‘Operação Alera Laranja’, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Ele é investigado por crimes sexuais contra crianças e adolescentes cometidos no município.

 

A ação foi realizada de forma integrada pelos Grupos de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MPBA, e pela Corregedoria Geral da PM.

 

Além da prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra o sargento e outro investigado, todos expedidos pela Vara Crime da Comarca de Terra Nova. Foram apreendidos aparelhos celulares e outros eletrônicos,  cujas análises contribuirão para completa apuração das responsabilidades.

 

Segundo as investigações conduzidas pelo Geosp, o sargento, já na reserva, vinha atuando nos últimos anos no serviço público municipal de Teodoro Sampaio como tutor e professor em escolas locais. Valendo-se da dupla condição (policial e professor), ele passou a aliciar crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade social, de 10 a 14 anos de idade, com intenções sexuais e mediante a oferta de auxílios assistenciais.

 

O outro alvo da operação é suspeito de auxiliar o PM na ocultação de provas dos fatos. Os elementos colhidos até o momento na investigação apontam para possível prática de crimes de estupro, estupro de vulnerável e assédio sexual.

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Durante uma partida comemorativa realizada na noite da última terça-feira (17) na Vila Belmiro, Neymar causou enorme repercussão nas redes sociais ao revelar que esteve muito próximo de vestir a camisa do Fluminense para disputar a Copa do Mundo de Clubes da Fifa. A decisão, no entanto, foi abortada pelo próprio jogador, que optou por permanecer no Santos para dar continuidade ao processo de recuperação física.

 

“Estou bem fisicamente. Tivemos essas conversas com alguns times para jogar o Mundial, o Fluminense foi uma coisa que ficou bem perto de acontecer, mas preferi ficar para treinar um pouco mais”, afirmou Neymar, em declaração durante a transmissão do evento no Flow Podcast. “Fisicamente estou 100%, mas quero estar ainda melhor para voltar muito bem”, completou. 

A tentativa tricolor foi confirmada por Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, em entrevista à ESPN. Segundo o dirigente, Neymar demonstrou entusiasmo com a possibilidade de reforçar o clube carioca na competição, mas mostrou-se comprometido com o Santos e com sua recuperação.

 

“O Neymar especificamente disse que tinha muita vontade, mas que nesse momento estava muito focado na recuperação dele, em ajudar o Santos a sair da situação que está. Ele foi muito digno conosco também, fez questão de falar pessoalmente, de explicar os motivos pelos quais não estaria aceitando neste momento”, contou Bittencourt.

 

O presidente ainda destacou que o Tricolor seguirá pensando alto. “O Fluminense é gigante e tem que pensar gigante. A gente tentou trazer atletas que possam vincular sua marca pessoal com a do Fluminense. Não deu para o Mundial, pode ser que dê mais para frente.”

 

Atualmente, Neymar tem vínculo com o Santos até o dia 30 de junho e negocia uma possível renovação contratual com o clube que o revelou para o futebol.

 

Desde o seu retorno ao Peixe, Neymar atuou em doze partidas, marcando três gols e concedendo três assistências. Após o bom início no Paulistão, camisa 10 alvinegro, no entanto, voltou a sofrer com lesões, tendo ficado afastado por pouco mais de dois meses. 

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O Governo da Bahia e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) instituíram o Comitê de Políticas Penais do Estado da Bahia. O grupo interinstitucional tem como objetivo principal atuar na implementação do Plano Estadual para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional do Sistema Penitenciário – Plano Pena Justa Estadual, visando fortalecer as políticas e os serviços penais no estado por meio da atuação cooperativa de seus integrantes e das instituições que representam.

 

A iniciativa, publicada em portaria nesta quarta-feira (18), se baseia em preceitos constitucionais que asseguram a cidadania, a dignidade da pessoa humana e o respeito à integridade física e moral dos presos. Além disso, considera diversos pactos e tratados internacionais, como as Regras de Nelson Mandela, as Regras de Bangkok e as Regras de Havana.

 

A criação do Comitê responde à decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 347, que reconheceu a existência de um “estado de coisas inconstitucional” no sistema prisional brasileiro. A portaria conjunta destaca a necessidade de qualificar o ciclo penal completo e promover a cidadania e proteção social das pessoas submetidas às políticas penais, como fator de diminuição da reentrada no sistema de justiça criminal.

 

Para o documento, Executivo e Judiciário apontam que o “ciclo penal completo” é entendido como a totalidade de momentos processuais e extraprocessuais da trajetória dos sujeitos no campo da justiça criminal, desde a acusação até o retorno à liberdade.

 

As “políticas penais” são definidas como ações e estruturas que efetivam a responsabilização penal em consonância com a dignidade humana e os direitos de cidadania, priorizando alternativas ao encarceramento. Já os “serviços penais” incluem ações, estruturas, equipamentos e metodologias para efetivar as políticas penais, como os Serviços de Atendimento à Pessoa Custodiada (APEC), Centrais Integradas de Alternativas Penais (CIAP), Centrais de Monitoração Eletrônica de Pessoas (CMEP) e Escritórios Sociais (ES).

 

PRINCÍPIOS E ATRIBUIÇÕES
O Comitê de Políticas Penais da Bahia se pauta por princípios como a dignidade da pessoa humana e a cidadania, a democracia e o respeito ao pluralismo. Reconhece a complexidade da responsabilização penal e o impacto que a persecução e execução penal produzem não apenas nas pessoas incriminadas, mas também em seus familiares e servidores públicos.

 

O Comitê reafirma a subsidiariedade da intervenção penal, a proporcionalidade e a idoneidade das medidas penais alternativas ao encarceramento, e reconhece o racismo estrutural no Brasil, comprometendo-se com enfoques racial e de gênero, e atenção a grupos específicos como indígenas, LGBTQIA+, idosos, migrantes e pessoas com deficiência.

 

Ainda conforme o texto, a atuação será intersetorial e multidisciplinar, com compromisso prioritário com alternativas ao encarceramento, visando a restauração das relações sociais, a reparação de danos e a promoção da cultura da paz.

 

Entre as atribuições do Comitê estão:

 

  • Articular e integrar instituições estatais e atores da sociedade civil;
  • Fortalecer e consolidar instâncias de efetivação dos serviços penais;
  • Promover mecanismos que garantam a subsidiariedade da intervenção penal;
  • Auxiliar as instituições estatais na redução da superpopulação e superlotação carcerária;
  • Fomentar políticas que reduzam os danos decorrentes das penas privativas de liberdade;
  • Fomentar o controle e a participação social nas políticas penais;
  • Auxiliar na elaboração de modelos de gestão para políticas penais não privativas de liberdade;
  • Propor a realização de pesquisas e estudos para subsidiar as políticas penais;
  • Acompanhar a implantação de sistemas de gestão de políticas penais e de atenção a egressos;
  • Acompanhar programas de assistência material, saúde física e mental, apoio jurídico, educacional, social e religioso para pessoas sob custódia;
  • Acompanhar programas de acesso ao trabalho e educação em ambientes de execução penal;
  • Acompanhar programas que efetivem direitos e necessidades de grupos específicos;
  • Fomentar ações de promoção à igualdade racial e combate ao racismo;
  • Favorecer ações de prevenção e combate à tortura;
  • Planejar, executar e monitorar o Plano Pena Justa Estadual, em alinhamento com as diretrizes nacionais e parâmetros do STF.

 

ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO
O Comitê é composto por uma Coordenação, um Colegiado, Câmaras Temáticas e uma Secretaria Executiva. A Coordenação será exercida conjuntamente pelo supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), representando o Poder Judiciário, e pelos Secretários da Casa Civil, de Justiça e Direitos Humanos e de Administração Penitenciária e Ressocialização, representando o Poder Executivo, com coordenação executiva em sistema de rodízio anual.

 

A Coordenação supervisionará, presidirá as reuniões, atuará no cumprimento das decisões do Colegiado e representará o Comitê.

 

O Colegiado é integrado por representantes de diversos órgãos e entidades públicas e privadas, da sociedade civil e de movimentos sociais organizados, incluindo Poder Judiciário, Executivo, Legislativo, Ministério Público, Defensoria Pública, Órgão Estadual de Administração Penitenciária, e diversos conselhos e organizações com atuação na temática das políticas penais ou justiça criminal, notadamente representantes do movimento social negro. A participação no Comitê é considerada prestação de serviço público relevante e não remunerada.

 

As Câmaras Temáticas serão criadas para subsidiar a atuação da Coordenação e elaborar propostas de melhoria do sistema prisional, com áreas de enfoque como controle da entrada e vagas, qualidade da ambiência e serviços, processos de saída da prisão e reintegração social, e políticas de não repetição do Estado de Coisas Inconstitucional. A Secretaria Executiva prestará suporte técnico e administrativo ao Comitê.

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“Envelhecer, precisa vencer o desafio solitário da maioria das pessoas idosas no Brasil. Por isso, cada fala e cada gesto nessa 2ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa importa pela experiência de cada um de contar o que vive”. A mensagem constou das saudações de boas-vindas da cerimonialista que abriu o evento na tarde desta terça-feira, dia 17, no no Centro de Cultura Adonias Filho.

Tendo entre seus objetivos promover a participação social e discutir ações para garantir um envelhecimento digno e saudável, a Conferência é promovida conjuntamente pela Prefeitura de Itabuna, por intermédio da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), e o Conselho Municipal do Idoso.

O vice-prefeito Josué Brandão Júnior (PV), que representou o prefeito Augusto Castro (PSD) na solenidade, destacou as políticas públicas do município para a pessoa idosa, mas lembrou que há necessidade de maior financiamento pelos governos federal e estadual. “Espero que as discussões e as conclusões desta Conferência indiquem as necessidades e como será possível superar essa barreira, apesar de haver várias instituições que se dedicam a essa causa”, afirmou

O secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza, José Carlos Trindade, chamou a atenção dos jovens e pessoas adultas para que se unam às instituições assistenciais e aos seus atuais dirigentes, a maioria 50+ para que a pessoa idosa tenha mais acolhimento e suas necessidades atendidas. “Precisamos fazê-los entender que na realidade também vão envelhecer e sofrer os mesmos problemas. Então, é preciso que estejam atentos e encampem esse chamado para que tenham um futuro melhor”, declarou;

A presidente do Conselho Municipal do Idoso, dona Kátia Guedes Azevedo apresentou dados do Censo IBGE (2022) em que cerca de 30 mil pessoas dos atuais 196 mil habitantes de Itabuna são idosos, ou como afirmou 60+, o equivalente a 17% do total. “Na Bahia, a maioria dos municípios tem sua população envelhecida à exceção de Luís Eduardo Magalhães no oeste. Isso quer dizer que precisamos de políticas públicas para atendimento das necessidades desse público que é vítima da violência biológica e patrimonial”, acrescentou.

Também externaram suas preocupações os presidentes da subseção Itabuna da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Tiago Cruz, que defendeu maior apoio de familiares e da sociedade aos idosos, cujos direitos devem ser respeitados como preceitua a Constituição Federal, e e da Associação das Senhoras de Caridade, Lourdes Dantas, para quem a velhice é a compensação da vida.

O evento foi aberto com momento cultural com a cantora Lara Seara e o cantor e ambientalista Zenrique, acompanhados do tecladista Geraldo Coelho. Coube à defensora pública Laís Santos, da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), fazer a palestra magna sob o tema:  “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”. Nesta quarta-feira, dia 18, a partir das 8 horas, haverá credenciamento, leitura do Regimento Interno, discussão dos cinco eixos temáticos, Grupos de Trabalho, eleição dos delegados e encerramento.

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Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, na deslumbrante Ilha dos Frades, em Salvador, foi eleita a melhor praia das Américas e da Península Ibérica. O reconhecimento veio após avaliação conduzida pelo Centro Internacional de Formação em Gestão e Certificação de Praias (CIF Playas), que analisou 200 praias de 11 países.

Com uma nota expressiva de 0,97 em uma escala que vai até 1, a praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe garantiu o topo do ranking geral, reafirmando seu status de joia natural do litoral brasileiro. Esta não é a primeira vez que a praia se destaca no exterior: ela possui o selo internacional Bandeira Azul, concedido a locais que cumprem rigorosos critérios de qualidade socioambiental.

Outros pontos do litoral de Salvador também figuraram na relação do CIF Playas, como o Farol de Itapuã (103º), a Praia da Paciência (117º), o Porto da Barra (118º), a Praia do Flamengo (121º) e Piatã (122º).

“Esse reconhecimento reforça o que os brasileiros já sabem: temos um dos litorais mais belos e diversos do mundo! O Ministério do Turismo tem atuado para ampliar o acesso a esses destinos, promovendo iniciativas como o ‘Conheça o Brasil: Voando’ e trabalhando pela qualificação dos serviços turísticos em todo o país”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

O ESTUDO

O estudo do CIF Playas considerou praias do Brasil, Argentina, Cuba, Colômbia, República Dominicana, México, Equador, Espanha, Chile, Venezuela e Peru. No entanto, a análise não contemplou todo o litoral brasileiro, com exceção das praias baianas.

Além da liderança no ranking geral, o Brasil se destacou em outros grupos da premiação. Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC), na categoria urbana; Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC), na categoria vila; e Praia do Forte, em São Francisco do Sul (SC), na categoria rural.

Na temporada 2024/2025, 49 localidades brasileiras, sendo 38 praias e 11 marinas de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia, Alagoas e Ceará, apresentam a certificação Bandeira Azul. O selo, concedido pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE), é um dos mais respeitados reconhecimentos mundiais de qualidade ambiental, exigindo o cumprimento de diversos critérios de sustentabilidade.

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Boca Juniors e Benfica protagonizaram um jogo de quatro gols na estreia da Copa do Mundo de Clubes nesta segunda-feira (16). Argentinos e portugueses empataram em 2 a 2 no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos.

Aos 21’ do primeiro tempo, Lautaro Blanco deu o passe para Miguel Merentiel fazer o primeiro gol do Boca Juniors na competição. Seis minutos depois, Rodrigo Battaglia ampliou para os argentinos. Nos acréscimos, Ángel Di María diminuiu de pênalti para o Benfica. No final da segunda etapa, Nicolás Otamendi empatou para os benfiquistas, fechando o placar por 2 a 2.

Com o resultado, ambas as equipes ganharam um ponto. O Boca assume a segunda posição e o Benfica a terceira colocação. Ainda no Grupo C, o Bayern de Munique goleou o Auckland City, da Austrália, por 10 a 0.

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A taxa de evasão entre a primeira e a segunda dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ultrapassa os 50% em 14 estados brasileiros, entre eles Acre, Pará, Amapá, Maranhão e Mato Grosso do Sul, o que compromete a efetividade da imunização e aumenta o risco de reintrodução de doenças controladas.
O abandono também afeta vacinas como a pneumocócica e a rotavírus, o que dificulta o cumprimento das metas mesmo onde as primeiras doses tiveram boa cobertura.
Esses são alguns dos achados do Anuário VacinaBR 2025, elaborado pelo IQC (Instituto Questão de Ciência) com apoio da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e parceria do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), lançado nesta terça (17).
O relatório analisa doses aplicadas, taxa de abandono e cobertura da vacinação infantil e da vacina HPV para adolescentes, a partir do cruzamento de bancos públicos de vacinação com dados populacionais e de nascidos vivos. A proposta é dar transparência e acessibilidade a essas informações.
As disparidades regionais e municipais ainda preocupam muito, segundo o documento. Mesmo quando a média estadual é satisfatória, há uma variação grande entre os municípios, que apresentam coberturas vacinais muito diferentes ainda que sejam vizinhos.
“Se a gente pega municípios do Brasil por taxa de sucesso [da tríplice vira], só um punhadinho está com a cobertura adequada. E estamos vendo surtos de sarampo na América do Norte e casos ressurgindo por aqui”, diz Paulo Almeida, diretor executivo do IQC e coordenador do relatório.
Neste ano, o Brasil voltou a apresentar casos de sarampo autóctones (com transmissão no país), após quase três anos sem registros. Em março, foram notificados dois casos em São João de Meriti, no Rio de Janeiro. Em abril, São Paulo registrou o seu primeiro caso autóctone.
De acordo com análise uma epidemiológica que integra o anuário, as tentativas de contenção do sarampo por meio de campanhas pontuais ou nacional nos últimos anos em geral não obtiveram adequada adesão da população e é fundamental desenvolver estratégias locais para resgate dos não vacinados.
Entre as ações sugeridas estão horário estendido de vacinação, abertura de postos de imunização nos finais de semana, vacinação casa a casa em localidades de difícil acesso e postos volante em áreas desassistidas de postos de vacinação.
Segundo Paulo Almeida, em conversas com gestores municipais e estaduais foi observado que o problema muitas vezes está na falta de ferramentas de diagnóstico da situação vacinal. “Falta orçamento, falta muita coisa.”
Ele afirma que parte do interesse na construção da plataforma VacinaBR foi agregar esse dados compilados. “Pode permitir que gestores consigam ter um horizonte de onde investigar e entender qual imunizante está em condição pior.”
Almeida diz que a proposta do anuário é fazer o que o Atlas da Violência faz na segurança pública. “Levantar dados, dar clareza e disponibilidade. E garantir para que não haja competição com o Ministério da Saúde em relação a isso.”
O estudo considera dados entre 2000 e 2023. A partir de 2015, o país apresentou uma queda contínua e generalizada nas coberturas vacinais infantis, intensificada em alguns casos após a pandemia de Covid.
O relatório mostra que, em termos populacionais, apesar da recuperação observada em 2023, 80% ou mais da população brasileira ainda vivia em municípios que não atingiram as metas de cobertura vacinal para a maioria das vacinas analisadas individualmente.
Em nota, o Ministério da Saúde diz que reverteu a tendência de queda nas coberturas vacinais após quase uma década de retrocesso. Afirma que, em 2023 e em 2024, 13 das 16 vacinas recomendadas para o público infantil apresentaram aumento de cobertura. A tríplice viral, segundo a pasta, ultrapassou a meta de 95% de cobertura nacional.
“Em 2024, o Brasil saiu da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas no mundo (zero-dose) -até 2022, o país ocupava o 7º lugar no ranking mundial. Além disso, recebeu a recertificação de país livre do sarampo, conquista possível graças ao avanço da vacinação.”
De acordo com o ministério, os resultados alcançados se devem ao fortalecimento do PNI (Programa Nacional de Imunizações) a partir de 2023, ao enfrentamento ao negacionismo, à retomada das grandes mobilizações nacionais, como o Dia D de Vacinação, e a vacinação nas escolas, além da garantia do abastecimento de imunizantes em todo o país.
A pasta afirma também que, para incentivar a vacinação nos estados e municípios, destinou um repasse extra de R$ 150 milhões por ano para fortalecer as ações regionais, adaptadas às realidades locais.
Um estudo da CNM (Confederação Nacional de Municípios) realizado no mês passado mostrou, porém, que o país segue com um problema de desabastecimento de imunizantes: 33,7% dos 1.490 municípios brasileiros pesquisados alegam enfrentar falta de vacinas.
Segundo Paulo Almeida, os dados de vacinação de 2024 não foram incluídos no relatório porque houve conflito de informações de doses aplicadas nas bases de dados do Ministério da Saúde e não haveria tempo hábil para ajustá-las até o fechamento do anuário.
“De fato existe um retrato melhor em 2024 do que em 2023, mas a gente continua com uma situação muito complicada nos rincões do Brasil em relação à taxa de cobertura e de pessoas que não tomam todas as doses”, afirma.
Ele explica que, a partir da ferramenta, será possível entender um pouco mais a dinâmica desses municípios, o que possibilitará diferentes estratégias de enfrentamento.
Em outra análise que integra o anuário, a enfermeira sanitarista Antonia Maria da Silva Teixeira diz que o cenário desafiador para a vacinação infantil é evidenciado por mecanismos de avaliação internos do próprio governo federal.
Ela cita o Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde, que oferece incentivos financeiros aos entes federativos por objetivos atingidos. Em 2023, menos de um terço dos municípios (32%) tinha atingido o índice de 95% de cobertura de quatro vacinas para crianças com menos de um ano de idade: pentavalente (terceira dose), poliomielite (terceira dose), pneumocócica 10-valente (segunda dose), e, com um ano, a tríplice viral (primeira dose).
Para Luciana Phebo, chefe de saúde do Unicef no Brasil, após anos de queda na imunização infantil, o país tem avançado na retomada da cobertura vacinal, mas há desigualdades regionais e estruturais que precisam ser enfrentadas. “Ter um instrumento como esse é essencial para acompanhar os avanços alcançados e para embasar a construção de políticas públicas de imunização cada vez mais eficazes.”

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Pesquisadores australianos desenvolveram um novo método de encapsulamento de RNA mensageiro em nanopartículas que é capaz de ativar o HIV em estado de latência –no qual não sinaliza para o organismo sua localização, como se estivesse se escondendo do sistema de defesa. O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications em 29 de maio.
Claudio Cirne-Santos, pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense), afirma que a descoberta representa um avanço significativo. “Essa pesquisa nos desperta esperança de uma possível cura no futuro”, diz.
Quando uma pessoa é infectada pelo HIV, o vírus insere seu material genético no genoma de células do sistema imunológico, principalmente os linfócitos T CD4+. Com as terapias antirretrovirais disponíveis hoje, é possível reduzir significativamente a carga viral de um paciente, impedindo que os sintomas evoluam para a Aids e tornando o risco de transmissão praticamente nulo.
Os fármacos atuais, entretanto, não conseguem eliminar completamente o vírus do corpo do paciente. O problema é que o HIV tem a capacidade de entrar em um estado de latência.
O RNA mensageiro, ou mRNA, é capaz de promover a síntese de proteínas que, por sua vez, ativam a transcrição do genoma viral, interrompendo a latência. Feito isso, nosso organismo seria capaz de combater o patógeno com a ajuda dos medicamentos existentes.
Para isso, contudo, seria necessário fazer com que esse mRNA chegasse até as células-alvo, as T CD4+. Foi pensando nisso que os autores da pesquisa desenvolveram nanopartículas feitas com lipídios. No estudo, elas se mostraram capazes de entregar duas proteínas diferentes de mRNA dentro das células T CD4+.
Por enquanto, a nova tecnologia só foi testada em laboratório, usando células contaminadas isoladas e amostra de sangue de pacientes. Os próximos passos envolvem, primeiro, testes em animais, para conferir a segurança e a eficácia do tratamento, e só depois em pacientes.
Este é mais um dos recentes avanços no combate à infecção por HIV, que atinge cerca de 40 milhões pessoas no mundo. Em dezembro, o painel americano da Sociedade Internacional Antiviral atualizou suas recomendações para tratamento, manejo clínico e prevenção do HIV.
A terapia antirretroviral recomendada atualmente consiste em doses diárias de dois ou mais medicamentos de administração oral, com funções diferentes no combate ao invasor. Existem também versões injetáveis do medicamento, de ação mais prolongada, que podem ser usadas por pessoas que têm dificuldade de aderir ao tratamento diário.
Outro ponto de destaque do documento é a preocupação com as disparidades de acesso ao tratamento e com o fato de que algumas regiões apresentam número crescentes de infecção, entre elas a América Latina.
Nesse cenário, as políticas de prevenção ganham destaque. Hoje, no Brasil, por exemplo, os profissionais de saúde trabalham com a prevenção combinada, ou seja, com uma multiplicidade de estratégias que se adaptem às necessidades de cada um, aumentando as chances de evitar novos casos.
“Oferecer a prevenção que se adeque melhor à necessidade da pessoa parece ser a chave para o sucesso”, afirma Monica Gomes, professora e pesquisadora da UFPR (Universidade Federal do Paraná).
O uso da camisinha é uma dessas estratégias, mas não é a única. O painel, por exemplo, reforça a importância da promoção das profilaxias, seja de pós ou pré-exposição.
A profilaxia pré-exposição (PrEP) consiste no uso de medicamentos de forma contínua por pessoas que, por qualquer motivo, possam estar vulneráveis ao HIV. Hoje no Brasil o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.
Segundo Gomes, porém, um problema desse tratamento é a necessidade de administração diária dos remédios (tenofovir e entricitabina), por via oral, e de uso contínuo. Pensando nisso, pesquisadores desenvolveram o lenacapavir, medicamento profilático cuja aplicação pode ser feita de seis em seis meses.
Inicialmente testado em mulheres cisgênero, novos estudos clínicos (também de fase 3) mostraram que o lenacapavir tem eficácia na prevenção do vírus entre homens cisgênero e pessoas transgêneros. O estudo foi conduzido com mais de 3.000 participantes.
Além disso, nos estudos clínicos o medicamento se mostrou mais eficiente que o tratamento tradicional. Enquanto o grupo de participantes que recebeu o lenacapavir apresentou uma taxa de infecção de 0,10 pessoas a cada 100 por ano, a combinação tenofovir e entricitabina levou a 0,93 infectados.
Monica Gomes acrescenta que o tratamento de pessoas infectadas também é uma forma de prevenção. Por isso, afirma que todos que recebem diagnóstico devem procurar atendimento o mais rapidamente possível e iniciar a terapia na primeira oportunidade, para prevenir tanto que fique doente como que transmita o vírus para outros.

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