O Ministério da Saúde atualizou em 2023 o PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) de anemia por deficiência de ferro com a incorporação ao SUS (Sistema Único de Saúde) de dois medicamentos para tratamento da condição. Os remédios deveriam estar disponíveis no sistema público em até 180 dias, mas o atraso chega a pouco mais de dois anos.
Os novos medicamentos, ferripolimaltose e carboximaltose férrica, são administrados por via intravenosa. O primeiro é indicado para pacientes que apresentam intolerância ao sulfato ferroso, enquanto o segundo é indicado para adultos com anemia por deficiência de ferro que não toleram ou têm contraindicação a qualquer sal oral de ferro.
Procurado, o Ministério da Saúde diz que o PCDT atualizado com os novos medicamentos passou por consulta pública, recebeu parecer favorável e está em fase de finalização. A ideia é que os remédios sejam disponibilizados após publicação do documento, mas a pasta não deu prazos.
“O Ministério da Saúde segue com os trâmites para a oferta do novo medicamento no SUS”, diz a pasta. “O SUS oferece tratamento para anemia por deficiência de ferro com medicamentos já incorporados, como sulfato ferroso e sacarato de óxido férrico, disponíveis em toda a rede pública. Os pacientes contam ainda com acompanhamento multiprofissional, desde a atenção primária até os serviços especializados, conforme a gravidade de cada caso.”
A anemia é uma doença que causa a redução da concentração de hemoglobina, proteína responsável por transportar o oxigênio pelo sangue. Crianças, gestantes, lactantes, meninas adolescentes e mulheres adultas em fase reprodutiva são os grupos mais afetados pela doença, segundo o Ministério da Saúde.
No SUS, o tratamento padrão para anemia por deficiência de ferro é feito com sais de ferro orais, como o sulfato ferroso, administrado por via oral, e também com sacarato de óxido férrico, fornecido por via oral ou intravenosa.
Os novos medicamentos, quando comparados com os remédios usados hoje, permitem que a dose total seja aplicada em uma ou duas infusões na veia, em vez de múltiplas sessões como ocorre com o tratamento tradicional. Com isso, o tempo de administração é reduzido, a recuperação da anemia é mais rápida, os efeitos adversos como náuseas e diarreia são menores, além de reduzir os deslocamentos dos pacientes até um centro de infusão.
Responsável Técnico do Serviço de Hemoterapia dos Hospitais Nove de Julho e Santa Paula e professor na FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), o hematologista César de Almeida Neto explica que o PCDT define quem deve receber o medicamento, como, qual posologia (forma de administração) e custeio.
Ele alerta que, embora os sais orais de ferro funcionem bem para muitas pessoas, alguns pacientes como gestantes no primeiro trimestre, portadores de doenças inflamatórias intestinais ou pós-cirurgia bariátrica não respondem bem ou têm intolerância ao medicamento oral. Nesses casos, o ferro intravenoso é indicado.
Segundo o especialista, a falta do medicamento pode causar anemia persistente, maior risco de complicações em gestantes, déficit cognitivo e físico, menor qualidade de vida e maior dependência de transfusões, que não tratam a causa da anemia. O ferro intravenoso de alta concentração reduz tempo de hospitalização, complicações pós-operatórias e necessidade de transfusão sanguínea.
Rodolfo Cançado, hematologista especialista em anemias e doenças do ferro e membro da ABHH (Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular), diz que há mais de 10 PCDTs aprovados para incoporação de medicamentos que visam o tratamento de pacientes com condições hematológicas e que ainda não foram publicados.
A ABHH afirma que mantém diálogo constante com o governo federal para que as terapias aprovadas cheguem o mais rápido possível aos pacientes que delas necessitam.
O projeto Saúde Pública tem apoio da Umane, associação civil que tem como objetivo auxiliar iniciativas voltadas à promoção da saúde.
O Ministério da Educação (MEC) está ofertando 7.584 vagas para mestrado e 228 para doutorado, pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu para Qualificação de Professores da Rede Pública de Educação Básica (ProEB). O programa já tem editais de seleção publicados para dez cursos de mestrado e um de doutorado, ambos na categoria profissional.
Este ano, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) abrirá 7.812 vagas, o maior número na história da iniciativa, criada em 2011. Ao todo, estão sendo oferecidas 1,1 mil vagas a mais que no ano de 2024.
Já foram publicados os editais de mestrado profissional de biologia; física; matemática; química; sociologia; filosofia; artes; letras; educação inclusiva; e história — este último também conta com vagas para o doutorado profissional. Ao todo, serão ofertadas vagas em 13 programas, sendo 12 de mestrado e um de doutorado.
PRAZOS DE INSCRIÇÕES EM SETEMBRO E OUTUBRO
Para biologia, física, matemática e química, as inscrições encerram em setembro. Já para o mestrado nos cursos de sociologia, filosofia, artes, letras, educação inclusiva e história, os prazos encerram em outubro. O prazo para inscrição na seleção do doutorado em história termina em novembro.
O ProEB é realizado por meio de uma rede nacional de universidades públicas com excelência na área de formação de professores, que levam os cursos para mais de 300 instituições de ensino superior nas cinco regiões do país. A iniciativa também conta com a participação de sociedades científicas de diversas áreas.
Por meio da Capes, o MEC destina recursos para o custeio do ProEB e concede bolsas de até 30% aos participantes. O programa já titulou cerca de 17 mil professores, com o objetivo de valorizar a experiência do profissional do magistério; contribuir para o desenvolvimento de materiais e estratégias didáticas; e buscar respostas aos problemas do cotidiano da escola e da sociedade.
Inscrições – Os links com informações, como critérios de seleção e cronogramas, estão listados abaixo. Nos editais, também estão listadas todas as instituições de ensino superior que ofertarão os cursos.
Os editais aqui : profBio, proFísica ; ProfMat; ProfQui; ProfSocio; Prof-Filo; ProfArtes; ProfLetras; ProfHistória e ProfEI.
INSS FOI ALERTADO AO MENOS QUATRO VEZES SOBRE DESCONTOS INDEVIDOS DESDE 2018, APONTAM DOCUMENTOS
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recebeu notificações de diferentes órgãos de fiscalização sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões ao menos quatro vezes nos últimos sete anos. O primeiro alerta teria ocorrido em 2018, feito pelo Ministério Público Federal (MPF).
Durante oitiva na quinta-feira (11), o senador Fabiano Contarato (PT-ES) apresentou um documento que comprova a notificação. O material mostra que o então superintendente do INSS em São Paulo, José Carlos Oliveira — mais tarde ministro da Previdência no governo de Jair Bolsonaro (PL), hoje chamado Ahmed Mohamad — foi informado pelo MPF sobre descontos irregulares em benefícios já naquele período.
Em 2019, o Procon de São Paulo também identificou práticas abusivas relacionadas a cobranças em aposentadorias e pensões. A denúncia foi levada ao INSS pelo então diretor-executivo do órgão, Fernando Capez. Segundo os registros, o presidente do INSS à época, Renato Vieira, comprometeu-se a excluir do sistema todas as associações e empresas responsáveis pelas irregularidades.
O documento ainda indica que o ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, Sérgio Moro, participou da reunião em que o tema foi discutido.
BRASIL TEM 22% A MAIS DE MEIS EM RELAÇÃO A 2024 E PROJETO PODE ESTIMULAR AINDA MAIS OS PEQUENOS NEGÓCIOS
Levantamento do Sebrae divulgado nesta sexta-feira (12) revela que de janeiro a agosto deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, o Brasil verificou a criação de 22% a mais de novos pequenos negócios. Nesses oito primeiros meses de 2025, foram criadas 3,5 milhões de empresas, das quais 97% são pequenos negócios.
Somente no último mês de agosto, 412 mil novos microempreendedores individuais (MEI) tiveram seus negócios oficializados. Segundo o Sebrae, o número é 13% superior ao mesmo período de 2024.
O levantamento revela que o setor de serviços é o que mais concentra a criação de novos MEIS no mês de agosto deste ano, com 64% dos novos pequenos negócios (262 mil empresas). Em seguida aparece o setor de comércio, com 87.585 empresas (21% do total).
O aumento significativo de pequenos negócios é dividido entre MEI (77%), Microempresa (19%) e Empresa de Pequeno Porte (4%). Em agosto, assim como em 2024, o Sudeste foi a região com a maior abertura de pequenos negócios, com um total de 208.929 empresas abertas, o que representa mais de 50% dos pequenos negócios abertos no mês.
Em segundo lugar ficou a Região Sul, com a abertura de 77.360 novos pequenos negócios (19% do total), seguida pelo Nordeste, com 66.943 (16%); Centro-Oeste, com 38.599 (9%); e Norte, com 20.514 novos pequenos negócios (5%).
O forte crescimento na abertura de novos negócios de MEIS pode vir a se acentuar ainda mais caso vire lei projeto que tramita na Câmara dos Deputados, e que nesta semana foi aprovado na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 67/25 aumenta de R$ 81 mil para R$ 150 mil o limite de receita bruta anual para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI).
O projeto, de autoria do deputado Heitor Schuch (PSB-RS), foi relatado na Comissão de Indústria da Câmara por Beto Richa (PSDB-PR), ex-governador do Paraná.
Richa defendeu a aprovação da proposta e afirmou que a defasagem atual do limite de receita bruta anual para enquadramento como MEI tem restringido o alcance da medida.
“Muitos profissionais permanecem à margem do sistema, privados de direitos, acesso ao crédito e a novos mercados”, afirmou o deputado paranaense.
O autor do projeto, deputado Heitor Schuch, destacou no texto da proposta dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), que mostra que os MEIs injetam anualmente cerca de R$ 70 bilhões na economia brasileira.
Além dos números do Sebrae, foram citados também estatísticas da Receita Federal, que mostram que no início de 2025 existiam 15,6 milhões de MEIs no Brasil. Em 2018, eram 7,8 milhões.
A proposta agora será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para votação no Plenário.
Caso seja aprovado algum requerimento de urgência, o projeto seguirá imediatamente para ser apreciado em sessão plenária.
O Governo Federal prorrogou, até dezembro de 2025, a campanha de vacinação contra o HPV para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos. A meta é alcançar cerca de 7 milhões de pessoas que não foram imunizadas na idade recomendada, entre 9 e 14 anos. É a primeira vez que essa faixa etária passa a receber a vacina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de forma totalmente gratuita.
Para facilitar o acesso à proteção, a imunização está disponível em diferentes locais: Unidades Básicas de Saúde (UBS), escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings. A estratégia de resgate dos não vacinados conta com o apoio de estados e municípios e busca assegurar que todos os adolescentes e jovens dessa faixa etária sejam imunizados, garantindo um futuro mais saudável para as próximas gerações.
HPV
O Papilomavírus Humano (HPV) é um vírus que afeta a pele e as mucosas, sendo a infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, afetando homens e mulheres. Existem mais de 200 tipos de HPV, alguns dos quais podem causar verrugas genitais, enquanto outros estão associados a tumores malignos, como o câncer do colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.
A vacinação contra o HPV é a forma mais eficaz de prevenção, aliada ao uso de preservativos, que ajudam a conter o risco de contágio.
OPAS ALERTA PARA AUMENTO EXPRESSIVO DE CASOS DE SARAMPO NAS AMÉRICAS; BRASIL REFORÇA VACINAÇÃO
A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta em agosto após registrar um crescimento de 34 vezes no número de casos de sarampo em comparação a 2024. Dez países das Américas já confirmaram ocorrências, ultrapassando 10 mil diagnósticos e 18 mortes.
Os óbitos se concentram no México (14), nos Estados Unidos (3) e no Canadá (1). No Brasil, foram contabilizados 24 casos até o fim de agosto, sendo 19 no Tocantins. Apesar de estar entre os países com menor número de registros, o cenário preocupa devido à alta transmissibilidade do vírus.
Para a virologista Marilda Siqueira, chefe de laboratório do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), a situação exige aumento imediato da imunização.
“O sarampo é altamente transmissível. Precisamos atingir, no mínimo, 95% de cobertura vacinal para criarmos uma proteção coletiva, reduzindo a quantidade de pessoas suscetíveis ao vírus”, afirmou.
O sarampo é transmitido pelo ar, por secreções de indivíduos infectados, e pode atingir pessoas de todas as idades. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, erupções cutâneas, congestão nasal e irritação ocular. Em casos graves, pode evoluir para pneumonia, encefalite, diarreia intensa e cegueira, principalmente em crianças desnutridas e pessoas com baixa imunidade.
Até o início da década de 1990, o sarampo era uma das principais causas de mortalidade infantil, com 2,5 milhões de mortes por ano em todo o mundo. O avanço da vacinação permitiu a redução drástica dos casos e levou as Américas a receberem, em 2016, o certificado de eliminação da circulação endêmica.
No entanto, a baixa adesão às vacinas nos últimos anos abriu espaço para a reintrodução do vírus. Segundo a Opas, a maioria dos casos de 2025 atingiu pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.
A proteção contra o sarampo depende da aplicação de duas doses da vacina tríplice viral, a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade. Apesar disso, em 2024 apenas 89% da população das Américas recebeu a primeira dose, e 79% completou o esquema vacinal, abaixo da meta de 95%.
No Brasil, a situação é mais favorável. Após anos de queda, a cobertura voltou a crescer a partir de 2023. Dados do Ministério da Saúde indicam que o número de municípios que alcançaram a meta de imunização contra sarampo, caxumba e rubéola na segunda dose subiu de 855 em 2022 para 2.408 em 2024.
Com o aumento de casos nos países vizinhos, o Brasil vem reforçando as campanhas de vacinação. No Sul, a Comissão Binacional de Saúde com o Uruguai promoveu mobilizações conjuntas em Sant’Ana do Livramento (RS) e Rivera (Uruguai).
O Ministério da Saúde também tem realizado dias D de vacinação em diferentes estados. Em julho, cerca de 3 mil doses foram aplicadas em cidades de fronteira do Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia. Em agosto, todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul participaram da campanha.
Para Marilda Siqueira, além das ações do poder público, é fundamental que a população colabore. “Esse trabalho só terá sucesso se contar com a participação da população. Isso significa procurar o serviço de saúde ao apresentar febre com exantema e manter a vacinação em dia”, destacou.
VEJA AS PENAS DE JAIR BOLSONARO E MAIS SETE CONDENADOS PELO STF NA TRAMA GOLPISTA
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) finalizou nesta quinta-feira (11) o julgamento da ação da trama golpista.

Por 4 votos a 1, os ministros condenaram o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.
A maioria dos réus foi condenada a mais de 20 anos de prisão em regime fechado.
Apesar da definição do tempo de condenação, Bolsonaro e os demais réus não vão ser presos imediatamente. Eles ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações. Somente se os eventuais recursos forem rejeitados, as prisões poderão ser efetivadas.
CONFIRA AS PENAS DE CADA CONDENADO
– Jair Bolsonaro – ex-presidente da República: 27 anos e três meses;
– Walter Braga Netto – ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice-presidente na chapa de 2022: 26 anos;
– Almir Garnier – ex-comandante da Marinha: 24 anos;
– Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;
– Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos;
– Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa: 19 anos;
– Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. 2 anos em regime aberto e garantia de liberdade pela delação premiada;
– Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias.
Ramagem foi condenado somente pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
Ele é deputado federal e teve parte das acusações suspensas. A medida vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, ambos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro.
As inscrições para o Vestibular 2026 da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) começam na próxima terça-feira (16) e vão até 8 de outubro, exclusivamente pelo site vestibular2026.uneb.br. A taxa de inscrição é R$ 90,00 e deve ser paga até a data indicada no boleto bancário.
Estão sendo ofertadas 5.974 vagas para o processo seletivo, das quais 4.219 vagas para cursos de graduação na modalidade presencial, 600 para cursos na modalidade a distância (EaD) ofertados pela Uneb e 1.155 para cursos na modalidade EaD pelo Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Segundo o edital de seleção, será feita a reserva de 40% do total de vagas para negros. A política de cotas da universidade também prevê o direito a 5% de sobrevagas para indígenas; quilombolas; ciganos; transexuais, travestis e transgêneros; pessoas com deficiência, com transtorno do espectro autista e com altas habilidades. Cada grupo contará com essa porcentagem em todos os cursos.
Estão habilitados a concorrer às vagas ou sobrevagas reservadas, os candidatos que se autodeclarem parte dos grupos citados; tenham cursado todo o Ensino Fundamental II e todo o Ensino Médio exclusivamente em escola pública; registrem o valor máximo de renda bruta familiar e se enquadrem nos requisitos previstos pelo edital do processo seletivo.
PROVAS EM JANEIRO
As provas serão aplicadas nos dias 11 e 12 de janeiro de 2026. A relação de cursos, quadro de vagas, informações sobre as provas, documentação exigida e cronograma da seleção constam no site e edital do Vestibular Uneb 2026.
ISENÇÃO DA TAXA
A Uneb vai abrir também inscrições para concessão de isenção do pagamento da taxa de inscrição no Processo Seletivo Vestibular 2026, nos dias 16 e 17 de setembro.
De acordo com o edital de isenção, podem ser beneficiados candidatos concluintes ou egressos do ensino médio, em estabelecimento de ensino das redes públicas da Bahia ou municipais do estado, ou que tenham cursado o ensino médio por meio de exames supletivos ou curso equivalente, também das redes públicas de Salvador ou de cidades do interior baiano.
Também podem solicitar o benefício servidores das universidades públicas estaduais(Uneb, Uefs, Uesc e Uesb) ou seus filhos, cônjuges e dependentes judiciais de primeiro grau.
O grupo mineiro Economart iniciou nesta quinta-feira (11) a seleção de profissionais para cargos de liderança em varejo alimentar na loja que será inaugurada em Itabuna. São oferecidas vagas para encarregados e subgerentes (confira a relação completa abaixo). Itabuna se tornará a porta de entrada do grupo no sul da Bahia.
Hoje, são ofertadas 11 vagas para encarregados e subgerentes. As vagas para demais cargos serão abertas gradativamente No total, o Economart deverá empregar entre 250 e 300 funcionários no atacadão em Itabuna, num investimento estimado em cerca de R$ 90 milhões.
A loja no município sul-baiano funcionará ao lado da Faculdade Afya (Santo Agostinho), na Avenida Ibicaraí, na Nova Itabuna, próximo ao trevo das BRs 415 e 101.
O grupo espera inaugurar o atacadão ainda no final deste semestre, conforme apurado pelo PIMENTA, o que vai depender das condições climáticas para evolução da obra.
CADASTRAMENTO
Os candidatos interessados nas vagas abertas hoje devem se dirigir à unidade do SineBahia, no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. Documentos exigidos são carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. O atendimento encerra-se às 16h. Confira as vagas.
Produções de estudantes da Universidade Estadual de Santa Cruz roubaram a cena e venceram quatro categorias da 31ª Exposição de Pesquisa e Produção Experimental em Comunicação (Prêmio Expocom), que ocorreu de 1º a 5 de setembro, na Faese, em Vitória (ES), durante o 48º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom). Todos os vencedores da Uesc são alunos do curso de Comunicação Social, com habilitação em Rádio, TV e Internet.
Entre os premiados, David de Jesus Bela e Hugo Martins de Santana foram os campeões na categoria Vinheta, com o trabalho Corpos Dissidentes: Falando de Arte, Amor e Pertencimento”. A dupla também foi premiada na categoria Produção Multimídia, com o projeto “Babel: No Beat da Periferia”. A obra é uma produção transmídia (composta por diferentes meios de linguagem), feita sob a orientação do professor Rodrigo Bomfim.
Na categoria Ficção em Vídeo, o estudante Brendo Amaral Santos conquistou o prêmio com Alvo – Violência Policial contra Corpos Negros no Brasil, orientado pelas professoras Verbena Córdula e Betânia Barreto. Já o estudante Thalys Henrique Pereira Santos recebeu o reconhecimento em Direção de Fotografia com o projeto O Festim de Saturno, também orientado pela professora Betânia Barreto.
Com o filme Interseção, a estudante Laysa Reis Trindade ficou entre os cinco finalistas da categoria de Ficção de Curta Metragem, após vencer a etapa regional da Exposição, orientada pela professora Betânia Barreto.
Promovido desde 1977, o Intercom é o maior encontro acadêmico da área da Comunicação no Brasil, reunindo estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores e profissionais para debater temas ligados ao Jornalismo, Publicidade, Relações Públicas, Rádio, TV, Cinema, Produção Editorial e Mídias Digitais.
A Uesc já havia conquistado diversos prêmios em edições anteriores do Expocom e, em 2025, ampliou o número de indicações e de vitórias, reafirmando seu lugar de referência nacional em produções acadêmicas em Comunicação.
CÁRMEN LÚCIA VOTA PROCEDENTE PELA CONDENAÇÃO DE BOLSONARO E OUTROS RÉUS NA TRAMA GOLPISTA
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, votou pela procedência da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no caso da Trama Golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. Com o voto, o STF forma maioria, por 3×1, para condenar os réus.
No voto, a ministra destacou a importância de cada processo que chega à Corte, independentemente de sua complexidade. “Todos os casos submetidos à apreciação desta Casa são importantes. O presente caso, o caso mais singelo, que diga respeito a uma única pessoa, exige de cada um de nós, julgadores, a mesma dedicação, a mesma seriedade, a mesma responsabilidade no julgamento”, afirmou.
A ministra ressaltou que processos penais são especialmente delicados, pois envolvem direitos fundamentais. No caso em questão, no entanto, ela apontou um elemento singular: “O que há de inédito, talvez, nessa ação penal, é que nela pulsa o Brasil que dói. A presente ação penal é quase um encontro do Brasil com o seu passado, o seu presente e com o seu futuro”.
Cármen Lúcia fez referência aos eventos de 8 de janeiro de 2023, classificando-os como um acontecimento grave e não casual. “Não foi um acontecimento banal, depois de um almoço de domingo, quando as pessoas saíram para passear. O inédito e infame conjunto de acontecimentos havidos ao longo de um ano e meio para inflar, instigar por práticas variadas de crimes, quando haveria de ter uma resposta no direito penal”.
A ministra rejeitou todas as preliminares arguidas pela defesa, incluindo alegações de parcialidade, cerceamento de defesa e questionamentos sobre a delação premiada de Mauro Cid. Sobre este último, afirmou não haver nos autos qualquer elemento que maculasse a voluntariedade da colaboração.
No mérito, Cármen Lúcia foi enfática ao afirmar que a PGR apresentou “prova cabal” de que o grupo implementou um plano de ataque às instituições democráticas. Ela reforçou a lisura do sistema eleitoral brasileiro e criticou a estratégia de desinformação que, segundo ela, foi utilizada para semear desconfiança.
“Pra mim, há prova da presença de conluio entre essas pessoas, no sentido de uma organização que se integra, com a liderança do Jair Messias Bolsonaro”, declarou. A ministra votou pela condenação dos réus pelos crimes de organização criminosa, golpe de Estado, abolição do Estado democrático de direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Ela destacou que a atuação de Bolsonaro não se deu de forma indireta ou acidental, mas como líder e causador da organização criminosa. “O que mais se alega é que não há formalmente assinatura. Até onde a gente tem algum conhecimento da história, realmente passar recibo no cartório não é exatamente o que acontece nesses casos. Ele não foi tragado, ele é o causador, o líder da organização”.
Com o voto da ministra, o STF formou maioria pela condenação dos réus.
BRASIL BATE RECORDE DE SAFRA E ATINGE 350,2 MILHÕES DE TONELADAS DE GRÃOS NO CICLO 2024/2025
A produção nacional de grãos bateu um novo recorde histórico, com 350,2 milhões de toneladas produzidas no ciclo 2024/25. O volume supera o obtido na temporada 2022/23, quando foram colhidas 324,36 milhões de toneladas.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), estatal vinculada ao MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), responsável por executar a política agrícola e de abastecimento de alimentos do país.
O evento realizado em Brasília teve a presença do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), além dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e o presidente da Conab, Edegar Preto.
“Os três últimos anos foram recordes no Plano Safra 2023, 2024 e 2025, além de recordes de exportação. O Brasil saiu do mapa da fome, e hoje temos deflação de alimentos”, disse Carlos Fávaro.
Os dados do 12º Levantamento da Safra 2024/2025 apontam que a soja registrou produção recorde, estimada em 171,5 milhões de toneladas, alta de 20,2 milhões de toneladas sobre a safra passada. Na safra 2024/25, a maior produtividade ficou por conta de Goiás, com 4.183 kg/ha, e a menor no Rio Grande do Sul, com 2.342 kg/ha, onde as regiões produtoras passaram por altas temperaturas e irregularidades nas precipitações a partir de dezembro até o fim de fevereiro.
A safra agrícola sempre envolve dois anos porque o plantio acontece em um ano e a colheita, no ano seguinte. A soja, por exemplo, que foi plantada no segundo semestre de 2024 (setembro a novembro), só foi colhida no primeiro semestre de 2025 (janeiro a abril).
Houve produtividade recorde na média nacional nas lavouras de milho, considerando as três safras do grão, estimada em 6.391 quilos por hectare no atual ciclo. Com isso, é esperada uma produção total de 139,7 milhões de toneladas na safra 2024/25, aumento de 20,9% em relação a 2023/24 e a maior colheita do produto já registrada pela estatal.
Na primeira safra, a produção foi estimada em 24,9 milhões de toneladas, crescimento de 8,6% sobre a safra anterior. Na segunda safra, com 97% da área colhida e 3% em maturação, estima-se um crescimento de 24,4% na produção, prevista em 112 milhões de toneladas, e, para a terceira safra, com as lavouras em desenvolvimento, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas.
É esperado, ainda, um recorde para o algodão, com a produção da pluma sendo estimada em 4,1 milhões de toneladas. O resultado representa uma alta de 9,7% sobre a safra anterior e é sustentado pelo aumento de 7,3% na área semeada e pelas condições climáticas favoráveis.
Para o arroz, que já possui colheita encerrada, a produção alcançou 12,8 milhões de toneladas, crescimento de 20,6% sobre 2023/24 e a 4ª maior já registrada. O aumento reflete a expansão de 9,8% na área semeada e as condições climáticas favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. No caso do feijão, a estimativa da Conab traz uma produção próxima a 3,1 milhões de toneladas, somando-se as três safras do grão, o que garante o abastecimento interno do país.
Dentre as culturas de inverno, o trigo teve uma redução de 19,9% na área destinada para o grão em relação à safra passada, totalizando 2,4 milhões de hectares neste ciclo. Já a produtividade tende a apresentar uma recuperação, saindo de 2.579 quilos por hectare em 2024 para 3.077 kg/ha neste ano. A produção está estimada em 7,5 milhões de toneladas nesta safra, redução de 4,5% em comparação com a temporada passada.
Durante a apresentação dos dados, o ministro Paulo Teixeira afirmou que, a despeito do tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as vendas aos americanos seguem fortes.
“O impressionante é que eu tenho ouvido dos produtores brasileiros, que os americanos não estão abrindo mão dos produtos brasileiros, apesar do tarifácio. Eles continuam comprando carne, continuam comprando frutas, continuam comprando os nossos produtos que são fundamentais para a economia americana. E eu espero que, a partir dessa semana, eles comecem a abaixar o tarifácio porque estão prejudicando muito o consumidor americano”, disse.
Fávaro também aproveitou a ocasião para criticar a gestão de Jair Bolsonaro, lembrando que esta chegou a cogitar o fechamento da Conab.
“Somente o governo descompensado como tivemos pensaria em fechar a Conab. Somente um governo que não pensa nos brasileiros teria a coragem dos seus idealizadores de idolatrar, no 7 de setembro, a bandeira norte-americana. É disso que estamos falando”, comentou.
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o papel da estatal na regulação de preços nacionais, evitando efeitos de sazonalidade que impactam o bolso do consumidor. “Tem momentos que a safra é recorde e o preço cai. É a hora de comprar e a hora de fazer estoque. Lá na frente, isso é cíclico. A safra desaba e o preço dispara. É a hora de colocar produto para ter uma regularidade de preços e evitar que o povo, que o consumidor fique sempre perdendo.”
Edegar Preto, presidente da estatal, disse que a companhia voltou a fazer estoques de alimentos, ajudando a controlar a inflação. “Voltamos a fazer estoques públicos depois de 11 anos que não tínhamos estoque de arroz.Fazia 14 anos que não havia estoque de trigo. Agora temos estoque de trigo. Temos estoque de milho. Estamos comprando mais milho para reformular os nossos estoques, estamos fazendo subvenção para o feijão”, declarou.
O governo federal vai liberar R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro para renegociação de dívidas de produtores rurais que tiveram perda de safra devido a adversidades climáticas.


