O Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) vai começar a incluir letras além de números na identificação de empresas e outros tipos de pessoas jurídicas a partir de julho de 2026.

 

A mudança tem como intenção expandir a capacidade do sistema e garantir a continuidade do modelo, já que o formato atual se aproxima de seu limite técnico, segundo a Receita Federal.

 

O novo modelo deve permanecer com 14 caracteres do CNPJ tradicional, mas ira permitir o uso das letras A até Z em posições específicas da estrutura, formando um CNPJ alfanumérico. Agora, haverá uma expansão gigantesca nas combinações possíveis.

 

Já foram emitidos mais de 63 milhões de CNPJ e atualmente existem mais de 24,9 milhões de CNPJ ativos e cerca de 29,2 milhões desativados, segundo Estatísticas Redesim (Receita Federal). Cada número de CNPJ é único e permanente, não podendo ser reutilizado, mesmo quando a empresa é encerrada.

 

Essa mudança vai ser gradual e começará a valer em julho de 2026, apenas para novas inscrições.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com câncer de pele e passará por acompanhamento clínico. A informação foi dada pelo médico chefe da equipe cirúrgica, Claudio Biroli, em coletiva de imprensa feita nesta quarta-feira (17). 

 

“Foram retiradas oito lesões. Sete lesões eram suspeitas para câncer de pele e, dessas 7 lesões, duas vieram positivas para um tipo de tumor, que é o carcinoma de células escamosas, que não é nem o mais bonzinho e nem o mais agressivo. É o intermediário, mas que ainda assim é um tipo de câncer de pele”, declarou o médico. 

 

Ainda segundo o médico, o ex-presidente está sujeito a este tipo de câncer e estes tipos de lesões estão “em uma fase precoce e a princípio e demandam apenas uma avaliação periódica e acompanhamento”. 

 

“Uma das feridas fica no tórax e a outra fica no braço”, declarou o médico.

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (16), em dois turnos, a PEC da Blindagem, que amplia as proteções legais para parlamentares ao dificultar prisões e a abertura de processos criminais contra deputados e senadores.

 

No primeiro turno, a proposta recebeu 354 votos a favor e 134 contrários. Já no segundo, o resultado foi de 344 a 133. A votação dos destaques será concluída nesta quarta-feira (17), antes de o texto seguir para análise no Senado.

 

O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, registrou 12 votos favoráveis no primeiro turno. Já as bancadas do PL (83 votos), Republicanos (42 votos) e PRD (5 votos) apoiaram integralmente a PEC, sem registrar votos contrários. Em oposição, PSOL e PCdoB votaram em bloco contra a medida, com 14 e 9 votos, respectivamente.

 

A proposta foi incluída na pauta após reunião de líderes na manhã desta terça-feira. O novo relator do texto é o deputado Cláudio Cajado (PP-BA), indicado no mesmo dia.

 

Entre os principais pontos, a PEC restringe a possibilidade de prisão em flagrante de parlamentares e estabelece que a abertura de ações penais contra congressistas só poderá ocorrer com aval prévio do Legislativo. O texto retoma dispositivos da Constituição de 1988, prevendo ainda que o Parlamento terá 90 dias para analisar pedidos de prisão ou autorização para processos criminais. Nessas situações, a votação será secreta e exigirá maioria absoluta para aprovação.

 

Durante a discussão em plenário, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a proposta, afirmando que a Casa precisava reagir a “atropelos e abusos que aconteceram contra colegas”. Ele destacou que a PEC não deve ser interpretada como pauta governista ou de oposição. “Essa não é uma pauta de governo ou de oposição. Essa não é uma pauta do PT ou do PL. Essa não é uma pauta da direita ou da esquerda”, declarou Motta.

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O novo Cartão Nacional de Saúde (CNS), a partir de agora, passa a exibir nome e CPF no lugar do antigo número. A mudança foi anunciada nesta terça-feira (16) pelos ministérios da Saúde e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI).

A previsão é que 111 milhões de cadastros sejam inativados até abril de 2026 – desde julho, 54 milhões já foram suspensos. Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que pacientes sem CPF continuam sendo atendidos normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não estamos deixando ninguém para trás. As pessoas que não têm CPF ainda vão continuar a ser atendidas”, disse. “Não há sistema nacional de saúde público que tenha o volume, a diversidade e a complexidade dos dados que tem o SUS”, completou.

HIGIENIZAÇÃO

Para tornar a unificação possível, a pasta iniciou uma espécie de limpeza da base de cadastros de usuários do SUS, conhecida como CadSUS. Desde então, os registros passaram de 340 milhões para 286,8 milhões de cadastros ativos.

Desse total, 246 milhões já estão vinculadas ao CPF, enquanto 40,8 milhões permanecem sem CPF, em fase de análise para inativação. O processo de higienização, de acordo com o ministério, alcança ainda cadastros inconsistentes ou duplicados.

“Estamos dando um passo muito decisivo para uma revolução tecnológica no Sistema Único de Saúde. Não é simples o que estamos fazendo”, avaliou Padilha, ao citar que o sistema nacional de saúde pública inglês, ao criar seu cartão de unificação, demorou 10 anos para conseguir implementar a ação.

INTEGRAÇÃO

A estimativa do governo é que 11 milhões de registros sejam inativados todos os meses, totalizando 111 milhões até abril de 2026. A meta é que, ao final da ação, a base de cadastros de usuários do SUS seja equivalente ao total de CPFs ativos na Receita Federal: 228,9 milhões.

O avanço, segundo o ministério, foi possível graças à interoperabilidade do CadSUS e da base de dados da Receita Federal, utilizando o CPF como identificador único do cidadão e viabilizando acesso a dados como histórico de vacinas e medicamentos garantidos no programa Farmácia Popular.

USUÁRIOS SEM CPF

Em nota, a pasta informou ter estabelecido um cadastro temporário para cidadãos atendidos no SUS sem CPF, válido por um ano. A medida, de acordo com o comunicado, atende a situações em que a pessoa não consegue informar o CPF no momento do atendimento, como em casos de emergência.

“Após a alta ou regularização, é necessária a prova de vida e a inclusão do CPF”, destacou o ministério.

Populações que não utilizam CPF, como estrangeiros, indígenas e ribeirinhos, permanecem identificadas pelo Cadastro Nacional de Saúde, nomenclatura que vai substituir a expressão Cartão Nacional de Saúde “para reforçar que se trata de um registro secundário e complementar”, reforçou a pasta.

BASE DE DADOS

O ministério informou que vai readequar todos os sistemas de informação do SUS para que passem a utilizar o CPF do paciente – a começar pelos mais utilizados por estados e municípios, como a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o prontuário eletrônico da atenção primária.

O calendário, segundo Padilha, será pactuado com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O prazo para conclusão é dezembro de 2026.

Ainda de acordo com a pasta, o CadSUS será integrado à Infraestrutura Nacional de Dados (IND), coordenada pelo MGI. “A medida permitirá receber informações de outros ministérios e órgão, como IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] e CadÚnico [Cadastro Único], e compartilhar dados de saúde de forma segura, sem transferência integral da base”.

“A ação vai melhorar o monitoramento, combater o desperdício e fortalecer a gestão pública”, concluiu o ministério na nota. D’Agência Brasil.

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A menor taxa de desocupação em um trimestre desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012, além de novo recorde na quantidade de trabalhadores ocupados e o registro do menor contingente de pessoas desocupadas desde o último trimestre de 2013.

 

Esses foram alguns dos resultados que mostram um momento de aquecimento do mercado de trabalho brasileiro, conforme divulgou o IBGE nesta terça-feira (16). Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua relativa à situação do emprego no Brasil nos meses de maio, junho e julho deste ano.

 

Segundo o IBGE, a taxa de desocupação desse trimestre pesquisado caiu para 5,6%, a menor taxa da série histórica deste indicador. No último trimestre apurado, a taxa estava em 5,8%, e no anterior, em 6,2%. 

 

A diferença do último trimestre apurado em comparação com o mesmo período do ano passado mostra uma forte queda na desocupação no espaço de um ano. No trimestre maio-junho-julho de 2024, a taxa de desocupação estava em 6,8%, caindo em um ano para 5,6%.

 

No trimestre, a população desocupada caiu para 6,118 milhões, o menor contingente desde o último trimestre de 2013 (6,100 milhões). Já a população ocupada, ou seja, o total de trabalhadores do país, bateu novo recorde, chegando a 102,4 milhões. 

 

De acordo com a Pnad Contínua, o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) manteve o percentual recorde: 58,8%. Além disso, o número de empregados com carteira assinada também foi recorde, chegando a 39,1 milhões.

 

A população fora da força de trabalho ficou em 65,6 milhões, mostrando estabilidade nas duas comparações. Além disso, a população desalentada caiu para 2,7 milhões, recuando 11,0% (332 mil pessoas a menos) no trimestre e mostrando redução de 15,0% (menos 475 mil pessoas) no ano. 

 

A alta da ocupação frente ao trimestre móvel anterior foi puxada por três dos dez grupamentos de atividade investigados pela PNAD Contínua: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,7%, ou mais 206 mil pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,0%, ou mais 260 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,8%, ou mais 522 mil pessoas).

 

No trimestre encerrado em julho, a taxa de informalidade chegou a 37,8%, ligeiramente menor que a do trimestre móvel anterior (38,0%) e inferior, também, à do mesmo período do ano passado (38,7%). No entanto, o total de trabalhadores sem vínculo formal (38,8 milhões) teve ligeira alta frente ao trimestre anterior (38,5 milhões) e ao mesmo período de 2025 (38,7 milhões). 

 

Na avaliação do mercado no setor privado, o número de empregados com carteira de trabalho assinada foi recorde (39,1 milhões), mostrando estabilidade no trimestre e crescendo 3,5% (mais 1,3 milhão de pessoas) no ano. O contingente de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) também foi recorde, crescendo 1,9% (mais 492 mil pessoas) no trimestre e 4,2% (mais 1 milhão) no ano. 

 

Em decorrência dos aumentos no número de trabalhadores e no seu rendimento médio, a massa de rendimento médio real também bateu novo recorde, chegando a R$ 352,3 bilhões e crescendo em ambas as comparações: 2,5% (mais R$ 8,6 bilhões) no trimestre e 6,4% (mais R$ 21,3 bilhões) no ano. Já o rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.484, crescendo 1,3% no trimestre e 3,8% no ano. 

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A Fifa anunciou, nesta terça-feira (16), que ampliará o Programa de Benefícios aos Clubes, incluindo pela primeira vez as equipes que cederam jogadores não apenas para a Copa do Mundo, mas também para as Eliminatórias do Mundial de 2026. O valor a ser repassado ultrapassa US$ 355 milhões (cerca de R$ 1,8 bilhão), representando um aumento de quase 70% em relação ao montante distribuído após a Copa de 2022, no Catar.

 

Até então, apenas os clubes que tiveram atletas convocados para a fase final da Copa recebiam compensações financeiras. Com a mudança, a Fifa pretende tornar o processo mais justo e inclusivo, reconhecendo o papel das equipes também na fase preliminar.

 

“O novo programa dará um passo a mais e reconhecerá em termos econômicos a imensa contribuição de clubes e jogadores para que se celebre tanto a fase preliminar quanto a fase final do torneio”, afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

 

O presidente da Associação de Clubes Europeus (ECA) e dono do PSG, Nasser Al-Khelaïfi, também destacou a iniciativa: “Assim se garantirá que mais clubes recebam recompensa por ceder seus jogadores. Os clubes desempenham uma função fundamental no êxito do futebol de seleções, desde a formação até a participação em grandes competições.”

 

Na edição anterior do programa, voltada apenas para a Copa de 2022, foram distribuídos US$ 209 milhões, beneficiando 440 clubes de 51 federações. O novo modelo deve ampliar de forma significativa o número de equipes contempladas.

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A Universidade do Estado da Bahia (UNEB) inicia nesta terça-feira (16) as inscrições para o seu Vestibular 2026, oferecendo um total de 5.974 vagas em 24 campus pelo interior baiano. Os candidatos terão até o dia 8 de outubro para se inscreverem exclusivamente pela página oficial da UNEB, o edital segue acessível, vale lembrar que há uma taxa de inscrição é de R$ 90.

 

O processo seletivo destina 4.219 vagas para os cursos de graduação presenciais e outras 1.755 vagas para os cursos de Educação a Distância (EaD), sendo 600 pela própria universidade e 1.155 pelo Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB).

 

O edital do vestibular reforça a política de cotas da instituição, reservando 40% das vagas para candidatos negros. Além disso, há uma política de sobrevagas de 5% para grupos específicos, como indígenas, quilombolas, ciganos, pessoas trans, pessoas com deficiência, autistas e indivíduos com altas habilidades. A reserva de vagas se aplica a todos os cursos oferecidos.

 

As provas estão programadas para os dias 11 e 12 de janeiro de 2026. Todas as informações detalhadas sobre a seleção, incluindo a lista completa de cursos, documentação e o cronograma do processo, podem ser encontradas no site oficial do vestibular.

 

Os campi estão localizados em: Salvador, Alagoinhas, Juazeiro, Jacobina, Santo Antônio de Jesus, Caetité, Senhor do Bonfim, Paulo Afonso, Barreiras, Teixeira de Freitas, Serrinha, Guanambi, Itaberaba, Conceição do Coité, Valença, Irecê, Bom Jesus da Lapa, Eunápolis, Camaçari, Brumado, Ipiaú, Euclides da Cunha, Seabra e Xique-Xique

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O reconhecimento do nome de Andréa Castro como uma das lideranças políticas em ascensão na Bahia ganhou ainda mais repercussão nesta semana. A advogada e primeira-dama de Itabuna foi apontada pelo site Política Livre entre os potenciais nomes com competitividade para a disputa de uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026. O levantamento reuniu figuras de expressão do Estado e evidenciou Andrea como representante de uma nova geração de lideranças regionais.

Andréa simboliza a força feminina e a importância da representatividade da mulher nos espaços de poder e decisão. Sua trajetória tem sido marcada pela capacidade de diálogo, sensibilidade social e compromisso com o desenvolvimento regional, características que fortalecem sua presença política e consolidam sua imagem como uma liderança em ascensão.

Nos últimos meses, Andréa Castro vem reunindo apoios expressivos em diferentes municípios do Sul e do Sudoeste da Bahia. Esse movimento, que agrega lideranças políticas, comunitárias e respaldo popular, reforça seu papel como uma das vozes mais promissoras para representar a região no Parlamento estadual.

Com representatividade, compromisso com o fortalecimento do interior e forte capacidade de articulação política, Andréa desponta como um dos nomes femininos de maior potencial para disputar espaço e levar a voz da região à Assembleia Legislativa da Bahia em 2026.

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A Academia Brasileira de Cinema anunciou, nesta segunda-feira (15/9), que O agente secreto, de Kleber Mendonça Filho, será o representante brasileiro na corrida pelo Oscar de melhor filme internacional em 2026. O longa superou títulos como Manas, de Marianna Brennand; além de Baby; Kasa Branca; O Último Azul e Oeste Outra Vez.

No filme, protagonizado por Wagner Moura, um ex-agente da ditadura militar é forçado a confrontar o passado ao se ver envolvido em uma trama de espionagem política que ecoa os dilemas contemporâneos do Brasil. A obra mistura suspense e crítica social, características já marcantes na carreira de Mendonça Filho.

Exibido no Festival de Cannes, O agente secreto conquistou quatro prêmios, incluindo o Prêmio do Júri, o que fortaleceu seu favoritismo ao Oscar. A escolha, no entanto, ocorreu em meio a uma polêmica. Manas vinha sendo apontado como um forte concorrente graças ao apoio do ator Sean Penn como produtor executivo, além de uma exibição em Los Angeles que contou com nomes de peso como Julia Roberts e membros da Academia. A campanha de empresários em defesa de sua candidatura, com assinaturas de líderes de companhias como Magazine Luiza, Vale e LinkedIn, também movimentou a disputa.

Nas redes sociais, a decisão gerou reações intensas. A hashtag #OAgenteSecretoNoOscar ganhou força, com internautas celebrando a escolha e criticando o que chamaram de “lobby milionário” em torno de Manas. A atriz Fernanda Torres chegou a se manifestar após ser alvo de críticas por ter elogiado o apoio de Penn ao longa rival, destacando que sua intenção nunca foi fazer campanha contra nenhum dos candidatos.

Com a escolha, O Agente Secreto se junta oficialmente à disputa internacional, tentando repetir o feito de Ainda Estou Aqui, que conquistou a estatueta para o Brasil pela primeira vez na história da premiação.

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A 23ª rodada do Campeonato Brasileiro terminou na noite da última segunda-feira (15) com um resultado que mexeu diretamente no topo da tabela. Jogando na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o Bahia perdeu de virada para o Cruzeiro, por 2 a 1, e saiu do G-4.

 

Com o tropeço, o Tricolor de Aço estacionou nos 36 pontos e caiu para a quinta colocação, ultrapassado pelo Mirassol, que venceu o Grêmio por 1 a 0, fora de casa, e chegou a 38 pontos.

 

Na ponta da tabela, o Flamengo segue isolado. O Rubro-Negro venceu o Juventude por 2 a 0 no Alfredo Jaconi e abriu vantagem com 50 pontos. A briga pela vice-liderança também segue acirrada: o Cruzeiro, com a vitória sobre o Bahia, e o Palmeiras, que goleou o Internacional por 4 a 1 no Allianz Parque, seguem no encalço do líder.

 

O Botafogo, derrotado pelo São Paulo por 1 a 0 no MorumBis, se manteve em sexto, mas viu o Tricolor Paulista encostar e ficar a apenas um ponto de distância.

 

Na parte de baixo da tabela, a luta contra o rebaixamento segue equilibrada. Atlético-MG (13º), Grêmio (14º), Vasco (15º) e Santos (16º) ainda brigam para se afastar da zona da degola. O Z-4 é ocupado por Vitória (17º), Juventude (18º), Fortaleza (19º) e Sport (20º).

 

Entre os ameaçados, apenas o Fortaleza venceu na rodada, ao superar o Vitória por 2 a 0, no Castelão, resultado que trouxe fôlego à equipe cearense.

 

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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou recurso de consórcio liderado pela Ambienger Engenharia Ambiental Ltda contra decisão administrativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que excluiu a empresa de licitação para serviços de gestão ambiental ligados à duplicação de 649 quilômetros da BR-101. O trecho abrange áreas dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

Responsável pela defesa do Dnit no processo, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que a empresa não cumpriu exigência do edital do certame, que requer comprovação de experiência em um único empreendimento com, no mínimo, 200 quilômetros.

“No caso, o atestado apresentado pela impetrante foi corretamente rejeitado por não demonstrar, de forma inequívoca, a execução dos serviços exigidos no edital. A suposta extensão total de 201,1 km resultaria da soma de dois empreendimentos distintos, sendo que um sequer teve execução integral”, declarou a AGU, nesta segunda-feira (15), em nota.

Na licitação, com valor estimado de R$ 34,8 milhões, a proposta de R$ 23,4 milhões do consórcio liderado pela Ambienger chegou a ser declarada vencedora. No entanto, o concorrente foi inabilitado por insuficiência de comprovação de qualificação técnica.

O consórcio entrou com mandado de segurança contra o ato do Dnit, questionando a análise da comissão de licitação. O juízo de primeira instância denegou a segurança. O autor recorreu ao TRF4 sustentando que a justificativa para a inabilitação foi alterada no decorrer do processo. Alegou, também, que o Dnit deveria ter feito diligências e que houve violação aos princípios da isonomia e da impessoalidade.

A AGU defendeu que o caso do impetrante envolvia mérito técnico — insuficiência da extensão dos serviços comprovados — e não uma falha formal sanável por diligência.

RESPALDO DO TCU

Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU), que tem expertise na análise da regularidade de processos licitatórios, já havia considerado válida a inabilitação do consórcio.

O TRF4 acatou os argumentos da AGU, ressaltando que, em mandado de segurança, o direito alegado deve estar comprovado de forma imediata. O Tribunal também mencionou que o parecer do TCU reforça a legalidade da inabilitação.

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Um mês após o brutal assassinato de três mulheres na Praia dos Milionários, em Ilhéus, a investigação ainda levanta mais perguntas do que respostas. Embora a Polícia Civil tenha apresentado Thierry Lima da Silva, 23 anos, como autor confesso, laudos periciais não encontraram DNA dele nem de outros suspeitos nos corpos das vítimas ou nas três facas apresentadas como possíveis armas do crime. A informação é do Correio.

O triplo homicídio chocou a cidade no dia 15 de agosto, quando foram mortas Alexsandra Oliveira Suzart (45), Maria Helena do Nascimento Bastos (41) e Mariana Bastos da Silva (20). As três, que eram amigas e familiares, caminhavam com um cachorrinho pela faixa de areia quando foram atacadas. O animal foi encontrado amarrado próximo ao local.

Segundo a versão apresentada por Thierry, ele teria agido sozinho, em uma tentativa de assalto que terminou em tragédia. Mas especialistas ouvidos pelo Correio contestam a plausibilidade da narrativa:

Não há sinais de luta ou defesa ativa nos corpos. Nenhum DNA ou digitais dos suspeitos foi encontrado nas armas. A versão de latrocínio (roubo seguido de morte) é considerada frágil, já que não houve subtração significativa de bens.

“É pouco plausível que um homem só, com uma faca, consiga matar três mulheres sem ser ferido ou deixar rastros biológicos. Em situações de luta, é comum encontrar cortes no agressor e material genético sob as unhas das vítimas — o que não ocorreu”, afirmou um perito do DPT (Departamento de Polícia Técnica).

Apesar da confissão, peritos lembram que o Código de Processo Penal não permite condenação baseada apenas na palavra do acusado, sem provas materiais. “Ele é dependente químico, possivelmente vulnerável. Confissões podem ser obtidas sob pressão. Sem indícios sólidos, a confissão sozinha não se sustenta”, destacou outro especialista.

Familiares das vítimas também demonstram incerteza. Um parente de Alexsandra afirmou: “É difícil acreditar que ele tenha feito isso sozinho. Tudo ainda é um mistério. Elas eram professoras, evangélicas, cuidadoras de autistas. Nada justifica tamanha crueldade”.

A Polícia Civil, por meio de nota, disse aguardar a conclusão de novos laudos genéticos enviados ao DPT em Salvador. A instituição também informou que outros nomes seguem sendo investigados, mas não revelou detalhes para não comprometer as diligências.

Enquanto isso, a principal dúvida permanece: quem matou Alexsandra, Maria Helena e Mariana?

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