O anúncio de que o Irã proibiu as exportações de alimentos devido à escalada do conflito no Oriente Médio pode impactar o mercado internacional de pistache e ter reflexos como alta de preços e redução de oferta no Brasil, caso a medida se prolongue.
O efeito final sobre o comércio exterior dependerá da duração e do alcance do conflito iraniano, segundo especialistas. Se a restrição for curta, o impacto tende a ser pontual e absorvido pelo mercado. Caso se prolongue ou venha acompanhada de problemas logísticos na região, pode haver encarecimento do pistache importado, além de maior disputa entre compradores internacionais.
Apenas nos primeiros meses de 2026, o Brasil importou 49 toneladas de pistache do Irã, volume superior às 35,5 toneladas compradas dos Estados Unidos no mesmo período, segundo o sistema Comex Stat do Mdic (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).
Ao longo de 2025, as compras do Irã somaram 422,6 toneladas, um salto de 71% frente às 121,3 toneladas registradas no período anterior. Já dos EUA, foram 865 toneladas, o que representa uma queda de 15% em relação ao ano anterior, quando o volume havia superado mil toneladas.
Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o Irã foi, em 2024, o segundo maior produtor de pistache do mundo, com 316,1 mil toneladas, atrás apenas dos Estados Unidos, que produziram 498,9 mil toneladas.
Outros produtos agrícolas também fazem parte do fluxo comercial entre os dois países. Em 2025, o Brasil importou cerca de 1.400 toneladas de uvas passas iranianas. No mesmo período, as compras de nozes, amendoins e outras sementes somaram 221,2 toneladas líquidos, enquanto as importações de tâmaras chegaram a 42,8 toneladas.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A Prefeitura de Itabuna, por meio da Guarda Civil Municipal (GCM) da Secretaria da Segurança e Ordem Pública (SESOP), está executando a Operação “Pôr do Sol”, uma ação estratégica de patrulhamento ostensivo voltada à promoção da segurança pública e à preservação do patrimônio coletivo ma orla da Beira-Rio.
A iniciativa nasce da necessidade de ampliar a presença preventiva da GCM na orla da Beira Rio, especialmente nos horários de maior fluxo de pessoas que praticam corridas, caminhadas e exercícios. O objetivo central é garantir tranquilidade, segurança e bem-estar à quem utiliza o espaço para atividades físicas e lazer ao entardecer.

PRESENÇA PREVENTIVA
Com base em dados do Setor de Informações e Inteligência, a Operação prioriza horários considerados críticos, reforçando o policiamento ostensivo como ferramenta de prevenção. A presença ativa dos agentes da GCM contribui não apenas para coibir possíveis ocorrências contra a integridade física das pessoas, mas também para inibir atos de depredação do patrimônio público.
A estratégia parte do princípio de que a ocupação positiva dos espaços urbanos, aliada à vigilância preventiva, fortalece a sensação de segurança e estimula a convivência social harmoniosa.

SEGUNDA FASE: AMPLIAÇÃO DA ATUAÇÃO
A segunda etapa da Operação “Pôr do Sol” prevê a expansão do patrulhamento para praças, avenidas e outros locais públicos da cidade. A ampliação seguirá critérios técnicos, definidos a partir de análises estratégicas que identifiquem pontos e horários de maior vulnerabilidade.
O objetivo é assegurar a integridade física dos cidadãos, fortalecer a ordem pública e proteger os bens que pertencem à coletividade.

COMPROMISSO COM A CIDADE
“A Operação “Pôr do Sol” reafirma o compromisso da gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) com políticas públicas voltadas à segurança preventiva, à valorização dos espaços urbanos e ao cuidado com as pessoas”, afirma o titular da SESOP, Roberto José da Silva.
Mais do que uma ação pontual, trata-se de uma estratégia contínua de presença, proximidade e proteção — garantindo que a população de Itabuna possa usufruir dos espaços públicos com confiança, tranquilidade e qualidade de vida.
Lançada na semana passada, o Programa Pôr do Sol foi antecedido da campanha Operação por do Sol: Caminhar Seguro e de palestra do coordenador da 5ª Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), Tenente PM Gilson Pedro Nascimento, e do titular da SESOP, no auditório da Secretaria de Gestão e Inovação Roberto José.
O coordenador da 5ª CIRETRAN fez a apresentação do Procedimento Operacional Padrão (POP Institucional) uma doutrina que a GCM vai implantar no patrulhamento preventivo no centro da cidade

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O percentual de mulheres que declararam ter medo de sofrer um estupro cresceu em uma pesquisa realizada pelo Instituto Patricia Galvão e pelo Instituto Locomotiva, que teve novos dados antecipados com exclusividade nesta segunda-feira (2) à Agência Brasil.

Em 2020, 78% das mulheres ouvidas pelos pesquisadores disseram ter “muito medo de ser vítimas de um estupro”. Esse percentual cresceu para 80%, em 2022, e chegou a 82% segundo os dados obtidos em 2025.

Além das que declararam ter muito medo, 15% disseram ter “um pouco de medo”, o que significa um total de 97% de mulheres que vivem com algum grau de temor da violência sexual.

Em dois grupos, a proporção das que sentem “muito medo” é ainda maior, chegando a 87% no caso das jovens, entre 16 e 24 anos, e 88% entre as mulheres negras.

A diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, Marisa Sanematsu, ressalta que além de o medo ser constante, nenhum espaço é considerado, de fato, seguro.

“O medo assombra as mulheres brasileiras o tempo todo, desde pequenas e em todos os lugares: a casa é insegura, assim como sair e voltar, esperar o transporte, enfrentar a condução lotada ou pedir um carro por aplicativo”, disse.

“Esse medo constante faz com que elas desenvolvam suas próprias estratégias de proteção: evitam sair à noite ou usar alguns tipos de roupas e acessórios, procuram estar sempre acompanhadas e até escolhem trajetos mais longos para se sentirem um pouco mais seguras”.

Violência dentro de casa
Os institutos divulgam, nesta segunda-feira (2), a segunda onda de dados da pesquisa de 2025. A primeira onda, publicada em setembro de 2025, já havia mostrado que 15% das entrevistadas eram sobreviventes de estupro, e oito em cada dez vítimas sofreu a violência com 13 anos ou menos.

Os dados divulgados hoje acrescentam que, entre as vítimas com até 13 anos, 72% foram violentadas dentro da própria casa. Em metade dos casos, o abusador foi um familiar e, em um terço dos relatos, foi um amigo ou conhecido da família.

No total, 84% dos estupros foram cometidos por um homem do círculo social da vítima.

Essa porcentagem diminui no caso das mulheres violentadas com 14 anos ou mais, porém os conhecidos ou membros da família se mantêm como a maioria: 76% dos abusadores eram pessoas conhecidas, incluindo amigos, parceiros íntimos, familiares e ex-companheiros. Além disso, 59% sofreram a violência dentro de casa.

APOIO ÀS VÍTIMAS

A pesquisa Percepções sobre direitos de meninas e mulheres grávidas pós-estupro teve a participação de 1,2 mil pessoas, homens e mulheres, de todas as regiões do país.

Além de perguntar para as mulheres sobre suas próprias experiências com a violência sexual, as entrevistas também ouviram a percepção geral dos entrevistados sobre o assunto.

Nas respostas, foi praticamente unânime o entendimento de que as mulheres têm medo de estupro: 99% dos entrevistados concordam.

Apesar disso, 80% das pessoas acreditam que as vítimas nunca, ou quase nunca, revelam para outras pessoas a violência sofrida, principalmente por sofrer ameaças do agressor, por terem medo de não serem ouvidas ou por sentirem vergonha.

Os resultados gerais se assemelham ao que foi dito pelas entrevistadas que relataram ter sido vítimas, conforme a primeira divulgação da pesquisa.

Cerca de 60% das mulheres que foram vítimas antes dos 14 anos não contaram para ninguém sobre o abuso. Além disso, apenas 15% foram levadas a uma delegacia, e 9%, a uma unidade de saúde.

O apoio a políticas de apoio às vítimas também foi amplo: 93% concordam que o Estado deve fornecer acompanhamento psicológico imediato para meninas e mulheres vítimas de estupro, e a mesma porcentagem acredita que as prefeituras e governos devem aumentar a divulgação de serviços de saúde que atendem vítimas.

Além dos percentuais obtidos com as respostas, os institutos também divulgam nesta segunda-feira depoimentos de mulheres que sofreram violência sexual.

Uma mulher parda, moradora do Sudeste, com idade entre 25 e 44 anos, contou:

“Comecei a ser abusada criança, com 6 anos, sem nem entender o que acontecia, e o abusador me fazia acreditar que eu era culpada e que, se eu contasse para alguém, ninguém acreditaria em mim. Meu abusador era o meu pai.”

Já outra vítima, uma mulher preta, moradora da região Sudeste, com 45 anos ou mais, até tentou pedir socorro mas não foi acolhida.

“Eu tinha apenas 11 anos, foi horrível, não entendia direito o que estava acontecendo. Tentei falar com a minha mãe, mas ela não acreditava em mim, dizia que eu queria acabar com o casamento dela. Ainda bem que minha avó percebeu algo estranho e me trouxe de volta pra casa dela”.

A gravidez e a falta de suporte para o abortamento adequado também aparecem nos depoimentos, como o de uma jovem parda, moradora da região Sudeste, com idade entre 16 e 24 anos.

“Eu sofri um abuso e engravidei por causa desse ato. Eu, com 13 anos, não poderia ser mãe e ia interromper minha vida, eu estava estudando, então, eu decidi não contar para os meus pais e pedir ajuda de uma amiga próxima minha. Então, ela me levou a um aborto clandestino e lá eu fiz o procedimento”.

ACOLHIMENTO GARANTIDO EM LEI

A diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão explica que o atendimento imediato e integral às vítimas de violência sexual em todos os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), sem exigência de boletim de ocorrência, é garantido por lei no Brasil desde 2013.

“É fundamental que o Estado, em todos os níveis de governo, invista na divulgação de informações sobre os direitos da vítima de estupro e de como ela pode acessá-los para proteger sua saúde física e mental, para que essas meninas e mulheres possam retomar suas vidas após o trauma da violência”, complementa Marisa Sanematsu.

A ampla maioria também foi favorável aos serviços que realizam a interrupção da gravidez nos casos previstos em lei, como o estupro. Nove em cada dez entrevistados concordam que todas as vítimas devem ser informadas, nas delegacias ou serviços médicos, sobre os protocolos para evitar infecções sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada.

Além disso, 86% acreditam que devem existir serviços públicos em todas as cidades para a interrupção da gestação em casos de estupro. No entanto, apenas metade dos entrevistados conhece algum serviço que promova esse atendimento.

De acordo com a diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, María Saruê Machado, a pesquisa evidencia a necessidade de ampliar e preparar melhor os serviços de acolhimento.

“Existe amplo apoio da população para que vítimas de estupro tenham acesso aos direitos garantidos por lei, mas essas informações ainda não chegam a quem mais precisa”.

“O estupro é uma violência próxima da realidade da maioria das mulheres, e romper o silêncio por meio da informação é um passo fundamental para garantir proteção e acesso a direitos a todas as mulheres”, defendeu.

DIREITOS EM CONSTANTE AMEAÇA

De acordo com a comunicadora social e ativista Angela Freitas, co-diretora da campanha “Nem Presa Nem Morta”, o cumprimento da legislação que prevê atendimento e proteção das vítimas ainda depende da disposição de gestores políticos.

“A maior parte dos municípios não dispõe desse serviço, as pessoas têm que viajar longas distâncias e nem todo mundo pode fazer isso. É uma carência muito grande. O Brasil passou por um processo de democratização, fez a sua Constituinte, criou o Sistema Único de Saúde, o Sistema Único de Assistência Social, criou políticas públicas, mas todos esses avanços vivem ameaças constantes de retrocesso. Eles ainda não se consolidaram como direitos que são dados e que ninguém contesta”.

Angela Freitas também foi uma das articuladoras da campanha “Criança não é mãe”, contra o projeto de lei que pretendia equiparar o aborto ao crime de homicídio, mesmo nos casos previstos por lei. Ela acrescenta que essas carências são particularmente danosas para as crianças e adolescentes que engravidam após a violência

“Em grande parte, esses episódios não são revelados de imediato. Até porque elas não são preparadas para entender que o corpo delas deve ser respeitado, inclusive por pessoas da convivência familiar e comunitária. Há uma falta de diálogo e de informação e uma condescendência muito grande com essas situações”.

“Com isso, muitas vezes, a gravidez não é percebida pela criança nem pelos familiares que estão em volta. Ela só vai ser percebida muito tarde e, quando essas meninas chegam ao serviço de saúde para buscar atendimento, e o direito de interromper aquela gravidez, elas encontram dificuldades dentro do próprio sistema”.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Com 18 votos favoráveis dos vereadores presentes às duas sessões ordinárias, a Câmara Municipal de Vereadores aprovou nesta segunda-feira, dia 2, o Projeto de Lei que dispõe sobre a Organização Administrativa do Poder Executivo do Município de Itabuna. Agora, a matéria vai à sanção do prefeito Augusto Castro (PSD) estabelecendo estrutura inovadora à Prefeitura de Itabuna.
Com isso, a Administração Pública direta e indireta, órgãos e entidades administrativas serão atualizadas e modernizadas, a partir da reestruturação da Administração Municipal, proposta pelo prefeito Augusto Castro neste segundo mandato. Bem estudado e estruturado, o Projeto de Lei recebeu poucas emendas durante a tramitação no Poder Legislativo.
A criação da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres é uma das inovações e vai atuar como instrumento de fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência de gênero, de promoção da autonomia econômica feminina e de garantia de direitos das mulheres itabunenses.
Também foi criada a Secretaria Municipal de Relações Institucionais, vinculada ao Gabinete do Prefeito, destinada a qualificar ainda mais a articulação política e institucional do Município junto ao Poder Legislativo, aos demais entes federativos e às instituições públicas e privadas.
A proposta criou a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, com ampliação de suas competências voltadas ao fomento da atividade produtiva, à geração de emprego e renda, ao turismo, à qualificação profissional e à defesa do consumidor, mediante atuação estruturada do PROCON Municipal, antes vinculado à Procuradoria-Geral do Município e, mais recentemente ao Gabinete do Prefeito.
A proposta também moderniza a governança administrativa mediante o aprimoramento do sistema de controle interno municipal, alinhando-o aos padrões estaduais e nacionais, com a integração orgânica das funções de ouvidoria e corregedoria no âmbito da Controladoria-Geral do Município, ampliando os mecanismos de transparência, accountability e integridade institucional.
No campo jurídico-administrativo, a reestruturação contempla a criação de núcleos e departamentos jurídicos setoriais nas principais Secretarias Municipais, com o objetivo de descentralizar a consultoria e assessoramento jurídico, conferir maior celeridade aos processos administrativos e garantir uniformidade de orientação jurídica sob a coordenação da Procuradoria-Geral do Município. No plano da gestão administrativa, a presente lei promove o fortalecimento institucional das Secretarias Municipais de Educação e de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS).
No mesmo eixo social, o município passa a contar com o Núcleo de Assistência Judiciária Gratuita na estrutura da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), ampliando o acesso da população em situação de vulnerabilidade a serviços jurídicos essenciais e fortalecendo a rede de proteção social do Município.
Foi criado um novo Departamento de Inovação Tecnológica, nova estrutura que foi bastante estudada e planejada de forma técnica, a partir de modelos consolidados de gestões responsáveis, inovadoras e inclusivas.
No âmbito do poder de polícia administrativa, foi reforçada e estruturada a atuação da Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SESOP), conferindo-lhe papel central na coordenação das ações fiscalizatórias do Município, no apoio às demais Secretarias no exercício do poder de polícia e na adoção de medidas administrativas autoexecutórias, assegurando maior efetividade na proteção do ordenamento urbano, do meio ambiente, do comércio regular e da convivência social nos espaços públicos.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A Bahia começou a distribuir a primeira remessa da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan para os 417 municípios do estado. A iniciativa é coordenada pela Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e segue os critérios definidos pelo Ministério da Saúde. Nesta etapa inicial, o estado recebeu cerca de 40 mil doses do imunizante, que utiliza tecnologia 100% nacional e tem aplicação em dose única.

O público-alvo, neste primeiro momento, é formado por profissionais da Atenção Primária à Saúde do Sistema Único de Saúde, com idade entre 15 e 59 anos, 11 meses e 29 dias. A vacinação contempla médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, odontólogos, psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos e integrantes das equipes multiprofissionais.

A vacina pode ser aplicada tanto em pessoas que já tiveram dengue quanto naquelas que nunca foram infectadas. A única restrição é para quem já recebeu outro imunizante contra a doença. A aplicação ocorre por via subcutânea. Por se tratar de vacina com vírus atenuado, o novo imunizante passa a integrar a estratégia nacional de enfrentamento à doença.

A Sesab orienta que os municípios organizem o cronograma de vacinação conforme o recebimento das doses, para evitar aglomerações e garantir cobertura ao público prioritário. A expectativa é de que, com o envio regular de novas remessas pelo Ministério da Saúde, a imunização seja ampliada para outros grupos da faixa etária de 15 a 59 anos nos próximos meses.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

A Prefeitura de Itabuna lança, nesta semana, a programação oficial do Março Mulher, um conjunto de ações integradas voltadas à valorização, proteção, cuidado e fortalecimento das mulheres itabunenses.

Coordenada de forma intersetorial, a programação contará com a atuação conjunta de diversas secretarias municipais, reforçando o compromisso da gestão com políticas públicas estruturadas, transversais e voltadas ao cuidado com as mulheres.

A proposta do Março Mulher é fortalecer a rede de atenção, ampliar a presença institucional do poder público nas pautas femininas e consolidar uma mobilização integrada entre as áreas da administração municipal, garantindo acolhimento, escuta qualificada e atuação articulada em todo o município.

A iniciativa reafirma o compromisso da Prefeitura com a valorização das mulheres e com a construção de políticas públicas que avançam de forma permanente na promoção da dignidade, do respeito e da autonomia feminina.

A programação completa será divulgada nos canais oficiais da Prefeitura ao longo da semana.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Câmeras de segurança flagraram, na madrugada de sábado (28), um suspeito de furtar hidrômetros na 1ª Travessa José Coelho, no bairro Santo Antônio, em Itabuna. As imagens registraram o rosto do homem, o que pode auxiliar as forças de segurança na identificação e prisão de um dos envolvidos na série de crimes que atinge diversos pontos da cidade.

De acordo com o gerente comercial da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), Mateus Cruz, até a sexta-feira (27), foram registrados 130 furtos de hidrômetros desde janeiro. Segundo ele, a empresa conta com o apoio das polícias Civil e Militar e da Guarda Civil Municipal para chegar aos autores e, principalmente, aos receptadores do material.

Além do prejuízo financeiro — cada equipamento custa R$ 128 — os furtos provocam desperdício de água, que em alguns casos pode se estender por longo período até que a situação seja identificada e regularizada. O hidrômetro é responsável por medir o consumo de água dos imóveis.

A empresa aponta que o crime é motivado pela venda da carcaça dos equipamentos a ferros-velhos, onde são extraídos materiais como ferro e cobre, de alto valor comercial. A população pode denunciar furtos ou movimentações suspeitas pelo telefone 190. A Emasa também disponibiliza os canais de atendimento pelo WhatsApp (73) 99912-0044 e pelo 0800 073 1195.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) alcançou 400 foragidos da Justiça em menos de dois meses, segundo informou o órgão. O caso mais recente foi registrado na última sexta-feira (27), em Salvador.

De acordo com a SSP, desde que foi lançado, em janeiro de 2019, o sistema já auxiliou na captura de 4.846 pessoas com mandados de prisão expedidos pelo Sistema de Justiça.

Ainda segundo a secretaria, os foragidos eram procurados por crimes como homicídio, latrocínio, lesão corporal, estupro de vulnerável, violência contra a mulher, tráfico de drogas, roubo, furto, porte ilegal de arma de fogo, estelionato e também por dívida de pensão alimentícia.

A tecnologia está implantada na capital baiana e em mais de 80 cidades do interior do estado. O sistema também é utilizado de forma itinerante em grandes eventos e festas populares, com a instalação de equipamentos em pontos estratégicos e uso de Plataformas de Observação Elevada.

No último Carnaval, conforme a SSP, 73 pessoas com mandados de prisão foram identificadas e impedidas de acessar os circuitos da festa.

Em nota, o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou que a tecnologia é uma aliada nas ações das forças policiais e do Corpo de Bombeiros e que o estado seguirá investindo em novas ferramentas para qualificar o serviço prestado à população.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O município de Itaju do Colônia viveu um sábado de muita animação com a grande abertura do Carnaval Cultural Sem Fome. O arrastão comandado por Igor Kannário, puxando o trio Avancini, arrastou uma verdadeira multidão da Avenida Zelito Fontes até a Praça Santo Antônio, no circuito oficial da festa.

O público acompanhou em clima de alegria e segurança um dos momentos mais aguardados da programação, consolidando o evento como um dos maiores já realizados na cidade.

Além do arrastão, a festa contou com diversas atrações que garantiram a diversidade musical e mantiveram a energia lá em cima: Trio da Huanna, Banda Cris Zeroa Mil, Rei da Cacimbinha, Eduardinho, Sinho Ferrary e DJ Marcos de Palmira.

O prefeito Elder Fontes comemorou o sucesso da abertura e destacou a importância do Carnaval Cultural Sem Fome para fortalecer a cultura local, movimentar a economia e promover um evento acessível à população.

“A nossa gestão trabalha para realizar uma festa organizada, segura e que valoriza o nosso povo. O Carnaval Cultural Sem Fome já começou fazendo história”, afirmou o prefeito.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O Ministério da Educação (MEC) revelou, através do Censo Escolar 2025, que a Bahia é o quarto Estado do país com maior número de estudantes em escolas de tempo integral. No ano passado, segundo o documento, o território baiano contabilizou 140 mil matrículas na modalidade, o que representa 34% do total de alunos da rede estadual de ensino. A média nacional é de 26%. Na frente da Bahia estão apenas São Paulo, Ceará e Pernambuco.

 

A expansão das matrículas acompanha investimentos robustos em infraestrutura escolar. Atualmente, a Bahia conta com mais de 690 escolas de tempo integral, sendo 101 delas entregues a partir de 2023, em um investimento superior a R$ 9,7 bilhões no período. A ampliação da rede física acompanha a expansão das matrículas, a reorganização curricular e o fortalecimento da jornada ampliada, garantindo melhores condições de aprendizagem e permanência dos estudantes.

 

O avanço registrado no levantamento nacional é uma tendência que se consolida em 2026 com a ampliação contínua da política educacional no Estado. Atualmente, a rede estadual da Bahia conta com cerca de 175 mil estudantes matriculados no Ensino Médio em tempo integral, reforçando o crescimento da oferta e a expansão da modalidade em todo o território baiano.

 

Para a secretária da Educação do Estado, Rowenna Brito, este crescimento é resultado direto dos investimentos realizados na rede. “O aumento no número de estudantes no tempo integral é fruto do investimento do Governo da Bahia e está no centro da nossa política educacional, garantindo aos jovens acesso a uma formação completa, com atividades científicas, culturais, esportivas e formação cidadã”, destacou.

 

ACELERAÇÃO
Segundo o estudo do MEC, entre 2024 e 2025, a modalidade registrou crescimento de 73% no número de estudantes matriculados. Em 2024, a rede estadual contabilizava cerca de 81 mil alunos no tempo integral. Em 2025, este número saltou para mais de 140 mil matrículas, evidenciando a aceleração da política pública em apenas um ano.

 

A consolidação da educação integral na Bahia é sustentada por programas que fortalecem o vínculo dos estudantes com a escola. O Educa Mais Bahia, programa que visa induzir e qualificar a ampliação da jornada nas escolas públicas da rede estadual de ensino através de oficinas educativas de artes, esportes, música e fortalecimento das aprendizagens, sempre articulado ao currículo, organizou, em 2025, a oferta da modalidade para 266.931 estudantes.

 

De acordo com a SEC, o dia letivo é organizado em turno único, no qual aulas, oficinas e atividades esportivas e culturais compõem um currículo articulado. A proposta fortalece o desenvolvimento pleno dos estudantes e consolida a escola como espaço de aprendizagem, acolhimento e cuidado.

 

BOLSA PRESENÇA
O Bolsa Presença beneficiou 442.327 estudantes, com investimento de R$ 582,9 milhões, garantindo auxílio mensal por família e incentivando a frequência escolar. Já o Mais Estudo concedeu bolsa a 36.793 monitores, fortalecendo a aprendizagem colaborativa. O programa federal Pé-de-Meia alcança 403 mil estudantes na Bahia, com R$ 752 milhões investidos em incentivos mensais e bônus por conclusão.

 

O Ensino Médio em tempo integral integra a estratégia de fortalecimento da aprendizagem e, também, contribui para a proteção social dos estudantes ao ampliar o tempo de permanência na escola e garantir acesso a atividades formativas diversificadas e alimentação escolar adequada.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

Reajustes de mensalidades escolares, aumento no preço das passagens aéreas e altas no setor de combustíveis. Esses foram os principais vilões da aceleração dos índices que medem a prévia da inflação, que passou de 0,20% em janeiro para 0,84% agora em fevereiro.

 

O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (27) pelo IBGE. O instituto apresentou os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), indicador que mede a prévia da inflação no mês de fevereiro. 

 

Segundo o IBGE, no ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,04% e, nos últimos 12 meses, de 4,10%, abaixo dos 4,50% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Apesar da alta, o índice de 0,84% ficou abaixo do que foi apurado em fevereiro de 2025, quando o indicador foi de 1,23%. 

 

A maior contribuição para a formação do indicador saiu do  grupo Educação (5,20%), com aumento maior verificado nos cursos regulares (6,18%). As maiores variações foram registradas nos preços do ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).

 

Já no grupo dos Transportes (1,72%), a maior variação foi nas passagens aéreas, que aumentaram 11,64%. Os combustíveis subiram 1,38%, com acréscimos nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular teve resultado negativo de 1,06%. 

 

No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,67%), os destaques foram os artigos de higiene pessoal e o plano de saúde, que subiram 0,91% e 0,49%. Já no grupo Alimentação e Bebidas (0,20%), a alimentação no domicílio aumentou 0,09% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,21%). 

 

As principais variações positivas foram registradas no tomate (10,09%) e nas carnes (0,76%) e, no lado das quedas, destacaram-se o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%). A alimentação fora do domicílio registrou maior variação que aquela no domicílio: 0,46%, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%).

 

Quanto aos índices regionais, a maior variação foi observada em São Paulo (1,09%), por conta das altas nos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). Já o menor resultado ocorreu em Recife (0,35%) em razão das quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).

 

A cidade de Salvador teve índice de 0,69% no mês de fevereiro, abaixo da média nacional de 0,84%. No ano, entretanto, a capital baiana chegou a um índice de 1,16% em relação à prévia da inflação, acima dos 1,04% da totalização do país.

 

Na inflação acumulada no resultado dos últimos 12 meses, a cidade de Salvador está melhor do que o índice brasileiro. Enquanto o IPCA-15 apura um total de 4,10% de média nacional, a capital da Bahia ficou com 3,31% no período de um ano.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky

O número de novas ações na Justiça do Trabalho cresceu 8,47% entre 2024 e 2025, e bateu novo recorde após a reforma trabalhista de 2017. Em 2025, o Judiciário recebeu na primeira instância 2,321 milhões de novos processos ante 2,134 milhões do ano anterior, segundo dados extraídos do sistema estatístico do TST (Tribunal Superior do Trabalho).
Os números mostram, porém, que o total é 12,35% abaixo do registrado em 2017 —com 2,648 milhões de novas ações—, quando as mudanças na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) foram aprovadas, e 15,78% menor do que em 2016, ano anterior à reforma, ocasião na qual se registraram 2,756 milhões de novos processos.
Especialistas apontam a flexibilização nas novas regras da CLT feitas após julgamentos no STF (Supremo Tribunal Federal) e no próprio TST como responsáveis pelo aumento. O principal ponto seria a volta da gratuidade da Justiça do Trabalho, limitada na reforma.
Em 2021, o Supremo decidiu que o trabalhador que tem direito à gratuidade e perde o processo contra o ex-empregador não pode ter cobrança de custas processuais.
No final de 2024, o TST firmou tese de que o direito à gratuidade deve ser garantido de forma automática para quem ganha até 40% do teto da Previdência—como diz a reforma—, e também a quem ganha mais, mas apresenta declaração de pobreza, como ocorria anteriormente.
Os estudiosos se dividem, porém, sobre o ritmo de crescimento. Para alguns, o volume de novos processos ainda não atingiu o pico e deve seguir em alta, enquanto para outros, o total não deve aumentar muito mais e já teria atingido seu pico pós-reforma e após as mudanças ampliando a justiça gratuita.
Estudo da Predictus, empresa especializada em dados judiciais, mostra que, em 2018, primeiro ano completo sob as novas regras, o total de novas ações caiu para cerca de 2 milhões após ter registrado, em 2016, o pico histórico da série, com quase 3 milhões de novas ações trabalhistas ajuizadas no país.
Em 2017, o volume ficou em 2,648 milhões de processos e, em 2018, caiu para 1,748 milhões, segundo os dados do TST. Entre 2022 e 2025, o volume de ações voltou a crescer de forma gradual, acompanhando a recuperação econômica e a queda do desemprego, segundo levantamento da Predictus. Para Hendrik Eichler, diretor e fundador da empresa, esse ritmo de crescimento é natural.
Ainda assim, em 2025, com 2,47 milhões de novos processos, o total é 16% menor do que em 2016. Eichler afirma acreditar que a queda demonstra consolidação nas regras da reforma, mesmo com as mudanças feitas em julgamentos no STF e no TST.
“A década pós-reforma revela menos processos do que no passado, mas ainda um volume extremamente elevado em termos absolutos, o que mantém o Brasil entre os países com maior judicialização trabalhista do mundo”, diz ele.
Ainda assim, em 2025, com 2,47 milhões de novos processos, o total é 16% menor do que em 2016. Eichler afirma acreditar que a queda demonstra consolidação nas regras da reforma, mesmo com as mudanças feitas em julgamentos no STF e no TST.
“A década pós-reforma revela menos processos do que no passado, mas ainda um volume extremamente elevado em termos absolutos, o que mantém o Brasil entre os países com maior judicialização trabalhista do mundo”, diz ele.
O levantamento da empresa aponta que entre 2022 e 2025 o volume de ações voltou a crescer de forma gradual, acompanhando a recuperação econômica e a queda do desemprego.
Para advogado Daniel Domingues Chiode, sócio do escritório Chiode Minicucci | Little, o número de novas ações na Justiça do Trabalho tende a continuar crescendo e ainda não atingiu o seu pico. Segundo ele, seu escritório vive um crescimento contínuo no volume de ações trabalhistas.
Para dar conta da demanda, a estrutura praticamente dobrou de 34 para 67 profissionais no último ano, refletindo as decisões tomadas pelo STF e TST, consolidadas no final de 2024. Ele afirma que as empresas precisam se preparar.
Chiode avalia que a alta das ações não se explica apenas pela volta da gratuidade na Justiça, mas também está ligada à ao funcionamento do Judiciário trabalhista. Para ele, trata-se de um sistema de “loteria”, com decisões divergentes em casos semelhantes, e precedentes que não são obrigatoriamente seguidos, o que incentiva o ajuizamento de processos com baixo risco financeiro para o trabalhador.
“É algo que existe, não é bom nem ruim, é a realidade”, diz.

0 FacebookTwitterPinterestWhatsappThreadsBluesky