O Instituto Biofábrica da Bahia e a República Togolesa (Togo) deram início às tratativas para cooperação técnica na cacauicultura. A instituição baiana é referência na produção em larga escala de mudas de cacaueiro clonado e resistente a pragas, tecnologia que interessa ao país africano.

A parceria foi tema de reunião do diretor-presidente do Instituto, Valdemir José, e do encarregado de Negócios da Embaixada do Togo no Brasil, Ninsao Oubonfo Lantame, na última terça (3), em Brasília. A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra também participou. O encontro fez parte do II Diálogo Brasil-África.

Segundo Valdemir José, o principal objetivo da parceria é colaborar com a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do país africano. “O Brasil e Bahia têm muito a contribuir com a agricultura familiar, colaborando com a produção de alimentos e o combate à fome”.

O dirigente citou o exemplo do trabalho recente desenvolvido com técnicos angolanos. “Agora, estamos a caminho da capacitação com o Togo”. Para Valdemir, é satisfatório constatar que as pesquisas e tecnologias desenvolvidas pelo Instituto Biofábrica Bahia são valiosos para o Brasil e todo o mundo. “Nos deixa orgulhosos”, concluiu.

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ampliou para até 13 de junho o prazo para inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025. O prazo também se aplica aos pedidos de atendimento especializado e de tratamento por nome social.

Com a ampliação do período de inscrições, algumas datas do cronograma do Enem 2025 também foram atualizadas, mas os dias de aplicação das provas estão mantidos: 9 e 16 de novembro. A solicitação de nome social deve ser feita até o próximo dia 13. As inscrições no Enem devem ser feitas exclusivamente pela Página do Participante.

Neste ano, concluintes da rede pública terão sua inscrição pré-preenchida no sistema, mas, mesmo assim, devem confirmar sua participação na Página do Participante e selecionar em qual língua estrangeira (inglês ou espanhol) serão avaliados para poder fazer as provas. O sistema dará isenção automática e não emitirá boleto para esses estudantes, mesmo que eles não tenham solicitado isenção.

A taxa de inscrição no valor de R$ 85 (para quem não é isento) deve ser paga até 18 de junho. É possível pagá-la por boleto (gerado na Página do Participante); Pix; cartão de crédito e débito em conta corrente ou poupança (a depender do banco). Para pagar por Pix, basta acessar o QR Code que consta no boleto.

CERTIFICADO DE CONCLUSÃO DE ENSINO MÉDIO

Na edição de 2025, o Enem volta a certificar a conclusão do ensino médio ou a proficiência parcial de estudantes maiores de 18 anos. Os participantes que desejam utilizar o exame para esses fins devem indicar a opção no ato da inscrição. Para obter a certificação, é necessário atingir o mínimo de 450 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e o mínimo de 500 pontos na redação.

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O Itabuna Esporte Clube garantiu, neste domingo (8), com duas rodadas de antecedência, vaga na semifinal da Série B do Campeonato Baiano de Futebol. Invicto na competição, o Dragão do Sul venceu hoje o Teixeira de Freitas, no Estádio Lomanto Júnior, em Vitória da Conquista, por 3 a 0, com dois gols de Willian e um de Guilherme Rend. Com o resultado, chegou aos 19 pontos, com seis vitórias e um empate.

Faltando duas rodadas para o encerramento da primeira fase da Segunda Divisão do Campeonato Baiano, o Itabuna não pode ser mais alcançado pelo Ypiranga, quinto colocado, com 10 pontos. Jogando na tarde deste domingo, no Estádio Alberto Oliveira, em Feira de Santana, o Ypiranga venceu o Leônico, por 2 a 1, e manteve-se na disputa por uma das duas vagas restantes, pois o Bahia de Feira é outra equipe já garantida na próxima fase.

O Bahia de Feira tem 17 pontos e na próxima rodada recebe o Itabuna, na briga direta pela liderança da Série B do Baianão. A partida está marcada para as 15h do próximo domingo (15). O terceiro colocado na Série B é o Fluminense, que no sábado (7) bateu SSA FC por 2 a 1.

GRAPIÚNA (NOVAMENTE) HUMILHADO

O quarto colocado é o Galícia, que neste domingo humilhou o itabunense Grapiúna, por 8 a 1. Com a goleada, o Galícia chegou aos 12 pontos. Já o Grapiúna segue na lanterna da Série B, com apenas um ponto. No domingo passado, o time já havia perdido para o Bahia de Feira por 7 a 0 (relembre aqui). Na penúltima rodada, a equipe de Itabuna enfrenta o SSA FC na sexta-feira (13). A partida será às 15h, no Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Coordenadoria de Defesa do Consumidor, vinculada à Procuradoria-Geral do Município (PGM), e em parceria com a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), vai orientar o consumidor para as compras do Dia dos Namorados. A ação será deflagrada na terça-feira, dia 10, a partir das 14 horas, na Praça Olinto Leone.

As equipes do PROCON Municipal vão distribuir um folheto com orientações sobre compras online e presencial, o que inclui cuidados ao acessar sites para evitar links suspeitos recebidos por correio eletrônico (e-mail), guardar os registros das compras (nota fiscal, códigos de confirmação, mensagens eletrônicas, etc.) e não se utilizar de computadores de terceiros para as compras.

Segundo a coordenadora do PROCON Municipal de Itabuna, Jisele Jeane dos Santos Neves, os  namorados também devem estar atentos à cobrança de couvert artístico, horários de shows e à confirmação de reservas em restaurantes.

Além disso, devem se certificar quanto aos serviços de café da manhã, inclusive quanto aos produtos oferecidos, possíveis alergias e substituições e emissão de nota fiscal. Quaisquer informações podem ser solicitadas pelos seguintes contatos: (73) 98128-2630, [email protected] ou atendimento presencial de 13 às 17 horas, na sede do PROCON Itabuna na Praça Olinto Leone.

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As obras e serviços de reconstrução da feira do São Caetano serão retomadas pela empresa Kazza Engenharia que na segunda-feira, dia 9, estará mobilizando pessoal. A medida foi confirmada pela diretora de Equipamentos e Qualificação Urbanística da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (CONDER), Larissa Dantas de Melo Britto, que recebeu em audiência nesta sexta-feira, dia 6, a secretária municipal de Infraestrutura e Urbanismo, Sônia Fontes.

No encontro, a diretora confirmou para terça-feira, dia 10, a apresentação do novo cronograma do projeto, que tem pelo menos 40% do cronograma executado e agora será finalizado pela CONDER. Também foi discutido o andamento das obras da feira do Califórnia, cujo atraso se dá em decorrência da moradia ilegal há anos na área de uma pessoa, mas cuja remoção está sendo promovida conjuntamente pela Defensoria Pública e a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS).  

A finalização das obras de revestimento em concreto da encosta da Avenida Juracy Magalhães e outros projetos executados pela CONDER em parceria com a Prefeitura de Itabuna também foram objeto de conversas durante a audiência da titular da SIURB com a diretoria da empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (SEDUR-BA), responsável pela implementação de políticas públicas do Governo do Estado, com a execução de projetos e obras nas áreas de mobilidade urbana, habitação, qualificação urbanística e edificações de prédios públicos.

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A Bahia continua majoritariamente católica, mas a diversidade religiosa seguiu crescendo no estado, entre os Censos Demográficos de 2010 e 2022, com perda de participação dos católicos na população em geral e aumento da participação, sobretudo, dos evangélicos, mas também dos adeptos da umbanda ou candomblé, de outras religiosidades e das pessoas que não têm nenhuma religião (incluindo ateus).

 

Segundo o Censo 2022, 57,0% da população baiana de 10 anos ou mais de idade é católica, o que significa 7.002.933 pessoas. A participação dos católicos no estado era bem próxima da verificada no Brasil como um todo: 56,7% da população brasileira de 10 anos ou mais de idade é católica (100.216.153 pessoas). 

 

Quarto estado mais populoso do país, a Bahia tinha a terceira maior população católica em termos absolutos (cerca de 7 milhões), abaixo de São Paulo (20.459.882) e Minas Gerais (11.487.378), mas apenas a 14ª proporção de católicos no total (57,0%) e a menor da região Nordeste. Piauí (77,4%), Ceará (70,4%) e Paraíba (69,0%) tinham as maiores proporções de católicos na população; Roraima (37,9%), Acre (38,9%) e Rio de Janeiro (38,9%) tinham as menores. 

 

Na Bahia, os evangélicos tinham a segunda maior participação na população. Eram 23,3% das pessoas de 10 anos ou mais de idade (1 em cada 5), ou 2.869.362, em números absolutos. O estado tinha a quarta maior população evangélica do país, mas só a 20ª proporção entre as 27 unidades da Federação (ou a 8ª menor). 

 

No Brasil como um todo, em 2022, as pessoas evangélicas somavam 47.418.024, representando 26,9% das população de 10 anos ou mais de idade. São Paulo (10,7 milhões de pessoas), Rio de Janeiro (4,5 milhões) e Minas Gerais (4,5 milhões) lideravam em números absolutos de evangélicos. Acre (44,4%), Rondônia (41,1%) e Amazonas (39,4%) tinham as maiores participações deles na população em geral – os dois primeiros eram os únicos estados com predominância de pessoas evangélicas.

 

Com participações praticamente iguais, na Bahia, vinham, em seguida, as pessoas espíritas (123.375, ou 1,0% do total) e as adeptas da umbanda e candomblé (123.322, 1,0% do total). O estado tinha o 6º maior contingente de espíritas e o 12º percentual. Tinha, ainda, a 4ª maior população adepta de religiões de matriz africana, e o 4º maior percentual, num ranking liderado por Rio Grande do Sul (3,2% de umbanda ou candomblé), Rio de Janeiro (2,6%) e São Paulo (1,5%). 

 

No Brasil como um todo, 1,8% das pessoas de 10 anos ou mais de idade eram espíritas (3,3 milhões), enquanto 1,1% eram da umbanda ou candomblé (1,9 milhão). Mas, de fato, depois de católicos e evangélicos, tanto na Bahia quanto no Brasil como um todo, o grupo mais representativo era o das pessoas sem religião. Elas somavam 1.586.137 no estado, ou 12,9% da população de 10 anos ou mais de idade, e 16,4 milhões no país (9,3% das pessoas de 10 anos ou mais).

 

A Bahia tinha a 3ª maior população sem religião, abaixo de São Paulo (4,1 milhões) e Rio de Janeiro (2,4 milhões), e a 3ª maior participação dela no total, menor apenas do que as verificadas no Rio de Janeiro (16,9%) e Roraima (16,9%) e empatada, no arredondamento, com a de Rondônia (12,9%). 

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Gilberto Gil uniu forças com Alok em uma parceria inédita e especial. O ícone da Tropicália trabalha em um EP ao lado do DJ de música eletrônica com o propósito de reunir gerações e linguagens da música brasileira.

 

Para Alok, que já tinha confessado o desejo de fazer novos trabalhos com propósito, a parceria reflete a missão da música.

 

“Ter o Gil como participação especial da Áurea Tour é uma honra imensa. Ele representa a força e a profundidade da nossa cultura. Essa parceria — tanto no palco quanto no estúdio — reforça a mensagem que queremos transmitir: a arte que conecta e que transforma”, contou Alok.

 

Para o DJ, a conexão com Gil também acontece fora dos palcos. Os dois se encontram no compromisso com causas socioambientais, já que engajam-se em ações que promovem a sustentabilidade e a valorização da natureza.

 

Em 2023, os artistas lançaram uma nova versão do clássico “Tempo Rei” e o cantor se prepara para fazer uma participação especial da edição especial da Áurea Tour em São Paulo, no dia 28 de junho, que acontecerá no Mercado Livre Arena Pacaembu.

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Se o Axé Music bebeu da fonte do galope para sua criação, a presença do movimento musical originário da Bahia em uma das festas mais tradicionais do Nordeste não deveria surpreender tanto o público, correto? No entanto, a presença de estrelas do Axé Music no São João ainda é motivo de críticas, mesmo que alguns já tenham aceitado o estilo na festa e em 2025, os municípios baianos, em conjunto, estão investindo mais de R$ 16 milhões na contratação das estrelas.

 

No último final de semana, Ivete Sangalo, que realizou a abertura do São João de Caruaru, em Pernambuco, defendeu a participação de artistas de Axé na festa por entender que o movimento musical é regional e faz parte da cultura local mesmo após fevereiro.

Há quem justifique a presença de Bell Marques, por exemplo, pela paixão do eterno chicleteiro pelo ritmo, além de discos dedicados ao forró. 

 

Outros, como o forrozeiro Léo Estakazero, que acredita que a presença do axé nas festas de São João não é algo a ser criticado, especialmente pela dedicação de cada um deles a se debruçar na arte junina e no estilo predominante. 

 

“Muitos artistas do axé fazem shows de forró durante o São João. Tem artistas do Axé que respeitam, que gostam, e eles ali colocam metade do show, contratam os sanfoneiros para tocar, veste, se veste caracterizado. Existem pessoas que respeitam isso e se adaptam. Isso também contribui. Daniela Mercury, eu já fiz show com ela, metade do show, só forró. Saulo faz o show, homenagem a Dominguinhos. Bell, o Chiclete com Banana estourou com disco de forró. É uma questão de bom senso, é uma questão de você prevalecer, não perder a característica.”

 

O Bahia Notícias fez um levantamento com base no Painel da Transparência dos Festejos Juninos do Ministério Público do Estado (MP-BA), dos artistas destaque no Axé Music, incluindo o pagode, que conseguiram emplacar shows durante o São João na Bahia. Lançados até agora estão contratações que somam R$ 16.560.000.

 

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), e o Conselho Municipal de Assistência Social de Itabuna (CMAS) promovem nas próximas segunda e terça-feira, dias 9 e 10, a 15ª Conferência Municipal de Assistência Social com o tema “Reconstrução do SUAS: O SUAS que temos e o SUAS que queremos”.

O evento será realizado no Centro de Cultura Adonias Filho reunindo representantes da sociedade civil, poder público, trabalhadores do setor, usuários e demais cidadãos envolvidos na construção de uma assistência social mais democrática e eficaz.

A Conferência é um espaço fundamental de participação e controle social onde serão discutidos avanços, desafios e estratégias para o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em Itabuna.

A programação inclui palestras, painéis temáticos e grupos de trabalho (GT) que vão elaborar propostas a serem encaminhadas à Conferência Estadual e, posteriormente, para a etapa nacional.

Durante o evento também serão eleitos os delegados que representarão o município nas próximas fases do processo conferencial, assegurando que as demandas locais estejam refletidas nos debates em instâncias superiores.

Para a presidente do CMAS, Celeste Aída Seara Souza, a Conferência é uma oportunidade de escuta e construção coletiva.

“Esse é um momento de diálogo entre poder público e sociedade civil em que refletimos sobre os rumos da assistência social e reafirmamos nosso compromisso com a defesa dos direitos e o fortalecimento das políticas públicas”, declarou.

A 15ª Conferência Municipal de Assistência Social de Itabuna reforça o papel do município na promoção de uma política de assistência social mais humana, participativa e centrada na cidadania.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) prosseguiu, na quinta-feira (5), com o julgamento conjunto de dois recursos que discutem a responsabilidade civil das plataformas da internet por conteúdos de terceiros. Após o voto do ministro André Mendonça, a análise foi suspensa e será retomada na próxima quarta-feira (11).

 

O julgamento discute a possibilidade de remoção de material ofensivo a pedido dos ofendidos, sem a necessidade de ordem judicial.

 

Até o momento, os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux, relatores dos recursos, e Luís Roberto Barroso consideram inconstitucional a exigência de notificação judicial para retirada de conteúdo ofensivo. Único a votar nas duas sessões desta semana, o ministro André Mendonça divergiu e afirmou que a regra do Marco Civil é constitucional.

 

Para Mendonça, as plataformas têm legitimidade para defender a liberdade de expressão e, nesse sentido, têm o direito de preservar as regras de moderação próprias. Caso haja determinação de remoção de conteúdo ou perfil, elas devem ter acesso integral a seu teor e à possibilidade de recorrer. Ele também considera inconstitucional a remoção de perfis, exceto quando comprovadamente falsos.

 

Para o ministro, a não ser nos casos expressamente autorizados em lei, as plataformas não podem ser responsabilizadas por não remover conteúdo de terceiros, mesmo que depois o material seja considerado ofensivo pelo Poder Judiciário. A seu ver, a responsabilização da plataforma, na condição de intermediária, não gera cenário de irresponsabilidade pela veiculação de conteúdo ilícito, apenas direciona a responsabilidade para o real autor.

 

A discussão é sobre a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014). O dispositivo exige ordem judicial prévia e específica de exclusão de conteúdo para que provedores de internet, websites e gestores de redes sociais sejam responsabilizados por danos decorrentes de atos ilícitos praticados por terceiros.

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O ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou que o governo federal está avaliando a criação de uma companhia aérea estatal voltada exclusivamente para o Nordeste, em colaboração com o Consórcio Nordeste, bloco que reúne os nove estados da região. A proposta visa ampliar a conectividade entre cidades do interior e capitais, além de fortalecer o turismo regional.

 

A medida surge em um cenário de retração da aviação comercial, agravada pela concentração de mercado e pela suspensão de rotas consideradas economicamente inviáveis por companhias privadas. A falta de voos entre centros urbanos menores e os principais destinos turísticos da região tem sido um entrave para o desenvolvimento econômico e turístico do Nordeste.

 

Segundo Sabino, a empresa teria como foco a aviação regional, promovendo a integração entre os estados e garantindo acesso a localidades que hoje não contam com serviço aéreo regular. “Essa é uma prioridade para melhorar a mobilidade e impulsionar o turismo, com voos que liguem o interior às capitais e destinos turísticos importantes”, afirmou o ministro.

 

Apesar do potencial impacto positivo para o desenvolvimento regional, especialistas apontam que o projeto enfrentará desafios operacionais e financeiros. A viabilidade da nova companhia dependeria de incentivos fiscais, parcerias público-privadas e investimentos robustos em infraestrutura aeroportuária.

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Ao falar de Meio Ambiente e Sustentabilidade, a recuperação e reflorestamento de áreas degradadas e o manejo responsável dos recursos naturais são temas pujantes. No estado da Bahia, em que três biomas, Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga, lutam por sobrevivência, as empresas de base florestal crescem, unindo iniciativas socialmente direcionadas e um mercado com demanda crescente. 

 

Em 2024, os produtos florestais representaram 22,44% das exportações baianas, conforme dados da plataforma Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No dia em que se celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente (5), o Bahia Notícias explora o impacto de iniciativas sustentáveis que não se apresentam apenas como soluções socialmente engajadas, mas projetos financeiramente atrativos. 

 

Um bom exemplo de rentabilidade-sustentável é a Symbiosis, empresa florestal com base na Bahia. O projeto, que recebeu um financiamento de mais de R$ 77 milhões do Fundo do Clima, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), utiliza o manejo de espécies nativas da Mata Atlântica para unir o reflorestamento de áreas degradadas e a venda dos produtos de madeira, além dela própria, como a muda e o material genético. A empresa está sediada em Trancoso, distrito de Porto Seguro, na Costa do Descobrimento. 

 

Um dos diretores do projeto, Alan Batista, conta ao Bahia Notícias que o olhar para a flora baiana é parte do da visão embrionária do projeto. “A Mata Atlântica é um bioma grande. É a casa da maioria dos brasileiros: 130 milhões de brasileiros moram na Mata Atlântica. Então, a gente decidiu pelo extremo-sul da Bahia por alguns motivos. Ali que começou a destruição da Mata Atlântica, e é ali que a gente pensou em começar a reconstrução”, afirma. 

 

Para eles, a escolha, além de simbólica, também é técnica: “E tem outros fatores também que são super importantes para nossa atividade, que é a disponibilidade de áreas degradadas, desmatadas, a gente só trabalha em áreas que estão degradadas para gente recuperar. Tem uma disponibilidade de chuva, de precipitação, que é um fator primordial para nós. Então, o sul da Bahia tem um clima muito mais estável do que muitas outras regiões do país. E tem ali a infraestrutura também. Você tem estrada, você tem portos. Então, várias questões que contribuíram para gente estar na Bahia”, detalha. 

Para Alan, que é engenheiro florestal de formação, a silvicultura – a praxis do cultivo, gerenciamento e manutenção florestal – agrega valor ao estado além da economia. Ele explica que a “domesticação” das espécies nativas também ajuda a proteger o material genético delas. 

 

Essa domesticação ocorre por meio da seleção de fragmentos naturais, partes de plantas da mata original, que após o plantio serão consideradas “árvores-mães”, de onde serão retirados os materiais genéticos que permitem o melhoramento, por meio de cruzamentos. Batista revela que a Symbiosis já registrou 2.000 matrizes de “árvores-mães”, garantindo cerca de 30 famílias diferentes de cada espécie. 

 

“Você pega os melhores [fragmentos] e colocam eles para cruzarem entre si, polinizar entre si. E as sementes que nascerem disso são sementes melhoradas. Então, eu quero dizer que gente, no final das contas, tá fazendo uma reserva genética. E isso é muito importante, é um legado que a gente deixa para o país. A gente tem um banco genético do Brasil, onde, por exemplo, se alguém quiser fazer uma restauração, repovoar uma área com pau-brasil, tem como buscar isso nas nossas áreas. Então isso é uma riqueza muito grande, que é intangível”, explica. 

 

Com um projeto de médio e longo prazo, o diretor conta que os resultados começam a chegar a partir dos primeiros 5 a 8 anos, ainda que algumas mudas levem mais de 20 anos para amadurecer. Ao falar de mercado, Alana destaca que um dos principais desafios de “vender” o projeto é justamente a responsabilidade ambiental. 

 

Considerando o histórico brasileiro, em que a exploração ilegal de madeira na Amazônia já chegou a representar 40% do material que circula no país – segundo estudo conduzido pela Rede Simex de 2022 -, a credibilidade dos empreendimentos florestais, por mais rígidos que sejam, entra em cheque. “Historicamente, nos últimos 20 anos, o Brasil tem diminuído sua participação no mercado de madeira tropical. Eu acho que a principal variável aqui é reputação. Converso com alguns potenciais clientes e eles falam: ‘Olha, eu não quero mais mexer com [flora] nativa, porque tem um risco grande, eu não consigo garantir a cadeia de custódia, a rastreabilidade dessa madeira’, então, a gente sabe que tem um componente de legalidade muito grande”, afirma. 

 

Mas, para o engenheiro, a legalização e os registros ambientais ajudam a acessar um dos principais mercados mundiais. “Tem um mercado muito grande que a gente pode absorver. A madeira é um dos maiores mercados do mundo. O mundo consome, em média, 1/2 m³ por habitante por ano, ou seja, 4 bilhões de m³ de madeira são consumidos todo ano. E o Brasil tem uma participação ínfima. E tem um espaço grande para gente crescer, porque você consegue provar cadeia de custódia do seu produto, porque é plantado, é certificado, e o FSC traz uma bastante robustez, transparência para esse processo”, define Batista. 

Alan ainda define que, em 10 anos de projeto, mais de R$ 100 milhões já circularam através das ações da Symbiosis. “Já investimos mais de 100 milhões de reais na produção de floresta, na formação de time e na produção de mudas. Hoje a gente tem um viveiro com capacidade de produção de 5 milhões de mudas por ano. Então é um [capital de] giro bastante grande. A gente faz venda de mudas e deve começar muito em breve, a comercialização de créditos de carbono também e da madeira. Então, eu acho que diversificação é algo muito importante para os nossos acionistas e também para o desenvolvimento regional”, garante.

 

O Bahia Notícias conversou ainda com Wilson Andrade, representante da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), para compreender o impacto econômico do setor. O gestor revela que o eucalipto é a principal espécie explorada pelos produtores baianos, ainda que as espécies nativas também sejam aproveitadas, especialmente as frutíferas. 

 

Wilson defende que a rentabilidade-sustentável “é o caminho” para o fortalecimento do segmento. “É o caminho para este novo mundo verde que nós estamos ajudando a construir. E o setor de base florestal é fundamental e exemplar em todos os quesitos. A gente pode detalhar as vantagens ambientais, econômicas e sociais do setor de árvores plantadas. Por exemplo, nós usamos 1% do território da Bahia, mas abastecemos oito segmentos com madeira e com isso, você alivia a pressão sobre a mata nativa”, ressalta. 

 

Como já citado por Alan, o presidente da ABAF também ressalta o crescimento do mercado de crédito de carbono. Os créditos são obtidos por cada tonelada não emitida de dióxido de carbono por meio de uma certificação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Os créditos são vendidos por países que os detém, ou seja, emitem menos do que a cota permita, para os que emitem mais e precisam de um “desconto” da emissão excedente. 

 

No Brasil, a legislação ambiental e energética é gerida pelo decreto nº 5.882/2006, que regulamenta o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica – PROINFA. O PROINFA “visa reduzir a emissão de gases de efeito estufa, nos termos da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, contribuindo para o desenvolvimento sustentável”, segundo a regulação. 

 

Para Andrade, esse também é um caminho de atuação para as empresas florestais, a exemplo do vínculo com as empresas de mineração. Apesar da variabilidade dos produtos e investimentos, a celulose seria o principal produto dos empreendimentos baianos. “A celulosa é usada para fazer papel, envelopes, e outros cinco mil produtos, inclusive no mercado de tecidos, com o viscose”, conta. 

A ABAF possui 22 empresas associadas diretamente, e outras 300 empresas vinculadas a quatro centrais regionais. Wilson afirma que as centrais regionais cobrem quatro polos de produção de produtos florestais na Bahia. “Então [em áreas de produção], temos o extremo sul, que é o polo maior; temos o litoral norte, que vai de Alagoinhas até Sergipe, que produz a celulose especial para a viscose; temos o oeste da Bahia, que a utilização é para energia e processamento de grãos; e o sudoeste, na região de Vitória da Conquista, que trabalha com várias utilidades de madeira”, afirma. 

 

Assim como na Symbiosis, a ABAF garante que o crescimento do mercado de bases florestais é uma oportunidade grandiosa para as empresas brasileiras, tendo a Bahia como uma força regional. “A demanda de madeira no mundo cresce mais de 3% ao ano e a Bahia e o Brasil são grandes produtores. Nós temos mais de 8 milhões de hectares de áreas devastadas no nosso estado, que foram pasto, então nosso setor só utiliza a área degradada, a gente não tira a mata nativa”, completa.  

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