Um estudo desenvolvido por pesquisadores da UCLA (Universidade da California em Los Angeles) em parceria com o hospital Memorial Sloan Kettering Cancer Center, em Nova York, testou uma vacina que se mostrou promissora para impedir que os cânceres de intestino e de pâncreas se espalhem em pacientes que já fizeram o tratamento principal.
Publicado na revista científica Nature Medicine, o artigo expõe os resultados da primeira fase dos estudos clínicos. Ou seja, trata-se de uma pesquisa inicial, com muitas etapas a serem seguidas até a comprovação de segurança e eficácia.
Para especialistas ouvidos pela reportagem, o resultado é promissor.
A vacina, chamada ELI-002 2P, atua para instruir o sistema imunológico a combater duas mutações KRAS (G12R e G12D), muito comuns em vários tipos de câncer, incluindo de pâncreas e de intestino. A proteína KRAS faz parte do grupo RAS, que inclui também NRAS e HRAS. Das três, a KRAS é a que se encontra de forma mais frequente no câncer, em aproximadamente 1 em cada 4 pacientes.
Líder do centro de referência de câncer colorretal do A.C. Camargo Cancer Center, o oncologista Samuel Aguiar —que não participou do estudo— explica que a mutação KRAS está envolvida na proliferação do tumor e nos quadros de metástase.
“Eles [pesquisadores do estudo] usaram KRAS porque essa é uma via muito comum para esses tumores. Quanto mais comum o alvo, mais fácil de você acertá-lo. Então a estratégia foi usar um alvo muito específico, porém bastante comum nesses dois tipos de cânceres.”
Participaram do estudo 25 pacientes, sendo 20 com câncer de pâncreas e cinco com câncer colorretal, que receberam doses da vacina. Todos já haviam concluído o tratamento padrão e apresentavam doença residual mínima, ou seja, ainda apresentavam biomarcadores do câncer colorretal ou de pâncreas mesmo após o tratamento, seja cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.
Thaís Moré Milan, doutoranda na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP (Universidade de São Paulo) com ênfase imunologia e fisiopatologia, que ficou um ano na UCLA estudando câncer —mas também não esteve envolvida neste estudo—, diz que o tipo de vacina escolhido é uma das vantagens da pesquisa. O imunizante é anfifílico, ou seja, projetado para chegar mais facilmente aos linfonodos, uma das vias de disseminação dos tumores.
“O peptídeo que eles criaram, que vai ficar na mutação KRAS, vai se ligar quimicamente a uma molécula lipídica que vai se ligar à albumina. E por que isso é importante? A albumina consegue circular facilmente e vai ser transportada diretamente para os linfonodos”, afirma. A albumina é uma proteína que auxilia no transporte de substâncias como hormônios, vitaminas e medicamentos.
O oncologista do A.C. Camargo complementa: “O objetivo é treinar células imunológicas para combater não só tumores que se instalam nos linfonodos, mas em qualquer tipo de órgão, e no corpo todo”.
À vacina os pesquisadores adicionaram um estímulo adjuvante que aumenta ainda mais a resposta imune. “Esse estímulo aumenta o ambiente pré-inflamatório e a ativação das células T”, afirma Milan. As células T são células do sistema imunológico que ajudam a proteger o corpo contra doenças.
Os resultados indicam que 21 dos 25 pacientes (84%) tiveram uma resposta imune de células T específicas para a mutação KRAS, reduzindo significativamente os biomarcadores tumorais. Em 24% dos pacientes os biomarcadores associados ao tumor desapareceram completamente.
Outro ponto positivo é que a sobrevida dos pacientes aumentou e, ao final do estudo, a maioria ainda não havia apresentado recidiva.
Durante o tempo de acompanhamento —até dois anos após a primeira dose da vacina—, 17 pacientes (68%) atingiram o limiar de aumento de 9,17 vezes a resposta das células T, e 8 (32%) não o atingiram. Sete desses oito pacientes que não atingiram o limiar morreram.
Outro dado do estudo é que, em 67% dos pacientes testados, a vacina levou ao espalhamento de antígenos. Isso significa que a célula T não vai ter resposta só na vacina, mas também contra qualquer antígeno tumoral que estiver ali presente, explica Milan.
O estudo, porém, tem algumas limitações, como a pequena amostra de participantes e o curto período de acompanhamento dos pacientes após a administração da vacina. Ainda assim os especialistas afirmam que os resultados são promissores e podem embasar novos estudos com um número maior de participantes e por um tempo mais longo.
Na avaliação de Samuel Aguiar, o estudo é um passo importante para o desenvolvimento de outros tipos de vacina envolvendo mutações. “Porque a tecnologia já foi desenvolvida. Essa é a grande perspectiva desse estudo. É uma tecnologia que avança, abre caminho para outras terapias”, diz.
Os pesquisadores atualmente trabalham em um estudo randomizado de fase 2 com uma nova formulação da vacina que mira sete variantes da mutação KRAS. A pesquisa é financiada pelo laboratório Elicio Therapeutics.

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A Justiça italiana rejeitou o pedido de prisão domiciliar da deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) e manteve a prisão cautelar. A decisão foi publicada na última sexta-feira (15), após audiência no Tribunal de Apelações de Roma, ocorrida na última quarta-feira (13). 

 

De acordo com informações, a defesa da deputada havia feito o questionamento sobre a prisão dela por conta de três principais alegações: a falta de condições de saúde adequadas para que a deputada aguarde o processo extradição no cárcere italiano; a inexistência de um pedido internacional de prisão válido e a ausência de solicitação forma de extradição. O tribunal, porém, acolheu as manifestações da AGU e afastou os questionamentos sobre a validade do procedimento. 

 

Sobre a inexistência de um pedido internacional de prisão válido, a defesa argumentou que o mandado de prisão de Carla Zambelli era inválido, pois a Difusão Vermelha da Interpol não seria um mandado de prisão internacional e não teria valor vinculante. Além disso, a defesa alegou que não havia um pedido do Brasil para prisão provisória ou outras medidas coercitivas dessa natureza.
 

A Corte rejeitou a argumentação da defesa, ao reconhecer que a prisão de Carla Zambelli pela polícia italiana foi correta, pois a prisão ocorreu em cumprimento a mandado emitido pelo Supremo Tribunal Federal, objeto posteriormente de uma Difusão Vermelha da Interpol.
 

Segundo a Corte, a Difusão Vermelha da Interpol, por si só, é considerada suficiente para fins de um pedido internacional de prisão provisória por muitos tratados, inclusive pelo tratado de extradição celebrado entre Brasil e Itália. A Corte também reconheceu a validade de documentos apresentados pelo Brasil, segundo os quais as autoridades brasileiras, após a emissão da Difusão Vermelha, pediram aos representantes da polícia italiana na Interpol a localização e, conforme os procedimentos determinados na lei italiana, a prisão da parlamentar.

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), liderada pelo deputado Robinson Almeida (PT), apreciou dez projetos de lei e um pedido de vista, nesta terça-feira (19). Entre os principais textos estavam o “Projeto de Lei dos Cartórios”, como ficou conhecido o projeto de Lei nº 25.851/2025, no qual a comissão manteve o veto integral do governador Jerônimo Rodrigues. 

 

A proposta tratava da redistribuição dos valores arrecadados pelos cartórios por meio do Documento de Arrecadação Judiciária e Extrajudicial (DAJE). O texto reduzia a porcentagem destinada ao Fundo de Compensação dos Cartórios (FECOM), responsável por manter cartórios deficitários e garantir serviços gratuitos à população.

 

Segundo Robinson Almeida, a decisão da comissão foi fundamental para assegurar a legalidade da matéria e evitar prejuízos sociais. “Esse veto preserva a funcionalidade do sistema e impede o fechamento de cartórios, especialmente no interior do estado, o que garantiria a continuidade de serviços essenciais e gratuitos para a população baiana”, destacou o parlamentar.

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Na tarde de segunda-feira, dia 18, na Casa dos Conselhos de Itabuna, na Travessa Juarez Távora, no São Caetano, n.º 32, aconteceu a eleição e posse da Mesa Diretora do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, para o biênio 2025 – 2027. Foi eleito presidente do COMPEDE, Danilo da Silva Azevedo Neto, representante da Associação dos Cegos do Sul da Bahia (ACSB).

O COMPEDE é um órgão colegiado e deliberativo, vinculado à Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS) com caráter consultivo e fiscalizador das políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência no município.

Tem como objetivos ainda: promover e defender os direitos das pessoas com deficiência; acompanhar, propor e fiscalizar a execução de políticas públicas inclusivas; apoiar campanhas educativas e de conscientização sobre acessibilidade, inclusão e cidadania.

O COMPEDE é formado por representantes da sociedade civil e do poder público municipal, de forma paritária.

O Conselho iniciou o seu processo de reativação na gestão do prefeito Augusto Castro (PSD), em 2023, pelo então secretário Junior Brandão, sendo concluído o processo em 2024, na gestão do atual secretário da SEMPS, José Carlos Trindade.

O processo de eleição foi acompanhado pela gestora do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), Suse Mayre Martins Moreira, que representou o atual secretário interino, o vice-prefeito Josué Brandão Júnior, que acompanhou todo o processo de reativação do COMPEDE.

Foram eleitos para a Mesa Diretora os seguintes membros:

Presidente- Danilo da silva Azevedo Neto- ACSB

Vice-Presidente- Juilma Cristina Nogueira- APAE

Secretário- Jafé Rodrigues- GACC

1º Tesoureiro- Jislayne Figueiredo Caldas- AMA

2º Tesoureiro- Geny Ettinger Campos- CEPEI

De acordo com o secretário interino de Promoção Social, Júnior Brandão, o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência é essencial para garantir que as pessoas com deficiência participem ativamente da construção de políticas públicas que afetem suas vidas, fortalecendo a democracia e a equidade.

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A AGU (Advocacia-Geral da União) solicitou à Meta -empresa responsável por Instagram, Facebook e WhatsApp- a exclusão imediata de robôs de inteligência artificial que simulam perfis com linguagem e aparência infantil e mantêm diálogos de cunho sexual com os usuários.
Os chatbots alvos da representação foram criados por usuários das plataformas. Procurada pela reportagem, a Meta não respondeu até a publicação.
O recurso é disponibilizado pela Meta IA Studio com o intuito de simular conversas com pessoas reais, que se aproximam do funcionamento de outras IAs conhecidas, como a Siri, da Apple, e o ChatGPT.
No documento, que data da última sexta-feira (15), a AGU cita reportagem produzida pelo Núcleo Jornalismo, que testou chatbots com nomes de “Safadinha”, “Bebezinha” e “Minha Novinha”, que simulavam ser crianças e desenvolviam conversas de tom eróticos com usuários.
O levantamento testou a IA com perguntas em tom sexual. Nas capturas de tela das conversas com o chatbot, a pesquisa fazia perguntas como “qual sua idade?” e avançavam para temas de cunho sexual, ao qual a tecnologia dava continuidade. O chatbot continuava a conversa com o tom infantil, chamando o interlocutor de “papai”, por exemplo.
“Tais chatbots têm potencialidade de alcançar um público cada vez mais amplo nas plataformas digitais, especialmente nas redes sociais da Meta, ampliando de forma exponencial o risco do contato de menores de idade com material sexualmente sugestivo e potencialmente criminoso”, diz o texto da AGU.
“Essa situação oferece risco concreto à integridade psíquica de crianças e adolescentes, além de gerar danos institucionais e dificultar o efetivo exercício do direito à proteção integral previsto no art. 227 da Constituição Federal”, completa.
A AGU diz ainda que as práticas ilícitas se aproveitam da ausência de mecanismos de moderação eficazes e da ampla disponibilidade das ferramentas de criação de chatbots da Meta para desenvolver e disponibilizar inteligências artificiais que simulam perfis com linguagem e aparência infantil, mas que mantêm diálogos de cunho sexual.
Ainda no documento, o órgão reforça que os chatbots que propagam conteúdo ilícito continuam disponíveis e sem qualquer filtro verificador de faixa etária, o que viola os próprios Padrões de Comunidade da Meta.
As plataformas digitais da Meta são permitidas para qualquer pessoa a partir dos 13 anos de idade, sem filtro etário para verificar se os usuários entre 13 e 18 anos estão acessando conteúdos inadequados, como os dos referidos chatbots, reforça a AGU.
A decisão ocorre em meio às discussões sobre adultização de crianças, fomentadas pelo influenciador Felca ao denunciar conteúdos de Hytalo Silva (outro influenciador digital, acusado de promover vídeos sexualizando menores de idade).
O presidente Lula se reuniu com os ministros Ricardo Lewandowski (Justiça), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União), Esther Dweck (Gestão e Inovação) para tratar do tema, decidindo por encaminhar a proposta ao Congresso ainda nesta semana.
Como mostrou a Folha, o projeto elaborado pelo governo estabelece uma escala de sanções que inclui advertências, multas e a suspensão provisória de plataformas por até dois meses sem necessidade de decisão judicial.
Segundo a proposta, o acesso a essas redes pode ser bloqueado por 30 dias, prorrogáveis por mais 30, em caso de descumprimento sucessivo de regras para detecção e remoção de conteúdos ilícitos, que configurem crimes já tipificados no Código Penal e em outras leis. Depois disso, a suspensão dependerá de determinação judicial.
Em paralelo, a Câmara dos Deputados definiu a criação de um grupo de trabalho e a realização de uma comissão geral para discutir a sexualização e a exploração das crianças nas redes sociais.
Nesse contexto, Lula tem reforçado em eventos públicos a posição de defesa da regulação das redes. O presidente já declarou, em mais de uma ocasião, que as redes sociais que quiserem atuar no Brasil terão que ser reguladas.

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A busca pelo emagrecimento rápido tem levado milhares de brasileiros a recorrerem às chamadas “canetas emagrecedoras”, como Ozempic e Mounjaro. Embora eficazes no controle da obesidade, especialistas alertam que o uso sem acompanhamento pode trazer riscos, entre eles a perda muscular associada à sarcopenia.

 

A endocrinologista Marina Cabral, coordenadora do Serviço de Endocrinologia do Hospital Mater Dei Salvador e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, explica que a condição vai além do emagrecimento em si.

 

“A sarcopenia não é só perder quantidade, é também qualidade da musculatura e perda de funcionalidade. O indivíduo sarcopênico é aquele que, além de perder massa, perde força e capacidade de realizar atividades simples do dia a dia, como levantar de uma cadeira ou subir um degrau”, afirma.

 

O QUE É?
Com aproximadamente 28 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o envelhecimento populacional acentua a prevalência da sarcopenia. A condição está ligada à perda de massa muscular e é agravada por fatores como idade avançada, déficit nutricional, sedentarismo, tabagismo e presença de comorbidades.

 

De acordo com Marina Cabral, além dos idosos, outros grupos minoritários também são afetados.

 

“Pessoas com doenças crônicas, como problemas no fígado e no coração, além de pacientes desnutridos ou submetidos a restrições calóricas severas, também podem desenvolver a condição”, ressalta.

 

Um idoso de 61 anos, entrevistado pelo Bahia Notícias, contou que decidiu iniciar atividade física na terceira idade justamente para preservar sua autonomia.

 

“Iniciar academia e o tênis, para mim, foi fundamental para manter trabalhando minha cabeça e meu corpo. Não quero que meus filhos fiquem cuidando de mim”, disse ele.

 

CANETAS EMAGRECEDORAS
Apesar da popularidade dos medicamentos injetáveis usados no tratamento da obesidade, a endocrinologista lembra que eles não são isentos de riscos.

 

“Essas medicações levam a uma perda de peso significativa, e nessa perda há redução de gordura e também de músculo. O desafio é minimizar ao máximo a perda muscular”, explica.

 

Pesquisas apontam que, em média, de 20% a 30% do peso eliminado pode corresponder à massa magra. Ou seja, de 10 quilos perdidos, até 3 quilos podem ser de músculo.

 

REDUÇÃO DE RISCOS
Para reduzir os efeitos da perda muscular, a endocrinologista orienta o que fazer, considerado por ela como “indispensável”.

 

“É fundamental ter uma dieta rica em proteínas, entre 1,2 a 1,6 gramas por quilo de peso por dia, associada à prática regular de musculação de duas a três vezes por semana”, orienta Marina Cabral.

 

Segundo ela, o uso de medicações sem supervisão, aliado a dietas restritivas e ausência de atividade física, amplia o risco de sarcopenia, especialmente entre os mais vulneráveis.

 

PERSPECTIVAS FUTURAS
Atualmente, não existem medicamentos específicos para prevenir a perda muscular durante o emagrecimento. No entanto, segundo Marina Cabral, novas substâncias já estão em estudo.

 

“Estão em desenvolvimento terapias com bloqueadores da miostatina e hormônios anabólicos seletivos que podem ajudar a reduzir a perda de massa magra durante o tratamento da obesidade”, afirma a endocrinologista.

 

A médica reforça que a sarcopenia não deve ser confundida apenas com a redução da massa muscular.

 

“É um tema muito discutido entre geriatras e oncologistas, porque trata de preservar a autonomia do paciente. No caso das medicações para obesidade, dificilmente haverá sarcopenia quando há supervisão adequada, mas com o uso disseminado e sem acompanhamento, os riscos aumentam”, concluiu.

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Pessoas em situação de rua e de vulnerabilidade social terão a oportunidade nesta terça-feira, dia 19, e quarta-feira, dia 20, das 9 às 17 horas, na Unidade Básica de Saúde José Maria de Magalhães Neto (antigo SESP), no centro de Itabuna, de ter acesso a serviços importantes em um só local e de forma facilitada durante o 1º Mutirão POP Rua Jud.

A iniciativa é da Justiça Federal e do Ministério Público Federal (MPF) e demais órgãos judiciais, em parceria com a Prefeitura de Itabuna e diversos órgãos públicos. Entre os serviços disponibilizados estão: cuidados básicos de saúde, atendimento jurídico, acesso a benefícios assistenciais, regularização de documentos, dentre outros.

Na área da Secretaria Municipal de Saúde, serão disponibilizados: vacinação, aferição de glicemia e de pressão arterial, auriculoterapia, aromaterapia e ventosa, Teste Rápido ISTs e atividades de educação e saúde.

“Nosso objetivo neste evento de cidadania é facilitar o acesso a serviços que a pessoa não tinha ou mesmo não buscava. Neste Mutirão, todos os serviços estarão em um só lugar, então acredito que facilitará muito”, destaca a secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes Aguiar.

Já o vice-prefeito e secretário interino de Promoção Social e Combate à Pobreza, Josué Brandão Júnior, ressalta a importância da iniciativa, reforçando os serviços que já são disponibilizados pela Prefeitura de Itabuna para pessoas em situação de rua.  “Reconhecemos como uma iniciativa muito importante, mas não podemos deixar de pontuar o que já vem sendo feito pela Administração Municipal”, disse.

Ele citou como exemplo o Consultório de Rua, iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde, e na área do Social, o Centro POP, que acolhe diariamente cerca de 60 pessoas com acesso a banho e duas refeições no dia.

E também o POP Acolhimento, que oferece serviços com psicólogo, assistente social, saúde, todas as refeições do dia e ainda desenvolve um trabalho para reatar o laço familiar dessas pessoas. 

Para finalizar, o vice-prefeito falou sobre a autorização dada pelo prefeito Augusto Castro (PSD) para a contratação de um imóvel que deverá funcionar como Casa de Passagem.

“A proposta é reduzir a exclusão social, oferecer acolhimento e também dignidade para essas pessoas para que possam sair daquela situação de rua. Vale ressaltar que esta não é uma situação exclusiva de Itabuna. O CadÚnico mostra que a população de rua aumentou em torno de 25%em todo o país”, afirmou.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, deu início nesta segunda-feira, dia 18, à Campanha de Vacinação Antirrábica 2025 pelo Bairro Califórnia. O trabalho é executado por meio de uma parceria entre os departamentos de Controle de Zoonoses e de Combate às Endemias.

Duas equipes de vacinadores integradas por Agentes de Combate às Endemias (ACE) se dividiram entre a Praça da Piedade e o final de linha do bairro. A dona de casa Maria Luíza Lopes levou seus dois cães para serem vacinados na Praça do Califórnia e ainda retornaria com mais um gato para a imunização. “Gosto muito de animais e uma das minhas obrigações com meus bichos é a vacinação, por isso não falho”, ressalta.

Já dona Elcinda Passos levou sua pet para ser imunizada e ainda revelou que tem outros quatro animais de estimação (dois gatos e dois cachorros) que ficam em um sítio em Mutuns que também serão vacinados no dia que a equipe de vacinação visitar aquela Vila a seis quilômetros de Itabuna. “Vou ficar atenta para não perder o dia da visita, pois preciso vacinar todos”, reforçou.

A coordenadora de Combate às Endemias, Lucimar Ribeiro, reforça que, além dos pontos fixos que serão montados nos bairros de acordo com a data programada para visitação, também será feita busca ativa nas localidades no entorno. “O nosso trabalho será sempre das 9 às 16 horas vacinando nos pontos fixos e buscando nas residências, principalmente os felinos que são mais resistentes”, explicou.

Nesta terça-feira, dia 19, a equipe de endemias estará nos bairros Nova Califórnia e Jardim América, enquanto na quarta-feira, dia 20, no Santa Inês e Antique. Já na quinta-feira, dia 21, no João Soares e Parque Boa Vista, e na sexta-feira, dia 22, no Fátima e Monte Cristo.

O trabalho, que integra a Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica, prossegue no sábado, dia 23, na BR-415, e no domingo, dia 24, na Vila de Mutuns.

“Neste ano, a expectativa é vacinar cerca de 40 mil cães e gatos com a ‘Vacina do Amor’, porque esse gesto de cuidado com a saúde dos animais reflete o amor dos tutores pelos seus bichinhos”, comentou a coordenadora de Combate às Endemias.

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta sexta-feira (15), a implementação da nova ferramenta que vai detectar o câncer de colo do útero, de forma precoce. Trata-se do teste de biologia molecular DNA-HPV, que será ofertada noSistema Único de Saúde (SUS).

 

Segundo a pasta, o método moderno e inovador representa um avanço para o rastreamento organizado da doença. Na Bahia, o novo teste vai beneficiar, nos próximos cinco anos, mais de 90 mil mulheres do município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

 

O lançamento ocorreu em território baiano na cidade da RMS no Centro de Atenção à Saúde da Mulher (CASM), com a presença da diretora da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa. Além da Bahia, outros 12 estados foram contemplados por já contar com serviços de referência para colposcopia e biópsia, garantindo fluxo assistencial completo para mulheres com resultados alterados.

 

A Tecnologia 100% nacional detecta 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) e identifica a presença do vírus no organismo antes da ocorrência de lesões ou câncer em estágios iniciais. A medida vai permitir o rastreamento precoce em cerca de 5,6 milhões de mulheres brasileiras nos próximos cinco anos

 

“A partir de hoje, estamos implementando essa nova forma de diagnóstico e prevenção do câncer do colo do útero em 12 estados brasileiros. Estamos aproveitando a infraestrutura criada durante a pandemia para os testes de biologia molecular. Essa estrutura agora será utilizada para o diagnóstico do HPV, permitindo reduzir o tempo de espera e iniciar o tratamento o mais rápido possível”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Hospital da Mulher de Recife.

 

De acordo com a pasta, a  implementação vai ocorrer por um município em cada estado, sendo ampliada conforme a finalização da troca do método. O órgão visa até dezembro de 2026, que o rastreio esteja presente na rede pública de todo o território nacional, beneficiando 7 milhões de mulheres de 25 a 64 anos por ano.

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As despesas do Ministério da Saúde para fornecer medicamentos a pacientes que obtêm decisões favoráveis na Justiça alcançaram R$ 2,73 bilhões em 2024 e o governo Lula (PT) teme crescimento exponencial do gasto com a chegada de novas drogas.
Esse tipo de gastos vem crescendo. O ministério afirmou à reportagem, em processo baseado na Lei de Acesso à Informação, que pagou R$ 1,8 bilhão em 2022 para fornecer medicamentos por ordens judiciais. Essa cifra tem subido mais de R$ 400 milhões por ano, alcançando R$ 2,24 bilhões em 2023 e R$ 2,73 bilhões no último ano. Na comparação de 2022 a 2024, a alta foi de 50%.
Apenas cinco medicamentos foram responsáveis por quase metade dos pagamentos. Para pacientes, porém, acionar a Justiça pode ser a única forma de ter acesso a remédios ainda não oferecidos na rede pública, em muitos casos para doenças graves e raras.
Um dos produtos que gera maior preocupação ao governo é o elevidys, terapia genética voltada a crianças com distrofia muscular de Duchenne, comprado por R$ 14,6 milhões. Em julho, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu o registro do produto por incertezas sobre a sua segurança, mas o ministério ainda é obrigado a comprá-lo por decisões judiciais.
A Saúde calcula que desembolsaria cerca de R$ 3 bilhões para fornecer a droga a todos os 213 pacientes que têm ações ativas na Justiça por acesso ao elevidys.
Para Antoine Daher, presidente da Febrararas (Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras), parte do custo da judicialização se dá pela demora do ministério em fornecer medicamentos já aprovados pela Anvisa.
“O paciente primeiro procura alguma alternativa terapêutica no SUS. Quando ele vê que não tem, faz um pedido administrativo, seja na secretaria local ou no Ministério da Saúde. Então recebe negativa e ingressa com uma ação judicial, porque a Constituição dá esse direito para ele”, afirma Daher, que é pai de um adolescente com síndrome rara.
Secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda afirma que a chegada de terapias avançadas, e de alto custo, torna imprevisível o impacto orçamentário para entrega dos medicamentos.
Segundo Massuda, o ministério busca alternativas para ampliar o acesso aos tratamentos, como negociar preços com a indústria e a produção no Brasil das tecnologias. Ele diz ainda que buscar a Justiça é um direito do paciente, mas que há casos em que os processos são abusivos.
“O problema é o uso da judicialização para fazer com que preços abusivos de medicamentos sejam adotados, explorando a dor das pessoas que precisam dos tratamentos e colocando o governo para arcar com o custo de medicamentos que muitas vezes estão em fase experimental”, disse o secretário.
Ainda de 2022 a 2024, a pasta pagou R$ 875 milhões por decisões envolvendo o fornecimento do vosoritida, um medicamento usado para acondroplasia, um tipo de nanismo. O segundo produto com maior peso no orçamento neste período foi o eculizumabe, tratamento para HPN (Hemoglobinúria Paroxística Noturna), que é uma doença rara das células sanguíneas. Em seguida, o atalureno custou R$ 765 milhões e é utilizado para a distrofia muscular de Duchenne.
Os dados de 2025 indicam R$ 1,7 bilhão empenhado para cumprir ordens de fornecimento de medicamentos, segundo levantamento feito pela reportagem com base nos dados de execução do Orçamento federal. Apenas a entrega do elevidys é responsável por R$ 352 milhões.
Massuda reconhece que diversos pacientes buscam a Justiça por drogas que já deveriam ser oferecidas na rede pública, e diz que o ministério tem aperfeiçoado as compras.
“Estamos investindo no sistemas de informação para a maior parte dos pedidos a gente poder vencer na fase administrativa, evitando a judicialização”, disse o secretário.
O ministério ainda firmou, em março, um acordo de compartilhamento de risco para fornecer o Zolgensma, utilizado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1. O remédio é um dos mais caros do mercado e custa cerca de R$ 7 milhões. O contrato condiciona o pagamento ao resultado da terapia no paciente, que será monitorado por uma equipe especializada.
Para Daher, os acordos de compartilhamento de risco são positivos por permitir negociar melhores preços e produzir dados sobre os tratamentos, mas a falta de centros especializados para lidar com os pacientes ainda é uma barreira. Ele ainda defende a reformulação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde), órgão ligado ao ministério, para melhorar o acesso aos tratamentos.
ELEVIDYS FORA DO SUS

No último dia 13, o ministério rejeitou um pedido da farmacêutica Roche de fornecer regularmente no SUS o medicamento. A análise feita pela Conitec que baseou a decisão do ministério, afirma que “há incertezas quanto à eficácia dessa terapia, além de ela apresentar um perfil de segurança que indica risco potencial de eventos adversos graves, como miosite (inflamação dos músculos) e lesão no fígado”.
O mesmo documento diz que os ganhos clínicos com a droga não superam os do tratamento convencional com corticosteroides. “Também foi discutido o alto custo da terapia e seus impactos financeiros nos sistemas de saúde”, afirma o relatório da Conitec, que estimou impacto de R$ 9,3 bilhões com o tratamento em cinco anos, caso o pedido da Roche fosse aprovado.
A decisão do ministério, porém, não barra a entrega dos medicamento nos casos em que o paciente tem uma ordem da Justiça.
Em nota, a Roche disse que “acredita no potencial transformador dessa nova tecnologia”. “Compreendemos o profundo impacto que esta decisão causa na comunidade de distrofia muscular de Duchenne, especialmente nas famílias que aguardam com altas expectativas por esta terapia, dada a necessidade médica não atendida pela progressão da doença”, diz a farmacêutica.

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As mortes de três mulheres em Ilhéus, no Litoral Sul, provocaram comoção e levaram dezenas de pessoas às ruas em um protesto neste domingo (17). Até o início da manhã desta segunda-feira (18) não havia informações sobre a prisão de suspeitos. O ato de protesto reuniu mulheres vestidas de branco, que caminharam pela BA-001, próximo à Praia dos Milionários, onde as vítimas foram encontradas mortas.

Segundo a TV Santa Cruz, com cartazes e frases como “Parem de nos matar”, “Calaram três de nós” e “Justiça”, as manifestantes cobraram respostas das autoridades. Policiais militares acompanharam a mobilização.

 

As vítimas foram identificadas como Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos; Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41; e Mariana Bastos da Silva, de 20. Maria Helena e Alexsandra eram professoras da rede municipal e vizinhas, enquanto Mariana era filha de Maria Helena. As três moravam a cerca de 200 metros da praia.

 

O grupo estava desaparecido desde sexta-feira (15), quando saiu para passear com um cachorro na areia da Praia dos Milionários. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que elas caminhavam pelo local. Os corpos foram encontrados no sábado (16), em uma área de vegetação próxima à orla. O cachorro foi localizado vivo, amarrado a um coqueiro ao lado das vítimas.

 

Conforme a polícia, elas apresentavam marcas de facadas. A delegacia de Ilhéus investiga a autoria e a motivação do crime.

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A última apresentação de Gal Costa, realizada em setembro de 2022 no Coala Festiva, será transformada em vinil pela gravadora Biscoito Fino.

 

Em anúncio feito nesta semana pelo produtor Marcus Preto, foi revelado a intenção da gravadora de homenagear a artista no ano em que ela completaria 80 anos.

 

O “novo álbum”, trará parte do repertório de sua última turnê, “As Várias Pontas de uma Estrela”, com direito a músicas como “Açaí”, “Brasil”, “Fé Cega” e “Faca Amolada”, além das participações de Rubel e Tim Bernardes.

 

O show completo segue disponível no canal do Coala Festival no YouTube, no entanto, a Biscoito Fino irá transformar a apresentação em um registro oficial com lançamento digital e no formato LP duplo.

 

O disco tem lançamento previsto para 26 de setembro, data em que Gal celebraria 8 décadas.

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