O Governo da Bahia e o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) instituíram o Comitê de Políticas Penais do Estado da Bahia. O grupo interinstitucional tem como objetivo principal atuar na implementação do Plano Estadual para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional do Sistema Penitenciário – Plano Pena Justa Estadual, visando fortalecer as políticas e os serviços penais no estado por meio da atuação cooperativa de seus integrantes e das instituições que representam.

 

A iniciativa, publicada em portaria nesta quarta-feira (18), se baseia em preceitos constitucionais que asseguram a cidadania, a dignidade da pessoa humana e o respeito à integridade física e moral dos presos. Além disso, considera diversos pactos e tratados internacionais, como as Regras de Nelson Mandela, as Regras de Bangkok e as Regras de Havana.

 

A criação do Comitê responde à decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 347, que reconheceu a existência de um “estado de coisas inconstitucional” no sistema prisional brasileiro. A portaria conjunta destaca a necessidade de qualificar o ciclo penal completo e promover a cidadania e proteção social das pessoas submetidas às políticas penais, como fator de diminuição da reentrada no sistema de justiça criminal.

 

Para o documento, Executivo e Judiciário apontam que o “ciclo penal completo” é entendido como a totalidade de momentos processuais e extraprocessuais da trajetória dos sujeitos no campo da justiça criminal, desde a acusação até o retorno à liberdade.

 

As “políticas penais” são definidas como ações e estruturas que efetivam a responsabilização penal em consonância com a dignidade humana e os direitos de cidadania, priorizando alternativas ao encarceramento. Já os “serviços penais” incluem ações, estruturas, equipamentos e metodologias para efetivar as políticas penais, como os Serviços de Atendimento à Pessoa Custodiada (APEC), Centrais Integradas de Alternativas Penais (CIAP), Centrais de Monitoração Eletrônica de Pessoas (CMEP) e Escritórios Sociais (ES).

 

PRINCÍPIOS E ATRIBUIÇÕES
O Comitê de Políticas Penais da Bahia se pauta por princípios como a dignidade da pessoa humana e a cidadania, a democracia e o respeito ao pluralismo. Reconhece a complexidade da responsabilização penal e o impacto que a persecução e execução penal produzem não apenas nas pessoas incriminadas, mas também em seus familiares e servidores públicos.

 

O Comitê reafirma a subsidiariedade da intervenção penal, a proporcionalidade e a idoneidade das medidas penais alternativas ao encarceramento, e reconhece o racismo estrutural no Brasil, comprometendo-se com enfoques racial e de gênero, e atenção a grupos específicos como indígenas, LGBTQIA+, idosos, migrantes e pessoas com deficiência.

 

Ainda conforme o texto, a atuação será intersetorial e multidisciplinar, com compromisso prioritário com alternativas ao encarceramento, visando a restauração das relações sociais, a reparação de danos e a promoção da cultura da paz.

 

Entre as atribuições do Comitê estão:

 

  • Articular e integrar instituições estatais e atores da sociedade civil;
  • Fortalecer e consolidar instâncias de efetivação dos serviços penais;
  • Promover mecanismos que garantam a subsidiariedade da intervenção penal;
  • Auxiliar as instituições estatais na redução da superpopulação e superlotação carcerária;
  • Fomentar políticas que reduzam os danos decorrentes das penas privativas de liberdade;
  • Fomentar o controle e a participação social nas políticas penais;
  • Auxiliar na elaboração de modelos de gestão para políticas penais não privativas de liberdade;
  • Propor a realização de pesquisas e estudos para subsidiar as políticas penais;
  • Acompanhar a implantação de sistemas de gestão de políticas penais e de atenção a egressos;
  • Acompanhar programas de assistência material, saúde física e mental, apoio jurídico, educacional, social e religioso para pessoas sob custódia;
  • Acompanhar programas de acesso ao trabalho e educação em ambientes de execução penal;
  • Acompanhar programas que efetivem direitos e necessidades de grupos específicos;
  • Fomentar ações de promoção à igualdade racial e combate ao racismo;
  • Favorecer ações de prevenção e combate à tortura;
  • Planejar, executar e monitorar o Plano Pena Justa Estadual, em alinhamento com as diretrizes nacionais e parâmetros do STF.

 

ESTRUTURA E COMPOSIÇÃO
O Comitê é composto por uma Coordenação, um Colegiado, Câmaras Temáticas e uma Secretaria Executiva. A Coordenação será exercida conjuntamente pelo supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), representando o Poder Judiciário, e pelos Secretários da Casa Civil, de Justiça e Direitos Humanos e de Administração Penitenciária e Ressocialização, representando o Poder Executivo, com coordenação executiva em sistema de rodízio anual.

 

A Coordenação supervisionará, presidirá as reuniões, atuará no cumprimento das decisões do Colegiado e representará o Comitê.

 

O Colegiado é integrado por representantes de diversos órgãos e entidades públicas e privadas, da sociedade civil e de movimentos sociais organizados, incluindo Poder Judiciário, Executivo, Legislativo, Ministério Público, Defensoria Pública, Órgão Estadual de Administração Penitenciária, e diversos conselhos e organizações com atuação na temática das políticas penais ou justiça criminal, notadamente representantes do movimento social negro. A participação no Comitê é considerada prestação de serviço público relevante e não remunerada.

 

As Câmaras Temáticas serão criadas para subsidiar a atuação da Coordenação e elaborar propostas de melhoria do sistema prisional, com áreas de enfoque como controle da entrada e vagas, qualidade da ambiência e serviços, processos de saída da prisão e reintegração social, e políticas de não repetição do Estado de Coisas Inconstitucional. A Secretaria Executiva prestará suporte técnico e administrativo ao Comitê.

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Envelhecer, precisa vencer o desafio solitário da maioria das pessoas idosas no Brasil. Por isso, cada fala e cada gesto nessa 2ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa importa pela experiência de cada um de contar o que vive”. A mensagem constou das saudações de boas-vindas da cerimonialista que abriu o evento na tarde desta terça-feira, dia 17, no no Centro de Cultura Adonias Filho.

Tendo entre seus objetivos promover a participação social e discutir ações para garantir um envelhecimento digno e saudável, a Conferência é promovida conjuntamente pela Prefeitura de Itabuna, por intermédio da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), e o Conselho Municipal do Idoso.

O vice-prefeito Josué Brandão Júnior (PV), que representou o prefeito Augusto Castro (PSD) na solenidade, destacou as políticas públicas do município para a pessoa idosa, mas lembrou que há necessidade de maior financiamento pelos governos federal e estadual. “Espero que as discussões e as conclusões desta Conferência indiquem as necessidades e como será possível superar essa barreira, apesar de haver várias instituições que se dedicam a essa causa”, afirmou

O secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza, José Carlos Trindade, chamou a atenção dos jovens e pessoas adultas para que se unam às instituições assistenciais e aos seus atuais dirigentes, a maioria 50+ para que a pessoa idosa tenha mais acolhimento e suas necessidades atendidas. “Precisamos fazê-los entender que na realidade também vão envelhecer e sofrer os mesmos problemas. Então, é preciso que estejam atentos e encampem esse chamado para que tenham um futuro melhor”, declarou;

A presidente do Conselho Municipal do Idoso, dona Kátia Guedes Azevedo apresentou dados do Censo IBGE (2022) em que cerca de 30 mil pessoas dos atuais 196 mil habitantes de Itabuna são idosos, ou como afirmou 60+, o equivalente a 17% do total. “Na Bahia, a maioria dos municípios tem sua população envelhecida à exceção de Luís Eduardo Magalhães no oeste. Isso quer dizer que precisamos de políticas públicas para atendimento das necessidades desse público que é vítima da violência biológica e patrimonial”, acrescentou.

Também externaram suas preocupações os presidentes da subseção Itabuna da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Tiago Cruz, que defendeu maior apoio de familiares e da sociedade aos idosos, cujos direitos devem ser respeitados como preceitua a Constituição Federal, e e da Associação das Senhoras de Caridade, Lourdes Dantas, para quem a velhice é a compensação da vida.

O evento foi aberto com momento cultural com a cantora Lara Seara e o cantor e ambientalista Zenrique, acompanhados do tecladista Geraldo Coelho. Coube à defensora pública Laís Santos, da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), fazer a palestra magna sob o tema:  “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”. Nesta quarta-feira, dia 18, a partir das 8 horas, haverá credenciamento, leitura do Regimento Interno, discussão dos cinco eixos temáticos, Grupos de Trabalho, eleição dos delegados e encerramento.

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Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, na deslumbrante Ilha dos Frades, em Salvador, foi eleita a melhor praia das Américas e da Península Ibérica. O reconhecimento veio após avaliação conduzida pelo Centro Internacional de Formação em Gestão e Certificação de Praias (CIF Playas), que analisou 200 praias de 11 países.

Com uma nota expressiva de 0,97 em uma escala que vai até 1, a praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe garantiu o topo do ranking geral, reafirmando seu status de joia natural do litoral brasileiro. Esta não é a primeira vez que a praia se destaca no exterior: ela possui o selo internacional Bandeira Azul, concedido a locais que cumprem rigorosos critérios de qualidade socioambiental.

Outros pontos do litoral de Salvador também figuraram na relação do CIF Playas, como o Farol de Itapuã (103º), a Praia da Paciência (117º), o Porto da Barra (118º), a Praia do Flamengo (121º) e Piatã (122º).

“Esse reconhecimento reforça o que os brasileiros já sabem: temos um dos litorais mais belos e diversos do mundo! O Ministério do Turismo tem atuado para ampliar o acesso a esses destinos, promovendo iniciativas como o ‘Conheça o Brasil: Voando’ e trabalhando pela qualificação dos serviços turísticos em todo o país”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino.

O ESTUDO

O estudo do CIF Playas considerou praias do Brasil, Argentina, Cuba, Colômbia, República Dominicana, México, Equador, Espanha, Chile, Venezuela e Peru. No entanto, a análise não contemplou todo o litoral brasileiro, com exceção das praias baianas.

Além da liderança no ranking geral, o Brasil se destacou em outros grupos da premiação. Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC), na categoria urbana; Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC), na categoria vila; e Praia do Forte, em São Francisco do Sul (SC), na categoria rural.

Na temporada 2024/2025, 49 localidades brasileiras, sendo 38 praias e 11 marinas de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia, Alagoas e Ceará, apresentam a certificação Bandeira Azul. O selo, concedido pela Fundação para a Educação Ambiental (FEE), é um dos mais respeitados reconhecimentos mundiais de qualidade ambiental, exigindo o cumprimento de diversos critérios de sustentabilidade.

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Boca Juniors e Benfica protagonizaram um jogo de quatro gols na estreia da Copa do Mundo de Clubes nesta segunda-feira (16). Argentinos e portugueses empataram em 2 a 2 no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos.

Aos 21’ do primeiro tempo, Lautaro Blanco deu o passe para Miguel Merentiel fazer o primeiro gol do Boca Juniors na competição. Seis minutos depois, Rodrigo Battaglia ampliou para os argentinos. Nos acréscimos, Ángel Di María diminuiu de pênalti para o Benfica. No final da segunda etapa, Nicolás Otamendi empatou para os benfiquistas, fechando o placar por 2 a 2.

Com o resultado, ambas as equipes ganharam um ponto. O Boca assume a segunda posição e o Benfica a terceira colocação. Ainda no Grupo C, o Bayern de Munique goleou o Auckland City, da Austrália, por 10 a 0.

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A taxa de evasão entre a primeira e a segunda dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) ultrapassa os 50% em 14 estados brasileiros, entre eles Acre, Pará, Amapá, Maranhão e Mato Grosso do Sul, o que compromete a efetividade da imunização e aumenta o risco de reintrodução de doenças controladas.
O abandono também afeta vacinas como a pneumocócica e a rotavírus, o que dificulta o cumprimento das metas mesmo onde as primeiras doses tiveram boa cobertura.
Esses são alguns dos achados do Anuário VacinaBR 2025, elaborado pelo IQC (Instituto Questão de Ciência) com apoio da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e parceria do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), lançado nesta terça (17).
O relatório analisa doses aplicadas, taxa de abandono e cobertura da vacinação infantil e da vacina HPV para adolescentes, a partir do cruzamento de bancos públicos de vacinação com dados populacionais e de nascidos vivos. A proposta é dar transparência e acessibilidade a essas informações.
As disparidades regionais e municipais ainda preocupam muito, segundo o documento. Mesmo quando a média estadual é satisfatória, há uma variação grande entre os municípios, que apresentam coberturas vacinais muito diferentes ainda que sejam vizinhos.
“Se a gente pega municípios do Brasil por taxa de sucesso [da tríplice vira], só um punhadinho está com a cobertura adequada. E estamos vendo surtos de sarampo na América do Norte e casos ressurgindo por aqui”, diz Paulo Almeida, diretor executivo do IQC e coordenador do relatório.
Neste ano, o Brasil voltou a apresentar casos de sarampo autóctones (com transmissão no país), após quase três anos sem registros. Em março, foram notificados dois casos em São João de Meriti, no Rio de Janeiro. Em abril, São Paulo registrou o seu primeiro caso autóctone.
De acordo com análise uma epidemiológica que integra o anuário, as tentativas de contenção do sarampo por meio de campanhas pontuais ou nacional nos últimos anos em geral não obtiveram adequada adesão da população e é fundamental desenvolver estratégias locais para resgate dos não vacinados.
Entre as ações sugeridas estão horário estendido de vacinação, abertura de postos de imunização nos finais de semana, vacinação casa a casa em localidades de difícil acesso e postos volante em áreas desassistidas de postos de vacinação.
Segundo Paulo Almeida, em conversas com gestores municipais e estaduais foi observado que o problema muitas vezes está na falta de ferramentas de diagnóstico da situação vacinal. “Falta orçamento, falta muita coisa.”
Ele afirma que parte do interesse na construção da plataforma VacinaBR foi agregar esse dados compilados. “Pode permitir que gestores consigam ter um horizonte de onde investigar e entender qual imunizante está em condição pior.”
Almeida diz que a proposta do anuário é fazer o que o Atlas da Violência faz na segurança pública. “Levantar dados, dar clareza e disponibilidade. E garantir para que não haja competição com o Ministério da Saúde em relação a isso.”
O estudo considera dados entre 2000 e 2023. A partir de 2015, o país apresentou uma queda contínua e generalizada nas coberturas vacinais infantis, intensificada em alguns casos após a pandemia de Covid.
O relatório mostra que, em termos populacionais, apesar da recuperação observada em 2023, 80% ou mais da população brasileira ainda vivia em municípios que não atingiram as metas de cobertura vacinal para a maioria das vacinas analisadas individualmente.
Em nota, o Ministério da Saúde diz que reverteu a tendência de queda nas coberturas vacinais após quase uma década de retrocesso. Afirma que, em 2023 e em 2024, 13 das 16 vacinas recomendadas para o público infantil apresentaram aumento de cobertura. A tríplice viral, segundo a pasta, ultrapassou a meta de 95% de cobertura nacional.
“Em 2024, o Brasil saiu da lista dos 20 países com mais crianças não vacinadas no mundo (zero-dose) -até 2022, o país ocupava o 7º lugar no ranking mundial. Além disso, recebeu a recertificação de país livre do sarampo, conquista possível graças ao avanço da vacinação.”
De acordo com o ministério, os resultados alcançados se devem ao fortalecimento do PNI (Programa Nacional de Imunizações) a partir de 2023, ao enfrentamento ao negacionismo, à retomada das grandes mobilizações nacionais, como o Dia D de Vacinação, e a vacinação nas escolas, além da garantia do abastecimento de imunizantes em todo o país.
A pasta afirma também que, para incentivar a vacinação nos estados e municípios, destinou um repasse extra de R$ 150 milhões por ano para fortalecer as ações regionais, adaptadas às realidades locais.
Um estudo da CNM (Confederação Nacional de Municípios) realizado no mês passado mostrou, porém, que o país segue com um problema de desabastecimento de imunizantes: 33,7% dos 1.490 municípios brasileiros pesquisados alegam enfrentar falta de vacinas.
Segundo Paulo Almeida, os dados de vacinação de 2024 não foram incluídos no relatório porque houve conflito de informações de doses aplicadas nas bases de dados do Ministério da Saúde e não haveria tempo hábil para ajustá-las até o fechamento do anuário.
“De fato existe um retrato melhor em 2024 do que em 2023, mas a gente continua com uma situação muito complicada nos rincões do Brasil em relação à taxa de cobertura e de pessoas que não tomam todas as doses”, afirma.
Ele explica que, a partir da ferramenta, será possível entender um pouco mais a dinâmica desses municípios, o que possibilitará diferentes estratégias de enfrentamento.
Em outra análise que integra o anuário, a enfermeira sanitarista Antonia Maria da Silva Teixeira diz que o cenário desafiador para a vacinação infantil é evidenciado por mecanismos de avaliação internos do próprio governo federal.
Ela cita o Programa de Qualificação das Ações de Vigilância em Saúde, que oferece incentivos financeiros aos entes federativos por objetivos atingidos. Em 2023, menos de um terço dos municípios (32%) tinha atingido o índice de 95% de cobertura de quatro vacinas para crianças com menos de um ano de idade: pentavalente (terceira dose), poliomielite (terceira dose), pneumocócica 10-valente (segunda dose), e, com um ano, a tríplice viral (primeira dose).
Para Luciana Phebo, chefe de saúde do Unicef no Brasil, após anos de queda na imunização infantil, o país tem avançado na retomada da cobertura vacinal, mas há desigualdades regionais e estruturais que precisam ser enfrentadas. “Ter um instrumento como esse é essencial para acompanhar os avanços alcançados e para embasar a construção de políticas públicas de imunização cada vez mais eficazes.”

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Pesquisadores australianos desenvolveram um novo método de encapsulamento de RNA mensageiro em nanopartículas que é capaz de ativar o HIV em estado de latência –no qual não sinaliza para o organismo sua localização, como se estivesse se escondendo do sistema de defesa. O estudo foi publicado na revista científica Nature Communications em 29 de maio.
Claudio Cirne-Santos, pesquisador da UFF (Universidade Federal Fluminense), afirma que a descoberta representa um avanço significativo. “Essa pesquisa nos desperta esperança de uma possível cura no futuro”, diz.
Quando uma pessoa é infectada pelo HIV, o vírus insere seu material genético no genoma de células do sistema imunológico, principalmente os linfócitos T CD4+. Com as terapias antirretrovirais disponíveis hoje, é possível reduzir significativamente a carga viral de um paciente, impedindo que os sintomas evoluam para a Aids e tornando o risco de transmissão praticamente nulo.
Os fármacos atuais, entretanto, não conseguem eliminar completamente o vírus do corpo do paciente. O problema é que o HIV tem a capacidade de entrar em um estado de latência.
O RNA mensageiro, ou mRNA, é capaz de promover a síntese de proteínas que, por sua vez, ativam a transcrição do genoma viral, interrompendo a latência. Feito isso, nosso organismo seria capaz de combater o patógeno com a ajuda dos medicamentos existentes.
Para isso, contudo, seria necessário fazer com que esse mRNA chegasse até as células-alvo, as T CD4+. Foi pensando nisso que os autores da pesquisa desenvolveram nanopartículas feitas com lipídios. No estudo, elas se mostraram capazes de entregar duas proteínas diferentes de mRNA dentro das células T CD4+.
Por enquanto, a nova tecnologia só foi testada em laboratório, usando células contaminadas isoladas e amostra de sangue de pacientes. Os próximos passos envolvem, primeiro, testes em animais, para conferir a segurança e a eficácia do tratamento, e só depois em pacientes.
Este é mais um dos recentes avanços no combate à infecção por HIV, que atinge cerca de 40 milhões pessoas no mundo. Em dezembro, o painel americano da Sociedade Internacional Antiviral atualizou suas recomendações para tratamento, manejo clínico e prevenção do HIV.
A terapia antirretroviral recomendada atualmente consiste em doses diárias de dois ou mais medicamentos de administração oral, com funções diferentes no combate ao invasor. Existem também versões injetáveis do medicamento, de ação mais prolongada, que podem ser usadas por pessoas que têm dificuldade de aderir ao tratamento diário.
Outro ponto de destaque do documento é a preocupação com as disparidades de acesso ao tratamento e com o fato de que algumas regiões apresentam número crescentes de infecção, entre elas a América Latina.
Nesse cenário, as políticas de prevenção ganham destaque. Hoje, no Brasil, por exemplo, os profissionais de saúde trabalham com a prevenção combinada, ou seja, com uma multiplicidade de estratégias que se adaptem às necessidades de cada um, aumentando as chances de evitar novos casos.
“Oferecer a prevenção que se adeque melhor à necessidade da pessoa parece ser a chave para o sucesso”, afirma Monica Gomes, professora e pesquisadora da UFPR (Universidade Federal do Paraná).
O uso da camisinha é uma dessas estratégias, mas não é a única. O painel, por exemplo, reforça a importância da promoção das profilaxias, seja de pós ou pré-exposição.
A profilaxia pré-exposição (PrEP) consiste no uso de medicamentos de forma contínua por pessoas que, por qualquer motivo, possam estar vulneráveis ao HIV. Hoje no Brasil o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS.
Segundo Gomes, porém, um problema desse tratamento é a necessidade de administração diária dos remédios (tenofovir e entricitabina), por via oral, e de uso contínuo. Pensando nisso, pesquisadores desenvolveram o lenacapavir, medicamento profilático cuja aplicação pode ser feita de seis em seis meses.
Inicialmente testado em mulheres cisgênero, novos estudos clínicos (também de fase 3) mostraram que o lenacapavir tem eficácia na prevenção do vírus entre homens cisgênero e pessoas transgêneros. O estudo foi conduzido com mais de 3.000 participantes.
Além disso, nos estudos clínicos o medicamento se mostrou mais eficiente que o tratamento tradicional. Enquanto o grupo de participantes que recebeu o lenacapavir apresentou uma taxa de infecção de 0,10 pessoas a cada 100 por ano, a combinação tenofovir e entricitabina levou a 0,93 infectados.
Monica Gomes acrescenta que o tratamento de pessoas infectadas também é uma forma de prevenção. Por isso, afirma que todos que recebem diagnóstico devem procurar atendimento o mais rapidamente possível e iniciar a terapia na primeira oportunidade, para prevenir tanto que fique doente como que transmita o vírus para outros.

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A Prefeitura de Itabuna, em parceria com o Conselho Municipal do Idoso, promove nesta terça e quarta-feira, dias 17 e 18, a partir das 14 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, a 2ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa, com o objetivo de promover a participação social e discutir ações para garantir um envelhecimento digno e saudável.

“A Conferência, aberta ao público gratuitamente, é espaço de debate e proposição de ações para a superação de barreiras ao direito de envelhecer, envolvendo todos os setores das políticas públicas do município” disse o secretário municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), José Carlos Trindade, que coordena o evento com a presidente do Conselho Municipal do Idoso, dona Kátia Azevedo.

O convite também se estende aos diversos setores da gestão pública para a Conferência que tem como tema: “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”. São cinco eixos temáticos no evento preparatório para as conferências em nível estadual e nacional.

POLÍTICA PARA MULHERES

Na sexta-feira, dia 12, o prefeito Augusto Castro (PSD), assinou o Decreto nº 16.497 publicado na edição eletrônica do Diário Oficial do Município convocando a IV Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres.

O evento acontecerá nos dia 23 e 24 de julho, das 16 às 20 horas e de 8 às 20 horas, respectivamente, no Centro de Cultura Adonias Filho, sob o tema: “Mais Democracia, Mais Igualdade e Mais Conquistas para Todos”, tendo como objetivo integrar propostas para o fortalecimento e a ampliação de políticas públicas para as mulheres, com a perspectiva da interseccionalidade, para promover a democracia e igualdade, com garantia de voz e representatividade.

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Em clima de festa, o prefeito Augusto Castro (PSD) entregou na noite de seta-feira, dia 13, a Arena Beira-Rio. na Praça Pastor Hélio Lourenço da Silva, no Góes Calmon, contando com a presença de João Marques, neto, e de Líélia da Silva, filha do homenageado que representaram a família, e do pastor Geraldo Meirelles, da Igreja Batista Teosópolis, que o sucedeu. Além disso, no final de semana aconteceu a etapa Itabuna, o 5º Circuito Regional Sanport de Futevôlei que se encerra neste domingo, dia 15.

Na solenidade de inauguração, o prefeito destacou que o novo equipamento atende às necessidades dos desportistas e de crianças e adolescentes para a prática de esportes saudáveis, a exemplo de futebol de areia, futevôlei, vôlei de praia e beach-tênis.

“Esta é a 23ª praça pública requalificada pela nossa administração no Projeto Viva a Praça. A questão não é de entregar somente uma praça, mas cuidar de sua manutenção. Por isso, faço um apelo para que todos cuidem dos espaços públicos que são espaços de interação”, afirmou. “Vivemos numa cidade com baixos índices de violência e de um povo participativo. Então, essas praças servem à humanização”, acrescentou.

Augusto também disse que a secretária de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), Sônia Fontes, trabalha para a implantação do Parque da Cidade, juntamente com sua equipe técnica, que será local de inclusão das pessoas, preservação do verde e de lazer junto à natureza. “Então, nos finais de semana as famílias poderão ter um ambiente adequado para o entretenimento e à realização de atividades de lazer, com segurança”, disse.

Também conhecida como Praça do Cacau, no Góes Calmon, o equipamento teve a requalificação com quadras de futevôlei, pistas de corrida, patins e patinete, espaço multiuso, .área de convivência com pergolados, com bancos e mesas em concreto, academia ao ar livre,, mesas para jogos xadrez e dama, praça de alimentação, passeio com piso tátil, rampas de acessibilidade e pista de cooper.

A titular da SIURB, secretária Sônia Fontes, fez homenagens à autora do projeto, arquiteta e urbanista Queila Silva, e aos operários que trabalharam durante sua execução. “Desde o início da gestão estamos fazendo o maior projeto de urbanização e valorização dos espaços públicos da história de Itabuna. Dividido com o secretário de Esportes e Lazer, José Alcântara Pellegrini, que muito tem trabalhado pela valorização do esporte. Também desejo estender ao fiscal engenheiro Tiago Almeida e ao chefe da Limpeza Pública, Lázaro Pellegrini, que foi um baluarte para a entrega dessa obra”, discursou.

“Estamos entregando uma das obras que integram o Projeto Praça Viva do Programa Acelera Itabuna (PAI) – o futuro começa aqui, executado pela Prefeitura, no coração da cidade, e que é um espaço que valoriza a vida. Portanto, além de agradecimentos, tivemos a oportunidade de vivenciar experiências de devolver à cidade praças e espaços públicos transformados. A cidade vivencia uma nova realidade”, disse.

O secretário municipal de Esportes e Lazer, José Alcântara Pellegrini, destacou o apoio que tem recebido da Administração do prefeito Augusto Castro para a execução do projeto que resgata espaços esportivos, tendo lembrado a recuperação da Vila Olímpica e a construção de areninhas em parceria com o Governo do Estado, a moderna pista de skate, na Avenida Fernando Cordier, e as academias na orla da Beira-Rio. “São investimentos importantes que fortalecem várias modalidades esportivas”, lembrou.

Ele também anunciou no final de semana 130 duplas participantes com cerca de 260 atletas e mais de 300 jogos participam na Arena Beira-Rio da etapa Itabuna o 5º Circuito Regional Sanport de Futevôlei, com sete categorias, incluindo kids, feminino e masculino, iniciante, intermediário e avançado. “Queremos agradecer aos parceiros Rodrigo Roberto Santos e Tarcísio Muniz, coordenadores do Circuito”, finalizou.

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As tradicionais festas juninas brasileiras nasceram na Europa católica e foram introduzidas no país pelos portugueses durante o período colonial, celebrando as solenidades católicas de Santo Antônio, São João Batista, São Pedro e São Paulo. Com fogueira, quermesse e quadrilha, as festas trazem afetividade, ensinamentos religiosos e narrativas que atravessam séculos de história popular.

Segundo a doutora em Teologia e professora da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Ana Beatriz Dias Pinto, no Brasil, mais do que datas litúrgicas, são experiências coletivas que misturam devoção, comida, dança e memória afetiva.

“Cada arraial, cada fogueira acesa e cada simpatia feita com fé expressam uma catequese viva, transmitida não por livros, mas por gestos, sabores e ritmos que fazem universo de sentidos para a religiosidade popular e dizem muito sobre nossa cultura”, diz.

TRADIÇÃO DA FOGUEIRA

A professora, explica que a tradição da fogueira vem de um acordo entre Isabel e Maria, primas grávidas. Elas combinaram que, quando João nascesse, Isabel acenderia uma fogueira para avisar Maria. “Assim surgiu o sinal, que se acende até hoje em cada quermesse do Brasil para celebrar o nascimento do único santo festejado no dia em que nasceu, e não no dia da morte”.

A fogueira de São João representa a luz da vida para os momentos de escuridão, a expectativa de exteriorizar e queimar pelo fogo tudo aquilo que tira a alegria da vida, explica professora. Há ainda o ato de pular a fogueira, que representa purificação, renascimento, desejo realizado.

“No Brasil, isso se popularizou ao ponto de virar a cantiga Pula a fogueira, ioiô. Esse gesto é arquétipo de purificação, de queimar energias e experiências negativas, reduzindo a cinzas o que não é bom para a vida”, .

Outro símbolo tradicional das festas juninas, o arraial é a recriação de uma aldeia temporária e sagrada, onde há sempre uma igreja, um padre, um casamento e padrinhos.

“É uma miniatura da própria organização social católica, mas numa versão colorida e brincante, homenageando o povo caipira, o povo que oferece aos centros urbanos o alimento”.

Quadrilha, pau de sebo e quermesse
De acordo com Ana Beatriz, a origem da quadrilha, uma dança de casais que se abrasileirou nos nossos arraiais, tem origem nas danças de salão francesas. Aos poucos se transformou em uma dança coreografada no Brasil.

O pau de sebo também faz parta da folia junina. “Enquanto alguns o veem simbolismo fálico, como pecado, algo do demônio, outros veem só como diversão. O fato é que pela cultura popular, o pau de sebo é tão somente uma brincadeira de festa junina. Em sua ponta, sempre há uma imagem de Santo Antônio ou um prêmio cobiçado. Quem consegue apanhar é o vencedor”.

O termo quermesse para denominar a festa da igreja vem do flamengo kerkmisse, palavra que nasceu da língua falada na região da Flandres (atualmente parte da Bélgica). A festa nasceu como evento beneficente e, com o tempo, incorporou forró, barracas de jogo, bingo e cachorro-quente aqui no Brasil.

“No fundo, continua sendo celebração comunitária, de agradecimento pelas colheitas e para celebrar que o povo quer missa, mas também quer festa, união, convivência e amizade. Valores presentes à formação social brasileira no campo e na cidade”, explica Ana Beatriz.

COMIDAS E BEBIDAS

As festas juninas no Brasil coincidem com a colheita de alguns alimentos, como o milho, amendoim, pinhão, uva. Desses produtos resultam pratos como a canjica, a pamonha, o bolo de milho, o curau, o pé-de-moleque, pinhão cozido ou assado. As bebidas, como o quentão e o vinho quente, que têm origem portuguesa, surgiram como função social de aquecer o corpo e a alma.

“Todos representam uma forma de Ação de Graças a um plantio bem-sucedido, em forma de gratidão disfarçada de quitute”, explica a professora de teologia.

PAPEL DAS FESTAS

Para Ana Beatriz, as festas juninas são ainda mais importantes no período atual, com a existência da comunicação digital e das redes sociais, como ritual coletivo, memória afetiva e expressão de uma espiritualidade popular legítima falando de pertencimento, alegria e esperança por meio das danças, das brincadeiras e da celebração da colheita dos alimentos típicos do inverno.

“As festas juninas são expressão simbólica do imaginário devocional e cultural brasileiro, com direito a muitas orações, simpatias e à consciência simbólica de que o ano chegou à sua metade, convidando cada um de nós a olhar para trás, agradecer, e reacender a fé para o que ainda está por vir”.

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O Mapa da Segurança Pública, estudo divulgado na última semana, mostrou que os homicídios na Bahia apresentaram redução de 20%. A pesquisa comparou os registros de mortes dos anos de 2024 e 2020. A taxa por 100 mil habitantes saiu de 35 para 28.

O estudo do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) analisou índices criminais dos estados brasileiros. Em números absolutos, o estado da Bahia contabilizou 5.248 homicídios em 2020, contra 4.197 casos no ano passado.

“As Forças Policiais da Bahia têm trabalho integradas e norteadas pelas ações de inteligência, com o objetivo principal de preservação da vida. Temos investido na contratação de novos efetivos, tecnologia, capacitação e melhores equipamentos para avançarmos na proteção da população”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.

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Com a promessa de substituir o débito automático e os boletos, o Pix automático entra em vigor nesta segunda-feira (16). Extensão do Pix, a ferramenta permite ao usuário autorizar pagamentos periódicos a empresas e prestadores de serviços, como microempreendedores individuais (MEI). O cliente autoriza uma única vez, com os débitos ocorrendo automaticamente na conta do pagador.

Desde o fim de maio, o Pix automático está disponível para todos os clientes do Banco do Brasil. A maior parte das instituições financeiras, no entanto, só começa a oferecer o serviço nesta segunda.

A ferramenta pretende beneficiar tanto empresas quanto consumidores. De acordo com o Banco Central (BC), o débito automático beneficiará até 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito.

Para as empresas, a nova tecnologia facilitará a cobrança ao simplificar a adesão à cobrança automática. Isso porque, o débito automático exige convênios com cada um dos bancos, o que na prática só era possível a grandes companhias. Com o Pix automático, bastará a empresa ou o MEI pedir a adesão ao banco onde tem conta.

COMO FUNCIONA

•     Empresa envia pedido de autorização de Pix automático a cliente

•     No aplicativo do banco ou instituição financeira, o cliente acessa a opção “Pix automático”

•     Lê e aceita os termos da operação

•     Define a periodicidade da cobrança, o valor (fixo ou variável) e o limite máximo por transação

•     A partir da data acordada, o sistema faz os débitos automaticamente

•     Cobrança pode ser feita 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive em feriados

•     Usuário pode cancelar autorização e ajustar valores e periodicidade a qualquer momento

TIPOS DE CONTAS

O Pix automático só é válido para pessoas físicas como pagadoras e empresas ou prestadores de serviços como cobradores. O pagamento periódico entre pessoas físicas, como mesadas ou salários de trabalhadores domésticos, é feito por outra modalidade, o Pix agendado recorrente, obrigatório desde outubro de 2024.

ALGUMAS CONTAS PAGAS COM PIX AUTOMÁTICO

•     Contas de consumo (luz, água, telefone)

•     Mensalidades escolares e de academias

•     Assinaturas digitais (streaming, música, jornais)

•     Clubes de assinatura e serviços recorrentes

•     Outros serviços com cobrança periódica

Algumas empresas, principalmente micro e pequenas, usavam o Pix agendado recorrente para cobranças periódicas. O Pix automático promete simplificar as operações de cobrança.

No Pix agendado recorrente, o pagador tinha de digitar a chave com a conta da empresa, o valor e a periodicidade da cobrança, o que poderia levar a erros e divergências. No Pix automático, o usuário receberá uma proposta de adesão, bastando confirmar a cobrança, podendo ajustar valores e a frequência dos pagamentos.

SEGURANÇA

O Pix automático traz alguns riscos de segurança. O principal são falsas empresas que enviam propostas de cobrança que irão para contas de terceiros. Para minimizar o risco de golpes, o BC editou uma série de normas para as empresas que aderirem ao Pix automático.

Bancos e instituições de pagamentos deverão checar uma série de informações das empresas, divididas em três eixos: dados cadastrais, compatibilidade entre a atividade econômica e o serviço ofertado no Pix automático e histórico de relacionamento com o participante. Para impedir fraudes por empresas recém-criadas, somente empresas em atividade há mais de seis meses poderão oferecer a nova modalidade do Pix.

As regras de segurança que os bancos deverão checar são as seguintes:

•     Data de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ); situação cadastral dos sócios e administradores no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), e outras informações da empresa;

•     Compatibilidade entre a atividade econômica e o serviço oferecido para o Pix automático;

•     Quantidade de funcionários, valor do capital social e faturamento;

•     Tempo de abertura da conta e uso de outros meios de cobrança;

•     Frequência das transações com o participante.

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Pela primeira vez, o público do ItaPedro contará com uma nova alternativa para curtir os shows com ainda mais comodidade: o Camarote Zero1, fará sua estreia na edição de 2025, entre os dias 26 e 29 de junho, na Arena Zé Cachoeira.

Com produção da Edy Show, o novo camarote promete oferecer uma experiência à altura da festa, com uma vivência premium para o público da região. A grande novidade deste ano é o Front Stage, um espaço reservado em frente ao palco principal, com acesso exclusivo para quem estiver no camarote. A proposta é unir conforto e proximidade, proporcionando ao público uma visão privilegiada de seus ídolos, em um ambiente seguro, sofisticado e sem abrir mão da animação e da vibração da festa.

Com 1500m², o espaço oferece uma capacidade jamais vista no evento e, além disso, conta com:

  • Open bar (cerveja, refrigerante e água);
  • Área coberta;
  • Praça de alimentação variada;
  • Espaço instagramável para fotos;
  • Banheiros exclusivos e acessíveis;
  • Equipe de apoio, segurança e controle de acesso dedicada.

O Camarote Zero1 é voltado para todo o público que busca uma experiência mais confortável e segura, tendo como público-alvo as cidades de Itabuna e região.

Os ingressos à venda pelo site: www.meubilhete.com.br

 Pontos físicos em Itabuna:

  • Stand Shopping Jequitibá
  • Loja Sthihlu`s Fashion da Rua Paulino Vieira
  • Léo Umbigo no São Caetano

Ilhéus:

  • Stand do Karioca
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