A Bahia ocupa o sexto lugar no ranking nacional de concessão de medidas protetivas de urgência em 2025, segundo levantamento da plataforma Data Jud, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre janeiro e abril deste ano, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) concedeu 17.984 medidas, aumento de 34,52% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram registradas 13.369 concessões.

 

O ranking é liderado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), com 60.067 medidas concedidas, seguido pelos tribunais do Paraná (31.211), Rio Grande do Sul (26.034), Minas Gerais (19.999) e Rio de Janeiro (18.424).

Somente em abril de 2025, o TJ-BA concedeu 5.075 medidas protetivas, o maior número mensal registrado desde o início da série histórica em 2020. O número é 98,99% superior ao de abril daquele ano, quando foram registradas 502 medidas. Para efeito de comparação, o total de medidas protetivas concedidas em todo o ano de 2020 foi de 8.700, número que já foi superado em mais de 106% nos primeiros quatro meses de 2025.

Ainda segundo os dados, 600 pedidos foram negados no mesmo período, enquanto 4.320 medidas foram revogadas e outras 2.676 prorrogadas. O tempo médio entre a abertura do processo e a concessão da primeira medida protetiva é de 19 dias.

 

A Bahia também registrou, de janeiro a abril deste ano, o julgamento de 137 casos de feminicídio. Fevereiro foi o mês com maior número de julgamentos, totalizando 50. Em janeiro foram julgados 21 casos; em março, 34; e em abril, 32. 

 

Até o dia 30 de abril, 834 casos de feminicídio permaneciam pendentes de julgamento no estado. O tempo médio para a realização do primeiro julgamento é de 727 dias, segundo a plataforma Data Jud.

 

Ao todo, em 2024, foram registrados 111 feminicídios. Quase metade dos casos de feminicídios foram por arma branca: 45,5%. As armas de fogo (26,3% do total de casos) e os objetos contundentes (8,1%) eram os outros instrumentos em destaque. Outros instrumentos respondiam pela participação restante (20,2%).

 

Quanto ao local de ocorrência, 72,1% dos casos ocorreram dentro do domicílio da vítima. E sobre a autoria, 84,4% eram parceiros íntimos da vítima (companheiros ou ex-companheiros e namorados).

 

O perfil das vítimas mostra que a maioria era composta por mulheres adultas (entre 30 e 49 anos), negras (pretas e pardas) e não solteiras.

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De hoje (18) a 30 de junho, a Operação Festejos Juninos 2025, da Polícia Rodoviária Estadual, intensifica o policiamento ostensivo nas rodovias estaduais em trechos com maior fluxo de veículos devido às festas juninas. De acordo com a Polícia Militar, será reforçado o patrulhamento viário para ampliar a segurança dos usuários das estradas, com o objetivo de reduzir o número de acidentes de trânsito e inibir a prática de crimes.

A expectativa é de um aumento entre 25% e 30% no fluxo de veículos durante as festividades. Os militares irão fiscalizar a documentação para identificar condutores e veículos em condições irregulares. Radares portáteis serão usados para coibir o excesso de velocidade e etilômetros para identificar motoristas sob influência de álcool.

A intensificação do policiamento ocorrerá especialmente nas rodovias que dão acesso aos municípios com grande tradição em festas juninas, que atraem um grande público e potencializam o deslocamento de condutores da capital e entre cidades vizinhas. Rotas com destinos turísticos também receberão atenção especial.

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Não foi desta vez que a Mega-Sena teve um ganhador no prêmio principal. Quatro baianos até passaram muito perto de ter as suas contas “recheadas” com os R$ 110 milhões sorteados na noite desta terça-feira (17), no Espaço de Loterias da Caixa, em São Paulo. Os quase milionários são moradores dos municípios de Lauro de Freitas, Nova Ibiá, Paulo Afonso, Salvador e Teixeira de Freitas. Eles acertaram cinco das seis dezenas.

A aposta feita em Teixeira de Freitas, no extremo sul da Bahia, foi um bolão, com 10 pessoas. Elas participaram de um jogo com sete dezenas e vão dividir o prêmio de R$ 73.962,60. Os apostadores dos outros municípios baianos fizeram jogo simples, com seis dezenas. Cada um receberá o prêmio de R$ 36.981,33 pelo acerto das cinco dezenas.

Em todo o país houve 164 ganhadores na quina. A quadra registrou 9.724 apostas acertadoras. Dentre os acertadores dos quatro números estão moradores de Coaraci, Firmino Alves, Ibirataia, Ilhéus, Itabuna, Itajuípe, Santa Luzia e Ubaitaba. Cada um receberá R$ 891,01.

Como não houve acerto das seis dezenas, o prêmio principal passou de R$ 110 milhões para R$ 130 milhões no próximo sábado (21). Não haverá sorteio na quinta-feira (19) por causa do feriado de Corpus Christi.  A aposta na Mega-Sena pode ser feita em qualquer casa lotérica. O jogo simples custa R$ 5,00.

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Mais brasileiros se mostraram contrários à regulação das redes sociais pelo governo federal do que pessoas que disseram ser favoráveis, mas com a imposição de limites. A diferença entre esses dois grupos, entretanto, se mostrou pequena, praticamente dentro da margem de erro.

 

Esse foi um dos resultados apresentados pela 164ª Pesquisa CNT/MDA de Opinião, divulgada nesta terça-feira (17) pela Confederação Nacional do Transporte. A CNT/MDA perguntou aos seus entrevistados se achavam que o governo deveria ter algum tipo de controle ou se atuaria para regular as redes
sociais. 

 

Para 40,4% dos entrevistados, o governo não deveria regular as redes, porque isso seria censura. Outros 38,6% afirmaram que deve haver algum tipo de regulação, com limites. Somente 13,8% disseram ser a favor de uma regulação completa das redes sociais. 

 

Em relação ao questionamento sobre quem deveria ser o responsável por definir o que pode ou não ser publicado, 36,6% dos entrevistados defendem que as próprias plataformas, como Meta, Google, X, devem regular o conteúdo. Outros 31,2% dizem que são os usuários que deveriam regular as postagens, 29,9% defendem que a Justiça faça a regulação, e 10,8% afirmam que um órgão independente precisaria ser criado para fazer essa função. 

 

A CNT/MDA também perguntou aos entrevistados quem deveria ser punido no caso de uma postagem considerada criminosa. Para 44,9%, o autor da postagem e a plataforma que a exibiu seriam os punidos. 

 

Outros 37,4% acham que apenas quem postou deveria ser punido, enquanto 5,7% defendem que apenas a plataforma receba punição. E ainda existem 5,4% que dizem que nem o usuário, nem a plataforma deveriam ser punidas por postagens criminosas. 

 

Uma outra questão levantada pela CNT/MDA junto aos entrevistados diz respeito aos problemas que levariam à necessidade da regulação das redes sociais. Nesse recorte da pesquisa, os entrevistados podiam escolher duas opções entre as que foram apresentadas. 

 

Entre os entrevistados, 49,5% afirmaram que as fake news e a desinformação seriam os principais motivos para uma eventual regulação das redes. Outros 45,4% também citaram os crimes virtuais (como ameaças, assédio etc), e 21,7% mencionaram os discursos de ódio. 

 

Ainda foi citado pelos entrevistados como problema que justifica a regulação a influência indevida nas eleições (11%). Para 16%, entretanto, nenhum problema justifica a regulação. Esse grupo de entrevistados afirma que a liberdade nas redes sociais deve ser total.

 

A pesquisa CNT/MDA buscou também saber quais redes seriam as mais usadas pelos brasileiros (os entrevistados podiam citar até cinco delas). Veja abaixo os resultados:

 

WhatsApp – 60,7%
Instagram – 56,9%
Facebook – 33,6%
TikTok – 12,9%
Youtube – 11,3%
X (antigo Twitter) – 2,9%
Não utilizo redes sociais – 12,2%
Outros – 1,3%

 

A pesquisa CNT/MDA foi realizada de 7 a 11.jun.2025, com 2.002 entrevistas em 475 municípios de todas as regiões do país. O nível de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2,2%.

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Pesquisa Datafolha mostra que 76% dos brasileiros são contra o aumento do número de deputados federais de 513 para 531. A mudança foi aprovada pela Câmara no início de maio e entrou na pauta para votação no Senado nesta terça-feira (17).
O levantamento do Datafolha indica que apenas 20% da população é a favor da ampliação, enquanto 2% não sabem e 1% se diz indiferente. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais nos dias 10 e 11 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais.
A alteração, prevista em um projeto de lei complementar, tem como objetivo redistribuir as cadeiras entre os estados de acordo com os dados populacionais do Censo de 2022 do IBGE. A última atualização foi feita em 1994, com base no Censo de 1985.
A mudança segue uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de 2023. A pedido do Pará, a corte determinou que o Congresso ajuste a distribuição até o próximo dia 30 de junho, caso contrário caberá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) definir a divisão até outubro, já para as próximas eleições.
O projeto está entre os quatro itens pautados para a sessão do Senado desta terça (17), mas depende de uma aprovação de urgência pelos senadores. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse que atendeu a um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Para passar, o texto precisa dos votos da maioria absoluta, ou seja, 41 dos 81 senadores, independentemente de quantos estiverem na sessão. Depois, segue para sanção do presidente Lula (PT).
Quando Motta assumiu a presidência da Câmara em janeiro, ele indicou que, em vez de simplesmente redistribuir o número de deputados federais, gostaria de aumentar o número total de cadeiras, de forma que nenhum estado perdesse representantes, inclusive o seu, a Paraíba.
Na solução adotada pelo seu conterrâneo, o relator Damião Feliciano (União Paulo), nenhum estado perderá lugares, e nove ganharão: Pará e Santa Catarina (4 cada um), Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Norte (2), Goiás, Ceará, Paraná e Minas Gerais (1).
O projeto não corrige as disparidades de representatividade entre as unidades federativas.
A votação na Casa ocorreu de maneira apressada e terminou com um placar de 270 votos a favor e 207 contrários. Os deputados aprovaram a urgência do projeto horas antes, evitando que o tema fosse levado para discussão nas comissões.
A Câmara calcula em R$ 64,6 milhões por ano o aumento de custos com a criação das vagas, incluindo salários, benefícios e estrutura para os 18 novos parlamentares. O relator Feliciano afirma que esse valor seria absorvido pelo orçamento atual, sem custo adicional.
O impacto total, porém, deve ser maior, uma vez que esses deputados poderão indicar emendas ao orçamento. Além disso, aumentarão as despesas das Assembleias Legislativas dos estados, já que a Constituição vincula o número de deputados estaduais ao de federais.

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O premiê Luís Montenegro, reconduzido ao cargo no último dia 5, usou uma metáfora futebolística em sua fala na Assembleia da República, o Parlamento de Portugal, nesta terça-feira (17): “Vamos jogar de cabeça, com os dois pés, e até parar a bola no peito quando necessário”.
A sessão parlamentar deu início à discussão do programa de governo de Montenegro, em especial à parte denominada “Agenda Transformadora”. Se o premiê jogar no ataque como promete, o resultado da partida pode afetar fortemente a vida dos brasileiros e demais imigrantes que vivem no país.
Um dos dez itens da Agenda Transformadora é implantar, na teoria, “uma política de imigração regulada e humanista”. O programa detalha o que o governo pretende fazer na prática. Os imigrantes enfrentarão mais dificuldades para conseguir documentos para seus filhos e cônjuges por meio do recurso do Reagrupamento Familiar.
O tempo mínimo para pedir um passaporte português vai aumentar, indo além dos cinco anos da lei atual. Os vistos de trabalho serão restritos aos que possuem “elevada qualificação”. O governo quer ainda construir centros de detenção para imigrantes sem documentos e criar meios para que sejam deportados mais facilmente, entre outras medidas.
Esses tópicos constituem, num primeiro momento, apenas uma carta de intenções. Como Portugal é um país semiparlamentarista, todas as medidas ainda serão discutidas, eventualmente modificadas e submetidas à votação numa Assembleia da República em que o governo não tem maioria. A discussão que se seguirá -e que poderá durar semanas ou meses- reflete uma mudança recente na sociedade portuguesa. Até o ano passado imigração não era um assunto importante no debate público. Agora é um dos tópicos centrais.
Em março de 2024, a imigração era apenas a 11a preocupação dos eleitores, num levantamento feito pelo instituto brasileiro Ipespe para a CNN de Portugal. Em outubro, 10% dos portugueses consideravam que se tratava de um debate prioritário no país, de acordo com o centro de pesquisas Aximage. Este número subiu para 41% no último mês de abril em levantamento do mesmo centro.
Parte desse crescimento pode ser atribuído ao discurso violento contra os imigrantes nas redes sociais do Chega, sigla de ultradireita em Portugal. Outra parte se deve a fatos concretos. Os portugueses se acostumaram a ver nos telejornais filas imensas em frente à sede da Agência para Integração, Migrações e Asilo (Aima), o órgão responsável por lidar com os estrangeiros que vivem em Portugal.
Discurso e imagens criaram a percepção de uma “imigração descontrolada”, para usar o mantra criado pelo Chega -e, durante a campanha eleitoral deste ano, repetido por vários integrantes da Aliança Democrática, a coligação de centro-direita que ganhou o pleito e governa o país.
O que vem ocorrendo com os imigrantes em Portugal é fruto de escolhas políticas recentes. Há pelo menos duas décadas a União Europeia recomenda admitir estrangeiros apenas pela via do visto obtido no país de origem. Em vez de investir no aumento de sua estrutura de consulados espalhados pelo mundo, Portugal decidiu criar um meio alternativo: permitir que os imigrantes entrassem no país com visto de turista e deixar que pedissem autorização de residência a posteriori, por meio de uma figura jurídica denominada Manifestação de Interesse –seria uma jabuticaba portuguesa se em Portugal houvesse jabuticabas.
O governo português, no entanto, não investiu o suficiente para atender os imigrantes que entraram em Portugal com visto de turista e se acumulam nas filas da Aima para conseguir documentos definitivos.
“Na prática, as pessoas já não conseguem agendamentos para Reagrupamento Famliar, a não ser invocando a tutela jurisdicional”, diz a advogada brasileira Érica Acosta, especialista em imigração. “Desde outubro de 2024 não há vagas para pedidos de concessão de autorização de residência.” Para advogada, as medidas propostas pelo governo podem ter o efeito de “institucionalizar a negligência”.
Alguns fatos podem servir para embasar o debate. É graças aos cerca de 1,3 milhão de imigrantes que vivem oficialmente no país que a seguridade social fecha a conta -os estrangeiros pagam impostos e, mais jovens que a média da população, usam pouco os hospitais públicos e o sistema previdenciário.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), reforça seu compromisso com a inclusão ao garantir um espaço exclusivo e acessível para pessoas com deficiência (PCDs) durante o Ita Pedro 2025 – O Maior São Pedro do Brasil, que acontecerá de 26 a 29, com mais de 35 atrações confirmadas.

O espaço reservado contará com visibilidade privilegiada do palco, acesso exclusivo, estrutura sinalizada, banheiro adaptado e segurança reforçada, oferecendo conforto, dignidade e autonomia para PCD e seus acompanhantes.

As inscrições para o credenciamento serão realizadas presencialmente nos dias 17 e 18 de junho, das 9 às 16 horas, enquanto no dia 20, das 8 às 12h na Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), na Avenida Félix Mendonça, nº 569, térreo, Góes Calmon.

A medida visa organizar o acesso ao espaço e ampliar o alcance das políticas públicas de inclusão durante os festejos juninos.

Segundo Natiele Santos Silva, presidente da Associação Grupo de Pessoas com Deficiência (AGP), o espaço representa muito mais do que acessibilidade.

“É emocionante ver meu grupo se divertindo em um ambiente seguro e acolhedor. Sinto-me respeitada e incluída nesta celebração tão importante para a nossa cultura,” declarou.

Com essa iniciativa, Itabuna segue promovendo uma festa para todos — onde a diversidade é celebrada com respeito, empatia e estrutura adequada.

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O Ministério dos Transportes anunciou a antecipação da liberação parcial da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, no km 661 da BR-101, em Itapebi, no sul da Bahia. A medida, prevista para entrar em vigor nesta quarta-feira (18), permitirá a passagem de veículos leves e de serviços essenciais. De acordo com a pasta, a decisão tem como objetivo minimizar os impactos na mobilidade durante os festejos juninos.

 

Segundo o ministro Renan Filho, a reabertura parcial foi planejada de forma segura e busca beneficiar a população que depende da estrutura para atividades diárias, como trabalho, estudo, acesso a serviços de saúde e limpeza urbana.

 

Estarão autorizados a trafegar no trecho carros de passeio, vans, ambulâncias e viaturas policiais. Caminhões e ônibus seguem com o tráfego proibido.

 

A travessia será controlada por meio do sistema “Pare e Siga”, com fiscalização das forças de segurança. O descumprimento das regras poderá acarretar multa e retenção do veículo.

 

O Ministério da Justiça informou que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuará com reforço no efetivo, inclusive com equipes de outros estados em regime de plantão 24 horas. A operação terá duração inicial de 30 dias, podendo ser prorrogada conforme a necessidade.

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Apesar de figurar entre os estados com maior número de varas e juizados exclusivos para casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, a Bahia enfrenta um grave déficit estrutural no enfrentamento dessa violação de direitos. Com apenas 11 varas especializadas em todo o estado, distribuídas em Salvador (5), Barreiras, Feira de Santana, Juazeiro, Camaçari e Vitória da Conquista (2), a rede de proteção judicial ainda é insuficiente diante da crescente demanda.

 

Os dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), reunidos pela plataforma Data Jud, mostram que, embora a Bahia ocupe o quinto lugar no ranking nacional de estados com mais varas especializadas, ao lado de Pernambuco e Rio de Janeiro, o número é proporcionalmente pequeno frente à extensão territorial e à incidência de casos. São Paulo lidera com 18 varas, seguido do Distrito Federal (17), e Goiás e Rio Grande do Sul (14 cada). No total, o Brasil possui 153 varas e juizados especializados.

 

Mais preocupante ainda é o fato de que apenas quatro dessas 11 varas baianas contam com setor de atendimento psicossocial exclusivo, com uma estrutura mínima: três psicólogos e dois assistentes sociais. A precariedade da rede de apoio se revela especialmente crítica diante dos números alarmantes de feminicídio no estado.

 

A contradição entre o avanço da judicialização e a fragilidade da estrutura é ainda mais visível no interior. Porto Seguro, por exemplo, registrou 20 casos de feminicídio apenas nos três primeiros meses de 2025, ocupando o quarto lugar no estado, mas não possui nem vara, nem juizado especializado. A ausência de uma instância dedicada é vista por especialistas como um entrave ao acolhimento e à proteção eficaz das vítimas.

 

Salvador, Feira de Santana e Juazeiro lideram as estatísticas. A capital baiana, embora apresente uma ligeira queda nos casos, continua com os maiores índices, impulsionados pela alta densidade populacional e pelas dinâmicas sociais e urbanas que aumentam a exposição à violência. Feira de Santana já acumula 28 casos de feminicídio em 2025, seguido por Juazeiro, com 21. Ambas contam com varas exclusivas.

 

No ranking nacional de novos casos de violência contra a mulher por tribunal, a Bahia aparece em oitavo lugar, com 14.931 casos registrados apenas em 2025. Desse total, 6.282 são de violência doméstica, 5.764 se enquadram como crimes diversos contra a mulher, 991 referem-se ao descumprimento de medidas protetivas e 568 à violência psicológica.

 

Esses números evidenciam a sobrecarga do sistema judiciário baiano. A estrutura limitada de varas e profissionais especializados, somada ao alto volume de processos e à morosidade no julgamento, cuja média de tempo para o primeiro julgamento de feminicídio chega a 873 dias.

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Na noite desta terça-feira (17), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) teve a confirmação do apoio de 28 clubes e oito federações para iniciar o processo de criação do primeiro modelo nacional de Fair Play Financeiro no futebol brasileiro. O projeto, que será conduzido por um Grupo de Trabalho (GT), terá como objetivo a elaboração do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF). A proposta final será entregue em até 90 dias após a primeira reunião oficial do GT, marcada para ocorrer logo após o término do Mundial de Clubes da FIFA.

A iniciativa será coordenada pelo vice-presidente da CBF, Ricardo Gluck Paul, e visa estabelecer diretrizes para um ambiente financeiro mais responsável e equilibrado no futebol brasileiro. Segundo a entidade, a construção do regulamento seguirá os princípios da transparência e do diálogo, com a participação ativa de representantes de diversos segmentos do futebol nacional.

“Nossa gestão será marcada por enfrentar com seriedade os problemas estruturais do nosso futebol. E, para isso, é fundamental criar um ambiente mais equilibrado e responsável financeiramente. Esse engajamento mostra que estamos no caminho certo: construindo juntos um futebol mais sólido e sustentável”, afirmou o presidente da CBF, Samir Xaud.

Entre os clubes da Série A que integram o GT estão: Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Bragantino, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Grêmio, Internacional, Juventude, Palmeiras, Santos, São Paulo, Sport e Vasco da Gama. Pela Série B, participam América-MG, Athletico, Avaí, Botafogo-SP, Chapecoense, CRB, Ferroviária, Goiás, Grêmio Novorizontino, Paysandu, Remo e Volta Redonda. Já as federações estaduais envolvidas são as de Alagoas, Amapá, Goiás, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Santa Catarina e Sergipe.

A composição final do grupo será definida nos próximos dias, após reuniões com consultores técnicos independentes que atuarão de forma voluntária. De acordo com a Portaria que instituiu o GT, esses profissionais terão “notório saber nas áreas de finanças, contabilidade, governança, direito desportivo ou administração esportiva”.

O critério para formação do grupo inclui diversidade regional, representação de distintos modelos de gestão e equilíbrio entre os setores do futebol brasileiro. 

“Nos próximos dias, vamos concluir a composição do grupo com base nas manifestações recebidas, sempre buscando pluralidade e equilíbrio regional. A participação de todos será essencial para que possamos construir, com legitimidade e excelência técnica, um regulamento que fortaleça o nosso esporte. O futebol brasileiro precisa urgentemente de responsabilidade financeira. Não temos mais tempo a perder”, destacou Ricardo Gluck Paul.

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Um sargento da reserva da Polícia Militar foi preso na manhã desta quarta-feira (19) em Teodoro Sampaio, durante a ‘Operação Alera Laranja’, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Ele é investigado por crimes sexuais contra crianças e adolescentes cometidos no município.

 

A ação foi realizada de forma integrada pelos Grupos de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MPBA, e pela Corregedoria Geral da PM.

 

Além da prisão, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra o sargento e outro investigado, todos expedidos pela Vara Crime da Comarca de Terra Nova. Foram apreendidos aparelhos celulares e outros eletrônicos,  cujas análises contribuirão para completa apuração das responsabilidades.

 

Segundo as investigações conduzidas pelo Geosp, o sargento, já na reserva, vinha atuando nos últimos anos no serviço público municipal de Teodoro Sampaio como tutor e professor em escolas locais. Valendo-se da dupla condição (policial e professor), ele passou a aliciar crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade social, de 10 a 14 anos de idade, com intenções sexuais e mediante a oferta de auxílios assistenciais.

 

O outro alvo da operação é suspeito de auxiliar o PM na ocultação de provas dos fatos. Os elementos colhidos até o momento na investigação apontam para possível prática de crimes de estupro, estupro de vulnerável e assédio sexual.

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Durante uma partida comemorativa realizada na noite da última terça-feira (17) na Vila Belmiro, Neymar causou enorme repercussão nas redes sociais ao revelar que esteve muito próximo de vestir a camisa do Fluminense para disputar a Copa do Mundo de Clubes da Fifa. A decisão, no entanto, foi abortada pelo próprio jogador, que optou por permanecer no Santos para dar continuidade ao processo de recuperação física.

 

“Estou bem fisicamente. Tivemos essas conversas com alguns times para jogar o Mundial, o Fluminense foi uma coisa que ficou bem perto de acontecer, mas preferi ficar para treinar um pouco mais”, afirmou Neymar, em declaração durante a transmissão do evento no Flow Podcast. “Fisicamente estou 100%, mas quero estar ainda melhor para voltar muito bem”, completou. 

A tentativa tricolor foi confirmada por Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, em entrevista à ESPN. Segundo o dirigente, Neymar demonstrou entusiasmo com a possibilidade de reforçar o clube carioca na competição, mas mostrou-se comprometido com o Santos e com sua recuperação.

 

“O Neymar especificamente disse que tinha muita vontade, mas que nesse momento estava muito focado na recuperação dele, em ajudar o Santos a sair da situação que está. Ele foi muito digno conosco também, fez questão de falar pessoalmente, de explicar os motivos pelos quais não estaria aceitando neste momento”, contou Bittencourt.

 

O presidente ainda destacou que o Tricolor seguirá pensando alto. “O Fluminense é gigante e tem que pensar gigante. A gente tentou trazer atletas que possam vincular sua marca pessoal com a do Fluminense. Não deu para o Mundial, pode ser que dê mais para frente.”

 

Atualmente, Neymar tem vínculo com o Santos até o dia 30 de junho e negocia uma possível renovação contratual com o clube que o revelou para o futebol.

 

Desde o seu retorno ao Peixe, Neymar atuou em doze partidas, marcando três gols e concedendo três assistências. Após o bom início no Paulistão, camisa 10 alvinegro, no entanto, voltou a sofrer com lesões, tendo ficado afastado por pouco mais de dois meses. 

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