A capital baiana e outras 17 cidades do estado devem registrar índices de radiação ultravioleta (IUV) muito altos ou extremos até o domingo (6). A previsão foi divulgada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) na última segunda-feira (30).

O Índice Ultravioleta indica a intensidade da radiação UV que chega à superfície e ajuda a estimar os possíveis efeitos da exposição sobre a saúde. De acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), índices entre 8 e 10 são considerados muito altos.

A partir de 11, a classificação passa a ser extrema. Os índices devem variar entre 9 e 12 durante a semana, conforme dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Apesar dos níveis elevados, o Inema afirmou que os valores estão dentro do padrão climatológico esperado para o período no estado, informou o g1.

Em Salvador, o IUV deve ficar em 10 até esta quinta-feira (3) e subir para 11, considerado extremo, entre a sexta-feira (4) e o domingo. Feira de Santana terá previsão semelhante. Já Paulo Afonso, Juazeiro e Remanso podem atingir índice 12, o nível máximo previsto, no sábado (5) e no domingo. Senhor do Bonfim e Morro do Chapéu também devem chegar a esse patamar no domingo.

 

Diante da previsão, o Inema recomenda atenção redobrada durante a exposição ao sol, principalmente entre 10h e 16h. O órgão orienta o uso de protetor solar, chapéu e óculos com proteção contra raios UV, além da ingestão de água para manter a hidratação.

 

A partir desta quarta, a aproximação de um sistema frontal deve provocar chuva de moderada a forte intensidade no Extremo Sul baiano. Na capital e no Recôncavo, são esperadas chuvas passageiras pela manhã.

 

As temperaturas seguem elevadas em diversas regiões. As máximas podem chegar a 40°C em cidades como Ibotirama e Bom Jesus da Lapa. Paulo Afonso pode registrar até 39°C, enquanto Juazeiro deve ter máxima de 37°C.

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A candidata a deputada estadual Andréa Castro (PSD) 55.670 participa nesta sexta-feira (4), em Itabuna, da Caminhada do Time de Lula, mobilização que reúne lideranças políticas e apoiadores do grupo que integra o projeto político liderado pelo presidente Lula na Bahia.

Com concentração marcada para as 14h30, no Jardim do Ó, a caminhada contará com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, dos candidatos a senadores Rui Costa e Jacques Wagner, do prefeito de Itabuna, Augusto Castro, da candidata a deputada estadual Andréa Castro, do deputado federal, Paulo Magalhães, prefeitos, vereadores e secretários municipais da região e de lideranças do grupo político, em um momento de mobilização e diálogo com a população.

Para Andréa Castro, é importante a união entre lideranças municipais, estaduais e nacionais para a construção de políticas públicas que alcancem diferentes regiões da Bahia. “Eu acredito na força da parceria. Quando unimos quem está nos municípios com quem governa o Estado e o país, podemos abrir caminhos e buscar mais oportunidades para a nossa gente”, destacou.

A Caminhada do Time de Lula integra a agenda de mobilização política em Itabuna e reforça a presença de Andréa Castro no grupo que defende a continuidade do projeto político liderado por Lula e Jerônimo Rodrigues na Bahia.

Serviço
Caminhada do Time de Lula
Quando: Sexta-feira, 4 de setembro
Hora: Concentração às 14h30
Local: Jardim do Ó – Itabuna

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Em relatório publicado nesta quarta-feira (2), o Pnuma, o programa das Nações Unidas para o meio ambiente, faz um amplo relato sobre as implicações de um planeta acima do 1,5°C de aquecimento e as escolhas que restam para trazer a temperatura global de volta a níveis suportáveis. Lista também o estrago que o processo deixará pelo caminho.

 

Há opções, não muitas, e elas são urgentes, segundo a publicação “Limiting overshoot”, que traz no título o termo científico usado para descrever uma trajetória de aquecimento acima do preconizado pelo Acordo de Paris. “Precisamos nos empenhar para manter o pico do aquecimento o mais baixo possível e esse próprio pico o mais curto possível para derrubar as temperaturas”, afirma Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma.

 

Assinado em 2015, o acordo definiu que as nações signatárias têm o compromisso de conter o aumento da temperatura do planeta bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, com o esforço de não superar 1,5°C. Pelo cenário atual de emissões, provocado sobretudo pela queima de petróleo, carvão e gás natural, esse limite será superado antes do fim da década; 2,8°C são projetados para o fim do século.

 

A estratégia descrita por Andersen se chama “trajetória de pico e declínio do ‘overshoot'”. Pelo plano, o planeta realizaria reduções rápidas e profundas nas emissões de CO?, metano e outros gases de efeito estufa em busca de emissões líquidas zeradas. Na sequência, buscaria ir além desse marco, trabalhando com emissões líquidas negativas.

 

Tudo isso significa retirar dióxido de carbono do ar, com os métodos naturais conhecidos, como reflorestamento, e também por meio de tecnologias ainda em desenvolvimento. “Como complemento da redução das emissões, não como seu substituto”, alerta a diretora.

 

Para cada 0,1°C de aumento nos termômetros, o IPCC, painel intergovernamental sobre mudanças climáticas, calcula que seriam necessárias emissões negativas de 220 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, algo como quatro vezes o que é lançado anualmente na atmosfera.

 

“Para ter sucesso, portanto, precisamos de uma vontade política mais firme e de multilateralismo, além de uma governança mais ágil e inclusiva”, diz Andersen, lembrando que preceitos como igualdade e Justiça precisam balizar as ações. “Países com maior responsabilidade histórica pela mudança climática têm que fazer a maior parte do trabalho”.

 

Em termos gerais, o estudo do Pnuma lista três fases ou desafios para enfrentar o “overshoot”:

 

Respostas já. É preciso políticas imediatas para cortar as emissões de carbono e também de gases de vida mais curta, como o metano; medidas urgentes de adaptação devem ser tomadas para proteger populações e ecossistemas, já submetidos a inúmeros efeitos deletérios da mudança climática.

 

Limitar o aquecimento e gerenciar riscos. Investir em uma descarbonização profunda rumo às emissões líquidas zero; ao mesmo tempo, aprimorar estratégias de adaptação, prevendo uma gama mais ampla de riscos e impactos, pois, ainda que os termômetros sejam contidos, os estragos de um planeta aquecido estarão em curso.

 

Sustentar a redução das emissões e ampliar a adaptação. Depois de zerar as emissões líquidas, será preciso torná-las negativas para retirar CO? da atmosfera e baixar os termômetros; buscar sustentabilidade para gerenciar riscos climáticos persistentes.

 

“Já estamos vendo esses riscos crescendo em frequência, intensidade e duração, com implicações para os sistemas naturais que nos sustentam”, diz Debra Roberts, uma das autoras do relatório, em referência à ocorrência cada vez maior de eventos extremos no planeta, como ondas de calor, secas, enchentes e elevação do nível do mar.

 

Boa parte desses fenômenos, mostram estudos de atribuição, vem sendo intensificada ou mesmo provocada pela mudança climática. Um exemplo eloquente, ainda em análise, é o recente deslizamento de terra entre o Nepal e a China, com milhares de vítimas. Um novo normal para o planeta e sem volta, na maioria dos casos.

 

O estudo reconhece que fazer o mundo retornar a uma determinada temperatura não vai reverter as perdas acumuladas durante o período de “overshoot”. “É o caso dos ecossistemas em risco: corais, zonas úmidas costeiras, florestas tropicais, montanhas polares e outros sistemas naturais vulneráveis que vão ultrapassar limites críticos durante essa trajetória. Todos seremos impactados.”

 

Questionada qual era a diferença de mudar de verbo em relação ao limite de 1,5°C, de evitar ultrapassá-lo para agora, admitido o fracasso coletivo, trabalhar para voltar a ele, Andersen declarou que era uma forma de reconhecer o momento em que o planeta se encontra.

 

“Mas é também afirmar que 1,5°C é o que aceitamos globalmente nos âmbitos científico e político, que é nesse limite que precisamos estar”, afirma a diretora do Pnuma.

 

“Qualquer coisa acima disso, no longo prazo, projeta um futuro insustentável para muitos, muitos mesmo, especialmente os mais pobres e vulneráveis.”

 

“Embora o Pnuma tenha feito um bom trabalho ao descrever o buraco em que nos colocamos, ele falha em nos mostrar que há uma saída”, critica Bill Hare, diretor da Climate Analytics e ex-integrante do IPCC.

 

“A omissão de algumas análises de mitigação de importância fundamental pode transformá-lo em um apelo à apatia, em vez de um chamado à ação.”

 

Segundo a ONG, o relatório dedica pouco espaço à necessidade de eliminar os combustíveis fósseis e não faz nenhuma menção ao processo iniciado por mais de 50 países na COP30, em Belém, no ano passado, em busca de uma transição energética programada.

 

Aponta também que vários setores da economia já têm como zerar suas emissões líquidas até 2050 e que, se os governos forem suficientemente ambiciosos, seria possível derrubar o aquecimento para menos do que 1,5°C até o fim do século.

 

Nota, por último, que o documento do Pnuma se absteve de lembrar os governos dos compromissos assumidos em diversos fóruns internacionais, inclusive no Acordo de Paris.

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O preço do petróleo teve uma forte subida  após os relatos de novos ataques a embarcações que tentavam passar pelo estreito de Hormuz.
O barril Brent, referência mundial, chegou a subir 5,03% por volta das 10h15 (horário de Brasília), a US$ 92,82 (R$ 481,39). Uma hora depois, a cotação estava a US$ 92,67 (R$ 480,61), valorização de 4,87%. O petróleo WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, subia 2,23%, cotado a US$ 87,67 (R$ 454,68).
A negociação da commodity teve uma forte alta já na abertura da sessão às 21h de segunda-feira (31), retornando ao patamar de US$ 91, quando foram anunciados detalhes do acordo entre EUA e Venezuela para exploração do petróleo no país sul-americano pelos próximos 25 anos.
O preço permaneceu na casa dos US$ 91 durante toda a manhã até o anúncio de que dois superpetroleiros com bandeira da Arábia Saudita foram atingidos ao tentar atravessar Hormuz, por onde passavam 20% da produção mundial de petróleo e gás antes da guerra.
“Os incidentes quase simultâneos representam uma nova escalada no ambiente de ameaças no corredor de Omã”, informou a empresa de dados da navegação marítima Marisks. De acordo com a Kpler, outra empresa de dados de navegação, cada uma das embarcações carregava 2 milhões de barris de petróleo bruto saudita.
Os ataques vieram em um dia em que não houve registros de ataques entre EUA e Irã, que haviam sido retomados entre domingo e segunda-feira.
Além da situação no Oriente Médio, os negociadores aguardam a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e grupos petrolíferos marcada para esta terça-feira na Casa Branca.
Marathon Petroleum, Phillips 66, Chevron, Delek US Holdings, PBF Energy e Valero Energy estão entre as empresas chamadas para discutir capacidade de refino e preços, segundo pessoas a par do evento.
“O presidente se reunirá com líderes do setor para colaborar na busca das melhores formas de ampliar a capacidade de refino, liberar ainda mais o domínio energético americano em toda a cadeia de suprimentos e reduzir os preços para o povo americano”, disse Taylor Rogers, porta-voz da Casa Branca.
A menos de três meses das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro, o presidente dos EUA enfrenta uma pressão política cada vez maior devido à crise do custo de vida.
A interrupção no fornecimento de petróleo causada pela guerra no Irã e a redução da capacidade global de refino após ataques de drones ucranianos contra instalações russas contribuíram para manter o preço médio da gasolina nos Estados Unidos acima de US$ 4 por galão em agosto, uma alta de quase 30% no último ano.
O preço do diesel, essencial para a indústria e a agricultura dos Estados Unidos, aproxima-se do recorde histórico de US$ 5,80 por galão.
A convocação das refinarias ocorre no momento em que elas registram lucros recordes, com a diferença entre o custo do diesel e o do petróleo bruto, conhecida como “margem de refino”, disparando para US$ 100 por barril.
Em junho, Trump acusou as grandes petrolíferas de praticar preços abusivos e pediu que o Departamento de Justiça investigasse os elevados preços da gasolina.
Apesar da reunião na Casa Branca, analistas disseram que o governo tem pouca margem para influenciar os preços dos combustíveis no mercado interno, uma vez que os grupos petrolíferos já operam suas instalações em capacidade máxima e adiam a manutenção para continuar produzindo combustível sem parar.
Na semana encerrada em 21 de agosto, a utilização das refinarias dos Estados Unidos havia permanecido em 95% ou mais por 12 semanas consecutivas, a maior sequência desde 2000, segundo dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos.
Alguns analistas alertaram que o sistema operando no limite deixava o mercado vulnerável a novas interrupções e a aumentos adicionais de preços, a menos que Trump encerrasse o confronto com o Irã. Refinarias próximas ao Golfo do México, por exemplo, poderiam sofrer paralisações devido a um furacão, elevando ainda mais os preços, disseram os analistas.
“Ele precisa fazer alguma coisa para reduzir os preços da gasolina, mas também não vai simplesmente abandonar a guerra. É a única carta que pode jogar”, comentou Joe DeLaura, estrategista global de energia do Rabobank
Um levantamento da Brown University mostra que, desde o início do conflito, no fim de fevereiro, os americanos pagaram US$ 51,9 bilhões a mais por gasolina do que teriam desembolsado se os preços tivessem permanecido no nível anterior à guerra. Também pagaram US$ 43,1 bilhões adicionais por diesel.

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Em documento publicado nesta quarta-feira (2º), o Ministério dos Povos Indígenas, por meio do Conselho Nacional de Política Indigenista, enviou um ofício que recomenda uma série de medidas para garantir a segurança do povo indígena Pataxó no Extremo Sul da Bahia. Entre as sugestões feitas ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao Governo da Bahia e ao STF, está a instalação permanente de forças da Força Nacional para conter as investidas de grupos milicianos aos povos originários.

 

Em documento assinado em 27 de fevereiro deste ano, o conselho levou em consideração a escalada de violência armada, ameaças sistemáticas, assassinatos e criminalização de lideranças do povo Pataxó, além da morosidade do Estado na demarcação de terras para a elaboração do ofício. A decisão do presidente do conselho, Dinaman Tuxá, ainda referenciou o ataque à aldeia indígena Kai e ao assassinato da liderança indígena Pataxó, ambos no ano passado, para reforçar a urgência na aplicação das medidas.

 

As equipes da Força Nacional foram acionadas para intervir no território baiano em abril de 2025 e permaneceram na região até julho deste ano. O grupo buscava impedir conflitos entre indígenas e grileiros que marcam o Extremo Sul da Bahia desde os anos 1970 e que ganharam força com a PEC do Marco Temporal em 2022.

 

MEDIDAS SUGERIDAS
Em pedido direcionado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI), o CNPI recomenda a conclusão célere da revisão dos limites da Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal. Além disso, o ofício também indica a criação e execução de um plano para retirar todos os ocupantes não indígenas que invadiram os territórios de povos originários e a criação de bases de proteção etnoambiental que previnam novas investidas criminosas.

 

Além da fixação da Força Nacional na região, o Ministério dos Povos Indígenas recomendou ao Ministério da Justiça e ao Governo da Bahia mais rigor nos inquéritos que buscam punir agentes e financiadores de ataques, ameaças e assassinatos. Já ao STF, o conselho recomendou que o Judiciário julgue com urgência as ações que questionam a validade da lei do Marco Temporal, amplificador dos conflitos fundiários na Bahia e no Brasil.

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O Governo da Bahia tem buscado estratégias integradas no combate à violência contra a mulher, e novas iniciativas podem ser implementadas para tentar minimizar o medo e desconforto do público feminino, especialmente em momentos de maior vulnerabilidade. Após a implantação do “vagão lilás” no Metrô de Salvador, o Estado investe na criação de estratégias de mobilidade que tragam mais segurança e espaços de acolhimento, em ações pensadas inclusive para grandes festejos como o Carnaval, conforme apontou a Secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM), Camila Batista, em entrevista exclusiva para o Bahia Notícias (BN).

Algumas iniciativas já foram implantadas no estado e têm se mostrado relevantes, segundo a gestora. “Acho que, já com a iniciativa do Vagão, a gente já vai ter um diferencial aí pensado para o Carnaval e para grandes festejos. Nós vamos ter o Réveillon, que é um lugar mais concentrado, então é mais fácil de fazer as ações. A gente já tem as ações de salas de acolhimento, de mobilização, de campanha, de participação ativa de artistas dentro desse processo de mobilização, mas é fundamental a gente pensar também na mobilidade. Então, a gente pensou em rotas seguras esse ano. Nós fizemos isso em alguns ponto do carnaval, com policiamento, inclusive com PFem (policial feminina) para o acompanhamento. E, às vezes, deixando essas mulheres nas nossas salas de atendimento, nas tendas. Elas funcionam justamente nos horários que são os picos mais difíceis”, explicou.

Porém, ainda há espaço para novos projetos, e alguns cases podem abrir as portas para a ampliação desse trabalho. Um exemplo foi o adotado em São Luís, capital do Maranhão: o “Embarque Delas” atua como um ponto de ônibus exclusivo para mulheres no período de grandes festejos. O espaço conta com sofá, internet, tomadas para carregamento de celular, além do apoio policial até que as mulheres possam acessar o meio de transporte. O que, para Camila, tem potencial por ser uma boa iniciativa a ser avaliada.

Salvador ainda não possui pontos de ônibus exclusivos para o público feminino, mas tem projetado outras possibilidades. Com o objetivo de diminuir importunações sexuais nos transportes, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) planeja a implementação de linhas expressas de ônibus operadas exclusivamente por mulheres durante o período da Copa Feminina.

 

CONFORTO E ACOLHIMENTO

Mas não é só a segurança que está no radar da SPM: o conforto e o acolhimento também são considerados importantes em momentos de grande fluxo. Uma dos exemplos é a novidade que será implementada em uma das próximas grandes festas do território baiano, a Micareta de Feira de Santana, que acontece entre 19 a 22 de novembro. Segundo a secretária, o evento pode receber a chamada “Política do Cuidado”, para oferecer o suporte necessário àquelas mulheres que trabalham enquanto a maioria festeja. 

 

“É cuidar de quem cuida, cuidar das mulheres que trabalham no carnaval: ambulantes, as mulheres que são cordeiras… e fazer todo o processo de acolhimento delas com alimentação, com massagem e entrega de equipamentos”, detalhou Camila, dizendo que a ideia também é implementar a nova política na Copa do Mundo Feminina.

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Safra recorde de vários produtos e pecuária aquecida fizeram o PIB (Produto Interno Bruto) da agropecuária crescer 6,8% no segundo trimestre deste ano, em relação a igual período do ano passado.
O período de maio a junho registrou uma produtividade acima do que estava previsto nas lavouras e um mercado bastante aquecido no setor de carnes, principalmente na bovina.
O PIB do primeiro semestre soma 3,6%, e o dos últimos quatro trimestres, 6,2%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No setor de lavouras, soja e café são os destaques do trimestre. A produção total de grãos para este ano está estimada em 353 milhões de toneladas, segundo o IBGE. Desse volume, 93% são soja, milho e arroz.
Os dois últimos não estão cooperando muito com o PIB, uma vez que a produção de milho praticamente fica estável neste ano, e a de arroz cai.
Já o volume esperado para soja é de 175 milhões de toneladas, 5,3% a mais do que em 2025 e um patamar recorde. A oleaginosa puxa fortemente a atividade agrícola durante todo o ano, uma vez que o plantio ocorre nos últimos meses do ano e a colheita no primeiro semestre do período seguinte.
A produção de café também interferiu na evolução do PIB da agropecuária. Neste ano, o volume a ser produzido sobe para 3,96 milhões de toneladas, 15% a mais do que em igual período anterior. Esse volume é puxado pelo café arábica, que terá uma safra de 2,66 milhões de toneladas, 21% a mais do que em 2025, segundo o IBGE.
A produção de milho está em patamares elevados, mas não consegue superar a do ano passado. A segunda safra, a principal do setor, recua para 112 milhões de toneladas, 3,6% a menos do que em 2025.
A produção total do cereal no ano, incluindo a primeira safra, chegará a 142 milhões de toneladas. Cana-de-açúcar e laranja, que também têm colheitas no segundo trimestre, não se destacam neste ano.
Uma das grandes pressões de desaceleração do PIB é o trigo. Desincentivados pela baixa possibilidade de renda, os produtores reduziram a área de plantio, e a produção brasileira recua para 6,4 milhões de toneladas, 19% a menos do que foi no ano passado.
O PIB do próximo trimestre deve apontar os efeitos dessa redução. Já o sorgo surpreende. Pouco valorizado nos anos recentes, a área cresceu, e a produção brasileira já se aproxima da de trigo, somando 5,8 milhões de toneladas. Além de novos usos internos para o produto, a demanda externa cresce.
A pecuária elevou sua participação no indicador principal da economia brasileira, e o setor de bovinos é um dos responsáveis. No primeiro semestre deste ano, conforme dados ainda provisórios, o abate de bovinos subiu para 21 milhões de cabeças, 3,5% a mais do que no mesmo período do ano passado.
A produção de carne bovina foi a 5,4 milhões de toneladas equivalentes carcaça, 6% a mais do que a de janeiro a junho de 2025. Os abates de suínos e de frango tiveram evolução no segundo trimestre, mas com ritmo menor do que os de bovinos.
As negociações no setor de carne estiveram aquecidas, com destaque para a proteína bovina, devido a antecipações de compras em vários mercados. À medida que a cota de importação imposta pela China sobre a carne brasileira estava sendo preenchida, o mercado acelerou as compras para se livrar da tarifa extra de 55%, que entraria em vigor quando preenchido o patamar de 1,1 milhão de toneladas.
As barreiras colocadas pela União Europeia ao produto brasileiro, que deverão entrar em vigor nesta semana, também incentivaram o mercado europeu a fazer antecipações. Os Estados Unidos, após a redução das elevadas tarifas impostas ao produto brasileiro, também foram importantes para as exportações do primeiro semestre. Essa procura externa maior pela proteína brasileira acelerou as atividades no campo, impulsionando o PIB.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Sala do Empreendedor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), alerta micro e pequenas empresas sobre o prazo de adesão ao Simples Nacional em 2027. A medida sempre ocorria em janeiro, mas foi antecipada e ocorrerá de 1º a 30 de setembro em razão da reforma tributária e vale para empresas que ainda não fazem parte do regime.

A Resolução CGSN nº 186, de 9 de abril deste ano, incorporou ao sistema as regras relacionadas ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e alteração no calendário. O Simples Nacional é um regime simplificado de tributação destinado a empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

A atendente da Sala do Empreendedor, Priscila Nascimento, lembra que no atual exercício fiscal há dois calendários. O relativo a setembro para micro e pequenos que estão desenquadrados, em pagamento parcelado ou pagou o débito que deve buscar os serviços da Sala do Empreendedor para o enquadramento no Simples Nacional, a partir de janeiro de 2027. O outro, a antecipação aberta pela Resolução GCSN.

O diretor de Fomento à Indústria e Comércio da SDE, Luís Amaral, reforça a necessidade de adesão ao Simples Nacional do próximo exercício fiscal de micro e pequenas empresas.

“A Sala do Empreendedor pode contribuir fazendo consultas fiscais para verificar pendências e eventuais débitos junto aos governos municipal, estadual e federal, auxiliando a regularização com a emissão de guias de pagamento e orientações sobre parcelamentos de dívidas, principalmente com a Prefeitura de Itabuna, e gerais sobre os formatos do IBS e CBS. As consultas podem ser presenciais ou remotas (73) 99832-4924”, afirmou.

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O Governo Federal enviou, nesta segunda-feira (31), ao Congresso Nacional proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. Entre pontos previstos estão o valor do salário mínimo de R$ 1.741, inflação de 3,6% e crescimento do produto interno bruto (PIB) de 2,46%. O aumento de R$ 120 do mínimo (hoje R$ 1.621) representa uma alta de quase 7,4% no valor nominal. O ganho será de 2,3 pontos percentuais acima da inflação projetada para este ano.

A LOA ainda apresenta as expectativas de arrecadação e a fixação de quanto o governo gastará em cada área. Conforme o texto, o Executivo prevê taxa básica de juros (Selic) em 12,53% e câmbio médio de R$ 5,22 para o dólar. Já o superávit primário, que é a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, deve ficar em R$ 18,6 bilhões, valor que representa pouco mais de 0,1% do PIB.

Pela Constituição Federal, a Lei Orçamentária Anual, que trata do Orçamento, deve ser entregue pelo Poder Executivo até 31 de agosto de cada ano, com a previsão de ser aprovada até dezembro. A proposta do Executivo para a Lei Orçamentária Anual de 2027 será examinada inicialmente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Depois, a matéria será apreciada pelo Congresso Nacional e seguirá para sanção do presidente Lula.

O Congresso Nacional ainda precisa votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/2026). A matéria deveria ter sido votada até o dia 17 de julho. Como não houve a votação, a tendência é que o texto seja analisado agora neste segundo semestre.

A LOA é o documento que estima receitas e fixa as despesas públicas para o ano seguinte. A lei busca garantir que o dinheiro arrecadado dos cidadãos seja aplicado de forma clara, planejada e responsável. Em outras palavras, determina a verba que será aplicada em áreas cruciais como saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura. Embora a iniciativa seja do Executivo, os parlamentares podem inserir mudanças no texto.

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Salvador terá mais cinco voos semanais para o Chile durante a alta temporada 2025/2026. A Latam Airlines anunciou uma nova rota entre a capital baiana e Santiago, com início das operações programado para o dia 3 de janeiro de 2027. Antes, a SKY Airline retomará a ligação direta entre as duas cidades em 28 de dezembro de 2026.

A nova rota da Latam contará com três frequências semanais, com voos diretos entre Salvador e Santiago, facilitando o deslocamento entre a Bahia e a capital chilena, sem necessidade de conexões. As partidas de Salvador ocorrerão às quartas, sextas e domingos, às 21h15min, com chegada a Santiago às 3h do dia seguinte. No sentido inverso, os voos partirão da capital chilena às segundas, quintas e sábados, às 4h30min, com chegada a Salvador às 10h (horários locais). A partir de março, a operação contará com uma frequência semanal.

A SKY também reforçará a ligação entre Salvador e Santiago durante a alta temporada. A rota contará com duas frequências semanais, às segundas e sextas-feiras. Os voos partirão de Santiago às 9h30min, com chegada a Salvador às 15h. No sentido inverso, as decolagens ocorrerão às 16h10min, com chegada à capital chilena às 22h20min (horários locais). A expectativa é que a operação seja mantida de forma regular e definitiva.

ROTAS INTERNACIONAIS

Com a nova rota, Salvador terá ligação direta com sete destinos internacionais: Santiago (operado pela SKY Airline e LATAM), Buenos Aires (GOL, Aerolíneas Argentinas e SKY Airline), Montevidéu (SKY Airline), Cidade do Panamá (Copa Airlines), Lisboa (TAP Air Portugal), Madrid (Air Europa) e Paris (Air France).

A variedade de destinos tem refletido na chegada de turistas internacionais à capital baiana. Apenas no 1º semestre de 2026, foram 152 mil passageiros desembarcando de voos internacionais, um crescimento de 19% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

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Nesta quarta-feira (2), a Secretaria da Educação do Estado (SEC) publicou, no Diário Oficial do Estado, a convocação de 369 candidatos aprovados no Processo Seletivo Simplificado REDA. São técnicos de nível médido que participaram do Edital SEC/SUDEPE nº 004/2026.

Os contratos terão duração de 36 meses, prorrogáveis por igual período, com jornada de 40 horas semanais. A remuneração total será de R$ 3.017,34, sendo R$ 1.532,58 de vencimento básico e R$ 1.484,76 de Gratificação de Função Temporária.

Os convocados devem enviar a documentação digitalizada entre 3 e 17 de setembro para o e-mail [email protected]. Entre os documentos exigidos estão diploma compatível com a função, RG, CPF, comprovante de residência, declaração de inexistência de acúmulo de cargos públicos e certidões negativas.

Após a análise preliminar, os documentos originais deverão ser apresentados presencialmente nos Núcleos Territoriais de Educação (NTEs), acompanhados de cópias para conferência. Em Salvador, a entrega deverá ser realizada na sede da SEC, localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), das 8h30 às 11h e das 14h às 17h.

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Nos meses de setembro e outubro, a Prefeitura de Itabuna vai desenvolver uma estratégia de vacinação de crianças e adolescentes nas escolas das redes pública e particular para elevar percentuais de vacinas do calendário do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, órgão responsável pela coordenação das ações de vacinação no Brasil. As datas ainda serão divulgadas num calendário.

Nesta terça-feira, dia 1º, se encerra em todas as unidades de saúde a Estratégia de Multivacinação que ofereceu a oportunidade de pais e tutores de levar crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade para atualizar a caderneta de vacinação e na plataforma de registro de informações do Ministério da Saúde.

“A estratégia da Prefeitura de Itabuna nos meses de setembro e outubro junto às escolas busca mais um local para que as vacinas sejam atualizadas e se amplie a imunização de crianças e adolescentes menores de 15 anos que por acaso tenham perdido a oportunidade durante a Campanha de Multivacinação”, afirma a coordenadora da Rede de Frio da Secretaria Municipal de Saúde, Camila Brito.

“Esse público tem direito e não vai ficar sem o imunizante que integra o seu calendário de vacinação. Então, a gente deixa esse alerta aos pais e tutores sobre a importância de vacinar diante do fato de algumas doenças que estavam sob controle ou eliminados estarem ressurgindo. A vacina é produto biológico seguro e uma das medidas de saúde coletiva de grande impacto para a saúde e de eficiência”, finalizou.

O Programa Nacional de Imunização (PNI) é referência mundial por sua amplitude, qualidade e cobertura, atualmente disponibilizando 49 imunobiológicos: 31 vacinas, 13 soros heterólogos e 5 imunoglobulinas (4 imunoglobulinas específicas e 1 anticorpo monoclonal VSR), que contemplam todas as fases da vida: crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas.

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