No sábado, dia 9, foi realizado mutirão de campo no núcleo Nova Califórnia com o objetivo de entregar etiquetas de selagem referentes ao processo de Regularização Fundiária Urbana (REURB-S) do Programa Meu Lugar. A ação ocorrerá no período das 10 às 15h, abrangendo as quadras 1, 3, 4, 5, 6 e 8.

A mesma ação será executada no próximo sábado, dia 16, também entre 10 às 15h, para a inclusão de novas quadras para a agilização do processamento da documentação dos imóveis incluídos no Programa de Regularização Fundiária Meu Lugar da Prefeitura de Itabuna. A ação visa à elaboração e emissão de títulos de posse e registro em cartório.

È necessário aos moradores, a apresentação de documentos originais do RG e CPF pessoal e do cônjuge, além da certidão de casamento, profissão, comprovante de residência atualizado, documento do imóvel (documento de posse, comprovante de residência dos últimos cinco anos – recibos de luz, água ou telefone).

O Programa Meu Lugar é executado pela Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento (SEPLAN), com a cooperação do Núcleo de Regularização Fundiária (NUREF), da Corregedoria Geral da Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça da Bahia.

O núcleo Nova Califórnia tem um total de 1.206 lotes. As equipes estarão portando crachás de identificação.

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A Bahia possui 16.128 pessoas encarceradas em 2024 e se configura como a 16ª maior população carcerária do país. No Brasil, 905.843 pessoas estão encarceradas no Sistema Prisional. Por meio dos dados disponibilizados pelo Anuário da Segurança Pública de 2025, no mês de julho, é possível compreender o cenário do sistema prisional brasileiro e baiano. O Bahia Notícias fez um apanhado das principais informações disponíveis no Anuário.

Além das pessoas presas no sistema penitenciário, o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, também contabiliza as pessoas presas sob custódia policial, ou seja, em celas nos departamentos de polícia. Na Bahia, 592 pessoas estavam presas nestas condições no ano passado. Assim, o número absoluto de pessoas “privadas de liberdade” em 2024 aumenta para 16.720 no estado. No país, 3.751 estão encarceradas nessas circunstâncias.

Considerado um dos estados mais violentos do país em termos de crimes violentos (Taxa de Mortes Violentas Intencionais), a Bahia possui 13.501 vagas no sistema penitenciário, que estão divididas entre 27 unidades prisionais por todo o estado. O cruzamento dos dados entre vagas e pessoas presas (16.128) indica uma superlotação de 2.627 pessoas, o equivalente a 19,6% da capacidade total. Assim, existe 1 vaga para cada 1,2 presos no sistema prisional baiano.

Do total de pessoas privadas de liberdade na Bahia, cerca de 96%, um total de 16.072 são homens e apenas 648 são mulheres. O padrão segue o índice nacional, em que 94% dos presos são declarados como do sexo masculino. Não há informações detalhadas sobre pessoas transgênero ou intersexo nos registros.

O estudo aponta ainda que quase metade das pessoas presas no sistema prisional no estado da Bahia, cerca de 45%, estão em condição de prisão provisória, ou seja, realizada antes ou no curso do processo criminal, com finalidade cautelar. A outra “metade”, cerca de 54,9%, já foram efetivamente condenados.

EVOLUÇÃO DO SISTEMA PRISIONAL
Um dos dados mais importantes do Anuário é a evolução da população prisional brasileira. Entre os anos 2000 e 2024, a população encarcerada do Brasil pulou de 232.755 pessoas para 909.594 – considerando as pessoas presas sob custódia policial -, um aumento de 417%.

O estudo ainda registou a evolução racial desta população. Acontece que entre 2005 e 2024, o índice da população declarada negra no sistema prisional pulou de 58,4% para 68,7%, com mais de 10% de elevação. O resultado é quase inversamente proporcional a população declarada branca, que em 2005 era o equivalente a 39,8% e caiu para 29,9% em 2024. O percentual de pessoas amarelas aumentou de 0,7% para 1,1% nos últimos 20 anos. Já o de pessoas indígenas se manteve em 0,2%.

O TRABALHO E O ÓCIO NO SISTEMA PRISIONAL
Do total de 16.128 pessoas encarceradas em unidades prisionais baianas, apenas 3.060 delas realizam laboterapia, ou seja, um método de terapia ocupacional focada na realização de atividades de trabalho. A prática é utilizada para incentivar a reintegração social das pessoas em privação de liberdade e até mesmo facilitar a retornada de uma vida cotidiana fora do sistema prisional. O índice de pessoas trabalhando no sistema prisional baiano é de apenas 19%, menor que o índice nacional, de 20%, e se configura como um dos piores do país.

Os números expõem, dessa forma, o ócio da maior parta da população carcerária baiana, já que 81% dos presos não possuem ocupação laboral. Conforme o artigo 6º da Constituição Federal de 1988, o trabalho é um direito humano fundamental, e assim, o ócio provocado pelo ambiente prisional pode ser considerado um fator de vulnerabilidade para as pessoas em privação de liberdade.

Apesar do baixo índice, o número de pessoas trabalhando no sistema prisional aumentou cerca de 7% entre 2023 e 2024. No que diz respeito ao gênero dos trabalhadores, 166 deles são mulheres, o equivalente a 5,4% do total. Assim, 27,7% das mulheres de todo o sistema prisional baiano, que são 614, estão em vagas de emprego, um índice quase 10% maior que o masculino, que é de 18,7% dos 15.514.

Dentre os mais de três mil trabalhadores do sistema prisional, entre homens e mulheres, somente 452 trabalharam em programas externos, ou seja, fora das unidades prisionais. Os outros 2.608 trabalharam em programas internos de suas respectivas unidades prisionais.

Entre os trabalhadores, 1.633 não foram financeiramente remunerados pelo trabalho, o equivalente a 53,3% deles. 256 (8,3%) recebiam menos que 3/4 (três quartos) do salário mínimo (R$ 1.412,00 em 2024), ou seja, até R$ 1.059; 21,5% (658) recebiam entre 3/4 (três quartos) e um salário mínimo, ou seja, entre R$ 1.059 e R$ 1.412 em 2024; 4% (124) recebiam entre um e dois salários mínimos, ou seja, entre R$ 1.412 e R$ 2.824; e 0,7% (23) recebiam mais que dois salários mínimos, ou seja, mais de R$ 2.824. Não há informações sobre a remuneração de 366 trabalhadores, cerca de 11% do total.

MORTES NO CÁRCERE
Ao total, foram registrados 99 óbitos no sistema prisional baiano. Os óbitos foram segmentados nas seguintes categorias: 1. Óbito natural ou por motivos de saúde (24); 2. Óbitos criminais (35); 3. Óbitos por suicídio (8); 4. Óbitos acidentais (0); e 5. Óbitos com causa desconhecida (32).

Assim, é possível notar que as pessoas em privação de liberdade na Bahia morreram, majoritariamente, por assassinatos ou outros motivos ainda desconhecidos no ano de 2024.

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Um homem armado com um facão invadiu o Fórum de Itacaré, no Litoral Sul, na manhã desta segunda-feira (11). Segundo o Ilhéus 24 horas, o fato ocorreu antes do expediente do estabelecimento e não havia servidores no prédio no momento.

Ainda segundo informações, o suspeito sofre de transtornos mentais e estaria em uma espécie de surto psicótico no momento da invasão. Equipes da 72ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e da Polícia Civil atuam no local para conter o invasor.

Uma equipe do Samu foi acionada para prestar apoio no atendimento.

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O acesso à pré-escola, etapa obrigatória da Educação Básica para crianças de 4 a 5 anos, avançou no Brasil entre 2016 e 2024, alcançando uma taxa média de 94,6%. Apesar da aproximação da universalização, mais de 329 mil crianças ainda permanecem fora da pré-escola em todo o país, indicando a necessidade de avanços nas políticas públicas para garantir o atendimento universal.

 

No cenário nacional, a Bahia ocupa a terceira posição entre os estados com maior taxa de atendimento à pré-escola, com 97,3% das crianças dessa faixa etária matriculadas, ficando atrás apenas do Piauí (100%) e de Sergipe (97,4%). Mesmo com esse desempenho, cerca de 2,7% das crianças baianas não frequentam a pré-escola, o equivalente a 11,2 mil crianças. Em número absoluto, a Bahia registrou 357.127 matrículas na pré-escola, ficando em quarto lugar no ranking nacional, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

 

Na capital baiana, o cenário também é positivo, com a cidade ocupando o terceiro lugar no ranking das capitais brasileiras em taxa de atendimento para crianças de 4 a 5 anos, atrás apenas de Teresina e Vitória. Salvador registrou 45.804 matrículas na pré-escola em 2024, um crescimento de 1,3% em relação ao ano anterior.

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No data em que o país comemora a sanção da Lei Maria da Penha (Lei n.º 11.340), que visa proteger a mulher da violência doméstica, a Prefeitura de Itabuna, por meio do Comando da Guarda Civil Municipal, vinculada à Secretaria de Segurança e Ordem Pública (SESOP), promoveu a aula inaugural de um curso de extensão oferecido em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

 

“Nada melhor para festejar essa data do que esta solenidade que marca o início deste Curso de Extensão para atuação especializada dos integrantes da Patrulha Guardiã Maria da Penha da GCM para a melhor prestação de serviços às mulheres vítimas da violência. A capacitação dará oportunidade ao aperfeiçoamento dos guardas civis para oferecer um serviço de qualidade às mulheres vítimas da violência”, discursou o secretário Humberto Mattos, titular da Secretaria de Segurança e Ordem Pública.  

 

“O conteúdo programático vai abordar temas relevantes ao conhecimento e à formação dos agentes, cujo trabalho diuturno é reconhecido pela sociedade e certamente tenha influenciado a queda na violência”, acrescentou. Com 160 horas/aulas de carga horária, o Curso é uma ação de extensão promovida pelo Programa SER MULHER – Serviço de Referência dos Direitos da Mulher vinculado ao Departamento de Ciências Jurídicas (DCJUR) da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

 

O secretário disse ainda que ao ser parceira do curso, a UESC devolve à sociedade em forma de extensão os investimentos que recebe. “A gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) tem tido a responsabilidade de capacitar os funcionários públicos e isso aumenta a responsabilidade de todos, inclusive da Guarda Civil Municipal”, afirmou.

 

Coordenadora da Patrulha Guardiã Maria da Penha da GCM e do Curso de Extensão, Núbia Oliveira, confirmou a participação de 40 guardas civis municipais no curso que terá seis módulos. Segundo ela, “o curso é a realização de um sonho, porque a cada dia nosso trabalho exige mais conhecimento. Atuamos por 24 horas todos os dias para atender às necessidades das mulheres vítimas de casos de violência para que não figurem nas estatísticas”.

 

O secretário de Planejamento, vice-prefeito Josué Brandão Júnior, lembrou que Itabuna foi contemplada com uma unidade da Casa da Mulher Brasileira que vai reforçar a rede de proteção. “A gestão Augusto Castro trabalha para que o projeto seja executado como forma de atenuar o quadro de violência, mas comemora o fato de pela terceira vez consecutiva a cidade ficar de fora das mais violentas do país de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública”, disse.

 

Também destacaram a importância da capacitação da Guarda Municipal, a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Itabuna (CONSEDAMI), Célia Evangelista, a vice-presidente da subseção da OAB, Marla Maria Oliveira, o defensor público Walter Fonseca (DPE-BA), Walter Sizernando dos Santos Júnior, representante da 1ª Vara Crime de Itabuna e a professora Aline Setenta, que proferiu a aula inaugural explicando a missão e ações educativas do  Programa SER MULHER.

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizará na próxima segunda-feira (11), no Rio de Janeiro, uma plenária para avançar na elaboração do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF). O encontro marcado iniciará às 10h, no Hotel Grand Hyatt, na Barra da Tijuca, e contará com a presença de clubes, federações, dirigentes, especialistas e integrantes do grupo de trabalho responsável pelo tema.

A reunião dá sequência ao processo iniciado em junho, quando a entidade promoveu a construção coletiva do primeiro modelo nacional de Fair Play Financeiro. O objetivo é estabelecer diretrizes para a organização econômica do futebol brasileiro, com base em dois princípios: transparência e diálogo.

Segundo a CBF, o projeto busca promover uma mudança cultural na gestão do esporte no país, alinhada à proposta de atuação coletiva defendida pelo presidente Samir Xaud.

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A arrecadação do setor de óleo e gás responde por cerca de 10% do orçamento da União e dos estados brasileiros, percentual que varia de 3,6% no Acre a 34,5% no Rio de Janeiro. Os cálculos são do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás) e têm como base dados de 2023, tanto para as despesas como para as receitas.
Entre os dez locais que mais dependem desses recursos, quatro estão no interior do país, e não no litoral, onde se desenvolve a maior parte das atividades de exploração de petróleo. São eles: Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Isso é explicado pelo ICMS sobre combustíveis, que representa de 12% a 20% do preço.
Desses estados, os três do Centro-Oeste, junto com o Amapá, são os que apresentam a maior participação da tributação sobre combustíveis na arrecadação do ICMS. São locais em que o consumo de diesel é muito elevado, por conta de atividades agrícolas ou, no caso do Amapá, do uso marítimo do mesmo combustível, segundo o IBP.
Dos R$ 325 bilhões arrecadados em 2023 junto ao setor em todos os níveis de governo, 36% se referem ao ICMS cobrado pelos estados. Os tributos federais, como Imposto de Renda e PIS/Cofins, respondem por 35%.
No valor restante estão ainda royalties e participações especiais cobradas sobre campos de alta produção, ambos recursos que vão para os caixas de União, estados e municípios como compensação pela exploração de recursos não renováveis. Entram também na conta o lucro óleo (partilha da produção do Pré-Sal destinada à União) e o bônus de assinatura dos contratos de exploração.
O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, contesta dados que apontam que o setor se beneficia de isenções tributárias específicas.
Um levantamento do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos) apontou R$ 29 bilhões em benefícios para empresas do setor em 2023. Foram R$ 260 bilhões desde 2015, sendo quase metade para a Petrobras. Os dados se referem ao Repetro, regime aduaneiro que permite a importação de equipamentos para atividades de petróleo e gás natural.
“Não temos incentivos fiscais, temos um regime que apenas difere [adia] o pagamento do imposto para quando você começa a produzir. É o único regime que existe para o setor, mas é apenas um adiamento”, afirma Ardenghy.
Segundo ele, a maioria dos países produtores de petróleo tem esse tipo de regime, que será mantido na reforma tributária.
Ele afirma que a tributação do setor no Brasil é elevada em relação a outros países. Pelo regime de concessão, estava na faixa de 45% a 50% do valor do barril produzido. Com o pré-sal, no regime de partilha, a carga pode chegar a 69%. “De cada três barris de petróleo produzidos, dois são destinados ao pagamento dos diversos tipos de impostos”, afirma o executivo.
O IBP calcula que a carga do ICMS aumentou após 2023 por conta da queda na evasão fiscal provocada pela mudança na tributação dos combustíveis. A cobrança passou a ser monofásica, com o recolhimento dos tributos em uma única fase, na refinaria. A sonegação estimada em US$ 8 bilhões por ano, deve ser reduzida em 80%, pela projeção da entidade.
O levantamento mostra ainda que mais de 80% dos royalties pagos à União foram destinados às áreas de educação e saúde e ao Fundo Social do governo federal. Quase 90% das participações especiais sobre campos de alta produção foram para o mesmo fundo.
Embora a lei determine que recursos de royalties e participações especiais não sejam usados para despesas correntes, e sim em áreas como educação e infraestrutura, muitos municípios acabam burlando a norma.
O presidente do IBP afirma que o objetivo deveria ser preparar esses locais para superarem o momento em que aquela reserva de petróleo vai acabar. A Bacia de Campos, por exemplo, produz hoje 50% do pico verificado há cerca de dez anos, o que gera preocupações para municípios do Rio de Janeiro.
“É importante que aquele local tenha se precavido e se reinventado, mas nem todo mundo faz isso. Temos notícias de municípios gastando em festas de final do ano, micaretas e coisas assim, dizendo que é despesa com a educação”, afirma Ardenghy.

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O Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, administrado pela Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (FASI), está convocando pacientes de Itabuna e região para consulta pré-cirúrgica no Ambulatório da unidade hospitalar.


A convocação contempla pacientes com indicação para os seguintes procedimentos: Retirada da vesícula (Colecistectomia por vídeo), Retirada do útero (Histerectomía total), Hérnias (epigástrica, umbilical e inguinal), Retirada dos ovários (Ooforectomia) e Hemorroida (Hemorroidectomia).


Os interessados devem comparecer de segunda a sexta-feira, das 7 às 16h. Para o atendimento, é necessário apresentar o documento de identificação com foto (RG) e o cartão do SUS. Pacientes que já possuem exames podem levar no dia da consulta.


A ação integra o Projeto de Cirurgias Eletivas, de iniciativa da Prefeitura de Itabuna, em parceria com a FASI, a Secretaria Municipal de Saúde e o Governo do Estado da Bahia. Mais informações pelo número: *(73) 9 9865-4163*

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A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) abriu, nesta quarta-feira (6), inscrições para quatro editais de contratação temporária por meio do Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). Os interessados devem se inscrever até o próximo dia 12 pela internet. Veja o endereço no final do texto.

Em Salvador,  há vagas para níveis médio e superior. Quem possui graduação pode concorrer às vagas em Gestão Cultural (14), Orçamento e Finanças (10), Administração (6), Ciências Jurídicas (5), Jornalismo (3), Economia (3), Design Gráfico (3), Desenvolvedor TI (1), Suporte TI (1), Arquivista (1) e RH (1).

Com exigência de nível médio, as vagas são em Edificações (1) e Segurança do Trabalho (1). Os salários para os cargos de ensino médio e superior variam de R$ 2.806,56 a R$ 3.373,21 para carga horária de 40 horas semanais. Os aprovados terão ainda auxílio-transporte, auxílio-refeição (R$ 20/dia útil) e assistência médica opcional.

Ainda em Salvador, para atuar na sede da Funceb, Teatro Castro Alves (TCA/BTCA) e Centro de Formação em Artes (CFA), as vagas são para Apoio Administrativo (médio e superior) (19), Contabilidade (3), Comunicação Social (2) e Assistente de arquivo (1), Bailarino (8), Professores de Dança (Afro, Moderna, Contemporânea, Populares) (5) e Teatro e Música (2), Cenografia (1), Camareira (01), Costureiro (1), Maquinista (2), Técnico de Som (1) e Eletricista de Espetáculo (4). O salário varia de R$ 2.161,87 a R$ 3.373,21.

Na Fundação Pedro Calmon, em em Salvador, Lençóis e Itaparica, as oportunidades são em Jornalismo (1), Biblioteconomia (4), Pedagogia (01), Administração (1), Arquivologia (1), Museologia (2), História (1), Ciências Contábeis (1), Ciências Jurídicas (1), Design Gráfico (1), Sistemas de Informação (1). Os salários variam entre R$ 2.806,56 e R$ 3.373,21).

Para atuar nos 27 territórios de identidade, no interior, as 31 vagas são para articulação e suporte técnico às políticas culturais da SecultBA nos municípios. É necessário que o candidato possua residência no território e formação superior em áreas como História, Ciências Humanas, Produção Cultural e Artes.

Para quem possui ensino técnico, as vagas são para Cenografia (01), Camareira (01), Costureiro (1), Maquinista (2), Técnico de Som (1) e Eletricista de Espetáculo (4). O salário é de R$ 3.373,21, além de de auxílio-refeição (R$ 20/dia útil), transporte e assistência médica opcional. A jornada é de 30 horas semanais. O contrato terá validade 24 meses. O candidato pode se inscrever aqui.

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O Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (HBLEM) realizou, entre 21 de julho e 5 de agosto, a ação educativa “Sustentabilidade Alimentar – desperdício zero e aproveitamento integral dos alimentos”. A unidade hospitalar é vinculada à Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (FASI).

A ação aconteceu no corredor de entrada da nutrição hospitalar e no refeitório, com a exposição de banners informativos, exibição de vídeo educativo com orientações práticas e distribuição de panfletos com dicas para reduzir o desperdício de alimentos.

O objetivo da ação foi conscientizar colaboradores e acompanhantes de pacientes sobre a importância do consumo responsável e do aproveitamento integral dos alimentos.

A consultora nutricional do HBLEM, Dayana Santana, ressalta que iniciativas como essa “não apenas contribuem para a preservação do meio ambiente, como também promovem refeições mais saudáveis e fortalecem uma cultura de cuidado e responsabilidade no consumo de alimentos”.

A Coordenação da Nutrição Hospitalar do HBLEM mantém o compromisso com a sustentabilidade alimentar, realizando treinamentos constantes com a equipe e divulgando informações ao público sobre práticas de consumo consciente e aproveitamento integral dos alimentos.

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A Confederação Brasileira de Futebol marcou os sorteios da Copa do Brasil feminina e masculina para a próxima terça-feira (12). A ocasião acontecerá a partir das 10h na sede da entidade, no Rio de Janeiro. 

 

O primeiro sorteio será direcionado para as oitavas de final da competição feminina. Posteriormente, as quartas de final masculina serão definidas. 

 

Na categoria feminina, Atlético-PI, Sport, Juventude e Red Bull Bragantino já foram garantidas nas oitavas da Copa. Já na masculina, até então, estão na disputa: Athletico, Atlético-MG, Bahia, Botafogo, Corinthians, CRB, Cruzeiro, CSA, Flamengo, Fluminense, Internacional, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Retrô, São Paulo e Vasco.

 

Confira a seguir as datas das próximas fases da Copa do Brasil masculina e feminina: 
Feminina

Sorteio das oitavas de final: terça-feira, dia 12 de agosto, às 10h;
Oitavas de final: 17 de setembro;
Quartas de final: 24 de setembro;
Semifinais: 5 de novembro;
Final (jogo único): 19 de novembro.
Masculino

Sorteio das quartas de final: terça-feira, dia 12 de agosto, às 10h;
Quartas de final: 27 de agosto e 11 de setembro;
Semifinais: 5 e 19 de outubro;
Finais: 2 e 9 de novembro.

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Os números do último Anuário de Segurança Pública, divulgados no mês passado, expuseram um contraste doloroso diante do cenário de massacre de mulheres brasileiras no âmbito da violência doméstica. A quantidade de crimes não para de crescer, apesar de o País ter uma legislação considerada “exemplar” para coibir e prevenir esses crimes: a Lei Maria da Penha, que completa 19 anos nesta quinta (7).

Tirar a lei do “papel”, no entanto, ainda é um desafio. Segundo avaliam pesquisadoras ouvidas pela Agência Brasil, a efetividade da legislação requer implementação de políticas públicas para que as ações concretas ocorram como o previsto: com medidas integradas de prevenção à violência e um sistema especial de assistência à mulher.

MASSACRE

O cenário atual, entretanto, pode ser esmiuçado com os números do último anuário de segurança: são quatro feminicídios e mais de 10 tentativas de assassinato a cada dia. Em 80% dos casos, o agressor era companheiro ou ex-parceiro da vítima.

Ao menos 121 das mortes nos últimos dois anos ocorreram quando a vítima estava sob medida protetiva de urgência. Essa informação, divulgada pela primeira vez em um anuário, é um dos dados considerados mais simbólicos da dificuldade do poder público de evitar novas mortes.

Aliás, das 555 mil medidas protetivas concedidas no ano passado (que foram 88% das solicitadas), pelo menos 101.656 foram descumpridas pelos agressores.

Medidas protetivas
Pesquisadora em direito e sociologia, Isabella Matosinhos, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, acredita que as medidas protetivas de urgência, garantidas pela “avançada” Lei Maria da Penha, permitem uma aplicação rápida e podem ser capazes de salvar vidas. O principal instrumento que a lei Maria da Penha traz, no entanto, não tem se mostrado eficaz, na opinião de Isabella.

“As políticas públicas precisam passar a olhar para os casos em que ela é infringida, em que não dá conta de prevenir uma situação de violência e proteger uma mulher. Esse é o desafio: olhar para os casos em que a medida protetiva é ineficaz.”

A medida protetiva de urgência é um mecanismo previsto na Lei Maria da Penha desde 2006. Em 2019, sofreu alteração para permitir que a autoridade policial concedesse essas medidas. Até então, era somente o Judiciário que poderia fazer a concessão.

A pesquisadora contextualiza ainda que os dados sobre descumprimento e morte de mulheres quando deveriam estar protegidas podem estar subnotificados, uma vez que nem todos os estados enviam as informações.

Por isso, a lei sozinha não consegue mudar o cenário. No ano passado, o Brasil registrou, pelo menos duas, ligações por minuto relacionadas à violência doméstica.

O atendimento em rede, conforme prevê a lei, garantiria acolhimento de múltiplos setores para a mulher, tais como os serviços de saúde e assistência social, além da questão da segurança pública.

“É muito difícil que exista o funcionamento integrado dessas redes”, diz Isabella Matosinhos.

Ela acrescenta que um dos papéis das polícias seria manter com mais rigor a fiscalização cotidiana dos agressores para evitar que se aproximem das mulheres.

Atuação em rede
Pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a professora Amanda Lagreca, que também atuou no anuário de segurança pública, considera que as políticas públicas têm que ser realizadas e implementadas considerando à complexidade que envolve a realidade de mulheres brasileiras.

“Isso importa porque as instituições devem implementar de fato essa lei. O poder público precisa pensar como a assistência social, a polícia e o próprio sistema de justiça criminal estão implementando a legislação”, salienta a Amanda.

Segundo avaliam as pesquisadoras, nas capitais essa estratégia funcionaria melhor para os serviços. Mas, no interior, os desafios são maiores: “É preciso que haja investimento do estado, dos municípios, para que essa rede se sustente”, diz Isabella.

Ambas ressaltam que a violência contra a mulher atinge vítimas de todas as classes sociais e regiões. No entanto, elas apontam que, conforme o próprio anuário de segurança pública, 63,6% das vítimas eram mulheres negras, e 70,5% entre 18 e 44 anos.

“A maioria delas são mortas dentro de casa por homens. Mulheres jovens e negras acabam sendo as principais atingidas”, afirma Isabella.

MUDANÇA DE CONSCIÊNCIA

As pesquisadoras argumentam que a Lei Maria da Penha promove um olhar completo para prevenção por intermédio de medidas protetivas possíveis, que vão desde a restrição de contato com a vítima, e pode contemplar também a participação do agressor em grupos reflexivos.

“É algo muito importante no sentido educativo. Mas a gente também tem visto uma tendência na legislação de ‘enfrentar’ o problema com aumento das penas. No entanto, a gente precisa avançar mais em políticas públicas”, adverte a pesquisadora da UFMG.

Amanda Lagreca reconhece o fato de que a Lei Maria da Penha nasceu de demandas da sociedade civil e é um marco ao enquadrar a violência contra a mulher como uma violação de direitos humanos. Hoje uma luta da sociedade e do poder público é ocupar espaços de influência, como as escolas, e outros ambientes educativos para ensinar aos meninos ou rapazes que a sociedade não tolera violência contra a mulher.

“É uma lei, fruto de uma luta, que tem quase duas décadas e foi reconhecida, inclusive pela ONU, como uma das mais importantes do mundo e um modelo a ser seguido no combate à violência contra as mulheres”, diz Amanda Lagreca.

Um dos avanços de atualização da lei foi considerar a violência psicológica como uma forma de agressão.

SERVIÇO

Para solicitar a medida protetiva, é necessário que haja um histórico de violência. Prevenir as primeiras violências envolve uma mudança cultural.

As pesquisadoras consideram que a lei surgiu em um momento importante da história do Brasil, com o avanço dos direitos das mulheres.

“Esse agravamento da violência de gênero é o grande gargalo da democracia brasileira, no que diz respeito às mulheres. Elas morrem por serem mulheres. A utilização da Lei Maria da Penha continuará sendo um instrumento de combate”, conclui Amanda.

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