As seis dezenas do concurso 2.891 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 33 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

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Chuvas intensas três vezes mais prováveis, apesar de 30% menos frequentes. Esse é o cenário previsto para o Brasil em 2100 por um estudo da Universidade de Oxford e do Met Office, o serviço meteorológico do Reino Unido.
A pesquisa usou modelos computacionais de alta resolução para estimar o comportamento das chamadas bandas de nuvens, estruturas atmosféricas de grandes dimensões sobre a América do Sul. Um exemplo é a chamada Zona de Convergência do Atlântico Sul, que traz umidade da amazônia para o sudeste brasileiro. O fenômeno é visto como fundamental para viabilizar a economia da região.
Considerando um cenário futuro de altas emissões de gases do efeito estufa no final do século, o estudo prevê uma redução de 20% a 30% na frequência de ocorrência das bandas de nuvens em relação ao período de 1998 a 2007. Apesar disso, nas ocasiões em que o sistema se formar, haverá um aumento de três vezes na probabilidade de ser do tipo intenso, com grande extensão ou chuvas muito fortes.
“As bandas de nuvem vão ficar menos comuns no futuro, mas quando elas acontecerem, serão muito mais intensas. Isso pode ter consequências graves, tanto para enchentes e deslizamentos, quanto para secas e ondas de calor”, alerta Marcia Zilli, uma das autoras do estudo e pesquisadora de Oxford.
Zilli explica que o aquecimento do planeta aumenta a concentração de vapor d’água na atmosfera, devido à maior evaporação, mas também dificulta a formação de nuvens: o clima quente exige mais umidade para gerá-las. Quando a nuvem consegue se formar, a quantidade de água despejada é muito maior do que seria com o ar mais frio.
“Uma atmosfera mais quente é como uma esponja grande ou super absorvente. Se você tem uma esponja maior, vai absorver muita água, só que na hora que você espremer, também vai sair mais água dela”, compara a pesquisadora.
Segundo o estudo, a diminuição na frequência média das bandas de nuvem será mais acentuada durante a primavera, nos meses de setembro e outubro, o que poderá favorecer ondas de calor e secas. Já o aumento na intensidade dos sistemas acontecerá principalmente no pico do verão, em dezembro e janeiro, elevando o risco de desastres.
A combinação dos dois cenários causaria ainda um terceiro risco: o de chuvas fortes atingirem o solo seco, aumentando a erosão e a chance de inundações abruptas, já que a terra tem mais dificuldade em absorver a água, que fica acumulada na superfície.
Para Zilli, a pesquisa mostra que o Brasil precisa se preparar para cenários extremos de falta e excesso de chuvas. “As mudanças que já estamos vendo seguem o padrão projetado para o futuro. Por mais que a intensidade ainda não seja a mesma, o padrão já aparece. Isso dá mais confiança de que os modelos estão dando um resultado que faz sentido”, analisa.
A pesquisa inovou ao usar um modelo de alta definição, com resolução de quatro quilômetros. É como se o computador pudesse analisar o que vai acontecer com o clima em uma área quadrada com lados equivalentes à distância em linha reta da praça da Sé até o parque Ibirapuera, em São Paulo.
Outros três modelos com menor resolução também foram empregados no estudo, com definição que variou de 25 a 130 quilômetros.
A pesquisa faz parte de um projeto científico em parceria com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), e o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

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A Prefeitura de Itabuna esteve representada pelo secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA), João Carlos Oliveira da Silva, na posse do novo diretor-geral da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Thiago Guedes Viana. A solenidade foi realizada na sexta-feira passada, dia 18, reunindo autoridades nacionais, lideranças do setor agrícola e representantes de instituições ligadas à cadeia produtiva do cacau.

 Natural de Itabuna, o novo diretor-geral da CEPLAC em seu discurso destacou o compromisso com a valorização da Região Cacaueira e a importância da articulação entre os diversos atores do setor.

 “Acredito e quero construir com parcerias e integração institucional uma visão de futuro para a Região Cacaueira. Construiremos uma nova CEPLAC juntos”, afirmou Guedes, reforçando a abertura para o diálogo e o trabalho conjunto com prefeituras, produtores, universidades e entidades do setor agropecuário regional.  

 O titular da SEAGRIMA, secretário João Carlos Oliveira da Silva, elogiou a escolha do novo diretor e destacou a relevância do órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária para o desenvolvimento regional.

 “A CEPLAC tem um papel histórico e estratégico para o fortalecimento da agricultura cacaueira. A chegada de Thiago Guedes representa um novo momento e a Prefeitura de Itabuna está pronta para colaborar com ações que promovam inovação, sustentabilidade e geração de renda para os produtores da nossa região”, declarou.

 Desde 1957, portanto há quase seis décadas, a CEPLAC é um dos pilares da economia do Sul da Bahia e tem sido fundamental na pesquisa, assistência técnica e desenvolvimento de tecnologias voltadas à lavoura cacaueira, contribuindo diretamente para a formação de profissionais, fortalecimento das comunidades rurais e preservação ambiental.

 O diretor-geral Thiago Guedes Viana possui formação em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e é especialista em cacau. Ele é ex-chefe de Gabinete da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia.

 Também já atuou como secretário-geral da Sociedade Brasileira de Sistemas Agroflorestais, coordenador da Comissão Nacional de Produção Orgânica e diretor de Meio Ambiente da Secretaria Municipal Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRIMA) da Prefeitura de Itabuna.

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O Chocolat Bahia 2025, Festival Internacional do Chocolate e Cacau, reuniu visitantes no Centro de Convenções de Ilhéus, no sul do estado, entre quinta-feira (17) e domingo (20), com quatro dias de programação. Com a movimentação do evento, os hotéis da cidade registraram ocupação máxima, recebendo visitantes de todo o Brasil e até do exterior.

 

Entre os atrativos de Ilhéus está a Estrada do Chocolate, um roteiro imersivo na cultura do cacau, com a demonstração de todo o processo produtivo, desde o plantio sustentável do fruto até a transformação de suas amêndoas em chocolates finos.

 

A coordenadora-técnica da Setur-BA, Luciana Lavigne, comemorou o reflexo do Chocolat Bahia no turismo. “A expectativa era que o evento recebesse 80 mil pessoas, mas, no final, foram mais de 90 mil. Isso demonstra o acerto do Governo do Estado em apoiar a iniciativa, que envolveu a cadeia produtiva do turismo, com a injeção de R$ 20 milhões na economia”.

No Hotel Praia do Sol, por exemplo, todos os 98 apartamentos estavam ocupados, principalmente, por turistas do Sul e Sudeste do país. “O festival é mais um grande atrativo da cidade, que ajudou muito nessa alta ocupação que conseguimos”, declarou o recepcionista Lucas Willie.

No sábado (19), após a programação técnica envolvendo 500 marcas, rodada de negócios e manifestações culturais, o palco do evento recebeu o cantor e compositor Danilo Caymmi. “Dá muito orgulho participar desse momento, que envolve plateia, empresários, produtores de chocolate, poder público e músicos”, contou o artista.

“Um festival muito bem montado, com novas atrações e um nível de expositores elevado, o que engrandeceu o evento. Parabenizamos a organização, pela iniciativa que contribuiu para o fomento das atividades turísticas na região”, elogiou o presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), Alcides Kruschewsky.

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A gestão do prefeito Augusto Castro (PSD) teve melhora na avaliação em julho no comparativo com junho, de acordo com pesquisa feita pela Compasso. Aumento é de 4,9 pontos percentuais.

O governo saiu de 25,39% de ótimo e bom no mês passado para 30,29% em julho.

Na outra ponta, oscilou de 24,05% em junho para 21,75% em julho o percentual dos que avaliam o governo como ruim ou péssimo. Recuo de 2,3 pontos percentuais.

Ainda em junho, 50,55% avaliavam o governo como regular. Agora em julho, atingiu 47,7%, conforme os dados apurados pela Compasso.

Os dados da pesquisa de junho, feita no período de 5 a 10 daquele mês, foram divulgados pelo site Central de Política e os de julho saíram no último final de semana no Políticos do Sul da Bahia.

A MELHORA NA AVALIAÇÃO

O prefeito Augusto Castro enfrentou um primeiro semestre de desgastes, principalmente com a demissão de 269 aposentados. A gestão disse que a tomada de decisão teve amparo em parecer favorável do Ministério Público Estadual (MP-BA). No período, o município também concluiu o Progama de Desligamento Voluntário (PDV). Os 490 servidores que aderiram receberão salário por 18 meses, a título de indenização.

A melhora na avaliação ocorre em momento de entregas. Já no final do primeiro semestre, Augusto iniciou a entrega de obras de reforma de praças centrais – Hélio Lourenço, na Aziz Maron e Félix Mendonça, no Góes Calmon, e a Praça Camacan (Octávio Mangabeira), também na região central. Junto com a conclusão das obras da Alameda da Juventude, a reurbanização deu nova cara à orla da Beira-Rio, que também tem obras de ligação com a nova BA-649 (Ilhéus-Itabuna).

A festa do São Pedro (Ita Pedro) também é vista como componente que, tradicionalmente, contribui para melhora da avaliação do governo e a intenção é aumentar a aprovação com os festejos pelos 115 anos de Itabuna, quando serão entregues obras e haverá shows gratuitos já confirmados com Pablo e Calcinha Preta, duas atrações entre as mais pedidas para o Ita Pedro que ficaram para julho.

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O corpo da cantora Preta Gil, que teve o falecimento confirmado no último domingo (20), nos Estados Unidos, em decorrência do câncer, deve ser enterrado em Salvador.

 

De acordo com a coluna de Fábia Oliveira, do site Metrópoles, esse era um desejo da artista, um dos últimos feitos pela cantora.

 

Segundo a publicação, ao tomar conhecimento da gravidade do câncer, a artista disse aos amigos próximos que gostaria de ser velada no Rio de Janeiro e enterrada na Bahia.

 

Por meio de nota, Gilberto Gil e Flora afirmaram que a família está cuidando do processo de repatriação ao Brasil e pediu compreensão neste momento delicado.

 

“É com tristeza que informamos o falecimento de Preta Maria Gadelha Gil Moreira, em Nova lorque, onde estamos neste momento cuidando dos procedimentos para sua repatriação ao Brasil. Pedimos a compreensão de tantos queridos amigos, fãs e profissionais da imprensa enquanto atravessamos esse momento difícil em família.”

 

Preta viajou para os Estados Unidos em maio deste ano, logo após o Dia das Mães para ser submetida ao tratamento experimental.

 

Os procedimentos, no entanto, não apresentaram uma melhora no quadro da artista e lá, os médicos decretaram que a doença havia se alastrado.

 

Segundo Fábia Oliveira, a piora no quadro de saúde da cantora aconteceu na quarta-feira (16). A artista estava rodeada da família, como o filho, Fran Gil e a neta, Sol de Maria, além da sobrinha Flor Gil. A amiga da cantora, Carolina Dieckmann conseguiu viajar aos EUA para “buscar” a amiga, que se preparava para voltar ao país, no entanto, Preta não resistiu.

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Levantamento feito por infectologistas, epidemiologistas e pneumologistas de várias localidades e diferentes centros de pesquisa do Brasil permitiu que pesquisadores conseguissem avaliar os impactos do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em pessoas com 60 anos ou mais hospitalizadas por pneumonia nos sistemas de saúde público e privado do país.

Segundo a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a patologia é transmitida de maneira semelhante à gripe e covid-19, por meio de gotículas expelidas ao tossir ou espirrar, pelo contato próximo com alguém infectado ou com superfícies contaminadas.

Os resultados mostraram que doenças cardiovasculares (64,2%), diabetes (32%) e DPOC (24,5%) foram as comorbidades mais associadas aos casos graves dos 3.348 adultos que necessitaram de internação durante o período do estudo (entre 2013 e 2023).

A amostra revelou ainda que, em comparação aos indivíduos sem comorbidades, os adultos com algum tipo de comorbidade apresentaram maiores taxas de admissão na UTI (34,8%)1, internações mais longas (13,2 dias) e maior índice de mortalidade (26,9%).

Segundo as estimativas, são afetadas pelo Vírus Sincicial Respiratório 64 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. Devido a esse cenário, subnotificação em adultos mais velhos e das taxas baixas de vacinação contra o VSR, a SBI lançou a campanha “Protegido você vai longe – Depois dos 60 o risco de ter pneumonia por causa do VSR é maior”.

Meta

O objetivo é ampliar o conhecimento do público leigo sobre a relação entre o VSR e o aumento do risco de pneumonia.

“A iniciativa também pretende esclarecer e diferenciar a infecção pelo VSR na infância (bronquiolite) das suas implicações para a população idosa. A ideia da campanha é interligar a longevidade com a importância da vacinação e esclarecer que muitos dos sintomas podem não ser de gripe, mas sim do VSR, vírus que tem um grande potencial para provocar a pneumonia”, alerta a SBI.

O infectologista da SBI, Clovis Arns da Cunha, ressalta que outro ponto de atenção para o cenário atual é que a falta do teste do VSR no momento da internação no sistema público, principalmente dos pacientes com mais de 60 anos e com comorbidades, gera um subdiagnóstico e, em muitos casos, o indivíduo acaba sendo tratado como quadro de gripe ou pneumonia.

“E neste ano tivemos alta de internações em crianças com bronquiolite nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país, com aumento significativo também no Sul e Nordeste. Ou seja, se o VSR está circulando com tanta força nas crianças, certamente circula com a mesma intensidade nos avós, ou seja, as pessoas 60+”, disse.

VSR em 2025

Informações do Boletim InfoGripe da Fiocruz, em 2025, indicam que o VSR respondeu por 45% dos diagnósticos positivos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), totalizando 18.654 casos apenas no primeiro semestre, praticamente o dobro do percentual registrado no mesmo período por outros vírus como Rinovírus (22,8%) e Influenza A (22,7%)5.

“Enfrentamos, desde o começo do ano, uma tendência de aumento de casos de VSR que pode desencadear um quadro de pneumonia grave, especialmente quando pensamos numa população 60+, com maior probabilidade de ter uma doença crônica com mais de uma comorbidade associada. Por isso, assim como destacamos a importância da vacinação contra gripe para o público idoso e adulto, é fundamental que essa faixa etária também inclua no radar a imunização contra o VSR”, finalizou a consultora da SBI, Rosana Richtmann.

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As memórias de medo e de recomeço misturam-se nas palavras do baiano Marcos Cabral de Oliveira, de 50 anos de idade. Fome, secura e abandono na sertaneja Caetité, na Bahia (BA), o caminho com a “mãe de criação” para Brasília (DF) no início dos anos 1980, a esperança de “algum dia melhor”. O menino virou adolescente e foi trabalhar no lixão da Vila Estrutural, na capital federal.

“Aquilo não pode mais. Eu quis que meus dois filhos brincassem e estudassem. Hoje tem até lei para isso”.

A lei que Marcos, analfabeto, não conhece pelo nome, mas sabe o que significa, responde pela sigla de ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente, e vigora desde 13 de julho de 1990. A legislação é ampla na garantia dos direitos da infância foi solidificada e viabilizada sob os ecos da Constituição cidadã de 1988. O desafio brasileiro nessas mais de três décadas foi tentar tirar a legislação do papel e virar ação prática.

Quando o filho de Marcos, Marcelo, nasceu, há 27 anos, o estatuto já existia. “Eu sei que estudar e brincar é muito melhor do que o que eu passei. Trabalhar no lixão me causou ferimentos na mão com a sucata. Tenho uma dor nas costas que não passa desde que eu vivia por lá”.  Viver por lá significava também passar madrugadas e frio cercado de lixo e carregando materiais que eram maiores do que ele.

“Quem trabalhou no lixão não quer isso para quem ama”, afirma Marcos.

Os dois filhos foram estudar, atuaram como aprendizes em empresas e puderam sonhar até com a faculdade. Marcelo, que hoje trabalha como lojista, chegou a ingressar no curso superior de análise de sistemas.

Ele também é voluntário em um instituto chamado Viver, iniciativa criada pela igreja Presbiteriana e hoje é uma ONG, que recebe crianças em vulnerabilidade na região. Marcelo é grato por um dia ter sido aluno do instituto enquanto o pai precisava ir para o lixão. “Aqui eu brincava e aprendi a jogar bola”. Outros colegas “perderam-se na vida”.

A assistente social dessa entidade, Maxilene Duarte, explica que o objetivo é receber crianças em contraturno escolar e oferecer refeições e apoio pedagógico. “O lugar foi criado para evitar que as crianças fossem junto com a família para o lixão”.

A psicóloga Fabiane Ferreira entende que a entidade promove fortalecimento de vínculos e que elas reconheçam que devem estar na escola e não no trabalho.

“Como psicóloga, atendemos não só as crianças, mas os pais também que vão compreendendo o melhor lugar para a criança estar”.

Crianças como protagonistas

A pesquisadora Ana Potyara, diretora da entidade civil Andi Comunicação e Direitos, explica que o ECA contou com a pressão popular para colocar criança e adolescente como sujeito de direitos na Constituição Federal. “As crianças devem ser tratadas como protagonistas e cuidadas”.

Promover esse debate sobre um estatuto para criança foi uma ação de pressão realizada por entidades como a própria Andi no fim dos anos 1980. A ideia gerou repercussão com o apoio dos fundadores da ONG, os jornalistas Âmbar de Barros e Gilberto Dimenstein (que faleceu em 2020). O Congresso Nacional abraçou a iniciativa da sociedade.

“Os jornalistas viam na comunicação um campo de pressão do Estado em relação ao Congresso, em relação ao Executivo, para a construção desse estatuto, que dá dignidade, direitos e proteção às crianças e adolescentes”, afirmou.

Ana Potyara contextualiza que o ECA rompeu com a ideia de que a criança era apenas mais um indivíduo na sociedade e que não poderiam ser vistas como “mini-adultos”. “O Estatuto da Criança e do Adolescente regulamentou artigo da Constituição sobre os direitos da infância. “Hoje a gente tem uma legislação muito maior, que vem se adaptando às novas realidades e às novas demandas”.

Ela explica que a mídia também passa a fiscalizar a garantia dos direitos da infância. “A sociedade passa a não admitir que a criança passe por situação de humilhação e degradante. O trabalho infantil é uma das violências’.

Campanhas e políticas públicas

Pensa assim também o diretor de proteção da criança e do adolescente do governo, Fábio Meirelles. Ele avalia que o país ainda tem o desafio de proteger crianças e adolescentes em maior vulnerabilidade para reafirmar o princípio da proteção integral.

“As crianças não podem ser vítimas de violações e, nesses 35 anos, há uma crescente maturidade da sociedade para fazer valer os direitos”.

Entre os exemplos dessa evolução, ele aponta o Disque 100 que é um canal de denúncias consolidado para que qualquer pessoa possa apresentar, de forma anônima, violações cometidas contra crianças. “Só em 2024, por exemplo, mais de 1,2 mil crianças foram resgatadas de trabalho infantil”.

O número dessa transformação pode ser considerado ínfimo ainda levando em conta o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no ano passado, via Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC). Haveria no país 1,6 milhão de crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos de idade, em trabalho infantil e esse seria o menor número desde o início da série histórica, em 2016.

Pior ainda, 586 mil crianças e adolescentes continuam vítimas de trabalho infantil em suas formas mais degradantes.

>>Trabalho infantil recua 14,6% em um ano, segundo dados do IBGE

Meirelles aponta que o governo e o Ministério Público têm feito campanhas em busca da erradicação desse tipo de trabalho. Para ele, o enfrentamento à miséria e à fome com programas assistenciais em diferentes campos da cidadania, da saúde e da educação buscam reduzir os cenários de extrema desigualdade que causam o número elevado de crianças trabalhando ao invés de fazendo atividades infantis.

“O cenário é bastante desafiador”, avalia. Inclusive, durante toda a próxima semana, deste domingo até o dia 17, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania realiza o seminário “35 anos do ECA: Justiça Social e Ambiental”, entre os dias 13 e 17 de julho, em Brasília.

“O evento inaugura a agenda oficial de entregas e anúncios do governo federal voltados à proteção e promoção dos direitos de crianças e adolescentes no país”, apontou o governo.

Segundo o ministério, o encontro articula os temas da justiça social e ambiental como eixos centrais para o presente e o futuro das políticas públicas.

Para a secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e presidente do Conanda, Pilar Lacerda, a celebração dos 35 anos do ECA representa um marco histórico de conquistas na consolidação dos direitos humanos no Brasil.

“O Estatuto é fruto de intensa mobilização da sociedade civil, de movimentos sociais e da luta de crianças, adolescentes e militantes por justiça social”.

“Atacar a pobreza”

Fábio Meirelles destaca que o sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes, com profissionais como conselheiros tutelares, representantes do Ministério Público, do Judiciário e profissionais da assistência compõe o sistema de garantia de direitos criado no âmbito do ECA.

“Precisamos fazer esse esforço de reestruturar as políticas, da centralidade da criança e do adolescente, de atacar a pobreza multidimensional e fortalecer o sistema de garantia de direitos da criança. As crianças pretas e meninas são ainda mais vulneráveis”, pondera.

A pesquisadora Ana Potyara, da Andi, reforça que todos os dias os brasileiros veem crianças em situação de vulnerabilidade, inclusive no trabalho.

“Temos ainda uma quantidade enorme de situações de trabalho infantil na sociedade brasileira e que muitas vezes é tolerado”, lamenta.

Um dos esforços que a sociedade e as políticas públicas precisam enfrentar é a falsa ideia de que o trabalho dignificaria a experiência infantil para um futuro. “É a educação que dá um futuro”.

Outra ponderação que a pesquisadora realiza é que, além das crianças em situação de pobreza, a sociedade do consumo tem colocado crianças na frente de câmeras para atuarem na internet.

“Esse é o caso de trabalho Infantil artístico.Tira delas a oportunidade de fazer o que é atividade de criança”, cita. Além do impacto direto e imediato na infância, a pesquisadora da Andi aponta que esse tipo de problema causa reflexo econômico no futuro. Assim ocorreu com a catadora Ana Cristina Rodrigues, de 39 anos, também analfabeta, mãe de quatro filhos.

Ela é residente em um barraco na comunidade de Santa Luzia, localidade desassistida em políticas públicas e onde as ruas não são asfaltadas. Ela trabalhou no lixão durante a adolescência e sente falta do espaço.

Ana celebra que foi eleita “miss catadora” no ano de 2018 e escolhida pelos vizinhos para ser líder comunitária. Entre as atividades dela, está a de uma campanha permanente para doação, incluindo cestas básicas e prestação de serviços, como busca de voluntários para ensinar idiomas para as crianças.

Ana quer deixar para trás o passado, de quando foi presa. Um dos filhos está também no presídio. “Fizemos coisas erradas”. Aos filhos, ela quer um destino diferente do dela. Os outros três, segundo ela, estão estudando. “Eles têm direito como todo mundo, né”.

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A Netflix revelou na manhã desta quinta-feira (17) o elenco oficial de “Brasil 70 – A Saga do Tri”, minissérie que vai retratar os bastidores e momentos marcantes da conquista da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970, no México. O projeto é uma parceria com a O2 Filmes e já está em fase de gravações, com cenas sendo rodadas tanto no Brasil quanto em solo mexicano.

 

O destaque do elenco fica por conta de Rodrigo Santoro, que interpretará o jornalista e técnico João Saldanha, responsável por parte da campanha nas Eliminatórias. Bruno Mazzeo dará vida a Zagallo, treinador que assumiu o time pouco antes do Mundial e comandou o Brasil rumo ao tricampeonato. Já Lucas Agrícola viverá o papel de Pelé, camisa 10 da Seleção e ícone daquela geração considerada por muitos como a maior da história do futebol.

 

A produção promete recriar lances clássicos e bastidores históricos que marcaram a trajetória de uma equipe lendária, com nomes como Carlos Alberto Torres, Jairzinho, Tostão, Paulo Cezar Caju e Rivelino. Confira os atores que vão interpretar os personagens icônicos do tri: 

 

  • Rodrigo Santoro – João Saldanha
  • Bruno Mazzeo – Zagallo
  • Lucas Agrícola – Pelé
  • Caio Cabral – Carlos Alberto Torres
  • Maicon Rodrigues – Paulo Cezar Caju
  • Ravel Andrade – Tostão
  • Daniel Blanco – Rivelino
  • José Beltrão – Carlos Alberto Parreira
  • Gui Ferraz – Jairzinho
  • Marcelo Adnet – Eusébio Teixeira

 

A direção geral é assinada por Paulo Morelli e Pedro Morelli, com direção de episódios também por Quico Meirelles. A criação é de Naná Xavier e Rafael Dornellas, enquanto o roteiro final ficou a cargo de Naná Xavier em parceria com Felipe Sant’Angelo. A produção executiva de desenvolvimento é assinada por Guto Gontijo.

 

Embora ainda não tenha data de estreia confirmada, a série deverá seguir o tom de “Senna”, também da Netflix, estrelada por Gabriel Leone. Mesmo dividindo a crítica, a produção sobre o tricampeão da Fórmula 1 conquistou forte audiência.

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A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC) realizou um importante encontro, no Teatro Municipal Candinha Dória, contando com a participação de pastores, representantes de igrejas e bandas evangélicas da cidade. O objetivo foi iniciar o alinhamento para a próxima edição do Celebra Itabuna 2025, um dos maiores eventos cristãos do município.

Durante o evento, foram ouvidas sugestões, expectativas e propostas de diferentes lideranças religiosas, reforçando o compromisso da FICC em construir um evento plural, participativo e voltado à valorização da fé e da cultura cristã.

O presidente da FICC, Aldo Rebouças, destacou a importância do diálogo com as lideranças.  “O Celebra Itabuna é um evento de todos. Por isso, ouvir pastores, representantes religiosos e artistas que fazem parte dessa caminhada é essencial para que possamos realizar algo grandioso, com propósito e em comunhão.”

A pastora Sadja Bute, do Movimento Desperta Débora, também ressaltou a relevância do encontro. “Essa reunião foi de extrema importância. Ver o presidente Aldo Rebouças ouvindo todos os envolvidos demonstra compromisso e sensibilidade com o propósito do evento. Foi uma intervenção perfeita. E o Desperta Débora estará em oração por todos que estão à frente dessa missão,” disse.

O encontro também contou com a presença do secretário de Planejamento, vice-prefeito Júnior Brandão, que tem sido um apoiador ativo do evento e reafirmou compromisso com a promoção de iniciativas que celebrem a fé e a comunhão cristã. “O Celebra Itabuna é uma forma de exaltar a Deus e unir nossa cidade por meio da música, oração e da espiritualidade. Estaremos juntos nesse propósito”, afirmou.

Consolidado como uma celebração de fé, arte e espiritualidade, o Celebra Itabuna reúne milhares de pessoas em momentos de louvor, oração e apresentações musicais. A edição de 2025 promete ainda mais representatividade, organização e participação popular.

A FICC seguirá promovendo novas escutas e articulações ao longo dos próximos meses, garantindo que o evento seja construído com base no respeito, na colaboração e na valorização das expressões religiosas que compõem o cenário cultural de Itabuna.

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Organizações ambientais, sociedade civil, pesquisadores e populações tradicionais pedem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vete integralmente o Projeto de Lei 2159/21, apelidado de PL da Devastação. A proposta foi aprovada na madrugada desta quinta-feira (17) pela Câmara dos Deputados, após passar pelo Senado Federal.

Após a aprovação no Congresso Nacional, o projeto de lei é encaminhado à Presidência da República, que tem o prazo de 15 dias úteis, a partir do recebimento, para sanção ou veto.

Para o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, o PL é o maior retrocesso ambiental legislativo desde a ditadura militar.

“Os governos perdem a capacidade de controlar mais de 80% dos empreendimentos que são propostos por meio do licenciamento ambiental. Quer dizer, a gente não vai mais saber se aquilo que está sendo proposto vai causar um impacto coletivo, qual o tamanho desse impacto, qual é o risco que as populações que estão próximas ali daquele empreendimento podem correr”, diz.

Entre as mudanças, o PL cria o licenciamento ambiental simplificado por adesão e compromisso (LAC), que poderá ser solicitado sem a necessidade de estudos de impacto.

Caberá ao ente federativo definir o porte e o potencial poluidor das atividades desenvolvidas pelos empreendimentos interessados em obter a LAC, que também terá vigência de 5 a 10 anos. Pavimentação e serviços e obras de duplicação de rodovias, bem como ampliação e instalação de linhas de transmissão nas faixas de domínio poderão fazer uso desse tipo de licença.

“Situações como, por exemplo, pequenas centrais hidrelétricas que barram um rio ou até mesmo, barragens de rejeitos, como é o caso de Brumadinho, passam a ter um licenciamento sem avaliação de risco. Ele passa a ser feito automaticamente. Isso é um vale-tudo, isso é você acabar com as bases do licenciamento ambiental”, diz Astrini.

O Observatório é uma rede formada por 68 organizações da sociedade civil brasileira que atua na agenda socioambiental e de clima. De acordo com Astrini, a sociedade cvil está mobilizada pelo veto presidencial ao projeto para que ele não seja colocado em prática. “A sociedade civil vai continuar muito mobilizada, talvez até mais ainda agora, porque é a chance de reversão de todos esses absurdos se encontra na mesa do presidente da República”, defende.

Impactos aos biomas brasileiros

O climatologista Carlos Nobre diz que, ao facilitar os licenciamentos, o país poderá contribuir para um desmatamento irreversível. Nobre foi um dos cientistas que ajudou a escrever o Manifesto da Ciência Brasileira sobre o Projeto de Lei (PL) nº 2.159/2021, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC)

Segundo o climatologista, tanto senadores quanto deputados “estão ignorando totalmente que os quatro biomas brasileiros estão muito próximos do ponto de não retorno”. Isso significa que Amazônia, Cerrado, Caatinga e Pantanal podem chegar a tal nível de devastação que se tornarão desérticos, o que inviabilizará até mesmo atividades produtivas como a agropecuária.

“É muito preocupante que a maioria desses políticos brasileiros do Senado e da Câmara dos Vereadores continuem ignorantes com relação à ciência”, diz.

A Fundação SOS Mata Atlântica também ressaltou os impactos para o bioma onde vivem 70% da população brasileira e que sustenta mais de 80% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

“Desde 2006, a Lei da Mata Atlântica foi responsável por uma queda de mais de 80% no desmatamento do bioma – passou de 110 mil hectares por ano para menos de 15 mil. Revogar os dispositivos que garantem essa proteção é abrir espaço para o aumento da devastação e colocar em risco compromissos firmados pelo Brasil nos acordos climáticos e de biodiversidade”, diz a organização em nota.

A fundação também pede que Lula rejeite integralmente o PL. “Alterar um sistema legal comprovadamente eficaz é institucionalmente temerário e juridicamente questionável, colocando em risco os compromissos assumidos pelo Brasil perante o Acordo do Clima e as COPs [Conferências das Nações Unidas sobre Mudança do Clima]”.

Marcha à Brasília

A aprovação levou também à reação de populações que serão diretamente impactadas pelas mudanças. Mulheres indígenas organizam uma marcha à Brasília para protestar contra a aprovação do PL e pedir o veto à legislação.

“Uma proposta que transforma a vida em mercadoria, e os territórios, em zona de sacrifício. É o marco legal da destruição. Legaliza o agronegócio em terras indígenas. Libera garimpos e mineração predatória. Facilita obras como rodovias e hidrelétricas sem consultar os povos afetados. Destroça os direitos constitucionais dos povos originários e tradicionais”, diz a diretora do Instituto Witoto, Vanda Witoto.

O instituto é uma organização liderada por mulheres indígenas na periferia de Manaus que atua pelo fortalecimento da cultura, identidade, educação e economia indígena.

“A Amazônia e os biomas brasileiros são essenciais para a biodiversidade. Destruí-los é acelerar o colapso climático. Cada árvore tombada leva junto um pedaço do nosso futuro. É a vida que está em jogo. Nós mulheres indígenas estamos a caminho de Brasília para marchar contra essa violência contra a natureza e nossos corpos”, afirmou em publicação no Instagram.

Organizações internacionais

Organizações de atuação internacional também se manifestaram após a aprovação do Congresso. A organização Proteção Animal Mundial, que atua em 47 países, afirmou, em nota, que o PL “representa um dos maiores retrocessos ambientais da história do Brasil”.

“O novo texto, além de incluir a mineração, mantém a espinha dorsal de fragilização do processo de licenciamento, abandona os princípios de prevenção e participação pública que deveriam orientar qualquer decisão ambiental. Ao permitir, por exemplo, que atividades sejam autorizadas com base em autodeclarações ou dispensadas de estudos de impacto, o Estado se afasta de sua responsabilidade constitucional de garantir um meio ambiente equilibrado e seguro para as presentes e futuras gerações”, diz a organização.

Em relação à fauna, a Proteção Animal Mundial afirma que “quando um empreendimento é aprovado sem o devido cuidado, são populações inteiras que perdem seu habitat, são corredores ecológicos que são interrompidos, são espécies que caminham para a extinção. E esse processo, ao contrário do que se prega, não é ‘desenvolvimento’. É negligência oficializada”.

A Action Aid, organização presente em 75 países que trabalha por justiça social, equidade de gênero e étnico-racial e pelo fim da pobreza, também pediu o veto ao texto. “O texto representa o maior retrocesso ambiental das últimas quatro décadas e ameaça diretamente os direitos de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, que são os que mais protegem os territórios e os bens comuns no país”, diz em nota.

“A proposta permite que empresas se autolicenciem, inclusive, em áreas ecologicamente sensíveis, dispensando análises técnicas de órgãos ambientais. Também exclui da obrigatoriedade de avaliação de impacto os territórios indígenas e quilombolas ainda não titulados, desconsiderando comunidades que ocupam e cuidam dessas terras há gerações. Sua aprovação definitiva poderá comprometer por décadas a capacidade do Estado de prevenir impactos ambientais e de construir ações efetivas para adaptação e mitigação climática.”

Setor produtivo

Por outro lado, favorável à medida, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) diz que o PL “moderniza, desburocratiza, garante a segurança jurídica e ambiental e evita perdas de competitividade para o país”.

Em nota, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, diz que no Brasil não existe uma lei geral que trate do licenciamento ambiental, já que todo o arcabouço foi moldado com resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e legislações estaduais, tornando o procedimento diferente em cada estado. “O texto aprovado atende aos anseios do setor produtivo, ao evitar retrocessos e estabelecer segurança jurídica e ambiental para o país e para a economia”, defende a confederação do agronegócio.

De acordo com Ananias, atualmente, há divergência de entendimentos entre órgãos federais, estaduais, Ministério Público, e, agora, com a lei do licenciamento, “o produtor vai saber de forma mais clara quais são suas obrigações para continuar produzindo e cumprindo suas obrigações com a legislação ambiental”, diz a nota.

Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag) manifestou, em nota, profunda preocupação com a aprovação do PL.

“A agricultura familiar é responsável pela produção da maioria dos alimentos consumidos no Brasil. Ao mesmo tempo, é a mais vulnerável aos impactos das mudanças climáticas, o que agrava ainda mais as desigualdades sociais e econômicas no meio rural brasileiro”.

Segundo a confederação de trabalhadores rurais, a flexibilização do licenciamento ambiental aumentará o desmatamento, a contaminação de solos e a escassez hídrica, “prejudicando diretamente a produção de alimentos saudáveis e a soberania alimentar do país e prol do benefício econômico de poucos empresários e grandes produtores rurais, que já desfrutam de grandes vantagens competitivas, pela sua condição econômica”, diz.

“O texto aprovado beneficia em especial aqueles que possuem grandes extensões de terras e que já contam com recursos para adaptação às mudanças climáticas em detrimento da a agricultura familiar que tem menos recursos e depende do equilíbrio ambiental para produzir”.

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A Prefeitura de Itabuna publicou, nesta quinta-feira, dia 17, na edição eletrônica do Diário Oficial, a convocação de 118 candidatos aprovados no Processo Seletivo Simplificado nº 01/2025, que ofereceu 130 vagas de níveis médio, técnico e superior, em diferentes áreas de atuação para candidatos com Ensino Médio na Secretaria Municipal de Saúde.

As vagas de Ensino Médio completo foram para as funções de apoio técnico-administrativo, Agente de Combate às Endemias, Brinquedista e Oficineiro. As de nível técnico foram para Auxiliar de Saúde Bucal, Técnico de Informática, Técnico de Enfermagem, Técnico de Laboratório e Técnico em Radiologia.

Já as vagas de nível superior foram para as áreas de Contabilidade, Cálculo Judicial, Arte-Educação, Engenharia Florestal, Assistência Social, Enfermagem, Educação Física, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Neuropsicologia, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Psicomotricidade, Saúde Pública (sanitarista) e Terapia Ocupacional.

Os salários variam de R$ 1.519,96 a R$ 4.750, a depender do cargo e da jornada de trabalho, que será de 30 ou 40 horas por semana. Os contratos por Regime Especial de Direito Administrativo (REDA), terão validade de até 24 meses e poderão ser prorrogados pelo mesmo período.

Os candidatos convocados deverá comparecer na Avenida Comendador Firmino Alves, nº 110, Centro, no Departamento de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Saúde, impreterivelmente, no prazo máximo de cinco dias úteis, contados da data de sua publicação, no horário das 8 às 17 horas, munidos de toda a documentação exigida no Anexo I do Edital.

O não-comparecimento no prazo estabelecido, bem como a apresentação incompleta da documentação exigida, será considerado como desistência tácita da vaga, acarretando a perda do direito à contratação, conforme previsto no Edital do certame.

Os exames médicos constantes no Anexo II devem ser apresentados posteriormente ao Médico do Trabalho, em consulta a ser agendada pelo Departamento de Recursos Humanos. No link abaixo, a relação dos convocados.

https://encurtador.com.br/vWJoj

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