O Ministério de Portos e Aeroportos divulgou na ultima terça-feira (11) a aprovação de um financiamento de R$ 6,59 bilhões para a construção de um Terminal de Uso Privado (TUP) da Bahia Mineração (Bamin), em Ilhéus, no Litoral Sul. O valor corresponde a 1,2 bilhão de dólares.

 

A aprovação foi autorizada pelo Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (FMM), por meio do suplente de presidente do órgão, Otto Luiz Burlier da Silveira Filho. No projeto, o terminal faz parte do Porto Sul, em Ilhéus, que por sua vez é integrado à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1).

 

Segundo a Agência Infra, a Bamin [ que pertence ao grupo Eurasian Resources Group (ERG), sediado no Cazaquistão e em Luxemburgo] está em tratativas para vender o complexo à portuguesa Mota-Engil. O empreendimento inclui a mina de ferro da Bamin na Bahia, além do terminal portuário e da ferrovia.

 

Ainda de acordo com a Infra, a Bamin deve obrigações relacionadas à implantação da ferrovia e do porto. A expectativa é de que a aprovação do financiamento pelo Fundo da Marinha Mercante, que oferece condições mais atrativas, contribua para o processo de venda do complexo.

 

DOIS TERMINAIS
O planejamento portuário para Ilhéus prevê dois Terminais de Uso Privado. Um deles é o da Bamin e o segundo terá participação do Estado da Bahia.

 

A operação dos dois terminais foi planejada de forma complementar. O terminal com participação pública foi previsto para evitar que a ferrovia tivesse ligação com apenas um empreendimento privado.

 

Até o momento, somente a Fiol 1 foi ofertada ao mercado. O leilão ocorreu em 2021, quando a concessão foi arrematada pela Bamin. A empresa deveria entregar a ferrovia em operação até 2026, mas executou um percentual reduzido do contrato antes da paralisação das obras, em 2025.

 

Desde então, o governo e a concessionária buscam alternativas para retomar a viabilidade da Fiol 1 e do Porto Sul. As tratativas chegaram a envolver a Vale.

 

Atualmente, o plano prevê que a Mota-Engil assuma o empreendimento. A transição já estaria sob análise da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), responsável pela regulação do contrato ferroviário.

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O Ministério da Saúde atualizou as regras que definem quem pode doar sangue no Brasil. A Portaria GM/MS nº 11.685 muda os critérios de aptidão usados pelos hemocentros do país, com reduções de prazo para doadores que fizeram tatuagem, tiveram câncer ou passaram por outras condições de saúde. As mudanças entram em vigor em 30 de setembro, 90 dias após a publicação da norma.
Entre as alterações mais significativas está o prazo para quem fez tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva. Antes, o candidato precisava esperar até 12 meses para doar, caso não houvesse como comprovar a segurança do procedimento; agora, o prazo cai para quatro meses nesses casos e para apenas sete dias quando há condições de avaliar a segurança do procedimento realizado.
Para piercing na cavidade oral ou na região genital, considerado de risco permanente de infecção, a espera também cai de 12 para 4 meses após a retirada.
A norma também amplia o número de pessoas aptas a doar entre pacientes com histórico de câncer. Pela regra anterior, qualquer diagnóstico oncológico -com exceção de carcinoma in situ do colo do útero e carcinoma basocelular de pele- tornava o doador inapto de forma definitiva. Agora, cinco anos após o fim do tratamento, com cura ou remissão confirmada, o paciente pode voltar a doar sangue. A exceção são o melanoma e as neoplasias do sistema hematopoético, como leucemias, linfomas e mielomas, que continuam impedindo a doação em caráter permanente.
Também há mudança para doenças da tireoide. Antes, o hipertireoidismo em geral estava na lista de inaptidão definitiva. Na nova regra, essa restrição fica restrita à tireotoxicose causada pela doença de Graves; os demais casos deixam de ser impedimento automático.
A norma antiga também citava “tireoidites imunes” -categoria que inclui a tireoidite de Hashimoto- como exemplo de doença autoimune que gera inaptidão quando compromete mais de um órgão; esse exemplo não aparece mais na lista atual.
Pacientes com tuberculose ganham redução de prazo. Quem teve a forma pulmonar da doença esperava cinco anos após a cura para doar; agora, são dois anos. Já a tuberculose extrapulmonar, que antes resultava em inaptidão definitiva, passa a seguir a mesma regra de dois anos após a cura.
Quem fez cirurgia bariátrica passa a poder doar sangue após 6 meses, segundo a nova tabela de triagem por cirurgias e procedimentos invasivos.
A portaria também traz uma regra específica para usuários de canetas injetáveis de agonistas GLP-1, como a semaglutida (Ozempic). Quem compartilhou o dispositivo de aplicação fica inapto para doar por 4 meses.
Outra novidade é a distinção entre os dois tipos de PrEP, medicamento usado para prevenir a infecção pelo HIV: quem usa a versão oral fica inapto por quatro meses após a última dose, e quem usa a versão injetável de longa duração, como o cabotegravir, precisa esperar dois anos.
A lista de doenças que geram inaptidão temporária também foi ampliada com a inclusão de chikungunya, oropouche, Mers, Sars-CoV-1 e Sars-CoV-2, cada uma com prazo de espera próprio -nenhuma delas constava na tabela anterior.
CONFIRA
– Chikungunya: 30 dias após recuperação clínica completa (assintomático)
– Oropouche: 4 semanas após a cura, mais 30 dias após o último contato sexual com pessoa diagnosticada com a doença nos últimos 90 dias
– Mers: 30 dias após recuperação clínica completa
– Sars-CoV-1: 30 dias após recuperação clínica completa
– Sars-CoV-2 (Covid-19): 10 dias após recuperação clínica completa, sem manifestações clínicas prolongadas que contraindiquem a doação
Outras mudanças incluem a redução de 6 para 4 meses no prazo de espera após procedimentos endoscópicos e cirurgias laparoscópicas, e de 12 para 4 meses para quem teve parceiro sexual casual ou ocasional, contados a partir do último contato. A portaria passa a exigir “evidência de lesão hepática” para caracterizar alcoolismo crônico como causa de inaptidão definitiva, critério mais específico que antes.
As novas regras valem para hemocentros públicos e privados de todo o país e substituem o regulamento técnico de procedimentos hemoterápicos que estava em vigor desde 2016.

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As escolas municipais Lourival Oliveira Soares e Ana Francisca Messias, em Ferradas, e Yolanda Pires, no sítio II da Fundação Marimbeta, em Nova Ferradas, serão requalificadas pela Prefeitura de Itabuna, através da Secretaria Municipal da Educação. As unidades escolares integram um pacote de 25 escolas da Rede Municipal de Ensino que serão reformadas pela Prefeitura com a aplicação de recursos próprios no valor de R$ 23 milhões.

As ordens de serviço para a execução das obras pela BMV Construções e Incorporações Ltda., vencedora dos lotes 1 e 2 da Concorrência Pública nº 0009/2025 foram assinadas pelo prefeito Augusto Castro (PSD) e o vice-prefeito e secretário da Educação, Josué Brandão Júnior, na solenidade comemorativa dos 114 anos de Jorge Amado, no início da noite desta quarta-feira, dia 12, na Praça Frei Ludovico de Livorno, em Ferradas, localidade de nascimento do escritor, um dos seus filhos mais ilustres, que teve a recolocação de sua estátua em um pedestal.

“Vamos entregar modernos equipamentos para a educação das crianças, jovens e adultos. Quero dizer que a empresa já está mobilizando e contratando trabalhadores, vai adquirir produtos no comércio local, o que aquece a construção civil e movimenta a nossa economia. A BMV ganhará cerca de R$ 17 milhões para as obras dos dois lotes de escolas. São projetos inovadores para as nossas escolas, com a modernização de toda a estrutura. Vamos começar, já”, anunciou.

O prefeito também anunciou a construção de uma areninha de futebol ao lado da Escola Yolanda Pires e de uma praça, cujo projeto está sendo finalizado pela Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo (SIURB), e de outras intervenções na zona oeste da cidade, a exemplo da unidade básica de saúde que terá seu horário estendido até as 22 horas como outras duas unidades de saúde, a José Edites dos Santos, no São Caetano, e Roberto Santos, no Santo Antônio, que autorizei a reforma.

“Neste sábado, vamos inaugurar uma Casa de Saúde no Projeto Agrícola Roça do Povo para atender às famílias da zona rural. Além disso, vamos construir nesta região a creche São José para ofertar mais vagas na educação infantil e permitir às mães solos que tenham mais assistência. Também autorizei obras no Centro Psicopedagógico da Educação Inclusiva (CEPEI), no Fátima, referência no atendimento educacional especializado e no fortalecimento da educação inclusiva no município, na creche, escola e quadra poliesportiva do CAIC Jorge Amado, no Sarinha Alcântara”, afirmou o prefeito Augusto Castro.

O secretário de Relações Institucionais, Rosivaldo Pinheiro, realçou a importância da autorização pelo prefeito da 1ª etapa da reforma da Casa Jorge Amado e do projeto de recuperação do museu , ambos em Ferradas. “Este é um momento especial para este importante bairro que, em 19 de outubro, 211 anos. O escritor é um dos mais importantes da Língua Portuguesa, traduzido em diversos idiomas e com suas histórias no cinema e na televisão. Naquele mês, voltaremos aqui para mais anúncios”, declarou.

Ele agradeceu aos artistas Lavurd Durval, que resgataram a estátua, cuja recolocação na Praça Frei Ludovico de Livorno foi entregue à população nas comemorações, e aos empresários Carlos Veloso Leahy, atual presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Oscar Marinho Falcão Neto, que receberam placas pelo engajamento no projeto.

O secretário também fez um agradecimento especial ao primo de Jorge Amado, o industriário George Sodré, que ainda reside com sua família em Ferradas. Na solenidade, ainda falaram o vice-prefeito e secretário da Educação, Josué Brandão Júnior, que destacou o pacote de reformas, e o vereador Silas da Saúde que, em nome das comunidades de Nova Ferradas, Fernando Gomes, Nova Esperança, condomínios residenciais Jubiabá, Gabriela e São José, rendeu homenagens à memória do escritor, às pessoas das localidades e ao prefeito Augusto Castro.

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Os registros de agressão, tipificada como lesão corporal dolosa, decorrentes de violência doméstica contra mulheres, crescem 28,9% em dias de jogos de futebol. Isso é o que aponta a 2ª edição do estudo Futebol e violência contra a mulher, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e divulgado nesta terça-feira (11).

A pesquisa é feita a partir de uma análise da relação entre registros de ocorrência e resultados de jogos da série A do Campeonato Brasileiro, Copa Libertadores da América e Copa Sul Americana em cinco capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre cobrindo o período de 2023 a 2025.

Os resultados apontam também aumento de 27,4% nos casos de ameaça contra as mulheres em dias de jogos. Mulheres jovens, na faixa entre 15 e 29 anos, são as mais impactadas, com aumento de 44,4% em ameaças e em lesões corporais dolosas em dias de jogos.

“Os dias de jogo são, hoje, fatores de risco comprovados para a violência doméstica contra mulheres. Mais do que um diagnóstico, esse conhecimento deve guiar o planejamento das forças de segurança e engajar os clubes como aliados no enfrentamento ao problema”, avalia Juliana Brandão, coordenadora de Gênero e Raça do FBSP a Agência Brasil.

DADOS ANTERIORES

O FBSP ressalta que o atual estudo segue a mesma metodologia do anterior, partindo da hipótese central de que o calendário do futebol brasileiro exerce um papel de marcador temporal de risco para a violência doméstica contra mulheres.

Em 2022, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou o estudo Futebol e violência contra a mulher, cujos dados eram relativos ao período compreendido de 2015 a 2018. Na ocasião, as ameaças contra mulheres aumentavam 23,7% em dias de partida e as lesões corporais dolosas cresciam 20,8%.

No novo levantamento, esses mesmos indicadores saltaram para 27,4% e 28,9%, respectivamente, o que representa uma elevação de 3,7 pontos percentuais nas ameaças e de 8,1 pontos percentuais nas lesões físicas. As informações são da Agência Brasil.

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O WhatsApp vai deixar de funcionar em celulares que utilizam versões antigas do sistema operacional Android. A mudança ocorrerá em duas etapas: a partir de 8 de setembro de 2026, o aplicativo será compatível apenas com aparelhos que tenham o sistema operacional Android 6 ou posterior.
Em 30 de novembro, será a vez dos iPhones: o requisito mínimo passará de iOS 15.1 para iOS 15.5, mas não há uma geração de modelos que deixará de ser compatível —usuários dos iPhone 6s e 7 precisarão apenas atualizar os aparelhos.
Segundo o WhatsApp, a revisão periódica dos sistemas compatíveis busca permitir que o aplicativo acompanhe avanços tecnológicos e de segurança.
A empresa afirma que, antes de interromper o suporte, envia avisos aos usuários afetados e recomenda a atualização do aparelho, quando possível.
ANDROID
A partir de 8 de setembro, celulares que permanecerem no Android 5.0 ou 5.1 não poderão mais usar o WhatsApp. O Android 6 foi lançado em 2015.
O WhatsApp não divulga uma lista oficial de modelos afetados. A empresa informa apenas a versão mínima do sistema, o que significa que o mesmo modelo pode ou não ser atingido dependendo da versão do Android instalada e das atualizações disponibilizadas pela fabricante.
Entre os aparelhos antigos que ficaram associados ao Android 5 e podem ser afetados estão:
GOOGLE
– Nexus 4
– Nexus 7 (2012)
– Nexus 10
MOTOROLA
– Moto G (1ª geração)
– Moto G 4G
– Moto X (1ª geração)
– Moto E (1ª geração)
– Moto E (2ª geração, em algumas versões)
SAMSUNG
– Galaxy S4 e variantes
– Galaxy Note 3 e Note 3 Neo
– Galaxy S5 Mini
– Galaxy Grand Prime
SONY
– Xperia Z
– Xperia Z1
– Xperia Z1 Compact
– Xperia Z Ultra
– Xperia E3
– Xperia M2
– Xperia T3
LG
– LG G2 e G2 Mini
– LG G3 Stylus
– LG L Prime
– LG L Fino
E NOS IPHONES?
No caso dos celulares da Apple, a mudança será diferente. Hoje, o WhatsApp é compatível com iOS 15.1 ou posterior, mas a partir de 30 de novembro passará a exigir iOS 15.5 ou posterior.
Isso significa que alguns usuários precisarão apenas atualizar o sistema. Não há, neste momento, uma nova leva de modelos de iPhone que ficará definitivamente sem WhatsApp por causa dessa mudança.
Isso porque os aparelhos que conseguem rodar o iOS 15.1 também são capazes de receber o iOS 15.5. A Apple diz que o iOS 15.5 é compatível com o iPhone 6s e modelos posteriores.
Entre os modelos que podem ser afetados caso estejam desatualizados estão:
– iPhone 6s
– iPhone 6s Plus
– iPhone SE (1ª geração)
– iPhone 7
– iPhone 7 Plus
Esses aparelhos ainda recebem atualizações da linha iOS 15 —a Apple, por exemplo, disponibilizou o iOS 15.8.8 para iPhone 6s, iPhone 7 e iPhone SE de 1ª geração em maio de 2026.
Já modelos mais antigos, como iPhone 6, iPhone 6 Plus e iPhone 5s, não conseguem atualizar para o iOS 15.5. No entanto, eles já estão fora dos requisitos atuais do WhatsApp, que desde a mudança anterior exige iOS 15.1 ou posterior.
Portanto, não serão afetados por uma nova interrupção em novembro —já não são compatíveis com o aplicativo.
COMO SABER SE O CELULAR SERÁ AFETADO
NO ANDROID
Abra Configurações e procure por Sobre o telefone ou Sobre o dispositivo. Dependendo do fabricante, pode ser necessário entrar em Informações do software. Confira a versão do Android.
Se o aparelho estiver no Android 5.0 ou 5.1, verifique se existe uma atualização disponível. Caso não haja, será necessário trocar de aparelho para continuar usando o WhatsApp a partir de 8 de setembro.
NO IPHONE
Abra Ajustes > Geral > Sobre e procure a informação da versão do iOS.
Se o aparelho estiver entre o iOS 15.1 e o 15.4, é possível atualizá-lo para uma versão posterior, desde que haja atualização disponível para o modelo. A Apple mantém o iPhone 6s e modelos posteriores entre os aparelhos compatíveis com a linha iOS 15.
Para procurar uma atualização, vá em Ajustes > Geral > Atualização de Software.
E AS CONVERSAS?
Antes de trocar de aparelho ou atualizar o sistema, o usuário deve fazer um backup das conversas. Dessa forma, o histórico poderá ser restaurado em um aparelho compatível, desde que o backup esteja disponível e o processo de transferência seja feito corretamente.
O WhatsApp afirma que costuma avisar os usuários antes de deixar de oferecer suporte a determinada versão do sistema operacional.

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Por unanimidade, os senadores da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovaram, em sessão realizada nesta quarta-feira (12), projeto para endurecer as penas para maus-tratos contra animais e estabelecer um sistema nacional de prevenção e detecção dessas infrações. O projeto, apreciado em caráter terminativo, terá que passar ainda por um turno suplementar de votação antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

 

O projeto aprovado na CCJ, o PL 4.262/2025, foi apresentado pelo senador Confúcio Moura (MDB-RO) e relatado pela senadora Leila Barros (PDT-DF). O texto final incorporou contribuições de outros nove projetos sobre o mesmo tema apresentados por diversos senadores. 

 

A proposta aprovada pela CCJ determina que a pena para maus-tratos contra qualquer animal (que atualmente é de três meses a um ano de detenção, mais multa) aumentará para dois a cinco anos de reclusão, mais multa — que, aliás, é a punição já prevista para os casos de maus-tratos contra cães e gatos.

 

A pena também poderá variar entre três e seis anos em casos agravados que envolvam tortura, abuso sexual ou transmissão das agressões em redes sociais. Além disso, o projeto estabelece aumento da punição em caso de morte do animal.

 

Para definir essas mudanças, o texto do PL 4.262/2025  altera a Lei de Crimes Ambientais, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Política Nacional de Educação Ambiental.

 

O projeto do senador Confúcio Moura, assim como alguns de outros senadores, foram apresentados como resposta a dois eventos de grande comoção nacional. Em agosto de 2025, no município paulista de Bananal, um indivíduo forçou um cavalo a marchar por longa distância até a exaustão, o que teria causado sua morte. 

 

Na sequência, o indivíduo praticou ato de extrema crueldade ao mutilar as patas do animal com um facão. Outro caso que gerou comoção aconteceu em janeiro de 2026, em Florianópolis, com a morte do cão comunitário Orelha como possível resultado de uma sequência de agressões realizadas por menores de idade.

 

Para a relatora, senadora Lela Barros, os casos relatados expuseram graves lacunas institucionais no combate aos maus-tratos contra animais. Ela disse que buscou harmonizar as diferentes propostas, evitando sobreposições e garantindo segurança jurídica. 

 

O texto proposto por Leila prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, além de multa, para os maus-tratos contra animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos, ou quando esses animais forem submetidos a abuso, tratamento cruel ou degradante, abandono ou condições incompatíveis com sua natureza.

 

Outra previsão é que a pena será aumentada para reclusão de três a seis anos, além de multa, quando o crime: resultar em deformidades permanentes; for cometido contra fêmea prenhe, animal idoso ou recém-nascido; envolver abuso sexual, tortura ou transmissão das agressões em redes sociais.

 

O substitutivo também tipifica novas condutas como crime (como a negligência nos cuidados básicos com animais) e estabelece sanções adicionais (incluindo a proibição de guarda, posse ou propriedade de animais por condenados, além da restrição ao exercício de atividades profissionais que envolvam contato com animais). 

 

Além disso, o texto determina que a punição aumentará de um terço à metade se o crime resultar em morte do animal.

 

Uma outra inovação prevista no texto é a alteração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para incluir, entre os deveres dos pais e responsáveis, a formação ética da criança e do adolescente voltada ao respeito à vida e ao cuidado com os animais. Essas mudanças preveem, entre as sanções a serem aplicadas, serviços comunitários de caráter educativo e restaurativo (em entidades de proteção animal, abrigos ou programas de bem-estar animal) e multas proporcionais à condição econômica dos responsáveis.

 

Outro ponto fundamental do projeto é a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Detecção de Maus-Tratos a Animais, a ser regulamentado pelo Poder Executivo. De acordo com o texto, o sistema contará com um canal nacional integrado de denúncias (inclusive digital), com garantia de anonimato para o denunciante, ferramentas tecnológicas de triagem de informações e integração com órgãos ambientais, forças de segurança e Ministério Público.

 

Além disso, o sistema terá um cadastro nacional de pessoas responsabilizadas por maus-tratos a animais, com informações sobre condenações com trânsito em julgado, acessíveis por CPF.

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O custo da cesta básica caiu em Ilhéus e Itabuna no mês de julho, segundo levantamento da Universidade Estadual de Santa Cruz. O conjunto dos 12 alimentos passou a custar R$ 596,53 em Ilhéus, redução de 8,74%. Em Itabuna, o valor chegou a R$ 595,79, após recuo de 7,06%.

A diferença entre as duas cidades ficou em apenas R$ 0,74. As trajetórias, no entanto, foram diferentes. Desde janeiro, o custo aumentou 7,79% em Ilhéus e 3,21% em Itabuna. Na comparação com julho do ano passado, houve redução de 1,16% no mercado ilheense e alta de 0,59% no itabunense.

A queda de julho não ocorreu de maneira uniforme. Em Ilhéus, 11 dos 12 produtos pesquisados ficaram mais baratos. A banana foi a única exceção, com alta de 5,09%. Em Itabuna, seis itens subiram, cinco caíram e o açúcar permaneceu estável.

O tomate teve influência decisiva no resultado. Cálculos feitos com base nas tabelas do boletim do projeto Acompanhamento do Custo da Cesta Básica (ACCB) mostram que o produto respondeu por cerca de 79% da redução líquida registrada em Ilhéus e 91% da queda em Itabuna. Considerando somente os outros 11 alimentos, o recuo seria de 2,14% e 0,76%, respectivamente.

O alívio do mês também contrasta com a pressão acumulada sobre produtos importantes. Nos últimos 12 meses, o feijão aumentou 47,63% em Ilhéus e 43,96% em Itabuna. A carne ficou 11,82% e 12,09% mais cara, respectivamente.

Mesmo depois da redução, a cesta consome quase 40% do salário mínimo líquido. Um trabalhador precisa dedicar 87h e 32 minutos para comprar os alimentos em Ilhéus e 87h e 24 minutos em Itabuna.

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A oferta do ensino médio integral avançou de cerca de 6% para 54% das escolas estaduais da Bahia entre 2016 e 2024, informa a Secretaria da Educação do Estado (SEC). O crescimento de 48 pontos percentuais colocou o estado entre os que mais expandiram a modalidade no período.

A Bahia teve o quarto maior avanço do país, atrás do Piauí, com 55,1 pontos percentuais; Ceará, com 51; e Espírito Santo, com 48,8. Os números fazem parte de estudo do Todos Pela Educação elaborado a partir dos microdados do Censo Escolar.

O levantamento considera como integral a escola que possui ao menos uma turma do ensino médio com jornada presencial igual ou superior a 35h semanais. A Bahia encerrou 2024 com a modalidade presente em 54% das unidades estaduais que ofereciam essa etapa de ensino.

A política ganhou outra dimensão quando o crescimento começou a aparecer também no número de estudantes atendidos. A rede estadual tinha aproximadamente 81 mil matrículas no ensino médio integral em 2024. O contingente ultrapassou 140 mil no ano seguinte, uma expansão de 73%.

As matrículas de 2025 representavam 34% de todos os estudantes do ensino médio estadual, oito pontos acima da média brasileira, de 26%. A Bahia passou a ocupar a quarta posição nacional em números absolutos, atrás somente de São Paulo, Ceará e Pernambuco.

A Secretaria da Educação informa que o movimento continuou em 2026. A rede já reúne cerca de 175 mil estudantes no ensino médio integral. O número é mais que o dobro do registrado em 2024.

GOVERNO JERÔNIMO

A maior aceleração das matrículas ocorreu durante o governo Jerônimo Rodrigues. A política já vinha ampliando sua presença territorial nos anos anteriores, com a chegada a novas escolas. A curva recente mostra um aumento mais intenso do número de jovens que efetivamente passaram a permanecer mais tempo nas unidades.

A ampliação coincidiu com uma mudança expressiva nos indicadores de fluxo escolar. Entre 2022 e 2025, o abandono no ensino médio estadual caiu de 12,9% para 3%. A reprovação recuou de 16,3% para 4,6%, enquanto a proporção de estudantes com atraso de dois anos ou mais passou de 41,3% para 24%.

A redução do abandono foi de 76,7% em três anos. Isso significa que, para cada grupo de 100 estudantes, a quantidade dos que deixavam a escola antes do fim do ano letivo caiu de quase 13 para três.

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A Prefeitura de Itabuna, representada pela Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (FICC), marcou presença no Fórum Regional de Turismo da Costa do Cacau, realizado no Centro de Convenções de Ilhéus. O encontro reuniu gestores públicos, lideranças políticas regionais e representantes da iniciativa privada para alinhar estratégias conjuntas de fortalecimento do setor, promoção das potencialidades locais e dinamização da economia dos municípios do Sul da Bahia.

Durante a programação, o diretor-presidente da FICC, Aldo Rebouças, apresentou o Ita Pedro como um case de sucesso na gestão pública. A exposição demonstrou como o grande evento festivo se consolidou como uma política eficiente de desenvolvimento socioeconômico, unindo a valorização das tradições culturais ao estímulo direto ao comércio, serviços e turismo regional.

O fórum contou com a participação do prefeito de Camacã, Paulo do Gás; do representante do Conselho Municipal de Turismo de Ilhéus (COMTUR), Jorge Lango; e do presidente da Câmara de Turismo da Costa do Cacau, Rafael Espírito Santo. O diálogo entre os gestores evidenciou a necessidade de integração entre os municípios vizinhos para estruturar rotas turísticas contínuas e ampliar a visibilidade do destino no cenário estadual e nacional.

A articulação promovida pela Câmara de Turismo da Costa do Cacau reafirma a importância da unidade regional entre o poder público e a sociedade civil organizada. Com o intercâmbio de experiências bem-sucedidas, o setor fortalece a geração de emprego e renda, consolidando a identidade cultural e o potencial turístico de toda a região.

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Os interessados em ingressar em um dos cursos técnicos integrados ao ensino médio no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), em Ilhéus, já podem se inscrever para concorrer a uma vaga no ano letivo de 2027. As inscrições podem ser feitas pelo sistema eletrônico até o dia 10 de setembro, com pagamento de R$ 75,00 de taxa. A isenção pode ser solicitada até o dia 21 deste mês.

Os estudantes poderão concorrer a vagas em cursos gratuitos, que unem formação geral e técnica. São ofertadas 180 vagas na modalidade integrada (Ensino Médio + curso técnico), distribuídas entre os cursos de Edificações, Informática e Segurança do Trabalho. Os cursos são voltados para candidatos que tenham concluído o ensino fundamental, do 1º ao 9º ano. A formação tem duração de 4 anos e possibilita que os estudantes cursem o ensino médio e a formação profissional técnica em conjunto, de modo articulado e integrado.

A distribuição das vagas ofertadas em cada curso e turno segue os critérios de 62,8% das vagas reservadas para pessoas que tenham estudado todos os anos do ensino fundamental integralmente em escolas públicas. Nesse grupo estão pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas e de baixa renda. Há ainda 5% das vagas reservadas para cota institucional do IFBA, voltada para pessoas candidatas com deficiência, independentemente da renda e da origem escolar. Os 32,2% das vagas restantes são para ampla concorrência.

PROVAS

A previsão é de que os locais de prova sejam divulgados até 13 de outubro. A prova objetiva está estruturada em 36 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas, contemplando as áreas de ciências da natureza, ciências humanas, linguagens e matemática. Ela será aplicada no dia 18 de outubro, em Ilhéus. Acesse aqui para se inscrever.

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O dólar abriu em queda nesta quarta-feira (12), após alta de 1,02%, a R$ 5,164, na véspera, maior valor desde 3 de julho, quando encerrou o pregão a R$ 5,168. Nesta quarta, os investidores repercutem os dados de inflação dos Estados Unidos e seguem acompanhando a temporada de balanços.
No último pregão, a Bolsa também teve forte reação ao mercado e recuou 2,50%, aos 167.874 pontos, com grande parte das ações no território negativo. Foi o menor nível desde 20 de janeiro de 2026, quando o índice terminou o pregão aos 166.276 pontos.
Às 10h02, a moeda norte-americana tinha queda de 0,24%, cotada a R$ 5,150.
Os preços ao consumidor nos Estados Unidos registraram ligeiro aumento em julho. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% no mês passado, após cair 0,4% em junho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Bureau of Labor Statistics, do Departamento do Trabalho dos EUA. Nos 12 meses até julho, o índice avançou 3,4%, após alta de 3,5% em junho.
Para Vinicius Flores, economista e sócio da Stratton Capital, os dados de inflação vieram em linha com as expectativas do mercado.
“Os dados de julho refletem, na minha opinião, a normalização dos dados de inflação americanos após um mês muito positivo em junho por conta da queda nos preços de energia.” Segundo ele, os dados de aluguéis contribuíram para aproximadamente dois terços do aumento da inflação em julho.
Flores afirma ainda que os dados apontam melhora no núcleo do CPI, que, apesar de continuar acima da meta de 2% do Federal Reserve, recuou de 2,6% para 2,5%.
“Com os dados extremamente em linha com as expectativas do mercado, acredito que o próximo número de inflação que será divulgado antes da decisão do Fed em setembro carregará mais peso para a decisão do comitê.” Segundo o especialista, com os dados atuais, a expectativa para a próxima decisão do Fed não deve mudar, com a probabilidade mais alta sendo a de manter as taxas de juros sem alteração.
O impacto imediato após a divulgação dos dados foi de queda nos rendimentos dos Treasuries e no dólar, medido pelo índice DXY. Às 10h04, o índice recuava 0,16%. Os rendimentos dos Treasuries caíam 0,78%.
No cenário doméstico, os investidores devem acompanhar os impactos dos balanços do Banco do Brasil, da Suzano e da Hapvida. Pela manhã, foram divulgados os dados sobre o setor de serviços do Brasil. O volume de serviços ficou estável em relação a maio e teve alta de 2% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
André Valério, economista sênior do Inter, diz que o resultado de junho foi marcado pela disseminação de taxas negativas, com quatro das cinco atividades pesquisadas apresentando contração no mês. “Destacamos os recuos em serviços profissionais e nos serviços prestados às famílias, que recuaram 1,4% e 1,2%, respectivamente, indicando que tanto componentes da oferta quanto da demanda por serviços tiveram desempenho fraco em junho”, afirma.
A única atividade que expandiu em junho e impediu uma contração geral do setor foi a de informação e comunicação, que avançou 1,8%, reflexo da alta de 2,2% nos serviços de TI. Segundo Valério, apenas os serviços de TI são responsáveis por 56% do crescimento do setor de serviços observado até o momento em 2026.
Durante o último pregão, investidores repercutiram a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, e os dados de inflação de julho.
A ata reforçou a avaliação de que a inflação continua pressionada e que os juros precisam permanecer em nível elevado para desacelerar a economia. No documento do BC, o Copom afirmou que a inflação continua pressionada pela demanda e que esse cenário exige a manutenção dos juros em nível suficientemente elevado para frear a atividade econômica.
“O comitê avalia que as evidências de transmissão da política monetária contracionista para a atividade econômica têm se acumulado gradualmente. Embora a política monetária esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo”, afirmou.
Gustavo Trotta, sócio da Valor Investimentos, vê o comitê preocupado com as expectativas de inflação de longo prazo. “Os cortes, precificados em algumas casas, deixam de ser certo quando recebemos uma ata com um tom mais duro. E juros altos por mais tempo acabam sendo um veneno para a Bolsa”.
A divulgação do documento se somou a do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O indicador desacelerou a 0,07% em julho, após marcar 0,16% em junho, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A taxa de 0,07% é a menor para meses de julho em quatro anos, desde 2022 (-0,68%). Com os dados de julho, o IPCA passou a acumular alta de 4,44% em 12 meses, após marcar 4,64% até junho. Assim, o índice ficou abaixo do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC.
O IPCA, contudo, ficou acima da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0%, segundo a agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de -0,1% a 0,07%. A leitura dos analistas é de que, apesar da desaceleração, o cenário permanece desafiador.
O pregão também foi pressionado por pesquisa eleitoral da CNT/MDA, que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que soma 39,1%.
No primeiro turno da disputa, o petista soma 42,4%, enquanto Flávio soma 28,7% (13,7 pontos percentuais de diferença). Na pesquisa anterior, realizada em junho, Lula registrava 42%, enquanto Flávio somava 28%.
Para Guilherme Casa Grande Rodrigues, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, a pesquisa aumentou a incerteza sobre a política econômica e fiscal do próximo governo. “É esse prêmio de risco adicional que ajuda a explicar o motivo do real sofrer mais do que os pares. O movimento conversa diretamente com o alerta da ata do Copom de hoje”.
A pressão eleitoral também foi mencionada pelo JPMorgan ao reduzir a recomendação para ativos brasileiros. Em relatório, a instituição indicou que a volatilidade no período eleitoral, a queda mais lenta dos juros e um processo de desinflação mais demorado devem pressionar o mercado acionário brasileiro durante o ano.
No exterior, persistiem as incertezas em torno da guerra no Oriente Médio. Nesta terça, a violência voltou a escalar. Os Estados Unidos dispararam dois mísseis contra um navio que furou seu bloqueio ao Irã, e rebeldes pró-Teerã do Iêmen mataram quatro marinheiros em uma embarcação no mar Vermelho.
Os incidentes ocorreram em meio ao impasse diplomático vivido na região entre o governo de Donald Trump, que voltou a fazer ameaças aos iranianos, e a teocracia, em torno de um acordo para pôr fim à guerra iniciada por EUA e Israel no fim de fevereiro.
Às 10h06, o barril do petróleo Brent era negociado a US$ 88,72, com queda de 0,21%.

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Valores divulgados, nesta terça-feira (11), pelo Banco Central (BC) mostram que há mais de R$ 5,12 bilhões esquecidos em instituições financeiras brasileiras. Desse total, R$ 3,76 bilhões pertencem a cerca de 22,66 milhões de pessoas físicas, e R$ 1,35 bilhão a 2 milhões de pessoas jurídicas, de acordo com informações do Sistema Valores a Receber (SVR).

Segundo o BC, dos mais de R$ 20,93 bilhões que estavam esquecidos em instituições financeiras como bancos e consórcios, R$ 15,81 bilhões foram sacados. Dos valores já devolvidos, R$ 11,65 bilhões tiveram como destino 38,73 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 4,15 bilhões foram destinados a 4,7 milhões de pessoas jurídicas.

SAQUES

Os brasileiros sacaram, em junho, R$ 340 milhões em valores esquecidos por clientes bancários no sistema financeiro. Em maio, foram retirados R$ 427 milhões, valor ligeiramente inferior aos R$ 483 milhões devolvidos em abril.

As quantias dos valores a receber são geralmente mais baixas. Para cerca de 18,5 milhões de beneficiários, os valores esquecidos são de até R$ 10 – o que corresponde a cerca de 70% do total de beneficiários. Para 4,96 milhões de usuários, os valores devidos encontram-se na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100 (18,73% do total). Valores acima disso foram esquecidos por cerca de 3 milhões de brasileiros (cerca de 11% do total).

SISTEMA

O SVR é um serviço do BC por meio do qual o cidadão pode consultar se ele próprio, sua empresa ou pessoa morta tem dinheiro esquecido em algum banco, consórcio ou outra instituição, como financeiras e corretoras.

Para a consulta, não é preciso fazer login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa, inclusive para aquelas já fechadas. Caso haja algum valor, é preciso acessar o sistema e fazer login com a conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro e verificação em duas etapas.

O dinheiro pode ser resgatado de três formas:

Solicitar diretamente à instituição responsável;
Requerer pelo próprio Sistema de Valores a Receber;
Pedir resgate automático de valores.
Os valores esquecidos são originados de:

*contas-correntes ou poupanças encerradas;
*cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
*recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
*tarifas cobradas indevidamente;
*parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas indevidamente;
*contas de pagamento pré ou pós-paga encerradas;
*contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas;
*outros recursos disponíveis nas instituições para devolução.

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