O Carnaval de 2025 deve impulsionar a economia baiana com uma movimentação estimada em R$ 4,5 bilhões nos setores de comércio e turismo. A projeção, divulgada pela Federação do Comércio da Bahia (Fecomércio-BA), tem como base dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa um crescimento real de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, já descontada a inflação.

A maior parte desse montante, R$ 4,1 bilhões, deve ser gerada pelo comércio varejista, especialmente em segmentos diretamente ligados à festa, como supermercados e vestuário. Segundo o presidente do Sistema Comércio BA, Kelsor Fernandes, a demanda aumenta tanto por parte dos consumidores quanto dos empresários que reforçam os estoques de alimentos e bebidas para eventos, hotéis, dentre outros.

“No segmento de vestuário, é importante deixar claro que o dado não consegue captar as vendas de abadás dos trios de Salvador, por exemplo. Trata-se do varejo regular, estabelecido o ano todo”, esclarece o consultor econômico da Fecomércio BA, Guilherme Dietze.

Já o setor de turismo deve movimentar aproximadamente R$ 400 milhões, abrangendo serviços como hospedagem, transporte rodoviário interestadual, agências de turismo e locação de veículos. Dietze ressalta que, embora o estudo não inclua serviços como traslados e passeios por limitações técnicas, a demanda por essas atividades também cresce significativamente no período.

Entre os fatores que impulsionam esse crescimento, destacam-se a melhora na condição econômica das famílias, com mais emprego, renda e acesso ao crédito, além do aumento do fluxo de turistas na Bahia. Além disso, a mudança no calendário influencia a comparação: em 2024, o Carnaval ocorreu em fevereiro, enquanto em 2025 a festa será em março.

“Como tecnicamente é inadequado comparar meses diferentes, a base de comparação de 2024 está sem o Carnaval, que traz um movimento maior. De qualquer forma, esse mesmo período do ano passado apresentou um incremento de 9%, o que significa, para a projeção atual de 10%, um resultado muito favorável”, explica o economista.

Outro fator positivo é o aumento no número de voos para os principais aeroportos do estado, como Salvador e Porto Seguro, o que deve ampliar a chegada de turistas e impulsionar ainda mais os gastos no comércio e no turismo local.

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O prefeito de Itabuna, Augusto Castro, e representantes da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna participaram de uma reunião na Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB) com a Dra. Mônica Hupsel Frank, superintendente da Regulação (SUREGS), e sua equipe técnica. O encontro reforça a parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura e a Santa Casa na busca por melhorias na assistência hospitalar da região.

Durante a reunião, foram tratadas demandas da inauguração da ampliação do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, bem como demandas da unidade, além da inauguração da nova unidade de hemodiálise do Hospital São Lucas, do contrato de leitos de retaguarda da unidade e do andamento do projeto de oncologia. Estiveram presentes o vice-provedor da Santa Casa, Peter Deviris, e o primeiro tesoureiro, André Wermann, que participaram das discussões sobre o fortalecimento da rede de saúde do município.

Para o vice-provedor da Santa Casa, Peter Deviris, a reunião foi essencial para alinhar estratégias e consolidar essa aliança. “A ampliação dos serviços de hemodiálise e a estruturação da oncologia são fundamentais para atender à crescente demanda da população. Esse diálogo entre a SESAB, a Prefeitura e a Santa Casa fortalece as parcerias necessárias para garantir um atendimento mais eficiente e acessível para todos”, afirmou.

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As exportações baianas registraram forte recuo em janeiro, reflexo da queda do volume de embarques, devido principalmente à entressafra da soja, carro chefe da pauta de exportação do estado, que reduziu os embarques em 75%. Também houve redução nos embarques da celulose, dos derivados de petróleo e dos produtos químicos. O montante exportado foi US$ 660,2 milhões, uma queda de 33,8% frente aos US$ 997,6 milhões exportados em janeiro do ano passado.

 

As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), a partir da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

 

Os preços de alguns produtos, como café e celulose, metais preciosos, cacau e petróleo subiram no mês passado, compensando em parte a redução do volume de embarques que recuou como um todo, em 49,2% frente a janeiro de 2023. O resultado é o mais baixo para meses de janeiro desde 2021, quando a balança comercial do estado tinha registrado déficit de US$ 64,6 milhões. Agora o déficit alcançou US$ 217,1 milhões.

 

Todos os grandes setores apresentaram queda em relação ao mesmo mês de 2023. A indústria de transformação registrou variação negativa de 36%, somando US$ 240 milhões. O setor de agropecuário, puxado pelo mau desempenho da soja, teve queda de 41% nas exportações no comparativo interanual, alcançando US$ 306 milhões. Já a indústria extrativa sofreu a menor queda, de 0,8%, passando a US$ 90,7 milhões.

 

As exportações brasileiras para China, principal destino dos produtos baianos, caíram 65,8% no primeiro mês de 2025, em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as vendas totais para a Ásia recuaram 66,4%.

 

Na mesma base de comparação, as vendas para a América do Norte diminuíram 10,7%, enquanto para a América Latina, incluindo o Mercosul, subiram 84%, puxado pelo aumento das vendas para a Argentina em 50%, devido a base baixa de comparação. Para a União Europeia, houve expansão de 29,4%.

 

Em contraste com as exportações, as importações seguem crescendo. Em janeiro, elas alcançaram US$ 877,3 milhões – crescimento de 25,7%, com destaque para o grande aumento das compras de bens intermediários, que cresceu 47,7%, puxado por fertilizantes (198%), cacau em bruto (405,8%), além de outros insumos, peças e células fotovoltaicas em painéis, que acusou crescimento de 440% no comparativo interanual. Em volume, as importações também cresceram 23,2%, principalmente dos EUA e da China.

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O ano de 2024 foi marcado por um recorde na temperatura média global, atingindo 1,6°C acima dos níveis pré-industriais. Agora, cientistas apontam que as chuvas caíram em quantidade acima da média e com distribuição irregular, castigando desproporcionalmente algumas regiões do planeta, como o sul da Ásia e a Austrália.
Segundo um relatório elaborado com dados preliminares da precipitação na Terra no ano passado, o planeta teve 2,9 mm de chuva por dia, em média -um aumento de 0,09 mm por dia em relação ao intervalo dos anos de 1983 a 2023 (2,81 mm). De acordo com os cientistas, o número é um provável recorde.
A análise foi feita com dados do Global Precipitation Climatology Project (projeto de climatologia de precipitação global), um conjunto de dados de chuvas no planeta ativo desde 1979.
Quando é considerada apenas a precipitação sobre as porções de terra, excluindo os oceanos, o aumento foi de 0,1 mm por dia na média global.
O relatório foi publicado em janeiro por cientistas do Centro Interdisciplinar de Ciências do Sistema da Terra, da Universidade de Maryland, nos EUA.
Enquanto partes do oceano Índico, sul da Ásia, oeste do Pacífico e Austrália ficaram mais úmidas do que o normal, a América do Sul esteve mais seca, especialmente a amazônia, que sofreu uma estiagem prolongada.
De acordo com os cientistas, as secas e as chuvas extremas foram reforçadas pelo El Niño, registrado de junho de 2023 a junho de 2024, e pelo aquecimento global.
O El Niño é um fenômeno natural que aquece a superfície do oceano Pacífico, o que desencadeia alterações nos padrões de seca e chuvas e aumento da temperatura média global, entre outros efeitos climáticos.
“Vemos a temperatura do Pacífico aumentar durante o El Niño e diminuir durante o La Niña. Mas, ao fundo, há um aumento gradual da temperatura, que é resultado da mudança climática. Essa variabilidade natural está sendo intensificada pelo aquecimento global”, diz José Marengo, climatologista e coordenador de pesquisa e desenvolvimento do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), que não participou do estudo.
“Observamos anos com muita chuva em algumas regiões e, no ano seguinte, o oposto. Os extremos climáticos estão se tornando ainda mais intensos. As áreas chuvosas, especialmente as oceânicas, estão ficando ainda mais chuvosas, enquanto regiões continentais, como o México, parte da amazônia, algumas áreas do sul da África e do Mediterrâneo europeu, estão ficando mais quentes”, afirma.
Para Pedro Luiz Cortês, professor do Instituto de Energia e Ambiente da USP (Universidade de São Paulo), os cientistas têm verificado mundialmente um desequilíbrio em relação aos padrões climáticos que existiam até o final do século passado.
“Principalmente a partir da década de 1990, começaram a aparecer alterações nos padrões de chuva e de temperatura, e isso foi se intensificando ao longo das décadas seguintes. Há cerca de 30 anos passamos por uma mudança cada vez mais significativa, sem perspectiva de que isso possa diminuir ou voltar aos padrões que tínhamos até o final do século passado”, diz.
Cortês cita o exemplo do que aconteceu no Brasil em 2024 para ilustrar as mudanças no padrão e a distribuição irregular das chuvas, com a seca na amazônia e as inundações no Rio Grande do Sul.
“Esses desequilíbrios estão se tornando cada vez mais intensos. Embora os dados mostrem um aumento na precipitação global, isso não significa que a chuva esteja sendo distribuída de uniformemente -e esse é um ponto fundamental para entender os impactos das mudanças climáticas”, diz.
Segundo os cientistas, o dado apresentado no relatório deve servir também para reforçar o alerta de que as cidades não estão adaptadas para a nova realidade.
“Não adianta termos as melhores previsões meteorológicas ou os alertas mais precisos de risco de desastre se as cidades continuam sendo construídas em áreas de risco e a população não tem percepção clara do perigo”, diz Marengo, do Cemaden. “Para salvar vidas e propriedades, temos de trabalhar com prevenção”, completa.
Cortês, da USP, diz que é preciso mudar a forma como as cidades lidam com desastres climáticos. Segundo ele, hoje há prevalência de políticas reativas.
“Eventos extremos são difíceis de evitar completamente, mas podemos minimizar seus impactos”, afirma.
“Um exemplo é aumentar a permeabilidade das cidades. Grandes centros urbanos, como São Paulo, são extremamente impermeáveis devido ao asfalto, ao cimento e ao concreto. Isso faz com que a água da chuva escoe rapidamente para as galerias pluviais, que não foram projetadas para volumes tão intensos”, completa Cortês, que sugere medidas como jardins de chuva, corredores verdes e aumento da arborização.

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Policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (19) no local conhecido como Shopping Popular de Ilhéus, no Litoral Sul. O cumprimento dos mandados, expedidos pela Justiça Federal em Ilhéus, faz parte da Operação Rota de Colisão de combate ao desvio de objetos postais do Centro de Distribuição dos Correios (CDD), em Ilhéus. O Shopping Popular fica no Centro da cidade. 

Segundo a Polícia Federal (PF), a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) estima que o prejuízo decorrente das indenizações pagas em razão dos desvios das mercadorias, notadamente aparelhos celulares, somam mais de R$ 270 mil.

A PF informou que as investigações apontam evidências que parte das mercadorias desviadas do fluxo postal foram revendidas no comércio da cidade. Os delitos apurados são peculato desvio, inserção de dados falsos em sistemas informatizados da administração pública e receptação.

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Um novo estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mediu os impactos dos genéricos no preço dos medicamentos. Os resultados mostram que, quanto mais opções de um determinado medicamento são colocadas no mercado, mais barato fica o produto. A queda pode chegar a mais de 50%. As informações são da Agência Brasil.

 

Os genéricos podem ser produzidos a partir do momento em que o chamado “medicamento de referência” tem a patente quebrada, o que geralmente ocorre 20 anos após o lançamento, ou antes, em alguns casos específicos. Os produtos têm a mesma substância ativa, forma farmacêutica, dosagem e indicação farmacológica que o chamado medicamento de referência.

Detalhes do estudo foram destacados no site do Ipea nesta segunda-feira (10), quando se completam 26 anos da Lei Federal 9.787/1999, que estabeleceu os medicamentos genéricos no Brasil. De acordo com os resultados, com a entrada do primeiro produto genérico no mercado, houve redução média de 20,8% nos preços mínimos. A partir do terceiro, a economia é de cerca de 55,2%.

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A Trifil/Lupo iniciou nesta segunda-feira (10) a seleção de profissionais para preenchimento de mais de 500 vagas de emprego em linha de produção em Itabuna, além de cadastro de reserva. Os interessados deverão se cadastrar por meio do SineBahia, do Governo do Estado, e do Proate, da Prefeitura de Itabuna, ao longo desta semana. A inscrição de interessados vai até sábado (15).

Hoje (10), o SineBahia começou a selecionar 150 profissionais (confira essas e outras vagas clicando aqui). A unidade funciona até as 16h, mas o interessado deve chegar ao local até, no máximo, 15h30min para ser atendido.

Pelo Proate, o cadastramento será feito tanto no Centro Administrativo Firmino Alves, sede da Prefeitura, no bairro São Caetano, como no Centro de Cultura Adonias Filho, no Jardim do Ó, no centro da cidade (confira programação abaixo).

Nesta segunda-feira, o Proate, que, assim como o SineBahia faz intermediação de mão de obra para empresas, fará seleção de 70 vagas, mas apenas no Centro Administrativo, conforme o coordenador do Proate, Luiz Amaral.

Amanhã, terça-feira (11), serão 200 vagas – 100 pela manhã e outras 100 à tarde no Centro de Cultura. Na quarta e quinta-feiras (12 e 13), serão 70 vagas no turno matutino e outras 70 no vespertino, no Centro Administrativo.

Na sexta-feira e no sábado (14 e 15), no Centro de Cultura Adonias Filho, serão oferecidas 100 vagas pela manhã e outras 100 à tarde.

Os documentos exigidos para cadastro são as carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade, além do currículo.

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Uma pesquisa conduzida a pedido da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgada na última quinta-feira (6), percebeu melhoria no total de famílias endividadas no país, com diminuição para 76,1% em janeiro. O resultado representa uma queda de 0,6 ponto percentual em relação a dezembro e de 2 pontos percentuais no comparativo com o mesmo período em 2024.

 

Uma das brasileiras que conseguiu sair da situação de endividamento foi a professora Danieli Silveira. Para isso, ela diminuiu bastante os gastos, evitou parcelas e buscou fazer compras somente à vista. “É assim que estou me policiando e conscientizando que o consumo saudável é a melhor saída”, explica a docente. Ela se percebe, hoje, como alguém que tem suas dívidas controladas, e é certeira ao afirmar: “Não quero passar por isso novamente”.

 

O que ocasionou a situação do tipo “bola de neve” foi o desemprego da professora. “O primeiro vilão foi o cheque especial. Como não tive renda, ele estruturou o pagamento das contas. Quando voltei a ter renda, o rombo negativo nunca dava pra cobrir. Então vieram os cartões de crédito para poder suprir o consumo das necessidades básicas. Um cartão pra pagar outro”, contou à Agência Brasil.

 

O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de crédito utilizada pelos consumidores, atingindo 83,9% do total de devedores, valor 3% menor do que o auferido no começo de janeiro. O técnico em logística Cesar (nome fictício) é parte destes endividados, e um dos que não conseguirá pagar suas dívidas. A família teve as contas comprometidas após o afastamento de sua companheira do trabalho para tratamento de um câncer desde o final de 2023. Ela parou de trabalhar como enfermeira no turno da noite, quando recebia um adicional

 

Eles já tinham financiamento imobiliário e empréstimos, mas começaram a acumular dívidas no cartão de crédito, que foram aumentando. Cesar recorreu ao Procon paulista para negociar os juros, e deve conseguir condições melhores de pagamento já nas próximas semanas. “Vou ser sincero, estou mais preocupado com a saúde mental da minha esposa e da família em geral”, conta o técnico, que espera reorganizar as finanças após a renegociação.
Pesquisa
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também apurou se as pessoas conseguirão pagar suas dívidas. Em janeiro deste ano 29,1% das famílias têm dívidas em atraso e 12,7% não conseguirão pagá-las. Em dezembro eram 29,3% e 13%, respectivamente, e em janeiro de 2024 eram 28,3% e 12%. Foi o primeiro recuo na inadimplência desde julho de 2024.

 

As dívidas comprometem, em média, 30% da renda das famílias ouvidas. Segundo o estudo este dado é subjetivo, o que indica que as pessoas podem estar menos propensas a realizar gastos,com perspectivas mais conservadoras para o consumo.

 

As famílias mais vulneráveis, que são aquelas que recebem até 3 salários mínimos, representaram o único grupo pesquisado que teve aumento em suas dívidas,cujo percentual de endividamento aumentou, na comparação com janeiro de 2024 (79,2%) e 18,4% não terão como quitar suas dívidas. O estudo também percebeu que um quinto de todas as famílias com dívidas tem mais da metade de sua renda comprometida.

 

Mesmo com o resultado positivo dos índices de endividamento e inadimplência a CNC estima que  o endividamento das famílias voltará a crescer durante este ano. Segundo o estudo os percentuais devem começar a subir a partir de março, fechando o ano com 77,5% das famílias brasileiras endividadas e 29,8% inadimplentes.

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A decisão, da juíza Elaine Christina Alencastro Veiga Araújo, da 10ª Vara Cível de Goiânia, é fruto de uma ação civil pública promovida pelo Ministério Público do Estado de Goiás, que argumentou que a exigência é venda casada, prática abusiva proibida pelo Código de Defesa do Consumidor, pois força os clientes a adquirir itens adicionais que não desejavam inicialmente. O iFood afirma que vai recorrer da decisão.
No processo, o iFood alegou que não vende produtos diretamente, mas apenas atua como intermediário entre restaurantes e consumidores. A empresa afirmou que o valor mínimo era uma decisão dos próprios estabelecimentos, visando à viabilidade econômica das operações. A juíza, no entanto, entendeu que o iFood integra a cadeia de fornecimento e, portanto, é responsável solidária por práticas abusivas.
Na sentença, a juíza rejeitou os argumentos da plataforma e determinou a remoção gradual da exigência de valor mínimo ao longo de 18 meses. A redução será feita em etapas, começando com a diminuição imediata do limite para R$ 30, com novas reduções de R$ 10 a cada seis meses, até que a exigência seja eliminada. O não cumprimento pode resultar em multas de até R$ 1 milhão por etapa não atendida.
Segundo a magistrada, a modulação da sentença foi estabelecida para evitar um colapso no sistema, levando em conta o impacto social e a necessidade de equilibrar os interesses de consumidores e fornecedores.
A sentença também anulou cláusulas contratuais entre o iFood e seus parceiros comerciais que permitiam a imposição de um valor mínimo nos pedidos.
O iFood ainda foi condenado a pagar R$ 5,4 milhões por danos morais coletivos, valor que será destinado ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor. Segundo a juíza, a pena tem a intenção de “desestimular a parte de tais práticas” e considera a extensão do dano -que atingiu milhões de brasileiros pela plataforma que possui mais de 270 mil estabelecimentos cadastrados e média dos pedidos mínimos no valor de R$ 20.
Em nota, o iFood afirmou que a decisão não afeta suas operações e que os restaurantes ainda podem optar por estabelecer pedidos mínimos. A empresa diz a proibição “prejudicaria sobretudo pequenos negócios que dependem da plataforma para operar”.
“Sem essa prática, os restaurantes seriam obrigados a pararem suas operações para realizar pedidos de pequenos itens do cardápio, como, por exemplo, um refrigerante. A empresa esclarece que o valor mínimo também é cobrado em pedidos feitos por telefone, WhatsApp e aplicativos dos próprios restaurantes”, diz a nota.
A empresa afirma que irá recorrer da decisão da Justiça de Goiás, argumentando que essa prática é uma estratégia legítima e comum em todo o setor, essencial para cobrir os custos operacionais dos restaurantes e garantir a sustentabilidade de seus negócios.

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O Hospital Manoel Novaes, referência em assistência materno-infantil no sul da Bahia, foi reconhecido como a maternidade melhor pontuada da saúde pública baiana, com base na entrega efetiva de resultados. O destaque reafirma o compromisso da unidade na prestação de serviços de qualidade para gestantes e recém-nascidos.

Em razão do reconhecimento, o hospital foi integrado ao Programa Mãe Bahia – O Futuro da Gente, conforme estabelece a Portaria nº 152, de 04 de fevereiro de 2025, publicada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (SESAB).

Programa Mãe Bahia

O Programa Mãe Bahia – O Futuro da Gente foi criado pelo Governo do Estado para fortalecer a assistência materno-infantil, ampliando o acesso ao parto seguro e qualificado e reduzindo os índices de mortalidade materna e infantil na Bahia.

A iniciativa estabelece incentivos financeiros para hospitais públicos e filantrópicos sem fins lucrativos, como o Hospital Manoel Novaes, que atendem os critérios de desempenho e qualidade na assistência ao parto e nascimento.

O programa busca ampliar o acesso ao atendimento materno-infantil de qualidade, reduzir a mortalidade materna e neonatal, fortalecer a estrutura das maternidades e hospitais de referência, garantir uma rede eficiente de regulação para partos de alto risco, além de aprimorar o acompanhamento das gestantes e recém-nascidos.

O incentivo é destinado às unidades que atendem padrões específicos de qualidade e resolutividade no atendimento materno-infantil, sendo distribuído com base na tipologia hospitalar e nos indicadores de desempenho.

Compromisso com a saúde

Essa conquista reflete o comprometimento do Governo do Estado, sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, da secretária estadual de Saúde, Roberta Santana, do prefeito Augusto Castro, bem como da secretária municipal de Saúde de Itabuna, Lívia Mendes, em fortalecer a rede materno-infantil e garantir um atendimento de excelência para mães e bebês em toda a Bahia.

O provedor da Santa Casa de Itabuna, Francisco Valdece, destacou a importância desse reconhecimento: “Esse resultado é fruto do trabalho incansável de nossa equipe, que se dedica diariamente para oferecer uma assistência materno-infantil humanizada e de excelência. Agradecemos ao governador Jerônimo Rodrigues, à secretária Roberta Santana, o prefeito Augusto Castro, à secretária municipal Lívia Mendes e a todos que contribuem para fortalecer a saúde pública na Bahia.”

Com essa conquista, o Hospital Manoel Novaes segue consolidando sua posição como um dos principais centros de referência na saúde materno-infantil do estado, garantindo atendimento qualificado e impactando positivamente a vida de inúmeras famílias.

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Os profissionais das escolas estaduais da Bahia deverão emitir, até segunda-feira (10), um comunicado oficial sobre a proibição do uso de celulares em ambiente escolar. A medida foi definida em reunião com o governador Jerônimo Rodrigues e a secretária de Educação, Rowenna Brito, e busca esclarecer a Lei 15.100, sancionada em janeiro pelo presidente Lula.

A nova regra, que entra em vigor a partir de 2025, impede o uso de celulares durante aulas, recreios e atividades extracurriculares. No início do ano letivo, alunos e responsáveis receberão o comunicado e encontrarão placas informativas nas unidades escolares. Até o dia 14, a Secretaria de Educação promoverá reuniões e distribuirá cartilhas para orientar sobre a implementação da lei.

O governo não detalhou como a proibição será aplicada de imediato nem a forma de armazenamento dos celulares. No entanto, a lei prevê exceções em casos específicos, como:

Atividades pedagógicas sob orientação de profissionais de educação;

Situações de perigo ou emergência;

Motivos de força maior para rápida resolução de problemas;

Garantia de acessibilidade e inclusão;

Gerenciamento de situações de saúde.

A medida segue uma tendência nacional de regulamentação do uso de celulares em escolas públicas, visando melhorar o ambiente de aprendizado e reduzir distrações durante as atividades escolares.

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O ano de 2025 será importante para Gilberto Gil, que faz a turnê ‘Tempo Rei’, onde se despede dos palcos após 50 anos de carreira. Em entrevista à Quem, o Imortal falou sobre o momento que vive atualmente e como o cenário da cultura brasileira se transformou ao longo dos anos.

 

Para Gil, ainda estar nos holofotes em um momento em que o Brasil se destaca internacionalmente, com a indicação ao Oscar de ‘Ainda Estou Aqui’, é a prova de que as pessoas do país sempre acreditaram na cultura, independente do seu tempo.

 

“Essa efervescência que você identifica na contemporaneidade, nos tempos de hoje, eu acho que ela sempre existiu. Esses reflexos como a indicação de um filme brasileiro ao Oscar, minha turnê de despedida, todas essas coisas representam uma força cultural que o Brasil sempre teve, que vem crescendo com o próprio crescimento da população, do prestígio brasileiro no mundo, a força brasileira da produção agrícola, industrial, cultural”, afirmou.

 

O cantor, músico, escritor e ex-ministro da Cultura ainda afirmou que apesar de se despedir dos palcos, espera continuar contribuindo para a cultura brasileira. “Eu já contribuí nos últimos 50 anos para tudo isso e espero continuar contribuindo enquanto viver”.

 

A turnê ‘Tempo Rei’ acontece em Salvador no dia 15 de março, na Arena Fonte Nova. Os ingressos estão sendo vendidos no site Eventim e tem apenas os camarotes disponíveis com valores a partir de R$ 725.

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