O entusiasmo que marcou o lançamento do Projeto Direito de Saber, terça-feira (22), em Ilhéus, ganhou novos contornos na manhã desta quarta-feira (23), em Itabuna. Com o Teatro Municipal Candinha Dória lotado por estudantes da rede pública municipal, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) deu continuidade à iniciativa, reunindo adolescentes entre 12 e 14 anos para uma conversa com o tema “Justiça e dignidade: diálogos sobre o combate ao racismo e a prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar contra meninas”.
O tema central evidenciou a atuação integrada do TJBA na promoção e proteção dos direitos fundamentais. A ação integra a programação da 2ª edição do Projeto Justiça em Território – Presença que Transforma e consolida a proposta de um Judiciário que chega às comunidades por meio da informação, da escuta e da educação em direitos.
Ao dialogar diretamente com os estudantes, o Desembargador José Rotondano destacou que “a ideia central do projeto Justiça em Território, iniciativa que tive o orgulho de idealizar, é justamente romper os muros dos gabinetes e levar a Justiça para onde as pessoas vivem”.
O Desembargador Lidivaldo Reaiche, Presidente da Comissão Permanente de Igualdade, Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos Humanos, ressaltou que o enfrentamento ao racismo também passa pela educação e pelo acesso à informação desde a infância. Já a Desembargadora Nágila Brito, que preside a Coordenadoria da Mulher, ressaltou a necessidade de ações permanentes de conscientização diante dos elevados índices de violência contra as mulheres.
A Coordenadoria da Infância e da Juventude também participou do encontro, o que reforça o compromisso permanente do Tribunal de Justiça da Bahia com ações educativas voltadas à proteção integral desse público, especialmente diante dos desafios impostos pelo ambiente digital. E o Desembargador Alberto Raimundo Gomes dos Santos, Ouvidor Judicial, abriu um canal permanente de escuta, acolhimento e encaminhamento de manifestações relacionadas aos serviços prestados pelo Poder Judiciário.
As palestras foram conduzidas pelas professoras Aline Maron Setenta, Saskya Miranda e pelo professor Lucas Gabriel, que abordaram, de forma acessível e adequada à faixa etária dos alunos, questões relacionadas ao combate ao racismo, à prevenção da violência doméstica e familiar contra meninas e à proteção de crianças e adolescentes.
