A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e em parceria com o Instituto Setes, deu início nesta segunda-feira, dia 21, a um grande Mutirão de Oftalmologia com o objetivo de ampliar o acesso da população a consultas e cuidados com a saúde dos olhos. A ação integra o Projeto “Mais Saúde Menos Fila” e seguirá até quinta-feira, dia 24, das 8 às 18h, na Praça Rio Cachoeira.

Cinco consultórios foram instalados para o atendimento da população. Além das consultas oftalmológicas, os pacientes que apresentarem necessidade e tiverem indicação profissional poderão receber óculos, cujas armações já estão disponíveis no local para escolha dos pacientes.

A secretária municipal de Saúde, Lívia Mendes, reforça que aproximar o atendimento de quem precisa, reduzir o tempo de espera e oferecer uma assistência cada vez mais humanizada e resolutiva é um compromisso do prefeito Augusto Castro (PSD).

“Esta é mais uma importante ação do Mais Saúde Menos Fila que amplia o acesso da população aos serviços especializados. Nossa capacidade de atendimento é de 650 pacientes por dia, sendo 325, no turno da manhã, e 325, no período da tarde”, informa.

Ela informa que o atendimento reúne pacientes previamente regulados, mas também contempla demanda espontânea, ou seja, quem comparecer ao local sem guia de atendimento, também poderá passar por avaliação.

“O cuidado com a saúde visual também é cuidado com a qualidade de vida, com a autonomia e com o bem-estar das pessoas. Essa é a determinação do prefeito Augusto Castro e o trabalho da Secretaria Municipal de Saúde é transformar esse compromisso em atendimento para a população,” acrescenta.

Cada dia foi reservado para pacientes das Unidades de Saúde que integram os quatro módulos (áreas territoriais do município).

Nesta segunda-feira estão sendo atendidos pacientes do Módulo IV, do qual fazem parte bairros como Conceição, Jardim Primavera, Sarinha Alcântara, Jaçanã, São Caetano, entre outros.

“Chegamos cedo e foi tudo muito rápido. Muito bom porque ela já escolheu o óculos. Uma consulta completa. A Prefeitura de Itabuna está de parabéns”, disse uma paciente.

Adriele Santos, moradora do Bairro de Zizo, também passou por uma consulta pela primeira vez e já saiu de lá com a indicação de uso de óculos. “Eu já tinha passado por um oftalmo uma vez, mas não precisava de óculos. Mas, agora será necessário. Fiquei feliz porque não vou precisar comprar”, contou.

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A compra de imóveis já foi a base de estratégias de investimento. Hoje, entretanto, o cenário é outro, em especial, para uma geração que busca segurança em meio a um futuro percebido como incerto.
Para parte da geração Z, nascida entre 1997 e 2012, o mercado imobiliário não é visto como um meio de acumular capital, mas sim como um objetivo de longo prazo. E, muitas vezes, é necessário investir antes para conseguir ter a entrada e fazer o financiamento caber no bolso.
Estudos como Retratos do Morar, do Grupo Quinto Andar com a Ipsos-Ipec em 2025, ilustram esse cenário. Apesar de a geração Z liderar a intenção de compra de imóveis no Brasil, com metade dos entrevistados afirmando que pretendem adquirir um nos próximos anos, apenas 14% pensam neles como investimento —o menor índice dentre todas as faixas etárias.
“A mudança está na percepção de acesso”, diz a advogada e especialista em finanças comportamentais Carol Velloso.
“E quando o imóvel é pensado como investimento, e não moradia, esse mesmo entrave de capital se soma a uma questão de liquidez: comprar um imóvel ou terreno para investir exige capital inicial alto, entrada expressiva e financiamento de longo prazo em um cenário de juros elevados”, diz.
Se antes educação e um bom trabalho eram considerados caminhos naturais para conquistar a segurança financeira, simbolizada pela aquisição da casa própria, jovens têm se percebido em uma rota diferente.
“Após sucessivas crises, incluindo a pandemia da Covid-19, os jovens lidam com maiores incertezas sobre essas conquistas, optando por adiá-las por falta de dinheiro até mesmo para a entrada do imóvel”, explica Velloso.
É o caso do psicólogo Henrique Pasquin, 26, que prioriza investimentos de maior segurança e liquidez, como CDBs (certificado de depósito bancário), em meio a um futuro que vê como incerto.
“Sinto uma insegurança significativa a respeito do cenário econômico futuro, tanto nacional quanto global, e esse receio me leva a um aporte muito mais conservador a respeito de planejamento futuro, inclusive mais do que eu gostaria.”
A sensação de instabilidade tornou a construção de uma reserva emergencial sólida seu objetivo imediato —mesmo que isso signifique passar alguns anos com despesas a mais, incluindo o aluguel.
“Vejo adquirir um imóvel como um investimento interessante e resiliente, tanto pela própria valorização do terreno quanto por reduzir uma dívida passiva, de aluguel, e se tornar um ativo em potencial, mesmo que no longo prazo.”
A questão é como dar início a essa jornada: “Não consigo me ver tendo aporte para engajar nessa etapa em menos de uma década”, relata.
E não é só uma questão de percepção: “Hoje, mesmo entre os jovens mais bem remunerados, comprar a casa própria exige um esforço proporcionalmente muito maior do que exigia no início dos anos 2000”, pontua Matheus Villela, analista da gestora de patrimônio Aware Investments.
Ele explica que a deterioração do poder de compra imobiliário aparece de forma concreta nos dados a partir dos anos 2000. Um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) sobre lançamentos residenciais na Grande São Paulo evidencia que, de 2000 para 2006, o preço médio de um apartamento de 105 m², já corrigido pela inflação, passou de aproximadamente R$ 194 mil para R$ 353 mil —aumento real de mais de 80% em apenas seis anos.
Com o preço dos imóveis subindo em um ritmo real superior a qualquer faixa de renda, o descompasso se acumulou por mais de duas décadas, como explica Villela. Em dezembro de 2025, segundo o Índice FipeZAP, o preço médio de venda residencial no país foi de R$ 9.600 por metro quadrado —ao mesmo tempo em que o rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas no país foi de R$ 3.600.
“Em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, o valor por metro quadrado é ainda maior, criando um efeito de retroalimentação em que ganhar bem quase sempre implica morar onde comprar é mais difícil”, explica o analista.
APOSENTADORIA TAMBÉM É PREOCUPAÇÃO PARA A GERAÇÃO Z
Estudo da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) em parceria com o Datafolha aponta que 66% da geração Z pretende começar a poupar para a aposentadoria, enquanto apenas 12% já começaram a poupança.
É o caso do estudante de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Pedro Fonseca, 22, que também visa um futuro com casa própria –mas hoje tem como principal objetivo com os investimentos viabilizar uma aposentadoria.
“Meu pensamento é fazer o patrimônio crescer aos poucos, que me permita no futuro viver dos dividendos ou até mesmo de saques. Recebo uma pensão para me manter no Rio, e o que sobra, invisto”, relata Fonseca.
“Sempre pensei que, sendo jovem, poderia ter mais apetite para o risco, para o caso de, caso perca, ainda tenho tempo de reconstruir. Porém, mesmo pensando assim, acabei montando a carteira de forma mais previdenciária mesmo”, explica o estudante.
Além de ações de empresas grandes e pagadoras de proventos, Fonseca concentra sua renda na segurança do Tesouro e em Fundos Imobiliários, onde achou mais prático de aprender, acompanhar e ter dividendos mensais.
“Hoje, tenho estudado mais com cursos de finanças e também na faculdade, mas sempre com o objetivo de construir o patrimônio aos poucos. Entendo que o que vai contribuir mais é quando eu entrar no mercado de trabalho”, espera o estudante.

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Candidata a deputada estadual estará ao lado de Jerônimo Rodrigues e lideranças políticas em ato que percorre as ruas de Ilhéus

Ilhéus será palco, nesta terça-feira (22), de mais uma caminhada do Time de Jero e Lula, que contará com a participação da candidata a deputada estadual Andréa Castro (PSD), 55.670. O ato está marcado para as 14h13, com concentração na Praça da Catedral de São Sebastião.

A caminhada reunirá Jerônimo Rodrigues, Lula e lideranças políticas do grupo, em um percurso pelas ruas de Ilhéus. Andréa estará ao lado dos participantes durante o trajeto, em mais um momento de contato direto com a população.

“Estar em Ilhéus, caminhar ao lado do nosso povo e participar desse momento ao lado de Jerônimo e Lula é também reafirmar o nosso compromisso com a região. Quero estar cada vez mais perto das pessoas, ouvindo, dialogando e conhecendo de perto as demandas de cada município”, declarou.

Convite
Eleitores, apoiadores e moradores de Ilhéus e região estão convidados a participar da caminhada e acompanhar Andréa Castro neste encontro pelas ruas da cidade.

Concentração: Praça da Catedral de São Sebastião
Terça-feira, 22 de setembro
14h13
Caminhada do Time de Jero e Lula

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) obteve, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), decisão favorável que restabelece a obrigatoriedade de participação de condenados por violência doméstica em grupos reflexivos de reeducação.

 

A decisão da 6ª Turma do STJ consolida o entendimento de que a resposta penal nos crimes de violência de gênero deve contemplar não apenas o aspecto punitivo, mas também medidas educativas e preventivas. As informações são da Agência Brasil.

 

“A medida visa transcender o caráter meramente retributivo da sanção e promover espaços de diálogo e reflexão que conduzam à responsabilização do agressor e à efetiva readequação comportamental, com o escopo precípuo de coibir a reiteração delitiva”, avaliou o ministro relator Rogério Schietti Cruz.

 

De acordo com o MP-RJ, a participação obrigatória de agressores em grupos reflexivos e programas de reeducação, prevista na Lei Maria da Penha, tem como objetivo reduzir a reincidência da violência doméstica e fortalecer a proteção às vítimas.

 

A medida tem a finalidade de romper o ciclo da violência por meio de ações pedagógicas voltadas aos autores das agressões, incentivando a reflexão sobre seus comportamentos.

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O Espaço TEA, equipamento da Prefeitura de Itabuna voltado à atenção especializada de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (TDI), contabilizou 4.338 atendimentos durante os meses de julho e agosto de 2026.

O resultado integra as ações da Secretaria Municipal da Saúde e demonstra a continuidade dos investimentos da gestão do prefeito Augusto Castro na ampliação e qualificação dos serviços oferecidos à população.

Atualmente, o equipamento acompanha cerca de 3 mil prontuários ativos, mantendo uma média aproximada de 542 atendimentos por semana. A estrutura reúne diferentes especialidades e profissionais, proporcionando acompanhamento multiprofissional e assistência contínua aos usuários e suas famílias.

Do total registrado no período, 3.867 atendimentos foram realizados pela equipe multiprofissional. A Psicologia concentrou o maior número de procedimentos, com 1.582 atendimentos, seguida pelas demais áreas que integram a rede de acompanhamento especializado.

Na assistência médica, o Espaço TEA também apresentou crescimento na produção. O número de consultas passou de 163 em julho para 308 em agosto, representando um aumento de 88,9% entre os dois meses e totalizando 471 consultas médicas no bimestre.

Entre as especialidades, a Psiquiatria Juvenil/Adulto realizou 177 consultas, enquanto a Psiquiatria Infantil contabilizou 153, a Pediatria 71 e a Neuropediatria 70 atendimentos.

Os resultados do bimestre reforçam o trabalho desenvolvido pela Secretaria Municipal da Saúde, dentro das diretrizes da gestão Augusto Castro, para consolidar uma rede de atenção cada vez mais estruturada e preparada para atender diferentes necessidades da população.

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A Mata Atlântica perdeu 9,7 milhões de hectares de vegetação madura entre 1985 e 2025, enquanto a área destinada à agricultura avançou cerca de 11 milhões de hectares no mesmo período. Os dados integram um levantamento do MapBiomas divulgado nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore.

 

O estudo também aponta que aproximadamente um em cada quatro hectares de vegetação nativa existente atualmente no bioma corresponde a áreas que se regeneraram após terem sido desmatadas desde 1985.

 

As informações fazem parte da Coleção 11 dos mapas anuais de cobertura e uso da terra do Brasil, produzidos pelo MapBiomas, rede que reúne universidades, organizações não governamentais (ONGs) e empresas de tecnologia para acompanhar as transformações no território brasileiro. A série analisada compreende o período entre 1985 e 2025.

 

REGENERAÇÃO E NOVAS PERDAS

Segundo o levantamento, além dos 9,7 milhões de hectares de vegetação madura perdidos ao longo de 41 anos, a Mata Atlântica registrou o crescimento de mais de 8 milhões de hectares de vegetação secundária, formada em áreas que passaram por desmatamento e posteriormente voltaram a apresentar cobertura vegetal.

 

Apesar desse processo de regeneração, o desmatamento passou a atingir de maneira mais significativa justamente as áreas de vegetação secundária. Entre 2021 e 2025, foram suprimidos 1,2 milhão de hectares de vegetação nativa no bioma. Desse total, 700 mil hectares eram de vegetação secundária e 500 mil hectares correspondiam a vegetação madura.

 

Com isso, cerca de 60% da supressão registrada nos últimos cinco anos ocorreu em áreas de vegetação secundária.

 

Ao mesmo tempo, o levantamento identifica uma redução na supressão da vegetação nativa ao longo da série histórica. Desde os anos 2000, a área desmatada em cada período de cinco anos permaneceu abaixo de 2 milhões de hectares.

 

Rio de Janeiro e São Paulo foram os únicos estados que, segundo o MapBiomas, não registraram perda de vegetação nativa no acumulado dos 41 anos analisados.

 

A coordenadora técnica da Mata Atlântica do MapBiomas, Natália Crusco, ressaltou, em entrevista à Agência Brasil, a importância das áreas que passaram por regeneração, mas destacou a necessidade de impedir novas perdas de cobertura vegetal.

 

Segundo ela, a regeneração contribui para a recuperação do bioma por meio tanto da restauração quanto da recuperação natural de áreas degradadas. Natália também afirmou à Agência Brasil que é necessário evitar novos desmatamentos, tanto de vegetação madura quanto secundária, especialmente diante da fragmentação e do histórico de ocupação humana da Mata Atlântica.

 

AGRICULTURA AVANÇA SOBRE O BIOMA

Com aproximadamente 1,3 milhão de quilômetros quadrados, a Mata Atlântica é o bioma brasileiro com a menor proporção de vegetação nativa. Em 2025, a cobertura vegetal nativa correspondia a 32% de seu território, enquanto as áreas destinadas à agropecuária ocupavam 63%.

 

Dentro desse cenário, a agricultura respondia por aproximadamente 20,5 milhões de hectares, equivalentes a 19% da área total do bioma.

 

O crescimento ocorreu, em grande parte, sobre áreas anteriormente utilizadas como pastagens. De acordo com o MapBiomas, as pastagens perderam cerca de 11 milhões de hectares entre 1985 e 2025. A conversão dessas áreas para agricultura representou 19% das mudanças de cobertura e uso da terra registradas no período.

 

A soja foi uma das culturas que mais avançaram. Conforme dados do MapBiomas divulgados à Agência Brasil, a área ocupada pela cultura cresceu 8,7 milhões de hectares em 41 anos e chegou a 11,11 milhões de hectares em 2025, o equivalente a 4,6 vezes a área registrada em 1985.

 

A cana-de-açúcar também apresentou expansão expressiva, com aumento de 5 milhões de hectares e uma área total de 6,15 milhões de hectares em 2025, 5,3 vezes superior à registrada no início da série.

 

No ano passado, a Mata Atlântica concentrava 25% das áreas de soja, 50% das áreas de cana-de-açúcar, 68% das áreas de café e 34% das áreas de citrus mapeadas em todo o país. No caso do café, eram 833 mil hectares, enquanto o citrus ocupava 141 mil hectares.

 

SILVICULTURA TAMBÉM CRESCE

Outro destaque do levantamento é a expansão da silvicultura, atividade que registrou aumento de 3,8 milhões de hectares entre 1985 e 2025. A área chegou a 4,9 milhões de hectares no fim da série.

Em 2025, metade da área de silvicultura identificada em todo o Brasil estava localizada dentro da Mata Atlântica. Paraná e Santa Catarina concentravam, juntos, 46% das áreas destinadas à atividade no bioma.

 

ÁREAS URBANIZADAS CRESCEM

A expansão urbana também foi significativa no período analisado. Entre 1985 e 2025, as áreas urbanizadas da Mata Atlântica aumentaram 2,5 vezes, com acréscimo de 1,3 milhão de hectares.

 

Ao final da série, a área urbanizada do bioma chegou a 2,3 milhões de hectares. Segundo o MapBiomas, 52% de toda a área urbanizada identificada no Brasil em 2025 estava localizada na Mata Atlântica.

 

Em entrevista à Agência Brasil, o MapBiomas informou que mais de 80% dos municípios inseridos no bioma tinham menos de mil hectares de áreas urbanizadas em 2025. Apenas São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba ultrapassavam 30 mil hectares.

 

Os maiores aumentos absolutos de áreas urbanizadas entre 1985 e 2025 foram registrados nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

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Com um futebol veloz, boa aplicação técnica e muita garra a seleção do São Pedro bateu Mangabinha por 1 a 0 e conquistou o titulo de campeão da 25ª edição do Campeonato Interbairros de Futebol de Itabuna disputado na manhã de domingo passado, dia 20, no Campo do Futebol Amador, no Jardim Primavera. Mais de cinco mil pessoas prestigiaram o espetáculo de acordo com a Polícia Militar.

O São Pedro fez um primeiro tempo impecável com marcação cerrada sobre o time adversário, que teve poucos chutes a gol. O gol que sacramentou o tricampeonato do São Pedro foi marcado pelo atacante Marcelo Brito de pênalti aos 17 minutos, depois que Bibico foi derrubado dentro da grande área do Mangabinha. A torcida fez a festa nas arquibancadas.

“Estou impressionado com o que a Prefeitura de Itabuna está fazendo pelo esporte. Não se trata apenas de uma final do Campeonato Interbairros e sim um trabalho social relevante que gera recursos para muitas famílias e trabalha pela vida saudável dos jovens através do esporte”, afirmou o atacante e artilheiro do Esporte Clube Bahia, Zé Carlos, convidado de honra para as finais do certame do futebol amador itabunense.

“Sou um grande exemplo disso. O esporte foi responsável pela minha inclusão na sociedade e de toda a minha família. Como sou o irmão mais velho vi que houve mudanças em toda estrutura familiar, incluindo o que hoje são meus irmãos Estou feliz e vi que o resultado veio dentro de campo”, disse.

“As torcidas deram um grande exemplo de vibração e espírito futebolístico. Itabuna está de parabéns”, acrescentou o atleta um dos responsáveis pelo bi-campeonato brasileiro do Tricolor de Aço, artilheiro da equipe, com nove gols, também campeão baiano de 1986, 1987, 1988 e que jogou no Atlético Mineiro e no Internacional.

Ao comemorar o título, o técnico Boquinha do São Pedro dedicou o triunfo de sua equipe aos jogadores e aos moradores do bairro e, emocionado, agradeceu a Deus pelas bênçãos. “Fomos firmes em campo, jogamos pra cima e somos gratos a Deus por esta conquista”, declarou, antes de carregar a taça pelo gramado sob gritos de alegria e aplausos da torcida e dos atletas.

Na abertura, o prefeito Augusto Castro (PSD) saudou expectadores, atletas e dirigentes e o time da Secretaria de Esportes e Lazer. “Quero parabenizar os 36 bairros da cidade que participaram desta competição, que chega à final com São Pedro e Mangabinha. Nosso compromisso continua firme com a cidade que evoluiu muito nos últimos cinco anos e nove meses de nossa administração e vai evoluir muito mais. O esporte vai seguir evoluindo e tem muito mais para ser entregue”, discursou.

“O Estádio Itabunão vai ser entregue. É fato que a obra atrasou muito, mas estamos publicando na próxima semana nova licitação para sua conclusão. Mexemos no projeto e o estádio vai ficar muito mais bonito. No ano que vem, com fé em Deus, estaremos jogando no novo estádio. Na nossa gestão temos feito muitos investimentos no esporte. . Também teremos mais três areninhas de futebol pela paixão de nosso povo com o futebol”, acrescentou o Chefe do Executivo itabunense”, realçou.

Já o secretário municipal de Esportes e Lazer, José Alcântara Pellegrini, disse que o Campeonato Interbairros de Futebol é festa de congraçamento entre os bairros da cidade. “À final, chegaram duas equipes consideradas as melhores dentro de campo. Temos a certeza de que a disputa do título premia aqueles que muito trabalharam para oferecer bom futebol. Nesta cidade temos um prefeito que acredita no esporte e no futebol em particular com investimentos, como tem feito com a educação, saúde, infraestrutura e outros setores da Administração Municipal”, declarou.

Ele também agradeceu ao 15º Batalhão da Polícia Militar, à Guarda Civil Municipal, ao Samu-192 e às secretarias municipais de Saúde e de Transportes e Trânsito e aos patrocinadores DuraGás e a Associação de Fomento Social (A.F.S), responsáveis pela premiação de R$47 mil às equipes vencedoras.

Nesta terça-feira, dia 22, na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), no Bairro São Judas Tadeu, e festa para convidados o serão entregues as premiações ao campeão que receberá o Troféu Sandro Vasconcelos, atleta itabunense que teve como principal destaque da carreira sua atuação no Esporte Clube Bahia, tendo integrado o elenco campeão brasileiro de 1988, atuando bastante naquela campanha.

Já o Troféu de Vice-Campeão do Interbairros faz homenagem ao atleta Alan Bahia, como ficou nacionalmente conhecido Alan Pereira Costa, atualmente ex-jogador nascido em Itabuna (BA), em 14 de janeiro de 1983, com passagem pelo Club Athlético Paranaense. O atleta Gilmar Pinho é homenageado com a denominação do Troféu 3º lugar que será entregue à Seleção de Ferradas.

Campeões de todas as edições do Interbairros de Itabuna:
1993 – Jd Primavera
1994 – Ferradas
1995 – Sarinha
1996 – Novo Fonseca
2001 – Lomanto
2002 – Nova Itabuna
2003 – Nova Itabuna
2004 – Daniel Gomes
2005 – Carlos Silva
2006 – *São Pedro*
2009 – João Soares
2010 – Califórnia
2011 – Pedro Jerônimo
2012 – São Pedro

2013 – Santo Antônio
2014 – São Lourenço
2015 – Califórnia
2016 – Nova Ferradas
2017 – Mangabinha
2018 – Mangabinha – (Liga dos Campeões Interbairros)
2019 – Mangabinha
2022 – Califórnia
2023 – Califórnia
2024 – Santa Inês
2025 – Califórnia
2026 – São Pedro

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Cada vez mais jovens têm buscado ajuda para largar a dependência de bets, avalia Luiz Carlos*, integrante de um grupo de apoio para pessoas com problemas de jogo, a irmandade Jogadores Anônimos. Segundo ele, já é comum encontrar adolescentes na faixa de 14 anos procurando ajuda para conter o vício.

“Hoje quem chega à irmandade é muito jovem. Já chegou até de 14 anos acompanhado pelo psiquiatra. Mas chegam jovens de 15, 16, 19, 20 anos, até 30, 35 anos”, conta ele.

O jovem Gustavo Pereira é um dos que enfrentaram graves problemas financeiros e de saúde mental por conta da compulsão por bets. Atualmente com 24 anos de idade, ele começou a fazer apostas online aos 18 anos. Em um período de seis anos, chegou a perder meio milhão de reais por causa do vício.

“Ganhava muito bem na época, já fiz R$ 10 mil virarem R$ 300 mil, já fiz bancas inimagináveis, fiz R$ 10 mil virarem R$ 200 mil, R$ 240 mil, e perdi tudo. Então o dinheiro começou a perder valor para mim, eu comecei a perder a dimensão do dinheiro, na minha conta não tinha todo aquele valor, mas lá na bet tinha, e o vício faz isso, te enche de ganância”, diz o jovem.

Gustavo conta que está há cerca de dois meses sem  apostar e tenta recomeçar a vida vendendo café nas ruas de Lages (SC). Ele mantém um perfil no Instagram onde posta conteúdos sobre seu trabalho e sobre como faz para superar o vício e evitar recaídas.

“Eu dormia pensando em apostar e acordava pensando em apostar. Nestes seis anos, eu enfrentei muitas coisas, mudei com a depressão, uma síndrome do pânico, e graças a Deus eu me libertei disso. Hoje vendo café na rua e, se estou aqui, foi graças a Deus, à minha fé, me apeguei nas pessoas que amo, consegui superar isso, e hoje meu propósito de vida é ajudar pessoas”, relata Gustavo.

 

FACILIDADE DE ACESSO

Especialistas afirmam que a facilidade de acesso às plataformas de jogos pelo celular amplia a exposição de jovens às bets. Dados do Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef) mostram que uma em cada cinco pessoas no mundo começa a apostar em jogos online até os 11 anos de idade. O número chega a 78% a partir de 12 anos. Os dados, de 2021, continuam atuais.

É o que indica uma pesquisa deste ano feita no Brasil e divulgada pela Frente Parlamentar Mista de Educação. Entre 1.912 estudantes dos ensinos médio e fundamental, 9,5% fizeram a primeira aposta aos 11 anos. Quase metade dos entrevistados no 3º ano do ensino médio fizeram apostas.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) mostrou que canais voltados ao público infantil exploram a falta de maturidade financeira de crianças e adolescentes para promover apostas ilegais.

Abusode substâncias

A psicóloga Mariana Kehl, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia, explica que o jovem é mais vulnerável a apelos desse tipo porque o cérebro dele ainda está em construção. Enquanto o núcleo ligado à sensação de prazer e à dopamina funciona em ritmo acelerado, as regiões que controlam os impulsos e avaliam riscos só terminam de amadurecer aos 20 e poucos anos.

“O adolescente sente intensamente o prazer de ganhar uma aposta, mas ele, em contrapartida, ainda não dispõe do aparato para frear o impulso da aposta seguinte”, diz.

CASSINO NO BOLSO

Luiz Carlos tem 71 anos e lembra que, quando começou a jogar, na década de 1980, não existia celular. Na época, o vício eram as máquinas de videopôquer. “Saía do jogo 4h, 5h da manhã, socando o painel do meu carro, me machucando, chorando, prometendo que nunca mais voltaria, e no outro dia eu estava lá, jogando novamente.”

”Graças a Deus eu não jogo hoje, porque, se eu jogasse, estava perdido. Na minha época, a gente tinha que sair de casa para  jogar. Hoje não precisa mais, você carrega um cassino dentro do seu bolso”, afirma.

Jogos

A dependência de Luiz Carlos é a mesma de quem aposta online, como Rogério* (53 anos), Rodrigo* (47) e Carla Xavier* (41), também frequentadores do Jogadores Anônimos.

Luiz Carlos está há 15 sem jogar. Carla e Rogério estão há mais de um ano longe do vício, enquanto Rodrigo está há seis meses sem apostar. A abstinência foi conquistada graças à irmandade Jogadores Anônimos.

Segundo Carla, o grupo tem recebido principalmente pessoas que já perderam tudo por causa de apostas. “[Elas] já não tem mais onde pedir ajuda. Então já estão desacreditadas da vida, já estão pensando em suicídio, estão devendo para um monte de gente. Essas são as pessoas que procuram o grupo. E, com as apostas online, isso cresceu demais, porque está tudo na palma da mão hoje.”

COMPULSÃO E ENDIVIDAMENTO

Relatório do IBICT concluiu que pelo menos 24 milhões de brasileiros apostaram em bets em 2024, sendo que quase metade ficou endividada.

São muitos os relatos de quem passou pelo problema, como Rogério, que frequenta a irmandade Jogadores Anônimos. Ele diz que no começo as apostas pareciam inofensivas. Percepção que mudou quando elas começaram a controlar a vida dele de forma negativa.

Organizaçõese Recursos para Jovens

“Começaram a comprometer o meu orçamento, dificultar o pagamento das minhas contas, comecei a comprometer a minha renda.”

Segundo o diretor do IBICT, Tiago Braga, as apostas online não são um investimento, mas um gasto. O descontrole aumenta o risco.

“Quanto mais você aposta ou quanto mais você gasta recursos com a aposta, menos você terá recursos para o seu futuro. E isso a gente está falando de questões do cotidiano como aluguel, comida, vestuário, educação”. Braga aponta ainda o risco de “de ideação suicida associada ao endividamento por  jogo. Da Agência Brasil.

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Um apostador da Bahia “bateu na trave” no concurso 3060 da Mega-Sena, sorteado neste domingo (20), no Espaço de Loterias Caixa, em São Paulo. Um morador de Salvador acertou cinco das seis dezenas e faturou R$ 32.111,66. Os números sorteados hoje foram 06, 15, 23, 36, 37 e 38. Em todo o país, 54 apostas acertaram a quina.

Na quadra, foram 3.075 acertadores. Dentre os contemplados com quatro acertos estão moradores de municípios como, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Poções, Porto Seguro, Salvador, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista. Cada apostador embolsará R$ 929,52. Como não houve acertador das seis dezenas, a estimativa do prêmio principal para o próximo concurso subiu para R$ 32 milhões. O sorteio será na terça-feira (22). O jogo simples da Mega-Sena custa R$ 6,00 e pode ser feito em qualquer lotérica do país ou também pela internet, no site de loterias da Caixa.

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O Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), principais organizações criminosas do Brasil, estão atualmente consolidados e em estágio de relativa estabilidade após diversificarem suas formas de atuação. A avaliação é de uma reportagem publicada pela revista britânica The Economist.

Segundo a revista, embora os índices de crimes violentos tenham registrado queda no país nos últimos anos, a criminalidade segue sendo apontada pelos eleitores como o maior problema nacional. A análise indica que a migração do foco principal faz com que uma fatia maior da população seja impactada pelas atividades das facções.

 

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública citados pela reportagem mostram que, em 2022, o faturamento estimado das facções com cocaína foi de US$ 3 bi (aproximadamente R$ 15 bi). Em contrapartida, as receitas com combustível roubado, ouro ilegal e contrabando de cigarros e bebidas alcoólicas alcançaram US$ 26 bi (cerca de R$ 133 bi).

 

Adicionalmente, esquemas de golpes e venda de celulares roubados movimentaram outros US$ 36 bi (cerca de R$ 185 bi).

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O sábado (19) foi marcado por uma grande mobilização política no Sul da Bahia.

Prefeitos, lideranças e apoiadores participaram da carreata em apoio às candidaturas de Jerônimo Rodrigues ao Governo da Bahia, Lula à Presidência da República e Rui Costa e Jaques Wagner ao Senado.

A concentração aconteceu em Itaju do Colônia, de onde a carreata seguiu por Santa Cruz da Vitória, Floresta Azul, Ibicaraí e Barro Preto, encerrando o percurso em Itapé. Ao longo do trajeto, novos grupos de apoiadores se integraram ao movimento nas cidades, ampliando a participação e dando dimensão regional ao ato.

Organizada por prefeitos e lideranças do Sul da Bahia, a carreata reuniu diferentes municípios em uma mobilização conjunta nesta reta da campanha eleitoral.

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A Feira do Pequeno Agricultor, no Pontalzinho, foi o ponto de partida para uma conversa sobre um tema que Andréa Castro pretende levar para a Assembleia Legislativa: o fortalecimento da agricultura familiar como instrumento de geração de renda e valorização das vocações produtivas do Sul da Bahia.

A candidata a deputada estadual Andréa Castro (PSD), 55.670, esteve no local na manhã desta sexta-feira (18), onde conversou com feirantes e pequenos produtores sobre a realidade de quem vive da produção e comercialização de alimentos.

Para Andréa, valorizar a agricultura familiar significa olhar para além da produção no campo e criar condições para que o trabalho dos pequenos produtores tenha mais oportunidades de comercialização e impacto na economia dos municípios.

“A agricultura familiar tem a força de alimentar nossas famílias, gerar renda e preservar aquilo que cada região sabe produzir. Quero defender políticas que valorizem quem coloca a mão na terra, fortaleçam as nossas vocações produtivas e criem mais oportunidades para que essa produção chegue ao consumidor e movimente a economia local”, afirmou.

A pauta integra a proposta da candidata de trabalhar pelo desenvolvimento regional a partir das características e potencialidades de cada município, valorizando produtores e atividades que fazem parte da identidade econômica e cultural do Sul da Bahia.

“Valorizar quem produz é fortalecer os municípios. Quando o pequeno produtor consegue produzir, vender e viver do seu trabalho, a riqueza circula na própria comunidade”, destacou Andréa.

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