Para apoiar as mães, pais e responsáveis por crianças nascidas com síndrome congênita associada ao vírus Zika na solicitação do benefício instituído pela lei federal 15.156/2025 que garante uma pensão vitalícia, além de indenização única, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) promoverá um mutirão para realização de laudos.

De acordo com a regulamentação da lei, é necessário que dois médicos atestem a condição para que seja dada entrada na solicitação do benefício. O mutirão servirá para que esses profissionais da Sesab possam avaliar as crianças e, caso se enquadrem dentro da condição prevista na legislação, emitam o atestado.

Neste primeiro momento, gestores da Sesab estão se reunindo com representantes de associações que reúnem mães, pais e responsáveis a fim de fazer um levantamento de quantas são as crianças, em que municípios residem e onde estão sendo assistidas. Com o dimensionamento da demanda, será possível iniciar os atendimentos. As datas e locais de atendimento serão definidos ao final deste levantamento.

Uma das reuniões foi realizada nesta terça-feira, na sede da Sesab, em Salvador. Além das discussões sobre o mutirão, foram discutidas outras pautas levantadas pelas representantes das associações. Um desses assuntos foram as cirurgias ortopédicas. Os gestores da Sesab falaram do Hospital Ortopédico do Estado da Bahia (HOEB), que mantém a agenda de cuidados voltados para crianças com sequelas do zika vírus, reafirmando seu papel de referência no atendimento especializado.

“Esse trabalho da Sesab é muito importante pra que as famílias baianas tenham acesso aos benefícios previstos na lei. Com esse mutirão, as mães vão poder dar entrada da forma correta na solicitação”, afirmou Joseane Oliveira, presidente da Associação de Mães, Amigos e Pais de Extraordinários (Amape) e mãe de Kalebh Oliveira, uma criança com microcefalia.

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Depois de quatro meses registrando resultados negativos, o comércio brasileiro se recuperou em agosto e obteve um resultado de crescimento de 0,2% nas vendas do setor. Foi o que revelou a Pesquisa Mensal de Comércio divulgada nesta quarta-feira (15) pelo IBGE.

 

Os dados do levantamento revelam que neste ano de 2025, o varejo acumulou crescimento de 1,6%. Já o acumulado de 12 meses apresenta um resultado de 2,2%, a menor taxa de crescimento desde janeiro de 2024, apesar de ser o 35º resultado positivo do varejo nesta comparação.

 

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças, material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas cresceu 0,9% em agosto na comparação com julho. Frente a agosto de 2024, houve queda de 2,1%, completando três meses de perdas. 

 

A pesquisa mostra também que houve taxas positivas na passagem de julho para agosto em cinco dos oito setores do comércio varejista. Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,9%), tecidos, vestuário e calçados (1), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,7%) foram os três setores responsáveis pela taxa positiva de agosto. 

 

As duas outras taxas positivas foram em móveis e eletrodomésticos (0,4%) e híper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%).

 

Já as taxas negativas ficaram por conta de livros, jornais, revistas e papelaria (-2,1%), combustíveis e lubrificantes (-0,6%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,5%).

 

Na comparação interanual, o varejo registra crescimento pelo quinto mês consecutivo. Os destaques ficam por conta de três setores, que somaram, cada um, 0,2 ponto percentual ao total de 0,4% do varejo. 

 

O primeiro, móveis e eletrodomésticos (2,7%), mostra manutenção do ritmo de crescimento. Em seguida, vem o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,3%), somando trinta meses de crescimento. O terceiro destaque fica por conta de outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,1%), que completa cinco meses consecutivos de resultados positivos, após queda de 6,2% em março de 2025.

 

Segundo a pesquisa do IBGE, as demais taxas positivas foram tecidos, vestuário e calçados (0,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (0,5%) e combustíveis e lubrificantes (0,4%).

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No segundo trimestre deste ano, o mercado ilegal de jogos de azar online no Brasil se tornou maior do que o legal. Para cada R$ 1colocado em plataformas que operam com autorização do governo, R$ 1,04 foi para sites à margem da lei.
Os dados estão no estudo “Brasil – mercado de jogos de azar online”, produzido pela empresa norte-americana Yield Sec, especializada em análise de dados e serviços de consultoria para marketplaces online.
Por “azar online”, entenda-se apostas, cassinos e todos os jogos feitos na internet que não são considerados de habilidade -o pôquer, por exemplo.
Regulamentado pelo governo federal no final do ano passado e liberado a partir de 1º de janeiro deste ano, o setor legal recebeu 55% dos usuários no primeiro trimestre de 2025, contra 45% que acessaram plataformas ilegais. Entre abril e junho, tudo mudou e os sites do mercado negro tiveram 55% dos acessos no país.
“Uma mudança de 10% de um trimestre para outro é algo que nunca vimos igual. O crime cresceu de um jeito como nunca presenciamos”, afirma Ismail Vali, um dos fundadores e CEO da Yield Sec.
Na movimentação financeira, a estimativa da plataforma é que os sites ilegais recebam volume maior hoje em dia. Considerados os primeiros seis meses do ano, foram R$ 18,1 bilhões no mercado não legalizado (51%) e R$ 17,4 bilhões no legalizado (49%). Entre os regulamentados pelo governo, é o mesmo número apresentado pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
“O crime encontrou um caminho para o mercado de jogos online no Brasil devido à falta de vontade política e à ausência de uma legislação eficaz, resultado de anos de inércia. Ele se estabeleceu no país e continuará explorando as dinâmicas de mercado”, diz o relatório.
Pelo levantamento da empresa norte-americana, usando ferramentas de monitoramento de atividades na internet, 37% da população brasileira interagiu com jogos online de azar no primeiro semestre. São 81,7 milhões de pessoas. Deste total, 23% (50,9 milhões) usaram sites fora da legislação.
A Yield Sec acredita que a arrecadação de impostos com jogos legais chegou a R$ 4,46 bilhões no mesmo período. Mas o perdido no mercado paralelo foi de R$ 4,61 bilhões. O número de operadores ilegais supera os legais de longe: 2.316 deles são acessados no país, contra 167 autorizados pelo governo a funcionar.
A preocupação se torna maior porque o mercado de apostas pode explodir com a proximidade da Copa do Mundo, marcada para começar em junho de 2026. Se nada mudar, segundo a companhia, a tendência é que o setor ilegal ocupe 72% do mercado no terceiro semestre do próximo ano.
Para a empresa, o setor ilegal prospera porque o tema foi dominado no Brasil por questões políticas e pela preocupação em apenas fiscalizar as plataformas ilegais, sem se preocupar com o crime.
“A especulação constante e o debate político sobre temas como idade mínima, limites de depósito, critérios de acessibilidade financeira, proibição de determinados públicos [como beneficiários de programas sociais], restrições à publicidade, aumento de impostos, limitações de produtos e outros fatores geraram medo e incerteza dentro do setor de jogos online”, diz o estudo.
Isso teria aberto brecha para o setor ilegal, em que o jogador barrado nas plataformas oficiais pode fazer suas apostas nas irregulares, sem nenhuma segurança.
Os vícios em jogos online, o uso de dinheiro de programas sociais pagos pelo governo federal e a influência dessas plataformas nos orçamentos familiares fez com que a até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestasse preocupação. Foi criada uma CPI das Bets no Congresso Nacional, que acabou esvaziada.
Para fechar as contas entre 2025 e 2026 e aumentar a arrecadação, o governo federal planeja cobrança de tributos retroativos das casas de jogos, o que pode render R$ 5 bilhões.
“Todo governo olha para o mercado e diz: nós temos de conseguir mais dinheiro dessas pessoas [as casas de jogos online]. E isso está certo. Mas é preciso olhar o espaço deixado pelos criminosos. As casas de jogos precisam ser não apenas regulamentadas, mas monitoradas. Não se pode usar o dinheiro de Bolsa Família em apostas. Mas isso não é válido para apostas ilegais”, completa Vali.
O argumento é que o combate ao crime no setor foi afrouxado na medida em que a prioridade passou a ser apenas fiscalizar e regulamentar cada vez mais os sites legais.
“Nas plataformas regulamentadas, você precisa colocar nome, CPF, dados bancários, programas sociais são bloqueados. Mas, nos ilegais, basta botar seu dinheiro lá. Sem mais perguntas.”
O mercado ilegal também domina outros países. Segundo o diário britânico Guardian, em números também levantados pela Yield Sec, os norte-americanos apostaram US$ 5,37 bilhões no Super Bowl (R$ 29,3 bilhões pela cotação atual), a final da liga profissional de futebol americano, no ano passado. Dessa quantia, apenas US$ 1,4 bilhão (R$ 7,65 bi) foi em sites legalizados.
Em países vizinhos, o cenário é ainda pior. Na Argentina, 92% do mercado é dominado pelo setor ilegal.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio das secretarias municipais de Planejamento (SEPLAN), de Saúde e de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), promoveu no início da noite de terça-feira, dia 14, um encontro com Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e agentes do CRAS CEU visando Programa Meu Lugar no Bairro Sinval Palmeira.

O encontro contou com a participação do secretário de Planejamento, Marcos Alves Souza, Kiko, que apresentou as ações do Programa Meu Lugar e falou da mobilização, apoio e divulgação da audiência pública do Bairro Sinval Palmeira, que acontecerá no próximo dia 30, às 18h, no CRAS CEU no bairro da zona oeste da cidade.

Segundo a presidente da Comissão de Regulação Fundiária de Itabuna, arquiteta e urbanista Leila Lessa, os agentes do CRAS CEU e Comunitários de Saúde serão os responsáveis pela mobilização dos moradores do Sinval Palmeira.

“Na audiência pública no dia 30 é que vamos iniciar o processo de regularização fundiária no bairro, as ações e etapas do Programa Meu Lugar para a entrega de títulos de propriedade dos imóveis aos moradores do Sinval Palmeira”, afirmou.

Executado com apoio das demais secretarias municipais, o Programa Meu Lugar é a versão municipal Programa de Regulação Fundiária Urbana (REUB), que tem o suporte Núcleo de Regularização Fundiária (NUREF) da Corregedoria Geral da Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e  do Cartório de Registro de Imóveis.

Há 4,5 anos, a Prefeitura de Itabuna vem executando o Programa REUB, ação que visa à cidadania com as delimitações de regularização fundiária dos terrenos que dá ao morador gratuitamente a escritura do seu imóvel com registro no Cartório da Comarca.

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A Brazilian Rare Earths, apoiada pela bilionária australiana Gina Rinehart, captou US$ 78 milhões (cerca de R$ 425 milhões na cotação atual) após a venda de novas ações. Segundo informações da BP Money, a empresa pretende desenvolver um projeto em torno dos minerais críticos usados em veículos elétricos e equipamentos militares.

 

A empresa busca desenvolver o projeto Rocha da Rocha, no estado da Bahia.

 

Na última segunda-feira (13), a Brazilian Rare Earths possuía um valor de mercado de cerca de US$ 802 milhões, com a Hancock Prospecting, empresa de Rinehart, detendo uma participação de 5%. A Brazilian recebeu “compromissos firmes” para uma colocação de 25,6 milhões de ações a US$ 3,03 por ação, informou a empresa em parecer divulgado nesta terça-feira (14).

 

Ainda segundo a empresa, “os novos fundos acelerarão o desenvolvimento de projetos de terras raras de altíssimo teor no Brasil e reduzirão os prazos para a planejada refinaria integrada de separação de terras raras em Camaçari, na Bahia”, afirmou.

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Começou nesta segunda-feira, dia 13, com a participação de mais de 500 alunos das redes pública e particular na Vila Olímpica Professor Everaldo Cardoso Silva, no Bairro São Caetano, a 47ª edição dos Jogos Estudantis de Itabuna. Até o dia 24 deste mês 20 escolas das redes municipal, estadual e rede particular vão disputar troféus e medalhas do maior evento esportivo estudantil do Sul da Bahia.

Promovidos pela Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, os jogos contam com a participação de 1.200 atletas nas categorias mirim – 9 a 11, infantil, 12 a 14, e juvenil, 15 a 17 anos, masculino e feminino, nas modalidades de Vôlei, Basquete, Handebol, Futsal, Futevôlei, Tênis e Tênis de Mesa, Vôlei de Praia e Badminton.

Depois de participar da cerimônia, ao lado do professor Francisco Leone, coordenador dos Jogos Estudantis, o secretário de Esportes e Lazer, José Alcântara Pellegrini, disse em entrevistas que “a gente sabe a importância dos 47º Jogos Estudantis de Itabuna. Por isso, temos que cuidar do broto para que frutifique bem. O esporte tem o poder dessa transformação do caráter do indivíduo, principalmente nesta fase dos 98 aos 17 anos de idade”, comentou.

“Certamente, os estudantes participantes vão aprender a ganhar e perder. Ao ganhar, saber a importância disso. Então tudo isso, será muito importante para a vida deles. Por isso, os Jogos Estudantis é a ferramenta para que a gente cuide dos brotos e que deem frutos”, resumiu o secretário de Esportes e Lazer..

Já o coordenador Francisco Leone disse que os Jogos Estudantis são uma maravilha. “Itabuna mais uma vez prova que tem amor ao esporte escolar que é uma extensão dos projetos pedagógicos das escolas, utilizando o esporte como ferramenta e componente curricular. Quem no passado viveu estes momentos, venha. Até o dia 24 de outubro a Vila Olímpica viverá esta maravilhosa festa”, conclui.

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“Sem verdade completa, não há justiça!”, diz a mensagem em uma das faixas do ato público que marcou, nesta quarta-feira (15), exatos dois meses do assassinato de Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos; Maria Helena do Nascimento Bastos, 41; e Mariana Bastos da Silva, 20, filha de Maria, no dia 15 de agosto passado, na Praia dos Milionários, zona sul de Ilhéus. Além do marco temporal do crime, a data foi escolhida por ser o Dia do Professor, profissão das amigas Alexsandra e Maria Helena.

Composto majoritariamente por mulheres, o grupo se reuniu em frente a um hotel próximo à cabeceira leste da pista do Aeroporto Jorge Amado e caminhou até o local onde os três corpos foram encontrados, com ferimentos causados por golpes de faca, em uma área de restinga atrás de um clube. De mãos dadas, formando um círculo, os manifestantes rezaram o Pai Nosso e cobraram justiça pela memória das vítimas.

Familiares das vítimas e movimentos sociais participaram do ato, que foi organizado pela Frente Parlamentar de Mulheres, formada pelas vereadoras Enilda Mendonça (PT) e Rúbia Carvalho (Agir), as duas únicas mulheres do Legislativo ilheense. Outros vereadores também se juntaram à manifestação, assim como membros da OAB e da Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI).

HIPÓTESE DE LATROCÍNIO

Uma das linhas de investigação da Polícia Civil é a de que Alexssandra, Maria Helena e Mariana teriam sido vítimas de latrocínio, roubo com resultado morte. Thierry Lima da Silva, de 23 anos, que está preso desde 24 de agosto, é o principal suspeito do crime. Segundo os investigadores, em depoimento, ele afirmou que matou as três mulheres sozinho, com uma faca.

A hipótese de latrocínio cometido por apenas um homem tem gerado questionamentos que ressoam, por exemplo, naquela faixa (“Sem verdade completa, não há justiça!”).

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quer identificar os laboratórios públicos, privados e vinculados a universidades que possuem infraestrutura, cromatógrafo gasoso e metodologias validadas para a detecção de metanol em amostras de sangue.
Para isso, a agência publicou, nesta segunda-feira (13), um edital de chamamento.
Segundo o órgão, a iniciativa visa fortalecer a resposta nacional a casos suspeitos de intoxicação por metanol, subsidiando o planejamento e a integração de ações entre a Anvisa, o Ministério da Saúde e demais instituições do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
O mapeamento permitirá conhecer a capacidade diagnóstica laboratorial existente no país, o que contribuirá para futuras ações de vigilância, resposta e cooperação técnica.
A cromatografia em fase gasosa separa os compostos presentes no sangue, urina ou até fragmentos de tecidos. O método utiliza um sistema conhecido como headspace, que analisa apenas a fase de vapor da amostra. Os resultados saem em até uma hora e com alta precisão.
O material precisa ser colocado em pequenos frascos de vidro lacrados, que são aquecidos e agitados dentro do equipamento. Com o calor, os compostos voláteis, como o etanol e o metanol, passam para a fase de vapor, enquanto o restante do líquido ou tecido permanece no fundo do frasco.
Em seguida, o aparelho coleta automaticamente esse vapor e o injeta no sistema de análise, sem abrir o frasco. Isso evita contaminações e perdas, garantindo confiabilidade no resultado.
Em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, o Latof (Laboratório de Toxicologia Analítica Forense) da USP tem expertise própria e dá agilidade na identificação de novos casos e segurança na confirmação ou descarte das suspeitas.
O estado de São Paulo tem 28 casos confirmados de intoxicação por metanol, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde desta segunda-feira (13). Cinco pessoas tiveram a morte confirmada— três homens de 54, 46 e 45 anos, da capital, uma mulher de 30 anos, de São Bernardo do Campo (ABC) e um homem de 23 anos, de Osasco, (Grande São Paulo).
Além dos 28 casos confirmados em São Paulo, cem casos e três óbitos —um no município de São Paulo (de 50 anos) e dois em São Bernardo do Campo (49 e 58 anos)— permanecem em investigação. No total, 246 casos foram descartados após análises clínicas e epidemiológicas.
No país, de acordo com balanço do Ministério da Saúde divulgado no início da noite de segunda (13), há 32 casos confirmados e 181 em investigação. Outras 320 suspeitas foram descartadas. Além de São Paulo (28), há confirmações no Paraná (3) e no Rio Grande do Sul (1).
Os demais suspeitos estão em Pernambuco (43), Espírito Santo (9), Rio Grande do Sul (6), Rio de Janeiro (5), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Goiás (3), Maranhão (2), Alagoas (2), Minas Gerais (1), Paraná (1) e Rondônia (1)
Os estados de Pernambuco (3), Mato Grosso do Sul, Minas Gerais (1) e Ceará (1) também mantêm óbitos sendo investigados.

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O Brasil possui mais de 3,1 milhões de professoras e professores registrados, formando a nona principal categoria de trabalhadores brasileiros. É o que apontam os dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do ano de 2022. Nesta quarta-feira (15), dia em que se comemora o Dia Mundial dos Professores, o Bahia Notícias divulga as informações sobre o perfil básico e de renda dos profissionais da educação.

Segundo o levantamento, os profissionais da educação representavam 3,6% de todas os 87,8 milhões de pessoas que trabalhavam na época. Na Bahia, o grupo ganha ainda mais peso: os profissionais da educação somam 375,8 mil pessoas trabalhando na seção de atividade de educação no ano da pesquisa. Proporcionalmente, a categoria é a quarta (4°) maior do estado, representando 7,0% do total de 5,4 milhões de trabalhadores baianos.

Em termos de gênero, oito em cada dez profissionais da educação brasileira são mulheres, 78,3% (2,4 milhões). No estado o contingente é ligeiramente menor, chegando a 76,9% (289,1 mil). Entre homens e mulheres, a maior parte dos trabalhadores da educação na Bahia são negros de pele parda (53,5%), cerca de 201 mil, resultado que difere do país, em que 53,3% dos profissionais são pessoas brancas (1,7 milhão).

Quando divididos em subcategorias de nível de ensino, 4 em cada 10 professores brasileiros, ou cerca de 1,2 milhão, atuam no ensino fundamental, entre o 1° e 9° ano do ensino básico. 439 mil, ou 1 em cada 10, atuam no ensino pré-escolar, com crianças entre 0 a 6 anos, majoritariamente. Outros 115,3 mil professores trabalham no ensino superior e apenas 36,9 professores nas redes de ensino médio.

RENDA DOS PROFESSORES
A média geral de renda dos profissionais do ensino é de R$ 4.017. Segundo informações divulgadas pela Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Teaching and Learning International Survey – Talis) 2024, divulgada neste ano apenas 22%, ou seja, menos de um quarto dos professores brasileiros entrevistados “concordaram” ou “concordaram fortemente” que estariam satisfeitos com seus salários.

 

No entanto, apesar da insatisfação, a renda da categoria é cerca de 40% maior que o rendimento médio de todas as pessoas que trabalham no país (R$ 2.850,6) e era o 18º mais alto entre os 49 subgrupos de ocupação. Na Bahia, demonstram uma realidade mais escassa. A média de rendimento dos professores era de R$2.785,1, em 2022, mas o valor ainda representava um índice de superávit similar (43%) em relação ao rendimento médio do estado, que era de R$ 1.944,9.

 

Os números do Censo detalham uma realidade complexa: a disparidade de renda entre os profissionais da educação no Brasil. O grupo com maior renda registrada na categoria é o dos professores de ensino superior.

 

Segundo o Censo, a média de renda dos profissionais que atuam em universidades brasileiras é de R$ 10.454, um valor 75,2% maior que a renda registrada pelos professores de artes (R$ 2.589), grupo menos valorizado da categoria. 

 

Observando apenas as etapas escolares, os professores e professoras do ensino pré-escolar possuem a menor média salarial entre colegas: R$ 3.387. Professores do ensino fundamental recebem, em média, R$ 3.968, e os do ensino médio ganham R$ 4.645, em média. Outros professores de idiomas ou de música tem remuneração média entre R$ 3 mil e R$ 3.098.

 

O BN considerou ainda os cuidadores de idiomas e ajudantes de professores. No que diz respeito a estes grupos, renda flutua entre R$ 1.369, para os cuidadores, e R$ 1.789 para os ajudantes.

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Mais uma Seleção foi confirmada para a Copa do Mundo de 2026. A África do Sul derrotou a equipe da Ruanda por 3 a 0, nesta terça-feira (14), em Mbombela, e confirmou a vaga na competição que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. 

 

Os sul-africanos não disputam um Mundial desde 2010, quando o país foi o organizador oficial do evento. Além dessa edição, também atuaram em 1998 e 2002, ano do pentacampeonato da Seleção Brasileira. 

 

A campanha da equipe nas Eliminatórias africanas terminou com a liderança do Grupo C, com 18 pontos, um a frente da Nigéria, vice-líder do grupo. 

 

A África do Sul foi a sétima seleção africana a se classificar para a Copa. Além deles, Tunísia, Argélia, Egito, Gana e Cabo Verde também garantiram a vaga.

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A PF (Polícia Federal) apontou a existência de uma organização criminosa e indiciou, em dois relatórios finais, 31 pessoas suspeitas de participação em esquema de fraude e grilagem na amazônia, voltado à geração de créditos de carbono a partir dessa grilagem de terras públicas no sul do Amazonas.
A Operação Greenwashing, resultado de uma investigação feita pela PF em Rondônia, foi deflagrada em 5 de junho de 2024. É a maior fraude com créditos de carbono -o valor movimentado com a venda desses créditos chegou a R$ 180 milhões- já investigada no país.
Mais de um ano depois, a operação policial resultou em dois dos três relatórios finais previstos, elaborados a partir das provas colhidas em diligências como quebras de sigilo telefônico e busca de computadores e documentos nas casas dos investigados.
Um relatório, de 108 páginas, foi concluído em dezembro de 2024. O outro, de 392 páginas, em maio de 2025. Os documentos foram encaminhados à Justiça Federal.
A PF afirmou que o principal investigado se posicionou como “o maior vendedor de créditos de carbono globalmente”, inclusive com participação na COP28 (conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas), realizada em 2023 nos Emirados Árabes Unidos. A COP30 ocorrerá em novembro, em Belém.
“Em novembro de 2023, foi atingido um marco significativo, com a expansão para 1 milhão de hectares dedicados a projetos de créditos de carbono”, cita um dos relatórios. “Essa organização vem empregando contemporaneamente estratégias para expandir seu território a dimensões superiores às de alguns estados.” O objetivo era chegar a 3 milhões de hectares, segundo a polícia.
Ao apontar prática de crimes por parte de 31 pessoas, nos relatórios de indiciamento, a PF disse: “Resta clara a existência de uma organização criminosa coesa, hierarquizada e com atribuições específicas a cada membro, exigindo, assim, a persecução penal dos respectivos integrantes com base nos fatos ora verificados.”
Conforme a investigação, os crimes foram praticados por três núcleos, liderados por Ricardo Stoppe Júnior, Élcio Aparecido Moço e José Luiz Capelasso. A prática criminosa só foi possível com a corrupção de servidores no Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), no Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) e em cartórios de cidades do Amazonas, disse a PF.
A reportagem não localizou a atual defesa de Stoppe Júnior. Advogado e assessor de imprensa que atuavam para o empresário dizem não representá-lo mais, nem ter o contato da atual defesa. A defesa de Moço disse que não vai comentar a respeito. A defesa de Capelasso não respondeu aos questionamentos da reportagem.
O Incra disse apoiar e auxiliar na investigação, para medidas administrativas cabíveis. O Ipaam afirmou que não compactua com práticas ilícitas dos servidores e que estava à disposição para auxiliar os investigadores.
O esquema investigado envolveu, além da geração de créditos de carbono em áreas griladas, fraudes no manejo de madeira, gado fantasma e desmatamento ilegal.
Um relatório afirmou que, do total de 1 milhão de hectares destinados a projetos de créditos de carbono, 537,9 mil hectares foram grilados. As áreas foram valoradas em R$ 819,9 milhões; houve exploração ilegal de 1,1 milhão de m3 de madeira em tora; comercialização de 179,5 milhões em créditos de carbono; e danos ambientais estimados em R$ 606,4 milhões, segundo a PF.
O segundo relatório, que trata de fatos complementares, cita uma “usurpação” de 146,1 mil hectares do patrimônio público, avaliado em R$ 333,4 milhões; extração ilegal de 391,9 mil m3 de madeira em tora, com dano ambiental estimado em R$ 178,6 milhões; e venda fraudulenta de créditos de carbono no valor de R$ 106,6 milhões.
O principal investigado é Stoppe Júnior, dono do grupo Ituxi, com atuação em Lábrea, no sul do Amazonas. Ele foi indiciado pela PF por suspeitas de corrupção ativa, desmatamento em terra pública, falsidade ideológica, estelionato, crime contra o sistema financeiro, invasão de terra pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Parte desses crimes, como falsidade ideológica, desmatamento ilegal e organização criminosa na condição de lideranças, é atribuída também aos supostos líderes dos outros dois núcleos, Moço e Capelasso.
Em junho de 2024, na deflagração da primeira fase da operação, foram presos preventivamente Stoppe Júnior, Élcio Moço, José Capelasso, Ricardo Villares Stoppe e Poliana Capelasso.
Ao todo, foram cumpridos 76 mandados de busca e apreensão em Rondônia, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Ceará e São Paulo, com autorização da Justiça Federal.
Houve buscas em 22 empresas, quatro cartórios de registro de imóveis no sul do Amazonas e em órgãos públicos como a superintendência do Incra no estado e uma secretaria do governo do Amazonas que cuida de questões territoriais.
A Greenwashing já teve seis fases. Uma delas, a Expurgare, prendeu servidores do Ipaam. A Justiça determinou o afastamento de cinco servidores, incluído o então diretor-presidente do órgão, responsável por fiscalização e licenciamento ambientais na esfera do estado do Amazonas.
Os presos na primeira fase ficaram detidos por seis meses. Eles aguardam em liberdade o curso do processo. A denúncia ou o arquivamento das acusações, a partir dos relatórios de indiciamento, cabem ao MPF (Ministério Público Federal).
Os relatórios da investigação apontam a participação de agrimensores e engenheiros, que atuam no georreferenciamento de áreas, em inserção de dados fictícios em sistemas como o Sigef (Sistema de Gestão Fundiária).
Essa atuação levava a um “deslocamento de títulos para regiões de interesse do grupo, muitas vezes sobrepondo-se a terras públicas federais ou estaduais”, segundo a PF.
“Com a valorização dos créditos de carbono ao longo do tempo, Ricardo, com Élcio e Capelasso, optou por diversificar e intensificar suas operações nas áreas adquiridas ilegalmente”, cita um relatório. O grupo atuou com, pelo menos, cinco projetos de créditos de carbono.
Créditos de carbono são gerados a partir de atividades que evitam desmatamento e degradação da floresta. Um crédito equivale a uma tonelada de CO2 que deixa de ser emitida para a atmosfera em razão do desmatamento evitado. Empresas atuam no mercado voluntário, em que os créditos são vendidos a empresas que precisam compensar suas próprias emissões de gases de efeito estufa.

 

ENTENDA A SÉRIE
A série de reportagens Mercado de Carbono, publicada às vésperas da COP30 (conferência do clima das Nações Unidas, em Belém), retrata o funcionamento das compensações por emissões de gases de efeito estufa. O tema tem sido debatido entre países, empresas e organismos internacionais, em busca de regras em comum para os chamados mercados voluntário e regulado.

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Na segunda-feira, dia 13, um total de 40 comerciantes itabunenses compareceram presencialmente no 1º dia do Plantão do Alvará Sanitário da Divisão de Vigilância Sanitária (VISA) do Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde para a renovação ou emissão de Alvará Sanitário.

Nesta semana, a VISA montou atendimento individualizado, com data e hora marcada, para o esclarecimento de dúvidas relacionadas à emissão ou renovação do Alvará Sanitário, iniciativa que segue até sexta-feira, dia 17, das 9 às 16h30min.

Os estabelecimentos e comerciantes com pendências relativas ao Alvará Sanitário devem comparecer ao Departamento de Vigilância Sanitária (VISA) da Secretaria Municipal de Saúde, em sua sede na Rua Rui Barbosa, 934, Centro, um Plantão para a emissão.

Segundo a coordenadora da Vigilância Sanitária, Ieda Lomes, atualmente 1.346 estabelecimentos encontram-se com Alvarás Sanitários em dia, o equivalente 19,22% dos sete mil cadastrados no sistema da VISA.

 “Para que tenhamos um maior controle no fluxo de pessoas, foi estabelecido o agendamento antecipado por meio de um link”, lembra. Para agendar basta acessar o link  https://l1nk.dev/ZGsnB.

A coordenadora afirma que o Alvará Sanitário é um documento obrigatório que deve ser renovado anualmente para todos os estabelecimentos de saúde e também aqueles de interesse à saúde, a exemplo daqueles que se dedicam à comercialização de alimentos e bebidas, estética, produtos para a saúde, cosméticos, manicures, saneantes, etc.

A coordenadora do Departamento de Vigilância Sanitária frisa que durante o plantão o comerciante poderá realizar seu cadastro no SIVISA+ e receber todas as orientações necessárias para emissão da licença sanitária. “O Alvará Sanitário regulamenta a empresa, evita multas e até suspensão do atendimento”, acrescenta.

A supervisora de Suporte Técnico e Implantação da BRANEF, Adriele Brito, empresa responsável pelo sistema do Alvará Sanitário, ressalta que por conta da falta de algum documento, a maioria dos contribuintes tem tido dificuldade no acesso ao sistema.

“Quando ele deixa de inserir qualquer um dos documentos exigidos, surge algum impedimento para dar seguimento ao processo. Por isso, nesse Plantão do Alvará Sanitário esclarecemos o passo a passo, daí a importância do atendimento presencial na sede da Divisão de Vigilância Sanitária (VISA)”, afirmou.

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