O MEC (Ministério da Educação) divulgou nesta quinta-feira (19) o resultado da chamada única do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) do primeiro semestre de 2026.
O programa do governo federal oferece financiamento com juros zero para estudantes com renda familiar de até três salários mínimos por pessoa. O pagamento do valor financiado tem início após a conclusão do curso, com parcelas ajustadas à renda do aluno.
Para consultar o resultado da pré-seleção do Fies, os estudantes devem acessar o site do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior (https://acessounico.mec.gov.br/fies). O login deve ser feito com a conta do gov.br.
Os candidatos pré-selecionados terão de sexta (20) a terça (24) para complementar as informações pessoais da inscrição.
Os estudantes não aprovados nesta chamada estão inscritos automaticamente na lista de espera. A convocação será realizada entre os dias 26 de fevereiro e 10 de abril.
Segundo o MEC, o Fies do primeiro semestre de 2026 recebeu 528.175 inscrições, com um total de 210.108 de estudantes inscritos —cada candidato podia se inscrever em até três opções de curso. Já o total de inscritos nas vagas ofertadas pelo Fies Social foi de 52.930.
Poderiam se inscrever no processo seletivo o candidato que, cumulativamente, atendiam às seguintes condições:
– Ter participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010, com nota no exame válida
– Ter obtido média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos e nota na prova de redação superior a zero no Enem;
– Não ter participado do Enem como “treineiro”;
– Ter renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos (R$ 4.863)
– Ter, obrigatoriamente, condições de atingir a frequência mínima exigida para o semestre letivo referente ao primeiro semestre de 2026, no curso, turno e local de oferta da instituição de ensino superior para o qual se inscrever.
 

CALENDÁRIO FIES 2026 – 1º SEMESTRE
– Resultado da pré-seleção: 19 de fevereiro
– Complementação da inscrição: 20 a 24 de fevereiro
– Pré-seleção da lista de espera: 26 de fevereiro a 10 de abril

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Por meio do Chamamento Público nº 02/2026, a Prefeitura de Itabuna abre inscrições para monitoria estudantil de apoio escolar às pessoas com deficiência (PCD) na Rede Municipal de Ensino até o próximo dia 27. Poderão participar candidatos que preencham os requisitos: matricular regular em curso de Nível Superior, disponibilidade para cumprir a carga horária e não ter vínculo empregatício que gere incompatibilidade.

O Chamamento Público se adéqua às diretrizes do Programa de Incentivo à Educação Inclusive – Itabuna Inclui (Decreto nº 16.702/2026) que permite a seleção de estudantes do nível superior para auxiliar nas atividades pedagógicas no apoio escolar (AE) das unidades escolares da Rede Municipal de Ensino.

As vagas serão distribuídas, conforme a carga horária semanal: para jornada de 30 horas semanais: a) 60 vagas para atuação no turno matutino; b) 73 vagas para atuação no turno vespertino. Para jornada de 20 horas semanais: a) 100 vagas para o turno matutino; b) 93 vagas para o turno vespertino; c) 5 vagas para atuação no turno noturno. O horário de início e término da jornada será fixado pela Secretaria Municipal da Educação, de acordo com a necessidade da Administração.

Os estagiários selecionados perceberão Bolsa de Estágio, conforme a carga horária semanal: I – R$ 900,00 para jornada de 30 horas semanais, destinada aos estudantes de Nível Superior que atuarão como Apoio Escolar (AE); II – R$ 600,00, para jornada de 20 horas semanais, destinada aos estudantes de Nível Superior que atuarão como Apoio Escolar (AE).

Os estagiários também farão jus ao auxílio-transporte, nos termos da legislação municipal aplicável ao Programa de Incentivo à Educação Inclusiva – Itabuna Inclui, atualmente no valor de R$ 4,50 por dia.

A seleção será realizada em etapa única, obedecendo à ordem de inscrição dos candidatos, observando-se o número de vagas disponíveis, de acordo com a carga horária e o turno escolhido.

Além disso, será formado Cadastro de Reserva no total de 80 vagas, assim distribuídas: I – 30 vagas para jornada de 20 horas semanais; II – 50 vagas para jornada de 30 horas semanais.

Em caso de empate, serão adotados os seguintes critérios, na ordem abaixo: I – Estar o(a) candidato(a) matriculado(a) no semestre mais avançado do curso; II – Ter maior idade, considerando-se a data de nascimento, com preferência para o(a) candidato(a) mais velho(a), conforme documento oficial apresentado no ato da inscrição. No link abaixo, os demais requisitos.

Link: https://encurtador.com.br/ISsq

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A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou que duas pessoas foram diagnosticadas com Mpox em território baiano, conforme informações divulgadas pela pasta nesta quinta-feira (19). Um dos casos foi registrado em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado, enquanto o outro se trata de um turista de São Paulo que está em observação em Salvador.

 

De acordo com as informações, a paciente de Conquista não reside no município do sudoeste e buscou atendimento no Hospital Geral (HGVC). Ela apresenta uma boa recuperação e segue em isolamento. 

 

O turista diagnosticado é natural da cidade de Osasco e foi atendido em uma unidade de saúde da capital baiana.

 

Além dessas confirmações, a Sesab ainda analisa outros dois casos suspeitos, enquanto três notificações já foram descartadas após a realização de exames. Vale ressaltar que nenhum desses registros tem relação com o período do carnaval. 

 

A MPOX
A Mpox é uma doença viral da mesma família da varíola e o contágio acontece, principalmente, pelo toque direto na pele de alguém infectado, especialmente se houver feridas. O compartilhamento de objetos pessoais, como roupas e toalhas, ou o contato com secreções também são formas de transmissão.

 

Os sintomas costumam incluir febre, dores de cabeça e no corpo, cansaço e o aparecimento de ínguas. 

 

O sinal mais característico são as lesões na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham para as mãos e os pés. Como ainda não existe um remédio específico para combater o vírus, o tratamento foca em aliviar as dores e evitar que as feridas inflamem. 

 

O paciente precisa se manter isolado até que todas as crostas das feridas caiam e a pele cicatrize, o que costuma levar entre duas e quatro semanas.

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O STF (Supremo Tribunal Federal) negou a aposentadoria especial do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a vigilantes com ou sem arma de fogo sob o entendimento de que a profissão não se enquadra no benefício especial por risco, destinado a órgãos de segurança pública listados na Constituição.
O julgamento -realizado no plenário virtual entre os dias 6 e 13 de fevereiro- derrubou a possibilidade de enquadrar a atividade como perigosa mesmo para quem usa arma de fogo.
Há pontos que ainda deverão ser debatidos pelos ministros, como o que acontece com as ações na Justiça e se segurados que ganharam o direito ao benefício por meio de tutela antecipada vão ter de devolver dinheiro. É preciso, no entanto, esperar a publicação do acórdão, que é a tese final.
Advogados especializados em Previdência Social afirmam que a tese, julgada sob o tema 1.209, está “enterrada”, e não há mais como obter esse benefício após 1995, ano em que foi aprovada lei que acabou com a lista de profissões com direito ao tempo especial, incluindo vigilantes.
O argumento do INSS foi de que o benefício especial a essa categoria é inconstitucional e traria impacto de R$ 154 bilhões aos cofres públicos em 35 anos.
O QUE ACONTECE AGORA?
É preciso esperar a publicação do acórdão do julgamento para entrar com recurso. O segurado que ingressou com a ação que chegou ao Supremo pode apresentar embargos de declaração, recurso que serve para esclarecer algum ponto que ficou obscuro no julgamento ou esclarecer omissão ou contradição.
Os processos que estavam parados na Justiça devem voltar a andar, mas apenas quando o caso chegar ao final de o STF determinar o fim do sobrestamento. Além disso, o INSS poderá entrar com ações rescisórias cobrando valores já pagos a segurados que conseguiram a tutela antecipada. A expectativa, porém, é que isso não ocorra.
“O Supremo tem um posicionamento bem conservador nesta questão de não ter de devolver. Isso já aconteceu no processo da desaposentação e na revisão da vida toda. Acredito que quem esteja recebendo a tutela não tenha que devolver”, afirma a advogada Adriane Bramante, especialista em aposentadoria especial e que participou do julgamento em nome do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário).
O andamento dos casos só ocorrerá após a publicação da tese final e da definição a respeito dos recursos que podem ser apresentados. Assim que houver a publicação do último acórdão, o INSS poderá cortar o benefício especial de quem tinha tutela antecipada e refazer os cálculos para a concessão da aposentadoria comum a esses profissionais.
QUEM PODE RECORRER DA DECISÃO?
O segurado que entrou com a ação que chegou ao Supremo e mesmo o IBDP, que participa como amicus curiae -amigo da corte- podem entrar com esse recurso. A tendência é solicitar aos ministros que decidam pela não devolução, como já ocorreu em outras ações. “Até porque tinha julgamento no STJ [Superior Tribunal de Justiça] garantindo esse direito”, diz Adriane.
A advogada se refere ao tema 1.031 no STJ, julgado como favorável aos segurados. Em 2021, o tribunal superior entendeu que, se comprovada a exposição à periculosidade, é possível contar o tempo de atividade como especial, com ou sem arma de fogo.
João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin diz que os embargos de declaração devem esclarecer alguns pontos não tratados pelos ministros, e não vê possibilidade de mudança no entendimento da corte. “Eu acho que uma mudança nesse julgamento é extremamente remota. Isso possivelmente vai ser consolidado pelo Supremo.”
O QUE ACONTECE COM QUEM TINHA AÇÃO NA JUSTIÇA?
Quem tinha ação na Justiça terá o direito ao benefício negado. “O juízes de primeira instância e os tribunais são obrigados a seguir o posicionamento do Supremo. Foi tomado como tema, então vale para todos os processos, inclusive os que estavam suspensos”, diz Badari.
O segurado que teve a aposentadoria especial concedida por meio de tutela antecipada terá o benefício recalculado pelo INSS. Isso significa que, caso tenha cumprido as exigências mínimas, poderá seguir aposentado, mas com a aposentadoria comum.
Se ainda não atingiu as condições mínimas para ter a aposentadoria, vai perder o benefício que recebia.
O INSS tem ainda o direito de entrar com ação rescisória cobrando o que já pagou, mas os especialistas acreditm que não fará isso.
VIGILANTES PERDEM O DIREITO À APOSENTADORIA ESPECIAL?
Segundo Adriane Bramante, o direito à aposentadoria especial para vigilantes existe somente até 1995, quando vigorava lista de profissões garantindo tempo especial a algumas categorias. Depois disso, a lista deixou de existir e o enquadramento passou a ser por exposição a agentes nocivos à saúde, sejam físicos, químicos ou biológicos.
“Hoje, com a decisão, o vigilante se enquadra como especial até 1995. No INSS, tem que ter arma de fogo”, explica Adriane, lembrando que, para vigilantes sem arma de fogo, a aposentadoria especial só era concedida na Justiça, após decisão do STJ de 2021. Essa decisão, no entanto, caiu.
“De 1995 para cá não enquadra mais. Nem o projeto de lei complementar, o PLP 245 de 2019, nem o 42 de 2023 fazem mais sentido, porque mesmo que se reconheça a periculosidade por lei, seria um reconhecimento após a emenda constitucional de 2019. E esse buraco de 1995 até 2019? A gente tem agora uma decisão do STF que não reconhece mais”, explica.
COMO FOI O JULGAMENTO?
Por 6 votos a 4, o STF negou o direito à aposentadoria especial a vigilantes. Os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Dias Toffoli, André Mendonça seguiram entendimento de Alexandre de Moraes, de que não há o direito ao benefício especial conforme precedente já definido em caso semelhante na corte.
Já Kassio Nunes Marques, relator do caso, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Edson Fachin defenderam a concessão da aposentadoria especial à categoria, desde que comprovado o risco da atividade e a periculosidade.
O QUE DIZ QUEM É A FAVOR DA APOSENTADORIA ESPECIAL PARA VIGILANTE?
Para Nunes Marques, a atividade pode ser reconhecida como especial, com ou sem uso de arma de fogo, por causa dos riscos e de possíveis prejuízos à saúde mental e à integridade física do trabalhador, tanto antes quanto depois da reforma da Previdência de 2019. Ele propunha tese neste sentido.
O QUE DIZ QUEM É CONTRA PARA A APOSENTADORIA ESPECIAL PARA VIGILANTES?
Para Moraes, o Supremo não deve aprovar o direito ao benefício mais vantajoso porque a corte já afirmou que não há risco inerente na profissão ao julgar processo semelhante envolvendo guardas municipais. Outro ponto levantado por Moraes é de que aprovar a aposentadoria especial a vigilantes abriria precedentes para pedido de benefício especial por outras categorias.
O QUE MUDOU PARA VIGILANTES APÓS A REFORMA DA PREVIDÊNCIA DE 2019?
A reforma da Previdência de 2019 retirou a periculosidade da Constituição como fator para caracterizar atividade especial. Mas, mesmo antes das mudanças, esse ponto era controverso.
A advogada Adriane Bramante afirma que, no artigo 202 da emenda de 1988, havia o direito de se aposentar com menos tempo de contribuição em casos de atividades “que prejudiquem a saúde ou a integridade física”, conforme a redação original. Em 2019, a emenda constitucional 103 retirou a expressão “integridade física”.
“A periculosidade é a iminência do risco, uma possibilidade sempre presente de um evento violento que interrompe a integridade do trabalhador. Essa atividade de vigilante submete o profissional a roubo e a violência física. Além disso, pode causar morte”, disse em vídeo aos ministros do STF.
O QUE É A APOSENTADORIA ESPECIAL E QUEM TEM DIREITO?
A aposentadoria especial é um benefício concedido ao segurado que trabalha em condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Ela é devida a quem tem carteira assinada pelo regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), ao trabalhador avulso e ao contribuinte individual caso seja filiado a cooperativa de trabalho ou de produção. A exposição aos agentes nocivos precisa ocorrer de forma permanente.
Na prática, é um benefício que antecipa a aposentadoria de trabalhadores que têm sua saúde comprometida por estar em área prejudicial. Essa antecipação funciona como uma proteção ao profissional. Há o direito de se aposentar com 15, 20 ou 25 anos de contribuição ao INSS, dependendo do grau de exposição. Após a reforma, será preciso ainda comprovar idade mínima.
Antes da reforma da Previdência, não havia idade mínima para essa aposentadoria. Os trabalhadores que atuavam em áreas consideradas como de baixo risco (como profissionais da saúde, químicos, serralheiros, vigilantes, entre outros) precisavam contribuir por 25 anos de trabalho nesses setores e podiam se aposentar com qualquer idade. Os demais, em atividades como mineiros de subsolo ou exposto a amianto, precisavam de 20 anos de contribuição e, no caso do mineiro de subsolo, 15 anos.
Após a reforma, há duas possibilidades de aposentadoria. Para quem já estava no mercado de trabalho, é preciso atingir uma pontuação mínima, que combina a idade com o tempo de contribuição. Já para o trabalhador que entrou no mercado após 13 de novembro de 2019, a aposentadoria só é possível após completar idade mínima e tempo mínimo de contribuição.
Outra mudança também diz respeito ao tempo especial. A conversão do tempo especial em comum só pode ser feita para atividades até 13 de novembro de 2019, data de entrada em vigor da emenda constitucional. Depois disso, não há mais conversão.

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Termina na próxima segunda-feira (23) o período de inscrições para o processo seletivo da Secretaria da Educação da Bahia (SEC), com contratações pelo Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). A seleção contempla oportunidades para Técnico Administrativo em Nível Médio, Técnico de Nível Superior e Professor Orientador em Estágio em Saúde.

O edital prevê 2.500 vagas para Técnico Administrativo em Nível Médio e 49 vagas para Técnico de Nível Superior nas áreas de Administração, Arquitetura, Ciências Contábeis e Engenharia. Para Professor Orientador em Estágio em Saúde, nas áreas de Enfermagem e Radiologia, são 228 vagas.

O processo seletivo é organizado pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). A seleção é voltada a candidatos interessados em ingressar no serviço público estadual por meio de contrato temporário.

Conforme a legislação, 5% das vagas são reservadas a pessoas com deficiência e 30% a candidatos negros. A remuneração varia de R$ 3.017,34 a R$ 7.530,75, a depender do cargo e da formação exigida. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site do IBFC.

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Os boletos para pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com desconto de 20%, para quem está adimplente com o tributo, já estão disponíveis no site da Prefeitura de Itabuna. Os contribuintes têm até o próximo dia 27 para aproveitar a vantagem bastando acessar o banner IPTU para inserir CNPJ, CPF ou Inscrição Municipal ao baixar a segunda via.

O IPTU ainda é oferecido aos contribuintes com pagamento em parcela única até 31 de março, com redução de 10%, e parcelamento em dez vezes, sem descontos, com a primeira parcela naquela data e o restante com vencimento no último dia útil dos meses subsequentes. O valor de cada parcela não poderá ser inferior a R$ 180,00.

Segundo o supervisor do Departamento de Tributos, Marcos Santos, a retirada presencial do carnê (DAM) se destina às pessoas que não têm como acessar pelo computador. Ele acrescenta que os Correios também iniciaram a entrega domiciliar dos carnês.

“Desde que liberamos, a emissão online tem sido crescente. O mesmo acontece com a procura presencial. Os atendentes estão preparados no balcão para prestar as orientações necessárias e facilitar ao contribuinte que vier até a unidade da Secretaria de Fazenda e Orçamento”, explicou. O Departamento de Tributos fica na Avenida Manoel Chaves, nº 2.383, no São Caetano, de segunda a sexta-feira, das 8 às 14 horas.

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A Bahia está entre os 18 estados brasileiros que entraram em alerta de perigo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para chuvas intensas e tempestades. O aviso é válido até as 10h desta quinta-feira (19).

Segundo o Inmet, o volume de chuva pode chegar a 100 milímetros por dia, equivalente a 100 litros por metro quadrado, com rajadas de vento superiores a 100 quilômetros por hora. As condições elevam o risco de alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Além da Bahia, também estão sob alerta os estados do Acre, Amazonas, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Mato Grosso, Pará, Amapá, Ceará, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

O instituto recomenda que a população evite áreas de risco, não se abrigue sob árvores durante rajadas de vento e redobre a atenção em regiões sujeitas a alagamentos e deslizamentos.

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O Real Madrid deu um passo oficial nesta quinta-feira (19) para cobrar punições após o atacante Vinícius Jr. ser alvo de ofensas racistas em Portugal. O clube enviou à UEFA todas as imagens e evidências que possui sobre os ataques sofridos pelo brasileiro durante a vitória contra o Benfica, em Lisboa, pela Champions League. O time espanhol exige rigor na investigação do episódio, que envolve tanto a torcida quanto um jogador adversário.

A denúncia aponta que o atacante teria sido insultado por Prestianni, do Benfica, logo após marcar o gol da vitória. O caso fez com que o árbitro francês François Letexier interrompesse a partida por dez minutos, seguindo o protocolo de combate ao preconceito da entidade europeia.

 

Em comunicado oficial, o Real Madrid reforçou que não aceitará o que chamou de “episódios inaceitáveis” e agradeceu a onda de solidariedade que o camisa 7 recebeu de diversas partes do mundo.

 

“O Real Madrid CF anuncia que hoje forneceu à UEFA todas as provas disponíveis relativas aos incidentes ocorridos na última terça-feira, 17 de fevereiro, durante o jogo da Liga dos Campeões que a nossa equipe disputou em Lisboa contra o Benfica.

 

Nosso clube cooperou ativamente com a investigação aberta pela UEFA após os episódios inaceitáveis de racismo ocorridos durante aquela partida.

 

O Real Madrid agradece o apoio unânime, o carinho e o afeto que o nosso jogador Vinicius Jr. tem recebido de todos os setores do futebol mundial.

 

O Real Madrid continuará trabalhando, em colaboração com todas as instituições, para erradicar o racismo, a violência e o ódio no esporte e na sociedade.”

ENTENDA O CASO
Tudo começou no segundo tempo, quando Vini Jr. fez o gol e comemorou perto da torcida portuguesa. O gesto deu início a um empurra-empurra entre os jogadores e o brasileiro acabou levando cartão amarelo. No meio do tumulto, o atacante relatou ter ouvido as ofensas e avisou imediatamente à arbitragem.

Enquanto o jogo estava parado, astros como Kylian Mbappé e Tchouaméni cercaram o colega em sinal de apoio. Até o técnico do Benfica, José Mourinho, foi visto conversando com Vinícius durante a paralisação.

Mesmo com o jogo reiniciado, a pressão continuou. Sempre que Vinícius Jr. ou Mbappé tocavam na bola, eram vaiados pela torcida do Benfica, que chegou a arremessar objetos no gramado. Agora, o futuro do caso depende do relatório do árbitro e da análise das provas enviadas pelo Real Madrid, que podem resultar em multas pesadas ou interdição de setores do estádio em Lisboa.

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A Prefeitura de Itabuna publicou nesta quinta-feira, dia 12, na edição eletrônica do Diário Oficial do Município, o Decreto nº 16.702 instituindo o Programa de Incentivo à Educação Inclusiva – Itabuna Inclui, destinado a fomentar a formação profissional de estudantes de nível superior, por meio de estágio supervisionado, com atuação voltada ao apoio à educação inclusiva na Rede Municipal de Ensino.

O Programa de Incentivo à Educação Inclusiva tem como objetivos contribuir para a efetivação das políticas públicas de educação inclusiva no âmbito da rede municipal de ensino; promover a formação prática, técnica e ética de estudantes de nível superior, por meio do estágio supervisionado; fortalecer as ações de apoio escolar aos estudantes público da educação ; e incentivar a formação continuada de futuros profissionais da educação inclusiva.

A gestão do Itabuna Inclui é da Secretaria Municipal da Educação que foi autorizada pelo prefeito Augusto Castro (PSD) a selecionar estudantes de nível superior, para atuação no Programa, na condição de estagiários, O estágio terá natureza exclusivamente educacional, não gerando vínculo empregatício de qualquer natureza com o Município.

Os estagiários selecionados atuarão sob supervisão pedagógica da unidade escolar e acompanhamento da Secretaria Municipal da Educação Bolsa de Estágio no valor de R$ 900,00, para jornada de 30 horas semanais, R$ 600,00, para jornada reduzida, conforme definido em edital; auxílio-transporte, nos termos da legislação municipal aplicável ao programa de estágio, atualmente no valor de R$ 4,50 por dia.

As condições para os estagiários que atuarão em todas as atividades escolares, sem substituição de servidor efetivo, devendo reportar-se à equipe pedagógica da unidade escolar sempre que necessário também estão definidas no Decreto que pode ser consultado e baixado no site oficial da Prefeitura de Itabuna, que vai publicar Edital de Chamamento Público, nos próximos dias.

Além disso, a Secretaria Municipal da Educação deverá promover a formação continuada específica em educação inclusiva aos estagiários integrantes do Programa, com carga horária mínima de 180 horas, podendo ser realizada de forma presencial, híbrida ou remota. A formação continuada terá caráter complementar ao estágio, não se confundindo com jornada de trabalho.

Mais informações: https://encurtador.com.br/xxxz

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A banana produzida na região de Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, conquistou o selo de Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Publicada na terça-feira (11), a certificação reconhece a notoriedade da produção no Perímetro de Irrigação Formoso.

Certificada pelo INPI, na categoria Indicação de Procedência, a “banana clarinha da Bahia” apresenta características únicas ligadas ao Perímetro de Irrigação Formoso. A fruta é reconhecida pela coloração amarelo-ouro clara, doçura elevada e baixa acidez, resultado do manejo em clima semiárido. As variedades Nanica e Prata da região têm qualidade nacionalmente reconhecida.

“A IG deve agregar valor ao produto e ampliar acesso a mercados nacionais e internacionais, promovendo organização produtiva, associativismo e práticas sustentáveis”, destacou a assessora técnica da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Jorgete Oliveira. De acordo com Jorgete, o Fórum Baiano aparece como um espaço estratégico de articulação com os atores envolvidos no processo de reconhecimento junto ao INPI. A certificação deve abrir novos canais de exportação, especialmente para mercados europeus.

Com a banana de Bom Jesus da Lapa, a Bahia passa a contar com seis Indicações Geográficas, todas na modalidade Indicação de Procedência. As demais são Sul da Bahia (cacau), Oeste da Bahia (café), Microrregião Abaíra (cachaça), Vale Submédio São Francisco (uvas e mangas) e Vale do São Francisco (vinhos e espumantes).

VALOR AGREGADO

A região certificada representa cerca de 8,7 mil hectares dedicados à banana em uma área total irrigada de 19,5 mil hectares. O Perímetro de Irrigação Formoso, localizado às margens do rio Corrente, afluente do São Francisco, é impulsionado pela Codevasf desde 1988 e gerido pelo Distrito de Irrigação de Formoso, consolidando-se como um dos maiores polos de produção de banana do país.

Inicialmente voltado à produção de banana-nanica para exportação, o projeto estruturou a cadeia produtiva local, desde a importação e adaptação de mudas até a criação de viveiros e cooperativas. Entre as organizações que ampliaram o alcance da banana produzida na região para mercados de todo o país e também para o exterior está a Cooperativa dos Produtores de Bom Jesus da Lapa.

Além da dimensão econômica, a produção de banana na região carrega valor histórico e cultural. A atividade está associada à trajetória das famílias produtoras e à construção da identidade local, que projetou o território nacionalmente como referência na produção da fruta mais consumida pelos brasileiros.

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A Secretaria de Educação de Itabuna convocou candidatos aprovados no Processo Seletivo nº 02/2025 para se apresentarem no Departamento de Acompanhamento à Gestão (DAG), localizado na Rua Francisco da Silva Rocha, nº 100, 2º andar, no Centro. O atendimento começou nesta sexta-feira (13), das 9h às 17h.

Os convocados têm três dias úteis para apresentação, com cronograma também na quarta-feira (18), das 14h às 16h, e na quinta-feira (19), das 9h às 17h. A convocação contempla 52 professores para os cargos de Educação Infantil e Ensino Fundamental (anos iniciais). A ausência no prazo será interpretada como desistência, com chamada do próximo classificado.

Os candidatos devem apresentar documento oficial com foto, CPF, comprovantes de quitação eleitoral e militar (para homens), comprovante de residência, Carteira de Trabalho e Previdência Social, certidão do INSS (consta/nada consta) e Atestado de Saúde Ocupacional, sem prejuízo de avaliação por junta médica.

CHAMADA EMERGENCIAL

A Secretaria Municipal da Educação também convocou 41 candidatos selecionados no Chamamento Público Emergencial nº 01/2026 para os cargos de zelador, porteiro e merendeira. Eles devem se apresentar nesta sexta-feira (13), no DAG, com a mesma documentação exigida para os professores.

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Um grupo de pesquisadoras e gestores públicos está elaborando uma proposta inédita a ser levada à OMS (Organização Mundial da Saúde): enquadrar o feminicídio na CID (Classificação Internacional de Doenças, sistema adotado mundialmente para registrar causas de adoecimento e morte.
A iniciativa, que tem apoio do Ministério da Saúde, busca tirar o feminicídio da invisibilidade estatística na área da saúde, onde hoje essas mortes aparecem apenas como “homicídio”, “agressão” ou “causa externa”, e criar bases para uma política de vigilância, prevenção e intervenção semelhante à usada em outras emergências sanitárias.
Em 2025, o Brasil registrou recorde de feminicídios e, como resposta ao problema, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou no dia 4 o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. A ação foi anunciada em parceria com os Poderes Legislativo e Judiciário, mas os detalhes práticos para implementar os objetivos do pacto não foram apresentados.
De acordo com a médica epidemiologista Fátima Marinho, pesquisadora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e uma das colaboradoras do projeto, será proposta a criação da categoria Violência contra a Mulher na próxima atualização da CID-11 e, dentro dela, entraria o feminicídio.
O objetivo vai além da nomenclatura. A ideia é que a criação de um código na CID permita estruturar uma vigilância contínua do feminicídio, integrando dados de saúde, segurança pública, Justiça, assistência social, entre outros. “Se você não tiver vigilância, não consegue alimentar um sistema nem pensar em prevenção”, diz Marinho.
O tema vem sendo discutido com organismos internacionais, como OMS, ONU Mulheres e UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime). “O feminicídio não é um homicídio qualquer. É um crime de ódio, marcado por gênero, e exige uma articulação de informações muito mais complexa”, afirma.
Para demonstrar a viabilidade da ideia, a pesquisadora desenvolveu um marco conceitual e uma matriz de decisão baseada em evidências, com cinco níveis de classificação (do “feminicídio com 100% de certeza” ao “não foi feminicídio”).
A lógica segue a epidemiologia: trabalhar com probabilidades, como já ocorre em doenças infecciosas, para que casos suspeitos também entrem no radar do sistema.
Estudos conduzidos pela pesquisadora mostram que a dependência exclusiva dos registros criminais distorce o fenômeno. No Rio Grande do Norte, por exemplo, apenas mortes de mulheres com medida protetiva vigente entram na estatística oficial de feminicídio.
O resultado é perverso: mulheres brancas, com maior acesso à Justiça, aparecem mais nos dados, enquanto mulheres negras e pobres, que recorrem mais à saúde e menos à polícia, ficam invisíveis.
A matriz de decisão está sendo testada em municípios como Goiânia, Recife, Rio de Janeiro e nos estados de Goiás e Rio Grande do Norte. Em Goiânia, foi criado um comitê que cruza dados da saúde com os da segurança com objetivo de mapear a violência contra a mulher.
Esse cruzamento de informações já indicou, por exemplo, que as mulheres que sofrem agressões físicas e que são internadas podem ser mortas em um período entre 3 e 32 dias após o registro da violência.
O comitê já registrou um caso em que uma mulher foi notificada com suspeita de violência e dois dias depois morreu. A causa básica de morte constava como acidente de transporte não especificado. Ao fazer a investigação, a equipe encontrou testemunhas que confirmaram que o companheiro havia jogado-a do caminhão.
O município de Goiânia abriga a Patrulha Mulher Mais Segura, da Guarda Civil Metropolitana, que acompanha cerca de 13 mil mulheres com medidas protetivas. “Hoje, quando uma mulher é morta, isso aparece nos sistemas de saúde só como homicídio ou agressão, escondendo a motivação de gênero”, afirma a comandante Luiza Sol, responsável pela patrulha.
“Ao integrar o histórico que a patrulha acompanha, por exemplo, ameaças, descumprimento de medidas, comportamento do agressor, com os dados da saúde, conseguimos mostrar que o feminicídio é o desfecho de um ciclo de violência, não um fato isolado”, explica Sol.
Essa integração de bases de dados é uma estratégia já usada por pesquisadores da Fiocruz Minas. A socióloga Paula Bevilacqua, que coordena um grupo de pesquisa sobre violência, gênero e saúde, explica que estudos com dados do Ministério Público e sistemas nacionais de saúde mostram que muitas vítimas de feminicídio passaram repetidas vezes por unidades básicas, ambulatórios e hospitais antes de morrer.
“Elas aparecem no Sistema de Notificação de Violência, em atendimentos ambulatoriais, com sinais claros de agressão. A saúde perde oportunidades de identificar o risco e acionar a rede de proteção”, diz. Segundo ela, os dados estão pulverizados e raramente conversam entre si, o que dificulta respostas coordenadas.
Para Marinho e Bevilacqua, tratar o feminicídio como uma questão de saúde pública é fundamental para romper esse ciclo. Estudos indicam que a violência de gênero está associada a adoecimento crônico, sofrimento mental e morte, afetando de forma desigual mulheres negras, pobres, periféricas, indígenas e trans.
“Não é um fenômeno distribuído igualmente”, afirma Bevilacqua. “Há marcas de racismo, desigualdade social e controle territorial.” Nesse contexto, explica, a criação de um código na CID daria visibilidade ao problema e sustentaria políticas de prevenção, formação de profissionais e atuação intersetorial.
O grupo trabalha contra o relógio. Há prazo para enviar a proposta à OMS até o fim de fevereiro. A expectativa é que a estratégia se torne um bem público, incorporando inclusive ferramentas de inteligência artificial para identificar padrões de risco a partir de dados da atenção primária, secundária e hospitalar. “A ideia é agir antes da fatalidade”, resume Fátima Marinho. “Não é ampliar números por ampliar, mas usar a informação para salvar vidas.”
Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que está avaliando proposta para aprimorar o registro de casos de feminicídio no âmbito dos sistemas de informação em saúde, incluindo a possibilidade de incorporação desse modelo à CID. “Essa avaliação, ainda em fase inicial, envolve análises de viabilidade operacional, metodológica e normativa, além de discussões com especialistas e entes federativos”, diz o ministério.

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