A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) publicou mais uma lista de convocação do Processo Seletivo Simplificado REDA 001/2025, chamando 253 trabalhadores para reforçar a assistência à saúde no estado.

Para dar continuidade ao processo de contratação, os convocados devem enviar a documentação exigida no período de 25 de fevereiro a 6 de março, conforme orientações disponíveis no site oficial da Sesab. O não envio da documentação dentro do prazo estabelecido poderá resultar na perda da vaga.

As informações, bem como os formulários a serem preenchidos, podem ser acessados na aba “Processos Seletivos”, por meio do banner localizado na página inicial do site.

A comunicação oficial da Sesab com os candidatos será realizada exclusivamente pelo endereço eletrônico institucional [email protected], da Coordenação de Provimento e Movimentação da Superintendência de Recursos Humanos da Saúde (CPM/DARH/SUPERH).

A Secretaria reforça que não há cobrança de taxa em nenhuma etapa do processo seletivo e alerta os convocados para que redobrem a atenção diante de possíveis tentativas de fraude.

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A presidente da Associação Nacional de Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, manifestou-se duramente nesta terça-feira (24) contra a recente publicação no Diário Oficial que suspende, em caráter temporário, a importação de cacau da Costa do Marfim. Para a entidade, a medida é insuficiente, não atende às reivindicações do setor e ignora os riscos fitossanitários que ameaçam a lavoura brasileira.

 

Em vídeo publicado em suas redes sociais, Vanuza classifica a decisão do Ministério da Agricultura como um “desrespeito ao produtor”. Segundo a dirigente, a demanda central da categoria é a revogação imediata da Instrução Normativa (IN) nº 125 e a suspensão total das importações até que se comprove a real necessidade de trazer amêndoas de fora.

A presidente da ANPC denunciou que a associação foi “excluída” de reuniões estratégicas ocorridas em Brasília na última semana para tratar da crise. “A ANPC não foi convidada, ou melhor, foi excluída. O resultado está aí: não atenderam nossas demandas”, afirma.

 

Vanuza também direcionou críticas ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. “O ministro já fez o estrago na cacauicultura brasileira este ano, permitindo que navios chegassem ao Porto de Ilhéus abarrotando os armazéns das moageiras. Agora, ele resolve suspender de forma temporária. Nós não concordamos com isso”, dispara.

 

A ANPC contesta o argumento oficial de que o risco fitossanitário provém apenas de países que praticam o contrabando. De acordo com Vanuza, documentos obtidos via Fala BR comprovam que pragas existentes na Costa do Marfim também estão presentes em Gana, outro grande exportador.

 

“Dizer que as amêndoas infectadas só vêm de contrabando é uma falácia. A importação desenfreada impacta diretamente nos nossos preços e coloca em risco a sanidade das nossas plantações”, explica a presidente.

 

Diante do cenário de abandono relatado pela diretoria, a ANPC convocou todos os produtores para uma grande mobilização para a próxima sexta-feira (27), em Ilhéus. O objetivo é demonstrar a força da categoria e exigir representação real nos processos decisórios.

 

“Precisamos de representantes que realmente atuem em prol da cacauicultura brasileira. Esse ano é ano eleitoral e precisamos ter muito cuidado para não sermos enganados”, alertou Vanuza, referindo-se às agendas políticas em Brasília que ignoraram os produtores locais.

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Os preços do chocolate em barra e do bombom acumulam alta de dois dígitos para o consumidor brasileiro. Conforme o IPCA, índice oficial de inflação do país, os dois produtos registraram aumento de 24,77% nos 12 meses encerrados em janeiro.
Em termos gerais, o IPCA subiu 4,44% no mesmo período. O índice é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A carestia do chocolate ocorre antes da Páscoa de 2026, que será celebrada em 5 de abril, e reflete principalmente os impactos defasados da disparada das cotações do cacau, apontam analistas.
Dos 377 subitens (bens e serviços) que compõem a cesta pesquisada no IPCA, apenas 5 acumularam inflação maior que a alta do chocolate em barra e do bombom nos 12 meses até janeiro.
Foram os casos de transporte por aplicativo (37,36%), café solúvel (27,46%), energia elétrica residencial (27,34%), serviços de fisioterapeuta (25,57%) e joia (25,09%).
“Isso [inflação do chocolate] tem bastante a ver com o cacau. O cacau passou a ter alguma moderação nas cotações ao longo do segundo semestre de 2025, mas o histórico é de alta acumulada bem importante, chegando ao consumidor”, afirma o economista Fábio Romão, sócio da consultoria Logos Economia.
“Famílias estão endividadas, mas há um cenário de baixo desemprego, renda em crescimento e formalização alta. É uma confluência de fatores que faz o chocolate aumentar”, completa o especialista em preços.
Ao comentar os dados do IPCA, a Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas) também cita a pressão do cacau.
Com a quebra da safra 2023/2024 nos dois principais produtores do mundo (Gana e Costa do Marfim), a cotação da commodity chegou a bater o maior nível em 50 anos, diz a entidade.
Segundo a associação, o preço da tonelada saltou do patamar de US$ 2.500 em 2022 para US$ 12 mil no auge da crise. Mais recentemente, o indicador passou a oscilar na faixa de US$ 5.000 a US$ 5.500 (em torno de R$ 25,9 mil a R$ 28,5 mil). O nível ainda é considerado elevado pelo setor.
A Abicab afirma que a cadeia produtiva mantém acompanhamento diário sobre as oscilações do mercado e dispõe de estoques reguladores para enfrentar os solavancos.
“Estamos otimistas para 2026 porque o Brasil convive hoje com a menor taxa de desemprego da história (5,6%), nossa economia é estável e a indústria está ajustada”, diz.
“Cada empresa desenvolve estratégias próprias para colocar o chocolate no mercado. Foco em canais de venda, distribuição, preços e promoções para chegar ao consumidor final”, acrescenta.
A inflação acumulada pelo chocolate em barra e pelo bombom já foi maior no período recente do IPCA. Chegou a 27,12% nos 12 meses até dezembro de 2025, antes de marcar 24,77% até janeiro de 2026.
No recorte mensal, os preços dos produtos mostram altas consecutivas desde maio do ano passado. Ou seja, subiram nos últimos nove meses. O avanço registrado em janeiro (1,28%), contudo, foi o menos intenso desse ciclo.
O economista Leandro Gilio, pesquisador do Insper Agro Global, diz que o mercado de cacau ainda não se normalizou, apesar do recuo das cotações desde o ano passado.
O quadro, segundo ele, forçou a indústria a buscar alternativas e uma delas foi a aposta em produtos “sabor chocolate”, com menos cacau.
“Foi uma tendência para compensar a evolução muito forte dos preços.”
A partir do recuo das cotações da matéria-prima, pode haver um movimento de queda dos preços do chocolate, mas não de maneira imediata para o consumidor, aponta Gilio.
Ele ressalta que a cadeia produtiva é globalizada e envolve diferentes etapas, incluindo o processamento do cacau nas fábricas. Assim, a transmissão do alívio dos custos tende a ser mais lenta do que em outros mercados ligados ao agronegócio.
“Se a gente pensar em um produto como hortifrúti, [a mercadoria] vai da produção para a mesa do consumidor”, afirma.
Nos 12 meses até janeiro, o chocolate em barra e o bombom acumularam altas de preços de dois dígitos nas 16 capitais e regiões metropolitanas pesquisadas no IPCA. A inflação dos produtos variou de 17,22% em Aracaju a 31,85% na Grande Porto Alegre.
FEIJÃO E ARROZ EM QUEDA
Se de um lado o chocolate ficou mais caro, de outro uma dupla tradicional da mesa do brasileiro chamou a atenção pela queda dos preços. Trata-se do feijão e do arroz.
Nos 12 meses até janeiro, o feijão-preto acumulou baixa (deflação) de 28,94% no IPCA. Foi a maior redução dos 377 subitens que compõem o índice nacional.
Já os preços do arroz acumularam queda de 27,3% no mesmo período. Foi a segunda maior redução dentro do IPCA.
Analistas têm associado a trégua dos preços de parte dos alimentos a uma ampliação da oferta no país.
Os outros três tipos de feijão pesquisados pelo IBGE também ficaram mais baratos no acumulado de 12 meses: fradinho (-16,35%), carioca (-3,52%) e mulatinho (-3,03%).

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Em comparação com o resto do mundo, o brasileiro não trabalha muito. Nem pode ser considerado particularmente esforçado.
Uma pesquisa com dados de 160 países, cobrindo 97% da população global, revela que trabalhadores de todo o mundo destinaram em média 42,7 horas semanais a atividades remuneradas em 2022 e 2023. Os brasileiros ocupados em empregos formais e informais dedicaram, nesse mesmo período, 40,1 horas semanais em média ao trabalho.
O levantamento é do economista Daniel Duque, pesquisador do FGV Ibre, a partir de um novo banco de dados global de horas trabalhadas organizado pelos economistas Amory Gethin, do Banco Mundial, e Emmanuel Saez, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).
Os pesquisadores utilizam dados domiciliares reunidos pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), pelo Banco Mundial e pela União Europeia, entre outras fontes de informação.
Disponível desde novembro do ano passado, o banco de dados organizado por Gethin e Saez –o mais amplo do tipo já construído– confirma relações esperadas entre características demográficas, de renda per capita, de impostos e transferências realizados por cada país, de um lado, e a quantidade de horas trabalhadas por seus cidadãos, de outro.
Sob qualquer desses critérios, o brasileiro trabalha menos do que seria esperado. Para Duque, o que provavelmente explica o desvio brasileiro é uma questão cultural, uma preferência por maior quantidade de lazer.
Na comparação direta com outros 86 países para os quais há dados por mais de duas décadas, o Brasil ocupa a 38ª posição em horas trabalhadas. Quando se leva em consideração a quantidade de horas trabalhadas esperada de cada país a partir do seu nível de produtividade e de sua estrutura demográfica, o Brasil cai para o terço de menor esforço global: ocupa a 60ª posição entre 85 países, para trabalhadores com 15 anos ou mais.
A situação não melhora quando impostos e transferências, como aposentadorias e benefícios de renda mínima, são incorporados à análise. No ranking a partir da tendência esperada considerando produtividade, demografia, impostos e transferências, o Brasil ocupa a 53ª posição entre 76 países, novamente no terço inferior, de pior desempenho.
De modo geral, a característica que melhor explica a quantidade de horas trabalhadas mundo afora é a produtividade dos trabalhadores. Mas de uma maneira que não é direta, linear. A relação entre a produtividade e as horas trabalhadas segue, grosso modo, a forma de uma montanha, com subida, pico e descida.
À medida que cresce a produtividade da economia nacional, quando os países deixam de ser pobres e se tornam países de renda média, aumenta o número de horas trabalhadas. É a subida. Compensa, nesse caso, trabalhar mais e, afinal, poder consumir mais.
A partir de certo ponto, contudo, a produtividade já é tão alta, e o consumo também, que os trabalhadores passam a dar mais valor para o lazer. Começa, então, a descida da serra: enquanto a produtividade continua a aumentar, o número de horas trabalhadas diminui. Quem é rico pode se dar ao luxo de trabalhar menos. Na França, por exemplo, trabalha-se em média 31 horas por semana (78º lugar, entre 87 países).
O que Duque descobriu é que os trabalhadores brasileiros escolheram “descer a serra” e trabalhar menos antes de ficarem ricos. No Brasil, segundo o levantamento, trabalha-se 1 hora e 12 minutos a menos por semana do que seria esperado dado o seu nível de produtividade e o seu perfil demográfico.
Um dos rankings montados organiza os países dos que mais desviam positivamente, em horas trabalhadas, daquilo que seria esperado dado o seu nível de produtividade e estrutura demográfica –são os que estão nos primeiros lugares do ranking– aos que mais desviam negativamente em relação a essa tendência geral –como o Brasil, que ocupa a 60ª posição.
Nesse caso, os trabalhadores que mais se “esforçam”, para além do que seria esperado, são os dos Emirados Árabes Unidos. Os trabalhadores da Moldávia, país do Leste Europeu, ocupam o último lugar.
Em outro ranking, o esforço extra dos trabalhadores de cada país é medido também em relação ao que seria esperado (em horas trabalhadas) considerando os impostos sobre o trabalho e as transferências recebidas pelos trabalhadores. Quanto maiores os impostos e maiores as transferências, menor é o número de horas trabalhadas, em média. Aqui é o Japão que se destaca, positivamente, enquanto em Moçambique, no último lugar, trabalha-se quase 14 horas a menos do que seria esperado.
Segundo Duque, ele imaginava que os incentivos contabilizados nesse ranking ajudassem a explicar o número de horas trabalhadas abaixo da média pelos brasileiros. Altos encargos trabalhistas e transferências significativas (para o nível de renda do país) estariam diminuindo a oferta de trabalho. Era a expectativa.
É o que acontece, por exemplo, na Alemanha, onde se trabalha 1 hora e 48 minutos a menos do que seria esperado dado o nível de produtividade local. Toda essa diferença desaparece, contudo, quando se considera a carga tributária: nesse caso, os alemães passam a trabalhar 6 minutos a mais do que seria esperado, por semana.
“Eu imaginei que a gente fosse ver, talvez, uma redução da diferença do Brasil” para o resto do mundo, quando se contabilizasse o impacto do Estado no mercado de trabalho, disse Duque. “Porque eu achei que a gente tivesse uma estrutura tributária e de transferências que desincentivasse o trabalho. O que eu descobri foi o contrário.” No ranking que leva em consideração impostos e transferências, o brasileiro ainda trabalha 1 hora e 18 minutos a menos do que seria esperado.
O economista Samuel Pessôa, colega de Duque no FGV Ibre e seu interlocutor durante a exploração do novo banco de dados, diz que a escolha por uma quantidade menor de trabalho e maior de lazer é legítima. “Parece ser um sinal de que lazer, no Brasil, vale mais do que em outros lugares –e está tudo certo.” Pessôa lembra, contudo, que pode ser que as muitas horas despendidas em trânsito de casa ao trabalho, pelos brasileiros, tenham algum impacto sobre a oferta de trabalho.
Seja qual for a razão da menor oferta relativa de trabalho pelos brasileiros, o resultado é certo, afirmam os dois: uma menor renda per capita. “Tem um impacto direto”, observa Duque. Mesmo que aumente a produtividade das horas trabalhadas que restam, “a compensação não vai ser de 100%”.
Pessôa, que também é colunista da Folha, observa que uma parte da diferença de renda per capita entre o Brasil e países asiáticos, como Coreia e Taiwan, se deve não só à produtividade, mas à quantidade de horas trabalhadas. No seu levantamento, Duque descobriu que os homens coreanos trabalham 5 horas e 18 minutos a mais do que seria esperado dada a sua produtividade, enquanto os brasileiros homens trabalham meia hora a menos. Uma diferença de quase 6 horas por semana. No caso das mulheres, a diferença é de 11 horas semanais.
“Se a gente trabalha 25% a menos, mesmo que a produtividade por hora seja a mesma, nosso PIB per capita vai ser 25% menor”, resume Pessôa.
O economista considera que faz sentido ter esse impacto em mente no momento em que se discute o fim da escala 6×1. “A gente está discutindo uma lei de redução da jornada porque quem trabalha 44 horas gostaria de trabalhar menos. Essas pessoas vão trabalhar menos e vai reduzir a jornada média. A medida não vai ser inócua. E a justificativa para poder reduzir as horas de trabalho é que supostamente já se trabalha muito. Bom, agora a gente está vendo que, na média, a gente não trabalha tanto.”

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A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) determinou a abertura de um Pedido de Providências após um homem de 35 anos ser absolvido, por maioria, por desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). O homem foi acusado de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos.

 

Segundo o jornal O Globo, o ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça, determinou que o TJMG seja notificado para prestar esclarecimentos sobre o caso e deve enviar, junto ao desembargador relator Magid Nauef Láuar, informações iniciais no prazo de cinco dias.

 

Na decisão que absolveu o homem, cujo processo tramita sob sigilo, o desembargador relator considerou que o réu e a vítima possuíam um “vínculo afetivo consensual” e que a criança mantinha “uma relação análoga ao matrimônio” com o homem.

 

Segundo a legislação, o estupro de vulnerável (ou seja, contra menor de 14 anos) é previsto no artigo 217-A do Código Penal e prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão. O crime é configurado por “ter conjunção carnaval ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos”.

 

Em nota, o Ministério Público de Minas Gerais afirmou que vai analisar a decisão e adotar as providências processuais cabíveis. O órgão destacou ainda que a jurisprudência consolidada do STJ estabelece a “presunção absoluta” de vulnerabilidade de menores de 14 anos.

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O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prorrogou o alerta laranja de perigo para chuvas intensas em 42 municípios da Bahia.

 

Segundo o órgão, cidades como Bom Jesus da Lapa e Luís Eduardo Magalhães, no Oeste; e Xique-Xique, no Centro Norte, podem registrar volumes de chuva entre 50 e 100 milímetros por dia (mm/dia), além de rajadas de vento.

 

O aviso meteorológico é válido até as 23h59 desta segunda-feira (23). Já Salvador e outras 394 cidades permanecem sob alerta amarelo, classificado como de perigo potencial.

 

De acordo com o Inmet, as condições climáticas elevam o risco de interrupção no fornecimento de energia elétrica, descargas atmosféricas, queda de galhos de árvores, alagamentos em áreas urbanas.

 

O instituto orienta que a população evite se abrigar debaixo de árvores e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda durante rajadas de vento. Também é recomendado desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, sempre que possível.

 

O alerta amarelo de perigo potencial para chuvas intensas permanece em vigor em praticamente toda a Bahia. Nesse nível, a previsão indica precipitação de até 50 mm por dia, com possibilidade de ventos fortes. Entre as áreas afetadas estão o Vale São-Franciscano da Bahia, o Sudoeste, o Extremo Oeste baiano e a Região Metropolitana de Salvador (RMS).

 

CIDADES SOB ALERTA LARANJA (PERIGO)

Angical, Baianópolis, Barra, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Brejolândia, Buritirama, Campo Alegre de Lourdes, Canápolis e Carinhanha.

Catolândia, Cocos, Coribe, Correntina, Cotegipe, Cristópolis, Feira da Mata, Formosa do Rio Preto, Gentio do Ouro e Ibotirama.

Itaguaçu da Bahia, Jaborandi, Luís Eduardo Magalhães, Mansidão, Morpará, Muquém do São Francisco, Oliveira dos Brejinhos, Pilão Arcado, Remanso e Riachão das Neves.

Santa Maria da Vitória, Santana, Santa Rita de Cássia, São Desidério, São Félix do Coribe, Sento Sé, Serra do Ramalho, Serra Dourada, Sítio do Mato, Tabocas do Brejo Velho, Wanderley e Xique-Xique.

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A forte queda no preço do cacau no sul da Bahia abre o calendário de 2026 das Câmaras Setoriais do estado. Atualmente, a arroba do produto é vendida a cerca de R$ 165, após ter superado R$ 1.000 em 2024, o que representa uma desvalorização superior a 80% em pouco mais de um ano. O cenário pressiona produtores e mobiliza o setor público e entidades produtivas.

A primeira reunião ocorre na terça-feira (24), das 9h às 12h, em formato virtual, com foco na cadeia do cacau. O ciclo segue com debates sobre sisal na quarta (25), dendê na quinta (26) e citrus na sexta (27). Os encontros reúnem governo, produtores, entidades setoriais e sociedade civil para definir estratégias de fortalecimento dessas cadeias produtivas.

Entre os temas em pauta estão controle de pragas, adoção de novas tecnologias e valorização dos produtos nos mercados nacional e internacional. A proposta é orientar políticas públicas e ações para reduzir impactos da crise de preços e ampliar a competitividade do agronegócio baiano.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Pablo Barrozo, afirmou que o fortalecimento das Câmaras Setoriais decorre de um termo de cooperação com a Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM), que prevê a revitalização e implantação de até 22 fóruns no estado. Coordenadas pela Seagri, as Câmaras funcionam como espaços permanentes de diálogo entre produtores, governo e entidades, com foco na construção de soluções para o setor ao longo de 2026.

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A Seleção Brasileira já tem data e local para o seu último compromisso oficial antes da estreia na Copa do Mundo de 2026. No dia 6 de junho, a equipe comandada por Carlo Ancelotti enfrentará o Egito em amistoso internacional no estádio Huntington Bank Field, em Cleveland, nos Estados Unidos.

 

O adversário da Seleção Canarinho vive um momento crescente. Atualmente na 31ª posição do ranking da Fifa — após ultrapassar seleções como País de Gales, Polônia, Panamá e Noruega —, o Egito, sob o comando do técnico Hossam Hassan, ostenta uma invencibilidade de cinco jogos, com quatro vitórias e um empate. Na Copa, os egípcios integram o Grupo G, ao lado de Bélgica, Irã e Nova Zelândia. Já o Brasil está no Grupo C, com Marrocos, Haiti e Escócia.

 

Antes do duelo contra os africanos, a Seleção Brasileira terá uma janela de amistosos em solo americano no mês de março. São eles: 

 

  • França: 26 de março, às 18h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston.
  • Croácia: 31 de março, às 21h (de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando.

 

Os confrontos de março devem ser a baliza final para a última convocação de Ancelotti antes da lista definitiva para o Mundial.

Até o momento, o retrospecto do técnico italiano à frente da Amarelinha apresenta um equilíbrio em construção. Em oito partidas disputadas, o Brasil soma quatro vitórias, dois empates e duas derrotas. O ataque marcou 14 gols, enquanto a defesa foi vazada cinco vezes, resultando em um aproveitamento de 58,3%.

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Três medicamentos passaram por novos testes por pesquisadores para tratar ou prevenir a doença de Alzheimer. Os medicamentos utilizados por cientistas no estudo são indicados para outras condições com o objetivo de verificar a proteção ao cérebro.

Entre os itens testados, estavam o Viagra (sildenafila) e o riluzole, utilizado no tratamento da doença do neurônio motor. Segundo o GLOBO, ambos registraram forte potencial. Além disso, no estudo, financiado pela Alzheimer’s Society, liderado pela University of Exeter e publicado na revista Alzheimer’s Research and Therapy, a vacina contra o herpes-zóster Zostavax surgiu como uma candidata mais promissora. 

Nas constatações efetuadas, foram vistas que a sildenafila (Viagra) pode proteger células nervosas e reduzir o acúmulo de proteína tau, que é depositada de forma “anormal” no Alzheimer. Foi visto ainda, em testes com camundongos, que o medicamento melhorou de forma significativa o raciocínio e a memória, ao aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro. 

Além disso, o riluzol, prescrito atualmente para doença do neurônio motor, demonstrou melhoras no desempenho cognitivo e reduziu os níveis de tau em pesquisas feitas com animais.

Com o imunizante contra o herpes-zóster, foi sugerido no levantamento, uma possível conexão entre o vírus e a demência. Conforme a reportagem, alterações no sistema imunológico obtiveram um papel conhecido no Alzheimer, onde a vacina interagiu com o sistema imune de maneira que pode auxiliar a combater e a neutralizar algumas das mudanças prejudiciais da enfermidade.

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A Fundação Hemoba coletou 1.584 bolsas em Salvador e no interior do estado, durante o Carnaval baiano de 2026. O número representa um aumento de 375,7% em comparação a 2025, quando foram registradas 333 doações.

O resultado expressivo é fruto da intensificação das ações de mobilização e do reforço dos serviços de coleta durante o período da folia, estratégia essencial para fortalecer os estoques de sangue e garantir o atendimento às demandas da rede hospitalar.

Para a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, a iniciativa reforça o compromisso do Governo da Bahia com o cuidado contínuo da população.

“O Carnaval é um período de grande demanda para a rede de saúde, e esse crescimento nas doações demonstra a solidariedade dos baianos e a importância do planejamento e do fortalecimento do SUS, que se prepara para salvar vidas em todos os momentos”, destacou.

Durante o Carnaval, estiveram em funcionamento unidades da Hemoba em Salvador, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Alagoinhas, Ribeira do Pombal, Itapetinga e Seabra.

A ampliação da coleta permitiu atender tanto eventuais emergências relacionadas às festividades quanto às demais necessidades da rede assistencial em todo o estado.

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O prefeito Augusto Castro (PSD) estará encaminhando à Câmara Municipal de Vereadores Projeto de Lei que dispõe sobre a Organização Administrativa do Poder Executivo do Município de Itabuna, estabelecendo normas gerais aplicáveis à Administração Pública Direta e Indireta, definindo órgãos e entidades administrativas, disciplinando os cargos em comissão e as funções de direção, chefia e assessoramento, fixando regras de ordenação de despesas e revogando integralmente a Lei Municipal nº 2.525, de 28 de dezembro de 2020, que instituiu a estrutura administrativa anterior.

A medida é justificada pela necessidade de atualização, modernização e reestruturação da Administração Municipal, tendo em vista que o modelo organizacional vigente encontra-se defasado, fragmentado e insuficiente para atender às atuais demandas das políticas públicas municipais, especialmente diante da ampliação das responsabilidades constitucionais do Município, do crescimento das políticas setoriais e da necessidade de integração entre planejamento, execução e controle.

Estrutura administrativa é matéria de competência exclusiva do Chefe do Poder Executivo, de forma que apenas o Prefeito pode deflagrar o processo legislativo. A nova organização administrativa é resultado de um esforço do prefeito Augusto Castro em modernizar a administração municipal, alinhando-se aos novos padrões de gestão consolidados no Brasil.

Na Mensagem que encaminha o projeto, o Chefe do Executivo itabunense afirma que nos últimos anos a Administração Municipal passou a atuar em frentes cada vez mais complexas, exigindo maior capacidade institucional, coordenação intersetorial, governança administrativa e controle de resultados, o que demanda uma estrutura moderna, funcional, juridicamente segura e alinhada às melhores práticas de gestão pública.

“Nesse contexto, a nova organização administrativa ora proposta contempla relevantesinovações estruturantes, voltadas ao aperfeiçoamento institucional do Município de Itabuna e à adequação de sua máquina administrativa às demandas contemporâneas de gestão pública”, acrescenta.
Dentre as inovações, destaca-se a criação da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, concebida como instrumento de fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência de gênero, de promoção da autonomia econômica feminina e de garantia de direitos das mulheres itabunenses, bem como a instituição da Secretaria Municipal de Relações Institucionais, vinculada ao Gabinete do Prefeito, destinada a qualificar a articulação política e institucional do Município junto ao Poder Legislativo, aos demais entes federativos e às instituições públicas e privadas.

A reorganização proposta cria a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, com ampliação de suas competências voltadas ao fomento da atividade produtiva, à geração de emprego e renda, ao turismo, à qualificação profissional e à defesa do consumidor, mediante atuação estruturada do PROCON Municipal.

A proposta também promove a modernização da governança administrativa mediante o aprimoramento do sistema de controle interno municipal, alinhando-o aos padrões estaduais e nacionais, com a integração orgânica das funções de ouvidoria e corregedoria no âmbito da Controladoria-Geral do Município, ampliando os mecanismos de transparência, accountability e integridade institucional.

No campo jurídico-administrativo, a reestruturação contempla a criação de núcleos e departamentos jurídicos setoriais nas principais Secretarias Municipais, com o objetivo de descentralizar a consultoria e assessoramento jurídico, conferir maior celeridade aos processos administrativos e garantir uniformidade de orientação jurídica sob a coordenação da Procuradoria-Geral do Município. No plano da gestão administrativa, a presente lei promove o fortalecimento institucional das Secretarias Municipais de Educação e de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS).

No mesmo eixo social, o Núcleo de Assistência Judiciária Gratuita passa a integrar a estruturada Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza, ampliando o acesso da população em situação de vulnerabilidade a serviços jurídicos essenciais e fortalecendo a rede de proteção social do Município. Também está sendo criado um novo Departamento de Inovação Tecnológica, uma nova estrutura que foi bastante estudada e planejada de forma técnica, a partir de modelos consolidados de gestões responsáveis, inovadoras e inclusivas.

No âmbito do poder de polícia administrativa, a proposta reforça e estrutura a atuação da Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública (SESOP), conferindo-lhe papel central na coordenação das ações fiscalizatórias do Município, no apoio às demais Secretarias no exercício do poder de polícia e na adoção de medidas administrativas autoexecutórias, assegurando maior efetividade na proteção do ordenamento urbano, do meio ambiente, do comércio regular e da convivência social nos espaços públicos.

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A greve geral de 24 horas convocada pelas principais centrais sindicais da Argentina nesta quinta-feira (19) em protesto contra a reforma trabalhista do presidente Javier Milei interrompeu o funcionamento dos principais aeroportos do país e provocou cancelamentos e reprogramações de voos entre Buenos Aires e o Brasil.
No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, pelo menos 21 voos com origem ou destino à Argentina foram cancelados nesta manhã, incluindo partidas e chegadas de Buenos Aires e Mendoza.
As rotas envolviam companhias como Aerolíneas Argentinas, Gol, Latam, além de voos internacionais operados por Delta, Air France e outras.
Os cancelamentos também são informados nos demais aeroportos internacionais do país, como Rio Galeão, no Rio de Janeiro; no Afonso Pena, em Curitiba; e no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre.
A Latam Airlines disse, em comunicado, que alterou sua operação diante da adesão formal dos sindicatos que representam trabalhadores da Intercargo —empresa responsável pelos serviços de pista nos aeroportos argentinos— à paralisação. A empresa ressaltou que alguns voos podem operar com mudanças no horário ou data, sem necessariamente serem cancelados.
Segundo a companhia, os passageiros afetados pelos cancelamentos e/ou reprogramações do dia 19 de fevereiro poderão optar por alteração sem custo (podendo ser ida e/ou volta) para um novo dia, dentro de um ano, a partir da data original do voo ou reembolso integral da reserva.
A Gol afirmou que a greve “impossibilitará todas as operações aeroportuárias” nas principais cidades argentinas —incluindo Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário— e também comunicou aos clientes a possibilidade de remarcações sem custos ou opção por reembolso.
A Aerolíneas Argentinas anunciou o cancelamento de 255 voos por causa da adesão de pilotos, funcionários aeronáuticos e até de trabalhadores petroleiros que abastecem aviões.
Em comunicado, a companhia afirmou que a greve afetará 31 mil passageiros e terá um impacto econômico de US$ 3 milhões (R$ 15,71 milhões) para a estatal aérea.
A companhia argentina disse ainda que aplicará os descontos salariais correspondentes aos funcionários que participarem da greve pelo dia não trabalhado e que adotou medidas para reduzir os transtornos, como reprogramação de voos, antecipações e ajustes fora do período da greve.
Sindicatos liderados pela CGT (Confederação Geral do Trabalho) pressionam parlamentares a rejeitarem ou modificarem o texto da reforma aprovada na semana passada no Senado e que começa a ser discutida nesta quinta na Câmara dos Deputados.
O projeto reduz indenizações, permite pagamentos em bens e serviços, estende a 12 horas a jornada de trabalho e limita o direito de greve, entre outros pontos.
Na visão das entidades, é um retrocesso, pois precariza relações de trabalho e reduz direitos conquistados ao longo de décadas.

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