A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou, na sexta-feira (26), a bandeira vermelha patamar 1 para o mês de outubro. Isso significa que os consumidores receberão as contas de energia elétrica com aumento de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

A medida, segundo a ANEEL, deve-se ao volume de chuvas abaixo da média, o que força o uso das usinas hidrelétricas. Por isso, há necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que são mais caras. Nos meses anteriores foi acionada a bandeira vermelha patamar 2, ainda mais cara.

A Agência Nacional de Energia Elétrica explica que a fonte solar de geração é intermitente e não injeta energia para o sistema o dia inteiro. Por essa razão, conforme a ANEEL, é necessário o acionamento das termelétricas para garantir a geração de energia quando não há iluminação solar, inclusive no horário de ponta.

SISTEMA INDICA CUSTOS

Criado em 2015 pela ANEEL, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no Brasil. As bandeiras mostram o custo variável da produção de energia, a partir da análise da disponibilidade de recursos hídricos, o avanço das fontes renováveis e o acionamento de fontes de geração mais caras como as termelétricas.

Com as bandeiras, o consumidor ganha um papel mais ativo na definição de sua conta de energia, de acordo com a ANEEL. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo para ajudar a reduzir o valor da conta. Pela regra anterior, que previa o repasse somente nos reajustes tarifários anuais, o consumidor não tinha a informação de que a energia estava cara naquele momento e, portanto, não tinha um sinal para reagir a um preço mais alto.

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A Emasa se tornou a primeira empresa de saneamento básico da Bahia a firmar acordo de negociação de dívidas com a Receita Federal. Com isso, a Companhia poderá obter a Certidão Negativa de Débitos (CND) e avançar com mais segurança na busca por investimentos.

O passivo da empresa foi reduzido de mais de R$ 91 milhões — resultante da falta de recolhimento de tributos e encargos sociais como INSS, PIS e Cofins — para aproximadamente R$ 26 milhões, segundo a presidência da Emasa.

O acordo, firmado junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, assegurou descontos de até 65% sobre juros e multas, além do parcelamento da dívida em até 120 meses.

Para o presidente da Emasa, Ivan Maia, a conquista representa uma virada de página na história da empresa. “Essa vitória é fruto de um trabalho coletivo e estratégico, conduzido pela diretoria e pela equipe jurídica, que se dedicaram a resolver um passivo que comprometia a saúde financeira da Emasa há décadas”, afirmou.

MUNICÍPIO COMO GARANTIDOR

O município de Itabuna também participou do processo como garantidor, reafirmando o compromisso da administração municipal com a sustentabilidade da empresa. A regularização fiscal fortalece a credibilidade da Emasa e abre caminho para a captação de novos recursos e investimentos em obras de expansão e modernização do saneamento básico, beneficiando diretamente a população.

“Assim, como atuamos para tornar o município de Itabuna adimplente, não medimos esforços para que ocorresse o mesmo com a Emasa. Agora, a empresa tem condições de contrair linhas de crédito e avançar na melhoria do saneamento básico da cidade”, disse Augusto.

CONCESSÃO  DA EMASA

Na avaliação da presidência da Empresa, a Emasa conquista mais que estabilidade financeira: “ganha fôlego para investir no futuro, ampliar serviços e consolidar uma gestão de saneamento mais eficiente e responsável em Itabuna”.

Desde o início do ano, o município contratou empresas para estudo e opções de investimentos no saneamento básico. Os serviços de água e esgoto do município poderão ser concedidos à iniciativa privada por um período de 35 anos. A estimativa é de negócio de R$ 650 milhões.

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O combate à manipulação de resultados ganhou um novo instrumento no Brasil. O Governo Federal lançou na madrugada desta segunda-feira (29) a plataforma Apita Cidadão, um canal de denúncias que promete sigilo total aos informantes e acompanhamento direto pela Polícia Federal. 

 

O lançamento faz parte das ações do grupo de trabalho que prepara a primeira política nacional contra manipulação esportiva. O colegiado reúne representantes dos ministérios do Esporte, Justiça, Fazenda e Polícia Federal. O prazo para apresentar um relatório com propostas é de 180 dias, com possibilidade de prorrogação.

A utilização da ferramenta consiste em preencher um formulário online, informando data, local da partida, possíveis envolvidos e um breve relato do ocorrido.

 

Além da plataforma, o Ministério do Esporte, em Brasília, abre nesta segunda um encontro técnico de três dias. Delegados das polícias Civil e Federal de todos os estados participam do treinamento. No evento também será apresentado um manual de prevenção e repressão à fraude no esporte.

 

No início deste mês, o governo brasileiro oficializou ao Conselho da Europa a intenção de aderir à Convenção de Macolin, tratado que já reúne cerca de 50 países e busca ampliar a cooperação internacional contra manipulação esportiva.

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A Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer realizou na noite de ontem, 25, um Aulão de Esporte Dance que movimentou a Praça Hélio Lourenço, popularmente conhecida como a Praça do Cacau, no Góes Calmon. Aberta ao público em geral, esta edição da Primavera do Aulão de Esporte Dance reforça a importância da prática de atividades físicas.

As aulas de Esporte Dance são conduzidas pelo professor de Educação Física, Marcelo Neto, e trata-se de uma atividade que combina elementos da dança com exercício físico, proporcionando treino um divertido e dinâmico. Na aula de ontem, o evento proporcionou muita energia, movimento e alegria em uma noite dedicada ao bem-estar e à prática esportiva.

Vale lembrar que o Projeto de Esporte Dance foi criado no início do primeiro mandato do prefeito Augusto Castro (PSD), com o objetivo de incentivar a prática de atividade física e promover a saúde e o bem-estar da população.  As aulas acontecem às segundas e quartas-feiras, das 17 às 18 horas, na Secretaria de Esportes e Lazer, na Rua Casemiro Rego, nº 42, no Bairro da Conceição, e também na Vila Olímpica Professor Everaldo Cardoso, no São Caetano, às terça e quintas-feiras, às 18 horas.

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O cantor, compositor e multi-instrumentista Gilberto Gil será o responsável por coordenar um evento em homenagem ao pianista Tenório Jr., que desapareceu em Buenos Aires na véspera de um golpe militar na Argentina.

 

De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, do jornal ‘O Globo’, o evento em homenagem ao músico acontecerá no dia 1º de outubro, no Rio de Janeiro, e contará com outros grandes nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Marcos Valle, Joyce Moreno e mais.

 

Tenório, que era um dos músicos mais requisitados do país, tocando com Milton Nascimento, Nana Caymmi e Gal Costa, desapareceu em 1976, enquanto acompanhava a banda de Vinícius de Moraes e Toquinho, e teve o corpo encontrado quase 50 anos depois, sendo identificado pela Equipe Argentina de Antropologia Forense.

 

Para Aloizio Mercante, presidente do Espaço Cultural do BNDES, a homenagem ao músico é justa e importante para a cultura brasileira.

 

“O banco é a casa do desenvolvimento e também da democracia. Por isso, a justa homenagem a Tenório Jr., cuja vida e obra foram brutalmente interrompidas pela violência de uma ditadura, reafirma nosso compromisso com a memória, a cultura e a verdade histórica”, afirmou.

 

O evento contará ainda com a participação das lideranças das “Mães da Praça de Maio”, da Argentina, e da “Marcha do Silêncio”, do Uruguai, um representante da família de Eunice e Rubens Paiva e familiares de Tenório Jr.

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou nesta quinta-feira (25) a criação de uma delegacia, no âmbito da Receita Federal, para combate ao crime organizado. Durante o comunicado, o ministro afirmou que já existe na Receita um núcleo informal que atua no combate ao crime, mas que a institucionalização seria um avanço. As informações são da Folha de S. Paulo.

 

“A criação da delegacia, no âmbito da Receita, vai ser muito útil para que isso seja estruturado, independentemente de governo. Até para cobrar do poder público ações efetivas contra o crime organizado, é bom saber que tem um órgão criado com essa finalidade.” Segundo Haddad, a Fazenda vai encaminhar a criação do instituto para o Ministério da Gestão nas próximas semanas.

 

O anúncio ocorrem no momento em que o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Receita Federal investigam um esquema que envolve a participação do Primeiro Comando da Capital (PCC) em ações nos setores de combustíveis e de jogos de azar. Nesta quinta, a Operação Spare identificou ao menos 267 postos ainda ativos, que movimentaram mais de R$ 4,5 bilhões entre 2020 e 2024, mas recolheram apenas R$ 4,5 milhões em tributos federais –o equivalente a 0,1% do total movimentado.

 

“Isso chamou a atenção da Receita Federal, a baixíssima arrecadação dessa montanha de recursos. Desde 2023, foi montado aqui um núcleo de fraude estruturada para combater justamente o crime organizado e a intersecção entre o crime organizado e a economia real. Porque a lavagem de dinheiro implica muitas vezes ter atividades, entre aspas, lícitas para lavar.”, completa o ministro.

 

A “Spare” é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, que descobriu vínculos entre o PCC e o setor de combustíveis, além de fintechs da Faria Lima. A operação teve como alvos suspeitos de usar postos de combustíveis, empreendimentos imobiliários, motéis e lojas de franquia para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

 

A Receita também publicou nesta semana uma portaria com medidas para o combate a crimes em importações, com regras mais restritivas para a compra de combustíveis. Entre as novas regras estão o tratamento prioritário para crimes tributários e de aduana, com maior articulação entre a Receita e os órgãos de segurança pública.

 

Nesta quinta (25), o ministro defendeu ainda a aprovação do projeto de lei do devedor contumaz, em tramitação no Congresso Nacional. O projeto visa punir quem descumpre reiteradamente o pagamento de tributações, com estabelecimento de uma dívida mínima de R$ 15 milhões para caracterizar um devedor contumaz, que também deverá ter uma inadimplência recorrente e injustificada.

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A Prefeitura de Itabuna publicou o Decreto de nº 16.584, de 16 de setembro de 2025, em que transfere de forma definitiva para a Secretaria de Indústria, Comércio, Emprego e Renda (Sicer), a competência pela emissão, renovação e controle do Alvará de Funcionamento no município.

Até então, o processo era conduzido pela Secretaria da Fazenda e Orçamento, que a partir de agora ficará responsável apenas pelo cadastramento inicial das empresas e alterações cadastrais recepcionadas via Juceb.

Com a mudança, a Prefeitura busca agilizar e modernizar os procedimentos de regularização empresarial, fortalecendo o diálogo direto com o setor produtivo e oferecendo mais eficiência e transparência no licenciamento das atividades econômicas.

O Secretário de Indústria, Comércio, Emprego e Renda, Mauro Ribeiro, destaca que a alteração representa um avanço para o ambiente de negócios em Itabuna. “Essa medida aproxima ainda mais a secretaria das demandas dos empreendedores, centralizando em um só órgão os processos de vistoria, análise e emissão do Alvará”, comenta.

Ele ainda destaca que o objetivo é dar mais agilidade, segurança e clareza,” contribuindo para o crescimento econômico e para a formalização das empresas na nossa cidade”. O chefe do Departamento de Fiscalização, Marcos Souza, reforça que a mudança também vai melhorar o acompanhamento das atividades já licenciadas:

“Além de agilizar a emissão dos novos alvarás, teremos um controle mais atualizado e transparente das empresas em funcionamento. Isso nos permitirá fortalecer a fiscalização preventiva, garantindo que todos estejam regulares e que o desenvolvimento do comércio ocorra de forma organizada e legal”, explica.

Vale lembrar que a Secretaria de Indústria, Comércio, Emprego e Renda terá ainda a missão de integrar o processo com outros órgãos municipais, mantendo sempre atualizado o cadastro das empresas licenciadas e assegurando a publicidade dos atos de licenciamento. O decreto prevê ainda um prazo de até 30 dias para a transferência dos dados, processos e sistemas que estavam sob a gestão da Secretaria da Fazenda e Orçamento.

“Com esta medida, a Prefeitura de Itabuna reafirma o compromisso de fortalecer o ambiente empresarial local, incentivando a formalização e criando condições para o crescimento sustentável do comércio e da indústria no município”, encerra o Secretário Mauro Ribeiro.

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A Bahia registrou um total de 212.944 aposentados e pensionistas que tiveram descontos feitos sem autorização em seus benefícios do INSS já receberam os valores de volta, de forma integral e com correção pela inflação (IPCA). Ao todo, mais de R$ 137,24 milhões já foram pagos aos beneficiários do INSS no estado que aderiram ao acordo proposto pelo Governo do Brasil e homologado pelo Supremo Tribunal Federal.

 

Até o dia 23 de setembro, na Bahia, 231.740 aposentados e pensionistas aderiram, e 91,89% deles já receberam.

No geral, foram garantidos a devolução de R$ 1,53 bilhão a aposentados e pensionistas que foram prejudicados. Um total de 2,46 milhões de beneficiários aderiram ao acordo de ressarcimento e já receberam os valores devidos, o que representa 74% dos 3,33 milhões de brasileiros que estão aptos a receber.

“Os dados mostram a eficiência dessa iniciativa do Governo de devolver cada centavo de forma rápida e segura para garantir a dignidade e os direitos dos nossos aposentados e pensionistas”, destaca o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

“O ressarcimento está chegando a aposentados e pensionistas em todas as regiões do país. Nosso compromisso é garantir que cada beneficiário receba de volta o que é seu, com respeito, segurança e transparência”, completa o presidente do INSS, Gilberto Waller.

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Para promover ações com foco na valorização da vida, a Prefeitura de Itabuna, por meio dos Serviços de Atenção Especializada em Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, realiza nesta sexta-feira, dia 26, um evento integrativo que se apresenta como ponto alto da programação que vem sendo realizada neste mês em referência à Campanha Setembro Amarelo.

A ação, que será realizada na Praça José Bastos, centro de Itabuna, das 8 às 12 horas, contará com atividades voltadas para o autocuidado, orientações sobre serviços de saúde mental e práticas de promoção do bem-estar. 

Para a coordenadora das Unidades Especializadas em Saúde Mental, enfermeira Náira Cruz, o tema deste ano “Cuidar da Vida é um compromisso de todos” foi pensado estrategicamente.

“O intuito é trabalhar a valorização da vida e o autocuidado com a saúde mental. Primeiro, realizamos diálogos intra e intersetoriais. Amanhã, faremos esta programação aberta ao público com a proposta de sensibilizar a comunidade sobre a importância do olhar atento ao bem-estar emocional”, informa Náira Cruz.

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A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) propôs a destinação de parte do financiamento climático internacional para o agronegócio. A posição consta no documento “Agropecuária Brasileira na COP30”, divulgado nesta quarta-feira (24), com as demandas da entidade para a conferência da Organização das Nações Unidas que será realizada em novembro em Belém.
“Temos a convicção de que a agricultura tropical é, sem dúvida, a oportunidade que melhor se apresenta de custo-efetividade para projetos e ações que possam ser encaminhadas com recursos do financiamento climático”, disse Muni Lourenço, presidente da comissão de meio ambiente da CNA, ao falar sobre a meta global de alcançar US$ 1,3 trilhão para conter as mudanças climáticas.
Marta Salomon, especialista sênior em políticas climáticas do Instituto Talanoa, criticou a exigência. “Esse dinheiro não é para produtores rurais brasileiros, é para financiar a adaptação e a redução das emissões de gases de efeito de estufa nos países mais pobres do mundo”, disse.
Em 2024, as nações reunidas na COP29 concordaram em mobilizar US$ 300 bilhões anuais, com o objetivo de chegar a US$ 1,3 trilhão. Cabe à COP30 mostrar o caminho para alcançar esse montante.
“Se eles estão pedindo uma parcela da meta global de financiamento climático, é uma bobagem, porque não é assim que funciona”, afirmou Salomon. “Tem muita gente na fila antes.”
Nelson Ananias, coordenador de sustentabilidade da CNA, rebateu as críticas e afirmou que os repasses respeitariam o Acordo de Paris. “Esse dinheiro precisa chegar ao produtor rural, porque senão fica dentro de ministérios ou de ONGs que usam esse dinheiro para criar ‘soluções’ para o setor agropecuário”, disse à reportagem.
Em nota divulgada à imprensa, a CNA declarou que “considera fundamental que o financiamento climático chegue diretamente aos produtores rurais, facilitando a implementação de tecnologias de baixo carbono e contribuindo para dar escala às ações de mitigação e adaptação”.
O documento publicado nesta quarta diz que o agronegócio é um celeiro de soluções para a crise climática e foca na fragilidade diante do aquecimento global. Para a entidade, a transição justa “deve considerar o papel estratégico do setor agropecuário como fornecedor de alimentos e a vulnerabilidade na ocorrência de eventos climáticos”.
O texto não menciona a contribuição para as emissões brasileiras. O Seeg (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa) calcula que a agropecuária brasileira emitiu 631 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) em 2023 -a maior quantidade já registrada-, correspondente a 27,5% do total nacional naquele ano.
“Está na hora da agropecuária entrar como grande aliada no combate ao aquecimento global, cortando as emissões, inclusive por desmatamento”, diz Salomon. “É um setor que pode se comportar de uma forma mais clara, e não só pedindo recursos para remediar uma situação em que contribui de forma tão forte.”
João Martins da Silva Junior, presidente da CNA, afirmou em evento de lançamento do documento: “Todo dia sai filme de exploradores de ouro e contrabandistas de madeira, mas nunca sai alguma coisa provando que é um produtor rural que está destruindo a mata”.
O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), da bancada ruralista, participou do encontro e disse que o agronegócio deve se impor nas discussões da cúpula em Belém. “A gente precisa sair na frente falando, porque senão, a conversa que vem de lá para cá, junto com órgãos governamentais, vai tomar conta e dominar o discurso da COP.”
Marinho afirmou que a agricultura familiar carece de produtividade e criticou a demarcação de terras indígenas e áreas de proteção ambiental no Pará. Ele defendeu a isenção de impostos para tratores agrícolas e afirmou que já conversou com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, sobre a proposta.
“Não temos absolutamente nada do governo, senão o Ibama e o ICMBio prendendo, queimando, fazendo tanta coisa. Lá no Pará a gente se arrepia quando vê”, disse, ao criticar a atuação dos institutos federais de fiscalização do uso de recursos naturais e conservação da biodiversidade.
A CNA também defendeu que a agropecuária seja reconhecida como capaz de gerar créditos de carbono, certificados de remuneração por redução ou remoção de uma tonelada de CO2e da atmosfera.
Salomon afirma que a demanda expressa uma contradição, pois o setor foi poupado de um limite anual de emissões na lei que estabeleceu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa. “Como não tem teto de emissão, também não poderia se beneficiar dos créditos de carbono”, diz.
Emendas ao texto garantiram que o setor possa gerar créditos. A legislação ainda precisa ser regulamentada.
O documento da CNA faz críticas à lei antidesmatamento da União Europeia, conhecida como EUDR. A entidade argumenta que não se deve legitimar “medidas comerciais unilaterais com justificativas climáticas, reconhecendo os impactos desproporcionais que tais instrumentos impõem aos países em desenvolvimento”.
Salomon afirmou que a legislação seria eficiente para reduzir emissões e o desmate. “A agropecuária está cuidando do seu bolso ao não querer nenhuma restrição de mercado a produtos, mesmo aqueles produzidos em área de desmatamento”, disse.
A CNA também colocou como prioridade o combate ao que chama de estigmatização dos agricultores da amazônia e pediu a criação de um mandato de agricultura tropical no Acordo de Paris.

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O primeiro final de semana da Primavera em Itabuna será agitado, com mais de três centenas de atletas praticando atividades físicas de alta intensidade. Será a realização do Campeonato Spring Games 2025, a Primavera mais quente do Brasil que terá sua abertura às 18h30min de sexta-feira, dia 26, na Praça Otávio Mangabeira, no centro da cidade.

 

Antes, às 16 horas, no mesmo local, haverá a entrega de kits aos atletas inscritos para o “crossfit”, que envolve a combinação de uma variedade de exercícios, que se alternam a cada treino.

 

De acordo com o professor de Educação Física, Fabiano Araújo, coach e Team Masters, a competição conta com o apoio da Prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer, vai ser desenvolvida na área de estacionamento da praça, onde será montada uma estrutura com toldos, tendas, disciplinadores e será aberta ao público.

 

“Mais de 300 atletas da Bahia e de outros estados se inscreveram para o Campeonato Spring Games 2025, que acontecerá até domingo com extensa programação até domingo, dia 28. Esta é a terceira vez que realizamos a prova de crossift em Itabuna, que teve duas edições iniciadas, em 2023, na Vila Olímpica, e Praça do Cacau ano passado”, contou o professor Fabiano Araújo.

 

 

CRONOGRAMA – SPRING GAMES 2025

 

*Sexta-feira – 26/09*

            •          16h00 → Início da entrega dos kits dos atletas

            •          18:30h → Abertura oficial do evento

            •          19h00 → Briefing e passagem de técnicas

            •          21h00 → Previsão de encerramento do dia

 

⸻

 

*Sábado – 27/09*

            •          07h00 → Início das competições

            •          18h00 → Previsão de término do primeiro dia de competições

 

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*Domingo – 28/09*

            •           08h00 → Início do segundo dia de competições

            •          17h00 → Previsão de término das competições e encerramento do evento.

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Devido principalmente ao aumento de preços da energia elétrica, o indicador que apresenta a prévia da inflação de setembro registrou forte alta de 0,48%, após ter tido índice negativo em agosto, de -0,14%. Foi o que mostrou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (25). 

 

O aumento de preços entre agosto e setembro, que chegou a 0,62% de variação, acabou por anular a forte queda verificada no período anterior. Entre os meses de julho e agosto, houve uma queda de 0,47% no IPCA-15, e o resultado de setembro é o maior no ano desde março, quando ficou em 0,64%.

 

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,76% e, nos últimos 12 meses, a variação foi de 5,32%, acima dos 4,95% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2024, a taxa havia sido de 0,13%.

 

O maior impacto positivo para a composição do índice de 0,48% veio do grupo Habitação, com 3,31% no mês. Em agosto, o grupo Habitação havia observado uma queda de 1,13%. 

 

Após a queda de 4,93% no mês passado, os preços da energia elétrica residencial, subitem com maior impacto positivo no IPCA-15 de setembro (0,47%), subiram 12,17%, contribuindo para o resultado do grupo. Houve o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. 

 

Além disso, segundo o IBGE, a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 2, a partir de 1º de setembro, adicionou R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Também ocorreu reajuste tarifário de 4,25% em Belém (11,38%), a partir de 7 de agosto.

 

Ainda em Habitação, a taxa de água e esgoto (0,02%) foi reajustada em 4,97% em Salvador (0,31%), a partir de 18 de julho, e o resultado do gás encanado (0,19%) foi consequência do aumento de 6,41% nas faturas em Curitiba (3,32%), a partir de 1° de agosto.

 

Além de Habitação, quatro dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta no mês de setembro: Vestuário (0,97%), Saúde e cuidados pessoais (0,36%), Despesas pessoais (0,20%) e Educação (0,03%). Alimentação e bebidas (-0,35%), Transportes (-0,25%), Artigos de residência (-0,16%) e Comunicação (-0,08%) apresentaram variação negativa.

 

Já no grupo de Alimentação e bebidas, o recuo (-0,35%) em setembro foi o quarto seguido. Em agosto, esse grupo recuou 0,53%. A alimentação no domicílio teve redução de 0,63% nos preços em setembro, ante a variação de -1,02% observada em agosto. 

 

As quedas de preços do tomate (-17,49%), da cebola (-8,65%), do arroz (-2,91%) e do café moído (-1,81%) impactaram o resultado. No lado das altas destacaram-se as frutas, cujos preços subiram, em média, 1,03%.

 

Em relação à alimentação fora do domicílio, ocorreu desaceleração de agosto (0,71%) para setembro (0,36%), em virtude das altas menos intensas do lanche (de 1,44% em agosto para 0,70% em setembro) e da refeição (de 0,40% para 0,20%).

 

Quanto aos índices regionais, todas as capitais pesquisadas pelo IBGE tiveram alta de preços em setembro. A maior variação foi registrada em Recife (0,80%), por conta das altas da energia elétrica residencial (10,69%) e da gasolina (4,78%).

 

Entre todas as capitais pesquisadas para a composição do IPCA-15, a cidade de Salvador registrou o terceiro resultado mais baixo. A capital baiana teve a prévia de inflação de 0,32%. 

 

No resultado do trimestre, o IPCA-15 de Salvador foi de 0,24%, abaixo da média nacional de 0,67% no mesmo período. Em relação ao indicador dos últimos 12 meses, a capital do Estado da Bahia registrou 4,74%, bem abaixo da média para todo o país, que foi de 5,32%.

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